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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!

21
Jan09

Fui injectada...

por Pobre(o)Tanas

 

 

- É a primeira vez que cá vem?

 

- É...

 

- De que se queixa?

 

- Dores nas costas, na bacia, nas pernas... Dores nisso tudo...

 

- Vai aguardar que a chamem à triagem...

 

- Como é a primeira vez, onde fica isso, essa coisa, erm... aquilo... coise... triagem?

 

- Atrás de si, naquela sala, por detrás das cortinas.

 

- Cortinas, certo. Obrigada.

 

 

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

 

 

- É a Pobre(o)Tanas?

 

- Sou.

 

- De que se queixa?

 

*Blá, blá, blá...*

 

- Vai ser chamada à sala 24 para raio-X, está bem? Mas aguarde ali naquela sala...

 

- Obrigada...

 

 

*remoendo coisas...*

 

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

 

 

- Oláááááááááá!!! És a Pobre(o)Tanas?

 

- Isso...

 

- Olha linda, vais-te despir da cintura para cima está bem?

 

*Olhando o enfermeiro de soslaio*

 

- Está...

 

- Usas soutien?

 

*Olhando para o peito...*

 

(Mas olhá lá oh parvalhão, tu num vês que sim???)

 

- Uso...

 

- Vais tirá-lo, está bem?

 

- E os piercings é preciso tirar?

 

- Se tiveres na barriga...

 

- Okay...

 

Chega mais uma...

 

- Olááááááá!

 

*Aqui são todos simpaticos, deveriam trabalhar lá no escritório, passava-lhes logo...*

 

- Olá...

 

- Olha deita-te ali naquela marquesa. Puxa as calças para baixo, está bem?

 

*Mexe, remexe, vira, revira, torce, retorce, puxa, puxa, empurra, empurra*

 

- Vá agora não te mexas. Nem respires...

 

*Tchack*

 

*Mexe, remexe, vira, revira, torce, retorce, puxa, puxa, empurra, empurra*

 

- Não te mexas. Não respira...

 

*Tchack*

 

- Veste-te e aguarda lá fora que já te chamam...

 

 

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

 

BONCKKKK *Pobre(o)Tanas Casimira Fonseca Galhão, chamada à sala 21...* BONCKKKK

 

 

- Olááááááááááááá!!! Pobre(o)Tanas???

 

- Sim...

 

- Olhaaaaaaaaaaaaaaa... Tens aí uma coisa no nariz que brilha...

 

- É... E tenho uma na lingua também... E no umbigo...

 

- Mostra!!!!!!!!!!!!

 

*Mostrando a língua feita animal amestrado num circo*

 

- Isso faz mal...

 

- Tá!

 

- Bom tens uma lombalgia Intensa... Tem a ver com o piercing...

 

- E mais?

 

- Tem nada! Brincadeira. Bem vais levar uma injecção. Voltas cá depois. Podes ir andando que já te estão a chamar lá fora.

 

- Tá!

 

- E puxa as calças para cima...

 

*Olho para a idiota da enfermeira ou médica que lá estava. Antipática como tudo... Não deveria fornicar há tantos anos quantos os que tenho no B.I....*

 

 

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

 

- Pobre(o)Tanas?

 

- Hum...

 

- Pode ficar aí, vou preparar a injecção. Já a chamo...

 

2 minutos depois...

 

- Venha comigo...

 

*Observo duas injecções que tinham vindo, via Correio Azul, da Faculdade de Medicina Veterinária, especialidade Equídea*

 

Os olhos arregalados das pessoas que ali esperavam, ao verem o que iria acontecer...

 

- Oh Sr.ª Enfermeira, deixe lá... Eu já estou boa. Olhe para mim! Até consigo saltar e tal... Não se mace...

 

- Vá venha lá...

 

e TRAU!!!

 

Em cheio no nalguedo!!!

 

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

 

- Pobre(o)Tanas dos piercings?

 

- Posso ir para casa?

 

- Podes...

 

- Adeus e até não tão depressa! Obrigada...

 

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

 

- Quero uma justificação para entregar no meu trabalho, se faz o favor...

 

- São 8euros e 40!

 

*Bufando*

 

- Obrigada...

 

- De nada e as melhoras...

 

- Para si também...

 

 

 

 

 

 

ODEIO HOSPITAIS!!!

 

 

Tempo (recorde) de duração: 2h +/-;

 

Dinheiro gasto (+ taxis): 20euros +/-;

 

Aspecto negativo: o enjoo da injecção;

 

Aspecto positivo: a pulseira amarela que me deram para por no pulso... parece aquelas dos festivais!...

 

 

 

 

Pelo menos não pensei mais nas dores que tinha... Tenho outra nova...

 

No Hospital Prof. Reynaldo dos Santos, teria saído com uma etiqueta no pé...

 

 

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21
Jan09

 

 

 

Esta DOR também é chamada principalmente de DOR NAS COSTAS, DOR LOMBAR ou LOMBALGIA.
Além destes nomes existem outros sinônimos usados popularmente como LUMBAGO, DOR NA CINTURA, COLUNA TRAVADA e até o exótico ESPINHELA CAIDA.

Geralmente a pessoa se queixa de uma DOR DIFUSA, na região baixa da coluna vertebral, próxima à cintura e acima das nádegas.
(Esta região da coluna é chamada de COLUNA LOMBAR).

A DOR no início pode ser leve e ir aumentando gradativamente, piora com os movimentos e melhora na posição deitada.
A coluna parece "TRAVADA" e o doente , devido ao espasmo muscular na região lombar, anda com o corpo rígido ou encurvado. Aos mínimos movimentos surge uma DOR ou uma PONTADA e o doente pode referir uma "FALHA" na sua coluna ou nas pernas "é como se as pernas não agüentassem o peso do corpo".

A DOR NAS COSTAS comum que todos nós conhecemos aparece principalmente pela manhã e melhora logo após você se levantar e começar a andar. Você sente DOR ao se curvar para lavar o rosto e sempre está em busca de uma melhor posição. Ela em geral desaparece e retorna no fim do dia e você não vê a hora de chegar em casa para tomar um chuveiro quente e se deitar, pois sabe que o alivio virá logo depois.

Este quadro doloroso pode se tornar crônico e estar sempre presente ou desaparecer e reaparecer em intervalos variáveis. Ela surge após a pessoa ficar sentada ou de pé por algum tempo você pode até querer interromper uma conversa para encontrar um lugar onde se encostar durante uma viagem, quando se fica no carro parado no transito ou mesmo durante uma sessão de cinema. Você começa a entendê-la e sabe até prever em que situações ela reaparecerá
.
Em certos casos ela é tão freqüente que a pessoa se sente realmente doente, pode passar por períodos de DEPRESSÃO, torna-se ANTI-SOCIAL e mal humorado e às vezes se pergunta, será que eu tenho uma doença mais grave, pode ser CÂNCER?
Estes doentes comparecem à consulta médica mostrando grande ansiedade e precisam reiteradamente serem convencidos que a sua DOR NAS COSTAS nada tem a ver com CÂNCER.

A DOR NAS COSTAS também pode ter início rápido e agudo, geralmente motivada por um movimento brusco referido como "MAU JEITO" ou queda.
Esta DOR é intensa e o portador vê-se obrigado a ir para a cama e lá você fica imóvel, deitado, não conseguindo se levantar até para tomar um banho ou se alimentar.
Esta dor afeta sempre um dos lados e dificilmente abrange os dois membros.
Em geral começa na nádega, parte de trás da coxa e a panturrilha.
Aos mínimos movimentos surge uma pontada extremamente dolorosa na nádega ou em algum local da perna. A elevação do membro é difícil ou mesmo impossível.

Quando a DOR se irradia ou "caminha" para as coxas e pernas ela é chamada de DOR CIÁTICA, devido a uma irritação ou inflamação do NERVO CIÁTICO.

Quando associadamente aparece FORMIGAMENTO ou PERDA DE FORÇA nas pernas ou PERDA DE SENSIBILIDADE, deve tratar-se de lesões mais sérias e,
o doente necessita urgentemente de uma consulta MÉDICA.



A DOR NAS COSTAS TEM CURA?

Esta é a pergunta mais importante deste SITE, e a resposta é SIM.
Na grande maioria dos casos a DOR NAS COSTAS tem um caráter benigno e a sua recuperação é apenas uma questão de dias ou semanas e a pessoa pode retornar ao trabalho com segurança.
Também com uma certa freqüência ela pode retornar periodicamente através de crises de intensidade variável.
Somente através de um correto tratamento PREVENTIVO é que se evitam estas crises repetitivas. A PREVENÇÃO É A CHAVE PARA O SUCESSO.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Olha a m****!

 

 

 

 

Ah mas diz ali que tem cura...

 

 

Menos mal...

 

 

 

Informação tirada daqui.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O QUE É DOR NAS COSTAS?

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20
Jan09

E assim fiquei...

por Pobre(o)Tanas

 

Estou mesmo chateada! As dores não me passaram, de maneira que fiquei em casa a vegetar... EU ODEIO FALTAR AO TRABALHOOOOO!!! Eu preciso de trabalhar não é ficar em casa, de cama, como se fosse uma doentinha terminal...

 

 

Odeio estar na cama. Odeio ter umas dores merdosas que não me deixem mexer. Que nervos! Se não fosse tão tarde ia bulir. Se não tivesse medo de ficar a meio do caminho ranhosamente dependente de alguém...

 

Ainda me levantei, pensei para comigo "Ah e tal eu agora levanto-me e como não tenho nada para fazer, vá de limpar umas coisitas... Assim aqueço e isto fica bom..."... Está bem! Estive a comer, lavei a wc das gatas e tive de voltar para a cama uma vez que já não andava...

 

E se fico assim amanhã???

 

Não vou pedir para me levarem ao hospital. Tipo... Não há dinheiro para ir de taxi e também não vou pedir. Fica mal. E no hospital que me fazem? Nada! Hospital é para quando temos um dedo torcido no minimo dos minimos... Não vou para lá tirar a vez a alguém que esteja pior so por causa de umas dores de bacia (sim é na bacia) e que me deixam as pernas inúteis.

 

O mais estúpido disto é o facto de me apanhar as fdp das pernas. Se eu não tivesse o problema dos joelhos aguentava-me bem. Até porque já tive dores destas há uns anos mas nunca mais me deu assim depois da oeração às rotulas... Agora quando me deram, atacaram-me as pernas... Fico sem me poder equilibrar...

 

Bom vou-me calar porque ninguém terá pachorra para ler os meus problemas ranhosos das pernas e bacia e porcarias assim...

 

Quer dizer... Este espaço é meu... Posso falar do que quiser...

 

Mas pronto também não me apetece...

 

Que nojo...

 

 

 

 

Raios!

 

 

 

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13
Out08

E ficamos por aqui...

por Pobre(o)Tanas

Há coisas que simplesmente não consigo deixar passar em branco. Coisas essas que muitas vezes me deitaram abaixo e/ou fortaleceram. Contigo aconteceu-me isso. Foste embora e eu fortaleci. Mal ou bem recompus-me, mal ou bem consegui o que tenho agora, mal ou bem acolhi-me no ninho daqueles que na hora me chamaram para perto deles e mal ou bem consegui voltar à pessoa que era, com a vida regrada que tinha, com mais responsabilidade é certo, mas com a minha simplicidade de viver, o meu sorriso, que tantas vezes era contido, começou a aparecer cada vez mais e eu estava a conseguir erguer-me. Até que...

 

 

Voltaste à carga. Como se 5 meses (20 semanas) nunca tivessem passado, como se tudo e todos estivessem em coma e depois tivessem acordado e o mundo estivesse parado à espera desse acordar como se nada fosse. Mas não foi assim... Eu não estava a dormir. Passei muitas noites em claro sem saber para onde me virar e sem saber que mal tinha feito para merecer mais um embate destes, que coisas podia ter dito que não fossem para o teu bem e para o meu que te fizessem fugir outra vez. Mas não choro. Nem tão pouco derramei uma lágrima quando te foste. Derramei por mim, porque não sabia que mais esperar. 

 

 

Mãe, tenho de to dizer, não tenho forças para encarar mais um abalo destes. Não consigo. E por cobardia - porque nos tornamos cobardes em algumas situações - te digo que não posso continuar a alimentar este “Espera que já volto/Não esperes por mim”. Porque não é disso que preciso. Não é deste tipo de relação que necessito para o meu bem estar. Que apareçam/desapareçam como se de marinheiros se tratassem. Como se eu fosse um porto de abrigo. Não vou deixar que me usem outra vez, ou pelo menos que sintam falta de mim quando lhes apetece. E foi isto que consegui nestes últimos meses (quase meio ano). Não deixar que me usem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E quando voltaste tudo o que conquistei dentro de mim foi em vão. Porque não consegui dizer que não. Mas mãe, mesmo que seja por e-mail, penso que esteja na altura de dizer esse “NÃO!” por mais que doa, por mais que custe. Mas preciso de mim. Preciso de estar dentro de todas as minhas capacidades psicológicas para atravessar esta etapa da minha vida. Já atravessei o deserto, já estou à beira mar (com as minhas “miúdas” pequenas) e com os meus que restaram. Porque no fim foram poucos os que ficaram aqui comigo. E não posso deixar que entres outra vez para me fazer juras, me fazer dar-te tudo o que tenho (porque sempre foi assim, sempre todos te deram tudo para que ficasses bem) e depois ires embora quando já não precisas, quando estás saciada.

 

 

 

 

 

Quando dizes a outros que são a “família” que sempre desejaste. Não te condeno. No entanto acho que deverias lembrar-te que antes de teres uma “nova família” tinhas uma “velha” que saiu de ti. Que carregaste 9 meses no ventre e uma delas carregou outra, mais 9 meses. 21+32+11 = 64 anos. Soma da minha idade, da minha irmã e da minha sobrinha. Mas compreendo-te.

 

 

Não acredito em ninguém, desculpa-me mãe, mas não acredito em ti. Sabes a historia do Ulisses? Em que ele teve de navegar no mar das sereias que encantavam aqueles que o atravessavam, com as suas melodiosas vozes? Para não se deixarem encantar os marinheiros levavam os ouvidos tapados e remavam, remavam. Mas o imprudente Ulisses não quis saber. Quis ouvir as melodias. E sofreu, sofreu muito. E tu encantas, mãe. A tua voz aconchega por mais ríspida que seja. Mas mãe, já atravessei esse “mar” muitas vezes e não tenho forças para ser outra vez amarrada ao mastro. Perdoa-me mas não consigo.

 

 

A minha caminhada daqui para a frente é sozinha e com aqueles poucos que me ficaram. Posso ser tua filha, mas como aquelas amigas que éramos… Acho mesmo que perdeste tudo isso. Mas desejo-te tudo de bom. No entanto o chamado “Papel Principal” é todo MEU agora e cheguei aqui, não volto em nada para trás.

 

 

As escolhas foram tuas e eu cosi a baínha da minha vida com as linhas que deixaste.

 

 

Beijos

Da tua filha

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23
Jun08

Que fazer...

por Pobre(o)Tanas

 

 

 

 Quando gostamos mesmo de alguém e essa pessoa não se decide?

 

 

  Que fazer quando sentimos cada vez mais a falta dela num mundo em que nada faz sentido?

 

 

 

 

 Sinto-me só sem ti. Não deveria dizer isto. Faz-me parecer fraca mas sinto tanto a tua falta. Sinto falta do teu sorriso, da tua mão agarrada à minha, dos teus beijos vindos do nada sem razão para tal.

 

 E agora que tanto precisava de ti, tu, afastaste-te com receios de mim... De ti... de Nós...

 

 

 

 

 Aqui sei que também tu não me lês, apesar que gostaria que lesses isto e soubesses que o que sinto é real, que enquanto tivesse nas minhas mãos, não irias sentir dor. Mas aqui não me lês e aqui posso dizer, finalmente, que és aquilo que eu queria para mim. Sem vergonha de o dizer, sem medo de o mostrar, sem receio de me sentir minima.

 

 Tenho chorado na tua ausência e pensar o porque de tudo estar assim, tão frio, tão amargo... Tenho chorado por não saber o que sentes e o que pretendes.

 

 Se estivesses comigo tudo seria mais facil, tudo não passaria de um pequeno vento forte que queria que eu recuasse. Mas estou no meio da tempestade. Sem ti. Apenas com uma incerteza. Incerteza dos teus sentimentos. Da tua verdade. De ti por completo.

 

 Sei que não me podes ler. E suspiro de alívio por isso... Porque se me lesses saberias os meus verdadeiros sentimentos por ti, terias medo da intensidade deles e... fugirias...

 

 

 

 

 

 

 

Diz que ficas comigo...

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20
Jun08

Aquela dor...

por Pobre(o)Tanas

 


 


 Quando pensamos que estamos a ver uma luz ao fundo do tunel, esta não era mais que uma alucinação... Mera alucinação.


 


 Pensava que até ter o meu espaço conseguia um espacito temporário mas ontem descobri que não estão preparados para me acolher ou pelo menos ajudar-me nesse aspecto.


 


 Pelo menos andei iludida uns dias e feliz.


 


 No entanto também tenho o meu orgulho (do pouco que me resta) e se é por favor e sem vontade também não aceito.


 


 


-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


 


 


 Ontem fiz algo que já não fazia há meses. Mas a dor era tão grande que não aguentei. Pelo menos a dor física sobrepos-se à psicológica e adormeci mais calma. Preferia que fosse inverno... Ao menos andava tapada...


 


 Tenho vergonha da minha fraqueza mas sou mesmo assim... Fraca.


 


 


-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


 


 


 Pensei no ódio que guardo pelos meus pais e por tudo o que tenho passado. Se pudesse ter-me-ia atirado do 4º andar. Mas não tive coragem. Essa dissipou-se há uns tempos aquando uma tentativa.


 


 Olhei para as minhas "filhotas" e sei que precisam de mim. Podem gozar comigo mas para mim são a coisa mais importante que possuo. Não tenho mais nada. E sabe bem quando chego a casa e saber que estão lá à minha espera de rabito no ar e com expressões de "follow me" até à cozinha. Enroscaram-se em mim no sofá e deram-me turrinhas.


 


 Sinto-me mal por não saber que futuro nos reserva e o que lhes poderá acontecer... Se as poderei ter comigo sempre. Mas se as perco também não sei o que será de mim... Acho que pela 1ª vez sinto amor maternal apesar de ser por dois bichos.


 


 Sou uma idiota. Tenho 21 anos e não tenho perspectivas de vida. Não tenho nada a que me agarrar. Não tenho nada meu... Chego a casa e nem como. Deito-me e tento dormir para estar de pé no dia seguinte para vir trabalhar.


 


 Não recebo um telefonema, a não ser da minha irmã por vezes, não ligo o computador a não ser no trabalho porque para mim não passa de um mundo virtual. E eu preciso do chamado "calor humano"...


 


 ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


 


 


 E este blog está-se a tornar na coisa mais pessimista possível... Acho que tem os dias contados...

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12
Mai08

Demónio em mim...

por Pobre(o)Tanas

 


 Dor...


 


 Dor essa que se esconde no mais profundo do meu ser. Que se manifesta no silêncio de um olhar que foge de outro, para que pensamentos não se leiam através deles, porque os olhos são o espelho da alma.


 


 Queria dizer tanta coisa e não consigo... Guardo para mim. Tenho medo que me toquem, tenho medo de tocar. Não posso deixar. Nem permito que penetrem o meu espirito, porque iam descobrir os meus sentimentos e ninguém os pode saber.


 


  As pessoas os usariam para me provocar ciúmes, para provocar o lado escuro que por vezes emana do meu corpo. Esta raiva que está contida e não sai de mim porque a controlo. É controlada apenas não dizendo o que sinto.


 


  Sou um ser que controla, prende aquilo que quer. Torno-me um monstro quando me tentam arrancar tudo o que amo dos meus braços. Não meço o que digo, não meço os meus actos e torno-me num demónio que se vinga sem dó nem piedade. O meu olhar torna-se baço e completamente doentio. Dou uivos de loba solitária pelas noites fora para mostrar a minha dor...


 


  Porque toda esta raiva que me transforma quando me roubam o que de mais precioso tenho? Porque?


 


  Porque já perdi muito. Porque tudo o que possuo me custa a conseguir e não deixo que me tirem... Não posso.


 


  Para evitar tudo isto, calo-me. Observo... Deixo, com uma força retirada de dentro das minhas entranhas, lá mesmo do fundo, que aquilo que amo passeie livremente por aí... Tento-me reger por aquela frase em que dizem "Tudo o que amo deixo livre. Se voltar foi porque conquistei. Se não voltar foi porque nunca tive." Mas o esforço é tanto para me controlar...


 


  Não gosto de ser assim. Doi-me muito...


 


  Hoje não vou deixar que me olhem nos olhos... Porque encontrarão o meu demónio. Demónio da possessividade. Ele esconde-se dentro do meu olhar.


 


  Por isso, quando beijo, fecho os olhos. Para que ele cale os urros e para que adormeça dentro de mim...


 


 


  Esta é a minha luta constante...


 


 

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30
Abr08

Cor de Rosa de mim...

por Pobre(o)Tanas

 


 


 


  Na minha perspectiva somos 3 identidades. O Bem, o Mal e a mistura dos dois. Somos 3 entidades num só corpo. Temos as qualidades que advêm do Bem, os defeitos do Mal... E usamos essas qualidades e defeitos em alturas da nossa vida. Reivindicamos direitos, muitas vezes declinamos os deveres e assim vamos vivendo. Nem sempre a preto ou branco, mas muitas vezes a cinzento... Ou no meu caso, a cor de rosa choque...


 


  Somos uma massa fisicamente presa aos prazeres terrenos e raramente alcançamos prazeres espirituais. Prazeres esses que vêm muitas vezes ao olharmos para algo e deixarmo-nos elevar e levar para os confins da mente humana até à morada da nossa alma. De coisas que nem todos acreditam mas quase todos já tiveram provas que existe mas que as não querem ver.


 


  Não sei porque estou a escrever isto. Simplesmente me deixo levar e vai fluindo. Esta força que emana dos meus dedos que batem o teclado de forma rápida e quase sem vacilar. Coisas que não se explicam mas saem de mim. Com a rapidez da luz, de um missil que segue rota para atingir o seu alvo...


 


  Não sei ainda quem sou. Não sei o que faço aqui. Mas sinto-me especial... Como todos tenho Deus e o Diabo dentro de mim. Eles fundem-se num só e formam a pessoa que sou. Deus prevalece na maioria das vezes, mas o Diabo, na sua forma subtil de aparecer quando menos esperamos, arranha quem se aproximar. No fundo não sei se também ele não me protege. Quem sabe se não serão os dois a fazerem-no? Um protege-me contra o próprio Diabo e este protege-me contra o Homem que se quer aproveitar de mim na minha fragilidade.


 


  Esta sou eu. 3 identidades que se fundem. O Bem, o Mal e o lusco-fusco de mim. E amo-me. Amo-me como nunca me amei antes. Porque inspiro, sorvo e toco a vida que antes em nada me inspirava, se não a morte do ontem, do hoje e do amanhã que nunca mais chegava na bruma da madrugada.


 


  A varanda, por baixo dela onde as beatas dos pensamentos se aglomeravam noite após noite, em que se pensava na vida. A um canto, o meu canto, onde tantas vezes me sentei de casaco de pêlo, coçando o nariz gelado, pensando no que fazer. Ao meu lado, a pedra, a mortalha, o tabaco e o isqueiro. Na altura eram mais 4 entidades presentes na minha vida. Era consumida pelas 7... Todas elas se agitavam dentro de mim. Todas elas queriam sair vencedoras... Mas enfraqueci algumas.  


 


  Por detrás da janela, o quarto. Sala de fumo, sala de dor, sala de cortes de alma e corpo. O meu quarto. Onde enriquecia o meu mundo com desenhos e escrita revoltos, negros e cor de rosa... Porque? Porque só via a vida dessa forma... O preto, cor de luto e de dor, o rosa a cor das alucinações, do belo, da imaginação... 


 


  Do lado de lá da porta, o mundo que não se quer ver, muito menos interagir com ele. Porque é doentio. Faz mal. Prefere-se o colo de coisas nocivas que o colo daqueles que nos formaram como pessoas. Porque se dá um abraço ao corpo inerte pelo silêncio, para depois se dar uma bofetada na alma daqueles que quase já nao a têm.


 


 


 


  Hoje fico por aqui... A vitalidade dos dedos sofreu uma pequena quebra... 


 


 

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