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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!

28
Fev09

 

 

Não me tem apetecido falar, escrever... Nada de nada... Rien...

 

 

Semana meia estranha, complicada, triste.

 

 

Marcada pela morte de um amigo - do passado é certo e de lá longe, muito longe, mas mesmo assim amigo - que me deixou completamente apatetada, aparvalhada, anestesiada... Sei lá... Desde quinta feira que parece que nem ando cá. Fiquei mesmo... Não faço ideia.

 

O mais estupido disto tudo é que não fui avisada de nada, ninguém me avisou na hora e so soube uma semana depois... Ripei do telemovel e enviei um sms ao meu ex-mais-que-tudo-não-me-toques-que-sou-gajo-de-guito-e-menino-dos-papas-com-carrinho, que me confirmou...

 

"Sim, é verdade... Só fui ao velorio..."

 

"MAS E NÃO ME DISSESTE NADA NA ALTURA PORQUE???"

 

*Silêncio*

 

 

Pensei para mim: ES UM GRANDE CARALHO NÃO HAJA DUVIDA...

 

 

Só foi ao velorio... Amigo que é AMIGO dorme ao lado do caixao se for preciso e tem maozinhas para carregar a urna até à ultima morada do amigo...

 

 

Tudo isto fez-me pensar muito estes dias.

 

Pensei na ultima vez que falei com ele e que até fui arrogante... Basicamente ele era amigo do idiota do ex-mais-que-tudo, mas passámos todos férias juntos, saíamos juntos, viamos filmes juntos e foi ele que me alertou também pelo facto de o "Ranhoso" andar metido em merdas. E nunca lhe agradeci... Melhor devo ter agradecido na altura mas na ultima vez que falámos a minha veia arrogante e ciumenta veio ao de cima... Porque ele era amigo do "aborto" e eu já não era nada na vida de ninguém. Inveja talvez.

 

E assim do nada... *PUFF*

 

 

Uma pessoa desaparece da Terra. Se eu pudesse... 

 

 

Na altura não era a minha intenção ser má, cruel... 

 

 

E agora não tenho nunca mais hipotese de lhe pedir desculpa...

 

 

 

 

 

Hoje estive com o Cédric e com a Pris... Queria vê-los... Abraçá-los. Sentir que estão cá. Dar-lhes encontrões "amorosos" e sentir... 

 

 

Agora vim da missa... Mas nada do que o Padre falou me iluminou como das outras vezes... Não disse nada que me fizesse sentir mais perto de Deus. E como sempre permaneci em silêncio. Prefiro falar com Deus assim. Não entro nas ladaínhas. Conversamos em silêncio. Não precisamos dos gestos e sinais de cruz e coisas que tais.

 

Mas hoje estavas tão longe, Pai...

 

Ou eu estava... Não sei...

 

 

Cuida dos meus...

 

 

 

 

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30
Out08

 

 

Deus ouviu a minha prece e concedeu-me aquilo que eu pedi hoje de manhã!

 

A Dr.ª (a fixe não a maluca), convidou-me para passar a hora de almoço com ela. E assim fomos as duas, passear e conversar, a pé até ao centro de Benfica.

 

Pagou-me o café. Mas!!! Além do café, andou comigo à chuva!!!!!!!!!!

 

Bom não era bem esta a companhia que eu queria, mas também não especifiquei bem no meu pedido, portanto Deus, de qualquer forma concedeu-me o desejo!

 

E assim apanhámos uma molha daquelas que chegamos tipo pinto! As duas com um lenço na cabeça, eu estilo muçulmana com uma echarpe preta que me tapava a cabeça de tal forma que só se viam os olhos e a Dr.ª com um lenço colorido tão brilhante e garrido que era.

 

E assim andámos nós. Se estivessemos a fugir à polícia éramos detectadas na hora com a nossa figurinha!!! Aliás, nem era preciso um helicoptero!

 

 

 -----» Dr.ª

 

 -----» Pobre(o)Tanas

 

 

Tomem lá algo para recordar porque hoje estou muito simpática!

 

 

 

 

E já agora porque não juntar o bom do antigo com o bestial do novo?

 

 

 

 

 

 

 

 

Deus meu que eu hoje não páro de postar e falar à parva!

 

Mas, não querendo pedir muito, Deus, os próximos desejos (ver o por-do-sol e dormir abraçadinha a alguém), a Dr.ª não porque, apesar de girissima, não faz muito o meu género!

Um moçoilo era assim mais o que eu tinha em mente...

 

Mas só se não der muito trabalho...

 

 

 

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30
Abr08

Cor de Rosa de mim...

por Pobre(o)Tanas

 


 


 


  Na minha perspectiva somos 3 identidades. O Bem, o Mal e a mistura dos dois. Somos 3 entidades num só corpo. Temos as qualidades que advêm do Bem, os defeitos do Mal... E usamos essas qualidades e defeitos em alturas da nossa vida. Reivindicamos direitos, muitas vezes declinamos os deveres e assim vamos vivendo. Nem sempre a preto ou branco, mas muitas vezes a cinzento... Ou no meu caso, a cor de rosa choque...


 


  Somos uma massa fisicamente presa aos prazeres terrenos e raramente alcançamos prazeres espirituais. Prazeres esses que vêm muitas vezes ao olharmos para algo e deixarmo-nos elevar e levar para os confins da mente humana até à morada da nossa alma. De coisas que nem todos acreditam mas quase todos já tiveram provas que existe mas que as não querem ver.


 


  Não sei porque estou a escrever isto. Simplesmente me deixo levar e vai fluindo. Esta força que emana dos meus dedos que batem o teclado de forma rápida e quase sem vacilar. Coisas que não se explicam mas saem de mim. Com a rapidez da luz, de um missil que segue rota para atingir o seu alvo...


 


  Não sei ainda quem sou. Não sei o que faço aqui. Mas sinto-me especial... Como todos tenho Deus e o Diabo dentro de mim. Eles fundem-se num só e formam a pessoa que sou. Deus prevalece na maioria das vezes, mas o Diabo, na sua forma subtil de aparecer quando menos esperamos, arranha quem se aproximar. No fundo não sei se também ele não me protege. Quem sabe se não serão os dois a fazerem-no? Um protege-me contra o próprio Diabo e este protege-me contra o Homem que se quer aproveitar de mim na minha fragilidade.


 


  Esta sou eu. 3 identidades que se fundem. O Bem, o Mal e o lusco-fusco de mim. E amo-me. Amo-me como nunca me amei antes. Porque inspiro, sorvo e toco a vida que antes em nada me inspirava, se não a morte do ontem, do hoje e do amanhã que nunca mais chegava na bruma da madrugada.


 


  A varanda, por baixo dela onde as beatas dos pensamentos se aglomeravam noite após noite, em que se pensava na vida. A um canto, o meu canto, onde tantas vezes me sentei de casaco de pêlo, coçando o nariz gelado, pensando no que fazer. Ao meu lado, a pedra, a mortalha, o tabaco e o isqueiro. Na altura eram mais 4 entidades presentes na minha vida. Era consumida pelas 7... Todas elas se agitavam dentro de mim. Todas elas queriam sair vencedoras... Mas enfraqueci algumas.  


 


  Por detrás da janela, o quarto. Sala de fumo, sala de dor, sala de cortes de alma e corpo. O meu quarto. Onde enriquecia o meu mundo com desenhos e escrita revoltos, negros e cor de rosa... Porque? Porque só via a vida dessa forma... O preto, cor de luto e de dor, o rosa a cor das alucinações, do belo, da imaginação... 


 


  Do lado de lá da porta, o mundo que não se quer ver, muito menos interagir com ele. Porque é doentio. Faz mal. Prefere-se o colo de coisas nocivas que o colo daqueles que nos formaram como pessoas. Porque se dá um abraço ao corpo inerte pelo silêncio, para depois se dar uma bofetada na alma daqueles que quase já nao a têm.


 


 


 


  Hoje fico por aqui... A vitalidade dos dedos sofreu uma pequena quebra... 


 


 

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