Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!

13
Out11
O meu Jacinto, quando acabámos de arrumar a sala, perguntou-me se me teria imaginado assim tal como agora estou há 3 anos atrás... 
Nesses tempos eu estava 
Em modo: taralhoca...

 

Fim de semana para reflectir, para sentir, para deixar ir na onda, para não pensar no amanhã... (E se me custa deixar ir na onda...Remo sempre contra a maré!)

 

 

Simplesmente não quero pensar em certas e determinadas coisas. Não quero e não vou pensar. Foi, foi, não foi, não foi, se for será! Desde que não me atrapalhem a vida... Desde que me deixem sossegada!

 

 

Sinto-me simplesmente "drogada" de variados sentimentos que nem sei quais são. Uma misturada de coisas na cabeça, tipo novelo. Contudo sinto confiança em mim, parece-me.

So espero não entrar numa "badtrip" de coisas que sinto e não me amarrem as mãos e os pés com o novelo.

 

 

 

 

Pode parecer sem nexo, mas isto é direccionado para duas pessoas. E eu sei bem aquilo que quero dizer e para quem.

Passado este tempo sinto-me feliz por estar em paz comigo, ciente do que me rodeia e acima de tudo leve... 
Agradeço sinceramente a mão de algo Superior na minha vida e o facto de ter crescido de maneira a equilibrar sentimentos, emoções e estados mentais.
E agradeço claro ao Homem que tenho a meu lado. Aquele desgraçado d'uma figa que me conquistou cheio de charme! 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sempre fui muito namoradeira enquanto miúda. Mas namoradeira naquele bom e saudável sentido. Quando gostava de algum rapazinho da minha escola a coisa estendia-se até achar que aquilo já não dava mais e encontrava, finalmente, novo amor da minha vida, usualmente bastava que tivesse mais penugem que o anterior ou os ténis estivessem mais na moda. Maior parte, se não quase todos, não passavam de amores platónicos por um rapaz (mais) giro da escola. Aquele com que namoramos secretamente para inveja das nossas amigas mas ele não sabe sequer que existimos. Rapaz que se o Brad Pitt estava fora do nosso alcance, aquele então além de estar a anos-luz de nós, sintonizava-se numa estação completamente diferente da nossa. Era o que achávamos… Claro que se o Brad tem uma Angelina aquele tinha, sem dúvida, o expoente máximo de quatro Angelinas com genes de 20 Mónicas Bellucci e um par de mamas ainda maior. Para nós, ter maminhas naquela altura era ser-se mais. Muito MAIS…

No entanto, sempre gostei de mim, por mais feiinha que fosse naqueles tempos, e nunca quis ser igual a ninguém. Queria ter maminhas mas com estilo próprio! Ser eu mesma.

 

O meu primeiro grande amor (gosto de dizer isto como se naquele tempo quase que estivessemos de casamento marcado) aconteceu na escola primária e durante 4 ou 5 anos doeu-me gostar dele. Ele era o mais giro, o mais inteligente (pronto não era, era burro que nem um calhau mas todas as raparigas achavam que não), o que jogava à bola como ninguém e tinha aquele blusão de penas que sonhávamos que nos aquecesse os ombros em dias frios. E calei-me durante anos pois que não tinha coragem para lho dizer - e porque sempre tive noção do meu aspecto. Quando entrámos no 5.º ano fiquei feliz de ficar na turma dele mas quando dei conta das dificuldades dele a todas as disciplinas - e que tinha conseguido disfarçar na facilidade da primária - aquele sentimento já não era o que era. No dia em que, esquivo, roubou o meu diário e o leu em frente à turma toda foi o fim. Dei-lhe um pontapé onde dói mais e toda a dor que senti por gostar dele foi-lhe transmitida e ficou-lhe alojada nos tomates - não sei se já terá filhos...

 

Como sempre fui liberal no que toca a religiões, cores, etnias, certa vez apaixonei-me por um rapaz de etnia cigana. Aquilo era o supra-sumo do amor e da beleza. Pensava em fugir com ele e refugiar-me num acampamento, casar-me com 12 anos, ter filhos aos 13 e viver a minha vida vendendo nas feiras. Achava mesmo que aquilo resultaria um dia. Mas também nunca lho disse e ele nunca me tomou como sua mulher nem sequer lutou por mim fazendo frente à família e seus valores ancestrais... No fim foi como veio, num bater de palmas tipo Joaquin Cortez.

 

As origens também nunca me importaram daí que me apaixonei perdidamente por um vizinho francês que tinha uma boxer que engolia bolas de ping-pong e regurgitava-as com tal satisfação como quando tentava abocanhar as mãos ou braços de alguém. Aquilo foi o começo de algo mesmo profundo que como sempre guardava só para mim. Até um dia um colega comum descobrir os meus sentimentos e ameaçar-me contar-lhe e foi aí que agarrei em todos os instrumentos de se ser mulher e fingir que gostava do queixinhas e assim desviar as atenções dele para outros assuntos que não a minha vidinha e sentir-se orgulhoso de ter roubado a minha atenção do outro que era rival dele no karaté ou noutra modalidade tipo taekwon-do. Mas no fundo era do franciú de quem eu gostava e quando ele um dia me deu um pontapé na mochila do Snoopy partindo o meu estojo novo e se encantou por uma rapariga da minha tuma, vivendo tórridos momentos de paixão (tipo 13 anos) a coisa afundou-se. Daí que coisas vindas de terras de Napoleão só mesmo os crepes e e e não muitos porque ando de dieta. Passados anos acho que ele fugiu para a França e agora é arrumador de carros... (Hoje ganha-se mais que com um curso superior...). A boxer teve um desgosto e comeu as bolas de ping-pong e a mesa tendo um desarranjo intestinal.

 

O meu primeiro beijo dei-o ao campeão dos beijos com língua lá da escola. O fulano com 11 anos deixava as miúdas com cieiro de tanto as sugar. Aquilo foi uma experiencia bonita mas a Labello não patrocionava a nossa relação e eu sempre quis envolver-me com amor e por ele não sentia nada - até porque era mais baixo que eu uns 10cms - daí achar que não tinha pernas para a andar e acabar com ele 12horas depois de termos começado. Ganhei experiência e respeito claro está. Mais tarde tentei a proeza de voltar a envolver-me com alguém sem amor ou mínimo de paixão. Continuava a pensar o mesmo que 10 anos antes... Não resulta. Nem quando se é o maior sedutor lá do sítio...

 

Tive um fraco pelo rapaz do capuz tipo Noddy mais inatingível que o outro mais inatingivel que o Brad Pitt e pelo de olhos azuis que passados 14 anos tem menos 15cms que eu e ar de rapaz que guarda galinhas por não saber o que é uma vaca. Amei de paixão o que se fixava ao portão da escola por já não ter idade para lá andar e por lá cirandava com o cão rafeiro. Hoje acho que seria considerado pedofilia mas só chegámos a vias de facto uma única vez: eu perguntei-lhe de que raça era o cão dele... E ele respondeu: É cão... Agora que reparo acho que sempre tive uma queda para pessoas inteligentíssimas nesses tempos.

 

O primeiro homem da minha vida, a sério, conheci-o com 13 anos. Estava no bar da escola e naquela conversa de amigas com um "quantos-queres" perguntaram-me o nome do rapaz de quem eu gostava e eu vi-o entrar naquele exacto momento e sem saber quem era apontei para ele e disse: "É aquele". Daí até o conhecer demorou um ano - até porque chumbou a raça do miúdo! Eu não digo? - e porque era mais velho que eu três anos não me ligava nenhuma, claro, inclusive passava para o outro passeio só para não ter de olhar para mim. Quando um rapaz de 16 anos já com barba e voz de gajo grande se depara com uma miuda franzina, sem mamas e quatro olhos com certeza tem sonhos húmidos... Deve fazer xixi a meio da noite com pesadelos. No entanto quando mudei de casa e cidade, continuávamos a falar por mensagens de telemóvel - siiiiim já havia disso mas eram caras e aquilo levou quase a fortuna de família ao limite - e acho que foi aí que virei o bico ao prego. Já tinha 14 anos, formas, tinha tirado os óculos, optado por roupas mais femininas e como sempre dotada de uma personalidade e individualismos muito próprios. E ele apaixonou-se claro. Era a minha meta e consegui-o por mérito. Namorámos até aos meus 19 anos. Foi o primeiro homem da minha vida. Era engraçado. Todos achavam piada ao resultado dos meus esforços, ele era giro, mais velho, certinho e boa pessoa. Porém a maneira de ser das pessoas muda e aquela pessoa por quem outrora me apaixonara, modificou-se e o resto já se sabe. As companhias não ajudaram, as faltas de respeito e agressões físicas também não e apesar de me ter doído horrores porque sempre sonhara em ser mulher do primeiro homem e me ter anulado por completo durante anos, fui obrigada a seguir em frente por ainda restar um bocadinho de amor por mim mesma.

 

Hoje não lhe guardo qualquer sentimento. Minto! Sinto sim, indiferença... Há um par de anos teria jurado que não. Que ainda mexia comigo. Neste momento é vazio. Oco. Porque voltei ao que era antes de o conhecer: miúda determinada e com rasgos de ingenuidade que faço questão de manter, mesmo que seja uma ingenuidade imposta por mim, de quem não quer ver e não inocente como nas crianças, mas prefiro assim que ver tudo com seriedade ou como são as coisas de verdade pois se assim o fosse faria infeliz quem está ao meu lado porque era uma pessoa amarga e triste com tudo o que passei, batendo na mesma tecla uma e outra vez. Claro que as marcas internas da violência doméstica não se saram assim e por vezes ainda vamos de peito feito como se ganhássemos coragem para mais uma estalada ou um murro como quem diz: não dói! mas aos poucos e porque se é amado de verdade, não há falta de respeito e acima de tudo há verdade, as coisas encaminham-se e guardam-se os pesadelos lá numa caixinha que temos ao pé do intestino grosso para que quando tivermos vontade de as ir buscar para nos auto-flagelarmos damos um peidinho e rimo-nos de satisfação.

 

Nos entremeios deste relacionamento e da minha relação com o meu Jacinto conheci mais pessoas, claro. 20 anos. Menina na cidade grande sem se saber muito bem orientar. Conheci mocados, casados e desinteressados. Conheci traumatizados, desmiolados, poucoxinhos e auges da evolução lá do prédio deles. Mas esses, oh... Não têm piada. Quer dizer. Têm porque cada um teve o seu tempo de antena e baseados na rádio pirata que foi a minha vida por momentos. Não me sintonizava muito bem. Eram básicos, ou fúteis, pessoas que ou mudaram muito e começaram a respeitar o próximo ou terão de voltar cá muitas vezes para se iluminarem. Têm muito que andar a vaguear até se encontrarem. Não são más pessoas, atenção... São apenas pessoas sem conteúdo ou com um saber injectado porque se deve ser assim e comportar-se de maneira completamente diferente quando não são nem uma nem outra, vítimas de uma educação exagerada ou falta dela e de uma vida complexada que não os deixa sentir, abusando do facto de estarem vivos para poder rasgar o intimo de quem lhes passa pela vida. E foi num desses dias que sem paciência para o que era sem ser mas que aparentava nada no horizonte que me meti num chat e falei pela primeira vez com o Jacinto também ele em busca sabia lá bem do quê porque estava sozinho longe de casa e dos amigos. Homem com quem partilho a minha vida e o meu ser EXACTAMENTE como ele é. Sem tirar nem pôr. Sou 100% eu a todo o momento e nem ele me quereria por menos. A 7000km de distância e durante 4 meses falámos de manhã à noite e se há pessoas que dizem que se juntaram ao fim de 3, 4, 10 anos de namoro, nós cedemos as nossas vidas um ao outro ao fim de 16000kb de conversa ahahahahah! No dia em que nos conhecemos, naquela hora, começámos a viver praticamente juntos e ao fim de dois anos acho que tem corrido muito bem. Baseamo-nos na confiança e no facto de sermos como somos. No fundo acho que termos falado sem nos conhecermos - podendo claro haver a hipótese de um de nós ser um aldrabão ou os dois - ajudou a mostrar o nosso melhor e pior sem medo de sermos julgados pois que a qualquer momento podia-se desligar o computador ou bloquear a pessoa e a coisa por ali ficava. Ainda bem que não ficou e que naquele dia, sabendo só duas ou três pessoas, o fui buscar ao aeroporto vinha ele de Luanda e o trouxe para o lar que construí sozinha a muito custo mas que esperava por alguém assim para partilhar.

 

Sempre achei que as minhas relações deveriam ter uma história bonita por trás porque as histórias são e devem ser contadas. E um dia que tenha um filho ou filha faço questão de contar tudo para que saibam que é bonito sim amar e ser-se amado, que dói tudo isto mas que faz parte de uma selecção de coisas que nos farão mais fortes e capazes de lutar pela nossa felicidade. Que a mãe chorou muito, sofreu, bateu com a cabeça na parede com medo de perder tudo o que era mas que conseguiu erguer-se e tornar os sonhos realidade, encontrar a felicidade mesmo que a muitos quilómetros de distância e numa noite em que nada fazia prever que seria diferente das outras.

 

Tenho agora 24 anos - não passou muito no calendário mas aqui dentro parece que tenho muito mais - quero crer que as pessoas que conheci, apesar de tudo, não foram em vão. Em conversa com o meu Jacinto ontem falámos sobre isso e nenhum se arrepende de nada do que fez e rimo-nos quando se confessou que algumas na altura até podíamos ter ido até ao fim para saber como era, mas que em nada nos arrependemos e é isto que também faz a nossa relação tornar-se viva: não existem fantasmas, feridas por sarar. Claro que existem cicatrizes mas essas lembram-nos de que devemos sempre olhar em frente por mais medo que tenhamos em seguir para o desconhecido. Poderá ser pior mas pelo menos tentámos e tentaremos até arranjarmos o nosso lugar. Porque todos nós temos um lugar.

 

 

Amo-te Luís. Obrigada por me deixares amar-me a mim e ser sempre sincera connosco quando todos os que nos julgam não passam de cães tosquiados. 

 

 

 

 

 
 
 
 
Os homens minúsculos que me tornaram a mulher forte que sou só o fizeram para poder seguir em frente e partilhar a minha vida com o GRANDE HOMEM que hoje tenho comigo. Uma salva de palmas também para eles!
 *CLAP*CLAP*CLAP*
 
BIS
 
 
*CLAP*CLAP*CLAP*
 
 
 
 
 
 
*Já chega*
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Mas atenção, num local tipo Évora, com muitos turistas e mais coisas para ver que aqui as nossas zonas de Borba, Estremoz e Vila Viçosa.

Logo no inicio das nossas férias, rumámos com os cães até Lisboa. Seriam dias calmos se eu não me enervasse de cada vez que lá vou, ou pelo trânsito, ou pelas pessoas horrivelmente stressadas ou mesmo pela família que me deixa em estado pirulas com a sua maneira de ser obtusa.

Os dias de chuva de início de Agosto também em nada ajudaram mas contando eu que o meu pai nos emprestasse o carro para que fossemos passear com a minha avó, tendo até ajudado o Jacinto quanto ao travão de pé que não estava habituado à condução da Mercedes, a alminha de Deus estacionou o carro num acesso dificil que só ele consegue tirar pelo que não pudemos levar a velhota a lado algum. Lamento que as coisas sejam assim mas já me fartei de chatear e neste momento prefiro ignorar. Problema dele.

Mas a questão do carro foi uma gota de água quando tudo o resto naquela cabeça anda desgovernado. Cada vez mais a estúpidazona da minha madrasta lhe faz a cabeça e eu deixo. Adiante.. Sugeriu que ficaria com os cães para que fossemos um fim de semana até ao Algarve, tudo perfeito não fossemos nós donos de um terreno vedado com 5 000m2 (só a nossa parte, fora os outros 20 000 de espaço que toda a quinta tem)... Chegou a hora, recusou-se a ficar com o cão... Porque era grande e não confiava nele. Não haveria problema de ficar com a cadela - até porque já se tinha feito ao piso quanto à possibilidade de lhe dar a cadelinha para a ter lá - mas que com o cão não. Conclusão, para mim onde fica um têm de ficar forçosamente os dois e por isso paguei para os ter num hotel/canil e resolvi a situação sem me chatear mais com isso... Assim como assim com tanto espaço ele iria manter os cães presos a uma corrente o tempo todo e só lamento o facto de ser tão torto que não veja que faz sofrer os outros cães que lá estão.

Consegui visitar toda agente que queria, a D. Orlanda, a minha irmã e até a minha amiga Pris que com a sua maneira de ser alegrou todo um serão na esplanada com as suas aventuras. A dado momento o Vasco da Gama é assaltado e uma rixa começa mesmo atrás da cadeira dela, pois ela nem se mexeu e nós, já desabituados ao ram-ram de toda uma cidade e suas confusões andámos de coração nas mãos todo o tempo. As pessoas mergulharam à tareia umas nas outras e ela impávida e serena a contar as suas histórias como se nada se passasse. A dada altura ainda solta um "Ai que irrequietos..." e continua...

Por vezes pergunto-me se também eu era assim. É que já não me lembro... Mas não me importo porque significa que estou aqui no cu de Judas longe de tudo... O Jacinto diz que quando chega perto da Ponte 25 de Abril põe a cassete citadina.

A segunda semana passámo-la a descansar na nossa casa. Além de termos os cachorros durante 3 dias para os entregar mais tarde a um casal amigo o que nos preencheu muito tempo, a Zappa resolveu dar à luz um casal de pequenotes muito feios!!!! Que são a alegria cá de casa. Aguardo que alguém se ofereça como dono. Já são muitos.

Vimos muitos filmes, fazemos muito exercício, passeámos com os cães e a meio da semana fomos até Évora comprar tintas para pintar a sala no entanto aguardamos a semana anterior à vinda dos móveis e sofás para começar a pintar.

No último fim de semana fomos então até Portimão com a minha irmã. Saímos de casa cedo, deixámos os cachorros no Hotel Canino D' Além Machede perto de Évora cujo preço achei acessível e adorámos a forma como eles foram tratados - pois que na volta nem nos ligaram nenhuma quando nos viram - deixando-me descansada durante 5 dias e 4 noites. Almoçámos por lá e vimos uma exposição de Andy Warhol. Seguimos pela velhinha nacional até Beja, por aí fora parando aqui e ali, chegando a Portimão às 19h e pouco. Diverti-me apesar da pouca praia, precisava de mais uns dias de relaxe... Contudo fui ao Algarve e isso sim interessa. Contento-me com pouco. Fiquei feliz com o nosso bolinhas que com um depósito fez Estremoz/Portimão/Almada/Estremoz...

Na volta fomos outra vez até Lisboa (margem sul) visitar a minha mãe que estava em Espanha nas semanas anteriores. Foi connosco comprar os nossos móveis e sofá à Moviflor. Não gastámos muito e só o sofá era do preço de tudo aquilo que pagámos. Dia 28 de Set. cá cantam as nossas mobílias novas para a sala. Mal posso esperar!





(Imagens da web)



As cores não são estas. Escolhemos preto. E para a parede da sala apostámos num azul acinzentado que acho dar um ar mais convidativo à nossa sala visto ser enorme a meu ver e porque mal abrimos a porta de casa entramos logo na sala mas há ali qualquer coisa que quebra dai ter apostado nestas cores. Logo se vê se entretanto fazemos mais alterações. Nada como experimentar. Depois porque estou farta de coisas castanhas. Quanto aos móveis que restam não sei o que lhes vou fazer pois o que supostamente seria o nosso escritório tornou-se numa sala de arrumos, o local onde pinto e tenho os livros e cd's, onde o Jacinto guarda as suas tralhas da pesca e onde os gatos pequenos agora se escondem quando ouvem um barulho estranho...

Esta semana já voltei ao trabalho e até tem sido calmo visto ainda estar tudo de férias! Deu para tratar de tudo com serenidade.

Deixo fotos das nossas férias :)





















A vida é muito simples. Basta apreciar pequenos momentos. Não sei porque complicamos tanto...


------------------------------

Autoria e outros dados (tags, etc)

03
Abr11
Finalmente alguém que conseguiu expôr o que sinto em relação ao tabaco... Ou à falta dele.

Falo do que o Sociólogo Alberto Gonçalves escreveu na sua coluna "Juízo Final" na Sábado n.º 360, passando a citar algumas passagens porque tentei encontrar o texto online para fazer um mísero copy/paste e não encontrei nada... Também só tentei 1 minuto ou 2...

"Pela primeira vez em quase duas décadas de consumo, podero a hipótese de deixar de fumar (...) Custa? Fisicamente, não tanto quanto a propaganda das terapias de desabituação apregoa. Emocionalmente, desculpem o horrendo termo, é devastador. O problema não passa (sem trocadilho) pela carência imediata: passa pela carência imaginada. O problema é antecipar uma existência sem tabaco.
Queira ou não, recordar a existência com tabaco implica associá-lo a cada instante feliz da minha idade adulta. Se folheio um álbum de fotografias, de papel, disgitais ou mentais, constato uma única permanência.Os lugares são diferentes, as pessoas são diferentes, eu próprios pareço diferente de uns retratos para outros. O cigarro, porém, está sempre lá, e assusta supor que um dia possa não estar. Não é saudade precoce, é a impressão de que talvez o cigarro não se limite a testemunhar os momentos áureos: e se, em razoável medida, foi o responsável por eles?
Nunca ouvi uma ex-toxicómano ou um ex-alcóolico relembrarem com doçura o tempo em que torravam o cérebro ou o fígado. Mas, à semelhança dos amputados, metade dos ex-fumadores que conheço evoca enternecida a época em que o cigarro era parte fixa de si. E suspeito que a metade restante é mentirosa.
Toda agente sabe que, além de um pulmão, fumar pode retirar-ns um pedaço de vida. Falta inventariar os pedaços que acrescenta, uma contabilidade indispensável e impossível."

Gonçalves, Alberto (2011), "Pedaços de Mim", Juízo Final, Revista Sábado, 24-30Março 2011, Pp. 114


As palavras deste homem acalentaram e iluminaram o caminho desta minha alma moribunda pela falta do meu companheiro de tantos e tantos momentos. Afagou-me as costas como que um amigo que está na mesma situação que nós e sabe perfeitamente como nos sentimos ou que descreve aquilo que não conseguimos deitar cá para fora. E por haver alguém que tão bem conhece aquilo que sou enquanto fumadora (ou ex...) sinto-me com forças para continuar esta caminhada. E aqui vamos nós nos 48 dias sem tabaco.

Ontem depois de uma jantarada com amigos do Jacinto em que o ritual de muitos deles sem mantém inalterável levantando-se da mesa, tal e qual como fazíamos, fez com que os meus olhinhos procurassem o primeiro vislumbre de um cigarro a ser sorvido. Aquele olhar envergonhado que é desviado porque a pessoa, sabendo que deixámos de fumar, pode olhar para nós e contemplar não um sorriso mas um esgar de tortura ou um ar completamente transfigurado do nosso ser... Eu estava com medo de me atirar à primeira pessoa que olhasse para mim de cigarro na mão e reclamá-lo para mim tal era a fartura de comida que ainda sentia entre os dentes que me fazia querer aniquilá-la com o sabor de papel queimado com um aroma a alcatrão. Levantámo-nos e fomos ao carro buscar as nossas pastilhinhas de morango e maçã. Para compensar todas estas emoções comi tarte de maçã e bolo de bolacha como se não houvesse amanhã e eu fosse a maior apreciadora de sobremesas que existisse no mundo. Eu que nunca comia destas coisas cheias de natas e açúcar aos punhados dou comigo a revirar os olhos de cada vez que uma colherada cheia de bolachas embebidas em leite condensado se aproxima da minha boca. As papilas gustativas dão saltos e deitam foguetes. A comida tem sido a minha salvação. Mas tenho perfeita noção que estes 7kg que engordei nestes 48 dias me vão trazer dissabores.

Hoje já estou bem... Não tenho vontade alguma de fumar. Amanhã já não sei... Se houvesse um gráfico que medisse as minhas vontades veríamos que a contante não existe...

Ontem pela primeira vez senti falta de ter mais amigos. Ou daqueles que tenho mas estão longe... Já tinha saudades mas ontem revelou-se uma torção de estômago. Os do Jacinto são os dele. Contam-se pelos dedos de uma mão aqueles que posso considerar meus também até porque nestas coisas de amizades sempre gostei de escolher quem quero e não aqueles que vêm por arrasto de quem faz parte de mim. E alguns dele/as dispenso muito bem. Respeito-os e respeito as escolhas do Jacinto. Mas sinceramente tenho alturas que munida de um cigarro nos queixos e uma pá, fazia um bem à comunidade tremendo.

Tenho saudades horrendas deles no entanto esta distância diminuiu os contactos e começo a considerar que amigos mesmo amigos que se lembrem de quem sou de verdade, tirando a família, são zero. Em parte é culpa minha, sei-o perfeitamente. Nunca fui amiga de andar às mensagens, telefonemas... Não gosto que andem em cima de mim e faço o mesmo aos amigos. Durante anos tinha grupinhos engraçados que conseguia manter à base de muita comunicação e saídas mas sei lá eu... As pessoas transformam-se... E não é que me dê trabalho e eu tenha mais que fazer, nada disso, não tenho feitio para me moldar a isso. Não tenho paciência para contar as mesmas histórias 20 vezes e neste mundo a única pessoa que me conhece perfeitamente e as minhas mil e uma aventuras e desventuras é o Jacinto. As pessoas que estão de fora diriam que é mau porque a vida tem mais que uma relação a dois, sei-o e aceito, mas tenho lá eu tempo para me dar a conhecer ou plantar a sementinha da amizade num vaso novo. Deixei de acreditar muito nas pessoas e aqui é tudo tão pequenino que ainda os meus pensamentos estão a caminho da boca já toda uma freguesia inteira os sabe. E tenho muito mas muito que resguardar da minha vidinha e da do Jacinto.

Durante anos estive rodeada de gente mas tão sozinha que questionei a palavra amizade muitas vezes. E outras vezes tão apenas só que me habituei a isso. Daí que esta nossa bolha a dois é tão confortável e segura que meter o nariz de fora e respirar outros ares que outras pessoas respiram, ouvir as suas opiniões e desaforos me causa alergia. Penso que estou tão concentrada na nossa vida a dois, nos nossos planos e criar meios de moldar algo confortável para a nossa existência e da prol que daqui a uns anos nascerá que sinceramente não penso em nada mais. Por vezes prefiro sentar-me ali fora no degrau da porta da cozinha para o quintal e ficar a observar o Pablo e a Pipa a correrem atrás um do outro ou a pedirem-me festas do que ouvir meia duzia de fulanas histéricas a falarem da vida delas ou das outras, do que vão fazer para o jantar ou do preço do arranjo das unhas. Os meus cães têm um poder de reflexão e relaxe muito poderosos e todos os dias dou graças a Deus de os ter porque descanso completamente a cabeça quando os vejo.

Pelo que na sexta-feira ao fim da tarde, depois de uma semana de trabalho, chegámos a casa, mudámos de roupa e fomos até à barragem a pé































E se isto não dá prazer a uma qualquer alma cansada... Não sei o que andamos aqui a fazer...




------------------------------


O contrato de 6 meses mantêm-se... Foi o que o Dr. Where's Wally? me disse... E se tudo correr bem é para ficar para todo o sempre.

Foi um alívio muito grande, garanto-vos...




Autoria e outros dados (tags, etc)

10
Mar11

Aniversários...

por Pobre(o)Tanas
Era o dia de aniversário dele. Ela, apesar de ser um dia especial, estava triste. Por mais que tentasse dar a volta por cima, lembrando-se de coisas boas e positivas porque não podia estragar o dia dele, não conseguia. Até que... Tudo desaba e ela chora sem razão aparente, sem querer, sem saber como controlar as lágrimas. Ele, aproxima-se dela, abraça-a não se importando com o ranho na sua camisola e afagando-lhe as costas diz:

- Eu sei porque estás assim...

- Sabes? - Pergunta ela entre duas fungadelas.

- Sim... Estás assim porque és uma invejosa! Mas fica sabendo que quem faz anos sou eu!!!




Amor é isto...





(Imagem da Web)



Autoria e outros dados (tags, etc)

À cata de coisas baratas no supermercado, com a mania que sou poupadinha, lá me decidi em trocar o detergente habitual para a roupa pelo Ultra Concentrado com cheiro a águinha de rosas após lavar o cu a meia duzia de velhotas haitianas.

Cheguei a casa, super feliz com a descoberta de algo a metade do preço e com um cheiro ainda mais fantástico. Tudo isto após ter feito caras ao meu Jacinto de

"Vês??? Não és só tu que escolhes coisas baratas e fixes... Eu também!!!"

Quando o vou a colocar na máquina... NADA!

É tão, tão, tão, mas tão concentrado que fica colado à embalagem e não sai.

Depois admiro-me que o meu Jacinto me chame o que me chama durante todo o tempo em que estamos juntos.

Cá em casa ele é "Mor", "Jacinto", "Jacinto do Céu", "Opah" e "Tu aí...", para ele eu sou e passo a citar a lista:

* Puvite (que quer dizer pevide... ele chamou-me parva por uma qualquer razão e eu apesar de ter ouvido perfeitamente o adjectivo que me qualificava, pedi que repetisse e ele "Ah... Puvite..."

Depois com o tempo as coisas descambaram e apesar de haver respeito mútuo (ainda não chegámos à violência doméstica com frigideiras à mistura) ele não consegue ficar indiferente quando me vê nua e daí que chegar às alcunhas que tenho de momento foi um passo...

* Badocha (gorda)
* Bombona (gorda com mais de 550kg)
* Bombix (uma gorda com mais de 550kg do tempo do Asterix e do Obelix)
* Cachamela (que na sua linguagem quer dizer "glande"... sim é verdade! E já me benzi...)
* Ou Cachamelona (e aqui não preciso de dizer mais nada...)
* Lhona (diminutivo de cagalhona quando não mo chama por inteiro)
* Manulete (que tem uma música a acompanhar)
* Pirulete+Trotinete+"Biclete"+"Caminete" (assim tudo de seguida)...
* Bufenta (quando me "esgazeio" toda)
* Pavona (quando me armo em boazona)

E a mais recente de todas:

* Carlos.

E no fim disto tudo escapa o "Chiribi" que me chama quando está meloso demais...

Com todas estas alcunhas e outras tantas que ele vai inventando, é normal que acabe os meus dias de vida numa qualquer ala de doidinhos.

Enfim... Já lá vai o tempo em que frases como "Amo-te tanto. És linda, amor! Perfeita!" passaram a versos de músicas do José Cid tipo "Como o macaco gosta de banana eu gosto de ti" ou "Na cabana junto à praia, tu e eu e os "caracóis"...". A compostura foi substituida por corridas todo nu pela casa com umas cuecas minhas, daquelas que escondo o mais que posso no  fundo da gaveta, postas na cabeça. Tudo o que engloba uma relação de gente simples do povo nós temos.

Penso que foi o culminar da nossa cumplicidade quando começámos a mandar traques à frente um do outro. Peidos mesmo! Nada de bufinhas tímidas enquanto se corre para a casa de banho corados e cheios de vergonha porque é algo horrível e que deve ser dado somente na casa de banho. Nada disso! Não fosse termos ultrapassado esse obstáculo fedorento e hoje éramos como o Timon e o Pumba a olhar para o céu estrelado a pensar que as estrelas eram ou pirilampos ou bolas de gás! Ou recorriamos ao bifidus activus para desaparecer o inchaço na barriga.

Assim poupamos energias para outras coisas e andamos bem dispostos.

Pelo que não concebo a ideia de se estar há anos com uma pessoa e não se dar um valente peido com vergonha! Credo! Nem eu conseguia manter uma relação assim. O mundo é perfeito, a nossa relação também e não somos menos educados por isso. Aquilo que somos cá em casa, basta-me para aguentar o mundo hipócrita lá de fora. E sabe bem regressar da rua e ser o que quiser ser. Poder comer com a mãos e chupar os dedos, arrotar de satisfação, dizer que a casa de banho está imprópria enquanto venho a limpar aos mãos como se nada fosse, poder cheirar a chulé ao fim do dia de trabalho quando me descalço, assoar-me e fazer barulho tipo elefante em época de acasalamento sem pensar em atenuar tudo isto porque sou um ser racional e existem regras de educação... 

Já com cera de ouvidos a história é outra... Isso não me peçam para olhar... Uhg!!!

(Imagem da Web)


Quem nunca aventou um peido, avente o primeiro!


Autoria e outros dados (tags, etc)

 

Aqui áreas de trabalho são escassas mas as que há funcionam. E mal ou bem encaixaram-me numa delas para minha sorte.{#emotions_dlg.sarcastic}

 

Voltei à recepção como há uns anos atrás. Atendo clientes, arquivo, passo chamadas, trato de papelada que me compete, mando umas piadas - não muitas porque ainda não há muita confiança - e ganho o meu. Por enquanto ainda não tenho nome para este trabalho... Assemelha-se à Faixa de Gaza mas com mais gente e é bastante melhor que o Namek em Pé de Guerra - e fixe fixe fixe nisto tudo é que as mulheres é que dizem mal dos homens e não umas das outras. Aliás juntam-se e apoiam-se! Mas digo isto porque estou "fresquinha" mas também em 3 semanas acho que já teria apanhado alguma coisa. Não sei. Os homens são carrancudos isso são. Mas como para aturar homens aturo o meu porque o amo... Então eles que fiquem com a carantonha que eu estou na minha.

 

De manhã acordamos 40minutos antes de ir trabalhar, comemos o pequeno almoço em casa descansadinhos e na rua vamos ao café para acordar e por a conversa em dia com alguém que conheçamos. E ainda chegamos a tempo. Mais que a tempo. Vimos almoçar a casa, tratamos do nosso "gado", vemos um bocadinho de televisão, eu faço o meu serviço na wc descansada e não ando de barriga inchada de me aguentar o dia todo, tomamos o nosso cafezinho e voltamos à tarde.  Saímos às 5 e meia, as 5 e 40 estamos em casa, é tomar banho e jantar, ver televisão e cama. Isto não é vida. Isto é vidão! {#emotions_dlg.king}

 

Por vezes de manhã na rádio ouvimos o transito e diz o Luís "Nem sei como vamos chegar ao trabalho hoje" e pronto desatamos a rir por não podermos com o bem que temos. O máximo que apanhamos é um tractor ou um mata-velhos.

 

A todos os que ficaram em Lisboa: os meus sentimentos sem ressentimentos.{#emotions_dlg.evil}

 

 

Novidades, "novidinhas" nada de especial. Vidinha normal de Inverno, muito frio, muita chuvinha fria, muito nevoeiro de manhã, mais frio, ficar em casa enrolados em mantas, papar séries...

 

Por falar em séries ando doida com "The Walking Dead" e por mim via a série toda de uma rajada. Mas com um volume de tabaco ao pé que aquilo dá-me uns nervos!!! Nem comer durante eu posso. Que me cai mal. E mal começa o episódio o meu coração acelera. Eu acho que vou ter um fanico mais dia menos dia. E acho também que aquilo um dia acontece! É! É! Eu já tenho um esconderijo debaixo do vão das escadas da minha vizinha, que é a minha arrecadação :D Como um miudo à espera do Natal eu aguardo pacientemente as terças feiras no canal FOX para ver. Acho que há muitos anos que não via algo na televisão que gostasse tanto ao ponto de ficar nervosa, pensar que pode acontecer e encontrar lugares para me esconder. Eu que não via televisão... É DEMAIS!!!!!!!!! Não digam a ninguém mas já andei a ver na net se havia assim mais qualquer coisita {#emotions_dlg.blushed} mas só há os episódios que vi... Era só para ver... Para meu consumo... Também conta como pirataria? Conta? Ah shit!

 

Ah sim com este trabalho falo "ingrês" como disse... E cá me vou lembrando de algumas palavras... Shit é uma delas... Pena que não a possa usar quando bem me apetece{#emotions_dlg.lol} O pior é apanhar uma pessoa da Coreia que fala "português" e sai um diálogo como este:

 

- ***************, Bom dia!

 

- Bum dia. Querrrrer falarrre cum Sinhorrre Tal.

 

- Concerteza. Quem devo anunciar?

 

- Clarrrro, clarrrro.

 

- O seu nome, por favor...

 

- Concerrrteza.

 

- Sir? What's your name, please?

 

- Yes, yes!

 

 

E pronto foi a minha primeira chamada... Desta nunca mais me esquecerei... Nem daquela vez na Faixa de Gaza que me ameaçaram com uma caçadeira... Já tive uma identica aqui mas sem caçadeiras no entanto não foi comigo porque eu "tive de ir à casa de banho"... Mas que os senhores metiam medo, metiam... Quem disse que os Italianos eram românticos e melosos não viu estes de certeza! Arre!

 

Depois tenho um homem que guarda a propriedade. A primeira vez que o vi quase caí da cadeira. Entrou de mansinho e especou-se ali atrás do vidro, quando levantei a cabeça parecia que estava num qualquer momento da 3.ª dimensão. Se estivesse noite e a trovejar não estaria aqui de certeza. Vejo um homem rígido, vestido completamente de preto, com ar carregado e porcalhoto, com um bigode à início de séc. XX. Compus-me e o diálogo seguiu-se... Vendo bem foi um monólogo porque ele não respondeu mas eu percebi o que ele quis "dizer" uma vez que era o meu 3.º dia e não havia muitos assuntos que eu pudesse resolver então percebi logo: chamei a minha colega.{#emotions_dlg.emplastro} 

 

Hoje, dentro dos possíveis, somos "grandes" amigos. Eu num lado e ele no lado oposto... Lá longeeeeeeeee.

 

 

Depois o resto é a vidinha normal de "casada". Umas parvoíces, uns ralhetes para cada um impor a sua vontade, beijinhos, muito trabalho e a cereja no topo do bolo das pérolas do Luís:

 

 

Eu remexendo soutiens para comprar, o Luís passa por detrás calmamente e diz:

 

- Porque estás a ver isso?

 

- Oh estou a ver se há aqui algum giro... - digo na minha inocência.

 

- Não vês que isso é para as senhoras crescidas?

 

{#emotions_dlg.serious}

 

E vai embora calmamente deixando-me a olhar para ele de boca aberta e vermelha como um tomate.

 

 

Com ele os meus complexos ficaram na gaveta... Tinham de ficar. Ele volta e meia esgaravata-os!{#emotions_dlg.nostalgic}

 

 

 

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

16
Mai10

Em modo mudanças...

por Pobre(o)Tanas

 

 

 

 

 

Pois é... Se tudo correr bem no próximo fim de semana a nossa "burra" irá carregadinha com mais 1% da nossa tralha para terras Alentejanas.

 

Hoje já foi atulhada... De 8 caixas cheias de roupa minha e um par de sapatos do Luís...

 

 

E agora é aguardar mais 5 dias pelo regresso...

 

Custa tanto estar longe dele... Parece que deixo de respirar.

 

Vou-me dedicando à caça de caixas de papelão para arrumar as coisas e deitar fora lixo que não interessa.

 

Curiosa a quantidade de lixo que armazenamos em apenas 2 anos em casa. Nunca vi tanta tonelada de papel. Tanta revista. Tanta roupa. Tanto "Eu não sei o que é mas é engraçado e por isso guardei" e mais ainda "Eu não preciso disto para nada mas vou guardar porque amanhã posso precisar" como é o caso de uma resma de cartolinas às cores de tamanho A5 que guardo desde os meus 14 anos e que me acompanham desde essa época. Deve ser para fazer coisas para os meus filhos.

 

Tanto caderno por escrever. Tanto rascunho de escritos - 90% disso foi lixo - tanto canto de folha rasgado para escrever nomes de músicas que queria ouvir uma vez mais.

 

O Pablo anda encantado a ver coisas giras aparecerem do nada. Anda felicissimo de volta do saco do lixo surripiando coisas que possam ser mastigadas e feitas em pasta com baba. Já à Piggy e à Zappa este quadro é-lhes muito familiar então têm-se mantido de parte. No entanto e verdadeiramente este quadro é totalmente diferente: não é trouxa feita à pressa, teremos melhor qualidade de vida e acima de tudo estamos ao lado de quem nos ama e so isso muda tudo.

 

Vou voltar às desarrumações.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

 

Ora bem antes de ter um pouco de sossego o que já fiz desde que cheguei não da minha saudosa Faixa de Gaza mas de Namek em Pé de Guerra Cheio de Fungos foi:

 

Limpar as porcarias que tanto o "rapazola" como as "miudas" fizeram que foi desde uma vomitar em cima das cadeiras da sala e ele comer o que restou (pelo que apenas precisei de passar um pano humido dado que não haviam bocados de coisas estranhas a pastar), limpar duas mijas (normalissimo para o cachorro que ainda não se aguenta da bexiga), apanhar os jornais sujos - aqueles em que ele acertou em cheio -, lavar o chão, fazer o jantar (sob vigilância de cima da mesa da Sodona Piggy o que lhe valeu uma palmada no traseiro), lavar a loiça (com vigilância da Zappa que decidiu beber agua da torneira), lavar a wc delas (com vigilância do Pablo que adora apanhar bocados de silica que trinca com muito prazer fazendo "crrock crrock"), enquanto se limpa a loiça ouvem-se barulhos na wc e deparei-me com a Badalhoca da Zappa dentro da sanita em que quase tive de usar o desentupidor para a tirar de lá de dentro, enquanto a estava a tirar, o cão rouba o "coiso" em que se põe aquela pastilha da wc pato que põe a água azul... Posto isto levo o rapaz e o lixo à rua. Volto e ponho a máquina a lavar com roupa que suas senhorias decidiram tirar do cesto e fazer um festim qualquer com elas, dou meia volta e sigo para lavar a cozinha, vou atrás do Pablo que enfiou na boca mais qualquer coisa nojenta e peganhenta do chão (ha uns tempos foi um Dr Bayard semi comido por baixo do movel dos livros) e após tudo isto vou a banhos que bem preciso... Não sem antes guardar o balde e a esfregona porque o senhor é louco pela água suja das coisas que se lavam cá em casa.

 

Eu aqui mortinha por um estrado com um cobertor roto e um bocado de palha para fazer de almofada e estes lordes a roncarem cada um na sua cama com os seus deveres diários cumpridos. Perdão... A Zappa está a afiar as unhas na mala do portatil. Foi-se deitar agora.

 

 

Volta Luís, estás perdoado!!! :D

 

 

 

Estes dias sem o Luís cá para falar e partilhar as coisas custam-me imenso. Precisamos de ganhar uns trocos.

 

Faltam 3 semanas para eu gritar "Freedom" como o Mel Gibson no filme BraveHeart enquanto é esventrado no potro.

 

Eu sou esventrada psicologicamente todos os dias... A minha estupidez é levada ao limite para aguentar a burrice dos outros. A falta de bom senso, de disciplina, camaradagem, de cultura e humildade para pedir ajuda ou esclarecimentos.

 

Ninguém cruza conhecimentos, ninguém pensa, ninguém quer saber mais do que o básico que lhes foi ensinado. Como burros com palas nos olhos seguem o caminho que apenas conhecem. Não quebram rotinas, não quebram regras para melhorar o funcionamento da coisa em si. 

 

Sobem na horizontal da forma mais podre existente, guerreiam atenções e ladram quando alguem sai fora dos parâmetros por usar calças de ganga ou rir um pouco mais alto, por ir tantas vezes fumar porque "não deve ter nada para fazer" sem nunca se pensar que se é capaz de acabar o que se lhe é mandado mais cedo porque não se perdeu tempo com porcarias futeis e conversas do diz que disse.

 

Não sabem o que foi o Crash nem em que ano se deu. Não sabem o que é uma ETAR e nem nunca ouviram falar da Guiné-Conacri... Para elas o Vulcão Vesuvio ou o Homem de Vitruvio de Leonardo Da Vinci é o mesmo. Um Ford lê-se "Forde"; Epígrafe é epigráfe e a Opel Vívaro é Opel Viváro. O cúmulo é a questão "O que é um U-P-L-O-A-D?" soletrado... E são elas Doutoradas...

 

Por favor.... Tirem-me daqui...

 

 

Eu não nasci para isto. Eu não pisei os meus miolos para isto.

 

 

Eu quero ir para um sítio em que não preciso que hajam enciclopédias mas pelo menos não tentem fazer em fanicos aquilo que construi mentalmente em quase 23 anos...

 

Pra mim só um supermercado em que apenas ponho os produtos no laser e aquilo faz "pip" e eu ficarei toda contente porque somente me pedem sacos ou questionam se há pilhas para vibradores. Faço as minhas horinhas e venho para casa igual ao que fui. Sem mais conhecimento mas também menos baralhada com a merdice que esta gente tem na cabeça.

 

Basicamente a ideia é ter um trabalho de menor responsabilidade a ganhar a mesma miséria - nem é passar de cavalo para burro é apenas passar de cocó para ervilhas de cheiro - tirar a porcaria da carta uma vez que ninguem se cala que eu o deveria fazer - no entanto sei que vai ser parte da minha morte (só 10%) - e voltar à faculdade e acabar os 2 semestres que me faltam.

 

Pingo Doces e afins esperem por mim!

 

Mas também não sei se acabar a Licenciatura é boa ideia uma vez que parte dos licenciados e merdas que tais ali dentro são piores que o meu pobre avô que tanto se esforçou para tirar a Quarta Classe para adultos. Felizmente existem outras maneiras de se ganhar experiencia e conhecimentos de vida não tivesse ele estado na Guiné-Conacri, em Nova Iorque, Paris e por esse mundo fora a soldar peças que se partiam...

 

 

Por falar nisso, este fim de semana recordámos-te como ha muito não se fazia. Já lá vão 8 anos. Já pouco me lembro da tua voz... Desculpa-me!

 

Sei que olhas por mim e que queres que seja sempre mais e mais. De ti herdei a vontade e a mania de arranjar coisas que acabo por destruir por impaciência como aqueles rádios que teimavas em arranjar e acabavam no lixo em pedaços. De ti herdei o "eu é que sei e tirem-me a vida se estou a mentir...".

 

Saudades tuas. Amei-te tanto, meu velho "pai".

 

Beijinhos da Bicharocas:)

 

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------

 

 

P.S. Nunca digam a uma colega que vão com ela de autocarro para casa e quando não a vêem saltam para o primeiro que aparece só porque decidiram à ultima da hora ir sozinhos para acabar o livro que tanto estão a gostar... Ela pode mandar parar o autocarro que entretanto já estava em marcha correndo atrás dele e sentar-se mesmo ao vosso lado como se não vos conhecesse... Assim a vossa vegonha é bem maior.

 

Aquilo que não faço pelos livros da Philippa Gregory...

 

E já vou no 7.º!

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

04
Ago09

E quando ele se vai embora...

por Pobre(o)Tanas

 

 

 Tudo fica por metade...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2012
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2011
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2010
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2009
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2008
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D