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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!

06
Set11

O bom filho a casa torna...

por Pobre(o)Tanas

 

 

Existem coisas que eu, Pobre(o)Tanas, nunca vou deixar de gostar! Uma delas é a funcionalidade das coisas. Gosto. Gosto de chegar ali, carregar num botão e zás! Aquilo funciona para meu deleite. Fico felicissima! Outra coisa é ter saudades de certas coisas. Pois que continuo minha, apesar de me partilhar com o meu Jacinto vai para 2 anos e meio, e nem aventando coisas eu me dei bem uma vez que não aventei nada nos últimos meses mas sim escarrei. E se eu não sei escarrar imaginam como me sentia para escrever... Daí que tentei, sério que tentei, durante 9 meses, empenhar-me num novo blog, num novo formato, numa nova visão. Mas o deus Sapo castigou-me e rogou-me uma praga: "Ai é? Mudaste-te? Pois olha hás-de cá vir porque lá fora tudo é diferente e não terás o mesmo conforto que aqui..." e não tive, pois não. Felizmente só mudei de página...

 

Pelo que, tudo o que foi recolhido de mim nos últimos 9 meses está a ser importado aqui, para o meu saudoso SouMinha. A gota de água aconteceu ontem quando quis comentar o blog da Sarokas dando-lhe os parabéns por estar à espera de bebé e o blog simplesmente vai abaixo, cai a sessão e tudo o mais. Não gostei, senti-me defraudada. Gosto que me tratem bem. Sempre assim o foi.

 

Engraçado como só o simples facto de se estar numa página que nos é familiar a escrita muda logo...

 

Poder-se-á notar uma escrita horrivelmente chata nos posts importados. Pois que me era mesmo dificil... Sabe Deus como! Isto se eu conseguir importá-los, se não conseguir... também nada se perde, de verdade.

 

O bom disto é que o Sapo aceita-nos sempre de volta. É como aquelas relações em que é o outro que detém todo o poder e nós ali sossegadinhos. No fim é capaz de fazer gato-sapato de nós. Mas Sapo, estás à vontade... Subjugo-me à tua vontade...

 

No fundo, tudo o que o SouMinha representa não mais é que um eu desgovernado, mal educado, inconveniente e dono de si quando está num espaço privado/intimo mas muito feliz.

 

E era disto que eu precisava, não de uma carrada de regras que impus a mim mesma, num bom tom e cheia de salamaleques para parecer coerente. Nunca o fui. Por vezes encontram-se rasgos disso mas tudo muito caótico.

E siga a marinha que eu parece que cheguei agora da guerra e a minha mãe fez o meu prato preferido...

 

 

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Agora sim digo-o finalmente! Parabéns Sarakocas! Parabéns e que esta vossa etapa corra tranquilamente e que venha com saúde. Muita! Felicidades para vós!

 

 

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Esta semana finalmente todos regressaram ao trabalho e posso descansar a moina... Que isto de colegas fora fica tudo um caos. Mais que não seja por sermos só três com boas vibrações e restantes se limitarem somente às partes ou coisas que vibram.

 

 

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Toca aguentar aí uns minutos que estou a ver se a mulher do João Pinto se lembra de mim...

 

 

 

Não sei porque o meu Jacinto teima no Euromilhões... A cartomante disse-me que nunca seria rica. Seria desafogada, no máximo... Ele diz que a cartomante falou de mim, não dele.

 

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O meu colega Hélder é aquele ser que na época de Henrique VIII, tendo sido feito duque de uma qualquer terra acabada em Shire por dá cá aquela palha, acabaria mais dia menos dia com a cabeça espetada num pau no meio de Londres para que todos o vissem. E eu, como bobo da corte ou a mulher das hortaliças que seria, rir-me-ia mostrando bem todo um conjunto de dentes podres ou falta deles.

 

Sempre fui comixosa com as minhas coisas. Cedo-as quando me pedem mas tudo tem dois "V's" na ponta: "Vai" e "Volta". Por isso fico fula se mexem nas minhas coisas sem autorização. Pior, levam-nas e deixam lá lixo. E foi isso que aconteceu ontem. De forma mal criada, aquele merdoso filho de uma grandessíssima cadela cheia de sarna, resolve tirar uma das minhas canetas e deixar lá não o lugar vazio - valia mais - mas sim uma caneta igual mas vazia e uma recarga. Fui aos arames. Questionei toda agente e quando descobri que tinha sido ele, espetei-lhe o dedinho em frente do nariz e disse-lhe:

 

- Ouça, nunca mais me faz uma coisa destas. É de uma falta de respeito de todo o tamanho. Fique sabendo que isto aqui é sim o da Pobre(o)Tanas daí estar aqui tudo o que preciso para escrever. ESTE é o meu material de trabalho e você não tinha que lhe mexer, ali - apontando para o armário do material que precisamos -  é onde pode mexer e isto é meu!

 

- Ah mas não haviam canetas no armário!

 

- Temos pena! Fazia como toda agente e aguentava-se à bomboca sem canetas ou tirava e trazia de volta. O que fez foi quase roubar. E pior faltar ao respeito deixando o que não presta. Nunca mais volte a fazer isso. Nunca.

 

E para meu prazer, que sempre fui muito autoritária e sempre odiei tratar pessoas da minha idade por você só porque são cagonas, ele soltou o que sempre diz quando o chefe ou o patrão lhe dão na cabeça:

 

- Certíssimo, certíssimo.

 

Dei a minha bufinha merdosa e fiz um papelinho que colei na minha caixinha das canetas:

 

 

Se precisais de canetas, pedi. Felizmente ensinaram-me a ver beleza na partilha.   

 

 

De resto tudo pacífico naquele estaminé a que chamo Calhoeiras. É bem mais pacífico que trabalhar com carros estampados e mais intenso que o Faixa de Gaza. No fundo fica ali no meio, mais próximo do Faixa de Gaza mas pagam-me a horas e fao 4 línguas ou 5 sendo que 1 é a materna e outras três foram postas no curriculo só para ingleses, franceses e espanhóis verem. Se os italianos e os alemães quiserem, também podem espreitar.

 

Assim para resumir, caso a importação de blogs não funcione, tenho duas colegas que são o meu suporte ali dentro, ou eu a elas, a meio da manhã trocamos bolachas, iogurtes, sorrisos o que nos enche o dia com coisas positivas, mais duas que são o oposto de tudo: uma é-me indiferente pois falta imenso e para mim estar ou não estar e desde que não interfira no meu trabalho, tanto me faz, e a outra causa-me nojo pela pessoa que é, que no fundo se dá bem com o cagão do Hélder daí que felizmente deixei de fumar para não ouvir merdices com eles na rua. Tenho um Cristiano Ronaldo das vendas por ser um bodocho com a mania que ainda tem 60kg e 20 anos e que vende tudo, o seu discipulo lingrinhas com a mania que é pseudo intelectualóide de esquerda e um engenheiro de meia-leca que por sua vez também se acha o rei do pedaço que às 10 da manhã em pleno inverno com - 30º dentro do estabelecimento já cheira a suor. No fim disto tudo está o chefe o Dr. Where's Wally (ou Waldo) cuja relação que temos baseia-se no amor-ódio, mas que no fundo já lhe disse que quando me trata mal é para o lado que durmo melhor pois saio dali e vou para a aldeia e agarro-me ao facto de não ter problemas nenhuns. No fim o patrão, rico não só pelo nome mas pela carteira e carro cujo computador de bordo é quase do tamanho da minha tv da sala, que se acha justo enquanto patrão e muito humano. Nunca lhe vi humanidade a não ser para as vacas que tem na herdade mas isso deve ser porque não lido muito com ele ou quando me pede algo é sempre de coisas que nunca sei como se fazem ou sequer como se soletram...

 

No fundo gosto daquilo. Após 5 meses desempregada aqui longe, longe, longe, achei um diamante...

 

 

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Mas atenção, num local tipo Évora, com muitos turistas e mais coisas para ver que aqui as nossas zonas de Borba, Estremoz e Vila Viçosa.

Logo no inicio das nossas férias, rumámos com os cães até Lisboa. Seriam dias calmos se eu não me enervasse de cada vez que lá vou, ou pelo trânsito, ou pelas pessoas horrivelmente stressadas ou mesmo pela família que me deixa em estado pirulas com a sua maneira de ser obtusa.

Os dias de chuva de início de Agosto também em nada ajudaram mas contando eu que o meu pai nos emprestasse o carro para que fossemos passear com a minha avó, tendo até ajudado o Jacinto quanto ao travão de pé que não estava habituado à condução da Mercedes, a alminha de Deus estacionou o carro num acesso dificil que só ele consegue tirar pelo que não pudemos levar a velhota a lado algum. Lamento que as coisas sejam assim mas já me fartei de chatear e neste momento prefiro ignorar. Problema dele.

Mas a questão do carro foi uma gota de água quando tudo o resto naquela cabeça anda desgovernado. Cada vez mais a estúpidazona da minha madrasta lhe faz a cabeça e eu deixo. Adiante.. Sugeriu que ficaria com os cães para que fossemos um fim de semana até ao Algarve, tudo perfeito não fossemos nós donos de um terreno vedado com 5 000m2 (só a nossa parte, fora os outros 20 000 de espaço que toda a quinta tem)... Chegou a hora, recusou-se a ficar com o cão... Porque era grande e não confiava nele. Não haveria problema de ficar com a cadela - até porque já se tinha feito ao piso quanto à possibilidade de lhe dar a cadelinha para a ter lá - mas que com o cão não. Conclusão, para mim onde fica um têm de ficar forçosamente os dois e por isso paguei para os ter num hotel/canil e resolvi a situação sem me chatear mais com isso... Assim como assim com tanto espaço ele iria manter os cães presos a uma corrente o tempo todo e só lamento o facto de ser tão torto que não veja que faz sofrer os outros cães que lá estão.

Consegui visitar toda agente que queria, a D. Orlanda, a minha irmã e até a minha amiga Pris que com a sua maneira de ser alegrou todo um serão na esplanada com as suas aventuras. A dado momento o Vasco da Gama é assaltado e uma rixa começa mesmo atrás da cadeira dela, pois ela nem se mexeu e nós, já desabituados ao ram-ram de toda uma cidade e suas confusões andámos de coração nas mãos todo o tempo. As pessoas mergulharam à tareia umas nas outras e ela impávida e serena a contar as suas histórias como se nada se passasse. A dada altura ainda solta um "Ai que irrequietos..." e continua...

Por vezes pergunto-me se também eu era assim. É que já não me lembro... Mas não me importo porque significa que estou aqui no cu de Judas longe de tudo... O Jacinto diz que quando chega perto da Ponte 25 de Abril põe a cassete citadina.

A segunda semana passámo-la a descansar na nossa casa. Além de termos os cachorros durante 3 dias para os entregar mais tarde a um casal amigo o que nos preencheu muito tempo, a Zappa resolveu dar à luz um casal de pequenotes muito feios!!!! Que são a alegria cá de casa. Aguardo que alguém se ofereça como dono. Já são muitos.

Vimos muitos filmes, fazemos muito exercício, passeámos com os cães e a meio da semana fomos até Évora comprar tintas para pintar a sala no entanto aguardamos a semana anterior à vinda dos móveis e sofás para começar a pintar.

No último fim de semana fomos então até Portimão com a minha irmã. Saímos de casa cedo, deixámos os cachorros no Hotel Canino D' Além Machede perto de Évora cujo preço achei acessível e adorámos a forma como eles foram tratados - pois que na volta nem nos ligaram nenhuma quando nos viram - deixando-me descansada durante 5 dias e 4 noites. Almoçámos por lá e vimos uma exposição de Andy Warhol. Seguimos pela velhinha nacional até Beja, por aí fora parando aqui e ali, chegando a Portimão às 19h e pouco. Diverti-me apesar da pouca praia, precisava de mais uns dias de relaxe... Contudo fui ao Algarve e isso sim interessa. Contento-me com pouco. Fiquei feliz com o nosso bolinhas que com um depósito fez Estremoz/Portimão/Almada/Estremoz...

Na volta fomos outra vez até Lisboa (margem sul) visitar a minha mãe que estava em Espanha nas semanas anteriores. Foi connosco comprar os nossos móveis e sofá à Moviflor. Não gastámos muito e só o sofá era do preço de tudo aquilo que pagámos. Dia 28 de Set. cá cantam as nossas mobílias novas para a sala. Mal posso esperar!





(Imagens da web)



As cores não são estas. Escolhemos preto. E para a parede da sala apostámos num azul acinzentado que acho dar um ar mais convidativo à nossa sala visto ser enorme a meu ver e porque mal abrimos a porta de casa entramos logo na sala mas há ali qualquer coisa que quebra dai ter apostado nestas cores. Logo se vê se entretanto fazemos mais alterações. Nada como experimentar. Depois porque estou farta de coisas castanhas. Quanto aos móveis que restam não sei o que lhes vou fazer pois o que supostamente seria o nosso escritório tornou-se numa sala de arrumos, o local onde pinto e tenho os livros e cd's, onde o Jacinto guarda as suas tralhas da pesca e onde os gatos pequenos agora se escondem quando ouvem um barulho estranho...

Esta semana já voltei ao trabalho e até tem sido calmo visto ainda estar tudo de férias! Deu para tratar de tudo com serenidade.

Deixo fotos das nossas férias :)





















A vida é muito simples. Basta apreciar pequenos momentos. Não sei porque complicamos tanto...


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Isto não tem havido tempo...

Ando a braços com esta pequena





Apareceu no meu trabalho... Queria imenso arranjar um dono... Pois não pressinto nada de bom para esta menina. Infelizmente trabalho com homens da "pesada" que ainda acham que um cão é bom para testar a biqueira das botas.

Dei-lhe de comer e água e com isto surgiu uma carga de trabalhos com o meu chefe que só faltou chamar-me santa em frente a clientes. Mas ela não se pode alimentar só a bolachas de água e sal, pois é o que tenho para lhe dar e rápidamente antes que nos vejam. Parecemos aqueles namorados às escondidas. Quando acaba de comer tenho de a afugentar fingindo que lhe vou bater, para que não fique ali e acabem por lhe fazer mal. Qualquer dia o animal pensa que sou maluca... Ora lhe dou de comer, ora corro atrás dela. Isto é desconcertante na cabeça de um cão mas neste momento não posso andar com psicologia e teorias caninas com risco que lhe façam mal...

Dei-lhe o nome de SAM. Se alguém souber de algo... Por favor avisem-me. Não posso ter mais patudos em casa. São 4... E para dar uma vida estável a 4 não posso dar a 5 às metades...

É um doce, e apesar de a acharem feia por causa da cor do pêlo, a sua simpatia e amabilidade a par com a ainda confiança que deposita no ser humano, tornam-na um animal fantástico.

Quem por aqui passar, por favor, divulguem-na. Entrem em contacto comigo. Não preciso que me comentem. Quero que a ajudem.

Gracias!


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Isto têm sido dias com muito para fazer. Não só no trabalho mas fora dele. Por um lado é bom, por outro andamos de rastos e sonho com a cama o dia todo.

A semana passada foi um corre-corre e com coisas que nos ocupavam o tempo todo. Agora estamos a pagar a factura do cansaço...

Fomos contactados por um senhor que tinha visto o nosso cão no nosso quintal e que gostaria que desse umas "saltadas" na cadela dele por ter um porte magnifico. Não gostando muito da ideia pois com tanto cão por aí e ainda colaborar para o nascimento de mais uma série deles lá acabei por aceitar uma vez que tenho direito a um cachorro e por achar que realmente tenho um cão fantástico para dar continuidade à raça e àquilo que dela se espera. A "miúda" era bem gira, apesar de mais velha, mas atinadinha e de humores equilibrados. Gostei da minha "nora".

Vistos os prós e contras lá andámos toda a santa semana ao fim do dia a juntar os bichos. Certinho que só houve uma "pinadela" completa no 3.º dia de ajuntamento e ao 5.º o Pablo mandou a namorada às urtigas pois estava mais interessado em brincar. Aguardamos noticias. Por mim a coisa não tinha "colado" mas pronto... Se vierem por aí cachorros sei bem que sem dúvida saírão perfeitinhos no que toca a temperamento e físico. Doenças os pais não têm e no máximo dos máximos saem coxos como a "avó"...

Depois no sábado a Pris veio visitar-nos. Há um ano que não a via. As saudades eram imensas! Falámos imenso, rimos demais e nessa noite apanhámos todos nós um camadão como há muito não apanhávamos. Eram 5 da manhã e estávamos na barragem no meio da serra. Eu, o Jacinto, a Pris e uns amigos nossos o M. e o H. Estava tão bêbeda que não me lembro de tirar maior parte das fotos da barragem. Chegados a casa mal me aguentava de pé e nem me lembro de chegar à cama. Certinho que entre a Pris e o M. houve clima pelo que eles ficaram no nosso sofá velhinho a cair de podre. Visto sermos pessoas que topam coisas à distância, eu e o Jacinto, colocámos tampões nos ouvidos. Era só para dormirmos mais sossegados... Ou então não! Ahahahahah

Tinha imensas saudades de uma noite assim. E felizmente, apesar da bezana, mantemo-nos afastados dos cigarros. Até porque o cheiro me deixava enjoada.

No dia seguinte acordámos com a cabeça do tamanho de um melão do Entroncamento pelo que para desanuviar fomos todos pescar para o monte do M. e comer bolinho de aniversário dele. Nada como uma tarde a comer doces para acalmar a ressaca. Porém já vou com 68,4kg... A coisa tem vindo a piorar. Esta semana ando de boca fechada o máximo que posso.

Este fim de semana avizinha-se cansativo também pois iremos a Lisboa passar a Páscoa. Não me agrada nada fazermo-nos à estrada na Quinta à noite com este tempo mas espero vir para baixo logo no Sábado de manhã pois no Domingo quero descansar e na Segunda queremos passar a manhã no campo nos comes e bebes como é tradição por aqui. Espero conseguir visitar toda agente com tempo e sem andar a correr. Também não queria gastar muito dinheiro nem gasóleo pois estamos nas lonas e este mês o Jacinto não pôs de parte a parte combinada dele uma vez que o dinheiro foi para o arranjo do carro no fim do mês passado.

Precisamos de por de parte 10mil euros até Novembro para dar entrada para o carro ficando com algum de parte caso aconteça alguma coisa. Contudo já "ouvi dizer por aí" que no fim deste ano/princípio do outro ficarei grávida e que faremos uma viagem que não será de lazer... Estou para ver onde vou ao dinheiro para tudo nessa altura. Espero que sejam só zum-zuns... Há uns meses não me importava nada de ficar grávida mas neste momento não é que não queira imenso mas é que não podemos e queria ainda ter algum equilibrio para trazer uma criança ao mundo. Bom certo, certo é que um dia sonhei que o meu filho nasceria em Setembro. Se for fim de Dezembro/início de Janeiro...

Deus me acuda!

Por falar em crianças... A Sr.ª minha "filha" Zappa afinal não está de esperânças como todos pensávamos que estaria. Ao invés anda é a comer imenso e a fazer companhia à dona no que toca a aumentos de peso.

Pelo menos as mamas estão maiores. Valha-nos isso...




(Dançando...)

(O patrocínio da noite)

(Eu ainda consigo abrir os olhos)

(O filho da Pris, o Gaspar, que nos acompanhou nestas andanças)



Deixo a música da semana para animar este tempo que até faz urticária




    (Melissa NKonda - Nouveaux Horizons)

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03
Abr11
Finalmente alguém que conseguiu expôr o que sinto em relação ao tabaco... Ou à falta dele.

Falo do que o Sociólogo Alberto Gonçalves escreveu na sua coluna "Juízo Final" na Sábado n.º 360, passando a citar algumas passagens porque tentei encontrar o texto online para fazer um mísero copy/paste e não encontrei nada... Também só tentei 1 minuto ou 2...

"Pela primeira vez em quase duas décadas de consumo, podero a hipótese de deixar de fumar (...) Custa? Fisicamente, não tanto quanto a propaganda das terapias de desabituação apregoa. Emocionalmente, desculpem o horrendo termo, é devastador. O problema não passa (sem trocadilho) pela carência imediata: passa pela carência imaginada. O problema é antecipar uma existência sem tabaco.
Queira ou não, recordar a existência com tabaco implica associá-lo a cada instante feliz da minha idade adulta. Se folheio um álbum de fotografias, de papel, disgitais ou mentais, constato uma única permanência.Os lugares são diferentes, as pessoas são diferentes, eu próprios pareço diferente de uns retratos para outros. O cigarro, porém, está sempre lá, e assusta supor que um dia possa não estar. Não é saudade precoce, é a impressão de que talvez o cigarro não se limite a testemunhar os momentos áureos: e se, em razoável medida, foi o responsável por eles?
Nunca ouvi uma ex-toxicómano ou um ex-alcóolico relembrarem com doçura o tempo em que torravam o cérebro ou o fígado. Mas, à semelhança dos amputados, metade dos ex-fumadores que conheço evoca enternecida a época em que o cigarro era parte fixa de si. E suspeito que a metade restante é mentirosa.
Toda agente sabe que, além de um pulmão, fumar pode retirar-ns um pedaço de vida. Falta inventariar os pedaços que acrescenta, uma contabilidade indispensável e impossível."

Gonçalves, Alberto (2011), "Pedaços de Mim", Juízo Final, Revista Sábado, 24-30Março 2011, Pp. 114


As palavras deste homem acalentaram e iluminaram o caminho desta minha alma moribunda pela falta do meu companheiro de tantos e tantos momentos. Afagou-me as costas como que um amigo que está na mesma situação que nós e sabe perfeitamente como nos sentimos ou que descreve aquilo que não conseguimos deitar cá para fora. E por haver alguém que tão bem conhece aquilo que sou enquanto fumadora (ou ex...) sinto-me com forças para continuar esta caminhada. E aqui vamos nós nos 48 dias sem tabaco.

Ontem depois de uma jantarada com amigos do Jacinto em que o ritual de muitos deles sem mantém inalterável levantando-se da mesa, tal e qual como fazíamos, fez com que os meus olhinhos procurassem o primeiro vislumbre de um cigarro a ser sorvido. Aquele olhar envergonhado que é desviado porque a pessoa, sabendo que deixámos de fumar, pode olhar para nós e contemplar não um sorriso mas um esgar de tortura ou um ar completamente transfigurado do nosso ser... Eu estava com medo de me atirar à primeira pessoa que olhasse para mim de cigarro na mão e reclamá-lo para mim tal era a fartura de comida que ainda sentia entre os dentes que me fazia querer aniquilá-la com o sabor de papel queimado com um aroma a alcatrão. Levantámo-nos e fomos ao carro buscar as nossas pastilhinhas de morango e maçã. Para compensar todas estas emoções comi tarte de maçã e bolo de bolacha como se não houvesse amanhã e eu fosse a maior apreciadora de sobremesas que existisse no mundo. Eu que nunca comia destas coisas cheias de natas e açúcar aos punhados dou comigo a revirar os olhos de cada vez que uma colherada cheia de bolachas embebidas em leite condensado se aproxima da minha boca. As papilas gustativas dão saltos e deitam foguetes. A comida tem sido a minha salvação. Mas tenho perfeita noção que estes 7kg que engordei nestes 48 dias me vão trazer dissabores.

Hoje já estou bem... Não tenho vontade alguma de fumar. Amanhã já não sei... Se houvesse um gráfico que medisse as minhas vontades veríamos que a contante não existe...

Ontem pela primeira vez senti falta de ter mais amigos. Ou daqueles que tenho mas estão longe... Já tinha saudades mas ontem revelou-se uma torção de estômago. Os do Jacinto são os dele. Contam-se pelos dedos de uma mão aqueles que posso considerar meus também até porque nestas coisas de amizades sempre gostei de escolher quem quero e não aqueles que vêm por arrasto de quem faz parte de mim. E alguns dele/as dispenso muito bem. Respeito-os e respeito as escolhas do Jacinto. Mas sinceramente tenho alturas que munida de um cigarro nos queixos e uma pá, fazia um bem à comunidade tremendo.

Tenho saudades horrendas deles no entanto esta distância diminuiu os contactos e começo a considerar que amigos mesmo amigos que se lembrem de quem sou de verdade, tirando a família, são zero. Em parte é culpa minha, sei-o perfeitamente. Nunca fui amiga de andar às mensagens, telefonemas... Não gosto que andem em cima de mim e faço o mesmo aos amigos. Durante anos tinha grupinhos engraçados que conseguia manter à base de muita comunicação e saídas mas sei lá eu... As pessoas transformam-se... E não é que me dê trabalho e eu tenha mais que fazer, nada disso, não tenho feitio para me moldar a isso. Não tenho paciência para contar as mesmas histórias 20 vezes e neste mundo a única pessoa que me conhece perfeitamente e as minhas mil e uma aventuras e desventuras é o Jacinto. As pessoas que estão de fora diriam que é mau porque a vida tem mais que uma relação a dois, sei-o e aceito, mas tenho lá eu tempo para me dar a conhecer ou plantar a sementinha da amizade num vaso novo. Deixei de acreditar muito nas pessoas e aqui é tudo tão pequenino que ainda os meus pensamentos estão a caminho da boca já toda uma freguesia inteira os sabe. E tenho muito mas muito que resguardar da minha vidinha e da do Jacinto.

Durante anos estive rodeada de gente mas tão sozinha que questionei a palavra amizade muitas vezes. E outras vezes tão apenas só que me habituei a isso. Daí que esta nossa bolha a dois é tão confortável e segura que meter o nariz de fora e respirar outros ares que outras pessoas respiram, ouvir as suas opiniões e desaforos me causa alergia. Penso que estou tão concentrada na nossa vida a dois, nos nossos planos e criar meios de moldar algo confortável para a nossa existência e da prol que daqui a uns anos nascerá que sinceramente não penso em nada mais. Por vezes prefiro sentar-me ali fora no degrau da porta da cozinha para o quintal e ficar a observar o Pablo e a Pipa a correrem atrás um do outro ou a pedirem-me festas do que ouvir meia duzia de fulanas histéricas a falarem da vida delas ou das outras, do que vão fazer para o jantar ou do preço do arranjo das unhas. Os meus cães têm um poder de reflexão e relaxe muito poderosos e todos os dias dou graças a Deus de os ter porque descanso completamente a cabeça quando os vejo.

Pelo que na sexta-feira ao fim da tarde, depois de uma semana de trabalho, chegámos a casa, mudámos de roupa e fomos até à barragem a pé































E se isto não dá prazer a uma qualquer alma cansada... Não sei o que andamos aqui a fazer...




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O contrato de 6 meses mantêm-se... Foi o que o Dr. Where's Wally? me disse... E se tudo correr bem é para ficar para todo o sempre.

Foi um alívio muito grande, garanto-vos...




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Ontem esteve um dia espectacular... Comparado com hoje é como comparar ervilhas com cocó de cheiro.

Como tínhamos ouvido que ia chover, ontem resolvemos pegar nos cães e ir a pé até à barragem aqui perto de casa. São 10/15min a passo rápido. Mas como vamos devagarinho a apreciar a paisagem demoramos mais. Já há 2 semanas tinhamos ido mas quando lá chegámos ameaçou chuva e viemos a correr para casa. Quando abrimos a porta caiu um porradão de água que se nos tivesse apanhado ficávamos tipo pintos...

Mas ontem deu para aproveitar, sentei-me numa pedrinha bastante tempo ali a vegetar ao sol enquanto o Jacinto e os bichos andavam à descoberta de espargos e menta.

Soube bem e para o próximo Sábado ou Domingo quero repetir se estiver assim um tempo fantástico como o de ontem...






















Sim é verdade... Vivo no Paraíso...

Espero é que esta chuva passe para que não fiquemos para aqui aventados no sofá...

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Eu, por vezes, fico farta de gente com boas intenções... Sério! Chamem-me pobre e mal agradecida, ingrata, antipática, tudo e tudo e tudo. Façam o favor de me chamarem que eu estou-me nas tintas.

Se as pessoas estiverem quietinhas em casa ou a fazer as suas coisinhas e de volta da sua vida o mundo desliza na boa, a vida é mais agradável e se se apurar bem o ouvido até se ouvem os passarinhos lá longe...

Agora agradeço que a intenção das pessoas que gostam de dar de comer aos meus cães aquando a minha ausência pare o mais depressa possível uma vez que os meus cães têm horas certas para comer, estão bem alimentados e não precisam de mais nada do que aquilo que já lhes dou. Se continuarem a dar ossinhos, chichinha e merdinha aos meus cães um destes dias há merda da grossa quando o maior atacar a mais pequena por causa de um mísero osso que alguém na sua boa fé resolveu dar porque coitadinhos "são cães e gostam de ossos"... Não! Não e não!!!

As pessoas se não souberem que fazer aos restos, epah arranjem cães também... Ou dêem aos gatos ou cães vadios. Os meus não precisam.

Depois o trabalho que é tentar descobrir onde pára esta alminha caridosa dos ossinhos. É que nunca se sabe se o osso pode estar contaminado com veneno ou não. Uma pessoa sabe lá! Vê o osso no quintal, começa a tremer e tenta rezar para que seja apenas um osso sem aditivos fatais.

De boas intenções está o Inferno cheio. E se um dia acontecer alguma coisa somos nós que pagamos do nosso bolso a conta do veterinário ou pior, temos de fazer algum funeral...


(Imagem da Web)



Nós agradecemos...

Thanks but no thanks...

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29
Jan11
A semana foi calmíssima no que toca a chatices no trabalho, no entanto houve imenso que fazer pelo que quando chegava a casa só me apetecia tomar um banho quente e ficar quieta com os pés enfiados no aquecedor até serem horas de ir dormir tipo velhota à lareira. Apenas não tenho jeito para crochet se não até isso fazia...

O outro problema já foi remediado e vamos a ver se não se toca mais no assunto, que tudo seja pago e mais cartas não voltem a aparecer. Ponderava até ser eu a pagar a conta mas o meu Jacinto soltou um "Tu és maz'é parva! Deixa-te de te preocupares com essas coisas que não são problemas teus..."

O meu Jacinto foi promovido e aumentado! Isto vai dar-nos ainda mais folga e o ideal seria que os 6 meses que tenho de contrato passassem a anos para que a nossa vida estabilizasse ainda mais.

Todos os anos pomos um limite até as coisas melhorarem por elas mesmas, se não fazemos nós por isso. O ano passado demos até Maio para que a vida desse uma volta a níveis profissionais e o que é certo é que resultou essa ideia.

Ele veio para o Alentejo para a empresa onde está e eu despedi-me e vim para baixo com ele. Em Agosto arranjámos a nossa casinha definitiva e eu em Outubro consegui este trabalho - apesar de ter trabalhado em Setembro na campanha do pimentão para arranjar mais uns trocos - que nos deu mais equilibrio monetário.

Agora pensámos que em Maio novamente se já não precisassem mais dos meus serviços na empresa quando a moça que está de baixa voltasse, e o Jacinto não tivesse aspectos mais positivos no trabalho, voltávamos a avançar para outra coisa, mas estamos a ver que tal não será necessário pois ele está efectivo, foi aumentado e eu arranjarei outra coisa se não me quiserem mais.

Estipulámos ainda o mês de Outubro ou Novembro deste ano para comprar um carro novo sendo que será o nosso único crédito e queremos ver se fazemos ainda mais dinheiro para não termos que andar a pagar o carro tanto tempo dando logo uma boa entrada.

Em Maio de 2012, já falámos e ponderamos casar finalmente. Caso veja que se torna dispendioso um casamento todo muito cheio de cerimónia e pompa, acho que o faço nem que seja no registo numa manhã qualquer sem gente alguma a atrapalhar. Porque isto ou é 8 ou 80. E sinceramente não penso pagar um balúrdio num casamento com imensa gente - sim que isto nas aldeias vão todos os que podem ir - e ficar a arder. Tenho de ver a questão muito bem e falar com quem se casou há pouco tempo para ver quanto isto nos fica. Não quero cá grandes tretas e quero ir bonita mas o mais simples possível. Se for no registo vou de calças de ganga e um blazer branco e está a andar. Pago o que tenho a pagar e acho que agora nem padrinhos nem testemunhas são necessários.

Agora só falta o pedido oficial. Sim porque o meu Jacinto não pense que é só dizer que vamos casar e não há direito a pedido formal com um aneluco ranhoso no dedo! Uma coisa simples sem lágrima no olho e um histérico "Ai aceito!!!". Nah! É mais "Pah, toma lá o anel..." e já está, depois pergunto-lhe o que quer jantar enquanto calço as pantufas e cada um faz a sua vidinha de sempre.

Não sou romântica e merdelins desses fazem-me comixão. Sou chorona mas nada romântica. Talvêz já o tenha sido mas a idade traz sabedoria e equilibrio emocional. Daí que um casamento cheio de borboletas, coisas glicodoces e coisas dessas com ele a levar-me ao colo para a suite não me cabe na cabeça. Eu sei andar desde os 8/9 meses e só se os joelhos não puderem.

Faz-me espécie as pessoas até para fazerem um filho acendem velinhas, há banho quente com sais e uma série de rezas antes do acto. Quando fizer um filho será como sempre. Vamos pinar e se der faz-se ali umas acrobacias para o miúdo ser uma pessoa com uma certa elasticidade que poderá dar jeito caso ele vá para artista de circo ou atleta olimpico. Se quisermos um bombeiro é só atear fogo à cama com o esfreganço. Se nos apetecer que seja polícia é usar algemas e se fumarmos umas coisas antes assim para o maradas ele acaba por ser um sonhador egocêntrico.

Não quero um puto loiro de olhos azuis, quero sim que saia com a inteligência, paciência e a penca batatuda do pai e da mãe pode apanhar a farta cabeleira, a carrada de dentes e a vontade de esganar o mundo arrogante em que vivemos quando o dia não lhe corre de feição. Um puto moreno, de olhos grandes castanhos, de porte médio/alto e mãos de pianista para agarrar bem os fartos seios das miúdas quando tiver idade para o fazer. Sim que o meu filho se não for gay será um tolinho pelo sexo oposto, contudo educá-lo-ei para o respeitar e ser um gentleman, bem como ser aquilo que quiser ser sem pensar no que os outros possam dizer. Ter em conta a felicidade dele sem ultrapassar limites ou magoar terceiros.

Se for menina, ui... Se for menina... Sei lá! Educo-a para não ser mimada e não terei stresses se ela for uma maria-rapaz na idade em que algumas de nós o fomos, de joelhos esfolados e cabelo desgrenhado. Quero que saiba que há diferenças entre os sexos sem contudo se fazer superior ou deixar-se inferiorizar. Ser igual com as diferenças físicas e emocionais que existem e saber lidar com elas de forma nobre. Chegar à idade de querer conhecer alguém melhor e eu poder aconselhá-la. Saber que está com quem a faz feliz e que ela própria possa ser o que entender, sendo que o céu é o limite. Não gosto de meninas betinhas. Quero criar uma filha sabendo que ela poderá moldar-se conforme o ambiente tal como os pais. Tanto sabem usar os talheres correctamente como abrir um pão com as mãos e espalhar nele manteiga com os dedos.

No fundo quero sim moldar um filho conforme os nossos feitios, pois existe aí muito bom pai que tende a moldar crianças conforme aquilo que eles próprios gostariam de ser ou ter e eu não... Tenho perfeita noção que seremos belos exemplos para os nossos filhos. Poderei um dia morder a língua mas sei de antemão que a pessoa que está ao meu lado terá pulso firme no que tocará aos filhos, deixá-los-á serem eles próprios mas de forma regrada. E eu não tenho problema nenhum em afirmar que uma palmada na hora certa faz milagres. Sei disso muito bem pois levei algumas e hoje sem elas poderia ter-me rendido totalmente ao doce sabor do deixa-te ir conforme a maré e não apenas do aventa pr'aí bem mais saudável que não importuna ninguém...


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05
Jan11
O ano começou calmo na empresa. Não fosse o ter de arrancar triliões de folhas de milhares de dossiers de arquivo mais que morto e poderia passar o dia todo somente a atender pseudo-coreanos e falar o meu tão adorado "ingrês" arrastado enquanto fazia esquemazinhos e listinhas em excel  que me possam fazer falta na minha mísera organização profissional.


Trabalhando no ramo dos pedregulhos e não percebendo patavina do assunto, lá me vou safando com as aulas que o meu Jacinto me dá não fosse ele engenheiro disso. No entanto olho para toda a panóplia de amostras que envio a potenciais compradores e nenhuma poria sequer na minha wc em jeito de rodapé. Tudo aquilo, depois de embrulhado, mais se assemelha a um pacote de cocaína. Não fosse o senhor da DHL confiar em mim e seria obrigada a abrir os embrulhinhos envoltos em papel canson e km's de fita cola para se confirmar todas aquelas "samples" que viajarão para países que nunca visitarei.

Por vezes, enquanto preencho certos documentos necessários para o envio, penso que a minha letra vai viajar e que alguém, além-mar, a irá decifrar. E fico ali a imaginar-me... No entanto penso no sítio onde vivo actualmente e não consigo sequer continuar a pensar em viajar. Quase que passei do 80 para o 8. Passei de tudo aqui perto na Capital para o mini mercado da Sr.ª Florinda que nunca teve uma lata de milho para salada, à venda. Certas pessoas enlouqueceriam e poucas conseguiriam viver com pouco mais que isto mas se fizermos uma análise o ser humano não precisa muito para ser feliz. Basta estar bem física e psicológicamente.

De manhã há tempo suficiente para vestir, comer, beber o café e tranquilamente percorrer os 5km que nos distam do trabalho. Ver o nascer do sol e os tímidos raios penetrarem na névoa da manhã nos campos, acender um cigarro e sentir o frio destes meses de Inverno. Ver um tractor lá longe no cruzamento e acelerar um bocadinho para não o apanharmos. Aqui apanhar um tractor à nossa frente é quase tão enfadonho que o IC19 em hora de ponta tirando o facto que não nos atrasamos por irmos atrás dele.

Autocarros só existe um. Que vai de manhã e vem à noite e somente em dias de aulas. Portanto em todas as férias escolares não existem transportes a não ser a boleia vizinha.

Se apurarmos bem o ouvido à noite, ouvem-se as vacas e as ovelhas. O mar pode estar a cento e muitos km's mas não nos faz tanta falta quanto isso. Existem barragens e lagoas. Existe um sem número de coisas que nos podem bronzear no verão Alentejano. A pesca, os almoços na rua, os pique-niques, o convívio no café com esplanada. As noites quentes e passeatas pela aldeia com os amigos ou só com os nossos cães. As caminhadas à serra e beber água das 1001 fontes que nela existem. E no rigor do Inverno, uma fogueira e umas cadeirinhas enquanto se conversa. Os gorros e cachecois que mal chegam para tapar o frio seco que entranha nos ossos. O cheiro das lareiras no ar. O nevoeiro que cobre o vale da aldeia quando se avista de cima.

Tudo isto não o trocaria por nada. Penso que o desejo para 2011 que pedi com mais vontade foi continuar a viver da mesma forma. Não ter que, de saltos altos e cheia de dores nos pés, desbravar nunca mais as calçadas citadinhas que me foram oferecidas. No fundo todo este conceito de vida o qual me rodeia e vivo de momento, conceito que tanto ansiei, paira entre o "tenho todo o tempo que preciso" e o "Aventa Pr'aí" enquanto me sento no sofá e penso calmamente que calças de ganga deslavadas e botas rasas ressequidas levo para trabalhar no dia seguinte sem pensar que me podem despedir por não levar um taier mais passadinho que uma tábua da 5àSec...


(Foto da Web)

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Aqui áreas de trabalho são escassas mas as que há funcionam. E mal ou bem encaixaram-me numa delas para minha sorte.{#emotions_dlg.sarcastic}

 

Voltei à recepção como há uns anos atrás. Atendo clientes, arquivo, passo chamadas, trato de papelada que me compete, mando umas piadas - não muitas porque ainda não há muita confiança - e ganho o meu. Por enquanto ainda não tenho nome para este trabalho... Assemelha-se à Faixa de Gaza mas com mais gente e é bastante melhor que o Namek em Pé de Guerra - e fixe fixe fixe nisto tudo é que as mulheres é que dizem mal dos homens e não umas das outras. Aliás juntam-se e apoiam-se! Mas digo isto porque estou "fresquinha" mas também em 3 semanas acho que já teria apanhado alguma coisa. Não sei. Os homens são carrancudos isso são. Mas como para aturar homens aturo o meu porque o amo... Então eles que fiquem com a carantonha que eu estou na minha.

 

De manhã acordamos 40minutos antes de ir trabalhar, comemos o pequeno almoço em casa descansadinhos e na rua vamos ao café para acordar e por a conversa em dia com alguém que conheçamos. E ainda chegamos a tempo. Mais que a tempo. Vimos almoçar a casa, tratamos do nosso "gado", vemos um bocadinho de televisão, eu faço o meu serviço na wc descansada e não ando de barriga inchada de me aguentar o dia todo, tomamos o nosso cafezinho e voltamos à tarde.  Saímos às 5 e meia, as 5 e 40 estamos em casa, é tomar banho e jantar, ver televisão e cama. Isto não é vida. Isto é vidão! {#emotions_dlg.king}

 

Por vezes de manhã na rádio ouvimos o transito e diz o Luís "Nem sei como vamos chegar ao trabalho hoje" e pronto desatamos a rir por não podermos com o bem que temos. O máximo que apanhamos é um tractor ou um mata-velhos.

 

A todos os que ficaram em Lisboa: os meus sentimentos sem ressentimentos.{#emotions_dlg.evil}

 

 

Novidades, "novidinhas" nada de especial. Vidinha normal de Inverno, muito frio, muita chuvinha fria, muito nevoeiro de manhã, mais frio, ficar em casa enrolados em mantas, papar séries...

 

Por falar em séries ando doida com "The Walking Dead" e por mim via a série toda de uma rajada. Mas com um volume de tabaco ao pé que aquilo dá-me uns nervos!!! Nem comer durante eu posso. Que me cai mal. E mal começa o episódio o meu coração acelera. Eu acho que vou ter um fanico mais dia menos dia. E acho também que aquilo um dia acontece! É! É! Eu já tenho um esconderijo debaixo do vão das escadas da minha vizinha, que é a minha arrecadação :D Como um miudo à espera do Natal eu aguardo pacientemente as terças feiras no canal FOX para ver. Acho que há muitos anos que não via algo na televisão que gostasse tanto ao ponto de ficar nervosa, pensar que pode acontecer e encontrar lugares para me esconder. Eu que não via televisão... É DEMAIS!!!!!!!!! Não digam a ninguém mas já andei a ver na net se havia assim mais qualquer coisita {#emotions_dlg.blushed} mas só há os episódios que vi... Era só para ver... Para meu consumo... Também conta como pirataria? Conta? Ah shit!

 

Ah sim com este trabalho falo "ingrês" como disse... E cá me vou lembrando de algumas palavras... Shit é uma delas... Pena que não a possa usar quando bem me apetece{#emotions_dlg.lol} O pior é apanhar uma pessoa da Coreia que fala "português" e sai um diálogo como este:

 

- ***************, Bom dia!

 

- Bum dia. Querrrrer falarrre cum Sinhorrre Tal.

 

- Concerteza. Quem devo anunciar?

 

- Clarrrro, clarrrro.

 

- O seu nome, por favor...

 

- Concerrrteza.

 

- Sir? What's your name, please?

 

- Yes, yes!

 

 

E pronto foi a minha primeira chamada... Desta nunca mais me esquecerei... Nem daquela vez na Faixa de Gaza que me ameaçaram com uma caçadeira... Já tive uma identica aqui mas sem caçadeiras no entanto não foi comigo porque eu "tive de ir à casa de banho"... Mas que os senhores metiam medo, metiam... Quem disse que os Italianos eram românticos e melosos não viu estes de certeza! Arre!

 

Depois tenho um homem que guarda a propriedade. A primeira vez que o vi quase caí da cadeira. Entrou de mansinho e especou-se ali atrás do vidro, quando levantei a cabeça parecia que estava num qualquer momento da 3.ª dimensão. Se estivesse noite e a trovejar não estaria aqui de certeza. Vejo um homem rígido, vestido completamente de preto, com ar carregado e porcalhoto, com um bigode à início de séc. XX. Compus-me e o diálogo seguiu-se... Vendo bem foi um monólogo porque ele não respondeu mas eu percebi o que ele quis "dizer" uma vez que era o meu 3.º dia e não havia muitos assuntos que eu pudesse resolver então percebi logo: chamei a minha colega.{#emotions_dlg.emplastro} 

 

Hoje, dentro dos possíveis, somos "grandes" amigos. Eu num lado e ele no lado oposto... Lá longeeeeeeeee.

 

 

Depois o resto é a vidinha normal de "casada". Umas parvoíces, uns ralhetes para cada um impor a sua vontade, beijinhos, muito trabalho e a cereja no topo do bolo das pérolas do Luís:

 

 

Eu remexendo soutiens para comprar, o Luís passa por detrás calmamente e diz:

 

- Porque estás a ver isso?

 

- Oh estou a ver se há aqui algum giro... - digo na minha inocência.

 

- Não vês que isso é para as senhoras crescidas?

 

{#emotions_dlg.serious}

 

E vai embora calmamente deixando-me a olhar para ele de boca aberta e vermelha como um tomate.

 

 

Com ele os meus complexos ficaram na gaveta... Tinham de ficar. Ele volta e meia esgaravata-os!{#emotions_dlg.nostalgic}

 

 

 

 

 

 

 

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