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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!


23
Out08

Este post vai ser longo...

por Pobre(o)Tanas

Hoje de manhã vi isto:

 

 

 

Outubro 22 2008

 

imagem retirada de uma pesquisa feita no google

 

 

Quero estar só, mas ao mesmo tempo invade-me a vontade de ter alguém a quem dizer amo-te, a quem ligar e dizer que morro de saudades, com quem partilhar tudo.
Só quero ser feliz, mas haverá alguém capaz de me entender? Que me faça ultrapassar o medo que tenho de me envolver de novo?
As mágoas antigas, doem como se fossem recentes, magoa, fere, toldam-me, prendem-me lá com elas não deixam os meus olhos e coração ultrapassar e ficar disposto de novo.
Deixei de acreditar no género masculino, mas também sou suficientemente inteligente para saber que não sou todos iguais. Mas que culpa tenho eu de no meio de um universo de homens decentes só cruzam o meu caminho os que não prestam.
Porque comigo?
Porque não pode ser comigo como é com tantas outras mulheres, que encontraram o homem certo, e amam sem reservas?
Sei que sou uma pessoa complicada até mesmo difícil. Não sei se alguma vez vou encontrar alguém capaz de ver mais além, olhar-me e ver-me a alma.
Não sou má pessoa... Então porque é que é assim?
Será serei capaz de ultrapassar sozinha... não acredito, sou do género de pessoa em que tem que ver para crer, tenho que sentir...
Recordo muitas vezes que no passado nunca me senti amada, mas acreditava que o meu amor era tão GRANDE que dava para os dois, pobre estúpida, ignorante...
Há muito que não recorro a psicólogos ou psiquiatras e medicamentos, mas há dias em que parece que o melhor era marcar um consulta e pedir desses medicamentos.
Passo grande parte das noites acordada até tarde. A minha cabeça parece uma roda-viva os pensamentos e as lembranças, os olhos toldam-se de lágrimas que me deslizam pela cara molhando a almofada.
Engraçado, há muito que não sou capaz de chorar de dia e/ou na presença dos outros, choro sozinha pela surdina da noite.
A cada dia que passa, sinto-me mais vulnerável, sinto-me fraca.
Ás vezes ponho-me a pensar que motivos, tenho eu para me levantar todos os dias?
Não tenho com quem partilhar os meus dias, os meus medos as minhas alegrias...
publicado por Anita §!§ às 21:41
 

O Blog em questão é da Anita/Borboleta. Este blog chamou-me à atenção há umas semanas e desde então que passo por lá e devoro o que a Borboleta escreve. Comento quando sinto que devo comentar e hoje fiz-lhe o comentário mais longo alguma vez fiz a alguém. Porque? Porque esta MULHER conseguiu dizer TUDO aquilo que eu sinto neste momento e não conseguia dizer. Mas TUDO! Quando li identifiquei-me com as suas palavras, a sua dor e com o seu choro em silêncio. Mas de uma forma tão identica que também eu, chorei. Por dentro...

 

 

 

 

À Anita peço desculpa por estar a usar o seu post para o começo do meu, que no qual espero conseguir exprimir o que me vá cá dentro de uma vez por todas, sem rodeios, sem medos.

 

 

Tenho 21 anos, nasci no dia 5 de Maio de 1987 em Vila Franca de Xira, nasci mulher, com o nome de Joana. 

 

Como pessoa vejo-me uma apaixonada pelo que me rodeia, pelo belo, por aquilo que me entra pelos poros da pele e me faz viver. Basicamente vivo à base daquilo que vejo e de emoções que me elevem a mente para um patamar seguro. Em que me sinta segura de mim e do que me rodeia. Não gosto daquilo que não conheço, não me guio pelo desconhecido. Não me movo por terras que não sinta firmes e gosto de sitios confortáveis em que possa contemplar aquilo que me espera para continuar o meu caminho. Sou uma pessoa que não tem medo de trabalhar. Sei, felizmente fazer de tudo um pouco na vida e nas coisas básicas que são necessárias, e trabalho com as armas que tenho e boa disposição para ir em frente mas apenas se tiver quem alinhe comigo. Costumo dizer aos meus amigos que enquanto não perecer nas batalhas da vida que estarei na linha da frente com eles no confronto final. Inventei esta frase num momento em que uma amiga estava desesperada. E as minhas amizades, que são poucas, pautuam-se por isso mesmo: estar lá. Mas! E como digo, comigo há sempre um "mas", preciso que estejam lá para mim também. E aqui entra o meu lado negativo. Sou possessiva. Tudo o que tenho ao meu redor tem de ter a minha mão por cima, para tocar, para sentir, para "ver com as mãos" e "sentir com os olhos" que não trabalhei em vão para aquilo que tenho. Sejam as amizades, o amor, a familia, as coisas fisicas e sentimentais. São minhas, conquistei-as, tenho direitos. Não o faço por mal, faço-o para ter noção do que tenho para viver e ser feliz. Para fazer as contas à minha vida. E saber se vale a pena. E nem toda a pessoa, como ser independente que é, gosta de se sentir pressionado, coberto pela minha mão e afasta-se. E eu sofro. Porque dei tudo de mim e de um momento para o outro, a minha possessividade estraga tudo. Já tentei mudar, já tentei ser aquilo que os outros querem que eu seja, alguém despreocupado. Mas não sou e hoje estou a escrever para me aceitar como sou. Esta minha faceta vai acompanhar-me sempre por mais que eu tente mudar. E como tal terei de viver com ela. Porque não me alimento do "quase" ou do "acho que sim". Para mim existem apenas duas palavras "sim" ou "não" e não "talvez" ou "logo se vê". E quem me quiser tem de me aceitar tal e qual como sou. Dizer-me com frontalidade se é ou não é! Se quer sentir-se amado/a mas com a condição de mal poder respirar com o sufoco do peso da minha presença. Porque eu estou presente. Porque eu existo. E se existo terão de lidar comigo.

Não sou alimento para peixinhos de aquário. E não vivo na corda bamba. Vivo agora por problemas que não foram causados por mim. Porque eu não causo problemas e se os causo admito, vou em frente e pergunto "Quanto são?". Posso demorar anos a decidir-me por algo no dia a dia, na passividade do meu lar, mas se acontece algo inesperado e é para a guerra eu vou. Tem de ser, vou. Estou lá e tenho sangue frio para o que der e vier. Posso ir-me abaixo, posso chorar mas levanto-me, arregalo os olhos, grito feita selvagem e desço colina abaixo de espada em riste qual filme de acção. Busco as forças que pensava não ter e grito.

Onde quero chegar... Quero chegar ao facto de ter sido usada bastantes vezes na minha vida, olhar para mim e perguntar "que fiz para não merecer alguém que me aguente?". É que, e não vou ser humilde, o meu unico defeito é mesmo a possessividade. E ser frontal. Sou e não mando recados por ninguém. Mas tenho sentimentos, ideais, valores e epah desculpem o que vou dizer mas, fodasse onde é que eu erro? Alguém me diz onde erro? Amo as pessoas, amigos, familia, homens, com esta força tudo bem e pode assustar mas... Fogo não há ninguém neste mundo imenso que tenha tomates para me aturar? Que olhe para aquilo que sou? Que me dê valor? Que me veja por dentro, me toque a alma e não as mamas...? Elas até são pequenas. Não têm tamanho nenhum para que têm voces interesse nisso?

Tive duas pessoas que me bateram fundo no âmago e as duas, uma por força de circunstancias da vida que não pude evitar porque a minha possevidade, ele tinha garra para ela porque sempre me mostrou por A + B que estaria lá para comigo, foi embora. A outra porque lhe deve ter apetecido. E assim como veio, foi. Mas só uma delas amei. Foi o meu primeiro homem e alem disso foi mais que familia, foi companheiro, foi irmão, foi pai, foi mãe e crescemos tanto juntos que achei que o meu amor me mataria de tão grande que era. É o homem mais lindo do mundo para mim e se ele hoje me dissesse "agora" eu dizia "já!". Mas deixei o passado para viver o presente. O homem da minha vida ficou la atras e tem o seu lugar cá dentro. Mas o meu coração tem espaço suficiente para caber todas as pessoas que amo e estão comigo. E dou oportunidades para que entrem cá dentro e ninguém as sabe aproveitar. Nem dou conta que algo não está certo, até dou e tento falar mas ninguém fala sobre isso e simplesmente tudo acaba!

Sou uma pessoa que perdoa uma infidelidade (apenas uma vez!) se tiverem a coragem de a admitir. Mas sabem que mais de mim como antes não têm... Podem conquistar-me outra vez mas vou estar tipo espião então nem vale a pena perdoar porque já me conheço. So perdoei os meus pais. Vezes e vezes demais e agora acho que chegou mas isso é outro patamar da minha vida que não consigo ainda resolver. Mas digo que não me troquem as voltas porque posso parecer parva mas não sou burra. E como digo, dormi tempo demasiado sozinha para compreender o que se passa com quem dorme comigo.

Não sou nenhuma santa. Já tive meia duzia de homens na minha cama. E quando digo meia duzia são mesmo seis. E nenhum deles enganei. Mesmo que não gostasse com amor de verdade. Todos eles sabiam e os que não sabiam era porque não queriam saber. Mas quando disse "amo-te" durante a noite, foi de verdade. Quando digo "amo-te" durante o sexo. Não. É apenas uma resposta igual à que me dão mesmo que eu não pergunte nada. Mas sempre pensei que ia ser "dessa vez" que ia parar e assentar arraiais. Ser de alguém e ter alguém meu, meu no sentido que falei antes. Companheiro, estar comigo e ouvir-me... Mas nunca foi. Porque nem me deram oportunidade para isso. Nos nao amamos uma pessoa à primeira vista. Ficamos apaixonados mas amar aprende-se. E aqueles que quis amar não se deixaram amar. Os que queriam ser amados não quis eu porque achei que afinal não tinhamos nada para dar em nada. E como digo, preciso de me sentir segura. Preciso de ver que me dão estabilidade. Que me fazem crescer como pessoa, crescer a minha mente, gosto de pessoas inteligentes que me façam pensar e me ajudem a procurar respostas daquilo que não entendo. Gosto de pessoas que queiram evoluir porque se eu não quisesse tinha continuado na parvalheira de onde vim. Teria ficado em casa e continuaria a ouvir conversas baratas de quem tudo promete e nada tem para dar no sentido da sapiência.

Quando o vento não bate na vela de forma a fazer-me fugir da tempestade, eu salto fora do barco. Não é uma atitude inteligente mas já que o barco vai estar perdido e eu também, então que vá nadando até ver onde vou chegar antes da tempestade me alcançar. Sou das que comeriam carne humana para sobreviver se tivesse que ser. Não mataria ninguém mas faria se a pessoa já estivesse morta. Sou das que daria um tiro na minha própria cabeça antes de tirar a vida a alguém que eu visse que era inocente. Mas sou a primeira a torturar alguem que faça mal aos meus e a mim. Mas principalmente aos meus. Eu tenho as costas largas. E sou das que se vingam. Posso demorar anos mas vingo-me. E nem preciso de actos. Bastam-me palavras. Basta-me olhar para o lado e fazer cara de "eu bem te avisei!"... Mas também dou a mão e estou lá.

Esta sou eu, precisava de dizer isto, precisava de mostrar o meu eu e dizer que choro sozinha também, como a Borboleta. Nunca choraria à frente de um filho da puta que me faça mal. E não vou chorar. Se ele disser "eu vou" eu direi "já devias ter ido". E não tenho medo de amar. Mas tenho consciencia que não amei nos ultimos tempos. Tinha de o dizer. E tenho a dizer que posso nunca ter outra vez amor para mim e para dar mas não me arrependo em nada do que fiz e do que sou. Porque sou assim e quem não tem tomates para mim, corte-os, e ponha-os a fritar em azeite... Que digo-vos, custa menos que aturar-me!

À mulher cabra que tem o homem que poderia fazer-me feliz e eu a ele, epah que o deixe livre para mim. Seja ele quem for. Mas que o largue neste momento para ele me encontrar enquanto como um hamburguer no McDonalds...

 

 

A ti, Borboleta, hoje tiveste um motivo para te levantares. Fizeste esta mulher que eu sou, sentir-se ainda mais mulher e sentir uma garra pela vida que já há semanas que não sentia. Pode não te valer de muito mas acredita que as tuas palavras tocaram nas veias que me fazem o sangue correr pelo corpo. E estou mais viva que nunca!

 

Es uma MULHER de verdade e olha para ti, arranja-te e VIVE! Porque se não o fizeres ninguem o faz por ti. Enquanto não saires desse casulo de ti mesma não estaras receptiva. E é com a dor que temos que damos mais valor aos pequenos prazeres da vida que já são raros nos dias que correm. Olha em volta, não procures mas também não feches os olhos. Olha eu... Tanta dor. Mas é minha. E estou a partilhá-la com todos para que me custe menos. Malvadez? Não! Ou não chamariam a isto "aldeia global"... E nas aldeias o problema de um é de todos!

 

Ergue-te, pinta-te, veste o teu melhor casaco que está frio e sai para a rua beber café!

 

Já te amo como pessoa e nem sei quem és! Agora olha aguenta-te com a minha mão pesada de possessividade em cima!

 

 

 

 

 

Obrigada por me lerem, se chegaram até aqui, agora levam um beijinho e um abraço grande! E guardem os "cangurus" dentro das bolsas marsupiais (ouso dizer "pilas") que a Pobre(o)Tanas não as mede. Mede sim a inteligencia que vos sai dos olhos. O brio que emanam da vossa alma. Quanto às senhoras, temos o período, que posso dizer mais? Sem ele, os homens não nasciam e com isso tenho tudo dito!

 

 

 

AMO O MUNDO INTEIRO E AMO-ME A MIM!

 

Vou ali ao McDonalds...

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6 comentários

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De soflor a 23.10.2008 às 20:54

Olá, parabéns pela coragem de te expores desta maneira. Desejo que te sintas bem melhor depois de o teres feito. Por vezes temos necessidade de gritar ao mundo que existismos e tu assim o fizeste e muito bem. Compreendo as duas muito bem...a falta de emoções...a falta do sentir...por vezes torna-se dificil viver sem isso...eu sei...que fazer ?...eu estou a tentar aprender a viver vivendo com as emoções que vejo, que sinto nas outras pessoas,é complicado mas que fazer?!...somente vos dizer esperemos que amanhã seja um dia melhor que hoje.
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De Anita §!§ a 24.10.2008 às 00:04

Não podia deixar de cá passar para ler...

Ena... Esta forte, está corajoso, está bom... está tudo o que um post desta categoria tem que estar... PARABÉNS
(não sei se fico alegre ou triste por te ter "causado" tamanha situação , desculpa)

P.S.:Acho que consigo sobreviver com "com a minha mão pesada de possessividade em cima"

Beijinhos

(Obrigada, este é um dos motivos pelo que irei amanhã levantar o cú da cama.)
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Não podia deixar de cá passar para ler... <BR><BR>Ena... Esta forte, está corajoso, está bom... está tudo o que um post desta categoria tem que estar... PARABÉNS <BR>(não sei se fico alegre ou triste por te ter "causado" tamanha situação , desculpa) <BR><BR>P.S.:Acho que consigo sobreviver com "com a minha mão pesada de possessividade em cima" <img src="//blogs.sapo.pt/images/mood/EMOTICON_HAPPY.png"> <BR><BR>Beijinhos <img src="//blogs.sapo.pt/images/mood/EMOTICON_KISS.png"> <BR><BR>(Obrigada, este é um dos motivos pelo que irei amanhã levantar o cú da cama.) <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Áh</A> , "fizeste-me" chorar, ainda bem que estou á na caminha com todos a dormir, eeehhh )
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De Joanina a 24.10.2008 às 02:26

Li tudo, linha por linha ate ao fim! Não vou fazer muitos comentários , pois acho que um post destes e mais como um desabafo, uma reflexão , e dispensa analises que venham do exterior. Tu sabes quem és , o que queres e o que não queres... Isso e meio caminho andado para vires a ter uma boa vida.
Bj da Jo
P.S. "Roubei-te" uma coisa aqui do teu blog... E teve direito a post lá no bloguezi ... Desculpa... Eu sei... Somo uma inbejosa "!
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De umcasoraro a 24.10.2008 às 10:17

Olá míuda!
Este comentário vai ser grande, prepara-te!!!!
Tirei umas quantas frases do teu post, que li até ao fim para fazer o comentário.
"Não me movo por terras que não sinta firmes"
Tens medo, claro, como todos nós, até aquele mais aventureiro tem medo em determinadas situações, és tão novinha, tens tanta coisa para ver e fazer, acredita vais cair mais vezes, recomeçar outras tantas, seguir caminhos que antes nunca pensavas seguir. Daqui a 10 anos quando olhares para trás vais ver que a vida te levou por caminhos inesperados, vais ver que onde estás e o que és não era bem o que pensavas que ía acontecer, os valores mantêm-se, mas vamos corrigindo aquilo que achamos que não é tão bom.
"Sou possessiva"
Eu também, mas ser possessivo não tem de ser obcessivo. Acho que não sabes viver sozinha, ou seja, moras sozinha, mas tendo consciência que os teus estão ali á volta sempre prontos para responder a um pedido teu, e quando não o fazem tudo se desmorona e culpas-te! Experimenta isto: dá, dá muito, amor, carinho, amizade, abraços e beijos e não cobres nada, não peças nada, tenta fazer a tua vida e espera, espera, porque de tudo o que dás vais receber retorno, mais de umas pessoas que de outras, porque nem todas as pessoas têm a mesma capacidade de retribuir. Se puseres a tua mão em cima de todos por igual alguns vão-se sentir abafados e fugir. E depois, vem a desilusão...
"Para mim existem apenas duas palavras "sim" ou "não""
Ai Jasus, esta matou-me, pareces eu hà 10 anos atrás...Agora que passaram 10 anos olho para trás e vejo o que perdi, não me arrependo, mas tenho consciência que perdi. Agora gozo algumas satisfações no cinzento, porque hà pessoas que vivem no cinzento, outras no amarelo, outras no vermelho, outras no azul e eu, tento aproveitar o mais que posso com aquelas pessoas que gosto, independentemente da cor em que vivem. Deixei de exigir que se posicionassem: sim ou não. Aprendi que uma verdade pode ser entendida de muitas formas, que um valor pode ser apreendido de diferentes formas e que isso se reflecte nas decisões de cada um, mas no fundo, está lá e é o mesmo que eu tenho, a base é a mesma e se não concordo, já não me zango, ouço com atenção e tento compreender, quando não consigo também não me zango, aprendi (a muito custo) que hà pessoas que nunca vão pensar como eu nem parecido, mas pelas quais tenho uma amizade imensa...
Para veres como isto é verdade, tenho um amigo, home, que diz que as mulheres não trabalham como os homens!!! Quando ele diz estas coisas quase que me dá o "chelique", apetece-me matá-lo de pancada, mas ele tem tantas outras coisas boas, e sei que ele trabalha com mulheres e tráta-as como deve ser, e outro dia disse que trabalharam tanto que até lhes deu o sítio mais fresco para descansar e foi ele para o sítio mais quente...Isto só acontece porque não fechei os ouvidos na primeira frase, tentei ver para lá do negro que me invadiu durante a primeira frase!!!
Isto são só algumas opiniões de uma gaja mais velha que já foi um pouco como tu, que nunca teve irmã mais velha para ver e ouvir algumas coisas que nos podem ajudar...
De cada vez que te sentires assim-assim, lê este teu post,aposto que te vais sentir bem melhor...
Jinhos Ju
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De nuvemcorderosa a 24.10.2008 às 11:28

nina adorei o post!xorei a le-lo pk entre linhas vi coisas que tb eu sinto e nem smp meto ca p fora, n tnh coragem ou tlvz n tenha kem me oiça...n sei
beijokas
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De argumentosvsfactos a 24.10.2008 às 17:52

Ao contrário dos outros comentadores, eu sou homem e também li o teu post!
Sou um bocado mais velho do que tu (25) e foi quase obra do acaso ver o teu post porque n passo muito tempo na net a ler blogs.

O motivo pelo qual eu li o teu post e n consegui passar sem dizer qualquer coisa e só pelo facto de seres possessiva como a minha ex também o era e isso fazer com que tenha uma opinião bastante precisa a dar derivada da experiência!... Para mim, ser possessiva (o) numa relação é o mesmo que dizer ao companheiro: -"dês as voltas que dês, n confio em ti". Isto foi o que eu senti e acredito que seja o que acontece aquele (a) que partilha companheirismo com uma pessoa possessiva. Numa relação tem que haver espaço para se respirar, tem que se acreditar, tem que se confiar, tem que se ser responsavel... só assim eu acredito que as coisas possam funcionem bem.

N te culpo por n conseguires ter uma relação estável porque sei bem como os homens muitas vezes n são sincero e que gostam de aventuras extra conjugais mas, e digo isto por mim e por um quantos homens iguais a mim, por mais que se goste de alguém, o facto de n se sentir que essa pessoa confia (que é o que transparece duma pessoa possesssiva) é saturante e leva á roptura...

N te vou dizer para mudares nem te vou dizer que tás bem assim porque haverá de certeza um homem perto de ti que n se importa que sejas como és... fico-me só por te dar a conhecer um pouco da minha experiência e a minha opinião sobre esse "pequeno defeito" de algumas mulheres e deixar que tu tires as tuas próprias conclusões.

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