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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!

25
Mai15

 

Sempre disse que gostaria de ter uma criança com personalidade. Nunca quis um filho (neste caso filha) nhó-nhó o qual pusesse a um canto e ali ficasse a anhar. 

 

Pois bem, saiu-me o tiro pela culatra. Eu pari uma mistura de suricata (sempre à coca de tudo o que se passa), com macaco (sempre a gozar/mexer em tudo/gritar), chita e polvo (corre e foge-nos de uma maneira que nos custa a apanhar).

 

A miúda não se cala, a miúda não pára quieta. Ela acorda às 6 da manhã e só se deita depois de um dia intenso e mesmo durante a noite não se cala. Ela vive os sonhos, canta, esperneia, ri, chora, levanta-se, olha para todos os lados e cai para trás de braços abertos. 

 

Durante o dia corre ainda mais, grita, cai, levanta-se, bate nos bonecos porque a culpa é deles, come, bebe, faz chichi dentro e fora do penico, faz cocó, desarruma tudo, faz puzzles, tira livros, canta, dança, mexe nos telemóveis para ver os bonecos que quer, desliga a tv, liga a tv, arranca as roupas aos bonecos, mete-os no penico também pois acha que têm necessidades iguais às dela, embála-os, manda-os ao chão, diz-lhe para não chorarem, chama por nós, grita pelos cães, pelos gatos, pelos primos e tios e pelo Pai Natal.

 

 

Pede gomas, "xolatis", queijo da "vaca quiri", "pão com piquega". Pede "monedas" para andar no carro do Noddy. Ela canta o "Olha a bola Manel" na versão heavy-metal no meio do corredor dos congelados quando tudo está em silêncio. Ela pinta a televisão com marcadores pretos e volta e meia alguém tem um bigode extra no telejornal. Ela atira comida dos gatos aos cães e a dos cães come ela. Tira macacos do nariz e oferece a toda a gente. Corre até à casa de banho para nos apanhar nus e perguntar e tentar ver onde temos "o pipi/a piuínha". 

 

Ela ultrapassa obstáculos físicos e mentais, ela conta até 14 e deixa o 8 para o fim porque é teimosa e só diz/faz o que quer, sabes as cores básicas e cuido que mais mês menos mês saiba a diferença entre salmão e rosa velho AHAHAHAHAHAH, sabe que deve dizer "Calma aí!!!" quando tudo discute à sua volta e se vê algum miudo mais pequeno a levar tareia de um maior ela lança um grito de guerra e arreia no malvado. Justa. Muito justa. 

 

Ela troca-nos as voltas com uma pinta bestial e sai das situações da forma mais airosa ou mais dramática. As lágrimas correm em fio e nos entretantos não sabe se há-de chorar se rir. Ela dorme na nossa cama porque a dela é da Kitty (peluche que lá pernoita). Ela odeia praia e parece uma dondoca debaixo do chapéu cheia de creme e trejeitos de pindérica que não pode apanhar um grão de areia.

 

Ela é linda e sabe-o! Adora sapatos, vestidos, malas, pintar unhas e fazer penteados. Chapéus, colares, relógios, lenços. Ela cheira bem, é vaidosa e quando se vê ao espelho beija o reflexo. Tem aquele andar feminino nas pontas dos pés e afasta os caracóis dos olhos enquanto diz "Tu na xabis, mãe!" (Tu não sabes!).

 

Tem 2 anos e meio e quando chegar aos 20 eu já estarei no canto de uma sala do manicómio a arrancar cabelos e o pai mais careca ainda. Porém é a filha que sempre desejámos, a pessoazinha que mais amamos neste mundo e que nos tem dado tanta alegrias e nos preenche tanto.

 

- MÃEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE! Xou um xinóxauro!!!! ARGHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!

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06
Jun13

4 anos juntos :)

por Pobre(o)Tanas

 

A ti meu homem, companheiro de vida para a vida :)

 

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24
Fev13

De pequenino...

por Pobre(o)Tanas

 

 

Já ando a ensinar à minha catraia as coisas fixes da 'ternete!

 

 

 

Dois meses e meio...

 

Já dobra o riso, tem imensas cócegas, já faz as suas "conversinhas" connosco e sózinha com os seus bonecos.

 

Está super crescida e cada vez mais linda!

 

Super inteligente (sai ao pai, felizmente!)

 

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E estou a meio da minha licença parental.

 

Sinceramente apetecia-me mandar o trabalho às favas e criar a minha filha como se fazia antigamente. Mãe em casa, pai no trabalho. Se o coitado fosse um engenheiro dos bem pagos... Mas pronto é um engenheiro dos pobres. Giro e todo bom que dói mas dos pobres! Já tive sorte em pescá-lo por isso calo-me e fico feliz com o que tenho.

 

E por falar nisso faz 4 anos que começámos a falar... Por esta altura... 

 

Ele em Angola. Eu em Queluz armada em durona perante a vida. Imaginava lá eu que as coisas iam correr bem, iamos viver para uma aldeia no meio do Alentejo e que íamos ter uma filha linda e maravilhosa?

 

Abençoada internet que me ofereceu toda esta vida fantástica que tenho! 

 

Além de me ter ajudado em momento críticos da minha vida, desabafando neste blogue, criando amizades, ajudou-me a conhecer o meu homem. E agora longe de alguns amigos queridos, vou mantendo contacto com eles através dela. Por isso é com todo o gosto que ponho a miúda em frente ao pc!

 

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Releio certos posts destes anos que passaram e rio-me imenso! Pergunto-me por vezes como conseguia dizer, fazer, acontecer... Cresci tanto. E calo-me mais. Há coisas que já não digo. Deve ser para ficar bem. Oh sei lá! A vida na altura exigia que fizesse frente às coisas e pessoas. Precisava de impor o que era e sentia para não sair ferida mas hoje não preciso. Hoje pouco ou nada me fere, felizmente. Tenho um homem ao meu lado que não me faz sofrer. Em quase 4 anos juntos nunca este homem me feriu com um acto ou palavra. E eu sinceramente já merecia alguém assim. Não me quero gabar mas merecia. 

 

Ao deparar-me com o que fui e escrevi consigo testemunhar toda a minha evolução nos primeiros anos de vida adulta e gosto da forma como percorri (e percorro) o meu caminho. Consegui ter a cabeça bem assente para chegar aqui e fico feliz de nunca ter vassilado, ter posto um pé em falso. E seria tão fácil ter-me desencaminhado. Mas consegui e hoje as feridas estão bem saradas...

 

As cicatrizes? Oh usei creme de baba de caracol e a coisa ficou ali disfarçada!

 

 

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13
Fev13

Ser-se pai é fácil!

por Pobre(o)Tanas

O tempo escasseia e sinceramente a atenção ao blog da pequena é maior. Por falar nisso: http://levanta-te-tu.blogspot.pt/

 

Mas ao fim de 2 meses de amor a 3, posso dizer que estou mais que apta para abrir um infantário! Já mudo fraldas com uma perna às costas, saco da mama mais depressa que um cowboy saca da pistola, dou-lhe uns bacalhaus valentes nas costas para ela arrotar e a pequena anda numa fona feliz e contente!

 

Ser mãe não é aquela coisa tããããããão negra como faziam! "Ah quando fores mãe é que vais ver o que é...", "Ahh isso é agora! Deixa que quando chegares àquela fase de não sei quê é que é amargar!", "Ui isso não é nada... Experimenta não dormir dias seguidos e...".

 

Pois tenho a dizer que é fácil! Desde que se tenha paciência e se tenha consciencia que daqui a 20 anos a pirralha está-se nas tintas para nós, que não quer colo, já não lhe apetecem as minhas mamas, usa cuecas (ou não!) sabendo controlar o esfincter e bexiga e que podemos dormir mais umas horinhas tudo se faz sem problemas!

 

Por isso quando ela tem uma daquelas noites que acorda de 10 em 10 minutos a esfregar os olhos com um enguiço enorme, a gritar e a espernear eu penso: Faltam 19 anos, 10 meses e 0 dias para estares na faculdade a fingir que estudas e a ingerir sei lá o que! 

 

Só há uma coisa negativa em se ser mãe. Aliás, duas: A preocupação constante com eles que nos põe a cabeça a 1000 e os telefonemas mensais dos gajos da Salvat a quererem que compremos todos os livros da Disney! De resto a coisa flui com a naturalidade necessária.


Sigo uma teoria fantástica quanto ao cuidar da Eva e ser boa mãe: nunca imitar a minha! Se não usar os exemplos da minha mãe, consigo ser uma excelente progenitora e a miúda até é capaz de chegar aí aos 35/40 anos com vontade de se manter cá em casa sem grande alarido.


A Eva é tratada com todo o amor e carinho que temos por ela. É beijocada o dia todo, MIMADA mesmo! As nossas "conversinhas" são encantadoras e o mundo pára só para a minha filha! Mas não somos pais paranóicos, felizmente!  

 

Há vida para além de germes, chuchas caídas ao chão que chupadas por um de nós surtem o mesmo efeito de uma esterilização, a nossa vidinha prende-se com idas à rua com os bichos estando quase a nevar, banhos com o pai na banheira grande, sestas quando lhe apetece, beijos a toda a hora, mama ao léu e ao dispor, a caminha dos pais volta e meia quando há birra e um cansaço extremo da nossa parte, não havendo horários para comer, fá-lo quando quer seja de 3 em 3h, seja de minuto a minuto, vendo televisão no baloiço, lavando a roupa dela juntamente com a nossa e se estiver com uma birra louca é certo que lhe vou dar colo até me doer cada osso do corpo sem querer saber se ela fica com manhas - sabendo de antemão que uma criança com 2 meses não tem manhas, tem sim necessidade de colo, aconchego, carinho depois de 9 meses a crescer confortávelmente num "ninho quentinho". Nove meses sem barulhos estridentes, gente assustadora à volta do carrinho a fazer "bidú-bidú", sem este espaço todo que cria medos e ansiedades, sem confusão.

 

Não somos pais "By the book"... Isso é para aqueles que não sabem ser criativos e apelar ao instinto! E nós como não temos ajuda de ninguém também tivemos de nos virar sozinhos e levar a "coisa" sem medo!

 

Tratar de um bebé é fácil! E acreditem que ser mau pai é mais dificil que ser bom!

 

Amor, paciência e simplificar as coisas é meio caminho andado para o sucesso!

 

Ser-se pai é fácil!

 

Ser-se pai é do baril!

 

 

 

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19
Nov12

Estamos a 2 dias da data prevista para o parto e andamos encantados com a ideia de sermos pais.

 

Ele mais nervoso que eu mas mesmo assim vejo nos olhos do meu homem que se sente feliz com a chegada do dia em que conhecerá a filha e assim a vida dele ficar mais preenchida.

 

A minha cabeça anda a mil, apesar de já ter estado mais ansiosa, mas ando super feliz.

 

Tenho 25 anos, estou prestes a ser mãe e com a minha/nossa vida equilibrada sem dificuldade. Um homem que me ama tal como o amo, os meus bichos e uma vida inteira de coisas boas para viver com a minha família. Família contruída por nós.

 

Se até dia 24 a Eva não nascer, será induzido o parto a 28. Sei que se não nascer por ela mesma, que dia 28 terei um dos meus sonhos nos braços e que tudo o que vivi para chegar aqui valeu a pena. Cada lágrima, riso, cada bocadinho que escrevi neste blog durante 4 anos - 1 deles sozinha - fazem parte do que fui e fiz para ter a Eva e o pai dela na minha vida.

 

Olhando para trás, há 4 anos nunca pensaria chegar onde estou e sem um único arranhão visivel. Sarei tudo, tive quem me ajudasse nesse trabalho, mas consegui e aqui estou/estamos. E é desta forma que quero continuar a caminhar. 

 

Quero que a minha filha seja super feliz e siga sempre o seu coração, sem pisar ninguém, mas que o siga. Quero que ame, ria até lhe doer a barriga, viva, seja ela mesma, sempre! 

 

Estaremos cá para o que ela precisar, sempre que precisar e quiser :)

 

E nós, meu companheiro de vida, que venham mais anos iguais a estes que estamos juntos. MUITOS! Até ao fim :)

 

Amo-vos muito!

 

 

 

 

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Sempre fui muito namoradeira enquanto miúda. Mas namoradeira naquele bom e saudável sentido. Quando gostava de algum rapazinho da minha escola a coisa estendia-se até achar que aquilo já não dava mais e encontrava, finalmente, novo amor da minha vida, usualmente bastava que tivesse mais penugem que o anterior ou os ténis estivessem mais na moda. Maior parte, se não quase todos, não passavam de amores platónicos por um rapaz (mais) giro da escola. Aquele com que namoramos secretamente para inveja das nossas amigas mas ele não sabe sequer que existimos. Rapaz que se o Brad Pitt estava fora do nosso alcance, aquele então além de estar a anos-luz de nós, sintonizava-se numa estação completamente diferente da nossa. Era o que achávamos… Claro que se o Brad tem uma Angelina aquele tinha, sem dúvida, o expoente máximo de quatro Angelinas com genes de 20 Mónicas Bellucci e um par de mamas ainda maior. Para nós, ter maminhas naquela altura era ser-se mais. Muito MAIS…

No entanto, sempre gostei de mim, por mais feiinha que fosse naqueles tempos, e nunca quis ser igual a ninguém. Queria ter maminhas mas com estilo próprio! Ser eu mesma.

 

O meu primeiro grande amor (gosto de dizer isto como se naquele tempo quase que estivessemos de casamento marcado) aconteceu na escola primária e durante 4 ou 5 anos doeu-me gostar dele. Ele era o mais giro, o mais inteligente (pronto não era, era burro que nem um calhau mas todas as raparigas achavam que não), o que jogava à bola como ninguém e tinha aquele blusão de penas que sonhávamos que nos aquecesse os ombros em dias frios. E calei-me durante anos pois que não tinha coragem para lho dizer - e porque sempre tive noção do meu aspecto. Quando entrámos no 5.º ano fiquei feliz de ficar na turma dele mas quando dei conta das dificuldades dele a todas as disciplinas - e que tinha conseguido disfarçar na facilidade da primária - aquele sentimento já não era o que era. No dia em que, esquivo, roubou o meu diário e o leu em frente à turma toda foi o fim. Dei-lhe um pontapé onde dói mais e toda a dor que senti por gostar dele foi-lhe transmitida e ficou-lhe alojada nos tomates - não sei se já terá filhos...

 

Como sempre fui liberal no que toca a religiões, cores, etnias, certa vez apaixonei-me por um rapaz de etnia cigana. Aquilo era o supra-sumo do amor e da beleza. Pensava em fugir com ele e refugiar-me num acampamento, casar-me com 12 anos, ter filhos aos 13 e viver a minha vida vendendo nas feiras. Achava mesmo que aquilo resultaria um dia. Mas também nunca lho disse e ele nunca me tomou como sua mulher nem sequer lutou por mim fazendo frente à família e seus valores ancestrais... No fim foi como veio, num bater de palmas tipo Joaquin Cortez.

 

As origens também nunca me importaram daí que me apaixonei perdidamente por um vizinho francês que tinha uma boxer que engolia bolas de ping-pong e regurgitava-as com tal satisfação como quando tentava abocanhar as mãos ou braços de alguém. Aquilo foi o começo de algo mesmo profundo que como sempre guardava só para mim. Até um dia um colega comum descobrir os meus sentimentos e ameaçar-me contar-lhe e foi aí que agarrei em todos os instrumentos de se ser mulher e fingir que gostava do queixinhas e assim desviar as atenções dele para outros assuntos que não a minha vidinha e sentir-se orgulhoso de ter roubado a minha atenção do outro que era rival dele no karaté ou noutra modalidade tipo taekwon-do. Mas no fundo era do franciú de quem eu gostava e quando ele um dia me deu um pontapé na mochila do Snoopy partindo o meu estojo novo e se encantou por uma rapariga da minha tuma, vivendo tórridos momentos de paixão (tipo 13 anos) a coisa afundou-se. Daí que coisas vindas de terras de Napoleão só mesmo os crepes e e e não muitos porque ando de dieta. Passados anos acho que ele fugiu para a França e agora é arrumador de carros... (Hoje ganha-se mais que com um curso superior...). A boxer teve um desgosto e comeu as bolas de ping-pong e a mesa tendo um desarranjo intestinal.

 

O meu primeiro beijo dei-o ao campeão dos beijos com língua lá da escola. O fulano com 11 anos deixava as miúdas com cieiro de tanto as sugar. Aquilo foi uma experiencia bonita mas a Labello não patrocionava a nossa relação e eu sempre quis envolver-me com amor e por ele não sentia nada - até porque era mais baixo que eu uns 10cms - daí achar que não tinha pernas para a andar e acabar com ele 12horas depois de termos começado. Ganhei experiência e respeito claro está. Mais tarde tentei a proeza de voltar a envolver-me com alguém sem amor ou mínimo de paixão. Continuava a pensar o mesmo que 10 anos antes... Não resulta. Nem quando se é o maior sedutor lá do sítio...

 

Tive um fraco pelo rapaz do capuz tipo Noddy mais inatingível que o outro mais inatingivel que o Brad Pitt e pelo de olhos azuis que passados 14 anos tem menos 15cms que eu e ar de rapaz que guarda galinhas por não saber o que é uma vaca. Amei de paixão o que se fixava ao portão da escola por já não ter idade para lá andar e por lá cirandava com o cão rafeiro. Hoje acho que seria considerado pedofilia mas só chegámos a vias de facto uma única vez: eu perguntei-lhe de que raça era o cão dele... E ele respondeu: É cão... Agora que reparo acho que sempre tive uma queda para pessoas inteligentíssimas nesses tempos.

 

O primeiro homem da minha vida, a sério, conheci-o com 13 anos. Estava no bar da escola e naquela conversa de amigas com um "quantos-queres" perguntaram-me o nome do rapaz de quem eu gostava e eu vi-o entrar naquele exacto momento e sem saber quem era apontei para ele e disse: "É aquele". Daí até o conhecer demorou um ano - até porque chumbou a raça do miúdo! Eu não digo? - e porque era mais velho que eu três anos não me ligava nenhuma, claro, inclusive passava para o outro passeio só para não ter de olhar para mim. Quando um rapaz de 16 anos já com barba e voz de gajo grande se depara com uma miuda franzina, sem mamas e quatro olhos com certeza tem sonhos húmidos... Deve fazer xixi a meio da noite com pesadelos. No entanto quando mudei de casa e cidade, continuávamos a falar por mensagens de telemóvel - siiiiim já havia disso mas eram caras e aquilo levou quase a fortuna de família ao limite - e acho que foi aí que virei o bico ao prego. Já tinha 14 anos, formas, tinha tirado os óculos, optado por roupas mais femininas e como sempre dotada de uma personalidade e individualismos muito próprios. E ele apaixonou-se claro. Era a minha meta e consegui-o por mérito. Namorámos até aos meus 19 anos. Foi o primeiro homem da minha vida. Era engraçado. Todos achavam piada ao resultado dos meus esforços, ele era giro, mais velho, certinho e boa pessoa. Porém a maneira de ser das pessoas muda e aquela pessoa por quem outrora me apaixonara, modificou-se e o resto já se sabe. As companhias não ajudaram, as faltas de respeito e agressões físicas também não e apesar de me ter doído horrores porque sempre sonhara em ser mulher do primeiro homem e me ter anulado por completo durante anos, fui obrigada a seguir em frente por ainda restar um bocadinho de amor por mim mesma.

 

Hoje não lhe guardo qualquer sentimento. Minto! Sinto sim, indiferença... Há um par de anos teria jurado que não. Que ainda mexia comigo. Neste momento é vazio. Oco. Porque voltei ao que era antes de o conhecer: miúda determinada e com rasgos de ingenuidade que faço questão de manter, mesmo que seja uma ingenuidade imposta por mim, de quem não quer ver e não inocente como nas crianças, mas prefiro assim que ver tudo com seriedade ou como são as coisas de verdade pois se assim o fosse faria infeliz quem está ao meu lado porque era uma pessoa amarga e triste com tudo o que passei, batendo na mesma tecla uma e outra vez. Claro que as marcas internas da violência doméstica não se saram assim e por vezes ainda vamos de peito feito como se ganhássemos coragem para mais uma estalada ou um murro como quem diz: não dói! mas aos poucos e porque se é amado de verdade, não há falta de respeito e acima de tudo há verdade, as coisas encaminham-se e guardam-se os pesadelos lá numa caixinha que temos ao pé do intestino grosso para que quando tivermos vontade de as ir buscar para nos auto-flagelarmos damos um peidinho e rimo-nos de satisfação.

 

Nos entremeios deste relacionamento e da minha relação com o meu Jacinto conheci mais pessoas, claro. 20 anos. Menina na cidade grande sem se saber muito bem orientar. Conheci mocados, casados e desinteressados. Conheci traumatizados, desmiolados, poucoxinhos e auges da evolução lá do prédio deles. Mas esses, oh... Não têm piada. Quer dizer. Têm porque cada um teve o seu tempo de antena e baseados na rádio pirata que foi a minha vida por momentos. Não me sintonizava muito bem. Eram básicos, ou fúteis, pessoas que ou mudaram muito e começaram a respeitar o próximo ou terão de voltar cá muitas vezes para se iluminarem. Têm muito que andar a vaguear até se encontrarem. Não são más pessoas, atenção... São apenas pessoas sem conteúdo ou com um saber injectado porque se deve ser assim e comportar-se de maneira completamente diferente quando não são nem uma nem outra, vítimas de uma educação exagerada ou falta dela e de uma vida complexada que não os deixa sentir, abusando do facto de estarem vivos para poder rasgar o intimo de quem lhes passa pela vida. E foi num desses dias que sem paciência para o que era sem ser mas que aparentava nada no horizonte que me meti num chat e falei pela primeira vez com o Jacinto também ele em busca sabia lá bem do quê porque estava sozinho longe de casa e dos amigos. Homem com quem partilho a minha vida e o meu ser EXACTAMENTE como ele é. Sem tirar nem pôr. Sou 100% eu a todo o momento e nem ele me quereria por menos. A 7000km de distância e durante 4 meses falámos de manhã à noite e se há pessoas que dizem que se juntaram ao fim de 3, 4, 10 anos de namoro, nós cedemos as nossas vidas um ao outro ao fim de 16000kb de conversa ahahahahah! No dia em que nos conhecemos, naquela hora, começámos a viver praticamente juntos e ao fim de dois anos acho que tem corrido muito bem. Baseamo-nos na confiança e no facto de sermos como somos. No fundo acho que termos falado sem nos conhecermos - podendo claro haver a hipótese de um de nós ser um aldrabão ou os dois - ajudou a mostrar o nosso melhor e pior sem medo de sermos julgados pois que a qualquer momento podia-se desligar o computador ou bloquear a pessoa e a coisa por ali ficava. Ainda bem que não ficou e que naquele dia, sabendo só duas ou três pessoas, o fui buscar ao aeroporto vinha ele de Luanda e o trouxe para o lar que construí sozinha a muito custo mas que esperava por alguém assim para partilhar.

 

Sempre achei que as minhas relações deveriam ter uma história bonita por trás porque as histórias são e devem ser contadas. E um dia que tenha um filho ou filha faço questão de contar tudo para que saibam que é bonito sim amar e ser-se amado, que dói tudo isto mas que faz parte de uma selecção de coisas que nos farão mais fortes e capazes de lutar pela nossa felicidade. Que a mãe chorou muito, sofreu, bateu com a cabeça na parede com medo de perder tudo o que era mas que conseguiu erguer-se e tornar os sonhos realidade, encontrar a felicidade mesmo que a muitos quilómetros de distância e numa noite em que nada fazia prever que seria diferente das outras.

 

Tenho agora 24 anos - não passou muito no calendário mas aqui dentro parece que tenho muito mais - quero crer que as pessoas que conheci, apesar de tudo, não foram em vão. Em conversa com o meu Jacinto ontem falámos sobre isso e nenhum se arrepende de nada do que fez e rimo-nos quando se confessou que algumas na altura até podíamos ter ido até ao fim para saber como era, mas que em nada nos arrependemos e é isto que também faz a nossa relação tornar-se viva: não existem fantasmas, feridas por sarar. Claro que existem cicatrizes mas essas lembram-nos de que devemos sempre olhar em frente por mais medo que tenhamos em seguir para o desconhecido. Poderá ser pior mas pelo menos tentámos e tentaremos até arranjarmos o nosso lugar. Porque todos nós temos um lugar.

 

 

Amo-te Luís. Obrigada por me deixares amar-me a mim e ser sempre sincera connosco quando todos os que nos julgam não passam de cães tosquiados. 

 

 

 

 

 
 
 
 
Os homens minúsculos que me tornaram a mulher forte que sou só o fizeram para poder seguir em frente e partilhar a minha vida com o GRANDE HOMEM que hoje tenho comigo. Uma salva de palmas também para eles!
 *CLAP*CLAP*CLAP*
 
BIS
 
 
*CLAP*CLAP*CLAP*
 
 
 
 
 
 
*Já chega*
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

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06
Set11

O bom filho a casa torna...

por Pobre(o)Tanas

 

 

Existem coisas que eu, Pobre(o)Tanas, nunca vou deixar de gostar! Uma delas é a funcionalidade das coisas. Gosto. Gosto de chegar ali, carregar num botão e zás! Aquilo funciona para meu deleite. Fico felicissima! Outra coisa é ter saudades de certas coisas. Pois que continuo minha, apesar de me partilhar com o meu Jacinto vai para 2 anos e meio, e nem aventando coisas eu me dei bem uma vez que não aventei nada nos últimos meses mas sim escarrei. E se eu não sei escarrar imaginam como me sentia para escrever... Daí que tentei, sério que tentei, durante 9 meses, empenhar-me num novo blog, num novo formato, numa nova visão. Mas o deus Sapo castigou-me e rogou-me uma praga: "Ai é? Mudaste-te? Pois olha hás-de cá vir porque lá fora tudo é diferente e não terás o mesmo conforto que aqui..." e não tive, pois não. Felizmente só mudei de página...

 

Pelo que, tudo o que foi recolhido de mim nos últimos 9 meses está a ser importado aqui, para o meu saudoso SouMinha. A gota de água aconteceu ontem quando quis comentar o blog da Sarokas dando-lhe os parabéns por estar à espera de bebé e o blog simplesmente vai abaixo, cai a sessão e tudo o mais. Não gostei, senti-me defraudada. Gosto que me tratem bem. Sempre assim o foi.

 

Engraçado como só o simples facto de se estar numa página que nos é familiar a escrita muda logo...

 

Poder-se-á notar uma escrita horrivelmente chata nos posts importados. Pois que me era mesmo dificil... Sabe Deus como! Isto se eu conseguir importá-los, se não conseguir... também nada se perde, de verdade.

 

O bom disto é que o Sapo aceita-nos sempre de volta. É como aquelas relações em que é o outro que detém todo o poder e nós ali sossegadinhos. No fim é capaz de fazer gato-sapato de nós. Mas Sapo, estás à vontade... Subjugo-me à tua vontade...

 

No fundo, tudo o que o SouMinha representa não mais é que um eu desgovernado, mal educado, inconveniente e dono de si quando está num espaço privado/intimo mas muito feliz.

 

E era disto que eu precisava, não de uma carrada de regras que impus a mim mesma, num bom tom e cheia de salamaleques para parecer coerente. Nunca o fui. Por vezes encontram-se rasgos disso mas tudo muito caótico.

E siga a marinha que eu parece que cheguei agora da guerra e a minha mãe fez o meu prato preferido...

 

 

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Agora sim digo-o finalmente! Parabéns Sarakocas! Parabéns e que esta vossa etapa corra tranquilamente e que venha com saúde. Muita! Felicidades para vós!

 

 

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Esta semana finalmente todos regressaram ao trabalho e posso descansar a moina... Que isto de colegas fora fica tudo um caos. Mais que não seja por sermos só três com boas vibrações e restantes se limitarem somente às partes ou coisas que vibram.

 

 

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Toca aguentar aí uns minutos que estou a ver se a mulher do João Pinto se lembra de mim...

 

 

 

Não sei porque o meu Jacinto teima no Euromilhões... A cartomante disse-me que nunca seria rica. Seria desafogada, no máximo... Ele diz que a cartomante falou de mim, não dele.

 

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O meu colega Hélder é aquele ser que na época de Henrique VIII, tendo sido feito duque de uma qualquer terra acabada em Shire por dá cá aquela palha, acabaria mais dia menos dia com a cabeça espetada num pau no meio de Londres para que todos o vissem. E eu, como bobo da corte ou a mulher das hortaliças que seria, rir-me-ia mostrando bem todo um conjunto de dentes podres ou falta deles.

 

Sempre fui comixosa com as minhas coisas. Cedo-as quando me pedem mas tudo tem dois "V's" na ponta: "Vai" e "Volta". Por isso fico fula se mexem nas minhas coisas sem autorização. Pior, levam-nas e deixam lá lixo. E foi isso que aconteceu ontem. De forma mal criada, aquele merdoso filho de uma grandessíssima cadela cheia de sarna, resolve tirar uma das minhas canetas e deixar lá não o lugar vazio - valia mais - mas sim uma caneta igual mas vazia e uma recarga. Fui aos arames. Questionei toda agente e quando descobri que tinha sido ele, espetei-lhe o dedinho em frente do nariz e disse-lhe:

 

- Ouça, nunca mais me faz uma coisa destas. É de uma falta de respeito de todo o tamanho. Fique sabendo que isto aqui é sim o da Pobre(o)Tanas daí estar aqui tudo o que preciso para escrever. ESTE é o meu material de trabalho e você não tinha que lhe mexer, ali - apontando para o armário do material que precisamos -  é onde pode mexer e isto é meu!

 

- Ah mas não haviam canetas no armário!

 

- Temos pena! Fazia como toda agente e aguentava-se à bomboca sem canetas ou tirava e trazia de volta. O que fez foi quase roubar. E pior faltar ao respeito deixando o que não presta. Nunca mais volte a fazer isso. Nunca.

 

E para meu prazer, que sempre fui muito autoritária e sempre odiei tratar pessoas da minha idade por você só porque são cagonas, ele soltou o que sempre diz quando o chefe ou o patrão lhe dão na cabeça:

 

- Certíssimo, certíssimo.

 

Dei a minha bufinha merdosa e fiz um papelinho que colei na minha caixinha das canetas:

 

 

Se precisais de canetas, pedi. Felizmente ensinaram-me a ver beleza na partilha.   

 

 

De resto tudo pacífico naquele estaminé a que chamo Calhoeiras. É bem mais pacífico que trabalhar com carros estampados e mais intenso que o Faixa de Gaza. No fundo fica ali no meio, mais próximo do Faixa de Gaza mas pagam-me a horas e fao 4 línguas ou 5 sendo que 1 é a materna e outras três foram postas no curriculo só para ingleses, franceses e espanhóis verem. Se os italianos e os alemães quiserem, também podem espreitar.

 

Assim para resumir, caso a importação de blogs não funcione, tenho duas colegas que são o meu suporte ali dentro, ou eu a elas, a meio da manhã trocamos bolachas, iogurtes, sorrisos o que nos enche o dia com coisas positivas, mais duas que são o oposto de tudo: uma é-me indiferente pois falta imenso e para mim estar ou não estar e desde que não interfira no meu trabalho, tanto me faz, e a outra causa-me nojo pela pessoa que é, que no fundo se dá bem com o cagão do Hélder daí que felizmente deixei de fumar para não ouvir merdices com eles na rua. Tenho um Cristiano Ronaldo das vendas por ser um bodocho com a mania que ainda tem 60kg e 20 anos e que vende tudo, o seu discipulo lingrinhas com a mania que é pseudo intelectualóide de esquerda e um engenheiro de meia-leca que por sua vez também se acha o rei do pedaço que às 10 da manhã em pleno inverno com - 30º dentro do estabelecimento já cheira a suor. No fim disto tudo está o chefe o Dr. Where's Wally (ou Waldo) cuja relação que temos baseia-se no amor-ódio, mas que no fundo já lhe disse que quando me trata mal é para o lado que durmo melhor pois saio dali e vou para a aldeia e agarro-me ao facto de não ter problemas nenhuns. No fim o patrão, rico não só pelo nome mas pela carteira e carro cujo computador de bordo é quase do tamanho da minha tv da sala, que se acha justo enquanto patrão e muito humano. Nunca lhe vi humanidade a não ser para as vacas que tem na herdade mas isso deve ser porque não lido muito com ele ou quando me pede algo é sempre de coisas que nunca sei como se fazem ou sequer como se soletram...

 

No fundo gosto daquilo. Após 5 meses desempregada aqui longe, longe, longe, achei um diamante...

 

 

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Aqui áreas de trabalho são escassas mas as que há funcionam. E mal ou bem encaixaram-me numa delas para minha sorte.{#emotions_dlg.sarcastic}

 

Voltei à recepção como há uns anos atrás. Atendo clientes, arquivo, passo chamadas, trato de papelada que me compete, mando umas piadas - não muitas porque ainda não há muita confiança - e ganho o meu. Por enquanto ainda não tenho nome para este trabalho... Assemelha-se à Faixa de Gaza mas com mais gente e é bastante melhor que o Namek em Pé de Guerra - e fixe fixe fixe nisto tudo é que as mulheres é que dizem mal dos homens e não umas das outras. Aliás juntam-se e apoiam-se! Mas digo isto porque estou "fresquinha" mas também em 3 semanas acho que já teria apanhado alguma coisa. Não sei. Os homens são carrancudos isso são. Mas como para aturar homens aturo o meu porque o amo... Então eles que fiquem com a carantonha que eu estou na minha.

 

De manhã acordamos 40minutos antes de ir trabalhar, comemos o pequeno almoço em casa descansadinhos e na rua vamos ao café para acordar e por a conversa em dia com alguém que conheçamos. E ainda chegamos a tempo. Mais que a tempo. Vimos almoçar a casa, tratamos do nosso "gado", vemos um bocadinho de televisão, eu faço o meu serviço na wc descansada e não ando de barriga inchada de me aguentar o dia todo, tomamos o nosso cafezinho e voltamos à tarde.  Saímos às 5 e meia, as 5 e 40 estamos em casa, é tomar banho e jantar, ver televisão e cama. Isto não é vida. Isto é vidão! {#emotions_dlg.king}

 

Por vezes de manhã na rádio ouvimos o transito e diz o Luís "Nem sei como vamos chegar ao trabalho hoje" e pronto desatamos a rir por não podermos com o bem que temos. O máximo que apanhamos é um tractor ou um mata-velhos.

 

A todos os que ficaram em Lisboa: os meus sentimentos sem ressentimentos.{#emotions_dlg.evil}

 

 

Novidades, "novidinhas" nada de especial. Vidinha normal de Inverno, muito frio, muita chuvinha fria, muito nevoeiro de manhã, mais frio, ficar em casa enrolados em mantas, papar séries...

 

Por falar em séries ando doida com "The Walking Dead" e por mim via a série toda de uma rajada. Mas com um volume de tabaco ao pé que aquilo dá-me uns nervos!!! Nem comer durante eu posso. Que me cai mal. E mal começa o episódio o meu coração acelera. Eu acho que vou ter um fanico mais dia menos dia. E acho também que aquilo um dia acontece! É! É! Eu já tenho um esconderijo debaixo do vão das escadas da minha vizinha, que é a minha arrecadação :D Como um miudo à espera do Natal eu aguardo pacientemente as terças feiras no canal FOX para ver. Acho que há muitos anos que não via algo na televisão que gostasse tanto ao ponto de ficar nervosa, pensar que pode acontecer e encontrar lugares para me esconder. Eu que não via televisão... É DEMAIS!!!!!!!!! Não digam a ninguém mas já andei a ver na net se havia assim mais qualquer coisita {#emotions_dlg.blushed} mas só há os episódios que vi... Era só para ver... Para meu consumo... Também conta como pirataria? Conta? Ah shit!

 

Ah sim com este trabalho falo "ingrês" como disse... E cá me vou lembrando de algumas palavras... Shit é uma delas... Pena que não a possa usar quando bem me apetece{#emotions_dlg.lol} O pior é apanhar uma pessoa da Coreia que fala "português" e sai um diálogo como este:

 

- ***************, Bom dia!

 

- Bum dia. Querrrrer falarrre cum Sinhorrre Tal.

 

- Concerteza. Quem devo anunciar?

 

- Clarrrro, clarrrro.

 

- O seu nome, por favor...

 

- Concerrrteza.

 

- Sir? What's your name, please?

 

- Yes, yes!

 

 

E pronto foi a minha primeira chamada... Desta nunca mais me esquecerei... Nem daquela vez na Faixa de Gaza que me ameaçaram com uma caçadeira... Já tive uma identica aqui mas sem caçadeiras no entanto não foi comigo porque eu "tive de ir à casa de banho"... Mas que os senhores metiam medo, metiam... Quem disse que os Italianos eram românticos e melosos não viu estes de certeza! Arre!

 

Depois tenho um homem que guarda a propriedade. A primeira vez que o vi quase caí da cadeira. Entrou de mansinho e especou-se ali atrás do vidro, quando levantei a cabeça parecia que estava num qualquer momento da 3.ª dimensão. Se estivesse noite e a trovejar não estaria aqui de certeza. Vejo um homem rígido, vestido completamente de preto, com ar carregado e porcalhoto, com um bigode à início de séc. XX. Compus-me e o diálogo seguiu-se... Vendo bem foi um monólogo porque ele não respondeu mas eu percebi o que ele quis "dizer" uma vez que era o meu 3.º dia e não havia muitos assuntos que eu pudesse resolver então percebi logo: chamei a minha colega.{#emotions_dlg.emplastro} 

 

Hoje, dentro dos possíveis, somos "grandes" amigos. Eu num lado e ele no lado oposto... Lá longeeeeeeeee.

 

 

Depois o resto é a vidinha normal de "casada". Umas parvoíces, uns ralhetes para cada um impor a sua vontade, beijinhos, muito trabalho e a cereja no topo do bolo das pérolas do Luís:

 

 

Eu remexendo soutiens para comprar, o Luís passa por detrás calmamente e diz:

 

- Porque estás a ver isso?

 

- Oh estou a ver se há aqui algum giro... - digo na minha inocência.

 

- Não vês que isso é para as senhoras crescidas?

 

{#emotions_dlg.serious}

 

E vai embora calmamente deixando-me a olhar para ele de boca aberta e vermelha como um tomate.

 

 

Com ele os meus complexos ficaram na gaveta... Tinham de ficar. Ele volta e meia esgaravata-os!{#emotions_dlg.nostalgic}

 

 

 

 

 

 

 

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04
Mai10

Já estive mais longe...

por Pobre(o)Tanas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não de o ser mas de ter...

 

 

Pois é. O Luís conseguiu trabalho no Alentejo na área dele e mais cedo ou mais tarde pisgo-me também.

 

 

Agora é só arranjar casa, arrumar a trouxa e ala que se faz tarde!

 

 

 

 

 

Acabou-se o trânsito. Acabaram-se os barulhos de sirenes e aquele burburinho nocturno de cidade que pouco dorme.

 

 

 

Poderei deixar de fazer o buço e aparar as sobrancelhas se me aprouver! E dar um traque que só a terra e a lua serão testemunhas e não as 20mil pessoas que partilham o mesmo autocarro comigo de manhã.

 

Por falar em autocarros! Lá só ha um de manhã e outro à noite!!!!! E acho que às vezes nem há! AHAHAHAHAH SOU FELIZZZZZZZ!!!

 

 

Posso ir trabalhar para um supermercado ou mesmo numa lojinha de rua e andar de chinelos. Não vou ver mais carros estampados e aturar ranhosas de sapato de salto alto. Vou ouvir os passarinhos o dia todo. Vou poder esturrar ao sol Alentejano aos fins de semana e ao fim de um dia de trabalho. Gelar com o frio seco que por lá faz no Inverno e tremelicar debaixo de um casaco de penas todo roto sem ter problemas que olhem para mim!!! Não vou ter Centros Comerciais onde poderei estourar o dinheiro para me arrepender depois. Nem Mc Donald's (esta parte é a única coisa que me faz assim espécie mas nada mais) para aliviar os stresses porque poucos vou ter.

 

Vou ter uma vaca leiteira chamada Camélia!!!

 

Os meus bichos poderão correr à vontade e a Zappa deixará de ser virgem para se tornar uma "filha" vagabunda. O Pablo irá esticar-se debaixo das árvores e correrá tanto que se vai tornar um cão totalmente atlético e saudável. E a minha Piggy será a mesma badocha de sempre atrás das moscas e bicharocos que apanhar.

 

E além disto tudo terei tempo para o Luís e mais tarde poderei criar os filhos num sitio calmo e longe da violência citadina.

 

 

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Faz amanhã 23 anos que abri um olho para o mundo. Assim tipo vesga. 5 anos depois descobre-se que era apenas miopia.

 

 

 

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01
Abr10

A ser verdade....

por Pobre(o)Tanas

 

 

 

E se se confirmarem as minhas suspeitas...

 

Será filho/a da Minigeste e do Bactrim Forte!

 

 

 

 

 

Ai Deus me acude!

 

 

 

 

 

 

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