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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!

11
Set11

11 de Setembro

por Pobre(o)Tanas

 

 

Andou por aí a pergunta "Onde estava a 11 de Setembro de 2001?"... Confesso que, excepto para os Americanos e quem esteve perto ou escapou das Torres Gémeas fosse qual fosse a sua proveniência, esta pergunta não tem pés nem cabeça. Vendo então algumas respostas como "Andava às compras com a minha ex-mulher" ou "Estava num restaurante a almoçar umas sardinhas e a beber um tintol quando vi no telejornal..." deixam qualquer pessoa (a modos que parva) como eu ainda mais aparvalhada. Penso que a pergunta pertinente seria: "O que sentiu?" e aí eu, muito conscientemente gostaria agora de colaborar dando a minha resposta.

 

Tinha 14 anos e apesar dessa rude idade que teima muitas vezes em tornar-nos imunes ao que se passa ao nosso redor e tornar-nos nuns fedelhos insensíveis e mimados, posso dizer que chorei, sozinha, mas chorei. E pensei no que faria se estivesse no lugar das famílias ou de quem ficara preso nos edificios em chamas e parcialmente destruídos com os embates. Sei que teria lutado, pois que não sou de desistir, mas algo me diz que no fundo teria sucumbido à violência do ataque, do pânico, da dor física e psicológica e no fim ao desmoronar dos edificios. Naquele dia fiquei com noção que todos somos vulneráveis e que não temos super-poderes para nos proteger totalmente e aos nossos quando o perigo é real, mas que apesar de toda essa vulnerabilidade temos força também para escalar escombros, alicerces, percorrer corredores desfeitos e em chamas, evitar poços de fundações, salvar o nosso companheiro, o nosso semelhante, lamber feridas e seguir em frente, recomeçando do zero e tentar melhorar com isso.

 

No fundo e generalizando, pensando em todas os acontecimentos históricos que nos puseram à prova bem como à nossa força, coragem e amor, penso que sem estas três virtudes a nossa raça, crenças, ideais e feitos à muito que estariam condenados.

 

Daí que o importante hoje é enviarmos forças aos pais, filhos, mulheres/maridos e todos os familiares de quem desapareceu e que Deus os ilumine e encaminhe.

 

É o meu contributo para estes 10 anos que já se passaram...

 

 

 

 
 
 
 
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 

 

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06
Set11

O bom filho a casa torna...

por Pobre(o)Tanas

 

 

Existem coisas que eu, Pobre(o)Tanas, nunca vou deixar de gostar! Uma delas é a funcionalidade das coisas. Gosto. Gosto de chegar ali, carregar num botão e zás! Aquilo funciona para meu deleite. Fico felicissima! Outra coisa é ter saudades de certas coisas. Pois que continuo minha, apesar de me partilhar com o meu Jacinto vai para 2 anos e meio, e nem aventando coisas eu me dei bem uma vez que não aventei nada nos últimos meses mas sim escarrei. E se eu não sei escarrar imaginam como me sentia para escrever... Daí que tentei, sério que tentei, durante 9 meses, empenhar-me num novo blog, num novo formato, numa nova visão. Mas o deus Sapo castigou-me e rogou-me uma praga: "Ai é? Mudaste-te? Pois olha hás-de cá vir porque lá fora tudo é diferente e não terás o mesmo conforto que aqui..." e não tive, pois não. Felizmente só mudei de página...

 

Pelo que, tudo o que foi recolhido de mim nos últimos 9 meses está a ser importado aqui, para o meu saudoso SouMinha. A gota de água aconteceu ontem quando quis comentar o blog da Sarokas dando-lhe os parabéns por estar à espera de bebé e o blog simplesmente vai abaixo, cai a sessão e tudo o mais. Não gostei, senti-me defraudada. Gosto que me tratem bem. Sempre assim o foi.

 

Engraçado como só o simples facto de se estar numa página que nos é familiar a escrita muda logo...

 

Poder-se-á notar uma escrita horrivelmente chata nos posts importados. Pois que me era mesmo dificil... Sabe Deus como! Isto se eu conseguir importá-los, se não conseguir... também nada se perde, de verdade.

 

O bom disto é que o Sapo aceita-nos sempre de volta. É como aquelas relações em que é o outro que detém todo o poder e nós ali sossegadinhos. No fim é capaz de fazer gato-sapato de nós. Mas Sapo, estás à vontade... Subjugo-me à tua vontade...

 

No fundo, tudo o que o SouMinha representa não mais é que um eu desgovernado, mal educado, inconveniente e dono de si quando está num espaço privado/intimo mas muito feliz.

 

E era disto que eu precisava, não de uma carrada de regras que impus a mim mesma, num bom tom e cheia de salamaleques para parecer coerente. Nunca o fui. Por vezes encontram-se rasgos disso mas tudo muito caótico.

E siga a marinha que eu parece que cheguei agora da guerra e a minha mãe fez o meu prato preferido...

 

 

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Agora sim digo-o finalmente! Parabéns Sarakocas! Parabéns e que esta vossa etapa corra tranquilamente e que venha com saúde. Muita! Felicidades para vós!

 

 

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Esta semana finalmente todos regressaram ao trabalho e posso descansar a moina... Que isto de colegas fora fica tudo um caos. Mais que não seja por sermos só três com boas vibrações e restantes se limitarem somente às partes ou coisas que vibram.

 

 

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Toca aguentar aí uns minutos que estou a ver se a mulher do João Pinto se lembra de mim...

 

 

 

Não sei porque o meu Jacinto teima no Euromilhões... A cartomante disse-me que nunca seria rica. Seria desafogada, no máximo... Ele diz que a cartomante falou de mim, não dele.

 

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O meu colega Hélder é aquele ser que na época de Henrique VIII, tendo sido feito duque de uma qualquer terra acabada em Shire por dá cá aquela palha, acabaria mais dia menos dia com a cabeça espetada num pau no meio de Londres para que todos o vissem. E eu, como bobo da corte ou a mulher das hortaliças que seria, rir-me-ia mostrando bem todo um conjunto de dentes podres ou falta deles.

 

Sempre fui comixosa com as minhas coisas. Cedo-as quando me pedem mas tudo tem dois "V's" na ponta: "Vai" e "Volta". Por isso fico fula se mexem nas minhas coisas sem autorização. Pior, levam-nas e deixam lá lixo. E foi isso que aconteceu ontem. De forma mal criada, aquele merdoso filho de uma grandessíssima cadela cheia de sarna, resolve tirar uma das minhas canetas e deixar lá não o lugar vazio - valia mais - mas sim uma caneta igual mas vazia e uma recarga. Fui aos arames. Questionei toda agente e quando descobri que tinha sido ele, espetei-lhe o dedinho em frente do nariz e disse-lhe:

 

- Ouça, nunca mais me faz uma coisa destas. É de uma falta de respeito de todo o tamanho. Fique sabendo que isto aqui é sim o da Pobre(o)Tanas daí estar aqui tudo o que preciso para escrever. ESTE é o meu material de trabalho e você não tinha que lhe mexer, ali - apontando para o armário do material que precisamos -  é onde pode mexer e isto é meu!

 

- Ah mas não haviam canetas no armário!

 

- Temos pena! Fazia como toda agente e aguentava-se à bomboca sem canetas ou tirava e trazia de volta. O que fez foi quase roubar. E pior faltar ao respeito deixando o que não presta. Nunca mais volte a fazer isso. Nunca.

 

E para meu prazer, que sempre fui muito autoritária e sempre odiei tratar pessoas da minha idade por você só porque são cagonas, ele soltou o que sempre diz quando o chefe ou o patrão lhe dão na cabeça:

 

- Certíssimo, certíssimo.

 

Dei a minha bufinha merdosa e fiz um papelinho que colei na minha caixinha das canetas:

 

 

Se precisais de canetas, pedi. Felizmente ensinaram-me a ver beleza na partilha.   

 

 

De resto tudo pacífico naquele estaminé a que chamo Calhoeiras. É bem mais pacífico que trabalhar com carros estampados e mais intenso que o Faixa de Gaza. No fundo fica ali no meio, mais próximo do Faixa de Gaza mas pagam-me a horas e fao 4 línguas ou 5 sendo que 1 é a materna e outras três foram postas no curriculo só para ingleses, franceses e espanhóis verem. Se os italianos e os alemães quiserem, também podem espreitar.

 

Assim para resumir, caso a importação de blogs não funcione, tenho duas colegas que são o meu suporte ali dentro, ou eu a elas, a meio da manhã trocamos bolachas, iogurtes, sorrisos o que nos enche o dia com coisas positivas, mais duas que são o oposto de tudo: uma é-me indiferente pois falta imenso e para mim estar ou não estar e desde que não interfira no meu trabalho, tanto me faz, e a outra causa-me nojo pela pessoa que é, que no fundo se dá bem com o cagão do Hélder daí que felizmente deixei de fumar para não ouvir merdices com eles na rua. Tenho um Cristiano Ronaldo das vendas por ser um bodocho com a mania que ainda tem 60kg e 20 anos e que vende tudo, o seu discipulo lingrinhas com a mania que é pseudo intelectualóide de esquerda e um engenheiro de meia-leca que por sua vez também se acha o rei do pedaço que às 10 da manhã em pleno inverno com - 30º dentro do estabelecimento já cheira a suor. No fim disto tudo está o chefe o Dr. Where's Wally (ou Waldo) cuja relação que temos baseia-se no amor-ódio, mas que no fundo já lhe disse que quando me trata mal é para o lado que durmo melhor pois saio dali e vou para a aldeia e agarro-me ao facto de não ter problemas nenhuns. No fim o patrão, rico não só pelo nome mas pela carteira e carro cujo computador de bordo é quase do tamanho da minha tv da sala, que se acha justo enquanto patrão e muito humano. Nunca lhe vi humanidade a não ser para as vacas que tem na herdade mas isso deve ser porque não lido muito com ele ou quando me pede algo é sempre de coisas que nunca sei como se fazem ou sequer como se soletram...

 

No fundo gosto daquilo. Após 5 meses desempregada aqui longe, longe, longe, achei um diamante...

 

 

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29
Out08

Calma, muito calma ando eu!

por Pobre(o)Tanas
 
 
Ontem, quando cheguei a casa, a D.ª Orlanda fazia anos. Para desgraça dos presentes que se acomodam à mesa dela todos os dias para jantar, tal como eu, que não se lembraram... Eu porque não tinha a certeza do dia e os restantes porque são uns desnaturados!

 

 

Fiquei triste pois claro, porque se fosse comigo nem teria feito jantar para ninguém a menos que se lembrassem!

 

Fim de semana vou tentar recuperar deste trauma de me ter esquecido, comprando-lhe uma prenda!

 

Depois do belo do jantar, do bolo maravilhoso (aiiiii mais uns kg's) e de termos feito uma abóbora para o dia de Halloween para a gaiata levar para a escola (e diz lá se a tia não foi um génio com aquela coisa do molde para a cara da abóbora?), cheguei ao meu lar e enfiei-me na banheira.

 

Tomei daqueles banhos em que esticamos os deducos dos pés até à torneira para apanhar a água ainda mais quente, refastelei-me a ouvir uma musiquinha lamechas, e mergulhei a cabeça na água, deixando so o nariz de fora para respirar, e assim submergi mais um dia de trabalho que no final foi pelo ralo abaixo juntamente com a espuma...

 

Coisas de mulher solteirona, independente, que tem o mundo todo para descobrir mas sem dinheiro para tal...

 

Depois deste mimo (que tem sido quase todos os dias para desgraça do consumo desmesurado de água do planeta), fumei o meu ultimo cigarro do dia e pus-me a contemplar o desenho do A. que entretanto colara no meu Muro das Não Lamentações, algures entre uma frase minha escrita na parede e um desenho tolo que também eu fizera há uns tempos enquanto me baldava a uma aula de Cultura Medieval...

 

E continuo pasmada com este mimo! Está lindo, lindo!!!

 

 

Tenho andado muito calma. Apaziguadora de gente ahhhhhhhhh....chataaaaaaaa!!!

 

 

 

 

Ando tolinha!

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