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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!

04
Dez08

Triste...

por Pobre(o)Tanas

 

 

 

Se eu disser que agora, ao final do dia, me apetece chorar, vou parecer fraca?

 

 

Será que posso chorar?

 

Ou tenho de pensar nos que têm mais problemas que eu e enxugar as lágrimas por ter sorte?

 

 

É que apetece mesmo chorar...

 

 

 

Queria tanto não me sentir assim...       pequenina...

 

 

 

 

 

 

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24
Nov08

Ressaca da festa :D

por Pobre(o)Tanas

 

 

Eram 6 e 40 da manhã e fui acordada. Enganaram-se na campaínha... E a resmungar, voltei para a cama. Certo e sabido que não dormi mais até às 8... Depois tenho o comboio que me passa ao lado do prédio, coisa que depois do hábito não faz confusão nem treme as coisas, mas naquele estado qualquer barulhinho me fritava a cabeça. De maneira que estou "ahhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!" assim a modos que como se estivesse de ressaca.

 

A Carol, depois de três meses sem me falar, voltou à carga na sexta feira à noite com sms. É que nem me perguntou se estava tudo bem, como estavam as miúdas, etc, etc.

 

Não me bastava a festa que tive de levar com aquela à noite também:

 

- Olha lá, tens falado com a tua mãe?

 

- Para que queres saber?

 

- Porque acho que a vi agora mesmo.

 

- Pois é natural, a minha mãe é um ser humano como eu e tu e também se passeia por aí...

 

- Claro, caso contrário não estavas cá!

 

- Exacto, mas felizmente estou:)

 

 

Fodidazinha a gaja, ãh?

 

Mas "amori" para o meu lado vens mal. Já lá vai o tempo em que me calava porque eras mais sabida que eu, no presente não tenho nem pachorra nem feitio para te aturar e se vens com meias fodas para cima de mim podes virar-te para outro lado.

 

Estranho disto tudo é que tenha coincidido com a semana em que o amigo do namorado dela tenha dado à sola da minha vida pela segunda vez. Sempre pensei que houvesse mão dela nesta palhaçada toda mas isso é-me indiferente neste momento.

 

Pensava que ia sofrer mesmo a sério a semana que passou, afinal oh para mim aqui fresca que nem uma alface!

 

Chego a ter medo mesmo de já não ter sentimentos. Porque não sofri. Não derramei uma lágrima sequer. Será que estou mesmo insensível?

 

Bom que se lixe...

 

 

 

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Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh SEGUNDA-FEIRAAAAA!

 

 

 --------- » E eu aqui a ruminar chocolates...

 

 

 

 

 

 

 

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18
Nov08

 Mail enviado hoje de manhã, após conversa de ontem...:

 

 

 

 

Bom dia, A. Sei que depois da conversa de ontem, não ha muito mais a acrescentar ao que foi dito. No entanto, e uma vez que frente a frente por vezes é dificil dizer as coisas, faço-o por esta via que exponho muito melhor aquilo que quero dizer.

 

Como disse, não te vou pedir nada, não vou exigir nada. Também fiquei confusa porque se antes eu exigia e uma vez que não podias dar, tu "fugiste" por não saberes o que queres, agora que tomei a posição de te deixar estar da maneira como sentes e és, sem querer nada em troca, tu mais uma vez não sabes que voltas dar.

 

A pergunta que coloco é "Afinal, como me devo comportar?".

 

Fazer-te perguntas até tudo estar resolvido na tua cabeça e na minha, estar constantemente a exigir que estejas comigo ou pelo menos para teres a certeza do que queres?

 

Ou deixar-te livre para seres tu a querer as coisas, aproveitar os bons momentos, rir, sair e não andar cá com merdas de "epah ele não gosta tanto de mim como eu gosto dele"? Elucida-me porque sinceramente não sei que postura adoptar. Apesar de gostar mais desta segunda, porque me sinto bem melhor com ela e menos pressionada comigo mesma.

 

Expliquei-te ontem que não te amo tal como tu não me amas. Gosto muito de ti, porque és uma pessoa cinco estrelas, és tudo aquilo que talvez eu precisasse na minha vida para ela estar 100% completa. Contudo amar uma pessoa é preciso MUITO tempo, é preciso cuidar das coisas vividas em conjunto, ter aquele companheirismo, saber o que o outro pensa, dizer as coisas numa conversa a dois sem medos, gostar de estar com aquela pessoa mesmo com os defeitos todos, dar peidinhos e rir com isso, ou seja, dividir as batatas fritas.

 

O que poderá haver entre nós é paixão, a face sexual de cada um ao rubro, gostarmos da companhia um do outro, mas uma vez que não há um passado em conjunto (coisa que se cria ao longo do tempo seja numa relação amorosa, seja numa amizade) e temos vidas tão distintas, isso traga medos.

 

Se me perguntares se quero apenas "isto", digo-te já que não, mas se me perguntares porque não salto fora, digo-te também que se tive uma relação de 7 anos também ela começou assim, tirando o facto de ele no inicio passar para outro passeio so para não me falar. Mas criaram-se laços e construiu-se uma coisa em conjunto. Fomos bons companheiros de lutas. E não se andou aí a medir sentimentos. Quando ele achou que me amava disse-o e provou-o nos anos seguintes. Agora medir sentimentos não se mediu. E atenção que não estou a comparar-te a nada. Só estou a expor uma situação. E acredita que eu era bem pior, porque era uma miuda mimada e ele mais velho e coerente que eu.

 

Se quiseres estar sossegado, ver onde poderá dar, sem stresses, sem preocupações, A., epah é na boa porque vou manter o mesmo comportamento que tenho mantido desde que nos vimos desta ultima vez. Se não temos ninguém, se somos grandinhos, se não há coisa que impeça na tua cabeça, é andar para a frente e quando não der, sentamo-nos e conversamos.

 

O amor não se dá assim em meses. Não, meu amor de homem, o amor cresce com o tempo, é moldado com as coisas vividas, com as barreiras ultrapassadas, com amizade. A paixão é efemera, poderá haver uns tempos depois, porque há pessoas que ainda a têm pelos que amam, mas apenas em pequenos rasgos de ilucidez. Amor é cuidar. Podes amar um amigo. Tu já me amas como amiga, porque a forma como me tratas di-lo. E o amor não precisa de ser brusco, amor que leve à morte. Não! Amor pode ser uma coisa pacífica. Ver o por-do-sol, rir com uma gaffe, passear de mãos dadas e dizer "lembras-te quando estivemos aqui?". A paixão é aquilo que se dá quando me vês nua ou com umas calças que me favoreçam o rabo. Mas o meu rabo vai descaír e um dia não serei tão perfeita aos teus olhos, nua, mas quando eu estiver com as maminhas descaídas, com o rabo flácido e se tu ainda aí estiveres para ver, e se gostares de mim da mesma maneira como agora, a isso se chama amor.

 

Se achares que não, que a tua consciencia não to permite, e agradeço o facto de seres sempre sincero, somos amigos e não passa disso. E quando digo "não passa disso", não passa mesmo, porque lá está, à 1.ª foi desconhecimento, à 2.ª foi porque eu quis, mas 3.ª comigo não há... E uma vez amigos não há mais retorno porque também eu quero a minha vida estabilizada e não me sentir "um passa-tempo". Porque se andarmos sempre "a ver se é desta vez" e depois parar, recomeçar, parar e nunca passa daí, vou acabar por me sentir mesmo um joguete.

 

Não vou dar por tempo perdido, e esta capacidade de perdoar as pessoas, de as escutar e aceitar os seus sentimentos sejam eles quais forem, tem sido uma coisa que tenho aprendido a gerir dentro de mim. E digo-te, sinto-me tão leve quando perdoo, quando deixo a pessoa expor o que sente mesmo que não vá de encontro àquilo que sinto, que só isso me faz sentir melhor ainda.

 

Como te disse tambem, ja quase que não tenho medo. E tenho força suficiente para começar sempre do zero...

 

Mais uma vez te dou aqui a oportunidade de escolheres, se sim sem medos, sem medir sentimentos, sem nos preocupar-mos com isso, se não, porque não podes, não deves... Mas digo também que pareço mais forte do que aparento e também sou mais fraca do que aquilo que gostaria de ser...

 

 

 

Beijinhos

 

 

 

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- Eh verdade oh gordo, que queres para os teus anos??? É ja amanhãaaaa!!!

 

- Gordo?! :'( pros meus anos? Não sei...

 

- Gordo num sentido querido! Ou também sou redonda como um pêssego? Não sou. Diz lá o que queres de prenda!

 

- O que eu queria mesmo era miminhos e beijinhos....:(

 

- Oh A. agora até me deixaste um bocado à toa sem saber que dizer...

 

- Oh deixa lá. Sou eu a parvar. Desculpa ter dito aquilo.

 

- Se é para parvar não se dizem coisas dessas. Nunca se diz algo bonito que toque no sentimento de alguém para depois dizer "esquece lá isso não é isso que sinto. Lamento."

 

- Eu não me expliquei bem. Eu quero isso. Só que tenho medo de voltar a chegar ao ponto da ultima vez. Acredita que não te quis magoar.

 

- Até porque já o fizeste no passado e custou muito e na altura má da minha vida que foi quando estava mais fragilizada, quando menos precisava. Hoje não te condeno e até agradeço o facto de teres sido sincero. Nunca to disse, acho eu, mas tenho mesmo que agradecer. Podia ter sido mais cedo, evitavam-se coisas que foram ditas à toa e sem serem reflectidas da minha parte. E só por isso perço desculpa porque também não percebi logo que não havia sentimento da tua parte e fiz as coisas durarem mais tempo. Só por isso lamento eu...

 

- Não sei se as coisas voltariam ao que eram, isso não sei. A única coisa que sei é que, neste momento, o que importa sou eu como mulher. Quando estiver com alguém é a 100% porque o meu objectivo é mesmo casar, ter filhos, ter a minha família e conseguir voltar a estudar. E quero alguém ao meu lado que tenha os mesmos objectivos que eu. Tenho 21 anos sou nova, tudo bem, mas já vivi mais coisas que talvez muitas mulheres de 30 e sei que estou apta para o papel de mulher de família, de mulher que rege uma casa, trabalha e estuda. Quem não quiser olha temos pena se é isso que quero só peço a Deus que me faça conhecer alguém que una a sua vida à minha. Com amor, honestidade e saúde para trabalhar. Se não aparecer continuarei na minha, com a minha casa e com as miúdas, porque neste momento com isto tudo que tenho, podes crer que sou a mulher mais feliz do mundo! E não me curvo aos pés de quem nada pretende de mim a nível sentimental, de amizade, etc....

 

 

 

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Esta sou eu! Quem não quiser... Olha... TEMOS PENAAAAAAAA!!!

 

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- Eu quando disse aquilo estava a senti-lo. Não estava a parvar. Só que sou muito teu amigo e também não quero perder esta amizade.

 

- Oh A. não te vou mentir dizendo que não gosto de ti e que não quero mimos e beijos e coisas que tais mas também eu tenho medo... e quem tem cu tem medo. Neste caso coração e cabeça e tudo o que me compõe...

 

- Eu compreendo. Mas prenda... Não é preciso dares-me nada. Já me deste ontem. 1 foto brutal...:P

 

 (foto minha e da Zappa - a quem ele chama carinhosamente de "piolhinho" e por quem se apaixonou mais que por mim)

 

- Somos mesmo giras!

 

- E queridas.

 

- Nunca me senti tão bem como nos ultimos tempos, sabes?

 

- Ainda bem. Gosto muito de ouvir isso. Até me deixa mais feliz.

 

- De maneira que é assim. Olhaaaaaaaa o meu pai vai oferecer-me a máquina de lavar no fim do mês!!! Mas ainda tenho que a ir escolher...

 

- Este fim de semana fico cá. Se quiseres posso ir contigo.

 

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E se tiver um amigo para as compras? Digo já aqui que, não me vou por a fazer mais filmes e que se é para ser apenas amizade, epah que seja e que dure. Porque amigos temos poucos e apesar de tudo, ele nunca me apontou nada e nunca me deitou nada à cara. Se continuar a ser como é, agradeço a Deus por me fazer estar rodeada de pessoas que me querem bem...

 

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E sim, o meu pai vai oferecer-me uma máquina de lavar. Podia dar-me uma velhota que ele lá tinha para a arrecadação e assim não gastava dinheiro mas como ele disse: "Agora até estão baratas e ficas com uma nova..."...

 

Baratas... Sim pois claro... Baratíssimas!

 

 

 

 

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23
Out08

Este post vai ser longo...

por Pobre(o)Tanas

Hoje de manhã vi isto:

 

 

 

Outubro 22 2008

 

imagem retirada de uma pesquisa feita no google

 

 

Quero estar só, mas ao mesmo tempo invade-me a vontade de ter alguém a quem dizer amo-te, a quem ligar e dizer que morro de saudades, com quem partilhar tudo.
Só quero ser feliz, mas haverá alguém capaz de me entender? Que me faça ultrapassar o medo que tenho de me envolver de novo?
As mágoas antigas, doem como se fossem recentes, magoa, fere, toldam-me, prendem-me lá com elas não deixam os meus olhos e coração ultrapassar e ficar disposto de novo.
Deixei de acreditar no género masculino, mas também sou suficientemente inteligente para saber que não sou todos iguais. Mas que culpa tenho eu de no meio de um universo de homens decentes só cruzam o meu caminho os que não prestam.
Porque comigo?
Porque não pode ser comigo como é com tantas outras mulheres, que encontraram o homem certo, e amam sem reservas?
Sei que sou uma pessoa complicada até mesmo difícil. Não sei se alguma vez vou encontrar alguém capaz de ver mais além, olhar-me e ver-me a alma.
Não sou má pessoa... Então porque é que é assim?
Será serei capaz de ultrapassar sozinha... não acredito, sou do género de pessoa em que tem que ver para crer, tenho que sentir...
Recordo muitas vezes que no passado nunca me senti amada, mas acreditava que o meu amor era tão GRANDE que dava para os dois, pobre estúpida, ignorante...
Há muito que não recorro a psicólogos ou psiquiatras e medicamentos, mas há dias em que parece que o melhor era marcar um consulta e pedir desses medicamentos.
Passo grande parte das noites acordada até tarde. A minha cabeça parece uma roda-viva os pensamentos e as lembranças, os olhos toldam-se de lágrimas que me deslizam pela cara molhando a almofada.
Engraçado, há muito que não sou capaz de chorar de dia e/ou na presença dos outros, choro sozinha pela surdina da noite.
A cada dia que passa, sinto-me mais vulnerável, sinto-me fraca.
Ás vezes ponho-me a pensar que motivos, tenho eu para me levantar todos os dias?
Não tenho com quem partilhar os meus dias, os meus medos as minhas alegrias...
publicado por Anita §!§ às 21:41
 

O Blog em questão é da Anita/Borboleta. Este blog chamou-me à atenção há umas semanas e desde então que passo por lá e devoro o que a Borboleta escreve. Comento quando sinto que devo comentar e hoje fiz-lhe o comentário mais longo alguma vez fiz a alguém. Porque? Porque esta MULHER conseguiu dizer TUDO aquilo que eu sinto neste momento e não conseguia dizer. Mas TUDO! Quando li identifiquei-me com as suas palavras, a sua dor e com o seu choro em silêncio. Mas de uma forma tão identica que também eu, chorei. Por dentro...

 

 

 

 

À Anita peço desculpa por estar a usar o seu post para o começo do meu, que no qual espero conseguir exprimir o que me vá cá dentro de uma vez por todas, sem rodeios, sem medos.

 

 

Tenho 21 anos, nasci no dia 5 de Maio de 1987 em Vila Franca de Xira, nasci mulher, com o nome de Joana. 

 

Como pessoa vejo-me uma apaixonada pelo que me rodeia, pelo belo, por aquilo que me entra pelos poros da pele e me faz viver. Basicamente vivo à base daquilo que vejo e de emoções que me elevem a mente para um patamar seguro. Em que me sinta segura de mim e do que me rodeia. Não gosto daquilo que não conheço, não me guio pelo desconhecido. Não me movo por terras que não sinta firmes e gosto de sitios confortáveis em que possa contemplar aquilo que me espera para continuar o meu caminho. Sou uma pessoa que não tem medo de trabalhar. Sei, felizmente fazer de tudo um pouco na vida e nas coisas básicas que são necessárias, e trabalho com as armas que tenho e boa disposição para ir em frente mas apenas se tiver quem alinhe comigo. Costumo dizer aos meus amigos que enquanto não perecer nas batalhas da vida que estarei na linha da frente com eles no confronto final. Inventei esta frase num momento em que uma amiga estava desesperada. E as minhas amizades, que são poucas, pautuam-se por isso mesmo: estar lá. Mas! E como digo, comigo há sempre um "mas", preciso que estejam lá para mim também. E aqui entra o meu lado negativo. Sou possessiva. Tudo o que tenho ao meu redor tem de ter a minha mão por cima, para tocar, para sentir, para "ver com as mãos" e "sentir com os olhos" que não trabalhei em vão para aquilo que tenho. Sejam as amizades, o amor, a familia, as coisas fisicas e sentimentais. São minhas, conquistei-as, tenho direitos. Não o faço por mal, faço-o para ter noção do que tenho para viver e ser feliz. Para fazer as contas à minha vida. E saber se vale a pena. E nem toda a pessoa, como ser independente que é, gosta de se sentir pressionado, coberto pela minha mão e afasta-se. E eu sofro. Porque dei tudo de mim e de um momento para o outro, a minha possessividade estraga tudo. Já tentei mudar, já tentei ser aquilo que os outros querem que eu seja, alguém despreocupado. Mas não sou e hoje estou a escrever para me aceitar como sou. Esta minha faceta vai acompanhar-me sempre por mais que eu tente mudar. E como tal terei de viver com ela. Porque não me alimento do "quase" ou do "acho que sim". Para mim existem apenas duas palavras "sim" ou "não" e não "talvez" ou "logo se vê". E quem me quiser tem de me aceitar tal e qual como sou. Dizer-me com frontalidade se é ou não é! Se quer sentir-se amado/a mas com a condição de mal poder respirar com o sufoco do peso da minha presença. Porque eu estou presente. Porque eu existo. E se existo terão de lidar comigo.

Não sou alimento para peixinhos de aquário. E não vivo na corda bamba. Vivo agora por problemas que não foram causados por mim. Porque eu não causo problemas e se os causo admito, vou em frente e pergunto "Quanto são?". Posso demorar anos a decidir-me por algo no dia a dia, na passividade do meu lar, mas se acontece algo inesperado e é para a guerra eu vou. Tem de ser, vou. Estou lá e tenho sangue frio para o que der e vier. Posso ir-me abaixo, posso chorar mas levanto-me, arregalo os olhos, grito feita selvagem e desço colina abaixo de espada em riste qual filme de acção. Busco as forças que pensava não ter e grito.

Onde quero chegar... Quero chegar ao facto de ter sido usada bastantes vezes na minha vida, olhar para mim e perguntar "que fiz para não merecer alguém que me aguente?". É que, e não vou ser humilde, o meu unico defeito é mesmo a possessividade. E ser frontal. Sou e não mando recados por ninguém. Mas tenho sentimentos, ideais, valores e epah desculpem o que vou dizer mas, fodasse onde é que eu erro? Alguém me diz onde erro? Amo as pessoas, amigos, familia, homens, com esta força tudo bem e pode assustar mas... Fogo não há ninguém neste mundo imenso que tenha tomates para me aturar? Que olhe para aquilo que sou? Que me dê valor? Que me veja por dentro, me toque a alma e não as mamas...? Elas até são pequenas. Não têm tamanho nenhum para que têm voces interesse nisso?

Tive duas pessoas que me bateram fundo no âmago e as duas, uma por força de circunstancias da vida que não pude evitar porque a minha possevidade, ele tinha garra para ela porque sempre me mostrou por A + B que estaria lá para comigo, foi embora. A outra porque lhe deve ter apetecido. E assim como veio, foi. Mas só uma delas amei. Foi o meu primeiro homem e alem disso foi mais que familia, foi companheiro, foi irmão, foi pai, foi mãe e crescemos tanto juntos que achei que o meu amor me mataria de tão grande que era. É o homem mais lindo do mundo para mim e se ele hoje me dissesse "agora" eu dizia "já!". Mas deixei o passado para viver o presente. O homem da minha vida ficou la atras e tem o seu lugar cá dentro. Mas o meu coração tem espaço suficiente para caber todas as pessoas que amo e estão comigo. E dou oportunidades para que entrem cá dentro e ninguém as sabe aproveitar. Nem dou conta que algo não está certo, até dou e tento falar mas ninguém fala sobre isso e simplesmente tudo acaba!

Sou uma pessoa que perdoa uma infidelidade (apenas uma vez!) se tiverem a coragem de a admitir. Mas sabem que mais de mim como antes não têm... Podem conquistar-me outra vez mas vou estar tipo espião então nem vale a pena perdoar porque já me conheço. So perdoei os meus pais. Vezes e vezes demais e agora acho que chegou mas isso é outro patamar da minha vida que não consigo ainda resolver. Mas digo que não me troquem as voltas porque posso parecer parva mas não sou burra. E como digo, dormi tempo demasiado sozinha para compreender o que se passa com quem dorme comigo.

Não sou nenhuma santa. Já tive meia duzia de homens na minha cama. E quando digo meia duzia são mesmo seis. E nenhum deles enganei. Mesmo que não gostasse com amor de verdade. Todos eles sabiam e os que não sabiam era porque não queriam saber. Mas quando disse "amo-te" durante a noite, foi de verdade. Quando digo "amo-te" durante o sexo. Não. É apenas uma resposta igual à que me dão mesmo que eu não pergunte nada. Mas sempre pensei que ia ser "dessa vez" que ia parar e assentar arraiais. Ser de alguém e ter alguém meu, meu no sentido que falei antes. Companheiro, estar comigo e ouvir-me... Mas nunca foi. Porque nem me deram oportunidade para isso. Nos nao amamos uma pessoa à primeira vista. Ficamos apaixonados mas amar aprende-se. E aqueles que quis amar não se deixaram amar. Os que queriam ser amados não quis eu porque achei que afinal não tinhamos nada para dar em nada. E como digo, preciso de me sentir segura. Preciso de ver que me dão estabilidade. Que me fazem crescer como pessoa, crescer a minha mente, gosto de pessoas inteligentes que me façam pensar e me ajudem a procurar respostas daquilo que não entendo. Gosto de pessoas que queiram evoluir porque se eu não quisesse tinha continuado na parvalheira de onde vim. Teria ficado em casa e continuaria a ouvir conversas baratas de quem tudo promete e nada tem para dar no sentido da sapiência.

Quando o vento não bate na vela de forma a fazer-me fugir da tempestade, eu salto fora do barco. Não é uma atitude inteligente mas já que o barco vai estar perdido e eu também, então que vá nadando até ver onde vou chegar antes da tempestade me alcançar. Sou das que comeriam carne humana para sobreviver se tivesse que ser. Não mataria ninguém mas faria se a pessoa já estivesse morta. Sou das que daria um tiro na minha própria cabeça antes de tirar a vida a alguém que eu visse que era inocente. Mas sou a primeira a torturar alguem que faça mal aos meus e a mim. Mas principalmente aos meus. Eu tenho as costas largas. E sou das que se vingam. Posso demorar anos mas vingo-me. E nem preciso de actos. Bastam-me palavras. Basta-me olhar para o lado e fazer cara de "eu bem te avisei!"... Mas também dou a mão e estou lá.

Esta sou eu, precisava de dizer isto, precisava de mostrar o meu eu e dizer que choro sozinha também, como a Borboleta. Nunca choraria à frente de um filho da puta que me faça mal. E não vou chorar. Se ele disser "eu vou" eu direi "já devias ter ido". E não tenho medo de amar. Mas tenho consciencia que não amei nos ultimos tempos. Tinha de o dizer. E tenho a dizer que posso nunca ter outra vez amor para mim e para dar mas não me arrependo em nada do que fiz e do que sou. Porque sou assim e quem não tem tomates para mim, corte-os, e ponha-os a fritar em azeite... Que digo-vos, custa menos que aturar-me!

À mulher cabra que tem o homem que poderia fazer-me feliz e eu a ele, epah que o deixe livre para mim. Seja ele quem for. Mas que o largue neste momento para ele me encontrar enquanto como um hamburguer no McDonalds...

 

 

A ti, Borboleta, hoje tiveste um motivo para te levantares. Fizeste esta mulher que eu sou, sentir-se ainda mais mulher e sentir uma garra pela vida que já há semanas que não sentia. Pode não te valer de muito mas acredita que as tuas palavras tocaram nas veias que me fazem o sangue correr pelo corpo. E estou mais viva que nunca!

 

Es uma MULHER de verdade e olha para ti, arranja-te e VIVE! Porque se não o fizeres ninguem o faz por ti. Enquanto não saires desse casulo de ti mesma não estaras receptiva. E é com a dor que temos que damos mais valor aos pequenos prazeres da vida que já são raros nos dias que correm. Olha em volta, não procures mas também não feches os olhos. Olha eu... Tanta dor. Mas é minha. E estou a partilhá-la com todos para que me custe menos. Malvadez? Não! Ou não chamariam a isto "aldeia global"... E nas aldeias o problema de um é de todos!

 

Ergue-te, pinta-te, veste o teu melhor casaco que está frio e sai para a rua beber café!

 

Já te amo como pessoa e nem sei quem és! Agora olha aguenta-te com a minha mão pesada de possessividade em cima!

 

 

 

 

 

Obrigada por me lerem, se chegaram até aqui, agora levam um beijinho e um abraço grande! E guardem os "cangurus" dentro das bolsas marsupiais (ouso dizer "pilas") que a Pobre(o)Tanas não as mede. Mede sim a inteligencia que vos sai dos olhos. O brio que emanam da vossa alma. Quanto às senhoras, temos o período, que posso dizer mais? Sem ele, os homens não nasciam e com isso tenho tudo dito!

 

 

 

AMO O MUNDO INTEIRO E AMO-ME A MIM!

 

Vou ali ao McDonalds...

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21
Out08

Gosto disto!

por Pobre(o)Tanas

 

 

Não gosto do homem, porque simplesmente embirro por ele não ter aceite as suas raízes, porque ele próprio é um racista para a sua etnia, porque o nariz dele (simplesmente!) caiu... E não sei se ama crianças da forma que só os pedófilos amam, mas que gosto das musicas dele, isso gosto.

 

E esta deveria estar bem presente nas nossas cabeças... O pessoal deste mundo deveria reunir-se todo e começar a limpar o "quintal"...

 

E se esta musica não tem aquele "power"... Então quem a ouvir não tem sentimentos. E muito menos se arrepia e...

 

 

 

E não me alongo mais porque se me dói ainda o "coccix" ou "cróxis" ou... olha doi-me o rabo pronto!

 

 

Ora bote lá aí o som oh faxabore!

 

Som, som... 1,2,3... som...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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18
Out08

Outra promessa cumprida!

por Pobre(o)Tanas

Como prometi fotos da minha casa/ninho aqui vão elas.

 

Estas foram tiradas no primeiro fim de semana em que lá fiquei.

 

Estava tudo arrumadinho claro...

 

 

 

 

 

 

As chavesssssssss!!! Master eu prometi e aqui estão!

 

 

 

A cozinha! E o famoso microondas....

 

 

A sala que ainda faltam algumas coisas

 

 

O meu quarto que ja está mais cheio... Sim gosto de rosa e azul turquesa... E sim gosto de peluches...

 

 

O escritorio! Com o aspirador... Andava em limpezas...

 

 

 

Peço desculpa pela qualidade mas pronto eu é pessoas que compra telemoveis na CashConverters em segunda ou terceira mão...

 

 

 

 

E pronto este é o meu fantástico ninho que eu AMO. O meu reinoooooo! Digno de mim!

 

 

 

 

 

E não podia faltar...

 

 

 

Os beijinhos....E as miudas no colo em plena brincadeira!

 

 

 

Agora já sabem onde gasto dinheiro.... No papel higiénico.....

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Cheguei a uma etapa da minha vida em que pairo entre um estado de "não sei onde estou/não sei para onde vou VS esta sou eu?/não me sei definir".

 

Sinto que falta-me tanto, sinto um aperto constante dentro de mim e sinto ainda falta do tempo em que tinha certezas de tudo. Em que via as coisas com clareza, em que sabia o que queria, tinha convicções no que dizia, de quem eu era.

 

Agora olho, opto por falar ou simplesmente sorrir. Opto por deixar ir ou não. Opto pelo que me ocorre na altura. Opto por não chorar. Mas apetece. Apetece chorar e não consigo. Tudo me foge das mãos.

 

Tenho a minha casa que tanto amo, o meu espaço, o meu mundo que abre portas com alegria. Que cheira bem. Que cheira a mim. O meu pijama velho, "farda trabalho", que sem ele não vivo, os meus Cds - banda sonora da minha vida - , o edredão quente que me diz "Hoje tens um sitio teu para dormir". Mas não descanso. Tenho acordado sobresaltada com medo que comece tudo outra vez. Empacotar coisas. Sair.

 

Tenho as "miudas" que pegam nas minhas meias acabadas de apanhar do estendal e que mas escondem no cesto dos brinquedos. Parece que querem algo meu para cheirar e recordarem quem sou se eu tiver que sair outra vez. É isso que sinto nelas. Sempre tensas, sempre a medo.

 

Vivemos as 3 sempre na corda bamba. Guardar mantimentos hoje, para amanhã não faltar. "Hoje só comem ração, temos de guardar aquela latinha para um dia especial...". Na minha cabeça tento pensar que não lhes dou a lata por castigo face a algo que possam ter feito de asneira na minha ausência, mas o meu coração sabe que é para poupar. Olham para mim com olhinhos suplicantes de "Mas então nem um bocadinho de comida de lata?". E se doi.

 

Quanto a mim nem sei a sorte que tenho. Todos os dias me espera jantar. Tenho imensa sorte. Sei que se tivesse que fazer sempre comida o dinheiro não iria chegar. Já não chega. Tenho de deixar de fumar. São 60 euros por mes. Davam para imensas latas.

 

Tenho de deixar. Cortar com o que resta do passado que ficou. O fumo. So me falta isso. Que me pesa em consciencia e na carteira. E na comida das "catraias".

 

Sinto-me egoista. Fumar e as gatas só comerem ração. Sou fraca. Sou um ser humano.

 

 

Hoje doi-me o estomago. Dos nervos. De pensar. De fazer força para não rebentar. De não acabar com isto que me consome. O passado infiltra-se na minha mente como um manto doentio. Sufoca-me no presente. E vou esperando pelo futuro roendo as unhas de nervosismo e insatisfação comigo mesma.

 

Não sei o que tenho. Deve ser dor de consciencia. De saber que falho quando não falhava. De não ser o que esperava ser. De ter noção que quando somos grandes, somos adultos, acarretamos com a dor do mundo inteiro. Tudo nos afecta, tudo doi, tudo consome. Sinto-me a fraquejar. E sinto que nada farei na vida de especial para mim. Não queria ser reconhecida, mas reconhecer o meu proprio valor para mim mesma. Olhar para dentro de mim e dizer "Sou assim! E tenho orgulho!" mas ao invés coro de vergonha. De achar que fiz demasiados filmes na cabeça para a minha vida e chegar aqui sem nada.

 

Estou mesmo cansada psicologicamente. Pensei que não me matava mas moi. Moi e doi. Não sossego. Não consigo. Nada me dá gosto fazer. Estou tensa. O corpo move-se para onde tem de ir. Para a obrigação. E vai como aqueles animais que já sabem o caminho. E não sou capaz de pegar em mim e dizer "Não! Vais à luta e vais erguer!". Estou sempre a lamentar-me quando até tenho tudo. Lamentos e mais lamentos... Sou uma parasita se continuar a lamentar-me. Uma mal agradecida por tudo o que fazem por mim. Porque não deveria e deveria agradecer a Deus pelo que tenho. E deixar-me de lamúrias.

 

 

Acordar para a vida... Levantar este cu malcheiroso da cadeira e atacar nas oportunidades. Não esperar que apareçam mas vasculhar... Criar a minha própria sorte...

 

 

 

 

Esta sou eu. Forte por fora, fraca por dentro... 

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13
Out08

E ficamos por aqui...

por Pobre(o)Tanas

Há coisas que simplesmente não consigo deixar passar em branco. Coisas essas que muitas vezes me deitaram abaixo e/ou fortaleceram. Contigo aconteceu-me isso. Foste embora e eu fortaleci. Mal ou bem recompus-me, mal ou bem consegui o que tenho agora, mal ou bem acolhi-me no ninho daqueles que na hora me chamaram para perto deles e mal ou bem consegui voltar à pessoa que era, com a vida regrada que tinha, com mais responsabilidade é certo, mas com a minha simplicidade de viver, o meu sorriso, que tantas vezes era contido, começou a aparecer cada vez mais e eu estava a conseguir erguer-me. Até que...

 

 

Voltaste à carga. Como se 5 meses (20 semanas) nunca tivessem passado, como se tudo e todos estivessem em coma e depois tivessem acordado e o mundo estivesse parado à espera desse acordar como se nada fosse. Mas não foi assim... Eu não estava a dormir. Passei muitas noites em claro sem saber para onde me virar e sem saber que mal tinha feito para merecer mais um embate destes, que coisas podia ter dito que não fossem para o teu bem e para o meu que te fizessem fugir outra vez. Mas não choro. Nem tão pouco derramei uma lágrima quando te foste. Derramei por mim, porque não sabia que mais esperar. 

 

 

Mãe, tenho de to dizer, não tenho forças para encarar mais um abalo destes. Não consigo. E por cobardia - porque nos tornamos cobardes em algumas situações - te digo que não posso continuar a alimentar este “Espera que já volto/Não esperes por mim”. Porque não é disso que preciso. Não é deste tipo de relação que necessito para o meu bem estar. Que apareçam/desapareçam como se de marinheiros se tratassem. Como se eu fosse um porto de abrigo. Não vou deixar que me usem outra vez, ou pelo menos que sintam falta de mim quando lhes apetece. E foi isto que consegui nestes últimos meses (quase meio ano). Não deixar que me usem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E quando voltaste tudo o que conquistei dentro de mim foi em vão. Porque não consegui dizer que não. Mas mãe, mesmo que seja por e-mail, penso que esteja na altura de dizer esse “NÃO!” por mais que doa, por mais que custe. Mas preciso de mim. Preciso de estar dentro de todas as minhas capacidades psicológicas para atravessar esta etapa da minha vida. Já atravessei o deserto, já estou à beira mar (com as minhas “miúdas” pequenas) e com os meus que restaram. Porque no fim foram poucos os que ficaram aqui comigo. E não posso deixar que entres outra vez para me fazer juras, me fazer dar-te tudo o que tenho (porque sempre foi assim, sempre todos te deram tudo para que ficasses bem) e depois ires embora quando já não precisas, quando estás saciada.

 

 

 

 

 

Quando dizes a outros que são a “família” que sempre desejaste. Não te condeno. No entanto acho que deverias lembrar-te que antes de teres uma “nova família” tinhas uma “velha” que saiu de ti. Que carregaste 9 meses no ventre e uma delas carregou outra, mais 9 meses. 21+32+11 = 64 anos. Soma da minha idade, da minha irmã e da minha sobrinha. Mas compreendo-te.

 

 

Não acredito em ninguém, desculpa-me mãe, mas não acredito em ti. Sabes a historia do Ulisses? Em que ele teve de navegar no mar das sereias que encantavam aqueles que o atravessavam, com as suas melodiosas vozes? Para não se deixarem encantar os marinheiros levavam os ouvidos tapados e remavam, remavam. Mas o imprudente Ulisses não quis saber. Quis ouvir as melodias. E sofreu, sofreu muito. E tu encantas, mãe. A tua voz aconchega por mais ríspida que seja. Mas mãe, já atravessei esse “mar” muitas vezes e não tenho forças para ser outra vez amarrada ao mastro. Perdoa-me mas não consigo.

 

 

A minha caminhada daqui para a frente é sozinha e com aqueles poucos que me ficaram. Posso ser tua filha, mas como aquelas amigas que éramos… Acho mesmo que perdeste tudo isso. Mas desejo-te tudo de bom. No entanto o chamado “Papel Principal” é todo MEU agora e cheguei aqui, não volto em nada para trás.

 

 

As escolhas foram tuas e eu cosi a baínha da minha vida com as linhas que deixaste.

 

 

Beijos

Da tua filha

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13
Out08

Apetece-me bater a mim mesma!

por Pobre(o)Tanas

 

 

 

Sou uma fraca. Em todos os sentidos. Porque não consigo impor a minha vontade a mim própria, porque é mais fácil dar-me bem com as pessoas que simplesmente ignorá-las. Porque sim. Porque sou uma idiota. Porque o coração fala mais alto e o sangue que corre nas veias também.

 

Porque tinha que ligar outra vez??? Porque tinha que perguntar como estava??? Queria lá saber como estava, desde que não quisesses saber de mim.

 

Que faço para voltar ao que estava a conseguir ser? Controlar-me, controlar a minha vida. Controlar aquilo que queria que entrasse, já que aqueles que dela saiam, faziam-no sem que eu pudesse evitar. Até porque estava a conseguir arrumar certas coisas. Ter noção do que queria e não queria. E agora aparece como se nada fosse, como se nada se passasse.

 

Já tinha tudo estudado, tudo o que ia dizer da próxima vez e nada disse. Não consegui dizer "Vai embora, já chega!", simplesmente dei hipotese que a conversa decorresse e falei mais de mim do que devia.

 

Sou uma merda!

 

 

 

 

Que ódio de mim mesma! E de ti também! Que continuas a não valer nada apesar de eu gostar tanto de ti.

 

Só me apetece chorar. Mas o mal já está feito. Já dei a trigésima oportunidade ao atender o telefone. Parece um filme que vi vezes e vezes. Daqueles que já se sabe até o genérico de cor.

 

Não me senti contente como das últimas vezes, não senti aquela falta, simplesmente falei porque não sei mentir, não sei ser ríspida com os meus. Não estou feliz, nem aliviada. Bem pelo contrário. Sinto-me traidora. Sinto-me horrivelmente mal quando fui tão avisada e não soube dizer "Deixa-me em paz!".

 

Como consegue aquele ser dar-me a volta como se nada fosse? Por favor que se arranje um antídoto.

 

Sinto-me como o Ulisses amarrado ao barco a ouvir o cântico das sereias. Porque não se quis precaver como os seus companheiros, não quis tapar os ouvidos... E se sofreu ao ouvi-las, amarrado ao mastro...

 

 

 

 

"Sai daqui!"?

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