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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!

25
Mai15

Aiiii mas o que é isto????

por Pobre(o)Tanas

Muito tempo ausente...

 

Mas tenho sentido falta do meu canto. Muita falta mesmo. Posso nem sempre vir - e certo é que esteve privado/escondido muito tempo - mas nunca me esqueço deste bocadinho de mim. Quando me sinto insegura, quando me esqueço do caminho que percorri, quando quero rir ou mesmo chorar, volto.

 

E volto de peito feito pois então :D mesmo que em dois anos de maternidade o gajo não tenha crescido. Melhor, cresceu, deu leite com fartura mas depois desapareceu novamente. Mas ando inchada que só eu :) 

 

É engraçado que pouco ou nada mudou. Continuamos no nosso canto a curtir as maravilhas de se ser pais, no mesmo trabalho, na mesma casa, com o mesmo carro, com os mesmos sonhos.

 

A família continua com os seus "amoques" do costume e já me mentalizei que nunca conseguirei estar de bem com todos ao mesmo tempo. Não por mim mas sim por eles. A Santissima Trindade nada quer comigo. 

 

Quanto aos bichos houve uma pequena mudança e perdemos a Zappa em Junho do ano passado. Por enquanto não adoptámos mais nenhum e estão apenas os 3. Um dia talvez possamos adoptar outro.

 

Volto com vontade. Volto por tempo indeterminado. Tudo isto faz parte da nossa vida, ir, voltar, ficar, ir outra vez, regressar, permancer...

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Sempre fui muito namoradeira enquanto miúda. Mas namoradeira naquele bom e saudável sentido. Quando gostava de algum rapazinho da minha escola a coisa estendia-se até achar que aquilo já não dava mais e encontrava, finalmente, novo amor da minha vida, usualmente bastava que tivesse mais penugem que o anterior ou os ténis estivessem mais na moda. Maior parte, se não quase todos, não passavam de amores platónicos por um rapaz (mais) giro da escola. Aquele com que namoramos secretamente para inveja das nossas amigas mas ele não sabe sequer que existimos. Rapaz que se o Brad Pitt estava fora do nosso alcance, aquele então além de estar a anos-luz de nós, sintonizava-se numa estação completamente diferente da nossa. Era o que achávamos… Claro que se o Brad tem uma Angelina aquele tinha, sem dúvida, o expoente máximo de quatro Angelinas com genes de 20 Mónicas Bellucci e um par de mamas ainda maior. Para nós, ter maminhas naquela altura era ser-se mais. Muito MAIS…

No entanto, sempre gostei de mim, por mais feiinha que fosse naqueles tempos, e nunca quis ser igual a ninguém. Queria ter maminhas mas com estilo próprio! Ser eu mesma.

 

O meu primeiro grande amor (gosto de dizer isto como se naquele tempo quase que estivessemos de casamento marcado) aconteceu na escola primária e durante 4 ou 5 anos doeu-me gostar dele. Ele era o mais giro, o mais inteligente (pronto não era, era burro que nem um calhau mas todas as raparigas achavam que não), o que jogava à bola como ninguém e tinha aquele blusão de penas que sonhávamos que nos aquecesse os ombros em dias frios. E calei-me durante anos pois que não tinha coragem para lho dizer - e porque sempre tive noção do meu aspecto. Quando entrámos no 5.º ano fiquei feliz de ficar na turma dele mas quando dei conta das dificuldades dele a todas as disciplinas - e que tinha conseguido disfarçar na facilidade da primária - aquele sentimento já não era o que era. No dia em que, esquivo, roubou o meu diário e o leu em frente à turma toda foi o fim. Dei-lhe um pontapé onde dói mais e toda a dor que senti por gostar dele foi-lhe transmitida e ficou-lhe alojada nos tomates - não sei se já terá filhos...

 

Como sempre fui liberal no que toca a religiões, cores, etnias, certa vez apaixonei-me por um rapaz de etnia cigana. Aquilo era o supra-sumo do amor e da beleza. Pensava em fugir com ele e refugiar-me num acampamento, casar-me com 12 anos, ter filhos aos 13 e viver a minha vida vendendo nas feiras. Achava mesmo que aquilo resultaria um dia. Mas também nunca lho disse e ele nunca me tomou como sua mulher nem sequer lutou por mim fazendo frente à família e seus valores ancestrais... No fim foi como veio, num bater de palmas tipo Joaquin Cortez.

 

As origens também nunca me importaram daí que me apaixonei perdidamente por um vizinho francês que tinha uma boxer que engolia bolas de ping-pong e regurgitava-as com tal satisfação como quando tentava abocanhar as mãos ou braços de alguém. Aquilo foi o começo de algo mesmo profundo que como sempre guardava só para mim. Até um dia um colega comum descobrir os meus sentimentos e ameaçar-me contar-lhe e foi aí que agarrei em todos os instrumentos de se ser mulher e fingir que gostava do queixinhas e assim desviar as atenções dele para outros assuntos que não a minha vidinha e sentir-se orgulhoso de ter roubado a minha atenção do outro que era rival dele no karaté ou noutra modalidade tipo taekwon-do. Mas no fundo era do franciú de quem eu gostava e quando ele um dia me deu um pontapé na mochila do Snoopy partindo o meu estojo novo e se encantou por uma rapariga da minha tuma, vivendo tórridos momentos de paixão (tipo 13 anos) a coisa afundou-se. Daí que coisas vindas de terras de Napoleão só mesmo os crepes e e e não muitos porque ando de dieta. Passados anos acho que ele fugiu para a França e agora é arrumador de carros... (Hoje ganha-se mais que com um curso superior...). A boxer teve um desgosto e comeu as bolas de ping-pong e a mesa tendo um desarranjo intestinal.

 

O meu primeiro beijo dei-o ao campeão dos beijos com língua lá da escola. O fulano com 11 anos deixava as miúdas com cieiro de tanto as sugar. Aquilo foi uma experiencia bonita mas a Labello não patrocionava a nossa relação e eu sempre quis envolver-me com amor e por ele não sentia nada - até porque era mais baixo que eu uns 10cms - daí achar que não tinha pernas para a andar e acabar com ele 12horas depois de termos começado. Ganhei experiência e respeito claro está. Mais tarde tentei a proeza de voltar a envolver-me com alguém sem amor ou mínimo de paixão. Continuava a pensar o mesmo que 10 anos antes... Não resulta. Nem quando se é o maior sedutor lá do sítio...

 

Tive um fraco pelo rapaz do capuz tipo Noddy mais inatingível que o outro mais inatingivel que o Brad Pitt e pelo de olhos azuis que passados 14 anos tem menos 15cms que eu e ar de rapaz que guarda galinhas por não saber o que é uma vaca. Amei de paixão o que se fixava ao portão da escola por já não ter idade para lá andar e por lá cirandava com o cão rafeiro. Hoje acho que seria considerado pedofilia mas só chegámos a vias de facto uma única vez: eu perguntei-lhe de que raça era o cão dele... E ele respondeu: É cão... Agora que reparo acho que sempre tive uma queda para pessoas inteligentíssimas nesses tempos.

 

O primeiro homem da minha vida, a sério, conheci-o com 13 anos. Estava no bar da escola e naquela conversa de amigas com um "quantos-queres" perguntaram-me o nome do rapaz de quem eu gostava e eu vi-o entrar naquele exacto momento e sem saber quem era apontei para ele e disse: "É aquele". Daí até o conhecer demorou um ano - até porque chumbou a raça do miúdo! Eu não digo? - e porque era mais velho que eu três anos não me ligava nenhuma, claro, inclusive passava para o outro passeio só para não ter de olhar para mim. Quando um rapaz de 16 anos já com barba e voz de gajo grande se depara com uma miuda franzina, sem mamas e quatro olhos com certeza tem sonhos húmidos... Deve fazer xixi a meio da noite com pesadelos. No entanto quando mudei de casa e cidade, continuávamos a falar por mensagens de telemóvel - siiiiim já havia disso mas eram caras e aquilo levou quase a fortuna de família ao limite - e acho que foi aí que virei o bico ao prego. Já tinha 14 anos, formas, tinha tirado os óculos, optado por roupas mais femininas e como sempre dotada de uma personalidade e individualismos muito próprios. E ele apaixonou-se claro. Era a minha meta e consegui-o por mérito. Namorámos até aos meus 19 anos. Foi o primeiro homem da minha vida. Era engraçado. Todos achavam piada ao resultado dos meus esforços, ele era giro, mais velho, certinho e boa pessoa. Porém a maneira de ser das pessoas muda e aquela pessoa por quem outrora me apaixonara, modificou-se e o resto já se sabe. As companhias não ajudaram, as faltas de respeito e agressões físicas também não e apesar de me ter doído horrores porque sempre sonhara em ser mulher do primeiro homem e me ter anulado por completo durante anos, fui obrigada a seguir em frente por ainda restar um bocadinho de amor por mim mesma.

 

Hoje não lhe guardo qualquer sentimento. Minto! Sinto sim, indiferença... Há um par de anos teria jurado que não. Que ainda mexia comigo. Neste momento é vazio. Oco. Porque voltei ao que era antes de o conhecer: miúda determinada e com rasgos de ingenuidade que faço questão de manter, mesmo que seja uma ingenuidade imposta por mim, de quem não quer ver e não inocente como nas crianças, mas prefiro assim que ver tudo com seriedade ou como são as coisas de verdade pois se assim o fosse faria infeliz quem está ao meu lado porque era uma pessoa amarga e triste com tudo o que passei, batendo na mesma tecla uma e outra vez. Claro que as marcas internas da violência doméstica não se saram assim e por vezes ainda vamos de peito feito como se ganhássemos coragem para mais uma estalada ou um murro como quem diz: não dói! mas aos poucos e porque se é amado de verdade, não há falta de respeito e acima de tudo há verdade, as coisas encaminham-se e guardam-se os pesadelos lá numa caixinha que temos ao pé do intestino grosso para que quando tivermos vontade de as ir buscar para nos auto-flagelarmos damos um peidinho e rimo-nos de satisfação.

 

Nos entremeios deste relacionamento e da minha relação com o meu Jacinto conheci mais pessoas, claro. 20 anos. Menina na cidade grande sem se saber muito bem orientar. Conheci mocados, casados e desinteressados. Conheci traumatizados, desmiolados, poucoxinhos e auges da evolução lá do prédio deles. Mas esses, oh... Não têm piada. Quer dizer. Têm porque cada um teve o seu tempo de antena e baseados na rádio pirata que foi a minha vida por momentos. Não me sintonizava muito bem. Eram básicos, ou fúteis, pessoas que ou mudaram muito e começaram a respeitar o próximo ou terão de voltar cá muitas vezes para se iluminarem. Têm muito que andar a vaguear até se encontrarem. Não são más pessoas, atenção... São apenas pessoas sem conteúdo ou com um saber injectado porque se deve ser assim e comportar-se de maneira completamente diferente quando não são nem uma nem outra, vítimas de uma educação exagerada ou falta dela e de uma vida complexada que não os deixa sentir, abusando do facto de estarem vivos para poder rasgar o intimo de quem lhes passa pela vida. E foi num desses dias que sem paciência para o que era sem ser mas que aparentava nada no horizonte que me meti num chat e falei pela primeira vez com o Jacinto também ele em busca sabia lá bem do quê porque estava sozinho longe de casa e dos amigos. Homem com quem partilho a minha vida e o meu ser EXACTAMENTE como ele é. Sem tirar nem pôr. Sou 100% eu a todo o momento e nem ele me quereria por menos. A 7000km de distância e durante 4 meses falámos de manhã à noite e se há pessoas que dizem que se juntaram ao fim de 3, 4, 10 anos de namoro, nós cedemos as nossas vidas um ao outro ao fim de 16000kb de conversa ahahahahah! No dia em que nos conhecemos, naquela hora, começámos a viver praticamente juntos e ao fim de dois anos acho que tem corrido muito bem. Baseamo-nos na confiança e no facto de sermos como somos. No fundo acho que termos falado sem nos conhecermos - podendo claro haver a hipótese de um de nós ser um aldrabão ou os dois - ajudou a mostrar o nosso melhor e pior sem medo de sermos julgados pois que a qualquer momento podia-se desligar o computador ou bloquear a pessoa e a coisa por ali ficava. Ainda bem que não ficou e que naquele dia, sabendo só duas ou três pessoas, o fui buscar ao aeroporto vinha ele de Luanda e o trouxe para o lar que construí sozinha a muito custo mas que esperava por alguém assim para partilhar.

 

Sempre achei que as minhas relações deveriam ter uma história bonita por trás porque as histórias são e devem ser contadas. E um dia que tenha um filho ou filha faço questão de contar tudo para que saibam que é bonito sim amar e ser-se amado, que dói tudo isto mas que faz parte de uma selecção de coisas que nos farão mais fortes e capazes de lutar pela nossa felicidade. Que a mãe chorou muito, sofreu, bateu com a cabeça na parede com medo de perder tudo o que era mas que conseguiu erguer-se e tornar os sonhos realidade, encontrar a felicidade mesmo que a muitos quilómetros de distância e numa noite em que nada fazia prever que seria diferente das outras.

 

Tenho agora 24 anos - não passou muito no calendário mas aqui dentro parece que tenho muito mais - quero crer que as pessoas que conheci, apesar de tudo, não foram em vão. Em conversa com o meu Jacinto ontem falámos sobre isso e nenhum se arrepende de nada do que fez e rimo-nos quando se confessou que algumas na altura até podíamos ter ido até ao fim para saber como era, mas que em nada nos arrependemos e é isto que também faz a nossa relação tornar-se viva: não existem fantasmas, feridas por sarar. Claro que existem cicatrizes mas essas lembram-nos de que devemos sempre olhar em frente por mais medo que tenhamos em seguir para o desconhecido. Poderá ser pior mas pelo menos tentámos e tentaremos até arranjarmos o nosso lugar. Porque todos nós temos um lugar.

 

 

Amo-te Luís. Obrigada por me deixares amar-me a mim e ser sempre sincera connosco quando todos os que nos julgam não passam de cães tosquiados. 

 

 

 

 

 
 
 
 
Os homens minúsculos que me tornaram a mulher forte que sou só o fizeram para poder seguir em frente e partilhar a minha vida com o GRANDE HOMEM que hoje tenho comigo. Uma salva de palmas também para eles!
 *CLAP*CLAP*CLAP*
 
BIS
 
 
*CLAP*CLAP*CLAP*
 
 
 
 
 
 
*Já chega*
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

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29
Jul11
Falta um dia. Um mísero dia e vou de férias! Finalmente... As tão merecidas!

Vir aqui é que se tem tornado uma tarefa dificil de concretizar. Sei lá... Não me apetece e se tenho imensas coisas que poderia falar... Whatever...

Estas férias vão começar softs... Quero ir visitar a minha irmã, avó e pai e ficarmos lá uns dias e depois regressar a casa vendo posteriormente onde poderemos ir sem gastar muito.

- Agora que vejo bem eu só falo em poupar, poupar, poupar... Não sei o que irei fazer a tanto dinheiro no fim disto tudo ou se valerá a pena mas na minha cabeça quem está a ter uma atitude correcta sou eu e mais ninguém pois é tudo uma cambada de consumistas "estouradores" de dinheiro mas no fundo, no fundo, no fundo eu cá tenho também as minhas despesas que mais à frente irei mostrar pelo que me darão razão - adiante...

Queria pintar a nossa casa!!! Este Inverno deixou marcas do lado de fora da parede da nossa sala onde passam as escadas exteriores de acesso ao andar da vizinha e não é algo nada bonito de ver. O nosso quarto e a cozinha também precisam mas acho que só vou abusar do meu Jacinto no que toca à sala... Quanto ao escritório de momento serve de sala nem sei bem de que... É um escritório sem uso algum. Deve estar a aguardar para quando for quarto de algum pirralho!

Arranjar um sofá novo e barato dentro de um preço razoável para a função dele (sentar cus) é um objectivo. Vimos um giríssimo todo preto no Espaço Casa e que seria o ideal para nós que temos animais com unhas em casa. É um sofá simples como nós gostamos e dado que o tecido parece que foi trespassado por unhas de centenas de gatos, acho que é mesmo o que precisamos apesar de as nossas gatas não terem mania de afiar unhas no sofá. No entanto o velhinho fica connosco. Foi o meu primeiro sofá e não me quero ver livre dele por nada deste mundo! Faz parte da minha história...

O novo seria parecido com este

(Imagem da Web)



Não dá muito bem para ver mas fica-se com uma ideia...
Queriamos lixar a mesa da sala e cadeiras, a mesa de centro e o móvel da tv, dar-lhes um toque de Bondex escuro quase preto e ver o que dá. Pior se fizermos asneira mas já tenho tudo engendrado aqui na cabeça. Passa tudo para o escritório e mandamos uma cabeçada nuns móveis novos, baratos e simples.

Teria de esticar o prazo de compra de carro mas por agora também não haveria problema porque estamos à espera de resposta a uma proposta de trabalho para o Jacinto no Malawi que para nós seria o ideal durante uns anos. Ele voltaria ao Continente que tanto fala e gosta, eu se pudesse ia também, e as coisas melhoravam a 1000%...

Nós somos muito parecidos neste aspecto e ficar no mesmo sítio muito tempo sem evoluir causa-nos arrepios. Amamos esta terra de paixão mesmo mas se a nível profissional ele não se sentir feliz sou a primeira a dar-lhe o empurrão para que parta para outra nem que seja a mais de 10 000 kms... E que eu possa ir também. Que nós gostamos de aventura mas é a dois...

No entanto para já e para além das pinturas anuais, satisfaço-me em descansar imenso, comer, fazer uns dois/três dias de praia se houver possibilidade e recuperar energias para voltar ao trabalho em força...

Por falar em força....


Os meus netos estão enormes!!! Mas enormes mesmo! Não são meia dúzia de ratinhos. São 6 glutões sugadores de leite...

Já tenho dona para o patudo que nos calhou mas como havia uma cadelinha sem dono a moça fica com dois.






Vamos lá a ver que "prendas" sairão daqui...


Agora para completar o ramalhete desta vez é que é... Tenho a Zappa prenhe... E não deve ser um nem dois... É uma barrigona deles pois ainda faltam uns dias valentes e a fulana já não sabe que posição deve ter para dormir. Estou feita ao bife... Onde vou arranjar dono para tanto gatinho? Cães ainda se arranja mas gatos não é bem assim...

Logo se vê... Eu que a avisei tanto...

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05
Jul11
A Fadinha da Época Balnear ouviu as minhas preces e parece que daqui a 25 dias estou de papo para o ar... Ainda não sei para onde vamos nestas férias mas o mais provável é agarrar nos cães e gatas, entregá-los aos "avós" e rumar de mochila e tenda às costas até ao Algarve porque sai barato e gostava mesmo de fazer umas férias assim. Sem gastar dinheiro num hotel, não me preocupar com o gasóleo ou o estado dos pneus para a viagem nem tão pouco se sai caro ou não. Quero um parque de campismo, um spot à sombra sem raízes de árvores debaixo das costas - se possível - um chuveiro e um cordel para pendurar os calções e o bikini! Já nos imagino assim... É tão bom e saí baratíssimo!

Preciso mesmo de férias! Tenho sentido um cansaço imenso de tal forma que confundo a ficção com a realidade...  olhamos para uma folha de papel, imaginamo-la arrumada no dossier correspondente, recebemos entretanto uma chamada em Coreano, pousamos a folha sabe-se lá onde no meio de tanto papel que temos de tratar e no fim apostarmos o nosso ordenado em como a arquivámos fazendo olhos de El Matador a quem garante que não a viu no dossier mas que possívelmente "é capaz de lá estar pois se o diz com tanta certeza é porque está e eu acredito em si"... No fim fazemos figura de otários, claro está... Mas isto representa 1% das asneiras que tenho feito esta semana. Hoje, depois de almoço, até me senti mal disposta tal a torção mental que tinha... Querer dizer as coisas e engonhar.

Só de pensar que estivemos para ir para Ibiza e gastar uma pipa de massa, quase que me auto-flagelo!

Não estamos em tempos de esticar até ver onde dá... Nada disso... Sinceramente até me custa sermos tão snobs no que toca à escolha do nosso futuro carro. Não fossemos tão cagões neste assunto e até nos aventurávamos num carrito para aí de € 9000... Mas não! Queremos é BMW, Mercedes e Audi... No mínimo um VW... Mas também já que fazemos uma vida de monges, tanto poupamos e termos arrancado cabelos para conseguir deixar de fumar, ao menos que o dinheiro seja empregue num carro que gostemos. E quem achar isso mal que vá ali morrer na esquina a ver se me ralo!

Se é para ter um carro à base de muito sacrificio ao menos que passeie a celulite num BMW...


Enquanto isso não chega tento eliminá-la ou não pensar tanto que a tenho!

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24
Jun11
Tem sido complicado vir aqui. Falta de tempo, cansaço, muito cansaço, e sinceramente tem dias que prefiro plantar batatas no FarmVille ou construir uma escola no CityVille que vir aqui e despejar a trampa que ouço o dia todo no trabalho ou a vontade que tenho em fazer uns bons quilómetros, atravessando o oceano e dar umas valentes bolachadas em certos Americanos mal-educados que ligam para o escritório, ou abanar meia dúzia de Chineses que tentam vender coisas que em nada nos interessam e quando dizemos "Thanks, but no thanks" eles desligam o telefone na nossa cara voltando a ligar no dia seguinte como se nada tivesse passado.

Depois de semanas e semanas a salivar por este fim de semana prolongado, pois para nós, aqui, seria de 4 dias, eis que o Dr. Where's Wally (ou Waldo), decide alterar algo que há 30 anos era normal na empresa e nada de ponte para ninguém. Estava tudo a pensar que seria igual aos anos anteriores quando ele descobre que ninguém está a pensar trabalhar na sexta e vá de fazer grande filme e ralhar, espernear, contorcer-se e maldizer de tudo e todos. Depois de toda a revolução, cai nele e resolve dizer que quem quiser pode tirar férias. Certo que no fim disto tudo só ele, eu e a Miss Coquette é que fomos bulir. Pois que a restante malta meteu férias. A medo preferi ir do que ele passar-se da cabeça e mandar-me de férias permanentes. A Miss Coquette como não lhe interessava ter fim de semana prolongado, deveria estar com falta de dinheiro para ir a Badajoz às compras, veio toda feliz e contente trabalhar como se a vida dependesse disso e ganhasse uns pontos a mais em relação a quem tirou férias. No fim disto ganhamos o mesmo que aqueles que ficaram em casa a descansar: um B.C.M.... Para quem não sabe, um Balde Cheio de Merda p'la proa.

Aguardo, desta forma, pela primeira quinzena de Agosto para finalmente ficar de papo para o ar.


Já sou "AVÓ"!!!!

Filho da mãe do cão, deu uma pinada de 10minutos e faz meia dúzia de cachorros!

Aquele a que temos direito já está mais que vendido pelo que em Agosto vou entregá-lo aos futuros donos.

Estou babadíssima com os meus netos! 4 meninas e 2 meninos!











Não caibo em mim de cada vez que vejo estes pequenos! O meu peito enche-se de alegria! Só me apetece beijá-los! Lindos, lindos, lindos! Ficava com eles todos dentro de um cestinho... E passava toda uma vida a mirá-los assim quietinha...

Mas depois fico com falta de ar... E tudo isso por causa do esforço físico. Todos os dias, religiosamente, temos ido correr para o campo da bola aqui da aldeia. Fazemos aquecimento e ali vamos nós... 1 voltinha... 2 voltinhas... 3 voltinhas... 4 voltinhas e paramos que por enquanto não dá para mais. 1 voltinha a andar, outra voltinha a passo rápido e no fim uma corrida em velocidade. Posto isto uns abdominais. Se estamos podres de bons? Não, mas havemos de lá chegar... Daqui a uns anos... E se pararmos de comer merdices!

Depois temos tido a visita da minha mãe quase todos os fins de semana. Da ultima vez resolveu trazer o meu tio que já há mais de 4 anos que não me via e foi preciso divorciar-se para se apegar momentaneamente ao seio familiar... Eu diria mais, apego à "mama"... da conta familiar. Mas isso são outros quinhentos que eu sou pessoa que partilha!!!

Já dizia a outra senhora que lê cartas que eu nunca seria rica, seria sempre remediada, que não viveria com dificuldades, agora rica jamais. E eu já interiorizei tudo isso contudo os 3 Pastorinhos também assistiram a um Milagre e nunca pensaram eles que isso fosse acontecer enquanto pastavam ovelhas...

Se estou triste de não ter tido um fim de semana prolongado? Não, nem por isso... Eu até sou uma pessoa calma e aguardo a minha vez...

Já tirei senha e tudo!

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19
Mai11

Voltei à puberdade...

por Pobre(o)Tanas
Ao fim de 24 anos de existência, sendo que passei a fase da puberdade há uns 10 anos - há quem julgue que me passou apenas a semana passada -, apareceu-me acne. Algo que não se manteve em duas ou três borbulhas irritantemente inflamadas e cheias de pus. Nada disso. Toda a zona em volta da boca até ao queixo parece um campo de batalha e quando uma rebenta parece que contamina o espaço em volta. Uma coisa era viver com borbulhas no rabo há mais de 15 anos e que já fazia parte do dia-a-dia. Borbulhas que por vezes tinha vontade de me sentar em cima de uma boia para não me causar tanto desconforto. Outra é ter também a cara. Pelo que no inicio do mês marquei uma consulta para um dermatologista e apesar de querer ter desistido à ultima da hora por achar estar melhor pensei duas vezes e já agora queria que um especialista olhasse para as minhas nalgas.

E lá fui eu...

Pois bem na cara tenho acne tardio, ponto negros, pontos brancos (que ele chamou de quistos brancos) e as borbulhas normais. E no rabo tenho algo que se chama hidradenite supurativa crónica, que além de me ter explicado disse-me que podia pesquisar na net para ter ainda mais noção e se tivesse dúvidas para depois as expor. Deveria ter dito para que fosse pesquisar numa altura em que quisesse estar sem comer durantes bastantes dias tal a nojeira de imagens que aparecem no motor de busca. Pensar que poderia ficar com as minhas nalgas no estado em que muitas que ali estão, faz-me ter medo do futuro. Disse-me também que uma vez que já se tornou crónica mesmo que com tratamento uma ou outra borbulha acabará por aparecer em alturas criticas e devo fazer sempre o mesmo tratamento.

Quanto à acne queria que fizesse um tratamento de choque com o qual deixava completamente de ter borbulhas mas deveria estar um ano ou mais sem sequer engravidar pois o bebé nasceria com más formações. Que nos deveríamos proteger não a 100 mas a 200% para nem sequer haver quase probabilidade alguma de engravidar. Não quis. Prefiro ter borbulhas para toda a minha vida. Tive receio que um ano fosse pouco para o meu organismo se restabelecer e ter um filho com problemas ou que fosse algo que se alterasse e acabasse sempre por os ter. Nah nah. Pelo que optei por um tratamento que pode ou não acabar com elas definitivamente e que durará apenas 3 meses. Tomando medicamentos à base da tetraciclina que me ajudam também na questão da hidradenite supurativa crónica, não me deixando muito descansada quanto àquilo que li nos efeitos colaterais mas penso que me safo deles em 3 meses, além do mais tudo aquilo é melhor que ver o meu rabo em carne viva durante meses a fio por causa de uma qualquer operação para lhe retirar a pele com borbulhas.

Não posso andar ao sol durante 3 meses, nem ir à praia - como o tratamento acaba em principios de Agosto e só na segunda quinzena devo ter férias calha bem -, usando protector solar factor 50 ou mais, um esfoliante químico que actua durante a noite e tem de ser usado com precaução durantes os primeiros dias pois caso contrário causa irritação - eu diria que cai a face - e mais 20 mil unguentos que me manterão a pele hidratada.

Com tudo isto acho que quando morrer e derem comigo mil anos depois, toda eu sou uma múmia muito bem conservada tal a porrada de químicos que o meu corpo tem.

Com consulta, medicamentos, cremes e creminhos gastei quase 200 euros e isso, a meio do mês, é um arrombo do caraças na nossa carteira.

Para não falar que o meu computador tem um arranjo de mais uns tantos pois a brincadeira dos socos valeu-lhee um disco rígido novo e claro está instalação de tudo e mais alguma coisa novamente. Bom pelo menos agora fica zero quilómetros. Passando para um disco de 320GB o que é óptimo e não preciso de mais e um novo sistema operativo que o Vista só à chapada...

Desespero pelo fim do mês... E com ele o seguro do carro para o despachar. O Jacinto foi averiguar e mais barato não consegue... E isto por um carrito velho. Quando tivermos um novo, acho que nestas alturas irei chorar. Quando for para colocar pneus, esperneio. E para ir à revisão marte-lo os dedos dos pés...

Para me animar a minha amiga Pris enviou-me uma foto nossa há muito esquecida no baú...


(Quando as pessoas adormecem encostadas a colunas que cuspem o som de indecifráveis palavras proferidas por meninos de voz grotesca às 4 da manhã...)



Estava tão mas tão doente...

Lembro-me que eram 5 e tal da manhã e fui fazer xixi "algures lá longe" e apanhei tanto frio que a gripe tal como a tive nunca mais me apareceu. Pelo menos não tão forte...

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15
Mai11
Entrei em casinos umas 3 vezes em toda a minha vida. Todas elas para "apenas ver" ou tomar um café assistindo a um espectáculo. Sempre vi os casinos como um antro cheio de compulsividade, de pessoas que não sabem que fazer à vidinha e de "aventadores" de fortunas e heranças. Sempre pensei que quem ali caía gastava o seu dinheiro raramente conseguia sair e nunca ganhava nada pois que sítios daqueles lá teriam as suas manhas para que o dinheiro acabasse nas mãos do estabelecimento fosse como fosse. Penso que tudo isto vem da educação que me deram de me resguardar de potenciais vícios e ouvir ou ver que fulano tal gastava o dinheiro todo no jogo ou que a não sei quantas devia uma pipa de massa por causa do jogo. Whatever...

Daí que ontem, a medo, lá fui para novamente "ver" alguma coisa. Fomos eu, o meu Jacinto e um casal amigo nosso para que eles jogassem qualquer coisa. Sendo que no caso do meu Jacinto 30 euros seria o máximo porque nós temos um carro para comprar e muito em que investir e o pobre lá foi com a sentença lida sem precisar de lhe dizer nada de concreto. Rumámos a Badajoz e visto eu nunca lá ter entrado tiraram-me uma fotografia que nunca saberei como ficou dado que fui apanhada de surpresa e apenas serve para efeitos de registo. Eu tremia por todo o lado - nem contei isto a ninguém com vergonha - mas achava que estava a cometer um acto horrivel, um pecado mortal e que iam todos começar a jogar e a perder balúrdios sem quererem sair daí. No entanto eu tenho de começar a perceber que algumas pessoas também se sabem controlar e não apenas eu tenho essa disciplina mental com algumas coisas que acho nocivas. Acho que desde que deixei de fumar estou pior e mais recta quanto ao não deixar a vontade física e psicológica andarem às turras entre si.

Os 3 falavam de termos de jogos que para mim soavam aos e-mail's em Mandarim que recebo todos os dias no trabalho. Se me perguntarem que jogos de cartas sei começo a corar e digo baixinho:

"Ah... Bom jogar eu não gosto muito sabes... Chateia-me... Estar ali a ver cartas e... Epah... Ao burro em pé e ao peixinho..."

"Como?!"

Algumas pessoas nem devem saber muito bem o que isso é ou já se esqueceram.

"Isso..."

 Já a minha mãe é um ás em muitos deles e o meu pai nunca o vi jogar mas faz uns truques engraçados com as cartas. Contudo sempre me incutiram no espírito que jogar é mau...

Sendo que para infortúnio do meu Jacinto jogar o seu amado Poker estava fora de questão pois a mesa estava fechada. Havia apenas Poker contra a mesa. A diferença é que o outro Poker seria tipo torneio e todos contra todos e não contra a mesa (que para quem não sabe é o próprio casino). Adorei o facto do Casino estar com pouca gente e tenho a perfeita noção que para a minha primeira vez teria de ser assim. Dirigimo-nos para a roleta. Começo a ver pessoal que não o meu a trocar bastante dinheiro fazendo-me espécie de como trocam várias notas de 50 euros sem sequer olharem para elas duas ou três vezes ou dizerem-lhe adeus com direito a uma salva de tiros ou uma cerimónia mais elaborada e respeitosas condolência à carteira. Nada... E nós nada nos saiu também.

Nisto começamos a ver a outra mesa de Poker contra a própria mesa com um senhor já bem bebido e alterado. Um homem fala com ele e chama-o à razão. Pede-lhe que se acalme e fale baixo. Viramos costas e dirigimo-nos para o lado oposto o dos dados. Encontramos mais gente aqui da aldeia e sentamo-nos ali - eu só observo sendo que os tremores já me tinham passado e já estava mais à vontade. O meu Jacinto já só tem 2 fichas de 5 euros que trazia da roleta e está a perder. Pergunta-me onde deve colocar as fichas... Algo me diz "Pequeno" e pimba! Acertamos. Ganhamos outra ficha. Ele estrega-mas e diz que estou por minha conta. Vai, vai, vai... Tumba! Acerto novamente no pequeno. Fico com o dobro do que aquilo que comecei. Entro em transe completamente. Ouço as vozes na minha cabeça: grande ou pequeno. Escolhe grande. Sai grande. Outra ficha. 25 euros. Escolho pequeno. Sai grande. O Jacinto diz para continuar a jogar, são 20 euros não faz mal... Pondero... Vá só mais esta (parecia os que jogam a alto e perdem tudo). Ganho. Deixo passar mais 2 jogadas e concentro-me. Ganho. Ganho. Ganho. Perco. Ganho. Ganho. Ganho. E ganho novamente. Com isto chego aos 110 euros e os nossos amigos e conhecidos riem-se de eu ser bruxa. Entrego 100 euros de fichas ao Jacinto e jogo com 10 euros apenas. Sei que vou perdê-los porque não me concentro. Os nossos amigos começam a apostar no mesmo que eu e perdemos todos. Uma, duas vezes. Eu já tinha sido abandonada pela minha maré de sorte pelo que peguei nos 100 euros e fui trocá-los por dinheiro verdadeiro e passei o resto da noite a ver os outros estourar tudo o que tinham e não tinham. Acabámos a observar a mesa do homem bêbado que tinha uns 60 anos e um namorado da nossa idade todo depilado. Ganharam bastante mas gastaram uma pequena fortuna. O homem tinha maços de notas nos bolsos que metiam respeito. O homem tinha uma tatuagem no braço assim muito rasca e esbatida representando um olho. O homem bebia e gritava. Medonho mesmo! Achei eu que guardava ali uma fortuna com os meus 100 euros que tanto jeito me fazem este mês. A minha visão de pobre comparada com os maços de notas do senhor do olho tatuado no braço é abissal.

Daí que hoje não me canso de dizer que ganhei 100 euros quando gastámos ao todo apenas 30 e que muitos gastaram tanto e nada levaram.

Quando contei ao meu pai e para me darem razão quanto aos meus receios a primeira coisa que ouvi do outro lado do telefone, como se eu não fosse uma mulher, quase casada, que ganho o meu e já dei mais provas provadas que sou responsável por mim, foi:

- Cuidado!

E fico por vezes a pensar que se eu não fosse a certas coisas, mesmo que com medo, que me diziam ser nocivas, boas mas viciantes ou que teríamos de o fazer de forma conscienciosa - que só por isso já me deixa com o cu arrepiado - metade daquilo que sou, vivi ou conheço não tinha absorvido, feito ou conseguido. Se isso é bom ou mau não sei mas fazem parte de mim anyway...




(Imagem da Web)

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14
Mai11

Pobre(o)Tanas a revoltada...

por Pobre(o)Tanas
Eu até que sou uma pessoa calma, tem dias em que estou ou sou imensamente zen. Nada me atrapalha, o mundo é belo e os passarinhos cantam. Mas tem outros dias em que não me reconheço e acabo a pensar que um tiro no meio da testa me faria maravilhas por acabar com o peso que tenho em cima de mim, que, diga-se de passagem, é nenhum e apenas me sinto assim.

Ontem foi um desses dias. Depois de uma semana de trabalho cheguei a casa e quando deveria estar contente um sensação de impotência apoderou-se de mim. Queria fazer tudo e nada, queria sair e ficar em casa, chorar e rir. Tinha umas dores infernais nos meus joelhos - que me estavam a tirar ainda mais a paciência - e acabei por me sentar em frente ao computador para descontrair. Nada... O computador começa a ficar lento a abrir janelas de um site com o nome de outro, como se estivessem trocados, a não reagir a nada, tudo e mais alguma coisa. Senti um turbilhão a crescer dentro de mim. Um formigueiro que me dá nas costas quando sei que me vou meter em merda ou andar à bulha... Uma adrenalina impossivel de suportar, crescia, tornou-se imensa e explodi. Abri as mãos e com toda a minha força espetei-as contra o teclado do portátil. E porque quando começo é dificil para mim retroceder, fechei-lhe a tampa com violência e dei-lhe tanto murro que o pobre não aguentou claro que não. Pelo que e devido à minha incapacidade de controlar os meus impulsos acabei com um portátil estragado. O meu companheiro de anos e onde tanto escrevi nele está em coma a aguardar uma qualquer operação que me irá custar uns trocos isto se não morrer de vez e ter de arranjar um substituto... Não contente dirigi-me ao quarto para fazer nem eu sabia o que tal era a desordem emocional e por a porta não abrir espetei-lhe mais um ou dois pontapés. Acabei a arrumar a casa para esgotar energias e deitar-me cedo com ainda mais dores nas pernas.

O pior de tudo isto é que se fosse a cara de uma pessoa a coisa tinha-se passado da mesma forma...

Ando muito mas muito cansada. Não que tenha muito stress no trabalho, as coisas têm-se feito bem e a um ritmo porreiro, no entanto e visto ser nova ali tenho dado muito neurónio, muitos GB da minha memória para conseguir o que até agora consegui e consumido cafés e caixas de ampolas de magnésio para me aguentar à bomboca. Os seis meses que apenas iria ficar já passaram a mais seis e estes seis espero que se tornem em muitos anos. Tenho a recepção a meu cargo e tudo o que vem com qualquer recepção de uma empresa, tenho algumas coisas do recursos humanos, contabilidade bem como o arquivo de tudo isso e de toda a parte comercial. Depois é o atender o telefone em que falo inglês, arranho o francês e o espanhol e apanho algumas coisas de italiano. Encomendar coisas, ouvir desaforos de faltas de pagamento e 'n' de outras coisas que vêm por arrasto... Adoro o que faço mas precisava de me saber estável e que ficaria ali. Não para me por à sombra da bananeira, nada disso que não sou dessas, mas não sentir a pressão. Acho que eles já me deram imensas provas de que mais 6 meses posso estar descansada mas eu não quero apenas isso. Quero algo efectivo. Ter certezas e avançar com outros projectos a nivel pessoal.

Não podia pedir melhor ambiente no trabalho, apesar das birras do meu chefe e de algumas parvoíces de colegas mas no fim bem espremidinho e comparado com muitos trabalhos onde estive, aqui é o paraíso. Há gente merdosa como em todo o lado mas papam-se bem... Tenho duas colegas com quem me dou melhor e partilhamos muita coisa: comida, desabafos de trabalho, e-mails e sorrisos e isso chega-me... Apesar dos nossos choques - que não são poucos - o meu chefe pediu-me para não mudar, pois eu era sincera naquilo que dizia e fazia e achava piada ao facto de eu mesmo que estivesse chateada estar sempre de bem com tudo o que me rodeava. Mas isto nem sempre é fácil de conseguir e lá está chego a casa e dá-me uma travadinha qualquer que me faz ter impulsos irracionais. Gostava de poder controlar isso mas sei que tenho muita tensão aqui presa. Tenho muito do passado ainda para digerir e que me vem à tona que me faz explodir.

Penso que o facto de andar aos pontapés às coisas não é mais que um impulso de me proteger do que me rodeia e de no passado ter de me virar conforme podia ou como pudesse proteger-me física e mentalmente. Essa Pobre(o)Tanas por vezes sai cá para fora quando não há necessidade disso. De fazer peito e erguer a cabeça para levar com o embate. Nunca fui de apanhar e ficar de cabeça vergada. Fi-lo no fim porque já estava saturada e pouco ou nada me doia - talvez porque achava que merecia ou por pouco ou nada me restar de amor próprio - contudo sempre tive coragem de olhar de frente o que iria enfrentar e pensar como dar a volta e sair ilesa. E por isso muito de mim ainda anda por aí meio perdido e com a mania de se proteger de tudo e todos. Não é fácil e é uma grande foda lá isso é... Fica-se extremamente cansado pelo desgaste destas sensações negativas. Se eu quisesse isto nunca me acontecia mas como vem também passa mas enquanto eu fico apenas cansada e triste por me ter comportado de tal maneira apesar de já estar bem, tenho de sarar feridas de quem magoei com a minha fúria e isto engloba o meu Jacinto.

Por vezes penso que devo ser como um furacão que arrasa tudo à passagem e no fim, quando se torna não mais que um ventinho, tudo à sua volta tem de ser reerguido após a destruição e isso demora tempo e traz mazelas...

Ando cansada. Por vezes revoltada... E nem sei porque. Depois passa e volta ao normal.

Em compensação tenho feito uma dietazita e já emagreci 4,5kg. Como à mesma mas mais vezes e em menos quantidade. Evito comer porcarias e comer mais fruta e iogurtes. Olho muito para os rótulos das embalagens e vejo as calorias. Tenho bebido imensa água e chá. Fiz análises no trabalho e tenho tudo normal menos o colesterol que está a 192 (uma beleza como dizia o médico perante o colesterol dos restantes colegas Alentejanos e amantes da boa comidinha... alguns apenas com uns míseros 240 ou 270...), no entanto a minha tensão sempre baixa (6-10) pelo que se quero baixar o colesterol não posso abusar do sal, por exemplo, mas o sal ajuda a subir a tensão... Ou seja ou uma coisa ou outra. Porém prefiro baixar o colesterol e ter um desmaio por causa da tensão que ter um AVC daqui a uns anos. Espero sinceramente chegar pelo menos aos 58/59kg porque estas dores nos joelhos devido ao peso têm tido parte da culpa no que toca à minha impaciência. Já fui operada há 7 anos e não vi melhorias a não ser em manter um peso aceitável para não piorar a situação e para quem deixou de fumar acho que perder peso é limpar o cu a meninos. É uma questão de disciplina e pedir a Deus muita força para fechar a boca quando a mesa se apresenta cheia de coisas gordurosas, doces ou salgadas...

Como dizia outrém: Tudo o que gosto ou faz mal ou é imoral...

Deixo a música que me acompanhou esta semana:



(Groove Armada - My Friend)









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05
Mai11

24... Como a série...

por Pobre(o)Tanas
Quando eu nasci toda agente me foi ver... Ali estiveram comigo e com a minha mãe durante um bocado e depois deixaram-nos para rumarem ao velório da tia-avó que morreu de cirrose no próprio dia. Daí que sempre que faço anos alguma alminha se lembra da tia que bebia muito.

Costumo também dizer que fui um presente de aniverário antecipado para a minha avó, visto ela fazer anos a 7 de Maio.

Hoje, e porque a minha avó não me consegue ligar do telefone dela para o meu, liguei-lhe eu para me dar os parabéns. Quero aqui frisar que a minha avó diz muitas asneiras e nós claro está achamos um piadão! A conversa que se segue é o exemplo disso mesmo aliado à memória de uma senhora de 80 que mesmo assim está perfeita para tudo aquilo que ela tem de fazer no seu dia-a-dia:

- 'Tá???

- 'Tou velhinha'S!!! 'Tás boa, 'vó?

- Oh a minha netaaaaa! 'Tás boa filha?

- 'Tou vó!

- 'Atão?

- Olha, 'tou-te a ligar porque como não consegues ligar daí para mim assim dás os parabéns.

- Os parabéns? Oh c******, mas 'tás parva ou quê? Eu só faço anos no Sábado!!!

- NÃO 'VÓ!!! A MIM!!!!

- OHHHHHHHHHHHHHHHHH QUE M****!!!! Oh filha desculpa a avó! Oh f*****! Que m****! Passei a semana toda a dizer que fazias anos na quinta e chega ao dia e a p*** da velha esquece-se da neta! Oh que c******!!! Tantas desculpas como os 80 anos que vou fazer, neta!

E pronto, perante isto quem não a desculpa?




Pois é 24 anos...

Já é uma idade aceitável...



(Imagem da Web)



E eu que tenho um trauma com a idade... Acho que ninguém me leva a sério...



Nunca mais vejo a cara dos 30...



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Isto têm sido dias com muito para fazer. Não só no trabalho mas fora dele. Por um lado é bom, por outro andamos de rastos e sonho com a cama o dia todo.

A semana passada foi um corre-corre e com coisas que nos ocupavam o tempo todo. Agora estamos a pagar a factura do cansaço...

Fomos contactados por um senhor que tinha visto o nosso cão no nosso quintal e que gostaria que desse umas "saltadas" na cadela dele por ter um porte magnifico. Não gostando muito da ideia pois com tanto cão por aí e ainda colaborar para o nascimento de mais uma série deles lá acabei por aceitar uma vez que tenho direito a um cachorro e por achar que realmente tenho um cão fantástico para dar continuidade à raça e àquilo que dela se espera. A "miúda" era bem gira, apesar de mais velha, mas atinadinha e de humores equilibrados. Gostei da minha "nora".

Vistos os prós e contras lá andámos toda a santa semana ao fim do dia a juntar os bichos. Certinho que só houve uma "pinadela" completa no 3.º dia de ajuntamento e ao 5.º o Pablo mandou a namorada às urtigas pois estava mais interessado em brincar. Aguardamos noticias. Por mim a coisa não tinha "colado" mas pronto... Se vierem por aí cachorros sei bem que sem dúvida saírão perfeitinhos no que toca a temperamento e físico. Doenças os pais não têm e no máximo dos máximos saem coxos como a "avó"...

Depois no sábado a Pris veio visitar-nos. Há um ano que não a via. As saudades eram imensas! Falámos imenso, rimos demais e nessa noite apanhámos todos nós um camadão como há muito não apanhávamos. Eram 5 da manhã e estávamos na barragem no meio da serra. Eu, o Jacinto, a Pris e uns amigos nossos o M. e o H. Estava tão bêbeda que não me lembro de tirar maior parte das fotos da barragem. Chegados a casa mal me aguentava de pé e nem me lembro de chegar à cama. Certinho que entre a Pris e o M. houve clima pelo que eles ficaram no nosso sofá velhinho a cair de podre. Visto sermos pessoas que topam coisas à distância, eu e o Jacinto, colocámos tampões nos ouvidos. Era só para dormirmos mais sossegados... Ou então não! Ahahahahah

Tinha imensas saudades de uma noite assim. E felizmente, apesar da bezana, mantemo-nos afastados dos cigarros. Até porque o cheiro me deixava enjoada.

No dia seguinte acordámos com a cabeça do tamanho de um melão do Entroncamento pelo que para desanuviar fomos todos pescar para o monte do M. e comer bolinho de aniversário dele. Nada como uma tarde a comer doces para acalmar a ressaca. Porém já vou com 68,4kg... A coisa tem vindo a piorar. Esta semana ando de boca fechada o máximo que posso.

Este fim de semana avizinha-se cansativo também pois iremos a Lisboa passar a Páscoa. Não me agrada nada fazermo-nos à estrada na Quinta à noite com este tempo mas espero vir para baixo logo no Sábado de manhã pois no Domingo quero descansar e na Segunda queremos passar a manhã no campo nos comes e bebes como é tradição por aqui. Espero conseguir visitar toda agente com tempo e sem andar a correr. Também não queria gastar muito dinheiro nem gasóleo pois estamos nas lonas e este mês o Jacinto não pôs de parte a parte combinada dele uma vez que o dinheiro foi para o arranjo do carro no fim do mês passado.

Precisamos de por de parte 10mil euros até Novembro para dar entrada para o carro ficando com algum de parte caso aconteça alguma coisa. Contudo já "ouvi dizer por aí" que no fim deste ano/princípio do outro ficarei grávida e que faremos uma viagem que não será de lazer... Estou para ver onde vou ao dinheiro para tudo nessa altura. Espero que sejam só zum-zuns... Há uns meses não me importava nada de ficar grávida mas neste momento não é que não queira imenso mas é que não podemos e queria ainda ter algum equilibrio para trazer uma criança ao mundo. Bom certo, certo é que um dia sonhei que o meu filho nasceria em Setembro. Se for fim de Dezembro/início de Janeiro...

Deus me acuda!

Por falar em crianças... A Sr.ª minha "filha" Zappa afinal não está de esperânças como todos pensávamos que estaria. Ao invés anda é a comer imenso e a fazer companhia à dona no que toca a aumentos de peso.

Pelo menos as mamas estão maiores. Valha-nos isso...




(Dançando...)

(O patrocínio da noite)

(Eu ainda consigo abrir os olhos)

(O filho da Pris, o Gaspar, que nos acompanhou nestas andanças)



Deixo a música da semana para animar este tempo que até faz urticária




    (Melissa NKonda - Nouveaux Horizons)

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