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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!

06
Jun13

4 anos juntos :)

por Pobre(o)Tanas

 

A ti meu homem, companheiro de vida para a vida :)

 

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05
Dez10

 

 

Eles vão no carro. O dia está escuro por causa da chuva. As ruas estão quase desertas. Nisto observam um homem que se arrasta pelo passeio de óculos-escuros resguardando-se da chuva debaixo das varandas.

 

Ele: - Chiça! Está cá um sol! As pessoas não têm noção do rídiculo...

 

Ela concorda e desvia o olhar para uma mulher que corre na direcção oposta.

 

Ela: Então e aquela tão bem "vestidinha"? Já viste? - e solta um risinho abafado.

 

Ele sem desviar o olhar da estrada remata:

 

- Bolas pah! Só sabes dizer mal das pessoas! Deverias ter vergonha!

 

Ela fica agarrada a estas palavras.

 

 

O espirito conjugal tem destas coisas.

 

 

 

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27
Nov10

A Ilha Funishitua no Natal

por Pobre(o)Tanas

Cá em casa existe uma pessoa que se pudesse abria um zoo. Cá em casa existe uma pessoa que se pudesse trazia tudo o que tem quatro patas e pêlo. Cá em casa existe uma pessoa que não consegue ficar indiferente a "tresmalhados" que vai encontrando. E cá em casa existe uma outra pessoa que tem uma paciencia enorme para com a outra e a ajuda.

 

Faz amanhã oito dias que encontrei este amigo:

 

 

 

 

E depois de lhe dar de paparoca, o secar da chuva e aconchegar do frio fiz a pergunta que o Luís temia:

 

- Podemos ficar com ele???

 

 

 

Vi o rolar de olhos do meu marido, a expressão de "Não podemos ter mais animais. Tu és doida", o ar de "Oh meu Deus o que se segue?" e finalmente o tão desejado "Eu não me meto nisso, tu é que sabes!" E pronto foi o ponto de partida para adoptarmos o Pepe!

 

Não sem antes colocar fotografias dele no site "Encontra-me", "Arca de Noé" e Facebook onde existem várias páginas para o mesmo fim.

 

Ninguém se acusou para meu regozijo! Vale mais comigo que com um dono desnaturado que nem o trate como deve ser.

 

Pois bem o Pepe é um menino jovem, muito meigo e só há poucos dias revelou a sua faceta de brincalhão. Traz os seus brinquedos para nós os mandarmos e ele ir buscar, corre atrás da Piggy para brincarem e atrás da Zappa para se meter com ela visto a minha filha mais nova ter um feitiozinho parvo e não aproveitar as brincadeiras que os cães lhe podem oferecer - já com o Pablo é a mesma coisa.

 

Com o Pablo a coisa foi muito melhor que imaginada. O nosso filho mais velho que pesa trinta e muitos quilos, macho possante, dono do seu território e que mete respeito pela sua envergadura de torax, tornou-se um ser submisso ao Pepe. Faz-lhe as vontadinhas todas, é um pachá, um babado. ADORA-O! Nem come só de pensar no Pepe. Inclusivé, cede-lhe a casota para o mais pequeno ficar bem instalado enquanto o parvo fica à chuva a observá-lo!

 

Por enquanto o Pepe fica em casa. Assim o Pablo pode dormir sossegado na casota e não há rebuliço de quem fica onde. O que é certo é que o mais pequeno não faz NADA em casa! Sai de manhã, faz os seus enormes xixis e o seu minusculo cocó, volta e deita-se. À hora de almoço o mesmo e novamente à noite! Aguenta forte e feio.

 

O Pablo à noite vem a casa um bocado. E adoro ver os meus bichos em casa. Tudo no sofá a ver televisão. À hora de nos deitarmos é vê-los em filinha indiana em direcção à cozinha e escritório para as sua respectivas camas.

 

Sou uma mulher abençoada.

 

Tenho um marido fantástico que me apoia, me acompanha nestas maluqueiras e no fim acho que acaba por gostar delas.

 

Acho que agora se eu estivesse grávida ele apanhava o próximo avião para a ilha Funishitua nos confins do Pacífico.

 

 

 

A vinda de um cão rafeiro abandonado cá para casa tinha sido uma das hipóteses para a minha prenda de natal coisa falada há uns meses enquanto se questionava quem quereria o que para prenda visto o Luís ter recebido o Pablo o ano passado e este precisar de companhia canina. O Luís disse-me logo que "Não, nem pensar!" pelo que nem pensei em mais prendas. Vendo ele que eu andava a namorar um novo telemóvel, no Sábado passado vem com a revista dos pontos da TMN e diz-me "Vá pede lá o telemóvel que tu gostas." E assim escolhi o pequeno que tem feito as minhas delícias.

 

Eu tinha um LG KP500. Nada de extraordinário e teria andado com ele anos se não fosse o facto de eu mal poder enviar mensagens ou procurar um contacto à pressa por o teclado bloquear constantemente. Daí que muitos numeros acabei por decorar para não andar em busca deles e deixar de enviar sms's a quem fosse por me irritar aquilo bloquear ali em algumas teclas ou outras escrever letras que eu não queria.

 

Daí e para colmatar o facto de ter andado com um telemóvel com apenas 3 teclas (de chamar, recusar e a do menu) agora sim tenho um telemóvel que o que não lhe falta são botões

 

 

 

 

Um pequeno luxo cor de rosa para este Natal (que com os pontos ficou num total de 70 euros).

 

 

 

 

 

 

 

E agora posso dizer... O Pai Natal foi generoso comigo. Pois tive as duas prendas que eu pedinchei.

 

 

 

Chamem-me pita. Chamem-me o que quiserem!

 

Portei-me bem este ano. Tenho a minha vidinha regrada, trabalho, cuido do meu marido, casa e bichos, não ando aí gastar o que não ganho e muitas vezes nem o que ganho, não trato mal ninguém e daí que mereça tudo isto e muito mais que a vida me possa proporcionar!

 

Quem não gostar tem um bom remédio!

 

 

E isto vem no sentido da visita do meu pai amanhã, que esteve quase a cair no fracasso por causa de mais uma birra da minha madrasta. Como se estava a aproximar o fim de semana e com ele a vinda dele aqui à aldeia, sua senhoria resolve fazer merdelim e quase estragar tudo. Eu que mesmo com as birras dela, me calo e ouço apenas os desaforos do meu pai em que diz que eu tenho um feitio lixado e sou assim e assado desta vez não me contive e gritei e gritei como há muito não o fazia para impor a minha razão, para mostrar a minha revolta e defender a minha honra, porque achei tudo isto uma injustiça. Há mais de 3 anos que não discutia a sério com ninguém, que não gritava e nem dizia um palavrão que não fosse dentro das minhas paredes de casa em tom de brincadeira. Vendo bem nem sei como aguentava este ambiente há uns anos atrás em que acabava o dia afónica de tanto argumentar, discutir e mostrar por A + B que os erros cometidos pelos outros não são os meus e pior cego é aquele que não quer ver.

 

Daí que o bico do prego foi virado e ela vem de arrastão com ele.

 

A minha porta está aberta e nem abro boca sobre o assunto, tudo se passará sem nada se ter passado mas se ela respingar e se tudo piorar ponho-a no olho da rua pel braço. Nunca lhe fiz mal nenhum, sempre a defendi mesmo sendo ela a arranjar a merda. Estragar a minha relação com o meu pai não estraga e separar-me dele não separa porque não deixo. Nem tão pouco a deixarei atormentar-me como esta semana em que andei a calmantes e sem pregar olho sem fazer mal algum a alguém.

 

Acho que ela ainda não percebeu que eu nada tenho contra ela, que se quisesse minar a relação deles já o teria feito há muito e ela nem sequer tinha ocupado a cama da minha mãe.

 

 

 

 

 

Depois de tudo o que passei e por vezes ainda passo com estes "fantasmas" que me moem o juízo acho que nem era um Pepe ou um telemóvel mas ambos dentro de um avião, o meu marido, gatas e Pablo e descolar para a ilha Funishitua.

 

 

Bom talvêz o telemóvel ficasse para trás para que eu ficasse incontactável...

 

 

 

 

 

 

Vou limpar a minha casa para as visitas não dizerem que tenho tudo desarrumado e que a culpa é dos bichos.

 

 

 

 

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Aqui áreas de trabalho são escassas mas as que há funcionam. E mal ou bem encaixaram-me numa delas para minha sorte.{#emotions_dlg.sarcastic}

 

Voltei à recepção como há uns anos atrás. Atendo clientes, arquivo, passo chamadas, trato de papelada que me compete, mando umas piadas - não muitas porque ainda não há muita confiança - e ganho o meu. Por enquanto ainda não tenho nome para este trabalho... Assemelha-se à Faixa de Gaza mas com mais gente e é bastante melhor que o Namek em Pé de Guerra - e fixe fixe fixe nisto tudo é que as mulheres é que dizem mal dos homens e não umas das outras. Aliás juntam-se e apoiam-se! Mas digo isto porque estou "fresquinha" mas também em 3 semanas acho que já teria apanhado alguma coisa. Não sei. Os homens são carrancudos isso são. Mas como para aturar homens aturo o meu porque o amo... Então eles que fiquem com a carantonha que eu estou na minha.

 

De manhã acordamos 40minutos antes de ir trabalhar, comemos o pequeno almoço em casa descansadinhos e na rua vamos ao café para acordar e por a conversa em dia com alguém que conheçamos. E ainda chegamos a tempo. Mais que a tempo. Vimos almoçar a casa, tratamos do nosso "gado", vemos um bocadinho de televisão, eu faço o meu serviço na wc descansada e não ando de barriga inchada de me aguentar o dia todo, tomamos o nosso cafezinho e voltamos à tarde.  Saímos às 5 e meia, as 5 e 40 estamos em casa, é tomar banho e jantar, ver televisão e cama. Isto não é vida. Isto é vidão! {#emotions_dlg.king}

 

Por vezes de manhã na rádio ouvimos o transito e diz o Luís "Nem sei como vamos chegar ao trabalho hoje" e pronto desatamos a rir por não podermos com o bem que temos. O máximo que apanhamos é um tractor ou um mata-velhos.

 

A todos os que ficaram em Lisboa: os meus sentimentos sem ressentimentos.{#emotions_dlg.evil}

 

 

Novidades, "novidinhas" nada de especial. Vidinha normal de Inverno, muito frio, muita chuvinha fria, muito nevoeiro de manhã, mais frio, ficar em casa enrolados em mantas, papar séries...

 

Por falar em séries ando doida com "The Walking Dead" e por mim via a série toda de uma rajada. Mas com um volume de tabaco ao pé que aquilo dá-me uns nervos!!! Nem comer durante eu posso. Que me cai mal. E mal começa o episódio o meu coração acelera. Eu acho que vou ter um fanico mais dia menos dia. E acho também que aquilo um dia acontece! É! É! Eu já tenho um esconderijo debaixo do vão das escadas da minha vizinha, que é a minha arrecadação :D Como um miudo à espera do Natal eu aguardo pacientemente as terças feiras no canal FOX para ver. Acho que há muitos anos que não via algo na televisão que gostasse tanto ao ponto de ficar nervosa, pensar que pode acontecer e encontrar lugares para me esconder. Eu que não via televisão... É DEMAIS!!!!!!!!! Não digam a ninguém mas já andei a ver na net se havia assim mais qualquer coisita {#emotions_dlg.blushed} mas só há os episódios que vi... Era só para ver... Para meu consumo... Também conta como pirataria? Conta? Ah shit!

 

Ah sim com este trabalho falo "ingrês" como disse... E cá me vou lembrando de algumas palavras... Shit é uma delas... Pena que não a possa usar quando bem me apetece{#emotions_dlg.lol} O pior é apanhar uma pessoa da Coreia que fala "português" e sai um diálogo como este:

 

- ***************, Bom dia!

 

- Bum dia. Querrrrer falarrre cum Sinhorrre Tal.

 

- Concerteza. Quem devo anunciar?

 

- Clarrrro, clarrrro.

 

- O seu nome, por favor...

 

- Concerrrteza.

 

- Sir? What's your name, please?

 

- Yes, yes!

 

 

E pronto foi a minha primeira chamada... Desta nunca mais me esquecerei... Nem daquela vez na Faixa de Gaza que me ameaçaram com uma caçadeira... Já tive uma identica aqui mas sem caçadeiras no entanto não foi comigo porque eu "tive de ir à casa de banho"... Mas que os senhores metiam medo, metiam... Quem disse que os Italianos eram românticos e melosos não viu estes de certeza! Arre!

 

Depois tenho um homem que guarda a propriedade. A primeira vez que o vi quase caí da cadeira. Entrou de mansinho e especou-se ali atrás do vidro, quando levantei a cabeça parecia que estava num qualquer momento da 3.ª dimensão. Se estivesse noite e a trovejar não estaria aqui de certeza. Vejo um homem rígido, vestido completamente de preto, com ar carregado e porcalhoto, com um bigode à início de séc. XX. Compus-me e o diálogo seguiu-se... Vendo bem foi um monólogo porque ele não respondeu mas eu percebi o que ele quis "dizer" uma vez que era o meu 3.º dia e não havia muitos assuntos que eu pudesse resolver então percebi logo: chamei a minha colega.{#emotions_dlg.emplastro} 

 

Hoje, dentro dos possíveis, somos "grandes" amigos. Eu num lado e ele no lado oposto... Lá longeeeeeeeee.

 

 

Depois o resto é a vidinha normal de "casada". Umas parvoíces, uns ralhetes para cada um impor a sua vontade, beijinhos, muito trabalho e a cereja no topo do bolo das pérolas do Luís:

 

 

Eu remexendo soutiens para comprar, o Luís passa por detrás calmamente e diz:

 

- Porque estás a ver isso?

 

- Oh estou a ver se há aqui algum giro... - digo na minha inocência.

 

- Não vês que isso é para as senhoras crescidas?

 

{#emotions_dlg.serious}

 

E vai embora calmamente deixando-me a olhar para ele de boca aberta e vermelha como um tomate.

 

 

Com ele os meus complexos ficaram na gaveta... Tinham de ficar. Ele volta e meia esgaravata-os!{#emotions_dlg.nostalgic}

 

 

 

 

 

 

 

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11
Out10

Pimentei... Mas já acabou!

por Pobre(o)Tanas

 

 

Os dias têm passado a correr e sinceramente o meu blog tem ficado para último. Por vezes penso acabar com ele - mas já me afeiçoei demasiado - ou dar-lhe um novo ar, mais clean... Logo se vê!

 

Trabalhei durante 3 semanas. Andei tão feliz mas tão feliz! Infelizmente era temporário e já acabou. Contudo deram-me o papel para o desemprego e amanhã vou tratar disso o mais depressa possível. Apesar de odiar estar em casa a receber subsídios (se conseguir será a primeira vez) e não ter um trabalho para me alegrar.

 

Nunca na vida pensei que iria adorar trabalhar numa fábrica a tirar os pés a pimentões. Fardada com um avental, luvas de borracha e uma touca. Eu habituadinha a roupinha de escritório e vestida de avental mas sinceramente foi o melhor trabalho que tive desde sempre. Fui respeitada pelo que fiz, fui paga pelas horas feitas a mais e sei que o que trabalhei foi visto pelos encarregados. Andei mesmo feliz. Confortávelmente vestida e simplesmente eu, sem tirar nem pôr! Acho que faria aquilo para o resto da vida. Mesmo fazendo 10horas diárias, mesmo que tivesse que trabalhar aos fins de semana como fiz...

 

Engraçado... Quando estava a amar um trabalho (não emprego) foi quando tudo terminou.

 

Cá em casa tudo na mesma. O Luís atafulhado de trabalho, as gatas aos saltos e o cão decidiu começar a "vestir" a roupa que estendo na rua. Se bem que há peças que ele acha que não lhe servem e vá de as "arranjar" com buracos. Ontem levou um sovazita. Uma coisa é ele vestir as minhas cuecas outra é tentar "alargar" as camisas que o Luís leva para o trabalho...

 

Não temos tido ido a Lisboa. Ele é mais pela falta de tempo eu é mais falta de vontade...

 

Cada vez mais tenho a certeza que escolhi o sítio certo para viver e deixar de ter arrelias. Longeeeeeeeeeeeeee!!! Completamente à margem do que foi nocivo.

 

 

 

 

 

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31
Ago10

ÓlhásVacas!!!

por Pobre(o)Tanas

 

 

Ir à pesca - mesmo pesca - aqui é tão normal como "andar à pesca" em Lisboa para procurar um sítio paa estacionar, para aguentarmos o totó do patrão e no fim do dia chegar a casa às 9 da noite e só querer duas bolachinhas e um copito de leite para não dar trabalho para lavar a loiça. Pelo que e para não ficarmos com saudades da Capital (que são zero!) num destes dias agarrámos na cana, na mochila, mais uma vez no cão e na "burra" e vá de ir à barragem.

 

 

À chegada uma manada de vacas castanhas à solta touxeram ao de cima aquele formigueiro nas costas que sinto quando vejo um aranhiço mas o Luís vê sempre o lado bom das coisas e para ele ver vacas a menos de meio metro de distância também é tão normal como 2+2 serem muitos. Muitos aranhiços!!!

 

Estacionar debaixo de uns pinheiros. As vacas tinham ficado para trás. E pude apreciar a paisagem e calma do sitio enquanto o meu marido lançava o anzol e o cão avariava a caixa dos pirolitos à caça de paus para comer dentro de água - sim o nosso cão nunca passaria fome visto comer paus como come ração da cara.

 

De repente...

 

 

Vejo uma vaca. Olho para todos os lados. Luís a ponderar no isco. Cão aos saltos atrás de moscas. Olhos outra vez. Duas vacas. Luís lança o isco novamente. O cão resolveu comer bosta de vaca que alguma ali tinha deixado - mais uma vez digo que não morreria de fome. Três vacas. Começo a tremelicar. Chamo o Luís que não me ouve ou porque a voz falhou. Chamo o cão que corre na minha direcção e por sorte de tão detrambelhado que é nem vê as vacas que passaram de três para seis. Prendo o cão. O Luís ouve as vacas e ri-se. Olha para mim e solta uma gargalhada com o meu ar. "Vai lá tirar-lhes uma fotografia!". Entrego-lhe o cão. "Vai mais perto!" diz-me ele. "Por alguma coisa o telemóvel faz ZOOM!". Entrega-me o cão novamente e eu sento-me com ele num tronco de árvore a contemplar a manada das vacas que chegou às 50.

 

Qual savana em época de migração de gnus que bebem água dos rios.

 

O cão finalmente dá conta das vacas e sorrio quando sinto o Pablo encostar-se a mim e que até um boxer feio como ele pode tremelicar de medo como eu.

 

 

No fim não deixámos de apanhar "trânsito" na volta para casa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Que todos os engarrafamentos de Lisboa fossem assim...

 

 

 

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Musiquinha boaaaaa

 

 

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19
Ago10

Finalmente...

por Pobre(o)Tanas

Tenho "ternete" em casa!!!!!

 

 

Pois bem, depois de 3 meses a viver na casa que pertenceu aos pais do Luís, já arranjámos a nossa própria casinha com tudo a que temos direito.

 

Já trouxemos tudinho de Lisboa e só mesmo a minha família me prende deixando pelo menos um fim de semana por mês para os visitar.

 

Temos uma casa LINDAAAAAA!!! Com quintal para a minha bicharada andar à larga! Aliás não podia ter pedido melhor. Parece uma casa de férias daquelas em que passamos 1 ou 2 semanas e depois deixam saudades. Mas esta não é de férias é permanente! Temos o nosso enorme quarto e sala com tudo posto a nosso gosto e arrumadinho! Uma cozinha deliciosa e uma Wc perfeita que cheira tão bem! E claro está o nosso escritório com uma janelinha para o quintal onde as minhas "filhas" se deitam no parapeito para apanhar bicharocos.

 

Estou tão em paz. Só falta mesmo um trabalho. Não há nada e a Fabrica da Fruta tem uma lista interminável de pessoal que quer entrar também. O Centro de Emprego chamou-me para eu ir para o Exército visto estarem a fazer chamadas e eu fui ver como aquilo funciona chegando finalmente à conclusão que do Exército eu so quero distância e que a única coisa boa que esta instituição me deu foi um microondas à laia de prémio de consolação num dia parvo em que mais valia ter apanhado uma bebedeira e ter-me deitado na relva de um jardim catando pulgas e à espera que a bezana me passasse rápido.

 

Portanto e como diz o Sr. do Banco aquando o preenchimento da minha ficha de inscrição como cliente: Sou Doméstica.

 

Estou a pensar seriamente mudar o nome do SouMinha para SouDoméstica como uma homenagem a todas as domésticas deste País e Mundo que não descontando para a Segurança Social têm realmente muito trabalhinho todos os dias e o qual nunca está feito...

 

 

 

 

Tantas coisas aconteceram nestes meses.

 

 

Tal como disse num outro Post, aqui no Alentejo é tudo muito perigoso. Pelo menos para mim. Bichos estranhos que sobem paredes e pernas, barulhos estranhos na estrada tipo cascos de cavalo a bater em madeira às 4 da manhã que me fazem encolher nos lençois com medo de algum homem da saca que me rapte e um sem fim de barragens e lagos em que quase me afoguei a tentar salvar um cão que não era preciso ser salvo.

 

Certo dia fomos passear com o Pablo a uma quinta de um amigo do Luís que tem cães para que o nosso pudesse andar com os outros na palhaçada. Essa quinta tem um laguinho onde os cães andavam lá nos seus banhos. A dada altura o outro cão pareceu-me ter ficado preso nos limos e avisei o Luís. Nisto o meu pai liga-me mas eu nem ouvia o que ele me dizia só olhava para o cão. O Luís já estava a tirar as calças para lá ir mas eu não fui de modos, desliguei o telemóvel e saltei para a água tal e qual um Mitch Buchannon nas Marés Vivas tirando o facto de eu nadar como um sapato ou não ser loira nem ter mamas para ser a Pamela Anderson. Completamente vestida e calçada, com óculos escuros e um lenço na cabeça. Claro que o cão quando me viu na água veio ter comigo na descontra e o Pablo veio atrás para atrapalhar mais as coisas do género "Ena dona estás na água 'bora lá dar uns mergulhos!". Comecei a sentir coisas a enrolarem-se nos pés e pernas e fiquei aflita. Foi o Luís que me salvou saltando para a água para me tirar de lá mais os cães. O pior da história não é o facto de quase me ter afogado mas sim que ao ver o Luís entrar na água com a sua descontração, ele me dizer que a água me dava pela cintura. Ou seja, fazendo ouvidos às palavras da minha mãe quando me ensinava a nadar - Nunca tentar ver se temos pé. E eu nunca vi se tinha ou não pé. Só senti os limos e nenúfares enrolarem-se nas pernas.

 

Certo que rasguei as calças todas, perdi a minha aliança e estou a ser gozada até hoje.

 

 

Mas só com o Pablo temos dezenas de aventuras destas...

 

Desde eu estar à beira água a admirar um moínho de vento que alguém sem muito com que se entreter tinha feito com canas e deixado lá. Ponderei dezenas de vezes se valeria a pena trazê-lo comigo para o por no quintal visto estar tão lindo. Ponderei mais ainda e no exacto momento em que o vou pegar, salta o Pablo da água sem eu ter tempo e passa por cima do adorado moínho que ficou todo estraçalhado.

 

Roeu as cortinas, um lençol e as pás de apanhar os cocós das gatas e numa noite quente enquanto o passeávamos na rua entendeu que um Rafeiro Alentejano pode ser considerado um Pincher e quando foi saudado pelo outro cão resolveu tentar dar-lhe uma de respeito, fazendo peito e soltando um ronco que nem um Orc do Senhor dos Aneis - daqueles bem grandes e feios - se lembrava de fazer. Claro que o Rafeiro Alentejano com uns 40 ou 50 kg quis ripostar. Peguei no Pablo ao colo (nos seus 23kg) e não sei como o elevei acima da minha cabeça. Dei tantas voltas sobre mim com o outro a tentar elevar-se e abocanhar o meu que quando dei conta estava em cuecas no meio da rua. Mais uma vez foi o Luís que me salvou levando o Pablo para uma carrinha de caixa aberta que lá estava.

 

 

Cheguei a casa e tomei meio calmante...

 

 

 

 

 

 

 

No entanto e apesar de já ter apanhado mais sustos que alguma vez apanhei em Lisboa com carteiristas, cada vez gosto mais de aqui estar.

 

 

E agora umas fotos da minha rapaziada toda:)

 

 

 

 

 

 

 

 

E agora vou ali e já volto...

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16
Mai10

Em modo mudanças...

por Pobre(o)Tanas

 

 

 

 

 

Pois é... Se tudo correr bem no próximo fim de semana a nossa "burra" irá carregadinha com mais 1% da nossa tralha para terras Alentejanas.

 

Hoje já foi atulhada... De 8 caixas cheias de roupa minha e um par de sapatos do Luís...

 

 

E agora é aguardar mais 5 dias pelo regresso...

 

Custa tanto estar longe dele... Parece que deixo de respirar.

 

Vou-me dedicando à caça de caixas de papelão para arrumar as coisas e deitar fora lixo que não interessa.

 

Curiosa a quantidade de lixo que armazenamos em apenas 2 anos em casa. Nunca vi tanta tonelada de papel. Tanta revista. Tanta roupa. Tanto "Eu não sei o que é mas é engraçado e por isso guardei" e mais ainda "Eu não preciso disto para nada mas vou guardar porque amanhã posso precisar" como é o caso de uma resma de cartolinas às cores de tamanho A5 que guardo desde os meus 14 anos e que me acompanham desde essa época. Deve ser para fazer coisas para os meus filhos.

 

Tanto caderno por escrever. Tanto rascunho de escritos - 90% disso foi lixo - tanto canto de folha rasgado para escrever nomes de músicas que queria ouvir uma vez mais.

 

O Pablo anda encantado a ver coisas giras aparecerem do nada. Anda felicissimo de volta do saco do lixo surripiando coisas que possam ser mastigadas e feitas em pasta com baba. Já à Piggy e à Zappa este quadro é-lhes muito familiar então têm-se mantido de parte. No entanto e verdadeiramente este quadro é totalmente diferente: não é trouxa feita à pressa, teremos melhor qualidade de vida e acima de tudo estamos ao lado de quem nos ama e so isso muda tudo.

 

Vou voltar às desarrumações.

 

 

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04
Mai10

Já estive mais longe...

por Pobre(o)Tanas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não de o ser mas de ter...

 

 

Pois é. O Luís conseguiu trabalho no Alentejo na área dele e mais cedo ou mais tarde pisgo-me também.

 

 

Agora é só arranjar casa, arrumar a trouxa e ala que se faz tarde!

 

 

 

 

 

Acabou-se o trânsito. Acabaram-se os barulhos de sirenes e aquele burburinho nocturno de cidade que pouco dorme.

 

 

 

Poderei deixar de fazer o buço e aparar as sobrancelhas se me aprouver! E dar um traque que só a terra e a lua serão testemunhas e não as 20mil pessoas que partilham o mesmo autocarro comigo de manhã.

 

Por falar em autocarros! Lá só ha um de manhã e outro à noite!!!!! E acho que às vezes nem há! AHAHAHAHAH SOU FELIZZZZZZZ!!!

 

 

Posso ir trabalhar para um supermercado ou mesmo numa lojinha de rua e andar de chinelos. Não vou ver mais carros estampados e aturar ranhosas de sapato de salto alto. Vou ouvir os passarinhos o dia todo. Vou poder esturrar ao sol Alentejano aos fins de semana e ao fim de um dia de trabalho. Gelar com o frio seco que por lá faz no Inverno e tremelicar debaixo de um casaco de penas todo roto sem ter problemas que olhem para mim!!! Não vou ter Centros Comerciais onde poderei estourar o dinheiro para me arrepender depois. Nem Mc Donald's (esta parte é a única coisa que me faz assim espécie mas nada mais) para aliviar os stresses porque poucos vou ter.

 

Vou ter uma vaca leiteira chamada Camélia!!!

 

Os meus bichos poderão correr à vontade e a Zappa deixará de ser virgem para se tornar uma "filha" vagabunda. O Pablo irá esticar-se debaixo das árvores e correrá tanto que se vai tornar um cão totalmente atlético e saudável. E a minha Piggy será a mesma badocha de sempre atrás das moscas e bicharocos que apanhar.

 

E além disto tudo terei tempo para o Luís e mais tarde poderei criar os filhos num sitio calmo e longe da violência citadina.

 

 

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Faz amanhã 23 anos que abri um olho para o mundo. Assim tipo vesga. 5 anos depois descobre-se que era apenas miopia.

 

 

 

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22
Mar10

Limpar Portugal e não só!

por Pobre(o)Tanas

 

Eu limpei e limpei muito! Não tanto como queria porque com o tempo o pessoal começou a arrumar a tralha muito antes do previsto mas mesmo assim carregámos umas 6 carrinhas de caixa aberta de lixo em pouco mais de 3 horitas.

 

Aos poucos e poucos com peças e mais pecinhas quase que montávamos uma moto e um carro ou um motocarro. No entanto penso que muito ficou por fazer uma vez que muito do entulho que lá havia não se podia mexer devido a burocracias...

 

Adiante...

 

Quando a chuva começou a entrar nos ossos resolvemos vestir uns sacos de plástico e continuar como se nada fosse e estivesse um sol brilhante e um calor insuportável. Ainda nos rimos por causa do nevoeiro. Estava tanto nevoeiro que o Luís disse que no fim do dia tinham de vir as equipas de busca e salvamento para encontrar meia duzia de voluntários.

 

Depois de termos ajudado (mentalmente) o Jornalista da TV Saloia a fazer manobras com o carrito para estacionar foi feito o balanço final pelo Luís:

 

"Foi muito positivo. Conseguimos encher à volta de 6 carrinhas de lixo. Encontrámos perto de 20 latas de refrigerante, 10 garrafas de água, 7 pára-choques, 5 retrovisores, 3 sanitas e 2 cadáveres...Foi muito positivo!"

 

Confesso que estava à espera de ter menos energia uma vez que na sexta feira andei a pé desde Belém até Santos.

 

Deu tempo de ir à entrevista que correu bem (apesar de ser longe como tudo), ter visitado o Museu dos Coches e de ter andado que me fartei...

 

Para não perder o ritmo ontem dei uma volta à casa de banho ao ponto de andar de pistola de silicone na mão a atacar tudo o que podia  pelo menos o lavatório já não sai do sitio!

 

Como já não temos TVCabo há largos meses (o que para mim até era um alivio porque a televisão só estraga o ambiente familiar e a passividade de quem vagueia pelos corredores desta casa) o Luís, farto de ouvir o relato do seu Glorioso na rádio, comprou uma antena nos chineses. Posso dizer que o meu sossego acabou. Tenho uma coisa com dois "cornos" em cima de uma tv minuscula que mais parece obra de um envolvimento extra conjugal entre tv's que dão um sinal péssimo e pior ainda quando passa o comboio porque deixamos de ter som. Se eu quiser inclinar-me para a frente no sofá a imagem fica a preto e branco e só volta quando me recosto novamente. Pelo menos sabe que devo ter uma postura correcta. Pensei tambem que já ninguem usa antenas. Toda agente por mais pobre que seja tem TVCabo ou Meo ou o que quiser puxado do vizinho mas já ninguem vê televisão com antena. Realmente com estes cabos e cabinhos a sair, os pirolitos da antena no ar e a chuva insessante na imagem quando passa o comboio tem muito que se lhe diga e leva-me aos confins da memória quando queria ver a Rua Sésamo e o meu avô resolvia ligar a máquina de soldar e a tv vinha abaixo.

 

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Fim de semana marcado pela morte assistida do meu velhinho cão da Quinta que no dia em que fez 11 anos e um dia o meu pai - ao fim de vários pedidos de todos nós perante o sofrimento do Alex com um tumor - resolveu levá-lo ao veterinário para o "adormecer".

 

 

Ficaram os bons momentos de um cão panisgas que virava o traseiro às visitas para lhe apalparem os tim-tins.

 

 

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Resolvemos ir até Oeiras com o Pablo que bebeu água salgada até se fartar quando não estávamos de olho nele, enfiou o focinho na água em busca de paus e ameijoas e ainda pedinchou um bocado de baunilha do gelado do Luís. Claro que hoje anda a cagar "fininho" depois da limpeza salgada.

 

 

 

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Tenho andado bastante... Muito mesmo mas cada vez estou mais badocha... Apre!!!

 

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