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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!

 

 

Epah quem é que teve a infeliz ideia de mandar este frio todo? Ham? Nha-se! Espeto-lhe um selo!!!

 

 

A sério se aqui no Verão se pudesse dormia sem a minha pele para esta não se colar aos lençois ou ao chão dependendo do sítio onde me apetecer dormir numa noite quente, no inverno mete-se o nariz fora da porta e é o bastante para ficarmos sem ele como o Michael Jackson na sua pior altura de plásticas.

 

De manhã, acordo, sento-me na cama, ligo o aquecedor e ali fico a ganhar coragem para tirar o pijama e vestir roupa de lã. É tanta lã que sou capaz de ser confundida com alguma ovelha aqui dos campos. Quando chegamos ao carro vá de deitar uma garrafa de água nos vidros... E primeiro que o carro aqueça e deite algum ar quentinho para o interior vou batendo castanholas com os dentes.

 

O Luís, habituado a este gélido ar de polo norte, anda com uma tshirt por baixo de uma camisola apenas e um casaco. Eu então pareço o boneco da michelin. Mal chego com os braços à cabeça tão enchoriçada que ando. E não fossem estes meus joelhos que andavam sossegados desde a época do pimento, isto até se suportava melhor. Mas a raça destas engrenagens teimam em emperrar. E assim ficam até começar o degelo...

 

 

 

 

Semana de pepino. Um pepino tão grande mas tão grande que não fosse ele apenas uma impressão diria que mo enterraram até à alma.

 

 

 

Correu tudo mal no trabalho, não dei uma para a caixa e não fossem as colegas a darem uma força e teria desancado os homens à porrada. É que isto nos meus empregos não é do cu é das calças. Sim, já sei que o problema talvez tenha origem em mim mas se me deixarem sossegadinha eu não chateio ninguém. Aliás faço tudo certinho conforme gostam e faço muito mais até mas só se não me chatearem e me pedirem com jeitinho.

 

Eu tenho um grave problema...

 

 

Quando entrei para o 5.º ano de escolaridade já metade dos meus colegas tinham tido aulas de inglês. Depois da escola - na primária - os pais iam buscá-los e levavam-nos para o INESP. Eu era apanhada de boleia pelo meu avô no seu tractor e ia para a quinta brincar com os bichos. Ora quando entrei no ciclo só sabia dizer "shit" e mesmo assim pensava que se escrevia "xet". Mas convém dizer que na minha língua materna sempre fui precoce e aos 5 anos pedi um copo de água à minha mãe para "saciar a minha sede". Com 7 anos tinha um diário que se tem estendido até a este blog. Sempre escrevi muito por sinal. No entanto só quando entrei para o secundário é que deram valor ao que eu dizia e escrevia pelo que verbos, tempos e merdices dessas não mos perguntem porque eu só sei tirar um belo café da minha língua, agora moê-lo e tratá-lo até chegar às capsulas da Nespresso não me perguntem como se faz porque não sei. Daí que desde o 5.º até ao 9.º Português era como a Matemática. Lá escapava à rasca.

 

Tudo isto para dizer que tive inglês mal e porcamente do 5.º ao 9.º. Outra disciplina a que era péssima. No 7.º fiquei com Francês e Inglês e pela primeira vez na vida falava fluentemente uma língua estrangeira: o Francês... E porque? Porque a minha tia de França falava sempre francês ao telefone e eu tinha curiosidade em ouvir as conversas e saber de que se ria tanto. Em menos de um mês já eu mantinha uma conversa fluente, sem erros e com um sotaque brilhante que mais parecia que tinha nascido por lá, bem como a escrita sem erros. O Inglês foi ficando para trás e mal entrei no 10.º foi apenas o Francês que escolhi tirando excelentes notas conseguindo até dar explicações a colegas com dificuldade.

 

Quando entrei no 12.º não havia Francês e fiquei quase 3 anos até pronunciar qualquer palavra. O inglês cinco. Ora entrada para a Faculdade penso que nem "merde" conseguia pronunciar quanto mais "shit"...

 

 

Tudo isto para dizer que tudo o que sabia se esfumaçou, se transformou em nada, se formou numa nuvem negra dentro da minha cabeça e hoje que preciso de pelo menos 3 línguas no sítio onde trabalho, me vejo aflitíssima. Todo o inglês que sei é de filmes, ou chamado inglês de praia em que se diz aos "camones": "Are tou talking to me????", todo o francês que possuo é injectado a conta-gotas com alguns "hum.... un petit peu" pelo meio e qualquer castelhano que fosse adquirido através da visualização de filmes porno num qualquer canal codificado da televisão por cabo, não me servem de nada quando tenho que saber quais as medidas de materiais que querem ou explicar o porquê da ausência do "sales manager" a uma israelitomuçulmana que fala afrocoreano.

 

 

Depois levo um fodão de ouvidos como o de hoje.

 

Epah eu sei que se sentem ultrajados por o meu curriculo estar um bocado desactualizado no campo das "Línguas" mas esquecem-se de duas coisas fundamentais: a primeira é que eu ainda me prendo muito ao facto de aos 12 anos ter feito um teste de Q.I. ao qual obtive um resultado de 114 e a segunda é que com a crise que anda por aí acho que para arranjar trabalho eu até diria que falo alienígena.

 

 

Eu acho que se as pessoas se esforçassem a falar português comigo como eu me esforço a falar a língua delas iam ver bem o que lhes calhava.

 

- Desculpar, eu querer saber material valor. Loading quando?

 

- Perdão, não o estou a compreender.

 

- Hum... Saber... Material... Valor... Loading?

 

- Sinceramente, não creio que nos consigamos compreender. As minhas sinceras desculpas.

 

- Per favore... Please!

 

- Não, senhor, aqui não se fala inglês.

 

- Pardon?

 

*PINK*

 

 

Depois tenho aquele outro problema da perfeição. Querer falar de forma correcta quando não há tempo nem pachorra dos clientes para isso e para aguardar o "loading" do meu cérebro ou o "download" que faz em busca de um dicionário inglês-português nos confins da minha mente.

 

Daí que o "hold on, please" lhe faça confusão.

 

Palavras soltas é-me facílimo, escrevê-las idem, sem erros, agora juntá-las de forma correcta e com os tempos verbais correctos é o giro da questão. Porque infelizmente sou incapaz de dizer a um cliente algo como "sorry, wait a minute because the sales manager is on the phone at the moment" cuidando eu que isto esteja dito de forma incorrecta. O cliente se calhar 'tá-se nas tintas se está correcto ou não porque se fosse falar em português comigo ele diria algo como "aguardar que vendas gerente está de telefone". O que quer é ser atendido mas eu fico envergonhada e infelizmente esta merda de mania da perfeição e de portuguezinha coitadinha que não pode fazer má figura à frente de estrangeiro persegue-me...

 

Ainda bem que tenho um blog e uma série de diários ali na prateleira porque da maneira como esta cabeça anda daqui a 10 anos o Alzheimer ataca forte e feio. Depois nem "shit", nem "merde" nem o raio que os parta a todos!

 

 

O que vale é que tenho cojones e amanhã é fim de semana!

 

 

 

 

 

 

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Aqui áreas de trabalho são escassas mas as que há funcionam. E mal ou bem encaixaram-me numa delas para minha sorte.{#emotions_dlg.sarcastic}

 

Voltei à recepção como há uns anos atrás. Atendo clientes, arquivo, passo chamadas, trato de papelada que me compete, mando umas piadas - não muitas porque ainda não há muita confiança - e ganho o meu. Por enquanto ainda não tenho nome para este trabalho... Assemelha-se à Faixa de Gaza mas com mais gente e é bastante melhor que o Namek em Pé de Guerra - e fixe fixe fixe nisto tudo é que as mulheres é que dizem mal dos homens e não umas das outras. Aliás juntam-se e apoiam-se! Mas digo isto porque estou "fresquinha" mas também em 3 semanas acho que já teria apanhado alguma coisa. Não sei. Os homens são carrancudos isso são. Mas como para aturar homens aturo o meu porque o amo... Então eles que fiquem com a carantonha que eu estou na minha.

 

De manhã acordamos 40minutos antes de ir trabalhar, comemos o pequeno almoço em casa descansadinhos e na rua vamos ao café para acordar e por a conversa em dia com alguém que conheçamos. E ainda chegamos a tempo. Mais que a tempo. Vimos almoçar a casa, tratamos do nosso "gado", vemos um bocadinho de televisão, eu faço o meu serviço na wc descansada e não ando de barriga inchada de me aguentar o dia todo, tomamos o nosso cafezinho e voltamos à tarde.  Saímos às 5 e meia, as 5 e 40 estamos em casa, é tomar banho e jantar, ver televisão e cama. Isto não é vida. Isto é vidão! {#emotions_dlg.king}

 

Por vezes de manhã na rádio ouvimos o transito e diz o Luís "Nem sei como vamos chegar ao trabalho hoje" e pronto desatamos a rir por não podermos com o bem que temos. O máximo que apanhamos é um tractor ou um mata-velhos.

 

A todos os que ficaram em Lisboa: os meus sentimentos sem ressentimentos.{#emotions_dlg.evil}

 

 

Novidades, "novidinhas" nada de especial. Vidinha normal de Inverno, muito frio, muita chuvinha fria, muito nevoeiro de manhã, mais frio, ficar em casa enrolados em mantas, papar séries...

 

Por falar em séries ando doida com "The Walking Dead" e por mim via a série toda de uma rajada. Mas com um volume de tabaco ao pé que aquilo dá-me uns nervos!!! Nem comer durante eu posso. Que me cai mal. E mal começa o episódio o meu coração acelera. Eu acho que vou ter um fanico mais dia menos dia. E acho também que aquilo um dia acontece! É! É! Eu já tenho um esconderijo debaixo do vão das escadas da minha vizinha, que é a minha arrecadação :D Como um miudo à espera do Natal eu aguardo pacientemente as terças feiras no canal FOX para ver. Acho que há muitos anos que não via algo na televisão que gostasse tanto ao ponto de ficar nervosa, pensar que pode acontecer e encontrar lugares para me esconder. Eu que não via televisão... É DEMAIS!!!!!!!!! Não digam a ninguém mas já andei a ver na net se havia assim mais qualquer coisita {#emotions_dlg.blushed} mas só há os episódios que vi... Era só para ver... Para meu consumo... Também conta como pirataria? Conta? Ah shit!

 

Ah sim com este trabalho falo "ingrês" como disse... E cá me vou lembrando de algumas palavras... Shit é uma delas... Pena que não a possa usar quando bem me apetece{#emotions_dlg.lol} O pior é apanhar uma pessoa da Coreia que fala "português" e sai um diálogo como este:

 

- ***************, Bom dia!

 

- Bum dia. Querrrrer falarrre cum Sinhorrre Tal.

 

- Concerteza. Quem devo anunciar?

 

- Clarrrro, clarrrro.

 

- O seu nome, por favor...

 

- Concerrrteza.

 

- Sir? What's your name, please?

 

- Yes, yes!

 

 

E pronto foi a minha primeira chamada... Desta nunca mais me esquecerei... Nem daquela vez na Faixa de Gaza que me ameaçaram com uma caçadeira... Já tive uma identica aqui mas sem caçadeiras no entanto não foi comigo porque eu "tive de ir à casa de banho"... Mas que os senhores metiam medo, metiam... Quem disse que os Italianos eram românticos e melosos não viu estes de certeza! Arre!

 

Depois tenho um homem que guarda a propriedade. A primeira vez que o vi quase caí da cadeira. Entrou de mansinho e especou-se ali atrás do vidro, quando levantei a cabeça parecia que estava num qualquer momento da 3.ª dimensão. Se estivesse noite e a trovejar não estaria aqui de certeza. Vejo um homem rígido, vestido completamente de preto, com ar carregado e porcalhoto, com um bigode à início de séc. XX. Compus-me e o diálogo seguiu-se... Vendo bem foi um monólogo porque ele não respondeu mas eu percebi o que ele quis "dizer" uma vez que era o meu 3.º dia e não havia muitos assuntos que eu pudesse resolver então percebi logo: chamei a minha colega.{#emotions_dlg.emplastro} 

 

Hoje, dentro dos possíveis, somos "grandes" amigos. Eu num lado e ele no lado oposto... Lá longeeeeeeeee.

 

 

Depois o resto é a vidinha normal de "casada". Umas parvoíces, uns ralhetes para cada um impor a sua vontade, beijinhos, muito trabalho e a cereja no topo do bolo das pérolas do Luís:

 

 

Eu remexendo soutiens para comprar, o Luís passa por detrás calmamente e diz:

 

- Porque estás a ver isso?

 

- Oh estou a ver se há aqui algum giro... - digo na minha inocência.

 

- Não vês que isso é para as senhoras crescidas?

 

{#emotions_dlg.serious}

 

E vai embora calmamente deixando-me a olhar para ele de boca aberta e vermelha como um tomate.

 

 

Com ele os meus complexos ficaram na gaveta... Tinham de ficar. Ele volta e meia esgaravata-os!{#emotions_dlg.nostalgic}

 

 

 

 

 

 

 

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Uma AMIGA - sim porque há amizades mesmo que longe são bonitas - falou-me do seu blog e eu lembrei-me que tenho um também... Vai daí resolvi cá vir só para dizer que voltei a trabalhar com telefones, arquivos e teclados... Ah e falo "ingrês" que é uma mistura de "ggggrrrr" com "inglês".

 

Mas depois conto...

 

 

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11
Out10

Pimentei... Mas já acabou!

por Pobre(o)Tanas

 

 

Os dias têm passado a correr e sinceramente o meu blog tem ficado para último. Por vezes penso acabar com ele - mas já me afeiçoei demasiado - ou dar-lhe um novo ar, mais clean... Logo se vê!

 

Trabalhei durante 3 semanas. Andei tão feliz mas tão feliz! Infelizmente era temporário e já acabou. Contudo deram-me o papel para o desemprego e amanhã vou tratar disso o mais depressa possível. Apesar de odiar estar em casa a receber subsídios (se conseguir será a primeira vez) e não ter um trabalho para me alegrar.

 

Nunca na vida pensei que iria adorar trabalhar numa fábrica a tirar os pés a pimentões. Fardada com um avental, luvas de borracha e uma touca. Eu habituadinha a roupinha de escritório e vestida de avental mas sinceramente foi o melhor trabalho que tive desde sempre. Fui respeitada pelo que fiz, fui paga pelas horas feitas a mais e sei que o que trabalhei foi visto pelos encarregados. Andei mesmo feliz. Confortávelmente vestida e simplesmente eu, sem tirar nem pôr! Acho que faria aquilo para o resto da vida. Mesmo fazendo 10horas diárias, mesmo que tivesse que trabalhar aos fins de semana como fiz...

 

Engraçado... Quando estava a amar um trabalho (não emprego) foi quando tudo terminou.

 

Cá em casa tudo na mesma. O Luís atafulhado de trabalho, as gatas aos saltos e o cão decidiu começar a "vestir" a roupa que estendo na rua. Se bem que há peças que ele acha que não lhe servem e vá de as "arranjar" com buracos. Ontem levou um sovazita. Uma coisa é ele vestir as minhas cuecas outra é tentar "alargar" as camisas que o Luís leva para o trabalho...

 

Não temos tido ido a Lisboa. Ele é mais pela falta de tempo eu é mais falta de vontade...

 

Cada vez mais tenho a certeza que escolhi o sítio certo para viver e deixar de ter arrelias. Longeeeeeeeeeeeeee!!! Completamente à margem do que foi nocivo.

 

 

 

 

 

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Exmos Senhores

 

Apresento os meus cumprimentos.

 

Serve o presente para, e após pensar um bocadinho porque existem coisas que não nos vale de nada pensar muito, rescindir, de imediato, o contrato de trabalho que mantenho com V. EX.ªS há pouco mais de um mês.

 

Como já se perguntaram hoje algumas vezes, não muitas porque efectivamente não me vejo como colega desejada dentro do vosso estabelecimento, onde estarei eu e porque ainda não apareci para efectuar o trabalhinho de sempre, posso dizer que estou muito bem e melhor ainda fiquei quando desliguei o despertador de manhã e decidi entre um "vai não vai", que mudou de imediato a minha disposição, todo um conjunto de valores que me foram incutidos e se valeriam a pena ser desperdiçados convosco. Mais ainda, levantei-me à hora de ir trabalhar e consegui ir à casa de banho descansada coisa que de há um mês para cá não me sabia tão bem, pois despejei via anal toda a vossa ignorância, maldade e estupidez que infelizmente suportei estas míseras semanas e se espalharam como veneno dentro de mim.

 

Como para esse tipo de veneno não existe grandes antídotos e se existem devem estar guardados com os Santos porque só estes vos conseguem aturar, resolvi fazer à minha maneira - que não é mandar os problemas para trás das costas, não senhor - mas sim cagar de alto para o que me faz mal. Se não me sinto bem em determinado lugar, mudo-me. E isto até há uns anos tinha sido somente quando ia a uma discoteca ou a um qualquer estabelecimento que fosse mal atendida. Depois passei para a fase das amizades. Amigos que fazem mal = amigos não prestam. Lógica da batata. Com a experiência profissional esta forma de ver as coisas acentuou-se pelo que, sabendo o que valho, ninguém pode dar sem ter.

 

Se sei que poderia ser uma mais valia para vós? Sei! Se V. Ex.ªs preferiram ignorar-me? Também. Pelo que um novo jogador não consegue integrar-se numa equipa se os outros não lhe passarem a bola nem tao pouco saber que tácticas de jogo mantêm se não lhas explicarem, não existe forma de andar para a frente.

 

Como percebi de imediato que a vossa equipa - unida numas coisas e maldizente noutras quando um dos vossos vira as costas - é impenetrável (e ainda bem porque para manter uma empresa há que defender e atacar) e uma vez que fui a jogadora que se sentiu lesada pela falta de informação, entreajuda e companheirismo (não é companheirismo de conviver com V. Ex.ªs ou saber das vossas vidinhas nem nada disso porque eu cá gosto muito de separar as coisinhas) e fui aquela que manteve uma certa calma até um ponto de não retorno, também sou a jogadora que sai a meio do jogo e pensa "Agora façam como entenderem".

 

Não passei o que passei em toda a minha vida profissional - poucos anos mas aquilo que interiorizei parece que foram muitos mais - e pessoal para sequer ser posta como mais um móvel de escritório e fazer coisas que nem me explicaram certamente para onde vão e como têm de ser feitas. Aprendi secamente trabalhar com uma vossa ferramenta de trabalho que me deu mais dores de cabeça que outra coisa qualquer e que a meu ver vos fazer perder tempo e dinheiro, e o que consegui explorar foi por mérito próprio. Para ao fim de um mês me dizerem que certas coisas são para fazer de determinada maneira quando fiz tudo mal para trás por não mo terem dito de início. Uma coisa mantive do que aprendi antes: a conversa da treta que esse mundo nos faz manter, de resto pouco ou nada consegui adquirir de vós que não fosse dito por meias palavras ou um "Dá cá que nós fazemos" como se eu fosse uma coitadinha que não tivesse miolos para pensar e mãozinhas para trabalhar.

 

Não pesquisei mais por opção. Sou sincera. Até porque vi que não ia a lado nenhum. Mas também porque cheguei a um ponto que tinha medo de carregar numa qualquer tecla e desse um "error" qualquer que me fizesse telefonar ao pobre coitado que faz quilometros e quilometros, encostasse o carro e enviasse a documentação toda outra vez como se ele não tivesse um dia com 24 horas como nós, quase uma duzia de peritagens, e família em casa, enquanto quem poderia fazer isso sem qualquer problema e tão perto (mesmo ao fundo do corredor) não lhe apetecia fazer ou estava ocupado a retirar as restantes ferramentas de trabalho a quem tinha perdido o processo por erro informático. Como podem reparar é tipo bola de neve ou um circulo que se fecha no ponto em que começou, ou seja em mim!

 

Noutros tempos, uma coisa que aprendi foi a chamada "verticalidade". Um processo entra comigo e sai de mim, eu sei o que se passa com ele e não existem informações fora desse processo. Tudo o que o representa de forma escrita e agora virtual está com ele. PONTO! Não existem e-mail's nas pastas de outros colegas que não facultam informação para que possa defender a camisola da minha empresa ou defender a honra das pessoas seja do perito, do administrativo, do proprietário da viatura ou da Seguradora à qual se prestam serviços.

 

Tão bem coloco as minhas armas à disposição da minha empresa e dos meus peritos (que para mim são enxovalhados dia após dia por vós quando não sabem o que passam porque vós tendes uma cadeirinha para sentar El Real Cagueiro) como tambem tenho armas para defender um proprietário que precisa de um veículo para trabalhar e dar de comer a quem tem em casa à espera dele. Como sempre devem ter vidido na cidade nunca repararam nos passarinhos de biquinho aberto, que aguardam a chegada dos pais para comer. Nem o National Geographic na Sic à hora de almoço porque estão enfiados no cabeleireiro a arranjar o cabelo, unhas e restante pintelhagem. Mas isso são outros quinhentos e vivências de uma vida que tive e tenho e que não trocaria pela melhor que um de vós possa ter dentro desse conceito de "quanto mais melhor".

 

Não cheguei a essa empresa para fazer amigos. Cheguei para integrar uma equipa que é, ao fim e ao cabo, inexistente. Não criei problemas. Aliás não faz parte da minha maneira de ser. E falando francamente tive o que pedi quando fui trabalhar convosco: não olhassem para a minha idade e tivesse um feed-back da Administração. Nunca olharam para a minha idade e feed-back não tive porque não me apeteceu procurá-lo. Assim como assim teria de passar pela "parte feminina" do feed-back que precisava ter e essa - como capitã de equipa - tambem não ajudou em nada bem pelo contrário. Depois ha toda uma panóplia de mentes dentro dessa empresa que dava para escrever um guião de um qualquer filme do Onda Curta da RTP2. Mas isso é entrar pelo lado negativo das pessoas e eu não tenho isso muito em conta até porque, e numa conversa que veio parar a mim mas que não me era dirigida, sou a "macaca" ou a "gaja" que quando acabar o que tem feito "acho bem que comece a abrir peritagens". Como cada um tem o seu tempo e sem ferramentas, informação e o tal blá-blá-blá que já mencionei anteriormente, não existem milagres... Fico-me por aqui.

 

Agora já podem ficar com o meu monitor. Escusam de retirar o daquela senhora que está de baixa com cancro como se ela já tivesse morrido que foi o que quiseram fazer...

 

Sem outro assunto de momento, reiterando os meus cumprimentos, me subscrevo

 

De V. Ex.ªs

Atentamente,

 

 

Pobre(o)Tanas

 

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Ora isto era o que queria dizer... Infelizmente fico-me por não atender o telemóvel... Mas está gravado no e-mail... Não me vá apetecer!

 

 

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E assim de mansinho, como se tivesse acabado um dia normal de trabalho, eu disse um "Até amanhã!" acalorado.

 

 

 

Hoje, às 9h, não bati à porta.

 

 

 

 

Acabou-se...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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23
Mar10

Desempregando até dia 1...

por Pobre(o)Tanas

 

 

Ora e não é que a chuva surtiu efeito?

 

 

Começo a trabalhar dia 1 de Abril... Até parece mentira! Ih ih!

 

 

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12
Mar10

Novo Capítulo...

por Pobre(o)Tanas

 

 

 

 

 

Estou de "férias" oficialmente...

 

 

Depois de ter feito o meu trabalhinho diário, ter passado os processos que me restavam a quem ficou e ter escrito um e-mail geral dizendo que foi um prazer trabalhar naquela empresa, lá vieram as despedidas e as palmadinhas nas costas.

 

 

Os que foram verdadeiros almoçaram comigo (pesa-me na consciencia não ter levado a minha ex-formadora mas se ela fosse iam os que eu nao queria presentes e então ficou-se pelo caminho) e deram-me presentes de despedida. A S. deu-me o casaco de malha dela que tanto namorei e o qual ja tenho vestido, a Q. ofereceu-me dezenas de cartas com mensagens diárias para que eu as possa ler e levar comigo. Ainda me deram espuma amaciadora para o cabelo para que eu nao pusesse creme do corpo quando falta o amaciador  Troquei telefones que ainda nâo tinha, telefonei ao grupo do Porto que foi 5* estrelas comigo neste período todo, troquei e-mail's pessoais e prometi visitas.

 

Mais abraços e duas beijocas ao "chefi" para ele ver que sou educada e um muito obrigada pela oportunidade.

 

Os que sei que me abraçaram com vontade ficam cá dentro :)

 

 

Sexta que vem tenho entrevista no entanto Segunda-feira vou já entrar em acção com todas as armas que tenho... E até porque tenho boas tropas a lutar por mim também. Vou também tratar da carta de condução uma vez que esse projecto ficou pendente há uns 2 anos atrás...

 

E assim encerro mais um capítulo da minha vida profissional.

 

Vamos para o 11.º trabalho... Desde os 17 até aos 22 não estamos mal...

 

Siga para bingo!

 

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A minha primeira carta diz:

 

"O grande segredo da liberdade é reconhecer que tudo é uma escolha..."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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24
Fev10

E eu que ontem me "Limpei"...

por Pobre(o)Tanas

 

 

Estava eu descansadinha da vida a beber o cafézinho depois de almoço, toca o telemóvel...

 

 

 

 

Pessoas do tempo da outra senhora que queriam saber como eu estava, que se tinham juntado e lembrado de mim! Credo!!!!

 

 

Aquela "erva" devia estar mesmo poderosa!!!!!!!

 

 

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Realmente ando tão "out" de tudo...

 

 

(Imagem tirada da Internet)

 

 

 

 

 

Só penso em campo, árvores, sossego e ter uma vaca leiteira chamada Camélia....

 

 

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Hoje o meu chefe convocou mais uma reunião para oficializar a saída de mais um colega nosso, dizendo:

 

 

 

- É com muita pena que o R. nos vai deixar uma vez que é um excelente profissional.

 

 

 

Pensei para comigo:

 

"Ena... tu sobre mim disseste apenas que eu ia mudar de vida... E ainda gozaste com a situação..."

 

 

 

- Vamos por duas pessoas no lugar dele...

 

 

 

Ao que lhe respondi mentalmente:

 

"Para mim podes contratar o Rancho Folclórico de Cu de Judas porque bem vais precisar dessa gente toda para fazer o meu trabalho, oh urso!!!!"

 

 

 

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- Se fores morar para o Alentejo podias arranjar-me um porco preto...

 

- Pah não sei não...

 

- Podias pintar o chefe... Eu ficava com ele à mesma...

 

 

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Cheguei a casa e enfiei-me na banheira com água e sal para tirar este peso negativo de cima de mim.

 

Há dias em que levamos para o nosso cantinho uma carga tão má que mal nos conseguimos manter de pé, discutindo por tudo e por nada.

 

Depois de ter renovado estou aqui fresca que nem uma alface.

 

 

Certamente que não retirou a chatice que é ainda faltarem quase 3 semanas para iniciar um novo ciclo para mim. Mas tirou o peso do dia de hoje em que decidiram que deveria saber de que fibra são feitos, inchando-se todos sempre que eu passava para eu perceber - qual cachorro - quem são os líderes da matilha.

 

 

Deveria um dia juntar o meu chefe com a Psico... Davam um belo casal. Um presunçoso e a outra com - apenas - a mania que sabe mandar. Tínhamos o casal sensação.

 

 

Eu não preciso de saber quem está acima de mim na cadeia laboral, nem tão pouco lidar com eles, até porque sei bem o espaço que ocupo e que as normas são para cumprir e eu gosto de ter regras. Agora penetrarem no meu pequeno círculo e tentarem violar a minha privacidade, entrar à força na minha bolha isso não deixo. Talvez um trabalhador tenha que deixar, talvez eu esteja errada mas esta sou eu e só entra na minha bolha quem eu quero, até porque nem toda agente respira o mesmo oxigénio que o meu.

 

 

Por vezes dou-me ao luxo de ter 5 min para observar toda aquela gente e ouço uma voz dentro de mim que me diz: "Pobres deles que não sabem... Deixai-os estar... Não sabem... Não querem ver..." e retomo o meu trabalho; digo umas piadas sobre um qualquer assunto em mãos ou sobre a vidinha dos meus macacos do nariz e traques e assim fico... Pena que só eu naquela empresa mande peidos e tire macacos do nariz, mais ninguém o faz... Por isso andam inchados...

 

 

Adiante...

 

 

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O Mundo anda a palpitar como se fosse uma enorme ferida infectada... Penso para mim e pergunto-me se não nos vamos arrepender muito... Vão haver mudanças mas eu já não vou avisar mais ninguém.

 

Alguns dos meus já se encostaram às "boxes" esperando para ver e cansados de lutar. Vão-me indicando o que fazer e eu sigo as normas indicadas, as regras como se tratasse de uma conta complicadíssima, vou somando e subtraíndo, dividindo o que posso pelos outros que só se multiplicam se assim o desejarem.

 

Até lá vou "fazendo as malinhas" mentalmente até não chegar a hora de fazer mesmo as malas de verdade e partir para um sitio seguro tanto para a minha integridade física como psicologica bem como para os meus.

 

 

 

 

E................

 

 

 

Já postei mais um peidinho...

 

 

 

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