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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!

As pessoas pedem que as aceite, que as compreenda, que as faça felizes, que as integre na minha vida... Quando peço que aceitem aquilo que EU sou... O mundo cai!

 

Espero que percebam que na minha vida só aceito quem eu quero e quem eu quero vive na minha casa. 

 

Um dia terei filhos e acho que aí saberei que será impossivel fazer ao meu filho 1/10 do que já me fizeste. Que será impossivel deixar de lhe falar - ao meu filho - porque simplesmente ele é um ser independente de mim, que tem a sua vida e não me integra em todos os seus projectos porque tem um/a companheiro/a para o amparar, a sua própria familia que construiu como assim o deve ser. Nunca irei ficar revoltada por isso, ficarei, sim, imensamente feliz que ele assim o seja porque quererá dizer que fiz um excelente trabalho, que criei e eduquei um ser humano saudável na sua forma de pensar, agir e ser. E o meu filho virá ao meu encontro sempre que queira porque se sente bem em casa dos pais. O meu tempo já terá passado e vale o dele. A lei da vida é esta. Não poderei ser o centro das atenções. Serei até o meu filho nascer e ele será até o dele vingar neste mundo.

 

Em 7 anos que não vivo contigo nunca te pedi nada. Não vou sequer mencionar o que já me pediste. Construi a minha vida com pouco ou quase nada. Por vezes nada sabia do pouco que deveria saber. Nem ferramentas me deste. Limitei-me a desenvolver o meu instinto de sobrevivência, imitar alguns passos de pessoas que eu achava que estariam correctas e seguiriam aquela linha recta. Com isso chegar onde estou e criar eu própria as minhas regras e percorrer essa linha com os meus próprios pés. Agora também dou o exemplo a outros que virão e se sentirão confusos e sozinhos como me senti. 

 

Neste tempo que nos voltámos a aproximar - e que tu tantas vezes te queixaste que não confiava muito em ti e que deveria porque nada nos iria separar que não deixarias - dei, afinal, um pouco mais do que deveria, algo me dizia que era tempo perdido, que deveria recuar e que pouco ou nada que pudesses dizer ou fazer era verdadeiro. No fundo o meu sexto sentido nunca me enganou e dou graças pelo facto de te ter racionado qualquer sentimento que pudesse nutrir por ti. Não te dei tudo porque nunca o farei. No fundo achava que gostar de ti era estar contra mim, ser hipócrita comigo mesma, trair-me e trair quem traiste tantas vezes. Nem sei, sinceramente, se gosto assim tanto de ti e se isso se manteria sempre assim...

 

Acho que o fiz porque era meu dever enquanto filha mas não me sentia bem. Não queria saber da tua vida, do que fazias ou deixavas de fazer, do que te acontecia. As tuas histórias sempre foram aborrecidas, centradas em ti, e nem sei se tinham algum fundo de verdade. Ser tua filha foi a unica coisa que me deu força para te acudir quando precisavas, levantar a cabeça sem vergonha no fim dos teus ataques que te deixavam vulnerável perante a multidão de gente sedenta da tua miséria e abanar-te para acordares para a vida. Se fosses alcoolica ou viciada em qualquer outra coisa a minha vida seria mais fácil. Ao menos saberia com o que estava a lidar.

 

Se pudesse batia-te. Não te bato por respeito. Mas merecias. Precisavas que te arrancasse esse orgulho de merda do coiro, esse descaramento que tens de encarar as coisas como se nada tivesse acontecido. Sem mim és pouco mais que nada. Não me peças nada do que tenho porque o que tenho é de mim e não podes gastar porque não é material. Chama-se honestidade e felicidade.

 

Cansei de ser tua filha, tua mãe, tua mulher, tua de qualquer maneira... Cansei-me. Não quero dizer com isto que te deixarei de falar. Estarei aqui apenas serei apenas um espectro para ti. Poderás ver através de mim e não me poderás tocar. Serei sempre o que fui: transparente mas desta vez inatingivel...

 

O ser humano algum dia terá de aprender... E eu vou atingindo a perfeição na forma como tenho de lidar contigo.

 

Tu lá sabes... Mas aviso-te que o mundo não é teu... Nem meu... Nem de ninguém. Ao contrário de ti envolvo-me nele e sorrio de verdade porque estou liberta de especulações e consigo contornar os meus direitos de forma a que outra pessoa possa usufruir dos dela também e assim viver em harmonia.

 

 


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07
Jan12

Sou de quem quero!

por Pobre(o)Tanas

 

 

Chateia-me profundamente que uma qualquer imagem, filme, som, tragam ao de cima velhas recordações ou pesadelos que me deixam arrasada uma semana inteira. Se soubesse que mo fariam recordar tentava contornar a situação para não reviver mais nada mas é impossivel controlar o mundo e a maneira como ele se move tão depressa. Estas revoltas mostram apenas a ponta do iceberg de coisas que aqui dentro tenho e que sempre quero crer que as resolvi no entanto são como agulhas a picarem-me a parte de trás dos olhos quando me lembro que passei certas situações que nem foram causadas por mim porque terceiros resolveram fechar os olhos...

 

Ao fim de alguns anos percebi que perdoar é mais fácil. Mas não é gratuíto. As pessoas a quem perdoamos cobram-nos. Deveria ser ao contrário como paga para voltarmos a confiar mas comigo é assim, há quem cobre o facto de me ter feito mal e se queira intrometer em tudo o que faço para confirmar que corre tudo bem, que não meto o pé na argola e que construo uma vida bem cimentada. Esquecem-se que ando nestas lides desde os 17 e que provavelmente se tivessem feito bem os trabalhos de casa as situações que me trazem pesadelos nunca teriam acontecido e hoje não tivesse momentos em que ponderasse procurar soluções certificadas para tudo isto.

 

Sou amiga! Muito! Mas não admito que tentem viver a minha vida por mim quando não têm uma própria para viver. Infelizmente assim o é quando as coisas para eles não lhes corre de feição porque quando se está bem, de férias marcadas para um qualquer país exótico, casa nova, tudo de novo, sou esquecida.

 

Eu sei, eu sei perfeitamente que sempre seria assim mas enquanto precisavam a coisa se dava de forma leve, hoje vivo numa marcação cerrada, uma amizade dependente e que suga. Como aqueles peixes parasitas, sendo eu um tubarãozito ronhoso que por aqui anda... E canso-me... Canso-me porque eu tenho noção que poderia estar longe disto, que poderia evitar esta sensação de mau estar aliada ao peso de consciencia por não querer gente assim perto de mim e mostrar-lhes isso por A+B na minha forma mais cruel: as palavras puxadas dentro de mim sem qualquer controlo. Mas esta coisa a que chamam laços familiares, sangue do meu sangue, aquela maneira que a sociedade acha correcta que nos comportemos paira sobre mim - fui criada para não contornar o que a sociedade acha correcto, porém parte minha essência acha que o que é fora do vulgar, luminoso, pacifico mas que silenciosamente possa ser gritante consiga eventualmente preencher lacunas que tenho dentro de mim e ainda assim arranjar um bocadinho de oxigénio para viver no meu mundo e no dos outros. 

 

Não que ache que andar aqui reprimida, a tentar controlar o que quero gritar, tentar perdoar o que me fizeram e querer viver com isso seja uma opção mas acho que uma vez que os nossos pais nos puseram no mundo, que nos deram vida, devemos algo para com eles... Fizeram-me mal, claro que sim, mas durante anos também me fizeram bem, deram-me de comer e alimentaram-me... Podem dizer que era o dever deles. Era... Mas os pais podem não querer fazê-lo a determinada altura... Contudo agradecia mais protecção noutros tempos, quando o mundo se virou contra mim e lutei sozinha, quando tudo me faltou e dormi sem saber se amanha seria igual... Não agora que tenho tudo isto, que sei que o amanha poderá ser o que é hoje se eu quiser porque sou dona da minha vida, independente, construtora da minha felicidade, que tenho onde dormir, o que comer, que tenho o meu espaço e o partilho com quem quero. 

 

Desde que vim morar para longe que se instalou o bicho do mato em mim. Não quero estar com ninguém que não seja o meu marido, não quero telefonemas, visitas, problemas. Porque afastei-me, criei a minha vida e acho que ninguém tem de querer saber dela e se pudesse deixava de ter telemóvel, telefone fixo, rádio e tv... Só a internet porque gosto de ver coisas à minha velocidade e o que quero ver não o que uma estação de rádio e televisiva me querem enfiar pelos ouvidos e olhos dentro. Se pudesse ia viver para o espaço mas como costumo dizer até aí alguém arranjava um satélite para me chagar o juízo... Mas quero estar sozinha. Não acho que tenham o direito de quererem viver de mim ou comigo o que não lhes permiti, não têm o direito de me cobrar isso e muito menos chamando o instinto maternal ao de cima porque assim deve ser. 

 

Tenho 24 anos, há 7 anos comecei a trabalhar, quase que me formei - quase e isso mói o meu interior todos os dias quando acordo porque poderia ter conseguido e não me ter afastado por cobardia das merdas que enfiava na cabeça para esquecer que pertencia ao mundo, estava tão perto... e não pude contar com empurrões, nem com o que me poderiam ter dito para seguir em frente... Para voltar ao meu objectivo porque precisamos disso com 18/19 anos, não agora que se é quase casado, se espera um filho num futuro próximo, se tem uma vida normal de adulto... - vivi tanta coisa sozinha, sem atilhos que me prendessem ou ter de o justificar a ninguém, errei demasiado mas fortaleci-me, conheci pessoas que me viraram do avesso pela negativa mas fiquei a conhecer-me por dentro e sei do que sou feita devido a isso mas também conheci pessoas que me fizeram crer que era capaz e ri e chorei na mesma quantidade. Daí que achei estar apta a perdoar porque a vida se tinha encarregado de me limpar e mostrar que se pode estar de bem com o mundo se não nos deixarmos absorver pelo passado. Juro que faço isso diariamente e juro que tento que o que ficou lá atrás não se manifeste mas por vezes não consigo exorcizar isto. E basta um segundo de flash-backs e a coisa manifesta-se, revolto-me e acho-me demasiado dona de mim mesma para me deixar partilhar com quem quer que seja. E revolto-me ainda mais por me sentir mal em querer ser só minha e não deixar que nada nem ninguém interfira nesta relação perfeita que criei comigo.

 

Não quero que me tentem conhecer. Não tenho paciencia para me mostrar ou tentar ser amiga de gente nova ou de gente que quer uma segunda oportunidade. Nunca ma deram, porque raio haveria eu de o fazer?! Porque tenho de ser perfeita quando mais ninguém o é comigo?! Porque me cobram algo que me fizeram?! Porque quero estar sozinha no mundo limpo que criei... Porque é só meu e não sei demonstrar de forma simpática que não quero mais ninguém nele. E as pessoas estão com tanto medo de acabar sozinhas que tentam a todo o custo ocupar o que não lhes pertence. Nunca se preocuparam se eu estava bem sozinha mas agora que tenho tudo o que me faz bem, que tenho capacidade de suporte, aclamam-me e juram-me fidelidade... Fodasse! Não quero ser Deus de ninguém! Quero que me deixem em paz e me procurem quando eu procurar. Quero deixar de ser cinica! Quero que saibam viver sozinhos como eu aprendi à minha custa... Quero que saibam que faz bem isolarmo-nos e conhecermo-nos. Viciei-me demasiado em mim mesma para me deixar ir para qualquer pessoa... Custou-me imenso colar pedaços de mim para vir alguém agora e roubar o que lhe apetecer. Sou sim de quem me deixar ser como sou e deixar estar como estou. E só quem está ao meu lado neste momento o sabe fazer... E só ele tem algum direito de me cobrar o que quer que seja e mesmo assim o não faz por respeito...

 

Ao resto, aprendam a viver com o que têm...

 

 

 

 

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28
Dez11

 

 

Para mim ir a Lisboa é algo que me desperta sensações contraditórias.

 

Ando uma semana inteira felicissima porque vou à capital, visitarei toda agente, poderei ir ao nosso restaurante preferido, à Baixa às compras, ao Colombo, para a noite, etc, etc... Chegamos ao dia e já não me importava de ficar em casa... A viagem ainda se faz bem porque vamos a falar o caminho todo. Passamos a 25 de Abril e já tenho os ombros colados às orelhas da tensão e do stress de ver tantos carros. Tudo o que tinha planeado revela-se um fracasso e vejo apenas as pessoas 15min de cada vez, no fim, ao terceiro dia, estou pronta para dar de frosques o mais depressa possível bem como os cães que saltam para a bagageira consolados de irem para casa.

 

Por isso este Natal não foi diferente tirando o facto de vir doente devido aos ares poluídos da cidade e cada vez mais ter certezas quanto ao estado mental das pessoas que compõem a pequena família que tenho...

 

 

Decididamente já me transformei na Heidi.

 

 

Finalmente!

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Mas atenção, num local tipo Évora, com muitos turistas e mais coisas para ver que aqui as nossas zonas de Borba, Estremoz e Vila Viçosa.

Logo no inicio das nossas férias, rumámos com os cães até Lisboa. Seriam dias calmos se eu não me enervasse de cada vez que lá vou, ou pelo trânsito, ou pelas pessoas horrivelmente stressadas ou mesmo pela família que me deixa em estado pirulas com a sua maneira de ser obtusa.

Os dias de chuva de início de Agosto também em nada ajudaram mas contando eu que o meu pai nos emprestasse o carro para que fossemos passear com a minha avó, tendo até ajudado o Jacinto quanto ao travão de pé que não estava habituado à condução da Mercedes, a alminha de Deus estacionou o carro num acesso dificil que só ele consegue tirar pelo que não pudemos levar a velhota a lado algum. Lamento que as coisas sejam assim mas já me fartei de chatear e neste momento prefiro ignorar. Problema dele.

Mas a questão do carro foi uma gota de água quando tudo o resto naquela cabeça anda desgovernado. Cada vez mais a estúpidazona da minha madrasta lhe faz a cabeça e eu deixo. Adiante.. Sugeriu que ficaria com os cães para que fossemos um fim de semana até ao Algarve, tudo perfeito não fossemos nós donos de um terreno vedado com 5 000m2 (só a nossa parte, fora os outros 20 000 de espaço que toda a quinta tem)... Chegou a hora, recusou-se a ficar com o cão... Porque era grande e não confiava nele. Não haveria problema de ficar com a cadela - até porque já se tinha feito ao piso quanto à possibilidade de lhe dar a cadelinha para a ter lá - mas que com o cão não. Conclusão, para mim onde fica um têm de ficar forçosamente os dois e por isso paguei para os ter num hotel/canil e resolvi a situação sem me chatear mais com isso... Assim como assim com tanto espaço ele iria manter os cães presos a uma corrente o tempo todo e só lamento o facto de ser tão torto que não veja que faz sofrer os outros cães que lá estão.

Consegui visitar toda agente que queria, a D. Orlanda, a minha irmã e até a minha amiga Pris que com a sua maneira de ser alegrou todo um serão na esplanada com as suas aventuras. A dado momento o Vasco da Gama é assaltado e uma rixa começa mesmo atrás da cadeira dela, pois ela nem se mexeu e nós, já desabituados ao ram-ram de toda uma cidade e suas confusões andámos de coração nas mãos todo o tempo. As pessoas mergulharam à tareia umas nas outras e ela impávida e serena a contar as suas histórias como se nada se passasse. A dada altura ainda solta um "Ai que irrequietos..." e continua...

Por vezes pergunto-me se também eu era assim. É que já não me lembro... Mas não me importo porque significa que estou aqui no cu de Judas longe de tudo... O Jacinto diz que quando chega perto da Ponte 25 de Abril põe a cassete citadina.

A segunda semana passámo-la a descansar na nossa casa. Além de termos os cachorros durante 3 dias para os entregar mais tarde a um casal amigo o que nos preencheu muito tempo, a Zappa resolveu dar à luz um casal de pequenotes muito feios!!!! Que são a alegria cá de casa. Aguardo que alguém se ofereça como dono. Já são muitos.

Vimos muitos filmes, fazemos muito exercício, passeámos com os cães e a meio da semana fomos até Évora comprar tintas para pintar a sala no entanto aguardamos a semana anterior à vinda dos móveis e sofás para começar a pintar.

No último fim de semana fomos então até Portimão com a minha irmã. Saímos de casa cedo, deixámos os cachorros no Hotel Canino D' Além Machede perto de Évora cujo preço achei acessível e adorámos a forma como eles foram tratados - pois que na volta nem nos ligaram nenhuma quando nos viram - deixando-me descansada durante 5 dias e 4 noites. Almoçámos por lá e vimos uma exposição de Andy Warhol. Seguimos pela velhinha nacional até Beja, por aí fora parando aqui e ali, chegando a Portimão às 19h e pouco. Diverti-me apesar da pouca praia, precisava de mais uns dias de relaxe... Contudo fui ao Algarve e isso sim interessa. Contento-me com pouco. Fiquei feliz com o nosso bolinhas que com um depósito fez Estremoz/Portimão/Almada/Estremoz...

Na volta fomos outra vez até Lisboa (margem sul) visitar a minha mãe que estava em Espanha nas semanas anteriores. Foi connosco comprar os nossos móveis e sofá à Moviflor. Não gastámos muito e só o sofá era do preço de tudo aquilo que pagámos. Dia 28 de Set. cá cantam as nossas mobílias novas para a sala. Mal posso esperar!





(Imagens da web)



As cores não são estas. Escolhemos preto. E para a parede da sala apostámos num azul acinzentado que acho dar um ar mais convidativo à nossa sala visto ser enorme a meu ver e porque mal abrimos a porta de casa entramos logo na sala mas há ali qualquer coisa que quebra dai ter apostado nestas cores. Logo se vê se entretanto fazemos mais alterações. Nada como experimentar. Depois porque estou farta de coisas castanhas. Quanto aos móveis que restam não sei o que lhes vou fazer pois o que supostamente seria o nosso escritório tornou-se numa sala de arrumos, o local onde pinto e tenho os livros e cd's, onde o Jacinto guarda as suas tralhas da pesca e onde os gatos pequenos agora se escondem quando ouvem um barulho estranho...

Esta semana já voltei ao trabalho e até tem sido calmo visto ainda estar tudo de férias! Deu para tratar de tudo com serenidade.

Deixo fotos das nossas férias :)





















A vida é muito simples. Basta apreciar pequenos momentos. Não sei porque complicamos tanto...


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24
Jun11
Tem sido complicado vir aqui. Falta de tempo, cansaço, muito cansaço, e sinceramente tem dias que prefiro plantar batatas no FarmVille ou construir uma escola no CityVille que vir aqui e despejar a trampa que ouço o dia todo no trabalho ou a vontade que tenho em fazer uns bons quilómetros, atravessando o oceano e dar umas valentes bolachadas em certos Americanos mal-educados que ligam para o escritório, ou abanar meia dúzia de Chineses que tentam vender coisas que em nada nos interessam e quando dizemos "Thanks, but no thanks" eles desligam o telefone na nossa cara voltando a ligar no dia seguinte como se nada tivesse passado.

Depois de semanas e semanas a salivar por este fim de semana prolongado, pois para nós, aqui, seria de 4 dias, eis que o Dr. Where's Wally (ou Waldo), decide alterar algo que há 30 anos era normal na empresa e nada de ponte para ninguém. Estava tudo a pensar que seria igual aos anos anteriores quando ele descobre que ninguém está a pensar trabalhar na sexta e vá de fazer grande filme e ralhar, espernear, contorcer-se e maldizer de tudo e todos. Depois de toda a revolução, cai nele e resolve dizer que quem quiser pode tirar férias. Certo que no fim disto tudo só ele, eu e a Miss Coquette é que fomos bulir. Pois que a restante malta meteu férias. A medo preferi ir do que ele passar-se da cabeça e mandar-me de férias permanentes. A Miss Coquette como não lhe interessava ter fim de semana prolongado, deveria estar com falta de dinheiro para ir a Badajoz às compras, veio toda feliz e contente trabalhar como se a vida dependesse disso e ganhasse uns pontos a mais em relação a quem tirou férias. No fim disto ganhamos o mesmo que aqueles que ficaram em casa a descansar: um B.C.M.... Para quem não sabe, um Balde Cheio de Merda p'la proa.

Aguardo, desta forma, pela primeira quinzena de Agosto para finalmente ficar de papo para o ar.


Já sou "AVÓ"!!!!

Filho da mãe do cão, deu uma pinada de 10minutos e faz meia dúzia de cachorros!

Aquele a que temos direito já está mais que vendido pelo que em Agosto vou entregá-lo aos futuros donos.

Estou babadíssima com os meus netos! 4 meninas e 2 meninos!











Não caibo em mim de cada vez que vejo estes pequenos! O meu peito enche-se de alegria! Só me apetece beijá-los! Lindos, lindos, lindos! Ficava com eles todos dentro de um cestinho... E passava toda uma vida a mirá-los assim quietinha...

Mas depois fico com falta de ar... E tudo isso por causa do esforço físico. Todos os dias, religiosamente, temos ido correr para o campo da bola aqui da aldeia. Fazemos aquecimento e ali vamos nós... 1 voltinha... 2 voltinhas... 3 voltinhas... 4 voltinhas e paramos que por enquanto não dá para mais. 1 voltinha a andar, outra voltinha a passo rápido e no fim uma corrida em velocidade. Posto isto uns abdominais. Se estamos podres de bons? Não, mas havemos de lá chegar... Daqui a uns anos... E se pararmos de comer merdices!

Depois temos tido a visita da minha mãe quase todos os fins de semana. Da ultima vez resolveu trazer o meu tio que já há mais de 4 anos que não me via e foi preciso divorciar-se para se apegar momentaneamente ao seio familiar... Eu diria mais, apego à "mama"... da conta familiar. Mas isso são outros quinhentos que eu sou pessoa que partilha!!!

Já dizia a outra senhora que lê cartas que eu nunca seria rica, seria sempre remediada, que não viveria com dificuldades, agora rica jamais. E eu já interiorizei tudo isso contudo os 3 Pastorinhos também assistiram a um Milagre e nunca pensaram eles que isso fosse acontecer enquanto pastavam ovelhas...

Se estou triste de não ter tido um fim de semana prolongado? Não, nem por isso... Eu até sou uma pessoa calma e aguardo a minha vez...

Já tirei senha e tudo!

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03
Abr11
Finalmente alguém que conseguiu expôr o que sinto em relação ao tabaco... Ou à falta dele.

Falo do que o Sociólogo Alberto Gonçalves escreveu na sua coluna "Juízo Final" na Sábado n.º 360, passando a citar algumas passagens porque tentei encontrar o texto online para fazer um mísero copy/paste e não encontrei nada... Também só tentei 1 minuto ou 2...

"Pela primeira vez em quase duas décadas de consumo, podero a hipótese de deixar de fumar (...) Custa? Fisicamente, não tanto quanto a propaganda das terapias de desabituação apregoa. Emocionalmente, desculpem o horrendo termo, é devastador. O problema não passa (sem trocadilho) pela carência imediata: passa pela carência imaginada. O problema é antecipar uma existência sem tabaco.
Queira ou não, recordar a existência com tabaco implica associá-lo a cada instante feliz da minha idade adulta. Se folheio um álbum de fotografias, de papel, disgitais ou mentais, constato uma única permanência.Os lugares são diferentes, as pessoas são diferentes, eu próprios pareço diferente de uns retratos para outros. O cigarro, porém, está sempre lá, e assusta supor que um dia possa não estar. Não é saudade precoce, é a impressão de que talvez o cigarro não se limite a testemunhar os momentos áureos: e se, em razoável medida, foi o responsável por eles?
Nunca ouvi uma ex-toxicómano ou um ex-alcóolico relembrarem com doçura o tempo em que torravam o cérebro ou o fígado. Mas, à semelhança dos amputados, metade dos ex-fumadores que conheço evoca enternecida a época em que o cigarro era parte fixa de si. E suspeito que a metade restante é mentirosa.
Toda agente sabe que, além de um pulmão, fumar pode retirar-ns um pedaço de vida. Falta inventariar os pedaços que acrescenta, uma contabilidade indispensável e impossível."

Gonçalves, Alberto (2011), "Pedaços de Mim", Juízo Final, Revista Sábado, 24-30Março 2011, Pp. 114


As palavras deste homem acalentaram e iluminaram o caminho desta minha alma moribunda pela falta do meu companheiro de tantos e tantos momentos. Afagou-me as costas como que um amigo que está na mesma situação que nós e sabe perfeitamente como nos sentimos ou que descreve aquilo que não conseguimos deitar cá para fora. E por haver alguém que tão bem conhece aquilo que sou enquanto fumadora (ou ex...) sinto-me com forças para continuar esta caminhada. E aqui vamos nós nos 48 dias sem tabaco.

Ontem depois de uma jantarada com amigos do Jacinto em que o ritual de muitos deles sem mantém inalterável levantando-se da mesa, tal e qual como fazíamos, fez com que os meus olhinhos procurassem o primeiro vislumbre de um cigarro a ser sorvido. Aquele olhar envergonhado que é desviado porque a pessoa, sabendo que deixámos de fumar, pode olhar para nós e contemplar não um sorriso mas um esgar de tortura ou um ar completamente transfigurado do nosso ser... Eu estava com medo de me atirar à primeira pessoa que olhasse para mim de cigarro na mão e reclamá-lo para mim tal era a fartura de comida que ainda sentia entre os dentes que me fazia querer aniquilá-la com o sabor de papel queimado com um aroma a alcatrão. Levantámo-nos e fomos ao carro buscar as nossas pastilhinhas de morango e maçã. Para compensar todas estas emoções comi tarte de maçã e bolo de bolacha como se não houvesse amanhã e eu fosse a maior apreciadora de sobremesas que existisse no mundo. Eu que nunca comia destas coisas cheias de natas e açúcar aos punhados dou comigo a revirar os olhos de cada vez que uma colherada cheia de bolachas embebidas em leite condensado se aproxima da minha boca. As papilas gustativas dão saltos e deitam foguetes. A comida tem sido a minha salvação. Mas tenho perfeita noção que estes 7kg que engordei nestes 48 dias me vão trazer dissabores.

Hoje já estou bem... Não tenho vontade alguma de fumar. Amanhã já não sei... Se houvesse um gráfico que medisse as minhas vontades veríamos que a contante não existe...

Ontem pela primeira vez senti falta de ter mais amigos. Ou daqueles que tenho mas estão longe... Já tinha saudades mas ontem revelou-se uma torção de estômago. Os do Jacinto são os dele. Contam-se pelos dedos de uma mão aqueles que posso considerar meus também até porque nestas coisas de amizades sempre gostei de escolher quem quero e não aqueles que vêm por arrasto de quem faz parte de mim. E alguns dele/as dispenso muito bem. Respeito-os e respeito as escolhas do Jacinto. Mas sinceramente tenho alturas que munida de um cigarro nos queixos e uma pá, fazia um bem à comunidade tremendo.

Tenho saudades horrendas deles no entanto esta distância diminuiu os contactos e começo a considerar que amigos mesmo amigos que se lembrem de quem sou de verdade, tirando a família, são zero. Em parte é culpa minha, sei-o perfeitamente. Nunca fui amiga de andar às mensagens, telefonemas... Não gosto que andem em cima de mim e faço o mesmo aos amigos. Durante anos tinha grupinhos engraçados que conseguia manter à base de muita comunicação e saídas mas sei lá eu... As pessoas transformam-se... E não é que me dê trabalho e eu tenha mais que fazer, nada disso, não tenho feitio para me moldar a isso. Não tenho paciência para contar as mesmas histórias 20 vezes e neste mundo a única pessoa que me conhece perfeitamente e as minhas mil e uma aventuras e desventuras é o Jacinto. As pessoas que estão de fora diriam que é mau porque a vida tem mais que uma relação a dois, sei-o e aceito, mas tenho lá eu tempo para me dar a conhecer ou plantar a sementinha da amizade num vaso novo. Deixei de acreditar muito nas pessoas e aqui é tudo tão pequenino que ainda os meus pensamentos estão a caminho da boca já toda uma freguesia inteira os sabe. E tenho muito mas muito que resguardar da minha vidinha e da do Jacinto.

Durante anos estive rodeada de gente mas tão sozinha que questionei a palavra amizade muitas vezes. E outras vezes tão apenas só que me habituei a isso. Daí que esta nossa bolha a dois é tão confortável e segura que meter o nariz de fora e respirar outros ares que outras pessoas respiram, ouvir as suas opiniões e desaforos me causa alergia. Penso que estou tão concentrada na nossa vida a dois, nos nossos planos e criar meios de moldar algo confortável para a nossa existência e da prol que daqui a uns anos nascerá que sinceramente não penso em nada mais. Por vezes prefiro sentar-me ali fora no degrau da porta da cozinha para o quintal e ficar a observar o Pablo e a Pipa a correrem atrás um do outro ou a pedirem-me festas do que ouvir meia duzia de fulanas histéricas a falarem da vida delas ou das outras, do que vão fazer para o jantar ou do preço do arranjo das unhas. Os meus cães têm um poder de reflexão e relaxe muito poderosos e todos os dias dou graças a Deus de os ter porque descanso completamente a cabeça quando os vejo.

Pelo que na sexta-feira ao fim da tarde, depois de uma semana de trabalho, chegámos a casa, mudámos de roupa e fomos até à barragem a pé































E se isto não dá prazer a uma qualquer alma cansada... Não sei o que andamos aqui a fazer...




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O contrato de 6 meses mantêm-se... Foi o que o Dr. Where's Wally? me disse... E se tudo correr bem é para ficar para todo o sempre.

Foi um alívio muito grande, garanto-vos...




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Olhando para a minha família assim num todo, deixar que a alguns lhes crescesse a barba e era enfiá-los num freak show e ainda ganhava bons trocos com isso. Comprava mais depressa o carro que pondo o dobro do dinheiro de parte até Novembro como estipulado. Qual quê... Em Maio já andávamos de cu tremido!

Por vezes o Jacinto pergunta-me se a minha família é maior ou quantos primos tenho... Rolo os olhinhos e solto um

"Sei lá... Direitos só tenho 2 e não gosto da miúda que é muita snob e c'a mania das riquezas..."

Depois lá lhe conto alguma história que englobe mais primos do que aqueles que contei que tinha e ele diz-me que afinal tenho imensos.

Tenho... Tenho tantos que 50% não conheço ou não me lembro deles... São em 3.º, 4.º, 5.º, 29384º grau tipo ciganos em que a prima do irmão da tia da avó da enteada da cunhada também é prima. Tenho tantos que posso passar por eles numa rua, vê-los sentadinhos no chão e dar-lhes uma esmolinha... Ou eles a mim pois acho que também tenho daqueles com guito nem que seja ganho através de lavagem de dinheiro...

Daí que de momento não privo com família que não passe por aquela que esteve comigo mais de uma vez por mês durante o meu crescimento. Por isso quando a minha mãe me conta que o meu tio Manuel das Entaladelas fez isto ou aquilo, que está chalupa ou diabo a sete, que a minha prima Josefina do Céu que Deus tem foi apanhada a pinar com o filho do Padeiro da rua direita há 40 anos atrás e foi enclausurada num convento, que o primo Romeu das Empadinhas era o mais inteligente da família mas um ataque apoplético o levou para o lado de lá do real vivendo agora maritalmente com o Principe da Branca de Neve num resort qualquer no meio do Pacífico, eu pense para comigo que deve estar a falar de algum vizinho de uma colega dela que nunca vi mais gordo ou de personagens de algum livro barato que comprou.

Infelizmente não tenho a família que o Jacinto tem em que todos se juntam e quando o fazem (que são imensas vezes) várias mesas têm de ser postas lado-a-lado para que caibam todos a confraternizar.
Na minha família ou não há tempo para confraternizações ou está tudo de costas voltadas por causa de partilhas ou zangas de há 5 gerações.

Acredito que hajam primos que não me falem porque a trisavó deles e a minha se chatearam por um par de cuecas cagadas no lavadouro da aldeia... Por uma pulseira que pertencia a 15 irmãos e que um dia *puff* desapareceu e todos se atacaram com sacholas, forquilhas e um tractor com uma charrua atrelada sem nunca pensarem que podia ter caído num buraco do chão da casa ou alguém fora da família a tivesse "levado"... Não... Ninguém tinha inteligência para ver outras hipóteses como roubo, perda, extravio ou desvio levados a cabo por alguém que nada tinha a ver com a família... Não senhor... Não se acha é porque "(...) foi o meu irmão/ã que a roubou para comprar um terreno só para ele/a que nem sequer terá nunca uma licença de construção e habitação e sim meia duzia de castanheiros que nem castanhas de jeito dão para se vender".

Um irmão compra um carro, o outro compra o topo de gama da marca... Mesmo que fique desfalcado e sem dinheiro para dar de comer à família ou viva numa barraca sem luz... Que interessa? Tem um Rolls Royce Phantom VI à porta da barraca pois que a ideia era essa...

O meu irmão fica chalupa e tem de tomar medicação diária para não se ficar de vez ou matar alguém com os seus ataques de neo-nazismo extremo derivado de uma bipolaridade com rasgos de esquizofrenia aliados a um comportamento obsessivo-compulsivo e nós como irmãos dele vamos ajudá-lo... Marcaremos uma reunião para ir a casa dele e fazer o testamento mais depressa antes que ele seja preso por posse de droga ou se mate debaixo de um cavalo da GNR numa procissão.

Sou viúva, tenho uma casa humilde, um ganha-pão e 3 filhos pequenos para sustentar. O dinheiro é contadinho, não dá para tudo mas ninguém passa fome. Vou ao mercado e compro 3 postas de pescada no fim do mês para os meus filhos, a minha prima vê-me e comenta com outra prima nossa que sou uma esbanjadora e que não sabe onde vou ao dinheiro mas que devo andar metida com o patrão e quiçá o meu ultimo filho não terá umas certas parecenças com ele... Mas se não andei com o patrão fui muito burra pois ele até que era um bom partido e um senhor de classe que me daria uma vida desafogada e amaria os meus filhos como se fossem dele.

Isto é a minha família ou o que ouço dela... Assim de longe... Com um funil no ouvido.

Por isso prefiro estar no anonimato de toda esta gente que parece que tenho como parentes mas que nunca vi no seu todo. Até porque deixei-me de coisas familiares. Não sou nada "família"... Já fui. Mas tenho aprendido que isso dá muito trabalho e requer muita medicação.

Toda esta conversa tem uma razão de ser... A herança que o meu avô materno é capaz de ter deixado...

Isto agora é tipo as pessoas em direcção a um qualquer festival de música para ver a sua banda preferida actuar. A caminho todas se juntam e entreajudam a encontrar o caminho, a estrada que lá possa dar, chegados à entrada já torcem os narizes na fila e até se vê um ou outro empurrão, quando entram todos querem ficar na primeira fila do palco e há dentadas e merdas a voar em direcção à cabeça dos outros e se algum artista manda as suas cuecas ou peúgas para o público, matam-se todos por um pintelho...

Família e época de heranças é tal e qual isto... Ajudam-se na questão de advogados e demais papelada para foderem quem tem maior parte da herança, no dia das partilhas já se olham de lado e quando sabem o que coube a cada um há merda na certa...

Por estas e por outras decidi que nunca hei-de ter nada que os meus filhos possam herdar... Quando for velha com o meu Jacinto estouramos o guito todo em moteis e sandes de presunto e queijo da serra. Aventamos os maços de notas para cima da cama e acendemos uns joints com eles já de barriga cheia!

E sim fumarei nos meus últimos dias de velhice! Ou dava o dinheiro todo aos filhos?... Está bem, está! Quando for velhinha terei o direito de fazer as coisas que me derem real prazer e fumar um bom cigarro ou mesmo uma ganza coçando os meus cabelos brancos enquanto escrevo ou desenho debaixo de uma árvore em pleno Agosto do ano 2041 será sem dúvida uma delas. E isto podem escrever! Por agora e nos próximos sei lá... 30 anos quero manter-me bem afastada do tabaco e tudo o que possa trazer consigo e isto é mesmo sério pois quero estar saudável e ter uma casa respirável para os meus filhos, depois que tenham idade de ir para a tropa, faculdade, boites ou lá o que precisarem de fazer para o seu ritual de passagem à vida adulta, orientados e com mentalidades formadas, eu e o paizinho vamos fazer o que nos der na telha!

Quem sabe não montamos, de caminho, um casino clandestino ou um outro antro qualquer?

(Ace Of Base - Living In Danger)


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02
Fev11
Dizer aos nossos pais que nos vamos casar tem os seus "quês"... E comigo não seria excepção não fosse eu uma filha mais ou menos desejada nos idos de 1986 quando o calor apertava numa tarde de Agosto e nada mais havia para fazer que se esfregarem um no outro e fazerem-me.

Contudo dizer ao meu pai que me vou casar com o genro perfeito e levar a resposta que levei posso afirmar que não estava à espera:

- Se a tua mãe vai, eu não vou... Até porque me disseste há uns anos que nunca te irias casar com ninguém e eu estava descansado. Não me vais pedir uma coisa dessas... (...) Porque não te casas no mesmo dia que eu com a tua madrasta?... Bla bla bla «------- aqui nesta parte eu já estava a pegar num cigarro para acalmar os nervos...

Ora poderia começar aqui a escrever que sou uma filha sem sorte, que o dia é meu e que ele está a ser egoísta, que se me perguntassem aos 5 anos o que eu queria ser quando fosse GRANDE eu diria veterinária e não aquilo que simplesmente sou hoje (ou não sou, ainda não descobri) pelo que dizer-lhe há uns anos que não me iria casar seria o mesmo pois não sei o que se passará daqui a uns anos e que se me quisesse casar no mesmo dia que outras pessoas inscrevia-me nas Noivas de Santo António, mais! Que se ele não for a minha avó é a que sai mais prejudicada pois não poderá ir ao casamento da única neta que tem...

Poderia dizer isto tudo, podia, mas já o disse e foi o meu Jacinto que me aturou a neura.

O cerne da questão é:

Posso mandá-lo à merda?

Ou à merde que é mais bonito por ser em Francês e mostra que aprendi alguma coisa nestes anos...?

Depois de uma longa "conversodiscussão" e sem qualquer contexto lançou que a culpa de eu não ter acabado o curso era da minha mãe pois foi ela que me incentivou a ir para Artes e que Artes não teria "obviamente" saída nenhuma.

(Claro que quero ressalvar aqui de imediato que na Faculdade fui para Letras e que Artes foi no secundário mas há que dar um desconto pois o Alzheimer não afecta só os Alemães...)

Daí que questiono que raio tem o facto de não ter acabado o curso com a minha vontade de casar. Mas hei-de lá chegar um dia...

Ah não... Espera! Queria que eu fosse uma jornalista famosa para ganhar rios de dinheiro para poder pagar dois casamentos! Um para a minha mãe e restantes convidados e outro só para ele...

Boa eu sabia que conseguia!

Pelo que e após alguma reflexão cheguei a uma decisão... Pronto várias...

- Caso-me no registo civil e não vai ninguém.

- Caso-me no registo civil e ele vai e depois no da Igreja vão os restantes. Ou vice-versa...

- Caso-me na Igreja com todo aquilo a que tenho direito (menos entrar a cantar... se isso acontecer internem-me...) e quem quiser ir vai, quem não quiser vê pela televisão - levando a minha avó de qualquer maneira e isso ninguém me pode proibir nem que tenha de a ir buscar a meio da noite.

- Ou caso-me no registo civil e quem quiser vai também e faço um almoço de sandes de presunto e uns Sumol e a coisa fica feita.

O giro da questão... Se ele não for a nenhum, quem me leva ao altar? Ou à mesa do registo?

Ah pronto já percebi... Como em tudo na minha vida, darei mais esse passo sozinha sem a ajuda dos meus pais, neste caso dele.

'Tá bom...

Fico esclarecida.

Assunto arrumado...

Quer dizer... Poderia não aparecer no aniversário dele no próximo Sábado. É que fazer 200km para ver alguém apagar umas velas, dá cá um trabalho... E as prendas? Também deveria poupar o dinheiro delas para fazer dois casamentos ao qual um deles ele quisesse assistir... E ter que o visitar naquela terra hedionda (que é a minha) a qual só me tráz pesadelos... Não será o mesmo que ele rever a minha mãe? É só pôr as coisas assim.

Alguém me dá razão.. Não sei quem...

Os fanáticos do equilibrio entre os famíliares directos, que julgam que pai e mãe serão sempre pai e mãe independentemente da merda que façam, não me dão de certeza mas quero crer que algum filho rebelde possa ler isto e abane a cabeça em modo afirmativo.

Agora sim a acta foi lida e assinada...

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Tudo calmo nas Calhoeiras (pelo menos eu acho que sim) tirando o facto de haver imenso trabalho e eu estar a consumir 1 chocolate por dia. No entanto armo-me em pseudo-secretária finesse e ali vai ela como se o chocolate não fosse direitinho às nalgas. E não digo isto por engordar é mesmo por criar ainda mais borbulhas do que aquelas que já tenho e ouvir o meu Jacinto, enquanto se agarra ao meu traseiro, dizer:

That's one small step for man; a giant leap for mankind.

Não fosse ele estar em solo lunar cheio de crateras.

Algumas coisas no trabalho têm corrido sobre rodas. Já me movimento bem melhor lá dentro o que me deixa mais à vontade. Apenas continuo sem perceber nada de calhaus mas isso deve vir com o tempo e se não vier, viesse. Além disso não tenho acesso directo aos calhaus daí que se torne mais difícil saber mais acerca deles. No fundo gostava de aprender mais para não ter de pedir ajuda ao meu colega "Helder" - e quando digo Helder é porque ele me faz lembrar aqueles rapazinhos muito aprumadinhos e religiosos que vêm tocar à nossa campaínha para nos dar um sermão sobre o fim do mundo em cuecas.

O Hélder é um gajo que não se casa com a namorada com quem está há 10 anos porque a vida não está facil. No entanto eu traduzo: Eu não quero ir para um sítio onde tenha que lavar a loiça, arrumar roupa e ter que escolher o que levo calçado para o trabalho no dia seguinte. Quero estar em casa da minha mãe onde ela me corta as unhas dos pés na perfeição.

Sendo que ele só conheceu esta única namorada - não me perguntem porque digo isto mas tenho a certeza que assim o é -, o Hélder é um totó que só Deus sabe. O Hélder faz dezenas de metros para me pedir que eu lhe faça uma chamada telefónica quando ele podia muito bem fazê-la ou ligar-me do telefone dele para o meu e pedir da mesma forma. O Hélder chega ao cúmulo de me interromper ao telefone para eu telefonar a quem ele quer. O Hélder se for preciso faz metade da area total do local onde trabalhamos para me dizer algo. O Hélder é um manfio que não faz um cú. O Hélder só tem mais 3 anos que eu tanto na empresa como de idade. O Hélder só ganha mais 200 euros que eu dado que fui substituir uma baixa porque a moça que está doente ganha mais que ele. O Hélder tira-me canetas, agrafadores e clipes com os quais preciso de trabalhar. O Hélder gosta de programas que já estiveram na berra há anos e já só dão na RTP Memória (a RTP Memória ainda existe?). O Hélder pensa que é meu patrão mas está MUITO enganado porque quando eu souber mais sobre calhaus e não precisar da ajuda dele, mando-o para a c*** da mãe street e de caminho para o c****** também!

Mas tirando isso está tudo sossegado.

Ah... Calma! Recebi um e-mail, em resposta a um que enviei anteriormente explicando uma situação, a frisar o quanto sou profissional.

Já não se mandam cartas de mérito ou recomendação. Agora só e-mails para aguçar o ego medíocre que possuímos no país em vivemos. Mas também não posso falar porque nunca votei na minha vida. E quero continuar a ter orgulho nisso. Não sendo como o Hélder que aspira à presidência da Junta... Enfim... Como diz o meu Jacinto "Que falta de ambição..."

E agora que já é tarde e está frio, vou aventar o meu solo lunar para a cama...


(Imagem da Web)


Cá está! Pobre(o)Tanas envergando uma bandeira nada Portuguesa... Por mim poderíamos ser Espanhóis, Americanos, Sul-Africanos, Japoneses... Desde que ganhasse mais e pudesse estar descansada quanto ao nosso futuro e ao futuro dos meus filhos queria lá bem saber do nosso passado glorioso de Descobertas... Acabou mesmo tudo no nevoeiro. E daí nunca mais saíremos.

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26
Dez10

Este mês de Dezembro não foi grande, foi gigante e se há mês que nunca mais passava era este e pelos vistos ainda falta 1 semanita para acabar.

 

 

Após 3 semanas connosco e 3 dias internado, o Pepe morreu devido à febre da carraça que já trazia com ele e uma ascite que lhe provocou danos no fígado e rins. Fizemos tudo o que podíamos e o nosso amigo partiu tal como apareceu, num ápice.

 

Depois de muito chorar - até a vet chorou - e sentir uma falta terrível dele que me apertava aqui a máquina dos sentimentos, algumas pessoas juntaram-se e mostraram-me esta miúda

 

 

 

 

E claro que não resisti. Por isso no domingo passado trouxemos a Paloma Pepita du Soleil (Pipa) para casa debaixo de um enorme regozijo do Pablo que tinha ficado meio aparvalhado com a partida do Pepe. O nosso cão nos dias seguintes à morte do seu amigo baixinho, só fez disparates atrás de disparates, andava abatido, suspirava e tudo mais. Pelo que com a chegada da Pipa, o nosso bom Pablo não mais parou. E se antes com o Pepe, o Pablo tornou-se um exemplo de bom comportamento, agora com a Pipa são dois a fazer disparates e a por-me a cabeça em água. Mas não me importo... E fico bem feliz por continuarmos a ser tantos cá em casa.

 

A Pipa de início rosnava muito para o tonto do Pablo que se deitava no chão em modo submisso, rebolava, choramingava, até que ao fim de 3 dias o senhor Pablo ofereceu-lhe a sua bola e fez um "click" entre os dois que nunca mais se largaram. Tal como disse ao Luís as mulheres são muito fáceis de contentar, os homens é que não as entendem. O Pablo ao fim de 3 dias percebeu que a princesa apenas queria a bolinha.    Foi a tempo... É um gentleman este meu cão.

 

 Aliás não me contenho em mostrar umas fotos deles... Até do Pepe alguns dias antes de ser internado.

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

Fico de consciencia tranquila porque lhe dei todo o conforto que pude nos seus ultimos dias. Mas ao olhar para estas fotos derreto-me por saber que tenho animais tão dóceis em casa e que coabitam perfeitamente uns com os outros. Desde que haja lugar no sofá e que esteja quentinho... O ar de descanso de cada um faz-me crer que são animais felizes.

 

 

Só se mexiam para trocarem de lugar quando o corpo doía da posição

 

 

 

Gosto particularmente da foto seguinte pois foi a última que tirei ao Pepe no nosso último passeio.

 

As cores dessa tarde, quase que celestiais... O ar pacífico dele...

 

 

 

 

Acho que se houver um céu de cães, ele estará bem...

 

 

 

Agora a Maria Pipa armada em sabichona com o Pablo ocupando o seu trono

 

 

 

 

Claro que não ia resisitir... Nem pouco mais ou menos. Vou fazer o que? Casa sem animais para mim não é casa. Apesar de que 4 é a conta limite e tenho a lotação esgotada. Nem mais um periquito ou um peixinho.

 

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Depois de uma conta de 120 euros de luz mais aquela que aguardamos (390), as compras de natal para toda agente, os gastos diários, gastos da casa e comida, internamento do Pepe e demais coisas que nem quero pensar nelas para não me dar um fanico, aguardo então o fim do mês a roer unhas. E não fosse inverno e usar 2 pares de meias iam as dos pés também.

 

Felizmente conseguimos fazer face às despesas como forcados iniciantes em frente a um touro de 550kg.

 

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Quanto a prendas foi com os sobrinhos que gastámos mais. Os mais pequenos foram corridos a roupa, o do meio um jogo para a PS2, os mais velhos foi dinheiro e uma camisa para a minha sobrinha que com dinheiro ia acabar por comprar a mesma coisa por isso... Antes dar dinheiro ou algo que sabemos que querem do que oferecer algo que não fazem caso.

 

Ao Luís ofereci-lhe uma botas da Caterpilar que apesar de mais baratas que umas Timberland são muito melhores. As Timberland infelizmente é só marca porque em termos de acabamentos são todas coladas ao invés das Cats que são cosidas. Indo uma diferença de quase 100 euros entre elas.

 

Ofereci mais roupa aos mais velhos e livros.

 

 

Além do telemóvel que o meu Luís me ofereceu, os meus pais e avó deram-me dinheiro, a Ana e a Dona Orlanda um pijama e um robe, sendo que o meu pai ainda nos comprou um jogo de lençois polares que nós bem precisavamos visto o senhor Pablo nos ter rasgado um dos que tínhamos.

 

No entanto a melhor prenda que me puderam oferecer foi, na noite de Natal, a minha mãe a minha irmã se falarem ao fim de quase 3 anos.

 

Parece que me saiu um peso de cima e acho que melhor coisa não me podia ter acontecido.

 

Agora finalmente vou puder casar

 

Sabendo que todos vão estar presentes e não haverão entraves ou mal estar entre a minha família. Cereja no topo do bolo seria entre os meus pais. Poderem falar sem o meu pai se sentir magoado ou triste uma vez que ele ainda ama imenso a minha mãe e ela estar com o Paulo. Gosto do Paulo. É um optimo padrasto, um bocado na lua, mas optima pessoa. Não anda cá com pseudo-moralismos. E acho que o meu pai e o Paulo podiam ser grandes amigos. Mas isto sou eu já a divagar e o meu signo diz que no ano 2011 não devo sonhar muito...

 

Como as coisas entre mim e Ana resolveram-se também acho que por enquanto as coisas não poderiam estar melhor encaminhadas.

 

 

 

 

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Para o ano 2011 espero que me deixem ficar com o trabalho onde estou, pois bem precisamos e nem que seja a lavar o chão das wc's se não me quiserem na recepção com a volta da colega que está de baixa.

 

Quero ver se caso de vez e planear um filhote se ficar na firma.

 

Gostaria de fazer umas férias merecidas com praia e uma mísera pulseirinha no braço.

 

Poupar mais.

Deixar de fumar. Isso é que era!

 

Que a minha família TODA me venha visitar - isso, isso!

 

Pensar num carrito com 5 lugares mas que dê para levar o pessoal de 4 patas.

 

Que o Luís tenha um aumento!

 

Deixar de pagar estas exorbitâncias de electricidade sem sequer ligar o aquecedor... Porque ao menos que tenhamos o proveito...

 

 

 

 

E acho que é só!

 

 

 

 

 

 

Bom 2011...!!!

 

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Com o Luís de férias há que tirar uns dias dessas férias para por as visitas familiares em dia. Pegar na "burra", no cão e nas malas e 'bora até à Capital ver como estão os familiares.

 

Tinha prometido a mim mesma, no que toca à parte paterna e materna, só ir lá para Outubro ou Novembro tal são os nervos que se apoderam de mim de cada vez que lá vou. Ao fim de 17 anos de convivência com os meus pais na mesma casa e mais 6 em que só os vejo uma vez por mês chego à conclusão que realmente são duas pessoas completamente diferentes do que foram.

 

A minha mãe, sempre neurótica com as limpezas e perfeita arrumação do espaço Lar, está cada vez mais desorganizada. Frigorifico vazio, louça em cima da mesa por lavar e um estado de alma "Vai andando que eu vou quando me apetecer". O meu pai sempre tão cuidadoso comigo e agarrado à família tornou-se num ser dedicado aos 5 minutos: "Cinco minutos para te ouvir, cinco minutos para te ver, cinco minutos e tenho de me ir embora".

 

Vim para casa remoendo questões. As pessoas mudam assim tanto ou já eram assim mas estavam "escondidas"?

 

A minha madrasta - com mais 9 anos apenas que eu - tem sempre uma dor de cabeça ou neura que se lhe apega ao corpo fazendo tudo por tudo para arranjar confusão de forma a que o meu pai nem sequer jante connosco. Meteu na cabeça que tenho algo contra ela. Mesmo que lhe ligue pessoalmente para nos encontrarmos ao jantar, para que traga os filhos para os vermos, consegue enrolar as coisas de uma forma tal e qual um novelo que mais tarde se transforma em novela. Novela essa originária do México.

 

O meu pai viveu na casa dela durante uns tempos mas achando que não tinha condições e tendo um T4 desabitado e completamente novo para viver decidiu levá-la e aos filhos para esse apartamento. Casa essa em que vivi até à separação dos meus pais e que considerava minha. Fiquei feliz pois claro. O meu pai sofreu tanto, e apesar de também eu ter sofrido tanto com a minha mãe como com ele, achei sempre que cada um merecia ser feliz e se ele achava que a Ana era a pessoa indicada para ele e porque sempre gostei dela, apoiei a decisão dele. Para mim aquela casa é o lar dele, dela e dos filhos dela que quando viram uma banheira grande e que poderiam ter um quarto para cada um foi como que um sonho daqueles da televisão realizado. Para mim aquela casa é deles e não mais minha. Para mim tudo isso encaixa perfeitamente na minha cabeça. Mas para mim não consigo conceber como as pessoas mudam só por subirem um pouco na vida. De passar de um ford fiesta que pode ficar a meio caminho para um mercedes que nunca deu problemas. Na minha cabeça deixou de ser importante o que vivi ali, cresci e pouco mais se poderia fazer felizes mais pessoas incluindo duas crianças. Mas não me atirem areia para os olhos porque eu uso lentes de contacto e isso doi um bocadinho.

 

Conclusão: mandei para trás das costas uma casa que não quis por opção. Não preciso que me agradeçam, tudo muito bem. Mas não me lixem. Quem quiser fique por casa, não se é obrigado a jantar comigo se não se quiser. Mas pelo menos deixem vir o homem que possui o par de tomates que me fez porque às vezes também preciso de colo.

 

E fico triste porque o meu pai sempre foi um pau mandado das mulheres e para agradar-lhes consegue anular-se a si mesmo e à propria filha. Sempre assim o foi.

 

A minha avó deu numa de mimada o tempo todo - apesar de eu achar muito bem que todos nós se chegarmos aos 80 anos e fartos de trabalhar que nos podemos dar ao luxo de querermos ser mimados e querer que as nossas vontades sejam feitas na hora - e conseguiu fazer-me pensar que sou má neta por possuirmos um carro comercial com apenas dois lugares em que ela não pode passear a qualquer lado connosco. Sinceramente acho que deveria estar grata por termos um carro, principalmente um carro pago, que não dá problemas e o qual não pedimos dinheiro para o sustentar ou pagar mensalmente a ninguém.

 

Quanto à minha mãe, após a 105945763ª discussão com o Paulo, estava tudo de trombas. Ela não consegue aguentar a rotina diária na sua vida e culpa o companheiro. As filhas deste por sinal dão montes de problemas pelo que o homem não sabe para que lado se virar.

 

E eu faço o Luís de taxista para visitar estes três que se comportam como se lhes dá na telha. Sei que já não precisam de cuidar de mim e que eu própria mostrei isso ao sair de casa mas todos os filhos precisam de sair de casa e eu cá tive as minhas razões para o fazer mais cedo que os outros.

 

 

O unico bocadinho em que me senti eu foi na visita à Dona Orlanda que me ouve e ouve e ouve e é sempre igual a ela mesma e à minha irmã que está sempre de bem e fica feliz por mim. Pena é a que tenho de ser sempre com os que estão de bem com a vida aqueles com quem passo menos tempo e talvez precisassem de me ver mais vezes. Enfim... sempre fiz escolhas estranhas e o tempo tanto meu como dos outros é sempre escasso.

 

 

No meio disto tudo a unica pessoa a quem agradeço a paciência infinita é ao Luís que apesar do meu feitio e o dos outros encaixa em todas as situações como se soubesse sempre o que vai acontecer de seguida preparando-se, deixando-se ficar na dele, ouvindo daqui e dali, sorrindo qual Mister Universo e acenando cumprimentos como o Rei de Inglaterra passeando no coche pela cidade em festa.

 

 

Pelo que a minha visita à cidade foi encurtada por um dia pois eu estava desejosa de chegar a CASA e finalmente poder andar em cuecas e ser eu mesma. Andar a passarinhar de esfregona na mão e dizer as bacoradas que bem entender.

 

 

 

 

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Àquela pessoa que também tenho imensas saudades e que há que tempos que não vejo - a minha cagalhona pequena - por estar num campo de basquete no Algarve, mando dezenas de beijos e abraços por ser tão linda e ter tempo de sobra para começar a viver esta vidinha tão complicada. A minha sobrinha.

 

 

 

 

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E agora que já desabafei vou com o cão à Junta de Freguesia para o registar pois se antes não queria sair daqui da terra, agora então tenho mesmo a certeza que ficamos todos aqui muito bem. Se pudesse até a mim me registava qual canito remeloso.

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