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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!

21
Mar13

 

http://www.ociocriativo.com.br/trivias/pub/teste2.htm

 

A mim deu-me 91 anos...

 

Vamos a ver!

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19
Nov12

Estamos a 2 dias da data prevista para o parto e andamos encantados com a ideia de sermos pais.

 

Ele mais nervoso que eu mas mesmo assim vejo nos olhos do meu homem que se sente feliz com a chegada do dia em que conhecerá a filha e assim a vida dele ficar mais preenchida.

 

A minha cabeça anda a mil, apesar de já ter estado mais ansiosa, mas ando super feliz.

 

Tenho 25 anos, estou prestes a ser mãe e com a minha/nossa vida equilibrada sem dificuldade. Um homem que me ama tal como o amo, os meus bichos e uma vida inteira de coisas boas para viver com a minha família. Família contruída por nós.

 

Se até dia 24 a Eva não nascer, será induzido o parto a 28. Sei que se não nascer por ela mesma, que dia 28 terei um dos meus sonhos nos braços e que tudo o que vivi para chegar aqui valeu a pena. Cada lágrima, riso, cada bocadinho que escrevi neste blog durante 4 anos - 1 deles sozinha - fazem parte do que fui e fiz para ter a Eva e o pai dela na minha vida.

 

Olhando para trás, há 4 anos nunca pensaria chegar onde estou e sem um único arranhão visivel. Sarei tudo, tive quem me ajudasse nesse trabalho, mas consegui e aqui estou/estamos. E é desta forma que quero continuar a caminhar. 

 

Quero que a minha filha seja super feliz e siga sempre o seu coração, sem pisar ninguém, mas que o siga. Quero que ame, ria até lhe doer a barriga, viva, seja ela mesma, sempre! 

 

Estaremos cá para o que ela precisar, sempre que precisar e quiser :)

 

E nós, meu companheiro de vida, que venham mais anos iguais a estes que estamos juntos. MUITOS! Até ao fim :)

 

Amo-vos muito!

 

 

 

 

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Meses mais dificeis se adivinham devido a toda esta recessão mas quero crer que sairemos vitoriosos e mais conscientes disto. Gostava que fosse apenas um abre olhos e não necessário famílias inteiras passarem dificuldades tremendas para se manterem à tona ou viverem com o básico.

 

No entanto no que toca à minha pessoa nunca vivi tão bem e com tantas facilidades. Irónico não é? Há 3 anos andava com a corda no pescoço de dia 4 a dia 30/31, hoje sobra na maior parte das vezes e temos muitos, mas muitos mais gastos. Antes nunca me sobrava dinheiro e muito menos punha 2 ou 3 euros de parte, cheguei até a dividir a minha comida com as gatas porque não tinha dinheiro para lhes dar ração da mais barata que fosse. 500 euros iam num instante com a renda, supermercado - que tentava repartir pelas semanas do mês porque sempre preferi comprar pouco e fresco que em muitas quantidades e estragar-se - gás, luz, água e passe.

Salvou-me o facto da Dona Orlanda me dar jantar muitos dias da semana, punha a mesa, comiamos e davamos dois dedos de conversa o que me aliviou fardos e fardos de dores psicológicas que tinha dentro de mim. 

 

Tinha o tabaco que não só a mim mas viciava um bocado as contas mas tentava poupá-lo ao máximo e cheguei a fumar o mesmo cigarro 3 vezes (que nojo de cheiro!!!!). Podia ter tido força para deixar o vício na altura, podia, mas tive momentos em que era só eu e o cigarro, para que negá-lo? E sim, o tabaco salvou-me muitas vezes do abismo... Dava umas passas e dava mais uns passos na minha vidinha. Acalentou-me a alma muitos e muitos momentos. Claro que hoje quando se quer poupar no tabaco o melhor é deixar. É a dura verdade... Tabaco de enrolar sai barato mas que adianta se fazemos os cigarros em casa e se fuma tudo no dia seguinte como se se tratasse de um maço de 20? Poupar é deixar. Pagar 40 euros pelos pensos - investimento na minha opinião muito bom porque ajuda e podem ser usados a meias se estiverem dois a deixar de fumar - e daí para a frente pensar que é mesmo para cumprir. Estou feliz de ter conseguido apesar de por vezes dizer que quando for velhinha voltarei a fumar tudo a que tenha direito.

 

Por vezes lá fazia a estravagancia de ir a uma discoteca com as amigas (a minha consulta mensal/bimensal no psiquiatra como lhe chamava e que era muito barato - 5 euros a entrada outras vezes era à borla) ou comprar uma peça de roupa numa loja de marca tipo Bershka ou Stradivarius. Podia ter poupado muito mais, claro que sim mas era bem mais jovem, na cidade que por si só nos enche os olhos com coisas bonitas para comprar, podia ter organizado mil e uma coisas bem organizadas de forma a poupar muito mais mas não o fiz. Sou eu e se vivia sózinha e ninguém dependia de mim a responsabilidade era minha e fazia o que entendia ser o melhor para mim. Nunca fui de planear as coisas do dia a dia, não... Nunca gostei de perder tempo precioso para fazer coisas mecânicas ou agendadas. A vida deu-me abanões quanto mais eu tentava controlá-la que desejei nunca amarrar o tempo com coisas dessas. A minha mãe ensinou-me que a rotina faz mal. Não que eu anseie para sair da rotina, nada disso, é complexo... Gosto da rotina do sossego da minha vida mas volta e meia gosto de passar por outra rua ou experimentar novas coisas dentro daquilo que gosto de fazer e do que penso ser bom... Com a minha mãe enfiávamo-nos no carro, escreviámos 3 papelinhos ou mais com os sitios onde gostariamos de ir e tirávamos à sorte. Fosse Lisboa ou Faro, Porto ou Coimbra... Até ali ao café da esquina. E iamos, pois! 

 

Ai esses tempos... Custaram-me mas tornaram-me fascinada pelas surpresas da vida e preparada para muita coisa. Hoje estamos a preparar uma lista de coisas para levar na mala de viagem e chegamos ao destino e perdemos a bagagem... Que será se não tivermos algo que substitua o perdido? Um seguro, dinheiro ou uma outra bagagem de mão com o mínimo até conseguirmos arranjar uma solução. Podemos fazer uma lista, claro que sim mas há que haver planos B, C, D...Z! No fundo ter a capacidade de, se for preciso, andar sem cuecas uma viagem inteira. Por vezes acho que sou tipo plasticina que se molda àqueles moldes e a coisa passa sem muita complicação. Agora se formos como aquela plasticina velha, deixada ao ar e que mal tentamos moldar se parte... Ui a vida doi!

 

Hoje conseguimos levar uma vida sossegada mas com coisas muito boas no meio de toda esta confusão. Como disse, nunca vivi tão bem! Claro que temos receios mas com calma e equilibrio tudo chega a bom porto. Em Lisboa punhamos o que conseguíamos de parte mas uma vez no Alentejo, o Jacinto com um melhor emprego e eu feliz e encantada com o que consegui, com muito esforço e muita paciencia das senhoras do Centro de Emprego que já não me podiam ver à tarde no estabelecimento, temos feito um mealheiro considerável. Claro que há meses mais instáveis e com - lá está! - surpresas, não conseguimos colocar o nosso pé de meia ou temos de mexer nele. Estes meses foram os móveis e o computador que foi à vida mas quero recuperar o mais depressa possível para o nosso objectivo: um carro novo - quem diz novo diz em segunda-mão, mas que tenha menos de 10 anos, sff... É obvio que este dinheiro é para uma emergência antes de tudo, um plano B para uma adversidade, um despedimento, um cessar de funções que não estamos livres que nos aconteça. Pelo menos dá para uns meses em que só um esteja a trabalhar. Ao deixarmos de fumar tudo melhorou claro. Conseguimos poupar 350 euros e aliviou consideravelmente o que hoje poderia ser uma prestação muito má. Acho que deixámos de fumar na altura ideal. Com os stresses que agora temos tido, os medos apesar de tudo, seria muito mais dificil.

 

Uma coisa que não abdicamos: o pronto-pagamento. Pensamos em 3 coisas: precisamos? Temos dinheiro para aquilo? Vai prejudicar a nossa vida? E aí, mediante as respostas, avançamos e pagamos. Já quando estava sozinha assim o fiz religiosamente e fico feliz de ter alguém ao meu lado com a mesma maneira de pensar. Nunca tivemos um cartão de crédito, um cheque e nem conta-ordenado tenho. O mais simples dos simples. Uma conta com um cartão onde cai o meu ordenado, onde mexo para levantar dinheiro, pagar contas e nada mais. Comprámos os móveis e pagámos na hora. Comprámos o computador e em dinheiro vivo pagámo-lo sem pestanejar. Tudo o que temos tem sido assim. Lembro-me que quando comprámos a máquina de lavar/secar e me sairam 500 euros da conta eu deixei de respirar por uns segundos, dei conta quando me começou a doer o peito... Mas ela ali está há quase 2 anos e que se mantenha por muitos mais.

 

Não abdico de jantar fora uma vez por mês. E às sextas almoçamos uma sopa e 1/2 dose de qualquer prato compradas no café aqui da rua. Por 6 euros, uma vez por semana, é aceitável. No entanto é com a comida que gastamos mais. No mínimo 400 euros por mês só para os dois. Fazemos 4 refeições em casa: pequeno-almoço, almoço, lanche de fim de tarde e jantar. Vale o facto de trabalharmos a 10km de casa, são 40km por dia, 20 euros de gasóleo por semana. Vimos a casa porque moramos a um pulinho, aqui não há transito nem aquele desgaste do carro, temos 1 hora e meia e durante esse tempo tratamos de muita coisa: dos cães e das gatas (2 de cada e à volta de 20 euros de ração para os 4 por mês mais restos quando são aceitáveis, 20 euros em areia silica - 1 saca por semana - é cara mas dura mais e não deita cheiro), estendemos roupa e tratamos de alguma coisa que ficou por fazer. Fora as refeições de sexta, só bebemos café e compramos pastilhas (o vicio de boca á horrivel de tirar). São mais as vezes que bebemos café no trabalho - no nosso ainda é à borla.

 

Com os animais como disse são aqueles 20 euros de ração. Não dou sacas de 60 euros. Se eu não como caviar ou fois-gras, por mais que goste dos meus animais, eles não vão comer melhor que eu. Quando são pequenos, para ganhar defesas, ainda tolero, fora isso... Não! Contudo estão ali lustrosos e gordos. Têm vacinas em dia, coleiras de 20 euros cada uma de 6 em 6 meses para as pulgas, carraças e mosquitos e são deparazitados internamente de forma muito regular. Mais não lhes posso dar. Têm lençois polares na casota deles e muita gente nunca teve nenhuns - lençois que suas excelencias resolveram tirar do estendal e fazer em pedaços... Não deitámos fora. Nada do que se rasga aqui é deitado fora. Se não der para coser é para a cama dos cães ou das gatas. Para servir de pano para a loiça ou limpar o que quer que seja.

 

Enquanto não compramos o carro novo/semi-novo, andamos na nossa "burra" a gasóleo que mais poupada não há. Aquele carrinho faz 1000km com um depósito e é o nosso orgulho. Leva "sapatos" em segunda mão e não se queixa. Temos sorte que volta e meia o meu pai arranja umas trocas de pneus e dá-nos uns que dão para mais uma série de tempo. Quando comprarmos um carro tem de ser em conta, que dure e tenha espaço para levar os cães e a filharagem toda quando os tivermos. Queremos ter dinheiro suficiente para dar uma boa entrada e ficar a pagar pouco em pouco tempo, tudo isto porque não conseguimos manter a nossa "burra" mais tempo para ter dinheiro para pagar logo um carro por inteiro. No mínimo seriam precisos 4 anos ou 5 para juntar o que queríamos

 

Filhos? Andamos loucos por ter um. Há meses que pensamos nisso. Mas sem carro nada feito. Não posso por uma criança num comercial com os cães lá atrás... O boxer dava uma óptima ama mas... Claro que se esperarmos por tempos bons para se ter um filho nunca o teremos mas nós apenas dependemos do carro...

 

Casa própria não temos e não queremos. Um dia não sei como será, gostávamos de ter um bocadinho de terreno mas olho para tantas guerras de família por causa de heranças que tenho medo de deixar o que quer que seja aos meus filhos um dia e depois andem às turras. Claro que a educação conta muito mas uma pessoa sabe lá... Por agora temos uma alugada, boa, grande, barata e bonita. Com quintal para os cães, no meio da aldeia e perto da barragem para passear. Adoro! Um dia se nos mudarmos será para uma com terreno...

 

Por estarmos longe da cidade aqui temos pouca escolha e valem as lojas dos chineses onde compro a minha roupa. Sendo mulher, tenho mais coisas, claro e daí prefiro comprar barato. E já não sei escolher em grandes superfícies. Já com o homem é diferente prefiro que ele tenha coisas boas como o calçado visto o trabalho dele precisar de calçado resistente, aderente ao solo e confortável e por isso uma vez por ano darmos bom dinheiro por um par de ténis que vai alternando com outros já anteriores ou as botas. No que me toca uso tanto sapatos que ainda tinha doutros tempos como dos chineses que me duram bem mais tempo (incrivel mas é verdade!) e se se estragarem foram baratos e não me custa...

 

Em casa temos Meo com televisão e internet. Este mês aderimos ainda ao telefone grátis por um ano o que me vai poupar em telemóvel. E muito! Pois o telemóvel é um exagero. Ligo muito para a minha mãe e sendo ela de rede diferente sai-me caro... Quando acabar a promoção acaba-se o telefone fixo. Certinho!

 

Temos bi-horário no que toca à electricidade. É respeitado. Mas uma vez por outra, raramente, preciso de usar a máquina de lavar fora do horário barato por ter mais roupa para lavar mas isso é quando o rei faz anos. Temos um cilindro com tomada automática que se liga sozinha das 7 da manhã às 8h para termos banho quente, liga depois das 18h às 22h para os banhos da noite e loiça se for inverno. Pelo que gás só para comida e encantados da vida, estamos nesta casa há 14 meses e só mudámos uma vez de bilha! Não me perguntem como, mas dura imenso e fazemos comida todos os dias. É uma bilha normalíssima... Temos sorte. Tentamos acima de tudo não ter muitas luzes acesas - eu adoro uma casa iluminada e ganhei essa mania quando vivia sozinha - mas evitamos, claro. Com a água é que somos mais esbanjadores porque precisamos de lavar o quintal por causa dos cães todos os dias mas para compensar, maior parte das vezes, tomamos banho juntos o que se torna muito romantico (como se fossemos dessas coisas...).

 

Outra coisa que faço por opção e porque o sei fazer mais ou menos em casa é arranjar o cabelo, pintando-o quando precisa, cortar as pontas e esticá-lo quando me apetece. Também arranjo as minhas mãos e pés e faço a depilação em casa. Parecendo que não poupo imenso e apesar de dar trabalho tudo fica feito à minha maneira. Sou muito esquisita nestas coisas e não gosto de sugestões de terceiros quando vou ao cabeleireiro ou se quiser as unhas de azul e teimarem que ficavam bem de vermelho. Em casa faço ao meu gosto e com o tempo que possa dispensar.

 

Todos os troquinhos a mais que possamos receber (aniversários, Natal, dos meus pais uma vez que os dele já faleceram) se não forem para o mealheiro é para os gastos da semana, assim escusamos de levantar das nossas contas. 

 

Vamo-nos mantendo assim e um dia espero que tenhamos aquilo que ambicionamos aos poucos, um carro com 5 lugares para levar o nosso filho mas que seja bom e minimamente dentro das nossas posses e uma casa com um bocadinho de terreno para ter umas galinhas e plantar uma horta para termos coisas frescas. Isto se não formos para fora, porque se assim acontecer muito vai mudar. Por agora vivemos desta forma e acho que o fazemos bem...

 

Claro que pelo facto de vivermos numa aldeia não temos muitos sítios para gastar dinheiro e porque ganhamos salários dentro da normalidade para uma secretária e um engenheiro mal pago e sem regalias numa empresa sem futuro mas creio que se deve em muito à nossa maneira de viver a dois e como nos respeitamos. No fundo dependemos um do outro cada um à sua maneira e acima de tudo respeitamo-nos e respeitamos as necessidades dos dois. Há muita verdade e companheirismo que nos serve de brisa para levar o nosso barquinho :)

 

 

 

                    (Imagem da net)

 

 

 

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13
Out11
O meu Jacinto, quando acabámos de arrumar a sala, perguntou-me se me teria imaginado assim tal como agora estou há 3 anos atrás... 
Nesses tempos eu estava 
Em modo: taralhoca...

 

Fim de semana para reflectir, para sentir, para deixar ir na onda, para não pensar no amanhã... (E se me custa deixar ir na onda...Remo sempre contra a maré!)

 

 

Simplesmente não quero pensar em certas e determinadas coisas. Não quero e não vou pensar. Foi, foi, não foi, não foi, se for será! Desde que não me atrapalhem a vida... Desde que me deixem sossegada!

 

 

Sinto-me simplesmente "drogada" de variados sentimentos que nem sei quais são. Uma misturada de coisas na cabeça, tipo novelo. Contudo sinto confiança em mim, parece-me.

So espero não entrar numa "badtrip" de coisas que sinto e não me amarrem as mãos e os pés com o novelo.

 

 

 

 

Pode parecer sem nexo, mas isto é direccionado para duas pessoas. E eu sei bem aquilo que quero dizer e para quem.

Passado este tempo sinto-me feliz por estar em paz comigo, ciente do que me rodeia e acima de tudo leve... 
Agradeço sinceramente a mão de algo Superior na minha vida e o facto de ter crescido de maneira a equilibrar sentimentos, emoções e estados mentais.
E agradeço claro ao Homem que tenho a meu lado. Aquele desgraçado d'uma figa que me conquistou cheio de charme! 

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Infelizmente e apesar de ter um sexto-sentido muito apurado - é genético - desta vez enganei-me e não deve ser por agora que a nossa vida leva mais um empurrãozinho. Esta semana não foi decisiva como esperava contudo precisava de ter certezas pois quero orientar e fazer contas à vida uma vez mais. De 6 em 6 meses fazemos um balanço e já está na hora. Queria saber se vamos para fora, se por cá ficamos, se os nossos trabalhos se mantêem porque quero saber com que linhas coso porque o meu contrato só vai até dia 27 de Outubro e não sei se por lá ficarei. Infelizmente estou dependente da vontade da fulana que estou a substituir e ela volta e meia diz que vem depois mete baixa novamente e eu começo a pensar que ela faz é ronha mas enfim...

 

Depois o trabalho do Jacinto já esteve melhor. Estamos em Outubro não tarda e ainda não recebeu o subsídio de férias. Este mês o ordenado foi tirado a ferros e só recebeu no dia 15 daí que sorte temos em haver mais um ordenado que vamos esticando e um pé-de-meia que tentamos nem sequer pensar que existe. No entanto este mês lá tivemos de lhe mexer pois que o meu não chegava para tudo. Começo a pensar que eu tenho mais sorte não tendo uma licenciatura que ele com o canudo de Engenharia na mão.

 

Este impasse deixa-me nervosa, irrequieta e irritada. Quero ver a nossa situação estabilizada, quero arranjar mais uns trocos para o que aí vem (tenho a certeza que não será famoso) e quero acima de tudo estar descansada sem ter nunca de pedir nada a ninguém. Nunca o fiz e não será agora certamente.

 

Claro que fico apreensiva quanto a irmos para fora mas a minha vida já mudou tanto que chego à conclusão que sou de onde moro e que serei de onde me apetecer estar. Queria que ganhássemos estofo, fizéssemos um pé-de-meia ainda maior do que aquilo que conseguimos aqui e voltar para não mais sair. Ter 2 ou 3 filhos, arranjar um trabalho normal que desse para tudo e depois descansar até à idade da reforma que seria a viajar de caravana. Na minha cabeça tudo está arrumado a longo prazo mas a curto tenho imensas dúvidas, medos e desejos.

 

Acredito que esteja mau em todo o lado mas aqui já sei com o que conto. Conto que nunca tive umas férias de jeito com o meu companheiro para poupar para um carro pois que o nosso com os seus 11 anos já começa a precisar de reforma, conto que entretanto tenho de ajustar o prazo de compra porque preciso de um sofá novo uma vez que o velho está roto e coçado dos nossos rabos e dos dos anteriores donos que nem nunca os conheci, mas ainda no meio disto metem-se as compras para comer e outros bens de primeira necessidade do nosso dia-a-dia. Conto que torna-se uma bola de neve. Conto que depois é preciso mais um móvel porque o sofá novo não fica bem com os anteriores. Conto que depois há que pintar anualmente as paredes e porque não mudar a cor? Conto que o que calhava bem era mais uma tela - felizmente tenho dotes artísticos e consigo fazer as minhas próprias telas e com isso poupar mais uns trocos - um candeeiro e bom, bom mas mesmo bom era contar com mais uma mesa para a sala e mais quatro cadeiras, pátati-pátatá... Conto que quando damos por isso o bolo de dinheiro que seria para o carro já levou um corte e alimentou outras necessidades que não sendo de primeira, segunda nem de terceira necessidade, são precisas porque podia meter fita-cola no sofá, ou cosê-lo e por ali uma almofada a tapar e disfarçar pois podia, mas bolas! também gosto de ter uma casa arranjada já que passamos todo o nosso tempo livre em casa. Conto que um dia posso não contar com os nossos ordenados para coisas necessárias quanto mais um carro. Depois que fazemos? Vendemos o sofá e os móveis?

 

O prazo já não será para o fim do ano, nem sequer Maio próximo. No mínimo um outro Setembro que não este. No fim mas mesmo no fim acabamos por pensar que um carro que faz Estremoz - Portimão - Almada - Estremoz e mais 3 dias de voltinhas aqui pela terra com apenas um depósito é um carro que poucos têm e que se calhar até temos mais dinheiro por isso mesmo. Que Deus o estime mais outros 11 anos levando apenas uns pneuzitos em segunda-mão por ano, uma bomba da água volta e meia e pouco mais. Mas também sabemos que um dia que queiramos ter filhos estes não podem ir na mala do carro juntamente com os cães, visto ser comercial.

 

No entanto também tenho noção que comparado com muitos portugueses temos uma boa vida. Não passamos privações quanto a comida, vestuário, calçado, passamos de não ter férias como queríamos ou termos de deixar de fumar para poupar ainda mais, tudo prazeres terrenos mas não passamos dificuldades de maior até porque temos tv por cabo, telemóvel, internet tudo coisas que muitos não têm e que no fundo servem só para nosso entertenimento e ronha caseira... E só de refilar por nunca ter tido umas férias de jeito a dois roça o rídiculo se pensarmos que há quem nem se possa dar ao luxo de as ter, pois que muita gente durante os dias de férias que lhe são devidos trabalham noutras coisas para ter mais uns dinheiros e fazer face às despesas de comida da família.

 

No início do mês caímos na asneira de fazer o grosso das compras mensais numa superfície que se desunha quanto a publicidade de talões, cartões e merdelins. Sei que por 5 sacos bem cheios pagámos 190 euros. Hoje, fui à concorrência que diz não ter talões nem cartões, com uma publicidade muito chata é verdade, mas sei que paguei menos 100 euros. E vim com coisas caras que não sendo de marca, no que toca a quantidade até doi, papel higiénico, ração para 2 cães e 4 gatos, areia - pois que os meus animais não os ponho à porta de ninguém -, difusores para a casa porque gosto de a ter cheirosa, peixe, leite, coisas para higiene, queijo, fiambre, detergentes para o chão, massas, iogurtes e tinta de cabelo. A meu ver, como mulher, até poupo bastante visto ir ao cabeleireiro quando o rei faz anos - neste momento tenho um cabelo que me chega ao fundo das costas porque nunca mais fui arranjá-lo nem cortá-lo, prefiro fazer em casa tudo isso: depilo-me, arranjo unhas, pés, sobrancelhas e buço tudo em casa. O cabelo do Jacinto sou eu que o corto também. Com isto tudo é obvio que menos 100 euros é metade da nossa renda e imenso jeito nos dá e não gastando em pequenos luxos como ir ao cabeleireiro mais sobra ainda.

 

Quanto a roupa, a semana passada fizemos uma selecção de alguma para dar, outra que o Jacinto encontrou nos armários de casa dos seus falecidos pais e que já se usam novamente, mesmo camisolas de malha que tanto dão para ele como para mim no inverno rigoroso cá de baixo que de manhã com menos 2 graus nem olhamos para a vestimenta, queremos é algo quente. Tenho sapatos bons com fartura do tempo da outra senhora e tão depressa não preciso. Ele precisa de ténis, pois é com eles que trabalha de inverno e verão e como se sente confortável mas será lá mais para a frente. Temos reduzido em muita coisa e desde que deixámos de fumar conseguimos poupar 350 euros por mês sendo que pomos o dobro de parte para o carro. Mas agora que passaram 7 meses sem fumar faço contas e penso como conseguíamos gastar tanto em tabaco e manter outras coisas ao mesmo tempo quando agora poupamos tanto, fazemos mais contas, apagamos mais as luzes, fechamos mais a torneira mas custa-nos cada vez mais chegar ao fim do mês com algum que não seja o que poupámos. Pois esse quando cai na poupança é para esquecer de imediato. É dinheiro que tentamos pensar que não existe.

 

Temos receios de os ordenados ficarem retidos, temos, e com isso o medo de tudo o que daí advem mas sei que também temos forças para encarar adversidades e tão depressa descalço o sapatinho e dispo o casaco para calçar as galochas, enfiar o avental e as luvas e ir para o campo trabalhar para manter a nossa vida no mínimo como a temos de momento pois menos que isto não gostaria de ter. Conseguia perfeitamente adaptar-me porque já lá estive mas voltar à estaca zero com o Jacinto a meu lado e posteriormente arrastar a vida de um filho nosso era no mínimo desgastante para mim e uma facada no meu ego.

 

Mas gostava de melhorar a nossa vida. Gostava. Tentar, lutar por isso não é crime e eu queria deitar mãos-à-obra para arranjar mais comodidade nas vidas que queremos deitar ao mundo um ano destes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E siga para bingo que amanhã já é segunda-feira e não haverá novidades...

 

 

 

 

 

 

 

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27
Nov10

A Ilha Funishitua no Natal

por Pobre(o)Tanas

Cá em casa existe uma pessoa que se pudesse abria um zoo. Cá em casa existe uma pessoa que se pudesse trazia tudo o que tem quatro patas e pêlo. Cá em casa existe uma pessoa que não consegue ficar indiferente a "tresmalhados" que vai encontrando. E cá em casa existe uma outra pessoa que tem uma paciencia enorme para com a outra e a ajuda.

 

Faz amanhã oito dias que encontrei este amigo:

 

 

 

 

E depois de lhe dar de paparoca, o secar da chuva e aconchegar do frio fiz a pergunta que o Luís temia:

 

- Podemos ficar com ele???

 

 

 

Vi o rolar de olhos do meu marido, a expressão de "Não podemos ter mais animais. Tu és doida", o ar de "Oh meu Deus o que se segue?" e finalmente o tão desejado "Eu não me meto nisso, tu é que sabes!" E pronto foi o ponto de partida para adoptarmos o Pepe!

 

Não sem antes colocar fotografias dele no site "Encontra-me", "Arca de Noé" e Facebook onde existem várias páginas para o mesmo fim.

 

Ninguém se acusou para meu regozijo! Vale mais comigo que com um dono desnaturado que nem o trate como deve ser.

 

Pois bem o Pepe é um menino jovem, muito meigo e só há poucos dias revelou a sua faceta de brincalhão. Traz os seus brinquedos para nós os mandarmos e ele ir buscar, corre atrás da Piggy para brincarem e atrás da Zappa para se meter com ela visto a minha filha mais nova ter um feitiozinho parvo e não aproveitar as brincadeiras que os cães lhe podem oferecer - já com o Pablo é a mesma coisa.

 

Com o Pablo a coisa foi muito melhor que imaginada. O nosso filho mais velho que pesa trinta e muitos quilos, macho possante, dono do seu território e que mete respeito pela sua envergadura de torax, tornou-se um ser submisso ao Pepe. Faz-lhe as vontadinhas todas, é um pachá, um babado. ADORA-O! Nem come só de pensar no Pepe. Inclusivé, cede-lhe a casota para o mais pequeno ficar bem instalado enquanto o parvo fica à chuva a observá-lo!

 

Por enquanto o Pepe fica em casa. Assim o Pablo pode dormir sossegado na casota e não há rebuliço de quem fica onde. O que é certo é que o mais pequeno não faz NADA em casa! Sai de manhã, faz os seus enormes xixis e o seu minusculo cocó, volta e deita-se. À hora de almoço o mesmo e novamente à noite! Aguenta forte e feio.

 

O Pablo à noite vem a casa um bocado. E adoro ver os meus bichos em casa. Tudo no sofá a ver televisão. À hora de nos deitarmos é vê-los em filinha indiana em direcção à cozinha e escritório para as sua respectivas camas.

 

Sou uma mulher abençoada.

 

Tenho um marido fantástico que me apoia, me acompanha nestas maluqueiras e no fim acho que acaba por gostar delas.

 

Acho que agora se eu estivesse grávida ele apanhava o próximo avião para a ilha Funishitua nos confins do Pacífico.

 

 

 

A vinda de um cão rafeiro abandonado cá para casa tinha sido uma das hipóteses para a minha prenda de natal coisa falada há uns meses enquanto se questionava quem quereria o que para prenda visto o Luís ter recebido o Pablo o ano passado e este precisar de companhia canina. O Luís disse-me logo que "Não, nem pensar!" pelo que nem pensei em mais prendas. Vendo ele que eu andava a namorar um novo telemóvel, no Sábado passado vem com a revista dos pontos da TMN e diz-me "Vá pede lá o telemóvel que tu gostas." E assim escolhi o pequeno que tem feito as minhas delícias.

 

Eu tinha um LG KP500. Nada de extraordinário e teria andado com ele anos se não fosse o facto de eu mal poder enviar mensagens ou procurar um contacto à pressa por o teclado bloquear constantemente. Daí que muitos numeros acabei por decorar para não andar em busca deles e deixar de enviar sms's a quem fosse por me irritar aquilo bloquear ali em algumas teclas ou outras escrever letras que eu não queria.

 

Daí e para colmatar o facto de ter andado com um telemóvel com apenas 3 teclas (de chamar, recusar e a do menu) agora sim tenho um telemóvel que o que não lhe falta são botões

 

 

 

 

Um pequeno luxo cor de rosa para este Natal (que com os pontos ficou num total de 70 euros).

 

 

 

 

 

 

 

E agora posso dizer... O Pai Natal foi generoso comigo. Pois tive as duas prendas que eu pedinchei.

 

 

 

Chamem-me pita. Chamem-me o que quiserem!

 

Portei-me bem este ano. Tenho a minha vidinha regrada, trabalho, cuido do meu marido, casa e bichos, não ando aí gastar o que não ganho e muitas vezes nem o que ganho, não trato mal ninguém e daí que mereça tudo isto e muito mais que a vida me possa proporcionar!

 

Quem não gostar tem um bom remédio!

 

 

E isto vem no sentido da visita do meu pai amanhã, que esteve quase a cair no fracasso por causa de mais uma birra da minha madrasta. Como se estava a aproximar o fim de semana e com ele a vinda dele aqui à aldeia, sua senhoria resolve fazer merdelim e quase estragar tudo. Eu que mesmo com as birras dela, me calo e ouço apenas os desaforos do meu pai em que diz que eu tenho um feitio lixado e sou assim e assado desta vez não me contive e gritei e gritei como há muito não o fazia para impor a minha razão, para mostrar a minha revolta e defender a minha honra, porque achei tudo isto uma injustiça. Há mais de 3 anos que não discutia a sério com ninguém, que não gritava e nem dizia um palavrão que não fosse dentro das minhas paredes de casa em tom de brincadeira. Vendo bem nem sei como aguentava este ambiente há uns anos atrás em que acabava o dia afónica de tanto argumentar, discutir e mostrar por A + B que os erros cometidos pelos outros não são os meus e pior cego é aquele que não quer ver.

 

Daí que o bico do prego foi virado e ela vem de arrastão com ele.

 

A minha porta está aberta e nem abro boca sobre o assunto, tudo se passará sem nada se ter passado mas se ela respingar e se tudo piorar ponho-a no olho da rua pel braço. Nunca lhe fiz mal nenhum, sempre a defendi mesmo sendo ela a arranjar a merda. Estragar a minha relação com o meu pai não estraga e separar-me dele não separa porque não deixo. Nem tão pouco a deixarei atormentar-me como esta semana em que andei a calmantes e sem pregar olho sem fazer mal algum a alguém.

 

Acho que ela ainda não percebeu que eu nada tenho contra ela, que se quisesse minar a relação deles já o teria feito há muito e ela nem sequer tinha ocupado a cama da minha mãe.

 

 

 

 

 

Depois de tudo o que passei e por vezes ainda passo com estes "fantasmas" que me moem o juízo acho que nem era um Pepe ou um telemóvel mas ambos dentro de um avião, o meu marido, gatas e Pablo e descolar para a ilha Funishitua.

 

 

Bom talvêz o telemóvel ficasse para trás para que eu ficasse incontactável...

 

 

 

 

 

 

Vou limpar a minha casa para as visitas não dizerem que tenho tudo desarrumado e que a culpa é dos bichos.

 

 

 

 

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24
Nov10

Ontem era para ter feito um post totalmente diferente do que vou fazer agora... Infelizmente perdi a vontade...

 

Talvez amanhã...

 

 

 

 

 

 

 

 

Caguei se o ontem me chateou hoje sem o amanhã ainda não ter chegado!

 

 

 

 

 

Eu pelo menos admito que deixo coisas para depois... Mas ao invés não chateio ninguém nem prejudico vida alguma com isso.

 

 

 

 

 

Oh para mim a dirigir-me ao amanhã...

 

 

 

 

 

Até vou aos saltinhos!

 

 

 

 

 

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04
Mai10

Já estive mais longe...

por Pobre(o)Tanas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não de o ser mas de ter...

 

 

Pois é. O Luís conseguiu trabalho no Alentejo na área dele e mais cedo ou mais tarde pisgo-me também.

 

 

Agora é só arranjar casa, arrumar a trouxa e ala que se faz tarde!

 

 

 

 

 

Acabou-se o trânsito. Acabaram-se os barulhos de sirenes e aquele burburinho nocturno de cidade que pouco dorme.

 

 

 

Poderei deixar de fazer o buço e aparar as sobrancelhas se me aprouver! E dar um traque que só a terra e a lua serão testemunhas e não as 20mil pessoas que partilham o mesmo autocarro comigo de manhã.

 

Por falar em autocarros! Lá só ha um de manhã e outro à noite!!!!! E acho que às vezes nem há! AHAHAHAHAH SOU FELIZZZZZZZ!!!

 

 

Posso ir trabalhar para um supermercado ou mesmo numa lojinha de rua e andar de chinelos. Não vou ver mais carros estampados e aturar ranhosas de sapato de salto alto. Vou ouvir os passarinhos o dia todo. Vou poder esturrar ao sol Alentejano aos fins de semana e ao fim de um dia de trabalho. Gelar com o frio seco que por lá faz no Inverno e tremelicar debaixo de um casaco de penas todo roto sem ter problemas que olhem para mim!!! Não vou ter Centros Comerciais onde poderei estourar o dinheiro para me arrepender depois. Nem Mc Donald's (esta parte é a única coisa que me faz assim espécie mas nada mais) para aliviar os stresses porque poucos vou ter.

 

Vou ter uma vaca leiteira chamada Camélia!!!

 

Os meus bichos poderão correr à vontade e a Zappa deixará de ser virgem para se tornar uma "filha" vagabunda. O Pablo irá esticar-se debaixo das árvores e correrá tanto que se vai tornar um cão totalmente atlético e saudável. E a minha Piggy será a mesma badocha de sempre atrás das moscas e bicharocos que apanhar.

 

E além disto tudo terei tempo para o Luís e mais tarde poderei criar os filhos num sitio calmo e longe da violência citadina.

 

 

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Faz amanhã 23 anos que abri um olho para o mundo. Assim tipo vesga. 5 anos depois descobre-se que era apenas miopia.

 

 

 

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15
Mar10

 

 

Primeiro dia oficialmente desempregada! Não estou bem nem mal. Estou pensativa.

 

Já fiz imensas coisas hoje em casa e fora dela e faço um tempinho para ir à escola de condução matricular-me. Não tenho grande vontade de o fazer pelo simples facto de ter um carro nas mãos não ser, sinceramente, algo que me fascine. Mas enfim... Há que ter soluções para certas alturas da vida mais tarde.

 

Dia 20 lá vamos limpar Portugal munidos de instrumentos para o efeito! Eu vou bem calçadinha para não sofrer muito! Deveríamos levar o Pablo porque pelas carradas de lixo que ele apanha na rua talvez fosse uma mais valia...

 

 

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"Quando honro e aceito os meus erros, posso libertá-los e seguir adiante"...

 

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18
Fev10

Agora que perguntam...

por Pobre(o)Tanas

 

 

 

 

- Tens a certeza do que estás a fazer?

 

É a pergunta que mais me fazem nos últimos dias seguida da:

 

- É mesmo isso que queres?

 

 

É, senhoras e senhores. Sem tirar nem por coisa alguma.

 

 

Acho que vou fazer uma tshirt: "Sim, tenho noção, porque é o que quero." ou então como as do Rock In Rio mas versão "Eu Fui-ME".

 

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Sinceramente acho que nunca tive tanta certeza na minha vida. Não digo que não ande preocupada uma vez que existe bem mais procura que oferta no entanto o facto de me agarrar a qualquer coisa deixa-me uma boa margem. Só tenho uma imposição que não me chateiem mais a cabeça do que aquilo que aguento e se me querem chatear muito ao menos que paguem bem por isso.

 

Apanhei um asco tão grande a todo aquele mundinho que me fica para emenda. Felizmente que vou crescendo e guardando para mim aquilo que sinto e o que sei de mim. Mostro o que quero, a vida que me apetece mostrar. Dou o que quero de mim e busco a minha força interior para não ligar ao que pensam e dizem mas todos nós temos o nosso copo e o meu encheu. Há quem tenha um de shot e desista logo, o meu assemelha-se a uma caneca de cerveja alemã.

 

Nunca me deram crédito. Sempre acharam que apesar dos meus 22 anos que não tenho arcaboiço... Temos pena mostrei por A + B que sou capaz e que ao fim de quase um ano as unicas queixas que poderão ter é de ser uma pessoa bem disposta e alegre. Queixas porque a boa onda de algumas pessoas é algo complicado para muitas mais. Quero acreditar que assim o é porque a minha alegria pode prejudicar a evolução profissional dos meus colegas.

 

Posto isto e porque já deveria ter adivinhado logo na segunda entrevista em que me riscaram o curriculo todo dizendo "Isto não tem interesse", "Isto não tem nada de especial" (falando desta forma do meu percurso desde que comecei nas lides da vida adulta fora os biscates que fiz em adolescente), acho que não me merecem mais nada.

 

Pessoas que nos perguntam "Quem somos" ou "Que habilitações literárias temos" para poder melhorar as condições, não nos merecem. Pessoas a quem alguns de nós respondem "Sou Arquitecta" ou "Eu, senhor Eng.º, sou Advogado" não deveriam merecer nem o ar que respiram quanto mais o Porsche que os espera... Rebaixarmo-nos assim por 600 euros... Pela merda de 600 euros para fazermos face aos meses que cada vez parecem maiores. Para isso também eu puxaria não dos meus galões mas da minha capacidade de gaja com tomates e força para ampará-los a todos e chamar-lhes cambada de chulos e de fdp para cima!

 

 

Pessoas que, após o nosso horário de trabalho em que ficamos a fazer horas, nos mandam estar na net porque a inspecção está a chegar... Que depois dizem que estamos ali porque queremos...

 

 

Se tenho certeza?

 

 

Já estou a ouvir o "pip" das maquinetas do supermercado!

 

 

 

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Aquilo é tão bom tão bom que até roubam a comida uns dos outros do frigorífico... Tão bom tão bom que a moça que nos leva os pequenos-almoços, almoços e lanches faz-nos passar por parvos.

 

- Uma de "canelones" se faz favor...

 

 

Manda-me uma porcaria de um bacalhau amargo com um arroz mais espapassado que se tivesse sido vomitado pelo meu cão...

 

 

- Olha... Eu sei que estão no início da Quaresma mas eu sou católica não praticante por agora... Gosto de comida com consistência... Ou seja, gosto de carne!

 

- Ah sabes é que o moço só trouxe isto e...

 

- Perguntavas se eu queria ou não.

 

- Não comeste né? Queres o dinheiro de volta?

 

- Um bocadinho... Se puder ser!

 

 

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Posto isto até a minha velha guarda se foi toda embora e eu não fico cá para testemunhar a não queda de uma empresa em crescimento à pala do suor dos otários que lá estão dentro.

Afinal o que escrevi em Abril do ano passado em que dizia haver profissionalismo e respeito pelos outros foi apenas enquanto não entrei no esquema e não me enxerguei logo...

 

Se o mal é meu... "Num" sei! Apenas acho que me enganaram...

 

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Mais um prego para o caixão e siga para bingo que a vida tem alturas em que ou vai ou racha...

 

 

 

 

 

 

 

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