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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!

03
Abr11
Finalmente alguém que conseguiu expôr o que sinto em relação ao tabaco... Ou à falta dele.

Falo do que o Sociólogo Alberto Gonçalves escreveu na sua coluna "Juízo Final" na Sábado n.º 360, passando a citar algumas passagens porque tentei encontrar o texto online para fazer um mísero copy/paste e não encontrei nada... Também só tentei 1 minuto ou 2...

"Pela primeira vez em quase duas décadas de consumo, podero a hipótese de deixar de fumar (...) Custa? Fisicamente, não tanto quanto a propaganda das terapias de desabituação apregoa. Emocionalmente, desculpem o horrendo termo, é devastador. O problema não passa (sem trocadilho) pela carência imediata: passa pela carência imaginada. O problema é antecipar uma existência sem tabaco.
Queira ou não, recordar a existência com tabaco implica associá-lo a cada instante feliz da minha idade adulta. Se folheio um álbum de fotografias, de papel, disgitais ou mentais, constato uma única permanência.Os lugares são diferentes, as pessoas são diferentes, eu próprios pareço diferente de uns retratos para outros. O cigarro, porém, está sempre lá, e assusta supor que um dia possa não estar. Não é saudade precoce, é a impressão de que talvez o cigarro não se limite a testemunhar os momentos áureos: e se, em razoável medida, foi o responsável por eles?
Nunca ouvi uma ex-toxicómano ou um ex-alcóolico relembrarem com doçura o tempo em que torravam o cérebro ou o fígado. Mas, à semelhança dos amputados, metade dos ex-fumadores que conheço evoca enternecida a época em que o cigarro era parte fixa de si. E suspeito que a metade restante é mentirosa.
Toda agente sabe que, além de um pulmão, fumar pode retirar-ns um pedaço de vida. Falta inventariar os pedaços que acrescenta, uma contabilidade indispensável e impossível."

Gonçalves, Alberto (2011), "Pedaços de Mim", Juízo Final, Revista Sábado, 24-30Março 2011, Pp. 114


As palavras deste homem acalentaram e iluminaram o caminho desta minha alma moribunda pela falta do meu companheiro de tantos e tantos momentos. Afagou-me as costas como que um amigo que está na mesma situação que nós e sabe perfeitamente como nos sentimos ou que descreve aquilo que não conseguimos deitar cá para fora. E por haver alguém que tão bem conhece aquilo que sou enquanto fumadora (ou ex...) sinto-me com forças para continuar esta caminhada. E aqui vamos nós nos 48 dias sem tabaco.

Ontem depois de uma jantarada com amigos do Jacinto em que o ritual de muitos deles sem mantém inalterável levantando-se da mesa, tal e qual como fazíamos, fez com que os meus olhinhos procurassem o primeiro vislumbre de um cigarro a ser sorvido. Aquele olhar envergonhado que é desviado porque a pessoa, sabendo que deixámos de fumar, pode olhar para nós e contemplar não um sorriso mas um esgar de tortura ou um ar completamente transfigurado do nosso ser... Eu estava com medo de me atirar à primeira pessoa que olhasse para mim de cigarro na mão e reclamá-lo para mim tal era a fartura de comida que ainda sentia entre os dentes que me fazia querer aniquilá-la com o sabor de papel queimado com um aroma a alcatrão. Levantámo-nos e fomos ao carro buscar as nossas pastilhinhas de morango e maçã. Para compensar todas estas emoções comi tarte de maçã e bolo de bolacha como se não houvesse amanhã e eu fosse a maior apreciadora de sobremesas que existisse no mundo. Eu que nunca comia destas coisas cheias de natas e açúcar aos punhados dou comigo a revirar os olhos de cada vez que uma colherada cheia de bolachas embebidas em leite condensado se aproxima da minha boca. As papilas gustativas dão saltos e deitam foguetes. A comida tem sido a minha salvação. Mas tenho perfeita noção que estes 7kg que engordei nestes 48 dias me vão trazer dissabores.

Hoje já estou bem... Não tenho vontade alguma de fumar. Amanhã já não sei... Se houvesse um gráfico que medisse as minhas vontades veríamos que a contante não existe...

Ontem pela primeira vez senti falta de ter mais amigos. Ou daqueles que tenho mas estão longe... Já tinha saudades mas ontem revelou-se uma torção de estômago. Os do Jacinto são os dele. Contam-se pelos dedos de uma mão aqueles que posso considerar meus também até porque nestas coisas de amizades sempre gostei de escolher quem quero e não aqueles que vêm por arrasto de quem faz parte de mim. E alguns dele/as dispenso muito bem. Respeito-os e respeito as escolhas do Jacinto. Mas sinceramente tenho alturas que munida de um cigarro nos queixos e uma pá, fazia um bem à comunidade tremendo.

Tenho saudades horrendas deles no entanto esta distância diminuiu os contactos e começo a considerar que amigos mesmo amigos que se lembrem de quem sou de verdade, tirando a família, são zero. Em parte é culpa minha, sei-o perfeitamente. Nunca fui amiga de andar às mensagens, telefonemas... Não gosto que andem em cima de mim e faço o mesmo aos amigos. Durante anos tinha grupinhos engraçados que conseguia manter à base de muita comunicação e saídas mas sei lá eu... As pessoas transformam-se... E não é que me dê trabalho e eu tenha mais que fazer, nada disso, não tenho feitio para me moldar a isso. Não tenho paciência para contar as mesmas histórias 20 vezes e neste mundo a única pessoa que me conhece perfeitamente e as minhas mil e uma aventuras e desventuras é o Jacinto. As pessoas que estão de fora diriam que é mau porque a vida tem mais que uma relação a dois, sei-o e aceito, mas tenho lá eu tempo para me dar a conhecer ou plantar a sementinha da amizade num vaso novo. Deixei de acreditar muito nas pessoas e aqui é tudo tão pequenino que ainda os meus pensamentos estão a caminho da boca já toda uma freguesia inteira os sabe. E tenho muito mas muito que resguardar da minha vidinha e da do Jacinto.

Durante anos estive rodeada de gente mas tão sozinha que questionei a palavra amizade muitas vezes. E outras vezes tão apenas só que me habituei a isso. Daí que esta nossa bolha a dois é tão confortável e segura que meter o nariz de fora e respirar outros ares que outras pessoas respiram, ouvir as suas opiniões e desaforos me causa alergia. Penso que estou tão concentrada na nossa vida a dois, nos nossos planos e criar meios de moldar algo confortável para a nossa existência e da prol que daqui a uns anos nascerá que sinceramente não penso em nada mais. Por vezes prefiro sentar-me ali fora no degrau da porta da cozinha para o quintal e ficar a observar o Pablo e a Pipa a correrem atrás um do outro ou a pedirem-me festas do que ouvir meia duzia de fulanas histéricas a falarem da vida delas ou das outras, do que vão fazer para o jantar ou do preço do arranjo das unhas. Os meus cães têm um poder de reflexão e relaxe muito poderosos e todos os dias dou graças a Deus de os ter porque descanso completamente a cabeça quando os vejo.

Pelo que na sexta-feira ao fim da tarde, depois de uma semana de trabalho, chegámos a casa, mudámos de roupa e fomos até à barragem a pé































E se isto não dá prazer a uma qualquer alma cansada... Não sei o que andamos aqui a fazer...




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O contrato de 6 meses mantêm-se... Foi o que o Dr. Where's Wally? me disse... E se tudo correr bem é para ficar para todo o sempre.

Foi um alívio muito grande, garanto-vos...




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À cata de coisas baratas no supermercado, com a mania que sou poupadinha, lá me decidi em trocar o detergente habitual para a roupa pelo Ultra Concentrado com cheiro a águinha de rosas após lavar o cu a meia duzia de velhotas haitianas.

Cheguei a casa, super feliz com a descoberta de algo a metade do preço e com um cheiro ainda mais fantástico. Tudo isto após ter feito caras ao meu Jacinto de

"Vês??? Não és só tu que escolhes coisas baratas e fixes... Eu também!!!"

Quando o vou a colocar na máquina... NADA!

É tão, tão, tão, mas tão concentrado que fica colado à embalagem e não sai.

Depois admiro-me que o meu Jacinto me chame o que me chama durante todo o tempo em que estamos juntos.

Cá em casa ele é "Mor", "Jacinto", "Jacinto do Céu", "Opah" e "Tu aí...", para ele eu sou e passo a citar a lista:

* Puvite (que quer dizer pevide... ele chamou-me parva por uma qualquer razão e eu apesar de ter ouvido perfeitamente o adjectivo que me qualificava, pedi que repetisse e ele "Ah... Puvite..."

Depois com o tempo as coisas descambaram e apesar de haver respeito mútuo (ainda não chegámos à violência doméstica com frigideiras à mistura) ele não consegue ficar indiferente quando me vê nua e daí que chegar às alcunhas que tenho de momento foi um passo...

* Badocha (gorda)
* Bombona (gorda com mais de 550kg)
* Bombix (uma gorda com mais de 550kg do tempo do Asterix e do Obelix)
* Cachamela (que na sua linguagem quer dizer "glande"... sim é verdade! E já me benzi...)
* Ou Cachamelona (e aqui não preciso de dizer mais nada...)
* Lhona (diminutivo de cagalhona quando não mo chama por inteiro)
* Manulete (que tem uma música a acompanhar)
* Pirulete+Trotinete+"Biclete"+"Caminete" (assim tudo de seguida)...
* Bufenta (quando me "esgazeio" toda)
* Pavona (quando me armo em boazona)

E a mais recente de todas:

* Carlos.

E no fim disto tudo escapa o "Chiribi" que me chama quando está meloso demais...

Com todas estas alcunhas e outras tantas que ele vai inventando, é normal que acabe os meus dias de vida numa qualquer ala de doidinhos.

Enfim... Já lá vai o tempo em que frases como "Amo-te tanto. És linda, amor! Perfeita!" passaram a versos de músicas do José Cid tipo "Como o macaco gosta de banana eu gosto de ti" ou "Na cabana junto à praia, tu e eu e os "caracóis"...". A compostura foi substituida por corridas todo nu pela casa com umas cuecas minhas, daquelas que escondo o mais que posso no  fundo da gaveta, postas na cabeça. Tudo o que engloba uma relação de gente simples do povo nós temos.

Penso que foi o culminar da nossa cumplicidade quando começámos a mandar traques à frente um do outro. Peidos mesmo! Nada de bufinhas tímidas enquanto se corre para a casa de banho corados e cheios de vergonha porque é algo horrível e que deve ser dado somente na casa de banho. Nada disso! Não fosse termos ultrapassado esse obstáculo fedorento e hoje éramos como o Timon e o Pumba a olhar para o céu estrelado a pensar que as estrelas eram ou pirilampos ou bolas de gás! Ou recorriamos ao bifidus activus para desaparecer o inchaço na barriga.

Assim poupamos energias para outras coisas e andamos bem dispostos.

Pelo que não concebo a ideia de se estar há anos com uma pessoa e não se dar um valente peido com vergonha! Credo! Nem eu conseguia manter uma relação assim. O mundo é perfeito, a nossa relação também e não somos menos educados por isso. Aquilo que somos cá em casa, basta-me para aguentar o mundo hipócrita lá de fora. E sabe bem regressar da rua e ser o que quiser ser. Poder comer com a mãos e chupar os dedos, arrotar de satisfação, dizer que a casa de banho está imprópria enquanto venho a limpar aos mãos como se nada fosse, poder cheirar a chulé ao fim do dia de trabalho quando me descalço, assoar-me e fazer barulho tipo elefante em época de acasalamento sem pensar em atenuar tudo isto porque sou um ser racional e existem regras de educação... 

Já com cera de ouvidos a história é outra... Isso não me peçam para olhar... Uhg!!!

(Imagem da Web)


Quem nunca aventou um peido, avente o primeiro!


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O meu portátil mais parece uma gaja solteirona a arranjar-se para ir para o engate de tanto que demora a ligar e arrancar. Tem de estar aprumadinho e ter os seus 10minutos de paz para ter o seu equilibrio funcional, abrir todos as porcarias que tem para abrir bem como os virus que se apoderam dele e só depois sim, está pronto para trabalhar. Parece que não teve uma formatação há pouco tempo mas como de computadores nada percebo assim fica ele mais uns tempos até eu ganhar coragem e decidir finalmente mandá-lo a um especialista, ficando, claro está, sem internet durante semanas.

Prosseguindo...

Fim de semana em Lisboa! Mas foi tipo rapidinha que após dá dores de cabeça... 200km's para a esquerda, apagar velas, mais 50km's para baixo, apagar mais velas e percorrer mais 200 para a direita para chegar a casa e descansar a cabeça que não anda boa começando mais uma semana de trabalho!

Ando louca de tanto sono! Por mim desatava a fazer oh-oh que nunca mais acabava. Deveria haver uma hipótese de hibernarmos como os ursos e outros animais no inverno. Chegar ali a Outubro e zás! Engordar uns 20kg, enrolar-me nos cobertores e só acordava em Abril ou Maio. Não porque tenha frio, não porque ande com vontade de andar de pés ao léu, é mesmo por adorar dormir. No mínimo 12h por dia. Sendo que o fim de semana tem 2 dias, pelo menos 12h em cada dia passo a dormir daí que só tenho um dia de fim de semana, feitas as contas. Por mim dormia a toda a hora. Há pessoas que fazem directas acordadas eu já as fiz a dormir. Claro que faço a vidinha normalmente, durmo as 7/8h recomendadas durante a semana apesar de isso me parecer uma sesta e só houve uma época em que dormia 10h por noite, porém quando chegava ao trabalho desatava a chorar de tanto sono que tinha. Sentia uma impotência enorme por querer manter-me acordada e nada. Mas como veio, passou... Enfim, acho que não tenho cura e quando tiver um filho quero ver como será... Eu a querer o meu sono de beleza e o miúdo a querer mama!

Na sexta-feira a minha velhota caiu e desmaiou. Não partiu nada, felizmente, e no hospital os exames nada acusaram. São 80 anos e uma data de preocupações na minha cabeça por ela estar sozinha. Passámos o sábado e parte da manhã de domingo com ela. O meu pai fez jantar de aniversário e lá fomos nós. Pintei-a, arranjei-lhe o cabelo e lá ia ela toda vaidosa. Pena que o meu pai nos tivesse negligenciado um bocado em prol da mulher e filhos desta, de primas que apareceram durante a tarde e restante merdice que lhe "ocupou" o tempo e a mente mas pronto tenho uma pachorra ilimitada... Nem sequer falei no casamento. Deus, a mim, livre!

No domingo o meu padrasto fez anos também e senti-me mais acolhida por ele que pelo meu próprio pai mas enfim. Falem lá de signos que eu tenho umas quantas a ripostar...

Tirando tudo isto que me enegreceu a alma este fim de semana no que toca ao lado paterno, tenho a dizer que o meu chefe o "Dr. Where's Wally?" resolveu renovar-me o contrato pelo que tenho trabalho garantido por mais 6 meses. Bom 8... Porque ainda faltam 2 para acabar este primeiro contrato. Fiquei radiante e posso respirar mais uns meses sem por a cabeça a matutar no desemprego.

Hoje não estou nos meus dias... E como tal vou deixar as parvoíces para amanhã...

Vou aventar este cu sebento para a banheira...



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02
Fev11
Dizer aos nossos pais que nos vamos casar tem os seus "quês"... E comigo não seria excepção não fosse eu uma filha mais ou menos desejada nos idos de 1986 quando o calor apertava numa tarde de Agosto e nada mais havia para fazer que se esfregarem um no outro e fazerem-me.

Contudo dizer ao meu pai que me vou casar com o genro perfeito e levar a resposta que levei posso afirmar que não estava à espera:

- Se a tua mãe vai, eu não vou... Até porque me disseste há uns anos que nunca te irias casar com ninguém e eu estava descansado. Não me vais pedir uma coisa dessas... (...) Porque não te casas no mesmo dia que eu com a tua madrasta?... Bla bla bla «------- aqui nesta parte eu já estava a pegar num cigarro para acalmar os nervos...

Ora poderia começar aqui a escrever que sou uma filha sem sorte, que o dia é meu e que ele está a ser egoísta, que se me perguntassem aos 5 anos o que eu queria ser quando fosse GRANDE eu diria veterinária e não aquilo que simplesmente sou hoje (ou não sou, ainda não descobri) pelo que dizer-lhe há uns anos que não me iria casar seria o mesmo pois não sei o que se passará daqui a uns anos e que se me quisesse casar no mesmo dia que outras pessoas inscrevia-me nas Noivas de Santo António, mais! Que se ele não for a minha avó é a que sai mais prejudicada pois não poderá ir ao casamento da única neta que tem...

Poderia dizer isto tudo, podia, mas já o disse e foi o meu Jacinto que me aturou a neura.

O cerne da questão é:

Posso mandá-lo à merda?

Ou à merde que é mais bonito por ser em Francês e mostra que aprendi alguma coisa nestes anos...?

Depois de uma longa "conversodiscussão" e sem qualquer contexto lançou que a culpa de eu não ter acabado o curso era da minha mãe pois foi ela que me incentivou a ir para Artes e que Artes não teria "obviamente" saída nenhuma.

(Claro que quero ressalvar aqui de imediato que na Faculdade fui para Letras e que Artes foi no secundário mas há que dar um desconto pois o Alzheimer não afecta só os Alemães...)

Daí que questiono que raio tem o facto de não ter acabado o curso com a minha vontade de casar. Mas hei-de lá chegar um dia...

Ah não... Espera! Queria que eu fosse uma jornalista famosa para ganhar rios de dinheiro para poder pagar dois casamentos! Um para a minha mãe e restantes convidados e outro só para ele...

Boa eu sabia que conseguia!

Pelo que e após alguma reflexão cheguei a uma decisão... Pronto várias...

- Caso-me no registo civil e não vai ninguém.

- Caso-me no registo civil e ele vai e depois no da Igreja vão os restantes. Ou vice-versa...

- Caso-me na Igreja com todo aquilo a que tenho direito (menos entrar a cantar... se isso acontecer internem-me...) e quem quiser ir vai, quem não quiser vê pela televisão - levando a minha avó de qualquer maneira e isso ninguém me pode proibir nem que tenha de a ir buscar a meio da noite.

- Ou caso-me no registo civil e quem quiser vai também e faço um almoço de sandes de presunto e uns Sumol e a coisa fica feita.

O giro da questão... Se ele não for a nenhum, quem me leva ao altar? Ou à mesa do registo?

Ah pronto já percebi... Como em tudo na minha vida, darei mais esse passo sozinha sem a ajuda dos meus pais, neste caso dele.

'Tá bom...

Fico esclarecida.

Assunto arrumado...

Quer dizer... Poderia não aparecer no aniversário dele no próximo Sábado. É que fazer 200km para ver alguém apagar umas velas, dá cá um trabalho... E as prendas? Também deveria poupar o dinheiro delas para fazer dois casamentos ao qual um deles ele quisesse assistir... E ter que o visitar naquela terra hedionda (que é a minha) a qual só me tráz pesadelos... Não será o mesmo que ele rever a minha mãe? É só pôr as coisas assim.

Alguém me dá razão.. Não sei quem...

Os fanáticos do equilibrio entre os famíliares directos, que julgam que pai e mãe serão sempre pai e mãe independentemente da merda que façam, não me dão de certeza mas quero crer que algum filho rebelde possa ler isto e abane a cabeça em modo afirmativo.

Agora sim a acta foi lida e assinada...

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Tudo calmo nas Calhoeiras (pelo menos eu acho que sim) tirando o facto de haver imenso trabalho e eu estar a consumir 1 chocolate por dia. No entanto armo-me em pseudo-secretária finesse e ali vai ela como se o chocolate não fosse direitinho às nalgas. E não digo isto por engordar é mesmo por criar ainda mais borbulhas do que aquelas que já tenho e ouvir o meu Jacinto, enquanto se agarra ao meu traseiro, dizer:

That's one small step for man; a giant leap for mankind.

Não fosse ele estar em solo lunar cheio de crateras.

Algumas coisas no trabalho têm corrido sobre rodas. Já me movimento bem melhor lá dentro o que me deixa mais à vontade. Apenas continuo sem perceber nada de calhaus mas isso deve vir com o tempo e se não vier, viesse. Além disso não tenho acesso directo aos calhaus daí que se torne mais difícil saber mais acerca deles. No fundo gostava de aprender mais para não ter de pedir ajuda ao meu colega "Helder" - e quando digo Helder é porque ele me faz lembrar aqueles rapazinhos muito aprumadinhos e religiosos que vêm tocar à nossa campaínha para nos dar um sermão sobre o fim do mundo em cuecas.

O Hélder é um gajo que não se casa com a namorada com quem está há 10 anos porque a vida não está facil. No entanto eu traduzo: Eu não quero ir para um sítio onde tenha que lavar a loiça, arrumar roupa e ter que escolher o que levo calçado para o trabalho no dia seguinte. Quero estar em casa da minha mãe onde ela me corta as unhas dos pés na perfeição.

Sendo que ele só conheceu esta única namorada - não me perguntem porque digo isto mas tenho a certeza que assim o é -, o Hélder é um totó que só Deus sabe. O Hélder faz dezenas de metros para me pedir que eu lhe faça uma chamada telefónica quando ele podia muito bem fazê-la ou ligar-me do telefone dele para o meu e pedir da mesma forma. O Hélder chega ao cúmulo de me interromper ao telefone para eu telefonar a quem ele quer. O Hélder se for preciso faz metade da area total do local onde trabalhamos para me dizer algo. O Hélder é um manfio que não faz um cú. O Hélder só tem mais 3 anos que eu tanto na empresa como de idade. O Hélder só ganha mais 200 euros que eu dado que fui substituir uma baixa porque a moça que está doente ganha mais que ele. O Hélder tira-me canetas, agrafadores e clipes com os quais preciso de trabalhar. O Hélder gosta de programas que já estiveram na berra há anos e já só dão na RTP Memória (a RTP Memória ainda existe?). O Hélder pensa que é meu patrão mas está MUITO enganado porque quando eu souber mais sobre calhaus e não precisar da ajuda dele, mando-o para a c*** da mãe street e de caminho para o c****** também!

Mas tirando isso está tudo sossegado.

Ah... Calma! Recebi um e-mail, em resposta a um que enviei anteriormente explicando uma situação, a frisar o quanto sou profissional.

Já não se mandam cartas de mérito ou recomendação. Agora só e-mails para aguçar o ego medíocre que possuímos no país em vivemos. Mas também não posso falar porque nunca votei na minha vida. E quero continuar a ter orgulho nisso. Não sendo como o Hélder que aspira à presidência da Junta... Enfim... Como diz o meu Jacinto "Que falta de ambição..."

E agora que já é tarde e está frio, vou aventar o meu solo lunar para a cama...


(Imagem da Web)


Cá está! Pobre(o)Tanas envergando uma bandeira nada Portuguesa... Por mim poderíamos ser Espanhóis, Americanos, Sul-Africanos, Japoneses... Desde que ganhasse mais e pudesse estar descansada quanto ao nosso futuro e ao futuro dos meus filhos queria lá bem saber do nosso passado glorioso de Descobertas... Acabou mesmo tudo no nevoeiro. E daí nunca mais saíremos.

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30
Jan11
Ver os episódios do programa The Hell´s Kitchen faz-me crer que já deveria ter desistido de cozinhar há muito mas muito tempo... Não tanto pela comida em si mas pela ausência de esforço e paixão com que pego na colher e mexo uma panela de sopa...




A minha irmã teima em afirmar que não sei cozinhar pois nunca provou nada do que eu cozinhasse. Pois bem posso garantir que sei cozinhar, sei fazer imensas porcarias e nem pego em receitas a menos que sejam pratos exóticos e merdas dessas. Não olho a quantidades, vai tudo a olho e se sair mal quem quiser faça melhor ou vá comer ao restaurante aqui ao lado. E também tenho mau feitio pois não gosto que me peguem naquilo que faço e às vezes tenho pegas com o meu Jacinto pois ele adora cozinhar e meter o nariz nas coisas o que por vezes deixo outras nem por isso, dependendo da neura.

Se me perguntarem se gosto de cozinhar digo já que depende. Se for algo novo ou que me apeteça imenso faço com gosto ou então com irritação pois tenho fome e nunca mais me despacho com aquilo para comer. Tudo isto vem de um passado em que não me ensinaram a fazer comida de espécie alguma sendo que aprendi a ver e a fazer experiências sozinha e também porque enquanto vivia sozinha dependia de um pacote de bolachas e um copo de leite à noite para jantar.

Tenho uma avó, mãe e irmã que cozinham lindamente e eu apenas não fui aproveitada. Pois tenho um paladar requintado e um toque fenomenal para a coisa pois sei que me saio bem em determinadas áreas. Quando tenho a certeza que o sei fazer as coisas saem bem, quando não tenho a certeza admito e deixo que o façam. Mas existem dias em que a certeza fica bem trás da vontade e a coisa acaba por chegar a umas míseras torradas com sumo de pêssego.

Mas uma coisa eu adoro cozinhar. Comida para os meus cães! Não há nada que me dê mais gozo que fazer uma panela de comida para cão. Restos de carne, massa, um caldo Knorr para dar gosto, misturar tudo com pão duro et voilá! Eles deliram, não reclamam pois não é a merdosa da ração habitual e até repetem. No fim arrotam e vão dormir de pança cheia! Nasci para isso.

É isso e lavar a casa-de-banho! Venha de lá a D.ª Maria, criada da Henriqueta Elisabeth da Cunha e Sá Fonseca-Galhão que não consegue fazer melhor! Se não tivesse panelas em casa a minha sanita servia perfeitamente! O meu bidé pode ser usado para beberem o melhor vinho da melhor reserva! A minha banheira é digna de um Rei Árabe! E o meu lavatório poderia ser usado para que a mulher mais bela deste mundo pudesse lavar a fronha nele!

Nah! Casas de banho é comigo e eu adoro limpar uma casa de banho! Nada me sabe melhor que sentar o meu rabo na minha sanita cheirosa e limpa! Não há nada que não seja branco nela! Aquilo brilha como um diamante em água cristalina! E isso é o que de melhor faço quando me armo em dona de casa.

Por outro lado sou muito desarrumada. Sou-o. Mas o Jacinto bate-me aos pontos. Mas sou-o com a roupa. A roupa de verão é misturada com a de inverno, tenho tudo ao molho enfiado em gavetas e caixas e pouco me preocupo se tem um botão caído. Maior parte da roupa nunca viu o ferro. Só passo camisas e no verão alguma cueca na qual possa ter passado algum bicho. De resto, tiro da máquina, sacudo bem sacudido e estendo o mais direito que posso. Sou desleixada quanto a roupa mas tenho sorte de ter um marido que não gosta de calças passadas a ferro e não liga a meias viradas do avesso quando são arrumadas. O que é certo é que as roupas ficam direitas e nem precisam de ferro. Por outro lado quem me vê vestida e ao meu Jacinto vê-nos impecavelmente engomadinhos e aprumados. Faço 4 a 5 máquinas de roupa por semana e não suporto roupa que fica estendida um dia e ganha cheiro do que quer que seja. Vai logo para a máquina novamente. Nisto sou péssima dona de casa contudo acho que o tempo pode ser aproveitado bem melhor que o passar agarrada à tábua de engomar se posso ter a roupa direita à mesma sem precisar de o fazer. Isto vem também do tempo de estar sozinha. Claro que se estivesse desempregada passaria a ferro pois tentava ocupar o tempo mas se existem coisas mais importantes a fazer a roupa será certamente a ultima coisa com que me vou preocupar.

Odeio lavar a loiça mas alguém acaba por o fazer. E normalmente tentamos não deixar loiça para o dia seguinte. Quando não apetece não apetece e fica assim como está. No entanto odeio ver a cozinha desarrumada e isso deixa-me paranóica. Daí que por vezes parecer que me contradigo. Odeio uma casa desarrumada mas eu sou desarrumada com outras coisas.

Mas sou asseada comigo, o meu Jacinto é o cúmulo do asseio somos com a nossa casa e daí que as coisas até correm bem. Certo que hoje limpámos tudinho e amanhã já estará uma desgraça com toda esta malta cá em casa. Terça-feira já estarei a bufar e a dizer mal da minha vida.

Não passo lençóis a ferro, os nossos corpos fazem-no lindamente, não passo fronhas, nem panos de cozinha, não passo toalhas de mesa pois não as uso e as do banho são dobradas apenas, não dobro meias como se fosse o Principe das Astúrias a calçá-las, mas sim enrolo-as numa bolinha, não tenho jeito para a custura a menos que seja para remendar uma pequena rasgadela ou pregar algum botão e se se notar muito a ausência dele caso contrário fica meses guardado à espera da sua vez. Limpo o pó de 15 em 15 dias e é só nos sítios que é visto, porque em cima dos armários é muito alto e eu só tenho 1,65m. Tenho imensas caixas e caixinhas onde guardo tudo e mais alguma coisa inútil mas que acho que posso precisar e safa-se o dossier da casa onde guardo todas as despesas, garantias e coisas que tais porque assim o exigi de mim própria. Lavo o chão quase todos os dias por causa dos bichos e porque fico cheia de comichões ao ver marcas de pés e patas mas isso tem razões de ser porque cá em casa só andamos de chinelos se nos apetecer caso contrário os sapatos da rua também servem. Não existem carpetes ou tapetes pois acumulam imensa porcaria e quanto mais simples o chão for mais fácil é de tratar daí que a tijoleira ou uma imitação dela servem perfeitamente. O balde e a esfregona estão sempre a postos...

Não sou a dona de casa perfeita mas quem quiser sempre pode usar a minha sanita sem medo algum...

Daí que preocupar-me com uma camisola que ficou desbotada ou uma toalha que está com vergões por falta de engomadelas não me tire o sono pois existem coisas bem melhores na minha vida que isso.

É mesmo aventa pr'aí que eu depois vejo o que fazer com isso...





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29
Jan11
A semana foi calmíssima no que toca a chatices no trabalho, no entanto houve imenso que fazer pelo que quando chegava a casa só me apetecia tomar um banho quente e ficar quieta com os pés enfiados no aquecedor até serem horas de ir dormir tipo velhota à lareira. Apenas não tenho jeito para crochet se não até isso fazia...

O outro problema já foi remediado e vamos a ver se não se toca mais no assunto, que tudo seja pago e mais cartas não voltem a aparecer. Ponderava até ser eu a pagar a conta mas o meu Jacinto soltou um "Tu és maz'é parva! Deixa-te de te preocupares com essas coisas que não são problemas teus..."

O meu Jacinto foi promovido e aumentado! Isto vai dar-nos ainda mais folga e o ideal seria que os 6 meses que tenho de contrato passassem a anos para que a nossa vida estabilizasse ainda mais.

Todos os anos pomos um limite até as coisas melhorarem por elas mesmas, se não fazemos nós por isso. O ano passado demos até Maio para que a vida desse uma volta a níveis profissionais e o que é certo é que resultou essa ideia.

Ele veio para o Alentejo para a empresa onde está e eu despedi-me e vim para baixo com ele. Em Agosto arranjámos a nossa casinha definitiva e eu em Outubro consegui este trabalho - apesar de ter trabalhado em Setembro na campanha do pimentão para arranjar mais uns trocos - que nos deu mais equilibrio monetário.

Agora pensámos que em Maio novamente se já não precisassem mais dos meus serviços na empresa quando a moça que está de baixa voltasse, e o Jacinto não tivesse aspectos mais positivos no trabalho, voltávamos a avançar para outra coisa, mas estamos a ver que tal não será necessário pois ele está efectivo, foi aumentado e eu arranjarei outra coisa se não me quiserem mais.

Estipulámos ainda o mês de Outubro ou Novembro deste ano para comprar um carro novo sendo que será o nosso único crédito e queremos ver se fazemos ainda mais dinheiro para não termos que andar a pagar o carro tanto tempo dando logo uma boa entrada.

Em Maio de 2012, já falámos e ponderamos casar finalmente. Caso veja que se torna dispendioso um casamento todo muito cheio de cerimónia e pompa, acho que o faço nem que seja no registo numa manhã qualquer sem gente alguma a atrapalhar. Porque isto ou é 8 ou 80. E sinceramente não penso pagar um balúrdio num casamento com imensa gente - sim que isto nas aldeias vão todos os que podem ir - e ficar a arder. Tenho de ver a questão muito bem e falar com quem se casou há pouco tempo para ver quanto isto nos fica. Não quero cá grandes tretas e quero ir bonita mas o mais simples possível. Se for no registo vou de calças de ganga e um blazer branco e está a andar. Pago o que tenho a pagar e acho que agora nem padrinhos nem testemunhas são necessários.

Agora só falta o pedido oficial. Sim porque o meu Jacinto não pense que é só dizer que vamos casar e não há direito a pedido formal com um aneluco ranhoso no dedo! Uma coisa simples sem lágrima no olho e um histérico "Ai aceito!!!". Nah! É mais "Pah, toma lá o anel..." e já está, depois pergunto-lhe o que quer jantar enquanto calço as pantufas e cada um faz a sua vidinha de sempre.

Não sou romântica e merdelins desses fazem-me comixão. Sou chorona mas nada romântica. Talvêz já o tenha sido mas a idade traz sabedoria e equilibrio emocional. Daí que um casamento cheio de borboletas, coisas glicodoces e coisas dessas com ele a levar-me ao colo para a suite não me cabe na cabeça. Eu sei andar desde os 8/9 meses e só se os joelhos não puderem.

Faz-me espécie as pessoas até para fazerem um filho acendem velinhas, há banho quente com sais e uma série de rezas antes do acto. Quando fizer um filho será como sempre. Vamos pinar e se der faz-se ali umas acrobacias para o miúdo ser uma pessoa com uma certa elasticidade que poderá dar jeito caso ele vá para artista de circo ou atleta olimpico. Se quisermos um bombeiro é só atear fogo à cama com o esfreganço. Se nos apetecer que seja polícia é usar algemas e se fumarmos umas coisas antes assim para o maradas ele acaba por ser um sonhador egocêntrico.

Não quero um puto loiro de olhos azuis, quero sim que saia com a inteligência, paciência e a penca batatuda do pai e da mãe pode apanhar a farta cabeleira, a carrada de dentes e a vontade de esganar o mundo arrogante em que vivemos quando o dia não lhe corre de feição. Um puto moreno, de olhos grandes castanhos, de porte médio/alto e mãos de pianista para agarrar bem os fartos seios das miúdas quando tiver idade para o fazer. Sim que o meu filho se não for gay será um tolinho pelo sexo oposto, contudo educá-lo-ei para o respeitar e ser um gentleman, bem como ser aquilo que quiser ser sem pensar no que os outros possam dizer. Ter em conta a felicidade dele sem ultrapassar limites ou magoar terceiros.

Se for menina, ui... Se for menina... Sei lá! Educo-a para não ser mimada e não terei stresses se ela for uma maria-rapaz na idade em que algumas de nós o fomos, de joelhos esfolados e cabelo desgrenhado. Quero que saiba que há diferenças entre os sexos sem contudo se fazer superior ou deixar-se inferiorizar. Ser igual com as diferenças físicas e emocionais que existem e saber lidar com elas de forma nobre. Chegar à idade de querer conhecer alguém melhor e eu poder aconselhá-la. Saber que está com quem a faz feliz e que ela própria possa ser o que entender, sendo que o céu é o limite. Não gosto de meninas betinhas. Quero criar uma filha sabendo que ela poderá moldar-se conforme o ambiente tal como os pais. Tanto sabem usar os talheres correctamente como abrir um pão com as mãos e espalhar nele manteiga com os dedos.

No fundo quero sim moldar um filho conforme os nossos feitios, pois existe aí muito bom pai que tende a moldar crianças conforme aquilo que eles próprios gostariam de ser ou ter e eu não... Tenho perfeita noção que seremos belos exemplos para os nossos filhos. Poderei um dia morder a língua mas sei de antemão que a pessoa que está ao meu lado terá pulso firme no que tocará aos filhos, deixá-los-á serem eles próprios mas de forma regrada. E eu não tenho problema nenhum em afirmar que uma palmada na hora certa faz milagres. Sei disso muito bem pois levei algumas e hoje sem elas poderia ter-me rendido totalmente ao doce sabor do deixa-te ir conforme a maré e não apenas do aventa pr'aí bem mais saudável que não importuna ninguém...


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Consegui ir ao cabeleireiro!!!

E estou fantástica!

Finalmente alguém com mãos para a minha linda cabeleira e que faça algo que me deixa de queixo caído!

Escadeou-me o cabelo deixando-o longo à mesma e fez-me uma franja linda, linda, linda que me faz sentir sexy e arrojada! Como tenho o cabelo muito liso penso que ficou o corte perfeito para a minha cara! Acho que precisava mesmo disto! Estou fenomenal e o meu Jacinto concorda! Não o pintei e a cabeleireira disse-me que não deveria fazer nada mais porque tenho uma cor muito bonita e que pintando-o só me iria dar um ar pesado o que não me aconselhava. Daí que entreguei-me de alma e cabelo e aqui estou!

Feliz!

Pena que esteja frio demais para ir passear os meus cabelos ao vento!


(Imagem da WEB)


O meu corte está igual apenas a franja vem para o lado se eu assim o quiser. Até a cor é igual à minha natural...

E pronto a minha auto estima subiu 200%! Já estava mas agora então... Não há nada que me aflija! Venham de lá os stresses que afugento-os com um revirar de cabeça para mostrar o brilho ofuscante dos meus belos cabelos!

Amo-me!

Estou mesmo linda!

Fogo!

Quem é esta?

Sou eu! Ah pois é!!!

Bolas! Linda, pah!

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12
Jan11
Decididamente preciso de gastar uma porrada de dinheiro em mim mesma. Hoje olhei-me ao espelho, daqueles que aumentam, e quase que tive vontade de voltar aos fumos para a cabeça uma vez mais dado que estando sob efeito de uma qualquer cena sempre me via de outra forma. Ou então não. Mas depois lembrei-me que o meu corpinho e o cérebro não aguentam nem mais um mísero cigarrito com qualquer coisita na ponta que não seja palha e daí que o melhor mesmo é cortar o mal pela raíz e ir de vez tratar de mim.

Preciso urgentemente de uma limpeza de pele - já que as plásticas estão fora de questão - e tirar estas borbulhas mínimas que me fazem estar constantemente a esfregá-las com as pontas dos dedos - já que roí as unhas ontem - bem como os pontos negros que andam aqui desde a pré-adolescência.

Preciso de alguém que me arranje as sobrancelhas que não seja eu. Alguém com um alicate de preferência pois só assim isto vai lá.

Preciso de arrancar este buço à dentada. Todos os 15 dias lá ando eu a tirar esta penugem. É que nem se nota mas eu acho que sim e o meu espelho de aumentar concorda.

Preciso de fazer qualquer coisa a este cabelo que não passe por ser eu a cortá-lo e apará-lo com a gillete do meu Jacinto. As tintas que compro já não dão. Pinto-o completamente de preto e uma semana depois está castanho novamente. E com esta trunfa de mais de 60cm tapar tudo isto faz doer aos braços. Além que tem de ser durante o dia e de óculos pois não vejo um cu o que já me custou uns óculos caríssimos todos pintalgados. É fashion, eu sei mas... Preciso mesmo de o cortar, pintar, rapar, fazer rastas... Epah... Qualquer coisa...

Precisava de arranjar estas unhas... Perdão, estes cotos. Tirar as peles para que pareçam mãos de mulher e não de um mecânico que as corta nas latas do óleo.

Precisava de ir trocar de lentes de contacto ou marcar uma consulta para me arrancarem as corneas e enfiarem-me cá umas lentes quaisquer ou só rasparem as córneas. Uma porcaria dessas para não ter de usar nem óculos nem lentes e não perder 2 minutos da minha vida de manhã e outros 2 à noite a tratar disso.

Precisava mesmo de um aparelho nesta boca hedionda. Tenho dentes que nunca mais acabam, que davam para oferecer a metade da aldeia a quem falta um ou dois. E todos tortos. Daí que só me podem tirar fotografias do lado esquerdo pois não se nota tanto.

Precisava de ir ao centro de saúde ver esta coluna que me anda a dar cabo da cabeça desde o Natal e me põe entrevada à noite. Ao menos sei logo se tenho aqui uma hérnia qualquer ou é simplesmente falta de mais trabalho no lombo.

Precisava de ir a um ortopedista ver os meus joelhos. Que desde a época do pimento não me doem e daí eu estar preocupada. Se após a operação me doeram todos estes anos e já era crónico, agora que não me doem alguma coisa se passa...

Precisava de fazer um TAC à cornadura. Volta e meia tenho um espasmo no meu lado direito quando estou sob stress. Parece um estalar ali naquele ponto. Mas deve ser porque só me tiram fotografias do lado esquerdo e o direito queixa-se.

E finalmente precisava de ter tempo para isto tudo.

Pronto dinheiro... Que tempo tenho de sobra.



E mais umas quantas botas e um ou quatro pares de calças de ganga, saxabor! Para poder aventar o que tenho velho e caneja.


Gracias!


(Imagem da WEB)

Et Voila! Estou arrumada!

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05
Dez10

 

 

Eles vão no carro. O dia está escuro por causa da chuva. As ruas estão quase desertas. Nisto observam um homem que se arrasta pelo passeio de óculos-escuros resguardando-se da chuva debaixo das varandas.

 

Ele: - Chiça! Está cá um sol! As pessoas não têm noção do rídiculo...

 

Ela concorda e desvia o olhar para uma mulher que corre na direcção oposta.

 

Ela: Então e aquela tão bem "vestidinha"? Já viste? - e solta um risinho abafado.

 

Ele sem desviar o olhar da estrada remata:

 

- Bolas pah! Só sabes dizer mal das pessoas! Deverias ter vergonha!

 

Ela fica agarrada a estas palavras.

 

 

O espirito conjugal tem destas coisas.

 

 

 

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27
Nov10

A Ilha Funishitua no Natal

por Pobre(o)Tanas

Cá em casa existe uma pessoa que se pudesse abria um zoo. Cá em casa existe uma pessoa que se pudesse trazia tudo o que tem quatro patas e pêlo. Cá em casa existe uma pessoa que não consegue ficar indiferente a "tresmalhados" que vai encontrando. E cá em casa existe uma outra pessoa que tem uma paciencia enorme para com a outra e a ajuda.

 

Faz amanhã oito dias que encontrei este amigo:

 

 

 

 

E depois de lhe dar de paparoca, o secar da chuva e aconchegar do frio fiz a pergunta que o Luís temia:

 

- Podemos ficar com ele???

 

 

 

Vi o rolar de olhos do meu marido, a expressão de "Não podemos ter mais animais. Tu és doida", o ar de "Oh meu Deus o que se segue?" e finalmente o tão desejado "Eu não me meto nisso, tu é que sabes!" E pronto foi o ponto de partida para adoptarmos o Pepe!

 

Não sem antes colocar fotografias dele no site "Encontra-me", "Arca de Noé" e Facebook onde existem várias páginas para o mesmo fim.

 

Ninguém se acusou para meu regozijo! Vale mais comigo que com um dono desnaturado que nem o trate como deve ser.

 

Pois bem o Pepe é um menino jovem, muito meigo e só há poucos dias revelou a sua faceta de brincalhão. Traz os seus brinquedos para nós os mandarmos e ele ir buscar, corre atrás da Piggy para brincarem e atrás da Zappa para se meter com ela visto a minha filha mais nova ter um feitiozinho parvo e não aproveitar as brincadeiras que os cães lhe podem oferecer - já com o Pablo é a mesma coisa.

 

Com o Pablo a coisa foi muito melhor que imaginada. O nosso filho mais velho que pesa trinta e muitos quilos, macho possante, dono do seu território e que mete respeito pela sua envergadura de torax, tornou-se um ser submisso ao Pepe. Faz-lhe as vontadinhas todas, é um pachá, um babado. ADORA-O! Nem come só de pensar no Pepe. Inclusivé, cede-lhe a casota para o mais pequeno ficar bem instalado enquanto o parvo fica à chuva a observá-lo!

 

Por enquanto o Pepe fica em casa. Assim o Pablo pode dormir sossegado na casota e não há rebuliço de quem fica onde. O que é certo é que o mais pequeno não faz NADA em casa! Sai de manhã, faz os seus enormes xixis e o seu minusculo cocó, volta e deita-se. À hora de almoço o mesmo e novamente à noite! Aguenta forte e feio.

 

O Pablo à noite vem a casa um bocado. E adoro ver os meus bichos em casa. Tudo no sofá a ver televisão. À hora de nos deitarmos é vê-los em filinha indiana em direcção à cozinha e escritório para as sua respectivas camas.

 

Sou uma mulher abençoada.

 

Tenho um marido fantástico que me apoia, me acompanha nestas maluqueiras e no fim acho que acaba por gostar delas.

 

Acho que agora se eu estivesse grávida ele apanhava o próximo avião para a ilha Funishitua nos confins do Pacífico.

 

 

 

A vinda de um cão rafeiro abandonado cá para casa tinha sido uma das hipóteses para a minha prenda de natal coisa falada há uns meses enquanto se questionava quem quereria o que para prenda visto o Luís ter recebido o Pablo o ano passado e este precisar de companhia canina. O Luís disse-me logo que "Não, nem pensar!" pelo que nem pensei em mais prendas. Vendo ele que eu andava a namorar um novo telemóvel, no Sábado passado vem com a revista dos pontos da TMN e diz-me "Vá pede lá o telemóvel que tu gostas." E assim escolhi o pequeno que tem feito as minhas delícias.

 

Eu tinha um LG KP500. Nada de extraordinário e teria andado com ele anos se não fosse o facto de eu mal poder enviar mensagens ou procurar um contacto à pressa por o teclado bloquear constantemente. Daí que muitos numeros acabei por decorar para não andar em busca deles e deixar de enviar sms's a quem fosse por me irritar aquilo bloquear ali em algumas teclas ou outras escrever letras que eu não queria.

 

Daí e para colmatar o facto de ter andado com um telemóvel com apenas 3 teclas (de chamar, recusar e a do menu) agora sim tenho um telemóvel que o que não lhe falta são botões

 

 

 

 

Um pequeno luxo cor de rosa para este Natal (que com os pontos ficou num total de 70 euros).

 

 

 

 

 

 

 

E agora posso dizer... O Pai Natal foi generoso comigo. Pois tive as duas prendas que eu pedinchei.

 

 

 

Chamem-me pita. Chamem-me o que quiserem!

 

Portei-me bem este ano. Tenho a minha vidinha regrada, trabalho, cuido do meu marido, casa e bichos, não ando aí gastar o que não ganho e muitas vezes nem o que ganho, não trato mal ninguém e daí que mereça tudo isto e muito mais que a vida me possa proporcionar!

 

Quem não gostar tem um bom remédio!

 

 

E isto vem no sentido da visita do meu pai amanhã, que esteve quase a cair no fracasso por causa de mais uma birra da minha madrasta. Como se estava a aproximar o fim de semana e com ele a vinda dele aqui à aldeia, sua senhoria resolve fazer merdelim e quase estragar tudo. Eu que mesmo com as birras dela, me calo e ouço apenas os desaforos do meu pai em que diz que eu tenho um feitio lixado e sou assim e assado desta vez não me contive e gritei e gritei como há muito não o fazia para impor a minha razão, para mostrar a minha revolta e defender a minha honra, porque achei tudo isto uma injustiça. Há mais de 3 anos que não discutia a sério com ninguém, que não gritava e nem dizia um palavrão que não fosse dentro das minhas paredes de casa em tom de brincadeira. Vendo bem nem sei como aguentava este ambiente há uns anos atrás em que acabava o dia afónica de tanto argumentar, discutir e mostrar por A + B que os erros cometidos pelos outros não são os meus e pior cego é aquele que não quer ver.

 

Daí que o bico do prego foi virado e ela vem de arrastão com ele.

 

A minha porta está aberta e nem abro boca sobre o assunto, tudo se passará sem nada se ter passado mas se ela respingar e se tudo piorar ponho-a no olho da rua pel braço. Nunca lhe fiz mal nenhum, sempre a defendi mesmo sendo ela a arranjar a merda. Estragar a minha relação com o meu pai não estraga e separar-me dele não separa porque não deixo. Nem tão pouco a deixarei atormentar-me como esta semana em que andei a calmantes e sem pregar olho sem fazer mal algum a alguém.

 

Acho que ela ainda não percebeu que eu nada tenho contra ela, que se quisesse minar a relação deles já o teria feito há muito e ela nem sequer tinha ocupado a cama da minha mãe.

 

 

 

 

 

Depois de tudo o que passei e por vezes ainda passo com estes "fantasmas" que me moem o juízo acho que nem era um Pepe ou um telemóvel mas ambos dentro de um avião, o meu marido, gatas e Pablo e descolar para a ilha Funishitua.

 

 

Bom talvêz o telemóvel ficasse para trás para que eu ficasse incontactável...

 

 

 

 

 

 

Vou limpar a minha casa para as visitas não dizerem que tenho tudo desarrumado e que a culpa é dos bichos.

 

 

 

 

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