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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!

03
Mar12

Acaba-se logo a mania...

por Pobre(o)Tanas

Acerca de mulheres que fazem marcação cerrada aos namorados/maridos e amigas destes sem a mínima discrição:

 

 

 

Xélia - Odeio fulanas assim... Credo... Matem-se!

 

 

 

 

P(O)T - Faz-me impressao gente desta... É que temos formas mais discretas de afastar gajas do nosso homem... Por alguma razão existem os silenciadores...!

 

 

 

 

 

 

 

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(Imagem da Net)

 

 

 

Está a chegar o livro, depois é começar a por as mãos à obra!

 

 

Sempre tive que ler primeiro sobre as coisas porque assim se me perguntarem já sei ter 5 minutos de conversa decente... Um dia servirá para festas de aniversário e lanches entre adultos enquanto as mulheres bebem chá e os homens falam de futebol.

 

 

 

Ou não...

 

 

 

 

 

 

 

 

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07
Jan12

Sou de quem quero!

por Pobre(o)Tanas

 

 

Chateia-me profundamente que uma qualquer imagem, filme, som, tragam ao de cima velhas recordações ou pesadelos que me deixam arrasada uma semana inteira. Se soubesse que mo fariam recordar tentava contornar a situação para não reviver mais nada mas é impossivel controlar o mundo e a maneira como ele se move tão depressa. Estas revoltas mostram apenas a ponta do iceberg de coisas que aqui dentro tenho e que sempre quero crer que as resolvi no entanto são como agulhas a picarem-me a parte de trás dos olhos quando me lembro que passei certas situações que nem foram causadas por mim porque terceiros resolveram fechar os olhos...

 

Ao fim de alguns anos percebi que perdoar é mais fácil. Mas não é gratuíto. As pessoas a quem perdoamos cobram-nos. Deveria ser ao contrário como paga para voltarmos a confiar mas comigo é assim, há quem cobre o facto de me ter feito mal e se queira intrometer em tudo o que faço para confirmar que corre tudo bem, que não meto o pé na argola e que construo uma vida bem cimentada. Esquecem-se que ando nestas lides desde os 17 e que provavelmente se tivessem feito bem os trabalhos de casa as situações que me trazem pesadelos nunca teriam acontecido e hoje não tivesse momentos em que ponderasse procurar soluções certificadas para tudo isto.

 

Sou amiga! Muito! Mas não admito que tentem viver a minha vida por mim quando não têm uma própria para viver. Infelizmente assim o é quando as coisas para eles não lhes corre de feição porque quando se está bem, de férias marcadas para um qualquer país exótico, casa nova, tudo de novo, sou esquecida.

 

Eu sei, eu sei perfeitamente que sempre seria assim mas enquanto precisavam a coisa se dava de forma leve, hoje vivo numa marcação cerrada, uma amizade dependente e que suga. Como aqueles peixes parasitas, sendo eu um tubarãozito ronhoso que por aqui anda... E canso-me... Canso-me porque eu tenho noção que poderia estar longe disto, que poderia evitar esta sensação de mau estar aliada ao peso de consciencia por não querer gente assim perto de mim e mostrar-lhes isso por A+B na minha forma mais cruel: as palavras puxadas dentro de mim sem qualquer controlo. Mas esta coisa a que chamam laços familiares, sangue do meu sangue, aquela maneira que a sociedade acha correcta que nos comportemos paira sobre mim - fui criada para não contornar o que a sociedade acha correcto, porém parte minha essência acha que o que é fora do vulgar, luminoso, pacifico mas que silenciosamente possa ser gritante consiga eventualmente preencher lacunas que tenho dentro de mim e ainda assim arranjar um bocadinho de oxigénio para viver no meu mundo e no dos outros. 

 

Não que ache que andar aqui reprimida, a tentar controlar o que quero gritar, tentar perdoar o que me fizeram e querer viver com isso seja uma opção mas acho que uma vez que os nossos pais nos puseram no mundo, que nos deram vida, devemos algo para com eles... Fizeram-me mal, claro que sim, mas durante anos também me fizeram bem, deram-me de comer e alimentaram-me... Podem dizer que era o dever deles. Era... Mas os pais podem não querer fazê-lo a determinada altura... Contudo agradecia mais protecção noutros tempos, quando o mundo se virou contra mim e lutei sozinha, quando tudo me faltou e dormi sem saber se amanha seria igual... Não agora que tenho tudo isto, que sei que o amanha poderá ser o que é hoje se eu quiser porque sou dona da minha vida, independente, construtora da minha felicidade, que tenho onde dormir, o que comer, que tenho o meu espaço e o partilho com quem quero. 

 

Desde que vim morar para longe que se instalou o bicho do mato em mim. Não quero estar com ninguém que não seja o meu marido, não quero telefonemas, visitas, problemas. Porque afastei-me, criei a minha vida e acho que ninguém tem de querer saber dela e se pudesse deixava de ter telemóvel, telefone fixo, rádio e tv... Só a internet porque gosto de ver coisas à minha velocidade e o que quero ver não o que uma estação de rádio e televisiva me querem enfiar pelos ouvidos e olhos dentro. Se pudesse ia viver para o espaço mas como costumo dizer até aí alguém arranjava um satélite para me chagar o juízo... Mas quero estar sozinha. Não acho que tenham o direito de quererem viver de mim ou comigo o que não lhes permiti, não têm o direito de me cobrar isso e muito menos chamando o instinto maternal ao de cima porque assim deve ser. 

 

Tenho 24 anos, há 7 anos comecei a trabalhar, quase que me formei - quase e isso mói o meu interior todos os dias quando acordo porque poderia ter conseguido e não me ter afastado por cobardia das merdas que enfiava na cabeça para esquecer que pertencia ao mundo, estava tão perto... e não pude contar com empurrões, nem com o que me poderiam ter dito para seguir em frente... Para voltar ao meu objectivo porque precisamos disso com 18/19 anos, não agora que se é quase casado, se espera um filho num futuro próximo, se tem uma vida normal de adulto... - vivi tanta coisa sozinha, sem atilhos que me prendessem ou ter de o justificar a ninguém, errei demasiado mas fortaleci-me, conheci pessoas que me viraram do avesso pela negativa mas fiquei a conhecer-me por dentro e sei do que sou feita devido a isso mas também conheci pessoas que me fizeram crer que era capaz e ri e chorei na mesma quantidade. Daí que achei estar apta a perdoar porque a vida se tinha encarregado de me limpar e mostrar que se pode estar de bem com o mundo se não nos deixarmos absorver pelo passado. Juro que faço isso diariamente e juro que tento que o que ficou lá atrás não se manifeste mas por vezes não consigo exorcizar isto. E basta um segundo de flash-backs e a coisa manifesta-se, revolto-me e acho-me demasiado dona de mim mesma para me deixar partilhar com quem quer que seja. E revolto-me ainda mais por me sentir mal em querer ser só minha e não deixar que nada nem ninguém interfira nesta relação perfeita que criei comigo.

 

Não quero que me tentem conhecer. Não tenho paciencia para me mostrar ou tentar ser amiga de gente nova ou de gente que quer uma segunda oportunidade. Nunca ma deram, porque raio haveria eu de o fazer?! Porque tenho de ser perfeita quando mais ninguém o é comigo?! Porque me cobram algo que me fizeram?! Porque quero estar sozinha no mundo limpo que criei... Porque é só meu e não sei demonstrar de forma simpática que não quero mais ninguém nele. E as pessoas estão com tanto medo de acabar sozinhas que tentam a todo o custo ocupar o que não lhes pertence. Nunca se preocuparam se eu estava bem sozinha mas agora que tenho tudo o que me faz bem, que tenho capacidade de suporte, aclamam-me e juram-me fidelidade... Fodasse! Não quero ser Deus de ninguém! Quero que me deixem em paz e me procurem quando eu procurar. Quero deixar de ser cinica! Quero que saibam viver sozinhos como eu aprendi à minha custa... Quero que saibam que faz bem isolarmo-nos e conhecermo-nos. Viciei-me demasiado em mim mesma para me deixar ir para qualquer pessoa... Custou-me imenso colar pedaços de mim para vir alguém agora e roubar o que lhe apetecer. Sou sim de quem me deixar ser como sou e deixar estar como estou. E só quem está ao meu lado neste momento o sabe fazer... E só ele tem algum direito de me cobrar o que quer que seja e mesmo assim o não faz por respeito...

 

Ao resto, aprendam a viver com o que têm...

 

 

 

 

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26
Out11

A pílula deixa-me pílulas!

por Pobre(o)Tanas

 

 

Desde miuda que lido com a menstruação com um encolher de ombros. A minha mãe, antes de me tornar uma "mulherzinha", ensinou-me a lidar com a situação e quando me apareceu - no dia em que fiz 11 anos precisamente - já estava mais que ciente que não escaparia aquilo por mais que subisse às árvores, brincasse com bolas e fizesse figas de cada vez que me olhava ao espelho esperando ter também uma pilinha. Daí que já que tem de vir que venha rápido. É para ter dores? Venham elas que estou de dentes cerrados e unhas cravadas nas palmas das mãos. 

 

Lembro-me de uma amiguinha minha ir comigo à casa de banho e, sem querer, viu o penso. Ficou horrorizada e saiu da minha casa num pranto dizendo que não queria ter aquilo que a ela não podia acontecer o mesmo. E sim, isto pode acontecer na cabeça de muita miuda cujos pais não lhe explicaram a tempo e horas as coisas. Eu, nesse momento, limitei-me a ficar sentada na sanita enquanto ela fugia de minha casa e quando a minha avó me perguntou porque saira a Catarina tão abalada eu limitei-me a responder que se impressionava muito com muito pouco. 

 

Desde o inicio que tenho dores nos primeiros dias e cheguei a desmaiar, vomitar e ficar de cama dias, por vezes já no limiar da loucura fazia força com os pés contra a parede do quarto e adormecia assim. Não aguentando ver o meu desespero, quando fiz 16 anos, a minha mãe levou-me à ginecologista e desde então, até ter 23 tomei a pílula. A minha mãe, vendo bem as coisas hoje, não me deu a pílula para eu não sofrer com dores, ela soube fazer muito bem as coisas, preveniu-me e precaveu-se, responsabilizou-me desde cedo e dormiu descansada muitas noites. Claro que me preveni duplamente nas relações que tive por causa das doenças e não apenas uma gravidez, que comparada com o resto seria um mal menor, porque apesar de ter começado a tomar anticoncepcionais muito cedo, comecei a ter relações 2 anos mais tarde. Normalmente pensava imenso antes de fazer as coisas e daí achar que só deveria ter relações quando fosse considerada "maior de idade". Pena que os miudos de hoje não vejam que há tempo para tudo... Nisso sou ainda um bocado antiquada. Cresçam um bocadinho e depois podem experimentar o kama-sutra todo. Eu não me arrependo de ter esperado e posso dizer que estava consciente de verdade quando o fiz. 

 

Adiante...

 

Comecei pela Diane35 que me tirou as dores e o acne normal da adolescência. Nunca soube o que era até há uns meses atrás quando me apareceu a primeira borbulha que me tirou a "vontade de sair de casa para ir namorar" mas como vivo maritalmente, tenho um trabalho e uma vida pacífica a coisa até passa despercebida mas não deixo de dar razão à miudagem. Ter acne é lixado... Lido mais ou menos bem porque já passei a barreira da falta de auto-estima e dou comigo com o meu parceiro bem amarrado, pois fosse eu uma adolescente cheia de receios e falta de amor-próprio e já tinha afugentado o meu "Jacinto" com crises existenciais...

 

Mas quando algo nos tira o acne com tanta facilidade, sem nada em troca, há que estranhar... Pois claro... Um par de anos depois estava gorda e a minha barriga de tábua de engomar tinha dado lugar a um saco com uma bola de basquete lá dentro. Vista de lado estava grávida de 5 ou 6 meses... Mas era impossivel porque tomava a maldita pílula. A questão INFELIZMENTE (sim quero ressalvar bem o infelizmente) resolveu-se quando comecei a fumar. Reduzi o peso em 5kg e mais tarde, aquando uma pausa porque não vi necessidade de a tomar durante meses de abstinência, consegui voltar ao peso normal para a minha altura.

 

Quando conheci o meu "Jacinto" voltei a tomar a pílula e engordei pouco mais que 3/4 kg... No entanto a Diane35 começou a dar-me enxaquecas e uma vontade colossal de esganar pessoas do mesmo sexo. Não sei se esta vontade de partir para a agressão de fêmeas terá a ver com uma questão hormonal ou de feromonas. As outras fêmeas poderiam estar receptivas a acasalar e aquilo chocava com a minha essência animal pelo corte de estrogénio. Quero acreditar que assim foi e não um problema que poderia ter passado com uma série de sessões psiquiátricas e alguma medicação. Por isso pedi à medica que me receitasse outra pílula e assim comecei a tomar a Minigeste menos bombástica que a outra... Meses depois estava a mandar às favas a nova pílula que em nada me ajudava e só afligia. E assim estou há ano e meio porque entretanto engordar por deixar de fumar se também tomasse a pílula estava um animal de grande porte... E sim a pílula faz-me engordar. Não é aumento de apetite, não é nada disso...

 

Mas hoje... Tudo mudou...

 

Fiquei farta de dores, de borbulhas, de estar gorda de qualquer forma e principalmente de estar menstruada de 15 em 15 dias sendo alvo de chacota do meu "Jacinto" que já me achava uma galinha mas que passou a cabidela em pouco tempo. Por isso fui, comprei a Yasminelle e aguardo pelos efeitos desta rapariga no meu organismo. Não estou nada feliz porque tinha o meu organismo super limpo mas não dá mais... Não quero...

 

Sei que não terei sorte nenhuma... Estas fulanas não me ajudam em nada... Dianes, Gyneras, Yasminelles...

 

Não sei porque dão nomes de mulheres às pílulas. É por ser uma coisa de senhoras? Aquele senhor que ficou grávido, dos EUA, antes de ser senhor deve ter tomado a pílula portanto isso é escusado... Aliás eu só acredito numa pílula quando esta tiver um nome decente: tipo Bloody-Mary ou Lucky-va-Gina caso contrário torço o nariz a todas...

 

Enquanto nada sei vou fazendo figas para não ficar ainda mais badocha, para que no mínimo me tire as dores e não me dê um José Luís ou uma Ana Maria mais cedo que o esperado pois que não quero mexer no pé de meia nem discutir com a minha mãe por causa do nome da miúda porque teima que deve ter o nome dela...

 

O que eu queria mesmo era vestir um 36 e não o 40 como me vi obrigada a escolher este fim de semana. Não dava para esconder mais. Os botões já saltavam quando me baixava e esperei que nenhum saisse disparado contra a testa de alguém pois aquilo àquela velocidade matava. Entraria pela testa e saía pela nuca tipo tiro certeiro de sniper... Já não tinha calças que entrassem a bem. A coisa tornava-se dificil logo nos joelhos e fiz uns quantos vergões nos dedos ao tentar puxá-las pelas presilhas. Muitos fechos foram ao ar e não podia passar deste fim de semana sem calças. Fui aos chineses - e não fosse o meu Jacinto ser um Senhor dirigindo-se discretamente à parte da fita-cola eods parafusos para me deixar a vontade com o meu dilema - passava mal por pegar numas calças que nunca pensei que teria de vestir antes dos 35 anos e no mínimo já com um rancho de filhos paridos ao natural.

 

E assim vesti umas 40 só para testar e afinal aquilo era mais decente que umas 38, de verdade.

 

Pronto... Comprei uma cinta também... Só para o caso de...

 

 

 

No fundo não sei porque me preocupo tanto se no fim seremos todos assim fantásticos!

 

 

                                  (Imagem da net)

 

 

 

E não estou a ser irónica... Quero mesmo ser assim...

 

 

 

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Cheguei ao trabalho depois de almoço, olho para os meus pés e dá-me um fanico... As sandálias que tirara em casa enquanto almoçava, deram lugar às havaianas que calçara para lavar o quintal. E assim fui eu... Dondoca de chinelo no pé. Ninguém reparou e até servi cafézinhos a um cliente espanhol nestes propósitos sendo que chinelei a valer o resto da tarde. Para a próxima experimento trazer o fato de treino.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não é só o Gmail... Até eu já não o suporto. Tenho dias que saio com a cabeça feita em água com o barulho...

 

 

 

 

  

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08
Set11

A Depuralina resulta?

por Pobre(o)Tanas

 

 

Se outrora com uns míseros 57kg achava-me dona e raínha de todos estes mares e oceanos, hoje, volvidos 2 anos, um corpo aposentado, entregue aos luxos de uma vida estável - menos sedentária porque andamos muito a pé por aqui isso é verdade - e tranquila, sou, não só a dona de todos estes mares e oceanos, como de todo um universo, galáxia e espaço infinito onde pululam cetáceos.

 

Estes 71 kg envoltos em 1,65m de altura têm dado cabo de todas as calças de ganga que obrigo a servirem-me e que julgava serem para toda a vida. Aliás sempre achei que usaria as mesmas calças que vestia aos 16 anos no meu futuro e longinquo corpo de 90... Mas nem foi preciso viver tudo o que tenho para viver, ter filhos, reformar-me, ter netos, dois pacemakers e sobreviver a uma constipação sem partir uma costela e perfurar um pulmão. Não... Bastou conhecer um Alentejano, "amigar-me" com ele, juntos rasparmos tachos e mais tachos de comida e deixar de fumar. Teria sido tudo fácil se eu fosse esquisita mas não. Depois aquela necessidade constante de hidratos de carbono, salgados... O colesterol a 192 dizendo o médico - Alentejano - que estou optima pois todos os outros pacientes - Alentejanos - têm-nos a 380, ou que por ter a tensão muito baixa (normalmente 5-8 ou 6-10) deveria meter-me no tintol pois que ele faz o mesmo e depois do almoço já não consegue dar consultas. Seria tudo muito mais fácil... Mas...

 

Se antes bastava não comer chocolates e batatas fritas durante umas horas - ou não olhar para eles - hoje são precisos anos de celibato oral. Sendo a minha boca a Madre Superiora das celibatárias "Carmelitas do Frigorifico fechado a cadeado". As viagens ao supermecado demoram horas para contar calorias de alguns alimentos que antes eram parte de mim. Mas parte do meu ser tipo fígado ou um olho. Necessários mesmo. Os cheetoos são a minha alma e não tenho vergonha de dizer que esta é cor-de-laranja e em forma de bolinhas de futebol. Contudo, nestes tempos tenho de olhar para as tabelas, benzer-me, rezar 20 pais-nosso só porque peguei no alimento proibido e colocá-lo na prateleira outra vez. As massas são a Eva e eu o Adão a quem Deus diz "Não a papes, não a papes..." mas lá anda a serpente a envenenar-me... Mas eu sou forte!

 

Daí que, e porque tenho imenso espaço para correr e fazer exercício na rua, decidi não me inscrever num ginásio mas comprar um produto qualquer "milagreiro" que me ajude.

 

 Já lá vão 3 semanas em que o meu Jacinto só me vê 5 minutos por dia, pois o restante tempo é a trabalhar ou na casa de banho a esvaziar a bexiga e a tripa. Se já conhecia todas as casas de banho do país neste momento garanto que se nada resultar dedicar-me-ei à criação de rãs pois é o que nada dentro do meu estômago de tanta água que bebo. Pior. Tenho dores nas costas, suponho que seja rins porque nem eles estavam habituados a trabalhar e produzir tanta energia hídrica. Um destes dias poderei ligar os aparelhos cá de casa a mim mesma que tudo funciona. Um microondas, a máquina de lavar, o forno... Até chegar o bi-horário para poder ligar também o cilindro para haver água quente. No fim arranjo também estrume para a horta que isto comparado ao estrume dos animais ou ao moliço que se arrebanhava para estrumar a terra não é nada. Conclusão, micção e evacuação cá em casa não falta e no trabalho já passei a part-time pois que o restante tempo é passado colada à sanita.

 

Correr, andar até à serra, fazer abdominais, correr na passadeira do trabalho, comer bem e beber muita água quero ver que corpinho vai sair daqui... O Jacinto até pensará que a meio da noite veio o génio da lâmpada mágica e trocou-lhe a bombona que dormia ao lado por uma fulana que outrora posou para as revistas dos gajos.

 

 

No fim todos querem saber se a Depuralina resulta...

 

 

Pah...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não sei...   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   +=

 

 

 

 

 

 

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05
Abr10

Foi...

por Pobre(o)Tanas

Foi susto... (In)felizmente...

 

 

Eu aqui já a fazer grandes planos de fraldas e fraldinhas, com a paranoia que já se notava a barriga e que tinha desejos de sumo de cenoura, que não podia beber muitos cafés e que os enjoos eram fruto de tudo isto... Nããã... Lá veio o "fresh"...

 

 

Até fiz um teste de gravidez (que deu negativo claro mas na minha cabeça era ainda muito cedo).

 

Uma mulher, depois de ter feito mil e um planos, sente-se um bocado desiludida e impotente perante um cenário sangrento numa simples ida à casa de banho para fazer xi-xi pensando que estar sempre aflitinha também é sinónimo de gravidez.

 

Até andei em foruns fazendo perguntas e pesquisando sobre dicas que podiam fazer falta no futuro...

 

Enfim... Ser mulher que quer ser mãe é fazer figurinhas tristes em frente ao espelho e longe dele perante o olhar assustado do namorido que vai fazendo contas à vidinha e perguntando que nome lhe vamos por...

 

 

 

Pior que tudo isto só mesmo a farmaceutica entregar o teste de gravidez e perguntar se não quero a pílula do dia seguinte ficando com cara de atrasada mental quando lhe disse que não senhora e mesmo que quisesse seria tarde demais...

 

 

 

E assim tudo se desvaneceu... Num penso higiénico do Pingo Doce...

 

 

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Como é que num trabalho tão pequenino até ali as pessoas dizem mal umas das outras???

 

Será que ainda não aprendi que é tudo igual em todo o lado?

 

Valeu-me - durante três dias - a ideia de estar grávida e pensar que suportava na minha barriga mais um ser que pudesse ajudar-me a ultrapassar certas coisas do dia a dia da minha vidinha profissional... Agora que só tenho as "regras" refugio-me no café que mais parece água de lavar os pés dos caminhantes de Fátima e que nunca me acorda para a vida.

 

 

 

Felizmente que já percebi que engravidei psicologicamente meia duzia de dias. Valha-me isso pelo menos.

 

 

Realmente encaro as coisas a tempo.

 

 

Há pessoas que procuram ajuda psicologica. Eu vou ao McDonald's.

 

 

 

 

 

'Bora lá ouvir a musiquinha

 

 

 

 

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18
Mai09

Periodices...

por Pobre(o)Tanas

 

 

Uma das coisas caganeirosas de se ser mulher (para alem daquelas que têm mamas pequenas) é ter o periodo... E pior que isso é tê-lo com dores merdosas.

 

Eu sou das infelizes que sofre com isso.

 

Sou das que chegam ao ponto de se vomitarem todas tao forte é a dor, de se enrolarem tipo cobra uma tarde inteira e querer matar qualquer homem que se lhe apareça à frente so pelo facto do pobre primo do simio urinar de pé e existir.

 

Hoje o dia de trabalho assemelhava-se a um campo de batalha em que maior parte dos soldados tinham fugido a medo e so restavam os chefes dos batalhões e meia duzia de soldados rançosos, coxos e zarolhos.

 

Eu, Pobre(o)Tanas de nome, aguentava-me agarrada à minha arma preciosa (o computador) como se a minha vida dependesse disso, resmungando sobre a sombra negra que invadia o meu fado e a minha vontade contraditoria de querer fazer muito no entanto de forma rápida, até que comecei a sentir uma moínha por mim acima e exclamei para dentro de mim: "Oláááá...!!! Quem vem aí???"... Pois é... Tropas inimigas...

 

O meu "amigo" de ha tantos anos tinha voltado em força como todos os meses faz - salvas raras excepções em que quase me saltou o coração quando não aparecia - de maneira tal que se apoderou de mim como uma sanguessuga se pega a carne...

 

E foi f.... lixado... Porque vomitei-me toda na wc do trabalho e vim embora mais cedo...

 

Tal como uma desertora abandonei o campo de guerra para me enfiar em casa a medinho...

 

 

Logo hoje que se avizinhava um dia em que saíria tardíssimo...

 

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Bom para variar (ironiaaaa) as novelas da minha vida: a minha mãe voltou para o namorado 24h depois de eu ter escrito aquilo...

 

Mas e digo já aqui... Não vou falar mais nisso até porque as mulheres são primas dos simios tambem logo qualquer ser, primo de macaco, que se aproxime de mim, hoje, é alvo a abater...

 

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Não me apetece escrever sobre mais nada...

 

Talvez daqui a um mês... Terei mais historias para contar... Daquelas boas...

 

 

 

 

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