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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!

Mas atenção, num local tipo Évora, com muitos turistas e mais coisas para ver que aqui as nossas zonas de Borba, Estremoz e Vila Viçosa.

Logo no inicio das nossas férias, rumámos com os cães até Lisboa. Seriam dias calmos se eu não me enervasse de cada vez que lá vou, ou pelo trânsito, ou pelas pessoas horrivelmente stressadas ou mesmo pela família que me deixa em estado pirulas com a sua maneira de ser obtusa.

Os dias de chuva de início de Agosto também em nada ajudaram mas contando eu que o meu pai nos emprestasse o carro para que fossemos passear com a minha avó, tendo até ajudado o Jacinto quanto ao travão de pé que não estava habituado à condução da Mercedes, a alminha de Deus estacionou o carro num acesso dificil que só ele consegue tirar pelo que não pudemos levar a velhota a lado algum. Lamento que as coisas sejam assim mas já me fartei de chatear e neste momento prefiro ignorar. Problema dele.

Mas a questão do carro foi uma gota de água quando tudo o resto naquela cabeça anda desgovernado. Cada vez mais a estúpidazona da minha madrasta lhe faz a cabeça e eu deixo. Adiante.. Sugeriu que ficaria com os cães para que fossemos um fim de semana até ao Algarve, tudo perfeito não fossemos nós donos de um terreno vedado com 5 000m2 (só a nossa parte, fora os outros 20 000 de espaço que toda a quinta tem)... Chegou a hora, recusou-se a ficar com o cão... Porque era grande e não confiava nele. Não haveria problema de ficar com a cadela - até porque já se tinha feito ao piso quanto à possibilidade de lhe dar a cadelinha para a ter lá - mas que com o cão não. Conclusão, para mim onde fica um têm de ficar forçosamente os dois e por isso paguei para os ter num hotel/canil e resolvi a situação sem me chatear mais com isso... Assim como assim com tanto espaço ele iria manter os cães presos a uma corrente o tempo todo e só lamento o facto de ser tão torto que não veja que faz sofrer os outros cães que lá estão.

Consegui visitar toda agente que queria, a D. Orlanda, a minha irmã e até a minha amiga Pris que com a sua maneira de ser alegrou todo um serão na esplanada com as suas aventuras. A dado momento o Vasco da Gama é assaltado e uma rixa começa mesmo atrás da cadeira dela, pois ela nem se mexeu e nós, já desabituados ao ram-ram de toda uma cidade e suas confusões andámos de coração nas mãos todo o tempo. As pessoas mergulharam à tareia umas nas outras e ela impávida e serena a contar as suas histórias como se nada se passasse. A dada altura ainda solta um "Ai que irrequietos..." e continua...

Por vezes pergunto-me se também eu era assim. É que já não me lembro... Mas não me importo porque significa que estou aqui no cu de Judas longe de tudo... O Jacinto diz que quando chega perto da Ponte 25 de Abril põe a cassete citadina.

A segunda semana passámo-la a descansar na nossa casa. Além de termos os cachorros durante 3 dias para os entregar mais tarde a um casal amigo o que nos preencheu muito tempo, a Zappa resolveu dar à luz um casal de pequenotes muito feios!!!! Que são a alegria cá de casa. Aguardo que alguém se ofereça como dono. Já são muitos.

Vimos muitos filmes, fazemos muito exercício, passeámos com os cães e a meio da semana fomos até Évora comprar tintas para pintar a sala no entanto aguardamos a semana anterior à vinda dos móveis e sofás para começar a pintar.

No último fim de semana fomos então até Portimão com a minha irmã. Saímos de casa cedo, deixámos os cachorros no Hotel Canino D' Além Machede perto de Évora cujo preço achei acessível e adorámos a forma como eles foram tratados - pois que na volta nem nos ligaram nenhuma quando nos viram - deixando-me descansada durante 5 dias e 4 noites. Almoçámos por lá e vimos uma exposição de Andy Warhol. Seguimos pela velhinha nacional até Beja, por aí fora parando aqui e ali, chegando a Portimão às 19h e pouco. Diverti-me apesar da pouca praia, precisava de mais uns dias de relaxe... Contudo fui ao Algarve e isso sim interessa. Contento-me com pouco. Fiquei feliz com o nosso bolinhas que com um depósito fez Estremoz/Portimão/Almada/Estremoz...

Na volta fomos outra vez até Lisboa (margem sul) visitar a minha mãe que estava em Espanha nas semanas anteriores. Foi connosco comprar os nossos móveis e sofá à Moviflor. Não gastámos muito e só o sofá era do preço de tudo aquilo que pagámos. Dia 28 de Set. cá cantam as nossas mobílias novas para a sala. Mal posso esperar!





(Imagens da web)



As cores não são estas. Escolhemos preto. E para a parede da sala apostámos num azul acinzentado que acho dar um ar mais convidativo à nossa sala visto ser enorme a meu ver e porque mal abrimos a porta de casa entramos logo na sala mas há ali qualquer coisa que quebra dai ter apostado nestas cores. Logo se vê se entretanto fazemos mais alterações. Nada como experimentar. Depois porque estou farta de coisas castanhas. Quanto aos móveis que restam não sei o que lhes vou fazer pois o que supostamente seria o nosso escritório tornou-se numa sala de arrumos, o local onde pinto e tenho os livros e cd's, onde o Jacinto guarda as suas tralhas da pesca e onde os gatos pequenos agora se escondem quando ouvem um barulho estranho...

Esta semana já voltei ao trabalho e até tem sido calmo visto ainda estar tudo de férias! Deu para tratar de tudo com serenidade.

Deixo fotos das nossas férias :)





















A vida é muito simples. Basta apreciar pequenos momentos. Não sei porque complicamos tanto...


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29
Jul11
Falta um dia. Um mísero dia e vou de férias! Finalmente... As tão merecidas!

Vir aqui é que se tem tornado uma tarefa dificil de concretizar. Sei lá... Não me apetece e se tenho imensas coisas que poderia falar... Whatever...

Estas férias vão começar softs... Quero ir visitar a minha irmã, avó e pai e ficarmos lá uns dias e depois regressar a casa vendo posteriormente onde poderemos ir sem gastar muito.

- Agora que vejo bem eu só falo em poupar, poupar, poupar... Não sei o que irei fazer a tanto dinheiro no fim disto tudo ou se valerá a pena mas na minha cabeça quem está a ter uma atitude correcta sou eu e mais ninguém pois é tudo uma cambada de consumistas "estouradores" de dinheiro mas no fundo, no fundo, no fundo eu cá tenho também as minhas despesas que mais à frente irei mostrar pelo que me darão razão - adiante...

Queria pintar a nossa casa!!! Este Inverno deixou marcas do lado de fora da parede da nossa sala onde passam as escadas exteriores de acesso ao andar da vizinha e não é algo nada bonito de ver. O nosso quarto e a cozinha também precisam mas acho que só vou abusar do meu Jacinto no que toca à sala... Quanto ao escritório de momento serve de sala nem sei bem de que... É um escritório sem uso algum. Deve estar a aguardar para quando for quarto de algum pirralho!

Arranjar um sofá novo e barato dentro de um preço razoável para a função dele (sentar cus) é um objectivo. Vimos um giríssimo todo preto no Espaço Casa e que seria o ideal para nós que temos animais com unhas em casa. É um sofá simples como nós gostamos e dado que o tecido parece que foi trespassado por unhas de centenas de gatos, acho que é mesmo o que precisamos apesar de as nossas gatas não terem mania de afiar unhas no sofá. No entanto o velhinho fica connosco. Foi o meu primeiro sofá e não me quero ver livre dele por nada deste mundo! Faz parte da minha história...

O novo seria parecido com este

(Imagem da Web)



Não dá muito bem para ver mas fica-se com uma ideia...
Queriamos lixar a mesa da sala e cadeiras, a mesa de centro e o móvel da tv, dar-lhes um toque de Bondex escuro quase preto e ver o que dá. Pior se fizermos asneira mas já tenho tudo engendrado aqui na cabeça. Passa tudo para o escritório e mandamos uma cabeçada nuns móveis novos, baratos e simples.

Teria de esticar o prazo de compra de carro mas por agora também não haveria problema porque estamos à espera de resposta a uma proposta de trabalho para o Jacinto no Malawi que para nós seria o ideal durante uns anos. Ele voltaria ao Continente que tanto fala e gosta, eu se pudesse ia também, e as coisas melhoravam a 1000%...

Nós somos muito parecidos neste aspecto e ficar no mesmo sítio muito tempo sem evoluir causa-nos arrepios. Amamos esta terra de paixão mesmo mas se a nível profissional ele não se sentir feliz sou a primeira a dar-lhe o empurrão para que parta para outra nem que seja a mais de 10 000 kms... E que eu possa ir também. Que nós gostamos de aventura mas é a dois...

No entanto para já e para além das pinturas anuais, satisfaço-me em descansar imenso, comer, fazer uns dois/três dias de praia se houver possibilidade e recuperar energias para voltar ao trabalho em força...

Por falar em força....


Os meus netos estão enormes!!! Mas enormes mesmo! Não são meia dúzia de ratinhos. São 6 glutões sugadores de leite...

Já tenho dona para o patudo que nos calhou mas como havia uma cadelinha sem dono a moça fica com dois.






Vamos lá a ver que "prendas" sairão daqui...


Agora para completar o ramalhete desta vez é que é... Tenho a Zappa prenhe... E não deve ser um nem dois... É uma barrigona deles pois ainda faltam uns dias valentes e a fulana já não sabe que posição deve ter para dormir. Estou feita ao bife... Onde vou arranjar dono para tanto gatinho? Cães ainda se arranja mas gatos não é bem assim...

Logo se vê... Eu que a avisei tanto...

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05
Jul11
A Fadinha da Época Balnear ouviu as minhas preces e parece que daqui a 25 dias estou de papo para o ar... Ainda não sei para onde vamos nestas férias mas o mais provável é agarrar nos cães e gatas, entregá-los aos "avós" e rumar de mochila e tenda às costas até ao Algarve porque sai barato e gostava mesmo de fazer umas férias assim. Sem gastar dinheiro num hotel, não me preocupar com o gasóleo ou o estado dos pneus para a viagem nem tão pouco se sai caro ou não. Quero um parque de campismo, um spot à sombra sem raízes de árvores debaixo das costas - se possível - um chuveiro e um cordel para pendurar os calções e o bikini! Já nos imagino assim... É tão bom e saí baratíssimo!

Preciso mesmo de férias! Tenho sentido um cansaço imenso de tal forma que confundo a ficção com a realidade...  olhamos para uma folha de papel, imaginamo-la arrumada no dossier correspondente, recebemos entretanto uma chamada em Coreano, pousamos a folha sabe-se lá onde no meio de tanto papel que temos de tratar e no fim apostarmos o nosso ordenado em como a arquivámos fazendo olhos de El Matador a quem garante que não a viu no dossier mas que possívelmente "é capaz de lá estar pois se o diz com tanta certeza é porque está e eu acredito em si"... No fim fazemos figura de otários, claro está... Mas isto representa 1% das asneiras que tenho feito esta semana. Hoje, depois de almoço, até me senti mal disposta tal a torção mental que tinha... Querer dizer as coisas e engonhar.

Só de pensar que estivemos para ir para Ibiza e gastar uma pipa de massa, quase que me auto-flagelo!

Não estamos em tempos de esticar até ver onde dá... Nada disso... Sinceramente até me custa sermos tão snobs no que toca à escolha do nosso futuro carro. Não fossemos tão cagões neste assunto e até nos aventurávamos num carrito para aí de € 9000... Mas não! Queremos é BMW, Mercedes e Audi... No mínimo um VW... Mas também já que fazemos uma vida de monges, tanto poupamos e termos arrancado cabelos para conseguir deixar de fumar, ao menos que o dinheiro seja empregue num carro que gostemos. E quem achar isso mal que vá ali morrer na esquina a ver se me ralo!

Se é para ter um carro à base de muito sacrificio ao menos que passeie a celulite num BMW...


Enquanto isso não chega tento eliminá-la ou não pensar tanto que a tenho!

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24
Jun11
Tem sido complicado vir aqui. Falta de tempo, cansaço, muito cansaço, e sinceramente tem dias que prefiro plantar batatas no FarmVille ou construir uma escola no CityVille que vir aqui e despejar a trampa que ouço o dia todo no trabalho ou a vontade que tenho em fazer uns bons quilómetros, atravessando o oceano e dar umas valentes bolachadas em certos Americanos mal-educados que ligam para o escritório, ou abanar meia dúzia de Chineses que tentam vender coisas que em nada nos interessam e quando dizemos "Thanks, but no thanks" eles desligam o telefone na nossa cara voltando a ligar no dia seguinte como se nada tivesse passado.

Depois de semanas e semanas a salivar por este fim de semana prolongado, pois para nós, aqui, seria de 4 dias, eis que o Dr. Where's Wally (ou Waldo), decide alterar algo que há 30 anos era normal na empresa e nada de ponte para ninguém. Estava tudo a pensar que seria igual aos anos anteriores quando ele descobre que ninguém está a pensar trabalhar na sexta e vá de fazer grande filme e ralhar, espernear, contorcer-se e maldizer de tudo e todos. Depois de toda a revolução, cai nele e resolve dizer que quem quiser pode tirar férias. Certo que no fim disto tudo só ele, eu e a Miss Coquette é que fomos bulir. Pois que a restante malta meteu férias. A medo preferi ir do que ele passar-se da cabeça e mandar-me de férias permanentes. A Miss Coquette como não lhe interessava ter fim de semana prolongado, deveria estar com falta de dinheiro para ir a Badajoz às compras, veio toda feliz e contente trabalhar como se a vida dependesse disso e ganhasse uns pontos a mais em relação a quem tirou férias. No fim disto ganhamos o mesmo que aqueles que ficaram em casa a descansar: um B.C.M.... Para quem não sabe, um Balde Cheio de Merda p'la proa.

Aguardo, desta forma, pela primeira quinzena de Agosto para finalmente ficar de papo para o ar.


Já sou "AVÓ"!!!!

Filho da mãe do cão, deu uma pinada de 10minutos e faz meia dúzia de cachorros!

Aquele a que temos direito já está mais que vendido pelo que em Agosto vou entregá-lo aos futuros donos.

Estou babadíssima com os meus netos! 4 meninas e 2 meninos!











Não caibo em mim de cada vez que vejo estes pequenos! O meu peito enche-se de alegria! Só me apetece beijá-los! Lindos, lindos, lindos! Ficava com eles todos dentro de um cestinho... E passava toda uma vida a mirá-los assim quietinha...

Mas depois fico com falta de ar... E tudo isso por causa do esforço físico. Todos os dias, religiosamente, temos ido correr para o campo da bola aqui da aldeia. Fazemos aquecimento e ali vamos nós... 1 voltinha... 2 voltinhas... 3 voltinhas... 4 voltinhas e paramos que por enquanto não dá para mais. 1 voltinha a andar, outra voltinha a passo rápido e no fim uma corrida em velocidade. Posto isto uns abdominais. Se estamos podres de bons? Não, mas havemos de lá chegar... Daqui a uns anos... E se pararmos de comer merdices!

Depois temos tido a visita da minha mãe quase todos os fins de semana. Da ultima vez resolveu trazer o meu tio que já há mais de 4 anos que não me via e foi preciso divorciar-se para se apegar momentaneamente ao seio familiar... Eu diria mais, apego à "mama"... da conta familiar. Mas isso são outros quinhentos que eu sou pessoa que partilha!!!

Já dizia a outra senhora que lê cartas que eu nunca seria rica, seria sempre remediada, que não viveria com dificuldades, agora rica jamais. E eu já interiorizei tudo isso contudo os 3 Pastorinhos também assistiram a um Milagre e nunca pensaram eles que isso fosse acontecer enquanto pastavam ovelhas...

Se estou triste de não ter tido um fim de semana prolongado? Não, nem por isso... Eu até sou uma pessoa calma e aguardo a minha vez...

Já tirei senha e tudo!

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23
Mai11

À Fadinha da Época Balnear

por Pobre(o)Tanas
 
Alentejo, 23 de Maio de 2011
 
 
Querida Fadinha da Época Balnear:
 
Este ano portei-me muitooooooo bem!
 
Trabalhei muito, muito, muito! Arquivei ainda mais e organizei tudo confiante que estava a dar o meu melhor. Atendi as pessoas de forma educada mesmo quando me faziam perguntas descabidas às 07h56min da manhã ainda nem sequer tinha aberto a porta, mantendo a calma e contando até 3500 - o que de manhã é imenso para a minha cabeça... Falei Inglês, arranhei Francês e cuspi Espanhol com Italiano! Cortei-me imensas vezes nas folhas de papel e queimei-me na fotocopiadora! Aturei camionistas que fediam da boca e dos sovaquinhos. Ouvi desaforos do meu chefe e engoli o facto do carro do meu patrão ter um computador de bordo maior que a minha televisão da minha sala... 
 
Fadinha, nem sequer fui à internet na hora de expediente!!!
 
Em suma, fui uma excelente trabalhadora. Por isso despacha-te lá com a marcação das férias para Agosto que eu estou doidinha de cansaço!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ou um fim de semanita prolongado?
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Um feriado ali a meio da semana?
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ok... Uma manhã ou uma tarde...
 
 
 

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Olhando para a minha família assim num todo, deixar que a alguns lhes crescesse a barba e era enfiá-los num freak show e ainda ganhava bons trocos com isso. Comprava mais depressa o carro que pondo o dobro do dinheiro de parte até Novembro como estipulado. Qual quê... Em Maio já andávamos de cu tremido!

Por vezes o Jacinto pergunta-me se a minha família é maior ou quantos primos tenho... Rolo os olhinhos e solto um

"Sei lá... Direitos só tenho 2 e não gosto da miúda que é muita snob e c'a mania das riquezas..."

Depois lá lhe conto alguma história que englobe mais primos do que aqueles que contei que tinha e ele diz-me que afinal tenho imensos.

Tenho... Tenho tantos que 50% não conheço ou não me lembro deles... São em 3.º, 4.º, 5.º, 29384º grau tipo ciganos em que a prima do irmão da tia da avó da enteada da cunhada também é prima. Tenho tantos que posso passar por eles numa rua, vê-los sentadinhos no chão e dar-lhes uma esmolinha... Ou eles a mim pois acho que também tenho daqueles com guito nem que seja ganho através de lavagem de dinheiro...

Daí que de momento não privo com família que não passe por aquela que esteve comigo mais de uma vez por mês durante o meu crescimento. Por isso quando a minha mãe me conta que o meu tio Manuel das Entaladelas fez isto ou aquilo, que está chalupa ou diabo a sete, que a minha prima Josefina do Céu que Deus tem foi apanhada a pinar com o filho do Padeiro da rua direita há 40 anos atrás e foi enclausurada num convento, que o primo Romeu das Empadinhas era o mais inteligente da família mas um ataque apoplético o levou para o lado de lá do real vivendo agora maritalmente com o Principe da Branca de Neve num resort qualquer no meio do Pacífico, eu pense para comigo que deve estar a falar de algum vizinho de uma colega dela que nunca vi mais gordo ou de personagens de algum livro barato que comprou.

Infelizmente não tenho a família que o Jacinto tem em que todos se juntam e quando o fazem (que são imensas vezes) várias mesas têm de ser postas lado-a-lado para que caibam todos a confraternizar.
Na minha família ou não há tempo para confraternizações ou está tudo de costas voltadas por causa de partilhas ou zangas de há 5 gerações.

Acredito que hajam primos que não me falem porque a trisavó deles e a minha se chatearam por um par de cuecas cagadas no lavadouro da aldeia... Por uma pulseira que pertencia a 15 irmãos e que um dia *puff* desapareceu e todos se atacaram com sacholas, forquilhas e um tractor com uma charrua atrelada sem nunca pensarem que podia ter caído num buraco do chão da casa ou alguém fora da família a tivesse "levado"... Não... Ninguém tinha inteligência para ver outras hipóteses como roubo, perda, extravio ou desvio levados a cabo por alguém que nada tinha a ver com a família... Não senhor... Não se acha é porque "(...) foi o meu irmão/ã que a roubou para comprar um terreno só para ele/a que nem sequer terá nunca uma licença de construção e habitação e sim meia duzia de castanheiros que nem castanhas de jeito dão para se vender".

Um irmão compra um carro, o outro compra o topo de gama da marca... Mesmo que fique desfalcado e sem dinheiro para dar de comer à família ou viva numa barraca sem luz... Que interessa? Tem um Rolls Royce Phantom VI à porta da barraca pois que a ideia era essa...

O meu irmão fica chalupa e tem de tomar medicação diária para não se ficar de vez ou matar alguém com os seus ataques de neo-nazismo extremo derivado de uma bipolaridade com rasgos de esquizofrenia aliados a um comportamento obsessivo-compulsivo e nós como irmãos dele vamos ajudá-lo... Marcaremos uma reunião para ir a casa dele e fazer o testamento mais depressa antes que ele seja preso por posse de droga ou se mate debaixo de um cavalo da GNR numa procissão.

Sou viúva, tenho uma casa humilde, um ganha-pão e 3 filhos pequenos para sustentar. O dinheiro é contadinho, não dá para tudo mas ninguém passa fome. Vou ao mercado e compro 3 postas de pescada no fim do mês para os meus filhos, a minha prima vê-me e comenta com outra prima nossa que sou uma esbanjadora e que não sabe onde vou ao dinheiro mas que devo andar metida com o patrão e quiçá o meu ultimo filho não terá umas certas parecenças com ele... Mas se não andei com o patrão fui muito burra pois ele até que era um bom partido e um senhor de classe que me daria uma vida desafogada e amaria os meus filhos como se fossem dele.

Isto é a minha família ou o que ouço dela... Assim de longe... Com um funil no ouvido.

Por isso prefiro estar no anonimato de toda esta gente que parece que tenho como parentes mas que nunca vi no seu todo. Até porque deixei-me de coisas familiares. Não sou nada "família"... Já fui. Mas tenho aprendido que isso dá muito trabalho e requer muita medicação.

Toda esta conversa tem uma razão de ser... A herança que o meu avô materno é capaz de ter deixado...

Isto agora é tipo as pessoas em direcção a um qualquer festival de música para ver a sua banda preferida actuar. A caminho todas se juntam e entreajudam a encontrar o caminho, a estrada que lá possa dar, chegados à entrada já torcem os narizes na fila e até se vê um ou outro empurrão, quando entram todos querem ficar na primeira fila do palco e há dentadas e merdas a voar em direcção à cabeça dos outros e se algum artista manda as suas cuecas ou peúgas para o público, matam-se todos por um pintelho...

Família e época de heranças é tal e qual isto... Ajudam-se na questão de advogados e demais papelada para foderem quem tem maior parte da herança, no dia das partilhas já se olham de lado e quando sabem o que coube a cada um há merda na certa...

Por estas e por outras decidi que nunca hei-de ter nada que os meus filhos possam herdar... Quando for velha com o meu Jacinto estouramos o guito todo em moteis e sandes de presunto e queijo da serra. Aventamos os maços de notas para cima da cama e acendemos uns joints com eles já de barriga cheia!

E sim fumarei nos meus últimos dias de velhice! Ou dava o dinheiro todo aos filhos?... Está bem, está! Quando for velhinha terei o direito de fazer as coisas que me derem real prazer e fumar um bom cigarro ou mesmo uma ganza coçando os meus cabelos brancos enquanto escrevo ou desenho debaixo de uma árvore em pleno Agosto do ano 2041 será sem dúvida uma delas. E isto podem escrever! Por agora e nos próximos sei lá... 30 anos quero manter-me bem afastada do tabaco e tudo o que possa trazer consigo e isto é mesmo sério pois quero estar saudável e ter uma casa respirável para os meus filhos, depois que tenham idade de ir para a tropa, faculdade, boites ou lá o que precisarem de fazer para o seu ritual de passagem à vida adulta, orientados e com mentalidades formadas, eu e o paizinho vamos fazer o que nos der na telha!

Quem sabe não montamos, de caminho, um casino clandestino ou um outro antro qualquer?

(Ace Of Base - Living In Danger)


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E uma semana passou...

Não tem sido fácil mas acho que já que estou há 8 dias sem fumar pelo menos continuo...

Até porque o objectivo será talvez fumar um "cachimbo" destes no fim do ano...


(Imagem da Web)

Nada de especial a contar tirando o facto de ter tido uma birra imensa este fim de semana. Oh senhora birra... Nem comigo me sentia bem. Apetecia-me tirar a pele e enfiá-la na máquina de lavar/secar para ver se isto encolhia um bocadinho e me servia no meu "EU" pois mais parecia o demo em cuecas...

Viesse cá um exorcista com água benta e era ver-me a trepar paredes e a fazer a ponte no tecto de casa.

Até os cães e gatas andaram sossegados... E nem se ouviram passarinhos na rua...

Não tenho escrito nas alturas em que me apetece fumar... Porque ou têm sido poucas ou tantas que não haveria papel que chegasse... Quando me apetecer... Avento qualquer coisa para o papel...

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Ontem andámos a ver carros. Depois de fazermos contas, de virarmos orçamentos fictícios, tirar acessórios, colocar coisas baratas e pedir a cilindrada mais baixa, reparámos que para nenhuma das hipóteses teríamos dinheiro para a entrada e se tal não acontecesse, dar 300 euros por mês para um carro achámos um exagero. Daí que quando desligámos o computador e nos deitámos, fizemos mais contas ainda e tomámos uma decisão:

Deixar de fumar.

Já o mês passado o Jacinto tinha comprado pensos a pensar que um destes dias nos desse a travadinha e acabássemos de vez com este vício que nos leva os mesmos 300 euros por mês ou mais. Levantámo-nos da cama, fumámos o último cigarro na sala e hoje de manhã colocámos os pensos com o acordo que seria com convicção mas que se algum cedesse não seria o fim do mundo. Vamos levar isto na descontração e ver onde vai dar. Sem muita pressão e com pensamento no carro que queremos.

Porque sendo assim o dinheiro do tabaco dá para pagar a prestação e ainda manter a qualidade de vida que tínhamos quando se fumava. Agora fumar e carro não dá. Por isso é a nossa meta.

Nos entretantos, quando me apetece fumar, escrevo o que sinto física e psicológicamente e por isso o Aventa P'raí terá, a partir de agora, a secção diária

"Agora Não Que Estou a Fumar Letras"

DIA 1 (14 Fev. 2011)

08h47 - Já estou no trabalho há 47 minutos. Sinto uma ligeira "moínha" na cabeça. Já bebi o café que tanto temia e que puxava pelo primeiro ou segundo cigarro do dia... Mas correu bem. O penso deu-me imensa comichão mas já passou. O que tem custado mais é o que fazer com as mãos. Nem é falta do sabor do cigarro, nada disso. É mais o gesto... Depois do café enfiei uma pastilha na boca. Estou com dores de barriga mas deve ser mesmo da cafeína a dar a volta à tripa...

09h41 - Estou um bocado maldisposta. A pastilha deixou de ter sabor e por isso vou trocá-la por outra. Desde a ultima vez que escrevi pensei 15 vezes em tabaco e falei nele outras tantas. Estou aflita para fazer xixi. Desde que entrei já fui à casa de banho 3 vezes. Deve ser dos nervos...

11h13 - Já vi 3 colegas a fumarem e senti o cheiro. Não me afligiu à primeira, nem à segunda mas à terceira deixou-me... Saudosa?
Já vou na 3.ª ou 4.ª pastilha. Também já comi 3 bolachas de chocolate. A moínha de cabeça passou para a testa e para a nuca. Mas já estou bem dispostinha. Estou ansiosa para saber como o meu Jacinto se está a dar mas nem o vou lembrar disso...

11h56 - O penso está a dar-me um comichão danado! Ou é a pele a absorver a nicotina como pode ou o corpo a dizer: "Vá, pah! Arranca isso que te dá comichão e vamos fumar!!!"

15h10 - Depois de almoço a coisa ficou feia. A barriga cheia e as mãos desocupadas levam a muitos desejos... Após o cafézinho então... Mas já estou a mascar nova pastilha: a 2.ª depois de almoço. Ver os outros a ir fumar não me tem feito diferença. Mas já tive o impulso de me levantar ou meter a mão ao bolso das calças à procura do isqueiro. Hábitos!
Estou a achar isto fácil demais... E a vontade de "desorinar"? É a 12.ª vez hoje! Será do frio?

15h54 - Descobri o poder das gomas e do queijo fresco comido à colher... Já vou na 3.ª pastilha da tarde. Deixo de fumar e arranjo uma carrada de problemas como diabetes, intolerância à lactose ou cáries...

16h25 - Ok, acenarem-me com um maço de tabaco a fazer pirraça não me faz qualquer confusão... Se querem que surta efeito tentem daqui a 4 dias. Até lá roam-se de inveja porque eu ainda não fumei nada hoje e vocês já vão no meio maço ou mais.
No entanto ir ao gabinete do meu patrão e levar com o fumo dele nas trombas faz-me mal aos pulmões e à ansiedade... Cambada!
Já não fumo há 15 horas! Bonito...

16h57 - 15horas e 32 minutos, se fazem o favor!!!

18h27 - Sair do supermercado depois de ter ido às compras e sentarmo-nos no carro é altura de acender sempre um cigarro... Mas hoje é diferente.

19h15 - Belo jantar... E que bela cigarrada que ia agora... Ao invès como 3 quadradinhos de chocolate e mais 1 pastilha elástica...

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Este será o diário que farei. Assim se quiser desistir olho para o que já escrevi. Não vou enganar ninguém, posso ceder mas como disse vamos levar isto na descontração. Não é nada fácil. E eu só fumo há 4 anos. O meu Jacinto há 8... Ambos começámos a fumar tarde e na altura se tivéssemos levado com uma tábua cheia de pregos pela cara tínhamos ficado bem melhor servidos.

Uma das coisas que mais medo tenho é de engordar. Não que tenha a mania das dietas mas tenho medo que isso aconteça. Mas pronto se acontecer vamos para um ginásio ou assim. Tenho perfeita noção que até ao 4.º dia isto vai ser limpinho e vira peixe... Quando passar o 4.º dia é que vai doer. Da última vez que estive sem fumar porque não me apetecia foi ao 4.º ia que recomecei. Foi nesse dia que me apeteceu fumar. Contudo estou contente com os pensos. Dessa vez não usei nada e agora com os pensos tem sido mais fácil. Mas mais fácil ainda é ser uma decisão a dois... Não há um a puxar para seu lado mas sim para o mesmo.

Agora a pergunta do meu Jacinto:

- Bombix, que fazemos depois a tanto dinheiro???


(Imagem da Web)



Com todas estas emoções à flor da pele nem nos lembrámos que era dia dos namorados... O nosso jantar romântico foi um franguinho assado com batatas fritas e 4 "velas" sentadas nos chão a olhar para nós a ver se caía alguma coisa. Jantar mais que perfeito!

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02
Fev11
Dizer aos nossos pais que nos vamos casar tem os seus "quês"... E comigo não seria excepção não fosse eu uma filha mais ou menos desejada nos idos de 1986 quando o calor apertava numa tarde de Agosto e nada mais havia para fazer que se esfregarem um no outro e fazerem-me.

Contudo dizer ao meu pai que me vou casar com o genro perfeito e levar a resposta que levei posso afirmar que não estava à espera:

- Se a tua mãe vai, eu não vou... Até porque me disseste há uns anos que nunca te irias casar com ninguém e eu estava descansado. Não me vais pedir uma coisa dessas... (...) Porque não te casas no mesmo dia que eu com a tua madrasta?... Bla bla bla «------- aqui nesta parte eu já estava a pegar num cigarro para acalmar os nervos...

Ora poderia começar aqui a escrever que sou uma filha sem sorte, que o dia é meu e que ele está a ser egoísta, que se me perguntassem aos 5 anos o que eu queria ser quando fosse GRANDE eu diria veterinária e não aquilo que simplesmente sou hoje (ou não sou, ainda não descobri) pelo que dizer-lhe há uns anos que não me iria casar seria o mesmo pois não sei o que se passará daqui a uns anos e que se me quisesse casar no mesmo dia que outras pessoas inscrevia-me nas Noivas de Santo António, mais! Que se ele não for a minha avó é a que sai mais prejudicada pois não poderá ir ao casamento da única neta que tem...

Poderia dizer isto tudo, podia, mas já o disse e foi o meu Jacinto que me aturou a neura.

O cerne da questão é:

Posso mandá-lo à merda?

Ou à merde que é mais bonito por ser em Francês e mostra que aprendi alguma coisa nestes anos...?

Depois de uma longa "conversodiscussão" e sem qualquer contexto lançou que a culpa de eu não ter acabado o curso era da minha mãe pois foi ela que me incentivou a ir para Artes e que Artes não teria "obviamente" saída nenhuma.

(Claro que quero ressalvar aqui de imediato que na Faculdade fui para Letras e que Artes foi no secundário mas há que dar um desconto pois o Alzheimer não afecta só os Alemães...)

Daí que questiono que raio tem o facto de não ter acabado o curso com a minha vontade de casar. Mas hei-de lá chegar um dia...

Ah não... Espera! Queria que eu fosse uma jornalista famosa para ganhar rios de dinheiro para poder pagar dois casamentos! Um para a minha mãe e restantes convidados e outro só para ele...

Boa eu sabia que conseguia!

Pelo que e após alguma reflexão cheguei a uma decisão... Pronto várias...

- Caso-me no registo civil e não vai ninguém.

- Caso-me no registo civil e ele vai e depois no da Igreja vão os restantes. Ou vice-versa...

- Caso-me na Igreja com todo aquilo a que tenho direito (menos entrar a cantar... se isso acontecer internem-me...) e quem quiser ir vai, quem não quiser vê pela televisão - levando a minha avó de qualquer maneira e isso ninguém me pode proibir nem que tenha de a ir buscar a meio da noite.

- Ou caso-me no registo civil e quem quiser vai também e faço um almoço de sandes de presunto e uns Sumol e a coisa fica feita.

O giro da questão... Se ele não for a nenhum, quem me leva ao altar? Ou à mesa do registo?

Ah pronto já percebi... Como em tudo na minha vida, darei mais esse passo sozinha sem a ajuda dos meus pais, neste caso dele.

'Tá bom...

Fico esclarecida.

Assunto arrumado...

Quer dizer... Poderia não aparecer no aniversário dele no próximo Sábado. É que fazer 200km para ver alguém apagar umas velas, dá cá um trabalho... E as prendas? Também deveria poupar o dinheiro delas para fazer dois casamentos ao qual um deles ele quisesse assistir... E ter que o visitar naquela terra hedionda (que é a minha) a qual só me tráz pesadelos... Não será o mesmo que ele rever a minha mãe? É só pôr as coisas assim.

Alguém me dá razão.. Não sei quem...

Os fanáticos do equilibrio entre os famíliares directos, que julgam que pai e mãe serão sempre pai e mãe independentemente da merda que façam, não me dão de certeza mas quero crer que algum filho rebelde possa ler isto e abane a cabeça em modo afirmativo.

Agora sim a acta foi lida e assinada...

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Tudo calmo nas Calhoeiras (pelo menos eu acho que sim) tirando o facto de haver imenso trabalho e eu estar a consumir 1 chocolate por dia. No entanto armo-me em pseudo-secretária finesse e ali vai ela como se o chocolate não fosse direitinho às nalgas. E não digo isto por engordar é mesmo por criar ainda mais borbulhas do que aquelas que já tenho e ouvir o meu Jacinto, enquanto se agarra ao meu traseiro, dizer:

That's one small step for man; a giant leap for mankind.

Não fosse ele estar em solo lunar cheio de crateras.

Algumas coisas no trabalho têm corrido sobre rodas. Já me movimento bem melhor lá dentro o que me deixa mais à vontade. Apenas continuo sem perceber nada de calhaus mas isso deve vir com o tempo e se não vier, viesse. Além disso não tenho acesso directo aos calhaus daí que se torne mais difícil saber mais acerca deles. No fundo gostava de aprender mais para não ter de pedir ajuda ao meu colega "Helder" - e quando digo Helder é porque ele me faz lembrar aqueles rapazinhos muito aprumadinhos e religiosos que vêm tocar à nossa campaínha para nos dar um sermão sobre o fim do mundo em cuecas.

O Hélder é um gajo que não se casa com a namorada com quem está há 10 anos porque a vida não está facil. No entanto eu traduzo: Eu não quero ir para um sítio onde tenha que lavar a loiça, arrumar roupa e ter que escolher o que levo calçado para o trabalho no dia seguinte. Quero estar em casa da minha mãe onde ela me corta as unhas dos pés na perfeição.

Sendo que ele só conheceu esta única namorada - não me perguntem porque digo isto mas tenho a certeza que assim o é -, o Hélder é um totó que só Deus sabe. O Hélder faz dezenas de metros para me pedir que eu lhe faça uma chamada telefónica quando ele podia muito bem fazê-la ou ligar-me do telefone dele para o meu e pedir da mesma forma. O Hélder chega ao cúmulo de me interromper ao telefone para eu telefonar a quem ele quer. O Hélder se for preciso faz metade da area total do local onde trabalhamos para me dizer algo. O Hélder é um manfio que não faz um cú. O Hélder só tem mais 3 anos que eu tanto na empresa como de idade. O Hélder só ganha mais 200 euros que eu dado que fui substituir uma baixa porque a moça que está doente ganha mais que ele. O Hélder tira-me canetas, agrafadores e clipes com os quais preciso de trabalhar. O Hélder gosta de programas que já estiveram na berra há anos e já só dão na RTP Memória (a RTP Memória ainda existe?). O Hélder pensa que é meu patrão mas está MUITO enganado porque quando eu souber mais sobre calhaus e não precisar da ajuda dele, mando-o para a c*** da mãe street e de caminho para o c****** também!

Mas tirando isso está tudo sossegado.

Ah... Calma! Recebi um e-mail, em resposta a um que enviei anteriormente explicando uma situação, a frisar o quanto sou profissional.

Já não se mandam cartas de mérito ou recomendação. Agora só e-mails para aguçar o ego medíocre que possuímos no país em vivemos. Mas também não posso falar porque nunca votei na minha vida. E quero continuar a ter orgulho nisso. Não sendo como o Hélder que aspira à presidência da Junta... Enfim... Como diz o meu Jacinto "Que falta de ambição..."

E agora que já é tarde e está frio, vou aventar o meu solo lunar para a cama...


(Imagem da Web)


Cá está! Pobre(o)Tanas envergando uma bandeira nada Portuguesa... Por mim poderíamos ser Espanhóis, Americanos, Sul-Africanos, Japoneses... Desde que ganhasse mais e pudesse estar descansada quanto ao nosso futuro e ao futuro dos meus filhos queria lá bem saber do nosso passado glorioso de Descobertas... Acabou mesmo tudo no nevoeiro. E daí nunca mais saíremos.

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29
Jan11
A semana foi calmíssima no que toca a chatices no trabalho, no entanto houve imenso que fazer pelo que quando chegava a casa só me apetecia tomar um banho quente e ficar quieta com os pés enfiados no aquecedor até serem horas de ir dormir tipo velhota à lareira. Apenas não tenho jeito para crochet se não até isso fazia...

O outro problema já foi remediado e vamos a ver se não se toca mais no assunto, que tudo seja pago e mais cartas não voltem a aparecer. Ponderava até ser eu a pagar a conta mas o meu Jacinto soltou um "Tu és maz'é parva! Deixa-te de te preocupares com essas coisas que não são problemas teus..."

O meu Jacinto foi promovido e aumentado! Isto vai dar-nos ainda mais folga e o ideal seria que os 6 meses que tenho de contrato passassem a anos para que a nossa vida estabilizasse ainda mais.

Todos os anos pomos um limite até as coisas melhorarem por elas mesmas, se não fazemos nós por isso. O ano passado demos até Maio para que a vida desse uma volta a níveis profissionais e o que é certo é que resultou essa ideia.

Ele veio para o Alentejo para a empresa onde está e eu despedi-me e vim para baixo com ele. Em Agosto arranjámos a nossa casinha definitiva e eu em Outubro consegui este trabalho - apesar de ter trabalhado em Setembro na campanha do pimentão para arranjar mais uns trocos - que nos deu mais equilibrio monetário.

Agora pensámos que em Maio novamente se já não precisassem mais dos meus serviços na empresa quando a moça que está de baixa voltasse, e o Jacinto não tivesse aspectos mais positivos no trabalho, voltávamos a avançar para outra coisa, mas estamos a ver que tal não será necessário pois ele está efectivo, foi aumentado e eu arranjarei outra coisa se não me quiserem mais.

Estipulámos ainda o mês de Outubro ou Novembro deste ano para comprar um carro novo sendo que será o nosso único crédito e queremos ver se fazemos ainda mais dinheiro para não termos que andar a pagar o carro tanto tempo dando logo uma boa entrada.

Em Maio de 2012, já falámos e ponderamos casar finalmente. Caso veja que se torna dispendioso um casamento todo muito cheio de cerimónia e pompa, acho que o faço nem que seja no registo numa manhã qualquer sem gente alguma a atrapalhar. Porque isto ou é 8 ou 80. E sinceramente não penso pagar um balúrdio num casamento com imensa gente - sim que isto nas aldeias vão todos os que podem ir - e ficar a arder. Tenho de ver a questão muito bem e falar com quem se casou há pouco tempo para ver quanto isto nos fica. Não quero cá grandes tretas e quero ir bonita mas o mais simples possível. Se for no registo vou de calças de ganga e um blazer branco e está a andar. Pago o que tenho a pagar e acho que agora nem padrinhos nem testemunhas são necessários.

Agora só falta o pedido oficial. Sim porque o meu Jacinto não pense que é só dizer que vamos casar e não há direito a pedido formal com um aneluco ranhoso no dedo! Uma coisa simples sem lágrima no olho e um histérico "Ai aceito!!!". Nah! É mais "Pah, toma lá o anel..." e já está, depois pergunto-lhe o que quer jantar enquanto calço as pantufas e cada um faz a sua vidinha de sempre.

Não sou romântica e merdelins desses fazem-me comixão. Sou chorona mas nada romântica. Talvêz já o tenha sido mas a idade traz sabedoria e equilibrio emocional. Daí que um casamento cheio de borboletas, coisas glicodoces e coisas dessas com ele a levar-me ao colo para a suite não me cabe na cabeça. Eu sei andar desde os 8/9 meses e só se os joelhos não puderem.

Faz-me espécie as pessoas até para fazerem um filho acendem velinhas, há banho quente com sais e uma série de rezas antes do acto. Quando fizer um filho será como sempre. Vamos pinar e se der faz-se ali umas acrobacias para o miúdo ser uma pessoa com uma certa elasticidade que poderá dar jeito caso ele vá para artista de circo ou atleta olimpico. Se quisermos um bombeiro é só atear fogo à cama com o esfreganço. Se nos apetecer que seja polícia é usar algemas e se fumarmos umas coisas antes assim para o maradas ele acaba por ser um sonhador egocêntrico.

Não quero um puto loiro de olhos azuis, quero sim que saia com a inteligência, paciência e a penca batatuda do pai e da mãe pode apanhar a farta cabeleira, a carrada de dentes e a vontade de esganar o mundo arrogante em que vivemos quando o dia não lhe corre de feição. Um puto moreno, de olhos grandes castanhos, de porte médio/alto e mãos de pianista para agarrar bem os fartos seios das miúdas quando tiver idade para o fazer. Sim que o meu filho se não for gay será um tolinho pelo sexo oposto, contudo educá-lo-ei para o respeitar e ser um gentleman, bem como ser aquilo que quiser ser sem pensar no que os outros possam dizer. Ter em conta a felicidade dele sem ultrapassar limites ou magoar terceiros.

Se for menina, ui... Se for menina... Sei lá! Educo-a para não ser mimada e não terei stresses se ela for uma maria-rapaz na idade em que algumas de nós o fomos, de joelhos esfolados e cabelo desgrenhado. Quero que saiba que há diferenças entre os sexos sem contudo se fazer superior ou deixar-se inferiorizar. Ser igual com as diferenças físicas e emocionais que existem e saber lidar com elas de forma nobre. Chegar à idade de querer conhecer alguém melhor e eu poder aconselhá-la. Saber que está com quem a faz feliz e que ela própria possa ser o que entender, sendo que o céu é o limite. Não gosto de meninas betinhas. Quero criar uma filha sabendo que ela poderá moldar-se conforme o ambiente tal como os pais. Tanto sabem usar os talheres correctamente como abrir um pão com as mãos e espalhar nele manteiga com os dedos.

No fundo quero sim moldar um filho conforme os nossos feitios, pois existe aí muito bom pai que tende a moldar crianças conforme aquilo que eles próprios gostariam de ser ou ter e eu não... Tenho perfeita noção que seremos belos exemplos para os nossos filhos. Poderei um dia morder a língua mas sei de antemão que a pessoa que está ao meu lado terá pulso firme no que tocará aos filhos, deixá-los-á serem eles próprios mas de forma regrada. E eu não tenho problema nenhum em afirmar que uma palmada na hora certa faz milagres. Sei disso muito bem pois levei algumas e hoje sem elas poderia ter-me rendido totalmente ao doce sabor do deixa-te ir conforme a maré e não apenas do aventa pr'aí bem mais saudável que não importuna ninguém...


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