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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!

Mas atenção, num local tipo Évora, com muitos turistas e mais coisas para ver que aqui as nossas zonas de Borba, Estremoz e Vila Viçosa.

Logo no inicio das nossas férias, rumámos com os cães até Lisboa. Seriam dias calmos se eu não me enervasse de cada vez que lá vou, ou pelo trânsito, ou pelas pessoas horrivelmente stressadas ou mesmo pela família que me deixa em estado pirulas com a sua maneira de ser obtusa.

Os dias de chuva de início de Agosto também em nada ajudaram mas contando eu que o meu pai nos emprestasse o carro para que fossemos passear com a minha avó, tendo até ajudado o Jacinto quanto ao travão de pé que não estava habituado à condução da Mercedes, a alminha de Deus estacionou o carro num acesso dificil que só ele consegue tirar pelo que não pudemos levar a velhota a lado algum. Lamento que as coisas sejam assim mas já me fartei de chatear e neste momento prefiro ignorar. Problema dele.

Mas a questão do carro foi uma gota de água quando tudo o resto naquela cabeça anda desgovernado. Cada vez mais a estúpidazona da minha madrasta lhe faz a cabeça e eu deixo. Adiante.. Sugeriu que ficaria com os cães para que fossemos um fim de semana até ao Algarve, tudo perfeito não fossemos nós donos de um terreno vedado com 5 000m2 (só a nossa parte, fora os outros 20 000 de espaço que toda a quinta tem)... Chegou a hora, recusou-se a ficar com o cão... Porque era grande e não confiava nele. Não haveria problema de ficar com a cadela - até porque já se tinha feito ao piso quanto à possibilidade de lhe dar a cadelinha para a ter lá - mas que com o cão não. Conclusão, para mim onde fica um têm de ficar forçosamente os dois e por isso paguei para os ter num hotel/canil e resolvi a situação sem me chatear mais com isso... Assim como assim com tanto espaço ele iria manter os cães presos a uma corrente o tempo todo e só lamento o facto de ser tão torto que não veja que faz sofrer os outros cães que lá estão.

Consegui visitar toda agente que queria, a D. Orlanda, a minha irmã e até a minha amiga Pris que com a sua maneira de ser alegrou todo um serão na esplanada com as suas aventuras. A dado momento o Vasco da Gama é assaltado e uma rixa começa mesmo atrás da cadeira dela, pois ela nem se mexeu e nós, já desabituados ao ram-ram de toda uma cidade e suas confusões andámos de coração nas mãos todo o tempo. As pessoas mergulharam à tareia umas nas outras e ela impávida e serena a contar as suas histórias como se nada se passasse. A dada altura ainda solta um "Ai que irrequietos..." e continua...

Por vezes pergunto-me se também eu era assim. É que já não me lembro... Mas não me importo porque significa que estou aqui no cu de Judas longe de tudo... O Jacinto diz que quando chega perto da Ponte 25 de Abril põe a cassete citadina.

A segunda semana passámo-la a descansar na nossa casa. Além de termos os cachorros durante 3 dias para os entregar mais tarde a um casal amigo o que nos preencheu muito tempo, a Zappa resolveu dar à luz um casal de pequenotes muito feios!!!! Que são a alegria cá de casa. Aguardo que alguém se ofereça como dono. Já são muitos.

Vimos muitos filmes, fazemos muito exercício, passeámos com os cães e a meio da semana fomos até Évora comprar tintas para pintar a sala no entanto aguardamos a semana anterior à vinda dos móveis e sofás para começar a pintar.

No último fim de semana fomos então até Portimão com a minha irmã. Saímos de casa cedo, deixámos os cachorros no Hotel Canino D' Além Machede perto de Évora cujo preço achei acessível e adorámos a forma como eles foram tratados - pois que na volta nem nos ligaram nenhuma quando nos viram - deixando-me descansada durante 5 dias e 4 noites. Almoçámos por lá e vimos uma exposição de Andy Warhol. Seguimos pela velhinha nacional até Beja, por aí fora parando aqui e ali, chegando a Portimão às 19h e pouco. Diverti-me apesar da pouca praia, precisava de mais uns dias de relaxe... Contudo fui ao Algarve e isso sim interessa. Contento-me com pouco. Fiquei feliz com o nosso bolinhas que com um depósito fez Estremoz/Portimão/Almada/Estremoz...

Na volta fomos outra vez até Lisboa (margem sul) visitar a minha mãe que estava em Espanha nas semanas anteriores. Foi connosco comprar os nossos móveis e sofá à Moviflor. Não gastámos muito e só o sofá era do preço de tudo aquilo que pagámos. Dia 28 de Set. cá cantam as nossas mobílias novas para a sala. Mal posso esperar!





(Imagens da web)



As cores não são estas. Escolhemos preto. E para a parede da sala apostámos num azul acinzentado que acho dar um ar mais convidativo à nossa sala visto ser enorme a meu ver e porque mal abrimos a porta de casa entramos logo na sala mas há ali qualquer coisa que quebra dai ter apostado nestas cores. Logo se vê se entretanto fazemos mais alterações. Nada como experimentar. Depois porque estou farta de coisas castanhas. Quanto aos móveis que restam não sei o que lhes vou fazer pois o que supostamente seria o nosso escritório tornou-se numa sala de arrumos, o local onde pinto e tenho os livros e cd's, onde o Jacinto guarda as suas tralhas da pesca e onde os gatos pequenos agora se escondem quando ouvem um barulho estranho...

Esta semana já voltei ao trabalho e até tem sido calmo visto ainda estar tudo de férias! Deu para tratar de tudo com serenidade.

Deixo fotos das nossas férias :)





















A vida é muito simples. Basta apreciar pequenos momentos. Não sei porque complicamos tanto...


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24
Jun11
Tem sido complicado vir aqui. Falta de tempo, cansaço, muito cansaço, e sinceramente tem dias que prefiro plantar batatas no FarmVille ou construir uma escola no CityVille que vir aqui e despejar a trampa que ouço o dia todo no trabalho ou a vontade que tenho em fazer uns bons quilómetros, atravessando o oceano e dar umas valentes bolachadas em certos Americanos mal-educados que ligam para o escritório, ou abanar meia dúzia de Chineses que tentam vender coisas que em nada nos interessam e quando dizemos "Thanks, but no thanks" eles desligam o telefone na nossa cara voltando a ligar no dia seguinte como se nada tivesse passado.

Depois de semanas e semanas a salivar por este fim de semana prolongado, pois para nós, aqui, seria de 4 dias, eis que o Dr. Where's Wally (ou Waldo), decide alterar algo que há 30 anos era normal na empresa e nada de ponte para ninguém. Estava tudo a pensar que seria igual aos anos anteriores quando ele descobre que ninguém está a pensar trabalhar na sexta e vá de fazer grande filme e ralhar, espernear, contorcer-se e maldizer de tudo e todos. Depois de toda a revolução, cai nele e resolve dizer que quem quiser pode tirar férias. Certo que no fim disto tudo só ele, eu e a Miss Coquette é que fomos bulir. Pois que a restante malta meteu férias. A medo preferi ir do que ele passar-se da cabeça e mandar-me de férias permanentes. A Miss Coquette como não lhe interessava ter fim de semana prolongado, deveria estar com falta de dinheiro para ir a Badajoz às compras, veio toda feliz e contente trabalhar como se a vida dependesse disso e ganhasse uns pontos a mais em relação a quem tirou férias. No fim disto ganhamos o mesmo que aqueles que ficaram em casa a descansar: um B.C.M.... Para quem não sabe, um Balde Cheio de Merda p'la proa.

Aguardo, desta forma, pela primeira quinzena de Agosto para finalmente ficar de papo para o ar.


Já sou "AVÓ"!!!!

Filho da mãe do cão, deu uma pinada de 10minutos e faz meia dúzia de cachorros!

Aquele a que temos direito já está mais que vendido pelo que em Agosto vou entregá-lo aos futuros donos.

Estou babadíssima com os meus netos! 4 meninas e 2 meninos!











Não caibo em mim de cada vez que vejo estes pequenos! O meu peito enche-se de alegria! Só me apetece beijá-los! Lindos, lindos, lindos! Ficava com eles todos dentro de um cestinho... E passava toda uma vida a mirá-los assim quietinha...

Mas depois fico com falta de ar... E tudo isso por causa do esforço físico. Todos os dias, religiosamente, temos ido correr para o campo da bola aqui da aldeia. Fazemos aquecimento e ali vamos nós... 1 voltinha... 2 voltinhas... 3 voltinhas... 4 voltinhas e paramos que por enquanto não dá para mais. 1 voltinha a andar, outra voltinha a passo rápido e no fim uma corrida em velocidade. Posto isto uns abdominais. Se estamos podres de bons? Não, mas havemos de lá chegar... Daqui a uns anos... E se pararmos de comer merdices!

Depois temos tido a visita da minha mãe quase todos os fins de semana. Da ultima vez resolveu trazer o meu tio que já há mais de 4 anos que não me via e foi preciso divorciar-se para se apegar momentaneamente ao seio familiar... Eu diria mais, apego à "mama"... da conta familiar. Mas isso são outros quinhentos que eu sou pessoa que partilha!!!

Já dizia a outra senhora que lê cartas que eu nunca seria rica, seria sempre remediada, que não viveria com dificuldades, agora rica jamais. E eu já interiorizei tudo isso contudo os 3 Pastorinhos também assistiram a um Milagre e nunca pensaram eles que isso fosse acontecer enquanto pastavam ovelhas...

Se estou triste de não ter tido um fim de semana prolongado? Não, nem por isso... Eu até sou uma pessoa calma e aguardo a minha vez...

Já tirei senha e tudo!

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(Imagem da Web)



Ela apontando para a imagem e a rir-se: Olha 'mor, até tem compartimento para as máscaras de oxigénio como nos aviões!!!!

Ele: Serás parva?!?!?!?!?!






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Recebemos a notícia nem com agrado nem com desagrado... Recebemo-la e pronto... É inevitável. O mal está feito e a culpa é nossa. O mundo não vai acabar por isso... Não estávamos à espera mas há que tocar a vidinha para a frente apesar de tudo... Deus nos acuda nestes tempos díficeis que se aproximam!


Vamos ser "avós"...


A Zappa está prenhe...



A minha "filha" mais nova...

A "miúda" nem sabe o que lhe está a acontecer. Todos os dias é miar desalmadamente como se não houvesse amanhã. Comer este mundo e o outro e de tudo em quantidades que davam para alimentar 4 gatos adultos com mais de 8kg. Anda à procura de sítios confortáveis. Penso que nem ela própria sabe porque os procura...

Eu avisei o Jacinto... Temos de a mandar esterelizar... Que nada! "Nem pensar! Deixa lá o animal como está..." agora é o que se vê... Durante os cios eram 1000 olhos em cima dela, janelas, portas e tudo que desse acesso à rua, completamente vedado como se vivessemos num bunker. Bastou alguém ensonado ir à rua ralhar com os cães às 4 da manhã... Sua Senhoria escapa-se por entre pés e não mais foi vista até ao outro dia de manhã quando entra em casa assustadíssima mas com um ar altivo e diferente. Tão diferente que mal a "irmã" se chega perto para a cheirar, Sua Alteza espeta-lhe um bolachão como se o mundo fosse dela e a Piggy não mais passasse de uma mera serva dos seus caprixos...

Não faço ideia onde vou arranjar donos para os meus "netos" mas neste momento só quero ver esta "malta" cá fora... Logo se vê como será. Pode ser que quando os começarem a ver alguém se apaixone. Dava jeito que fosse um ou dois não mais. Felizmente que as minhas restantes "filhas" estão esterelizadas...

No entanto aguardo o dia com nervosismo. Adoro vê-la assim. Tão parva quanto antes mas um doce... Sempre ensonada, melosa e chata...


Para não variar... Continua a cheirar mal...







Aventa pr'ai 'tá?



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10
Mar11

Aniversários...

por Pobre(o)Tanas
Era o dia de aniversário dele. Ela, apesar de ser um dia especial, estava triste. Por mais que tentasse dar a volta por cima, lembrando-se de coisas boas e positivas porque não podia estragar o dia dele, não conseguia. Até que... Tudo desaba e ela chora sem razão aparente, sem querer, sem saber como controlar as lágrimas. Ele, aproxima-se dela, abraça-a não se importando com o ranho na sua camisola e afagando-lhe as costas diz:

- Eu sei porque estás assim...

- Sabes? - Pergunta ela entre duas fungadelas.

- Sim... Estás assim porque és uma invejosa! Mas fica sabendo que quem faz anos sou eu!!!




Amor é isto...





(Imagem da Web)



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E uma semana passou...

Não tem sido fácil mas acho que já que estou há 8 dias sem fumar pelo menos continuo...

Até porque o objectivo será talvez fumar um "cachimbo" destes no fim do ano...


(Imagem da Web)

Nada de especial a contar tirando o facto de ter tido uma birra imensa este fim de semana. Oh senhora birra... Nem comigo me sentia bem. Apetecia-me tirar a pele e enfiá-la na máquina de lavar/secar para ver se isto encolhia um bocadinho e me servia no meu "EU" pois mais parecia o demo em cuecas...

Viesse cá um exorcista com água benta e era ver-me a trepar paredes e a fazer a ponte no tecto de casa.

Até os cães e gatas andaram sossegados... E nem se ouviram passarinhos na rua...

Não tenho escrito nas alturas em que me apetece fumar... Porque ou têm sido poucas ou tantas que não haveria papel que chegasse... Quando me apetecer... Avento qualquer coisa para o papel...

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À cata de coisas baratas no supermercado, com a mania que sou poupadinha, lá me decidi em trocar o detergente habitual para a roupa pelo Ultra Concentrado com cheiro a águinha de rosas após lavar o cu a meia duzia de velhotas haitianas.

Cheguei a casa, super feliz com a descoberta de algo a metade do preço e com um cheiro ainda mais fantástico. Tudo isto após ter feito caras ao meu Jacinto de

"Vês??? Não és só tu que escolhes coisas baratas e fixes... Eu também!!!"

Quando o vou a colocar na máquina... NADA!

É tão, tão, tão, mas tão concentrado que fica colado à embalagem e não sai.

Depois admiro-me que o meu Jacinto me chame o que me chama durante todo o tempo em que estamos juntos.

Cá em casa ele é "Mor", "Jacinto", "Jacinto do Céu", "Opah" e "Tu aí...", para ele eu sou e passo a citar a lista:

* Puvite (que quer dizer pevide... ele chamou-me parva por uma qualquer razão e eu apesar de ter ouvido perfeitamente o adjectivo que me qualificava, pedi que repetisse e ele "Ah... Puvite..."

Depois com o tempo as coisas descambaram e apesar de haver respeito mútuo (ainda não chegámos à violência doméstica com frigideiras à mistura) ele não consegue ficar indiferente quando me vê nua e daí que chegar às alcunhas que tenho de momento foi um passo...

* Badocha (gorda)
* Bombona (gorda com mais de 550kg)
* Bombix (uma gorda com mais de 550kg do tempo do Asterix e do Obelix)
* Cachamela (que na sua linguagem quer dizer "glande"... sim é verdade! E já me benzi...)
* Ou Cachamelona (e aqui não preciso de dizer mais nada...)
* Lhona (diminutivo de cagalhona quando não mo chama por inteiro)
* Manulete (que tem uma música a acompanhar)
* Pirulete+Trotinete+"Biclete"+"Caminete" (assim tudo de seguida)...
* Bufenta (quando me "esgazeio" toda)
* Pavona (quando me armo em boazona)

E a mais recente de todas:

* Carlos.

E no fim disto tudo escapa o "Chiribi" que me chama quando está meloso demais...

Com todas estas alcunhas e outras tantas que ele vai inventando, é normal que acabe os meus dias de vida numa qualquer ala de doidinhos.

Enfim... Já lá vai o tempo em que frases como "Amo-te tanto. És linda, amor! Perfeita!" passaram a versos de músicas do José Cid tipo "Como o macaco gosta de banana eu gosto de ti" ou "Na cabana junto à praia, tu e eu e os "caracóis"...". A compostura foi substituida por corridas todo nu pela casa com umas cuecas minhas, daquelas que escondo o mais que posso no  fundo da gaveta, postas na cabeça. Tudo o que engloba uma relação de gente simples do povo nós temos.

Penso que foi o culminar da nossa cumplicidade quando começámos a mandar traques à frente um do outro. Peidos mesmo! Nada de bufinhas tímidas enquanto se corre para a casa de banho corados e cheios de vergonha porque é algo horrível e que deve ser dado somente na casa de banho. Nada disso! Não fosse termos ultrapassado esse obstáculo fedorento e hoje éramos como o Timon e o Pumba a olhar para o céu estrelado a pensar que as estrelas eram ou pirilampos ou bolas de gás! Ou recorriamos ao bifidus activus para desaparecer o inchaço na barriga.

Assim poupamos energias para outras coisas e andamos bem dispostos.

Pelo que não concebo a ideia de se estar há anos com uma pessoa e não se dar um valente peido com vergonha! Credo! Nem eu conseguia manter uma relação assim. O mundo é perfeito, a nossa relação também e não somos menos educados por isso. Aquilo que somos cá em casa, basta-me para aguentar o mundo hipócrita lá de fora. E sabe bem regressar da rua e ser o que quiser ser. Poder comer com a mãos e chupar os dedos, arrotar de satisfação, dizer que a casa de banho está imprópria enquanto venho a limpar aos mãos como se nada fosse, poder cheirar a chulé ao fim do dia de trabalho quando me descalço, assoar-me e fazer barulho tipo elefante em época de acasalamento sem pensar em atenuar tudo isto porque sou um ser racional e existem regras de educação... 

Já com cera de ouvidos a história é outra... Isso não me peçam para olhar... Uhg!!!

(Imagem da Web)


Quem nunca aventou um peido, avente o primeiro!


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Eu, por vezes, fico farta de gente com boas intenções... Sério! Chamem-me pobre e mal agradecida, ingrata, antipática, tudo e tudo e tudo. Façam o favor de me chamarem que eu estou-me nas tintas.

Se as pessoas estiverem quietinhas em casa ou a fazer as suas coisinhas e de volta da sua vida o mundo desliza na boa, a vida é mais agradável e se se apurar bem o ouvido até se ouvem os passarinhos lá longe...

Agora agradeço que a intenção das pessoas que gostam de dar de comer aos meus cães aquando a minha ausência pare o mais depressa possível uma vez que os meus cães têm horas certas para comer, estão bem alimentados e não precisam de mais nada do que aquilo que já lhes dou. Se continuarem a dar ossinhos, chichinha e merdinha aos meus cães um destes dias há merda da grossa quando o maior atacar a mais pequena por causa de um mísero osso que alguém na sua boa fé resolveu dar porque coitadinhos "são cães e gostam de ossos"... Não! Não e não!!!

As pessoas se não souberem que fazer aos restos, epah arranjem cães também... Ou dêem aos gatos ou cães vadios. Os meus não precisam.

Depois o trabalho que é tentar descobrir onde pára esta alminha caridosa dos ossinhos. É que nunca se sabe se o osso pode estar contaminado com veneno ou não. Uma pessoa sabe lá! Vê o osso no quintal, começa a tremer e tenta rezar para que seja apenas um osso sem aditivos fatais.

De boas intenções está o Inferno cheio. E se um dia acontecer alguma coisa somos nós que pagamos do nosso bolso a conta do veterinário ou pior, temos de fazer algum funeral...


(Imagem da Web)



Nós agradecemos...

Thanks but no thanks...

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02
Fev11
Dizer aos nossos pais que nos vamos casar tem os seus "quês"... E comigo não seria excepção não fosse eu uma filha mais ou menos desejada nos idos de 1986 quando o calor apertava numa tarde de Agosto e nada mais havia para fazer que se esfregarem um no outro e fazerem-me.

Contudo dizer ao meu pai que me vou casar com o genro perfeito e levar a resposta que levei posso afirmar que não estava à espera:

- Se a tua mãe vai, eu não vou... Até porque me disseste há uns anos que nunca te irias casar com ninguém e eu estava descansado. Não me vais pedir uma coisa dessas... (...) Porque não te casas no mesmo dia que eu com a tua madrasta?... Bla bla bla «------- aqui nesta parte eu já estava a pegar num cigarro para acalmar os nervos...

Ora poderia começar aqui a escrever que sou uma filha sem sorte, que o dia é meu e que ele está a ser egoísta, que se me perguntassem aos 5 anos o que eu queria ser quando fosse GRANDE eu diria veterinária e não aquilo que simplesmente sou hoje (ou não sou, ainda não descobri) pelo que dizer-lhe há uns anos que não me iria casar seria o mesmo pois não sei o que se passará daqui a uns anos e que se me quisesse casar no mesmo dia que outras pessoas inscrevia-me nas Noivas de Santo António, mais! Que se ele não for a minha avó é a que sai mais prejudicada pois não poderá ir ao casamento da única neta que tem...

Poderia dizer isto tudo, podia, mas já o disse e foi o meu Jacinto que me aturou a neura.

O cerne da questão é:

Posso mandá-lo à merda?

Ou à merde que é mais bonito por ser em Francês e mostra que aprendi alguma coisa nestes anos...?

Depois de uma longa "conversodiscussão" e sem qualquer contexto lançou que a culpa de eu não ter acabado o curso era da minha mãe pois foi ela que me incentivou a ir para Artes e que Artes não teria "obviamente" saída nenhuma.

(Claro que quero ressalvar aqui de imediato que na Faculdade fui para Letras e que Artes foi no secundário mas há que dar um desconto pois o Alzheimer não afecta só os Alemães...)

Daí que questiono que raio tem o facto de não ter acabado o curso com a minha vontade de casar. Mas hei-de lá chegar um dia...

Ah não... Espera! Queria que eu fosse uma jornalista famosa para ganhar rios de dinheiro para poder pagar dois casamentos! Um para a minha mãe e restantes convidados e outro só para ele...

Boa eu sabia que conseguia!

Pelo que e após alguma reflexão cheguei a uma decisão... Pronto várias...

- Caso-me no registo civil e não vai ninguém.

- Caso-me no registo civil e ele vai e depois no da Igreja vão os restantes. Ou vice-versa...

- Caso-me na Igreja com todo aquilo a que tenho direito (menos entrar a cantar... se isso acontecer internem-me...) e quem quiser ir vai, quem não quiser vê pela televisão - levando a minha avó de qualquer maneira e isso ninguém me pode proibir nem que tenha de a ir buscar a meio da noite.

- Ou caso-me no registo civil e quem quiser vai também e faço um almoço de sandes de presunto e uns Sumol e a coisa fica feita.

O giro da questão... Se ele não for a nenhum, quem me leva ao altar? Ou à mesa do registo?

Ah pronto já percebi... Como em tudo na minha vida, darei mais esse passo sozinha sem a ajuda dos meus pais, neste caso dele.

'Tá bom...

Fico esclarecida.

Assunto arrumado...

Quer dizer... Poderia não aparecer no aniversário dele no próximo Sábado. É que fazer 200km para ver alguém apagar umas velas, dá cá um trabalho... E as prendas? Também deveria poupar o dinheiro delas para fazer dois casamentos ao qual um deles ele quisesse assistir... E ter que o visitar naquela terra hedionda (que é a minha) a qual só me tráz pesadelos... Não será o mesmo que ele rever a minha mãe? É só pôr as coisas assim.

Alguém me dá razão.. Não sei quem...

Os fanáticos do equilibrio entre os famíliares directos, que julgam que pai e mãe serão sempre pai e mãe independentemente da merda que façam, não me dão de certeza mas quero crer que algum filho rebelde possa ler isto e abane a cabeça em modo afirmativo.

Agora sim a acta foi lida e assinada...

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Tudo calmo nas Calhoeiras (pelo menos eu acho que sim) tirando o facto de haver imenso trabalho e eu estar a consumir 1 chocolate por dia. No entanto armo-me em pseudo-secretária finesse e ali vai ela como se o chocolate não fosse direitinho às nalgas. E não digo isto por engordar é mesmo por criar ainda mais borbulhas do que aquelas que já tenho e ouvir o meu Jacinto, enquanto se agarra ao meu traseiro, dizer:

That's one small step for man; a giant leap for mankind.

Não fosse ele estar em solo lunar cheio de crateras.

Algumas coisas no trabalho têm corrido sobre rodas. Já me movimento bem melhor lá dentro o que me deixa mais à vontade. Apenas continuo sem perceber nada de calhaus mas isso deve vir com o tempo e se não vier, viesse. Além disso não tenho acesso directo aos calhaus daí que se torne mais difícil saber mais acerca deles. No fundo gostava de aprender mais para não ter de pedir ajuda ao meu colega "Helder" - e quando digo Helder é porque ele me faz lembrar aqueles rapazinhos muito aprumadinhos e religiosos que vêm tocar à nossa campaínha para nos dar um sermão sobre o fim do mundo em cuecas.

O Hélder é um gajo que não se casa com a namorada com quem está há 10 anos porque a vida não está facil. No entanto eu traduzo: Eu não quero ir para um sítio onde tenha que lavar a loiça, arrumar roupa e ter que escolher o que levo calçado para o trabalho no dia seguinte. Quero estar em casa da minha mãe onde ela me corta as unhas dos pés na perfeição.

Sendo que ele só conheceu esta única namorada - não me perguntem porque digo isto mas tenho a certeza que assim o é -, o Hélder é um totó que só Deus sabe. O Hélder faz dezenas de metros para me pedir que eu lhe faça uma chamada telefónica quando ele podia muito bem fazê-la ou ligar-me do telefone dele para o meu e pedir da mesma forma. O Hélder chega ao cúmulo de me interromper ao telefone para eu telefonar a quem ele quer. O Hélder se for preciso faz metade da area total do local onde trabalhamos para me dizer algo. O Hélder é um manfio que não faz um cú. O Hélder só tem mais 3 anos que eu tanto na empresa como de idade. O Hélder só ganha mais 200 euros que eu dado que fui substituir uma baixa porque a moça que está doente ganha mais que ele. O Hélder tira-me canetas, agrafadores e clipes com os quais preciso de trabalhar. O Hélder gosta de programas que já estiveram na berra há anos e já só dão na RTP Memória (a RTP Memória ainda existe?). O Hélder pensa que é meu patrão mas está MUITO enganado porque quando eu souber mais sobre calhaus e não precisar da ajuda dele, mando-o para a c*** da mãe street e de caminho para o c****** também!

Mas tirando isso está tudo sossegado.

Ah... Calma! Recebi um e-mail, em resposta a um que enviei anteriormente explicando uma situação, a frisar o quanto sou profissional.

Já não se mandam cartas de mérito ou recomendação. Agora só e-mails para aguçar o ego medíocre que possuímos no país em vivemos. Mas também não posso falar porque nunca votei na minha vida. E quero continuar a ter orgulho nisso. Não sendo como o Hélder que aspira à presidência da Junta... Enfim... Como diz o meu Jacinto "Que falta de ambição..."

E agora que já é tarde e está frio, vou aventar o meu solo lunar para a cama...


(Imagem da Web)


Cá está! Pobre(o)Tanas envergando uma bandeira nada Portuguesa... Por mim poderíamos ser Espanhóis, Americanos, Sul-Africanos, Japoneses... Desde que ganhasse mais e pudesse estar descansada quanto ao nosso futuro e ao futuro dos meus filhos queria lá bem saber do nosso passado glorioso de Descobertas... Acabou mesmo tudo no nevoeiro. E daí nunca mais saíremos.

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30
Jan11
Ver os episódios do programa The Hell´s Kitchen faz-me crer que já deveria ter desistido de cozinhar há muito mas muito tempo... Não tanto pela comida em si mas pela ausência de esforço e paixão com que pego na colher e mexo uma panela de sopa...




A minha irmã teima em afirmar que não sei cozinhar pois nunca provou nada do que eu cozinhasse. Pois bem posso garantir que sei cozinhar, sei fazer imensas porcarias e nem pego em receitas a menos que sejam pratos exóticos e merdas dessas. Não olho a quantidades, vai tudo a olho e se sair mal quem quiser faça melhor ou vá comer ao restaurante aqui ao lado. E também tenho mau feitio pois não gosto que me peguem naquilo que faço e às vezes tenho pegas com o meu Jacinto pois ele adora cozinhar e meter o nariz nas coisas o que por vezes deixo outras nem por isso, dependendo da neura.

Se me perguntarem se gosto de cozinhar digo já que depende. Se for algo novo ou que me apeteça imenso faço com gosto ou então com irritação pois tenho fome e nunca mais me despacho com aquilo para comer. Tudo isto vem de um passado em que não me ensinaram a fazer comida de espécie alguma sendo que aprendi a ver e a fazer experiências sozinha e também porque enquanto vivia sozinha dependia de um pacote de bolachas e um copo de leite à noite para jantar.

Tenho uma avó, mãe e irmã que cozinham lindamente e eu apenas não fui aproveitada. Pois tenho um paladar requintado e um toque fenomenal para a coisa pois sei que me saio bem em determinadas áreas. Quando tenho a certeza que o sei fazer as coisas saem bem, quando não tenho a certeza admito e deixo que o façam. Mas existem dias em que a certeza fica bem trás da vontade e a coisa acaba por chegar a umas míseras torradas com sumo de pêssego.

Mas uma coisa eu adoro cozinhar. Comida para os meus cães! Não há nada que me dê mais gozo que fazer uma panela de comida para cão. Restos de carne, massa, um caldo Knorr para dar gosto, misturar tudo com pão duro et voilá! Eles deliram, não reclamam pois não é a merdosa da ração habitual e até repetem. No fim arrotam e vão dormir de pança cheia! Nasci para isso.

É isso e lavar a casa-de-banho! Venha de lá a D.ª Maria, criada da Henriqueta Elisabeth da Cunha e Sá Fonseca-Galhão que não consegue fazer melhor! Se não tivesse panelas em casa a minha sanita servia perfeitamente! O meu bidé pode ser usado para beberem o melhor vinho da melhor reserva! A minha banheira é digna de um Rei Árabe! E o meu lavatório poderia ser usado para que a mulher mais bela deste mundo pudesse lavar a fronha nele!

Nah! Casas de banho é comigo e eu adoro limpar uma casa de banho! Nada me sabe melhor que sentar o meu rabo na minha sanita cheirosa e limpa! Não há nada que não seja branco nela! Aquilo brilha como um diamante em água cristalina! E isso é o que de melhor faço quando me armo em dona de casa.

Por outro lado sou muito desarrumada. Sou-o. Mas o Jacinto bate-me aos pontos. Mas sou-o com a roupa. A roupa de verão é misturada com a de inverno, tenho tudo ao molho enfiado em gavetas e caixas e pouco me preocupo se tem um botão caído. Maior parte da roupa nunca viu o ferro. Só passo camisas e no verão alguma cueca na qual possa ter passado algum bicho. De resto, tiro da máquina, sacudo bem sacudido e estendo o mais direito que posso. Sou desleixada quanto a roupa mas tenho sorte de ter um marido que não gosta de calças passadas a ferro e não liga a meias viradas do avesso quando são arrumadas. O que é certo é que as roupas ficam direitas e nem precisam de ferro. Por outro lado quem me vê vestida e ao meu Jacinto vê-nos impecavelmente engomadinhos e aprumados. Faço 4 a 5 máquinas de roupa por semana e não suporto roupa que fica estendida um dia e ganha cheiro do que quer que seja. Vai logo para a máquina novamente. Nisto sou péssima dona de casa contudo acho que o tempo pode ser aproveitado bem melhor que o passar agarrada à tábua de engomar se posso ter a roupa direita à mesma sem precisar de o fazer. Isto vem também do tempo de estar sozinha. Claro que se estivesse desempregada passaria a ferro pois tentava ocupar o tempo mas se existem coisas mais importantes a fazer a roupa será certamente a ultima coisa com que me vou preocupar.

Odeio lavar a loiça mas alguém acaba por o fazer. E normalmente tentamos não deixar loiça para o dia seguinte. Quando não apetece não apetece e fica assim como está. No entanto odeio ver a cozinha desarrumada e isso deixa-me paranóica. Daí que por vezes parecer que me contradigo. Odeio uma casa desarrumada mas eu sou desarrumada com outras coisas.

Mas sou asseada comigo, o meu Jacinto é o cúmulo do asseio somos com a nossa casa e daí que as coisas até correm bem. Certo que hoje limpámos tudinho e amanhã já estará uma desgraça com toda esta malta cá em casa. Terça-feira já estarei a bufar e a dizer mal da minha vida.

Não passo lençóis a ferro, os nossos corpos fazem-no lindamente, não passo fronhas, nem panos de cozinha, não passo toalhas de mesa pois não as uso e as do banho são dobradas apenas, não dobro meias como se fosse o Principe das Astúrias a calçá-las, mas sim enrolo-as numa bolinha, não tenho jeito para a custura a menos que seja para remendar uma pequena rasgadela ou pregar algum botão e se se notar muito a ausência dele caso contrário fica meses guardado à espera da sua vez. Limpo o pó de 15 em 15 dias e é só nos sítios que é visto, porque em cima dos armários é muito alto e eu só tenho 1,65m. Tenho imensas caixas e caixinhas onde guardo tudo e mais alguma coisa inútil mas que acho que posso precisar e safa-se o dossier da casa onde guardo todas as despesas, garantias e coisas que tais porque assim o exigi de mim própria. Lavo o chão quase todos os dias por causa dos bichos e porque fico cheia de comichões ao ver marcas de pés e patas mas isso tem razões de ser porque cá em casa só andamos de chinelos se nos apetecer caso contrário os sapatos da rua também servem. Não existem carpetes ou tapetes pois acumulam imensa porcaria e quanto mais simples o chão for mais fácil é de tratar daí que a tijoleira ou uma imitação dela servem perfeitamente. O balde e a esfregona estão sempre a postos...

Não sou a dona de casa perfeita mas quem quiser sempre pode usar a minha sanita sem medo algum...

Daí que preocupar-me com uma camisola que ficou desbotada ou uma toalha que está com vergões por falta de engomadelas não me tire o sono pois existem coisas bem melhores na minha vida que isso.

É mesmo aventa pr'aí que eu depois vejo o que fazer com isso...





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