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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!

09
Dez11

Circumstance

por Pobre(o)Tanas

 

 

AMEI DE PAIXÃO ESTE FILME!!!!

 

 

Está cá dentro marcado.

 

 

Excelentes interpretações, actores lindos de tão simples e cheios de tudo, reportório musical fantástico pela sonoridade diferente e acima de tudo na lingua materna para desenjoar da oferta do mercado inglês e americano...

 

 

Circumstance é, sem dúvida, daqueles filmes em que queremos as personagens perto de nós, para cuidarmos e protegermos, e claro, para simplesmente observá-las qual voyeur e deliciarmo-nos com o prazer de se observar um amor de verdade tomar forma.

 

 

 

 

Vale mesmo a pena ver...

 

Parece é que todo o mundo anda à caça da música do trailer... Mais propriamente do remix porque a original é 

 

 

Esfahan: Khodjasteh - Sima Bina, Hossein Omoumi  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aproveito para aconselhar a ouvirem algumas músicas que são bem bonitas... Diferentes e que os ouvidos agradecem de vez em quando para descansar da poluição sonora das nossas rádios de hoje.

 

 

 

 

 

(Tirando a M80, claro...)

 

 

 

 

 

 

 

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14
Mai11

Pobre(o)Tanas a revoltada...

por Pobre(o)Tanas
Eu até que sou uma pessoa calma, tem dias em que estou ou sou imensamente zen. Nada me atrapalha, o mundo é belo e os passarinhos cantam. Mas tem outros dias em que não me reconheço e acabo a pensar que um tiro no meio da testa me faria maravilhas por acabar com o peso que tenho em cima de mim, que, diga-se de passagem, é nenhum e apenas me sinto assim.

Ontem foi um desses dias. Depois de uma semana de trabalho cheguei a casa e quando deveria estar contente um sensação de impotência apoderou-se de mim. Queria fazer tudo e nada, queria sair e ficar em casa, chorar e rir. Tinha umas dores infernais nos meus joelhos - que me estavam a tirar ainda mais a paciência - e acabei por me sentar em frente ao computador para descontrair. Nada... O computador começa a ficar lento a abrir janelas de um site com o nome de outro, como se estivessem trocados, a não reagir a nada, tudo e mais alguma coisa. Senti um turbilhão a crescer dentro de mim. Um formigueiro que me dá nas costas quando sei que me vou meter em merda ou andar à bulha... Uma adrenalina impossivel de suportar, crescia, tornou-se imensa e explodi. Abri as mãos e com toda a minha força espetei-as contra o teclado do portátil. E porque quando começo é dificil para mim retroceder, fechei-lhe a tampa com violência e dei-lhe tanto murro que o pobre não aguentou claro que não. Pelo que e devido à minha incapacidade de controlar os meus impulsos acabei com um portátil estragado. O meu companheiro de anos e onde tanto escrevi nele está em coma a aguardar uma qualquer operação que me irá custar uns trocos isto se não morrer de vez e ter de arranjar um substituto... Não contente dirigi-me ao quarto para fazer nem eu sabia o que tal era a desordem emocional e por a porta não abrir espetei-lhe mais um ou dois pontapés. Acabei a arrumar a casa para esgotar energias e deitar-me cedo com ainda mais dores nas pernas.

O pior de tudo isto é que se fosse a cara de uma pessoa a coisa tinha-se passado da mesma forma...

Ando muito mas muito cansada. Não que tenha muito stress no trabalho, as coisas têm-se feito bem e a um ritmo porreiro, no entanto e visto ser nova ali tenho dado muito neurónio, muitos GB da minha memória para conseguir o que até agora consegui e consumido cafés e caixas de ampolas de magnésio para me aguentar à bomboca. Os seis meses que apenas iria ficar já passaram a mais seis e estes seis espero que se tornem em muitos anos. Tenho a recepção a meu cargo e tudo o que vem com qualquer recepção de uma empresa, tenho algumas coisas do recursos humanos, contabilidade bem como o arquivo de tudo isso e de toda a parte comercial. Depois é o atender o telefone em que falo inglês, arranho o francês e o espanhol e apanho algumas coisas de italiano. Encomendar coisas, ouvir desaforos de faltas de pagamento e 'n' de outras coisas que vêm por arrasto... Adoro o que faço mas precisava de me saber estável e que ficaria ali. Não para me por à sombra da bananeira, nada disso que não sou dessas, mas não sentir a pressão. Acho que eles já me deram imensas provas de que mais 6 meses posso estar descansada mas eu não quero apenas isso. Quero algo efectivo. Ter certezas e avançar com outros projectos a nivel pessoal.

Não podia pedir melhor ambiente no trabalho, apesar das birras do meu chefe e de algumas parvoíces de colegas mas no fim bem espremidinho e comparado com muitos trabalhos onde estive, aqui é o paraíso. Há gente merdosa como em todo o lado mas papam-se bem... Tenho duas colegas com quem me dou melhor e partilhamos muita coisa: comida, desabafos de trabalho, e-mails e sorrisos e isso chega-me... Apesar dos nossos choques - que não são poucos - o meu chefe pediu-me para não mudar, pois eu era sincera naquilo que dizia e fazia e achava piada ao facto de eu mesmo que estivesse chateada estar sempre de bem com tudo o que me rodeava. Mas isto nem sempre é fácil de conseguir e lá está chego a casa e dá-me uma travadinha qualquer que me faz ter impulsos irracionais. Gostava de poder controlar isso mas sei que tenho muita tensão aqui presa. Tenho muito do passado ainda para digerir e que me vem à tona que me faz explodir.

Penso que o facto de andar aos pontapés às coisas não é mais que um impulso de me proteger do que me rodeia e de no passado ter de me virar conforme podia ou como pudesse proteger-me física e mentalmente. Essa Pobre(o)Tanas por vezes sai cá para fora quando não há necessidade disso. De fazer peito e erguer a cabeça para levar com o embate. Nunca fui de apanhar e ficar de cabeça vergada. Fi-lo no fim porque já estava saturada e pouco ou nada me doia - talvez porque achava que merecia ou por pouco ou nada me restar de amor próprio - contudo sempre tive coragem de olhar de frente o que iria enfrentar e pensar como dar a volta e sair ilesa. E por isso muito de mim ainda anda por aí meio perdido e com a mania de se proteger de tudo e todos. Não é fácil e é uma grande foda lá isso é... Fica-se extremamente cansado pelo desgaste destas sensações negativas. Se eu quisesse isto nunca me acontecia mas como vem também passa mas enquanto eu fico apenas cansada e triste por me ter comportado de tal maneira apesar de já estar bem, tenho de sarar feridas de quem magoei com a minha fúria e isto engloba o meu Jacinto.

Por vezes penso que devo ser como um furacão que arrasa tudo à passagem e no fim, quando se torna não mais que um ventinho, tudo à sua volta tem de ser reerguido após a destruição e isso demora tempo e traz mazelas...

Ando cansada. Por vezes revoltada... E nem sei porque. Depois passa e volta ao normal.

Em compensação tenho feito uma dietazita e já emagreci 4,5kg. Como à mesma mas mais vezes e em menos quantidade. Evito comer porcarias e comer mais fruta e iogurtes. Olho muito para os rótulos das embalagens e vejo as calorias. Tenho bebido imensa água e chá. Fiz análises no trabalho e tenho tudo normal menos o colesterol que está a 192 (uma beleza como dizia o médico perante o colesterol dos restantes colegas Alentejanos e amantes da boa comidinha... alguns apenas com uns míseros 240 ou 270...), no entanto a minha tensão sempre baixa (6-10) pelo que se quero baixar o colesterol não posso abusar do sal, por exemplo, mas o sal ajuda a subir a tensão... Ou seja ou uma coisa ou outra. Porém prefiro baixar o colesterol e ter um desmaio por causa da tensão que ter um AVC daqui a uns anos. Espero sinceramente chegar pelo menos aos 58/59kg porque estas dores nos joelhos devido ao peso têm tido parte da culpa no que toca à minha impaciência. Já fui operada há 7 anos e não vi melhorias a não ser em manter um peso aceitável para não piorar a situação e para quem deixou de fumar acho que perder peso é limpar o cu a meninos. É uma questão de disciplina e pedir a Deus muita força para fechar a boca quando a mesa se apresenta cheia de coisas gordurosas, doces ou salgadas...

Como dizia outrém: Tudo o que gosto ou faz mal ou é imoral...

Deixo a música que me acompanhou esta semana:



(Groove Armada - My Friend)









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Isto têm sido dias com muito para fazer. Não só no trabalho mas fora dele. Por um lado é bom, por outro andamos de rastos e sonho com a cama o dia todo.

A semana passada foi um corre-corre e com coisas que nos ocupavam o tempo todo. Agora estamos a pagar a factura do cansaço...

Fomos contactados por um senhor que tinha visto o nosso cão no nosso quintal e que gostaria que desse umas "saltadas" na cadela dele por ter um porte magnifico. Não gostando muito da ideia pois com tanto cão por aí e ainda colaborar para o nascimento de mais uma série deles lá acabei por aceitar uma vez que tenho direito a um cachorro e por achar que realmente tenho um cão fantástico para dar continuidade à raça e àquilo que dela se espera. A "miúda" era bem gira, apesar de mais velha, mas atinadinha e de humores equilibrados. Gostei da minha "nora".

Vistos os prós e contras lá andámos toda a santa semana ao fim do dia a juntar os bichos. Certinho que só houve uma "pinadela" completa no 3.º dia de ajuntamento e ao 5.º o Pablo mandou a namorada às urtigas pois estava mais interessado em brincar. Aguardamos noticias. Por mim a coisa não tinha "colado" mas pronto... Se vierem por aí cachorros sei bem que sem dúvida saírão perfeitinhos no que toca a temperamento e físico. Doenças os pais não têm e no máximo dos máximos saem coxos como a "avó"...

Depois no sábado a Pris veio visitar-nos. Há um ano que não a via. As saudades eram imensas! Falámos imenso, rimos demais e nessa noite apanhámos todos nós um camadão como há muito não apanhávamos. Eram 5 da manhã e estávamos na barragem no meio da serra. Eu, o Jacinto, a Pris e uns amigos nossos o M. e o H. Estava tão bêbeda que não me lembro de tirar maior parte das fotos da barragem. Chegados a casa mal me aguentava de pé e nem me lembro de chegar à cama. Certinho que entre a Pris e o M. houve clima pelo que eles ficaram no nosso sofá velhinho a cair de podre. Visto sermos pessoas que topam coisas à distância, eu e o Jacinto, colocámos tampões nos ouvidos. Era só para dormirmos mais sossegados... Ou então não! Ahahahahah

Tinha imensas saudades de uma noite assim. E felizmente, apesar da bezana, mantemo-nos afastados dos cigarros. Até porque o cheiro me deixava enjoada.

No dia seguinte acordámos com a cabeça do tamanho de um melão do Entroncamento pelo que para desanuviar fomos todos pescar para o monte do M. e comer bolinho de aniversário dele. Nada como uma tarde a comer doces para acalmar a ressaca. Porém já vou com 68,4kg... A coisa tem vindo a piorar. Esta semana ando de boca fechada o máximo que posso.

Este fim de semana avizinha-se cansativo também pois iremos a Lisboa passar a Páscoa. Não me agrada nada fazermo-nos à estrada na Quinta à noite com este tempo mas espero vir para baixo logo no Sábado de manhã pois no Domingo quero descansar e na Segunda queremos passar a manhã no campo nos comes e bebes como é tradição por aqui. Espero conseguir visitar toda agente com tempo e sem andar a correr. Também não queria gastar muito dinheiro nem gasóleo pois estamos nas lonas e este mês o Jacinto não pôs de parte a parte combinada dele uma vez que o dinheiro foi para o arranjo do carro no fim do mês passado.

Precisamos de por de parte 10mil euros até Novembro para dar entrada para o carro ficando com algum de parte caso aconteça alguma coisa. Contudo já "ouvi dizer por aí" que no fim deste ano/princípio do outro ficarei grávida e que faremos uma viagem que não será de lazer... Estou para ver onde vou ao dinheiro para tudo nessa altura. Espero que sejam só zum-zuns... Há uns meses não me importava nada de ficar grávida mas neste momento não é que não queira imenso mas é que não podemos e queria ainda ter algum equilibrio para trazer uma criança ao mundo. Bom certo, certo é que um dia sonhei que o meu filho nasceria em Setembro. Se for fim de Dezembro/início de Janeiro...

Deus me acuda!

Por falar em crianças... A Sr.ª minha "filha" Zappa afinal não está de esperânças como todos pensávamos que estaria. Ao invés anda é a comer imenso e a fazer companhia à dona no que toca a aumentos de peso.

Pelo menos as mamas estão maiores. Valha-nos isso...




(Dançando...)

(O patrocínio da noite)

(Eu ainda consigo abrir os olhos)

(O filho da Pris, o Gaspar, que nos acompanhou nestas andanças)



Deixo a música da semana para animar este tempo que até faz urticária




    (Melissa NKonda - Nouveaux Horizons)

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Confesso que sou uma preguiçosa no que toca a ir ver a caixa de e-mail, ainda para mais tendo umas trilhentas contas para as mais diversas coisas. Umas profissionais, outras para parvoíces de e-mails que me mandam para me rir, outras de blogs e procuras de emprego... Depois de andar o dia todo a ver e-mails no trabalho que são às centenas por dia com porcarias, nem me dá vontade de ver os meus. Mas hoje resolvi ver o do gmail e assim vi algumas mensagens aqui do Aventa Pr'aí que ainda não tinha respondido :S

I'm so sorry!!!

Uma delas era da Diversidades e Variedades a.k.a. Agridoce - podem ver o cantinho dela aqui  - e que no post em que falo que deixei de fumar ela se sente com vontade de seguir as minhas pisadas e me questiona que pensos usei.

Pois bem apesar de ter respondido agora mesmo à questão da Diversidades no sítio próprio, quero também aqui deixar para que outras pessoas saibam e se sintam com vontade de pelo menos experimentar em deixar de fumar. Nem que sejam uns dias, os pulmões agradecem... Depois pode ser que se tenha sorte em pensar que já que estivemos aqueles dias sem tocar num cigarro porque não ficar mais uns tantos?

Usei os pensos NiQuitin Clear 14 mg e sim passo a publicidade pois resultaram! Sempre me disseram que era tanga mas eu estou aqui a dar o meu testemunho em como me ajudaram e ao meu Jacinto. São puxadotes - cerca de 40 euros - mas comparado com o que se gastava por mês cá em casa em tabaco não é nada. Existem 3 fases mas nós usámos a Fase II que é para quem fuma entre 10 a 20 cigarros por dia - eu estava nos 20 em 24h e o Jacinto nos 40... No entanto só usámos um penso inteiro cada um durante 2/3 dias depois passámos para meio penso para poupar. Acabámos uma caixa os dois ao fim de uma semana e a partir daí não usámos mais nada pois achei que já que era para deixar de fumar não era para ter pensos com cenas colados à pele.

Nâo é fácil. Não o é mas já vivi coisas bem mais dificeis na minha vida e me custaram horrores comparadas ao deixar de fumar. Hoje, ao fim de um mês e quase 1 semana sei que é cedo para ter percepção se será durante muito tempo ou não mas já que cheguei aqui mesmo com stresses pelo meio no trabalho e na minha vida pessoal e não me agarrei ao cigarro acho que conseguirei ir em frente. Tenho noção que quando for velhinha que quero fumar os meus cigarrinhos pois estarei no fim de tudo e nada como um cigarrinho para acalentar uma alma. É confuso por ter acabado de dizer que penso conseguir ir em frente e depois dizer que daqui a uns 40/50 anos me vejo a fumar após tantos anos sem o fazer mas só quem fuma ou fumou sabe o quanto um cigarro sabe bem. Bom não é bem o sabor pois não é agradável mas tudo o que engloba um cigarro, tudo o que o envolve e o acto de o acender, sorver o fumo e deixar que o que nele existe entre no nosso organismo, que nos possua e nos traga uma sensação de relaxamento, de bem estar e muitas vezes de clareza quando tudo o resto à nossa volta parece confuso, é divinal. Um cigarro muitas vezes tira-nos de confusões. Evita que nos dê um colapso com os nervos e façamos merda.

Com o cafézinho é o auge de uma manhã, de uma tarde. Depois da refeição é a cereja no topo do bolo. Uma sobremesa após a sobremesa. Um cigarro é como um/a amigo/a que nos acarícia as costas quando estamos na fossa e no fim fornica o/a nosso/a homem/mulher e arranja forma de ficar com tudo o que é nosso... Passados anos, se tivermos azar, arranjamos algum problema nos pulmões, na garganta ou uma merda qualquer cancerígena por causa do nosso tão estimado companheiro de anos... Um fumador pensa nisso muitas vezes no entanto não tem força para dizer que não como qualquer viciado. Nem sequer consegue conceber na cabeça a ideia de não fumar. Isso parece tão estranho. Por vezes até parece que dói pensar em deixar de fumar. Se deixamos de fumar não sabemos o que fazer com as mãos, com o tempo livre, com aqueles minutos que temos há anos no nosso trabalho em que pausamos, depois das refeições não há nada mais que nada e o café passa à condição de solteiro. O dia que queremos deixar é sempre amanhã. Essa é a primeira prova a ser ultrapassada. O amanhã passar a hoje e o hoje a este preciso momento.


Quando amanhã finalmente chega, quando o momento do último cigarro chega, quando finalmente lhe viramos costas, quando deitamos o resto do maço no lixo ou o damos a alguém - eu guardei o meu, o Jacinto doou o dele aos carenciados da nicotina no trabalho - começa uma nova etapa. Todo o tipo de variações de humor e físicas. Muita gente desiste logo nos primeiros dias. Eu fui das que desistiu uma vez ao fim de 3/4 horas e de 4 dias também. É nisso que os pensos ajudam. Os primeiros dias é o vício de boca que fala mais alto. Dar connosco a meter a mão ao bolso em busca do isqueiro. No entanto decidi por mim não usar mais que uma semana e ir reduzindo a dose. Ao fim do 4.º dia achei que era muito forte e fui trabalhar sem nada. Ao principio da tarde mal conseguia abrir os olhos, a boca estava seca e tinha dores no peito apesar de não me apetecer mesmo fumar, era apenas físico e não aquela coisa psicológica. Contudo se se for reduzindo e cortando o penso ao fim de uma semana já conseguimos andar bem sem nada. O cheiro do tabaco passa a ser um misto de saudade e repugna. Cheira bem mas faz dores de cabeça. O humor também passa por picos. Há que ter força de vontade para não desancar as pessoas. Já testemunhei desmames complicados: o meu pai esteve 4 anos com a birra... Ao fim desses anos voltou a fumar. Também dá vontade de chorar sem saber porquê... É difícil gerir tudo isto de cabeça fria mas muitas vezes vendo os outros fumar pode ser até positivo. Pelo menos para mim é. Sei que se estão a prejudicar. Fazem-me alguma inveja mas penso que eu estou a caminho de mais um dia sem tabaco, que estou a limpar e eles bem pelo contrário e assim sinto-me com forças para continuar a minha jornada.

Depois há algo muito bom também. Fazer esta caminhada a dois. Não tem lógica fazê-lo sozinha/o quando o/a companheiro/a fuma ao nosso lado. Não. É rebentar com a nossa força de vontade, é ser-se massoquista! Assim os dois podem falar do que sentem, podem dar força... Apesar que as birras também são a dobrar. Mas acho que compensa!

Continuo a dizer que não é fácil mas fazer quimioterapia por uma doença qualquer derivada do tabaco custa muito mais. Apesar de termos feito pelo dinheiro pois quando se é jovem nem se pensa nas doenças, agora já páro para pensar no resto e saber que a cada dia respiro melhor, que amanhã será melhor o que ajuda imenso...

Por isso nos tempos que estão a chegar, além de ver um futuro financeiro muito negro acho que não nos podemos dar ao luxo de adoecer pois não se sabe que pessoas desumanas encontraremos pela frente, que direitos nos serão vedados e se não nos poderão afastar do nosso ganha-pão por isso...

Como tal muita força para pensarem em deixar de fumar... Só vos desejo isso. Força para pensar em deixar por enquanto. O resto vem por acréscimo e um dia de cada vez... O ser humano é um animal de hábitos e o hábito tanto se cria como se destrói. Deixo o conselho de o fazerem de mente aberta e ver até onde se vai e somente isto... Nada de muitas expectativas para depois não dar em nada pois não vale de nada dizer que se deixa e andar aí às escondidas a fazê-lo. Se é para tentar é para tentar e tentar é uma coisa que se faz devagar e com muita paciência... Nada de muita pressão pois um viciado é a última coisa que precisa. Não precisa que lhe perguntem 30 vezes como se sente e que lhe digam outras 50 que o facto de estar de birra é falta de tabaco pois isso já ele sabe desde que acordou de manhã...

Fumava L&M Light e agora o que consumo light são algumas coisas para tentar não aumentar de peso mas isso é outro tema para um dia destes quando eu estiver com a birra e ciente que irei ficar badocha devido à quantidade de comida que tenho ingerido...





Avento as músicas do fim-de-semana...


(Prefab Sprout-Cars and Girls)

(Daryl Hall & John Oates-Maneater)



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Acabo de receber este selinho da Sarokas do "As Minhas1001 Ideias". Dedico-o a todos os Blogs que conheço, visito e aqueles que me visitam! Portanto é só pegar e levar para acabar bem estes 4 dias de descanso que me souberam a mel...

Apesar de ter estado chuva ontem e hoje e nos ter estragado a ida ao Alqueva com os cães e a marmita, até nem me posso queixar no que toca a arejar a cabeça. E por agora aguardo os 4 dias de Abril pensando que talvês possamos dar um saltinho até terras Algarvias para molhar o rabo em água salgada sem haver muita gente como na época balnear. Sim! Molhar o rabo em Abril! Eu sou do tempo em que, com os meus pais, começava a praia em Março e acabava em Outubro. Pelo menos andava de bem com a minha sinusite nesses tempos...

Tenho comido que nem uma alarve o que me deixa preocupada... Nada me sacia e dei comigo estes dias a fazer não 3 grandes refeições diárias mas umas 5 ou 6... Fora os lanchinhos... Tem sido complicado fechar a boca pois neste momento começo a ter o paladar mais apurado e as coisas sabem-me a céu! Já noto na barriga... E o pão??? Ui o pãoooooo! Com manteiga, com paté, com molho de qualquer coisa... Batatas fritas de todos os tipos... Chocolates, bolachas, mais chocolates com bolacha e bolachas com chocolate. Safo-me numa única coisita... Não sou apreciadora de bolos e pode ser que seja uma ajuda. Por agora talvêz fosse bom começar a considerar em ir para um ginásio ou natação para ganhar resistência.

Não nos mascarámos. Comprámos umas máscaras para o efeito mas só as usámos em casa na parvalheira e quando estávamos para as estrear na rua deu-nos a moleza e ficámos no sofá a ver filmes. O Carnaval também nunca foi o meu forte e só quando estou numa de me ir divertir e andar na parvoíce é que sou capaz de o celebrar como deve ser. Gosto de ver os outros. Gosto de ver algumas imagens do Carnaval brasileiro e pensar que sim esse é capaz de ser engraçado de se ver e viver - apesar de ter sido Portugal a levar o Carnaval para o Brasil e no fim o povo brasileiro o ter transformado no excelente espectáculo que é hoje - mas já não consigo ver o português de Portugal tentar imitar o português do Brasil. Para mim o corpo da mulher brasileira foi moldado para isso, o da mulher 'tuga não... Por mais formosas que sejamos não temos aquelas pernas torneadas ou se tivermos não temos aquele ritmo e maneira de estar para concretizar um espectáculo assim. E sim acho estas tentativas portuguesas de fazer um Carnaval à laia do Rio de Janeiro, foleiras, pimbas e azeiteiras... O nosso Carnaval deve ter carrinhos claro que sim e desfilar na rua mas devemos andar de Caraças metidas na cabeça tipo Cabeçudos, lançar papelinhos e tocar cornetas... Nada mais... Andar a desfilar somente com um soutien e uma tanga enfiada no cu enquanto crianças vão atrás vestidas de anjinhos e fadinhas, não faz sentido e toca o ordinário... Adiante...

Há... Sei lá eu... 15 anos?  Não... 10... Eu tinha 13 anos e um monte de ideias na cabeça apesar de ser feia como um raio com aqueles óculos e cabelo à Sansão, no entanto tinha já um grande carisma e imensa força de vontade para lutar pelos meus objectivos. Sendo que tinha imensos e um deles era ser gira, consegui concretizar tudo o que tinha em mente naqueles tempos e sem borbulhas (vieram agora em força quando acabo de chegar à idade adulta e de ser mãe). Tudo isto para dizer que na altura ouvia uma banda chamada 5ive... Sim também ouvia os Backstreet Boys mas toda agente conhecia esses e os 5ive eram muito giros também e com músicas que eu adorava. No entanto havia um elemento que me deixava maluquinha de todo e ao ponto de ser óptima aluna a Inglês só por traduzir as partes das músicas que ele cantava. Agora que já não ouço boysbands o meu Inglês foi esquecido... E esse moçoilo era... Era o Scott Robinson. Oh Deus meu como eu, Pobre(o)Tanas, de 13 anos ficava doida! Eu fazia desenhos dele, eu tinha posters que só não tirava os restantes elementos do grupo porque dava muito nas vistas, eu por mim casava com ele e fugia só com a roupinha do corpo e sem sabonetes para me lavar se ele morasse no prédio ao lado do meu e não noutro país, tivesse a minha idade e no mínimo dos mínimos soubesse que eu existia...

Hoje, e com intenções de colocar uma música antiga aqui no blog daquelas que eu ouvia há imenso tempo e me fazem recordar, pensei "Ora vou procurar os 5ive" e ri-me quando vi o Scott e o quanto ficava parvinha a ler a Super Pop e a Bravo... Não contente vá de pesquisar um pouco mais para ver como ele estaria nos dias que correm porque há coisas que são como o vinho do Porto e quanto mais velhas melhores contudo...

Cheguei à conclusão que crescer custa mas tem as suas coisas boas... O nosso mau gosto fica guardado lá bem no fundo do baú e o Scott, hoje, nem que viesse dado como o Ken Barba Mágica (morenos é que é...) numa caixinha com o Porsche, a mansão equipada e uma conta recheada...






No entanto a música sempre fica e isso é o que importa pois com ela vêm as recordações


(Until The Time Is Through)


(When The Lights Go Out)


(Keep On Movin')


(Let's Dance)




Podia estar aqui a noite toda a falar das músicas que coloquei e não coloquei, dos álbuns e anos em que sairam, de quem abandonou o grupo mais tarde, etc etc, mas não me apetece porque entretanto isso não interessa para nada...

E 4 dias de descanso foram lá foram aventados!

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Olhando para a minha família assim num todo, deixar que a alguns lhes crescesse a barba e era enfiá-los num freak show e ainda ganhava bons trocos com isso. Comprava mais depressa o carro que pondo o dobro do dinheiro de parte até Novembro como estipulado. Qual quê... Em Maio já andávamos de cu tremido!

Por vezes o Jacinto pergunta-me se a minha família é maior ou quantos primos tenho... Rolo os olhinhos e solto um

"Sei lá... Direitos só tenho 2 e não gosto da miúda que é muita snob e c'a mania das riquezas..."

Depois lá lhe conto alguma história que englobe mais primos do que aqueles que contei que tinha e ele diz-me que afinal tenho imensos.

Tenho... Tenho tantos que 50% não conheço ou não me lembro deles... São em 3.º, 4.º, 5.º, 29384º grau tipo ciganos em que a prima do irmão da tia da avó da enteada da cunhada também é prima. Tenho tantos que posso passar por eles numa rua, vê-los sentadinhos no chão e dar-lhes uma esmolinha... Ou eles a mim pois acho que também tenho daqueles com guito nem que seja ganho através de lavagem de dinheiro...

Daí que de momento não privo com família que não passe por aquela que esteve comigo mais de uma vez por mês durante o meu crescimento. Por isso quando a minha mãe me conta que o meu tio Manuel das Entaladelas fez isto ou aquilo, que está chalupa ou diabo a sete, que a minha prima Josefina do Céu que Deus tem foi apanhada a pinar com o filho do Padeiro da rua direita há 40 anos atrás e foi enclausurada num convento, que o primo Romeu das Empadinhas era o mais inteligente da família mas um ataque apoplético o levou para o lado de lá do real vivendo agora maritalmente com o Principe da Branca de Neve num resort qualquer no meio do Pacífico, eu pense para comigo que deve estar a falar de algum vizinho de uma colega dela que nunca vi mais gordo ou de personagens de algum livro barato que comprou.

Infelizmente não tenho a família que o Jacinto tem em que todos se juntam e quando o fazem (que são imensas vezes) várias mesas têm de ser postas lado-a-lado para que caibam todos a confraternizar.
Na minha família ou não há tempo para confraternizações ou está tudo de costas voltadas por causa de partilhas ou zangas de há 5 gerações.

Acredito que hajam primos que não me falem porque a trisavó deles e a minha se chatearam por um par de cuecas cagadas no lavadouro da aldeia... Por uma pulseira que pertencia a 15 irmãos e que um dia *puff* desapareceu e todos se atacaram com sacholas, forquilhas e um tractor com uma charrua atrelada sem nunca pensarem que podia ter caído num buraco do chão da casa ou alguém fora da família a tivesse "levado"... Não... Ninguém tinha inteligência para ver outras hipóteses como roubo, perda, extravio ou desvio levados a cabo por alguém que nada tinha a ver com a família... Não senhor... Não se acha é porque "(...) foi o meu irmão/ã que a roubou para comprar um terreno só para ele/a que nem sequer terá nunca uma licença de construção e habitação e sim meia duzia de castanheiros que nem castanhas de jeito dão para se vender".

Um irmão compra um carro, o outro compra o topo de gama da marca... Mesmo que fique desfalcado e sem dinheiro para dar de comer à família ou viva numa barraca sem luz... Que interessa? Tem um Rolls Royce Phantom VI à porta da barraca pois que a ideia era essa...

O meu irmão fica chalupa e tem de tomar medicação diária para não se ficar de vez ou matar alguém com os seus ataques de neo-nazismo extremo derivado de uma bipolaridade com rasgos de esquizofrenia aliados a um comportamento obsessivo-compulsivo e nós como irmãos dele vamos ajudá-lo... Marcaremos uma reunião para ir a casa dele e fazer o testamento mais depressa antes que ele seja preso por posse de droga ou se mate debaixo de um cavalo da GNR numa procissão.

Sou viúva, tenho uma casa humilde, um ganha-pão e 3 filhos pequenos para sustentar. O dinheiro é contadinho, não dá para tudo mas ninguém passa fome. Vou ao mercado e compro 3 postas de pescada no fim do mês para os meus filhos, a minha prima vê-me e comenta com outra prima nossa que sou uma esbanjadora e que não sabe onde vou ao dinheiro mas que devo andar metida com o patrão e quiçá o meu ultimo filho não terá umas certas parecenças com ele... Mas se não andei com o patrão fui muito burra pois ele até que era um bom partido e um senhor de classe que me daria uma vida desafogada e amaria os meus filhos como se fossem dele.

Isto é a minha família ou o que ouço dela... Assim de longe... Com um funil no ouvido.

Por isso prefiro estar no anonimato de toda esta gente que parece que tenho como parentes mas que nunca vi no seu todo. Até porque deixei-me de coisas familiares. Não sou nada "família"... Já fui. Mas tenho aprendido que isso dá muito trabalho e requer muita medicação.

Toda esta conversa tem uma razão de ser... A herança que o meu avô materno é capaz de ter deixado...

Isto agora é tipo as pessoas em direcção a um qualquer festival de música para ver a sua banda preferida actuar. A caminho todas se juntam e entreajudam a encontrar o caminho, a estrada que lá possa dar, chegados à entrada já torcem os narizes na fila e até se vê um ou outro empurrão, quando entram todos querem ficar na primeira fila do palco e há dentadas e merdas a voar em direcção à cabeça dos outros e se algum artista manda as suas cuecas ou peúgas para o público, matam-se todos por um pintelho...

Família e época de heranças é tal e qual isto... Ajudam-se na questão de advogados e demais papelada para foderem quem tem maior parte da herança, no dia das partilhas já se olham de lado e quando sabem o que coube a cada um há merda na certa...

Por estas e por outras decidi que nunca hei-de ter nada que os meus filhos possam herdar... Quando for velha com o meu Jacinto estouramos o guito todo em moteis e sandes de presunto e queijo da serra. Aventamos os maços de notas para cima da cama e acendemos uns joints com eles já de barriga cheia!

E sim fumarei nos meus últimos dias de velhice! Ou dava o dinheiro todo aos filhos?... Está bem, está! Quando for velhinha terei o direito de fazer as coisas que me derem real prazer e fumar um bom cigarro ou mesmo uma ganza coçando os meus cabelos brancos enquanto escrevo ou desenho debaixo de uma árvore em pleno Agosto do ano 2041 será sem dúvida uma delas. E isto podem escrever! Por agora e nos próximos sei lá... 30 anos quero manter-me bem afastada do tabaco e tudo o que possa trazer consigo e isto é mesmo sério pois quero estar saudável e ter uma casa respirável para os meus filhos, depois que tenham idade de ir para a tropa, faculdade, boites ou lá o que precisarem de fazer para o seu ritual de passagem à vida adulta, orientados e com mentalidades formadas, eu e o paizinho vamos fazer o que nos der na telha!

Quem sabe não montamos, de caminho, um casino clandestino ou um outro antro qualquer?

(Ace Of Base - Living In Danger)


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16
Fev11

O dia foi calmo. Felizmente hoje não me deu para chorar! Nem me enervei...

Tenho tentado comer de 2 em 2horas ou de 3 em 3. Uma peça de fruta, metade de um queijo fresco ou uma bolacha e assim colmatar toda esta vontade de comer e tentar a todo o custo não aumentar de peso. Não é por ficar badochita ou assim é mesmo devido aos meus joelhos e não poder engordar visto depois não conseguir andar com o peso e tamanho do meu cagueiro. E também é cedo para ver se engordarei ou não. Enfim uma maçã ou uma banana têm feito milagres quanto à fome que tudo isto tem gerado em mim...

Tirando este tempo de merda, a vidinha corre bem em todos os aspectos. Cheguei a casa e agarrei-me ao aspirador e à esfregona. A minha casa estava um nojo. Agora sem cinzeiros à vista, todos lavados e arrumados, até que cheira bem melhor! E o nosso bolinhas? Passou da Portocel para uma loja de perfumes na 5th Avenue. Agora o que notamos é na roupa... Ui! De manhã é andar a cheirar camisolas e casacos... Todos eles lavados mas a cheirar a "bafum"...

Tenho dormido lindamente...

"Agora Não Que Estou A Fumar Letras"

Dia 3 (16 de Fev. 2011)

10h02 - Esta manhã tem sido fácil! Tomei o meu cafézinho descansada e agora comi a minha meia banana. Acordar tem custado muito menos e à noite temos tido tanto sono que vamos a correr para a cama. Sonho imenso. Sonhei que tínhamos um filhote. O Zé Luís. Muito lindo e inteligente o nosso menino! Era parecido com o meu Jacinto! Sempre sonhei imenso com o Zé Luís independentemente de um dia ter uma filha e nunca ter um rapaz. Mas sonho...
O penso continua a dar comixão de manhã... Coloquei-o no antebraço.

11h51 - Tenho o braço dormente há imenso tempo. Dá-lhe espasmos. Estranho!
Comi a outra metade da banana. Lembrei-me do tabaco 5 vezes... Comentei sobre ele, 3... Porque me perguntaram como me sentia.

12h06 - Lembrei-me que banana e café pode ser uma mistura explosiva...

14h10 - Foi a hora de almoço mais fácil que tive nestes dias. Há 3 dias que não fumo mas nos entretantos já estou a fazer uma licenciatura em pastilhas elásticas.

17h46 - Tarde FÁCIL!!! Abençoado queijo fresco e maçã... FÁCIL!!!

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------

O Jacinto diz que vou voltar a fumar porque não penso noutra coisa e não falo de mais nada. Mas bolas... Preciso de falar e de dizer como me sinto... Sempre foi assim. Falando curo a alma... Não me basta vir para aqui e falar do que me apetecer e do que me vai na mona... Se não me quiser ouvir, temos pena... Mas preciso... Para conseguir chegar a algum lado e conhecer coisas em mim que ainda não despertaram.

Por falar nisso, fiz ali ao lado --------------------------» uma votação... Vamos a ver o que dizem os resultados daqui a umas semanas

Anseio por dias de primavera ou verão. Andar descalça e com roupa que me deixe respirar sem me sentir um boneco da Michelin...

Avento p'raqui duas músicas da lista da Banda Sonora da Vida da Pobre(o)Tanas.


(Hooverphonic - Mad About You)


E a fantástica Sade com...

(Cherish The Day)

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21
Jan11

Pensamentos que fluem...

por Pobre(o)Tanas
Resto de semana calma nas Calhoeiras... Tão calma que desespero por emoções para a minha escrita fluir. Claro que não quero que me chateiem mas um abananço naquela empresa dava jeito.

O Eng. Falta-me um Bocadinho Assim, resolveu à sua maneira pedir desculpas por me ter tratado abaixo de bicho do esgoto, pelo que no dia seguinte enquanto eu bebia o café da manhã, perguntou-me se me podia acompanhar também num cafézinho. Não pediu mesmo desculpa mas eu também não estava à espera disso pelo que esta atitude e o facto de não me ter chateado os restantes dias fez com que a minha mira da caçadeira mental mortal que possuo se desviasse dele. Continuando apontada ao Dr. Where's Wally? aguardando um dia em que esteja com a telha e eu tenha dormido mal para a coisa se dar. Mas nem esse me tem dado volta às entranhas com a sua parvoíce, bem pelo contrário, o que me deu uma certa paz de espírito estes dias.

Uma das razões que também me levou a estar sossegadinha estes dias foi a minha dor de coluna. Na terça-feira à noite a dor afectou também as pernas o que me fez deitar mais cedo e nem apetecer fazer o que quer que fosse. Contudo desde ontem que pouco ou nada me tem doído o que quer dizer que estou pronta para outra seja lá o que aí vier de seguida.

Amanhã queria ir ao cabeleireiro arranjar esta trunfa mas não conheço nenhum aqui. Já andei a sondar e a perguntar às minhas colegas mas chateia-me ir a um sítio que não conheço e também estou com preguiça de ir gastar dinheiro ou fazer algo que depois não gosto e fico de neura. Estava para ir fazer umas nuances assim mais para o ruivo uma vez que tenho o cabelo quase que preto - apesar de a minha cor ser castanha escura com reflexo vermelhos - e cortar as pontas ou fazer uma franja mas não me estou a ver de franja nem de cabelo mais curto. Nem me estou a ver dar um balúrdio por meia duzia de nuances. Isso é para a minha mãe e as restantes tolas da idade dela que vão ao "salão" 3 vezes por semana e já nem se lembram da cor natural do cabelo. Que os têm tão entesados que tenho esfregões para os tachos mais suaves. Que se aparece um branco arrancam-no logo.

Eu então estou deserta que me apareçam os brancos. Dar-me-ão mais segurança no que toca ao estatuto da idade. O meu reino pelos 30 anos que nunca mais chegam. E quando chegar aos 30, anseio pelos 40 e por aí a fora. A sabedoria da idade. Isso sim é o mais importante. Não vasculhar a cabeça para eliminar qualquer vestígio do tempo. Dizem que os 20 passam num instante. Eu sinto que tenho 23 há imenso tempo... Ou o tempo passa devagar ou sou eu que sou parva...

Andei com esta música na cabeça ontem e hoje... Bom para falar a verdade também a cantei um bocadinho enquanto arquivava umas papeladas. Preciso de música para me orientar os sentidos e esta é a música da semana.

Adoro-a!


Rádio Macau - Cantigas D'Amor


E a quanta gente que passou na nossa vida não nos apetecia dizer algumas destas coisas acabando as frases com um simples "Querias e eu até podia fazer mas não me apetece!" Daí que vim para longe para não ter que dizer tantas vezes "não te debruces tanto que ainda cais" e o "não sei se me estás a acompanhar". Pelo menos aqui ando ao sabor da maré com o meu Jacinto longe de gente doida! Quem lá ficou que se ature e se amanhe.

E por falar nisso, estávamos a pensar ir a Ibiza este ano com a minha mãe e o Agente Benfica mas da maneira como as coisas por lá andam - mais frias que o frio aqui no Alentejo - penso que iremos adiar a viagem para irmos só os dois ou arranjar um qualquer grupinho simpático que nos possa acompanhar nas noitadas e diárias de praia a esturrar ao sol. E também porque lá para outubro ou novembro temos de começar a pensar em comprar um carro. O nosso bolinhas começa a ficar bom apenas para dar as voltinhas aqui da zona e ir para o trabalho, pois viagens muito longas já não me inspira muita confiança. Ou então para ficar atolado numa das nossas aventuras pela serra com os cães dentro da mala a olhar para nós com ar de "Então, pah! Isso é para amanhã?".



Quando eu e o meu Jacinto temos um dia inteiro por nossa conta e sem nada que nos atrapalhe, as coisas acabam por acontecer. E esta foi uma delas. Perguntámo-nos 'n' de vezes se o carro passaría ou não. Saímos para ver o solo, investigámos e deduzimos que sim. E a prova disso é esta fotografia. As nossas deduções em conjunto dão nisto. Daí que acho que a nossa relação é alimentada de muita confiança entre os dois. Não fosse o facto de confiarmos um no outro e o carro não teria ficado atolado. Não fosse eu dizer "mata" e ele "esfola" e nunca teríamos esta fotografia. Como tantas outras que mostram que as coisas não têm de ser perfeitas para serem especiais... Que um momento menos bom que nos faça perder tempo para fazer o que queremos ou um obstáculo que se atravesse à nossa frente não estraga o que se constrói.

E muita coisa mais diria esta fotografia.

Eu é que tenho que aventar a roupa suja para a máquina e o rabo para o sofá.


E como hoje é dia de sons portugueses neste meu Aventa P'raí deixo mais esta...



Sam The Kid - Viva! - Homenagem a Carlos Paredes

E sim esta música também me toca por a ter ouvido imensamente de cabeça bem cheia de tudo e de nada.

Pensando bem... Acho que o meu cabelo está bem bom...

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10
Jan11
Hoje não vou falar desta hedionda segunda-feira que me afectará o ego durante largos meses. Não falarei mesmo. Tenho de meter na cabeça que isto não é Lisboa e que só lá é que podíamos levar o trabalho para casa. Aqui tenho de pensar que estou constantemente de férias e que o trabalho que faço actualmente é para pagar as despesas da minha casa de férias.


Ao invés vou falar de uma coisa que tenho imensas saudades. E acho que quem tem a minha idade e mesmo mais velhos também sentirão. A extinta Rádio Cidade. Não a Cidade FM dos dias de hoje que a mesma música é repetida 'n' vezes até enjoarmos. Repetir a Lady Gaga até nós ficarmos não gagos mas surdos, o TT que se julga ser uma versão de um Audi mas não é se não um pseudo-wannabe-Justino Timberland  and so on...

Falo sim daqueles tempos em que deitadinhos na nossa cama ouvíamos o Cidade By Night ou a meio da tarde a Melhor de Três, dançando ao som da SuperPista aos sábados à noite nos tempos em que ainda não tínhamos idade para sair... Isso eram belos tempos. Em que gravava por cima das cassetes pirosas que o meu pai tinha, as músicas que aguardava um dia inteiro ouvir. Lembro-me perfeitamente de nessa altura me terem dado um computador e uma aparelhagem sendo esta última a melhor prenda que podia ter recebido para poder fazer as minhas gravações estilosas recheadas de power da música Eurodance!

Lembro-me de pensar no rapaz dos meus sonhos nesses tempos idos e imaginar que ele me levava a dançar. Escrever no meu diário horas a fio ou desenhar. A Rádio Cidade formou e aguçou o meu fascínio pela música. Não para cantar ou tocar mas mais como uma caçadora de hits, de músicas de anúncios do século passado, de momentos que me ficaram associados a certos temas. E hoje sinto-me feliz por ter uma vasta colecção de gigas e gigas, milhões de minutos das mais variadas músicas que me disseram algo.

Se sou a caçadora de música que sou devo-o à Rádio Cidade. E ontem isso verificou-se quando ao fim de sei lá eu, 20 anos? Descobri estas pérolas:



(Não coloquei com o Videoclip original porque achei que este teria uma qualidade superior - 2 Unlimited - No One)

Lembro-me perfeitamente de ouvir isto já uns 3/4 anos mais tarde - após saída deste mesmo hit - e adorar!

Qualquer pessoa que ouça isto hoje em dia, como menos de 15 anos, diz "Epah... Cáganda porcaria...". Mas não... Isto era girissimo! E diz-me tanto... volto mesmo aos confins do meu mundo de pessoa.

Epah se isto não me faz arrepiar não sei. É que o arrepio é de tudo o que vem à memória. É fantástico como uma música, um sabor, uma imagem nos trazem tanto. E isto para mim é o que faz a vida ter sentido.

Ou então esta...


(Chumbawamba - Tubthumping)

Esta faz-me saltar. Faz-me feliz e estar mesmo bem dispostinha. E se toda agente ouvisse isto uma vez por dia o mundo seria menos conflituoso pelo menos no meu trabalho...


Depois da extinção da Rádio Cidade virei-me para o Oceano Pacífico. Apesar de continuar a dar às 22h em ponto na RFM com o seu magnífico início - que reporta aos tempos em que o meu pai me levava para os meus avós, era eu um ser já a caminhar para os 5 anos, para ele ir trabalhar à noite - podemos ouvir o dia todo online sempre que queiramos, basta ir ao site da RFM. E no meu trabalho é o que ponho.

Desde miúda que a RFM também me acompanha e com ela mais uma compilação de músicas que me envolvem a alma e os sentidos. É o caso desta que se segue que ao fim de alguns anitos me faz olhar com outros olhos certos aspectos de vida que já vivi...

                                         (Double - The Captain Of Her Heart)                                                

Ou esta famosíssima que muita gentinha foi feita ao som dela...



(The Cars - Drive)

No entanto e pelo que consta nos registos e actas eu fui feita ao som desta...


(George Michael - Careless Whispers)

Ora se isto não é tudo tão perfeito e não me fez crescer com uma pessoa bem melhor...? Eu acho que sim... E o meu Jacinto concorda...


Estas são algumas das muitas, milhentas, músicas que fazem parte da minha memória ram instalada à pressa na minha cabeça num dia de trovoada.

Ao longo da vida deste blog publicarei imensas assim como sempre fiz. Chateando as pessoas que me lêem e as que eu obrigo a ler (umas 2 ou 3 porque o resto fugiu tudo). Cá em casa já sabem... Querem uma música, tentem trauteá-la que eu descubro-a. Não prometo que seja no próprio dia, nos dias ou semanas seguintes mas achá-la-ei.


E com este post Aventei tudo o que me fez doer o ego durante o dia de hoje.


Abençoado mundo este que criei na minha cabeça...



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18
Mai10

Num breve estalar de dedos...

por Pobre(o)Tanas

 

 

Nas arrumações encontramos material de óptima qualidade no que toca ao que já fomos como o caso de fotografias da época da faculdade.

 

Depois dei com esta música num desses cd's com fotos de tudo e quase nada e deliciei-me porque muitos momentos me vieram à mente.

 

 

 

 

 

Como era tão normal.

 

Comecei por acordar cedo e deitar-me tarde para estudar e apanhar tudo o que podia das aulas. Fazer os trabalhos a tempo e ter tempo ainda para a família que me restava, manter a casa que depois da separação dos meus pais fui eu quem lhe manteve o toque feminino, a ausência permanente da mãe, a falta de pontualidade e assiduidade do pai, o namorado que me agredia por lhe faltar alguma coisa na vida e um sem número de dúvidas quanto ao meu futuro. Muito chorei.

 

Depois de um tempo comecei por não ir à primeira nem à ultima aula. Ninguém sabia... E a única preocupação passou a ser a de ter de apanhar o último autocarro para casa: o das 21h20.

 

Cedo percebi que vir para casa não resolvia de muito as minhas dores e passei a dormir em casa de amigas. Por vezes a noite já ia tão longa que nem dormia ou adormecia na estação de metro à espera que abrisse.

 

Aos poucos percebi que se metesse merdas na cabeça e no corpo tudo era melhor. E vi-me no que tentei que terceiros saíssem. Na minha cabeça nada fazia diferença. Tudo era igual ao litro. 

 

Mas da mesma maneira que entrei, saí... E esta música ajudou-me no início e no fim de todo este processo. Não pela letra mas pela sonoridade que me fazia acordar quando o que mais queria era dormir e dançar quando tudo à minha volta soava a falso.

 

Hoje posso dizer que dou Graças por tudo aquilo que já vivi e tenho poder mental e físico para olhar para o passado e estalar os dedos para passar à próxima imagem. E que era uma miúda linda com bom coração. Inofensiva e sensível. Tão parvinha quanto possível mas um amor de pessoa. Uma joia!

 

(Realmente tenho um sistema muito evoluído basta mesmo estalar os dedos e tudo aparece ou desaparece conforme me apeteça).

 

 

 

 

E agora esta musiquinha apareceu outra vez para me dizer que tenho de voltar às arrumações... E são 3 e meia da manhã!!!

 

 

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