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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!

03
Out11

Quando me pisam os calos...

por Pobre(o)Tanas

 

 

 

Normalmente as coisas acontecem e eu tento não lhes dar importância mas quando põe em risco certas coisas que me são precisas para estar bem - como a família, amigos, trabalho - o caso muda de figura e viro leoa para defender o que é meu.

 

Dia de pepino no trabalho que no fim do dia culminou com uma frase do nervosinho do meu chefe insinuando que me poria na rua por um erro que indirectamente cometi. Como não conseguia entrar em contacto com um devedor por telemóvel uma colega minha, em boa fé, deu-me o número fixo, infelizmente ela percebeu mal o nome da pessoa e deu-me o número de outra com o primeiro nome igual mas apelido diferente. Infelizmente a pessoa a quem telefonei por engano também deve ter um problema de personalidade porque perguntei se falava com fulano tal (nome e apelido) e ele diz que sim, sim senhora... Passei a chamada ao meu chefe e claro deu bronca...

 

Eu aturo, dou de borla certas coisas que me diz e tudo isto porque sei que a função dele também não é fácil mas não deixo que certas coisas fiquem pendentes e muito menos que me ameacem daquela forma.

 

- Continua assim e amanhã não põe cá os pés!!!

 

 

*AI SENHORESSSSSS QUE ME DÁ UM FANICO*


 

Tremia por todo o lado com nervos e como já passava da hora de saida, não peguei em mais nada até falar com ele. Daí que deixei que todos saíssem (até aquela estúpidona que sai sempre cedo hoje decidiu ficar até tarde) e dirigi-me a ele. Primeiro pedindo-lhe desculpa porque sabia que era meu superior mas que não iria admitir ameaças e que se quisesse por-me no olho da rua que tivesse coragem de o fazer de uma vez e não com ameaças porque apesar do respeito que lhe tinha e tenho, tal não acontece com o medo. Segundo que não lhe merecia uma tirada daquelas quando sempre estive do lado dele para o que desse e viesse mas que estava ali, agora, a dizê-lo porque não ia remoer para casa e tomar xanax como muita gente fazia porque já tinha tido muitos trabalhos e resolver situações destas não era novidade para mim. Que apesar de 24 anos ele sabia bem que tinha muita experiência nisto mas que certas coisas não gostava de ouvir.

 

Pois bem ele negou que me tivesse dito tal coisa mas que se eu tinha percebido assim que me pedia imensa desculpa, que precisava de mim porque eu era metódica, profissional e que deixava muita gente com "comichão no rabo" por ser assim, principalmente porque muitos colegas escondiam o que faziam, que fica muito orgulhoso quando mostro transparência no que faço. No fim deu-me um abraço, que gostava de mim por termos feitios parecidos e ter idade da filha dele acabando com dois dedos no ar dizendo: 

 

- Estamos fixes?

 

 

Normalmente todos vão para casa ofendidos com ele, passam semanas amuados, tristes, desorientados... Eu não! Já o fiz. Mas há uns tempos que adoptei o sistema de dizer as coisas que me ferem. Lamento...

 

E senti-me como se tivesse saído o euromilhões...

 

 

 

 

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Um dia basta-me ter uma destas conversas com o meu pai a respeito da mulher dele e a minha vida ficam sem nenhum problema pendente...

 

 

 

 

Para muita gente isso é estranho. Tão poucos problemas?

 

 

É... Eu gosto de manter tudo muito simples...

 

 

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Depois de muitos anos sem descanso, quedas, de andar de um lado para o outro e milhares de formatações o meu portátil morreu vítima de um simples pózito acumulado na ventoínha que o queimou. Felizmente o disco é recuperável. Nos entretantos foi substituído por um "teclinhas" novo que nos custou os olhos da cara mas que é o nosso menino. 

 

Na quarta-feira fomos a Lisboa para o meu Jacinto ir à entrevista. Depois de quase 2h a assar dentro do carro à espera dele lá me apareceu com noticias. Tinha corrido bem, falaram na minha ida (que seria negociável), em valores, espectativas e tudo o mais... Contudo haverá nova entrevista - mais elaborada e que possivelmente será no Porto - e que só esta quarta-feira toda a papelada será entregue à pessoa que encaminhará as coisas daqui em diante. Posto isto estamos mais calmos, claro... Foi uma semana de nervos. Muitos mesmo. Vamos ver onde isto vai parar... Aguardamos desenrolar de acontecimentos.

 

Quando saímos da entrevista almoçámos com a minha irmã e no fim rumámos ao IKEA comprar mais umas coisinhas para a nossa sala. Viemos com o bolinhas carregado com a mesa/secretária/aparador da sala (chamo assim porque é o que parece por conseguir ser estas três coisas ao mesmo tempo), uma mesa de apoio - que orginalmente seria o pé de outras mesas que lá estavam mas que aqui em casa serve para colocar as nossas jarras em cima e os cds nos buracos que a enfeitam -, efeites para o jarrão grande que comprámos também na feira juntamente com as jarrinhas pequenas (tudo 30 euros/4 peças), mais umas caixas/gavetas para o nosso modulo do quarto e um candeeiro pequenino, tipo globo, todo branco com flores prata que é o meu bijú da secretária.

 

Tudo isto 115euros! Agora quero uma cadeira gira, gira! Já vi uma que amamos mas é caríssima. Quero ver se encontramos uma igual bem mais barata.

 

Dia 12 chegarão as mesas da tv e centro com o nosso precioso sofá! Infelizmente tivemos de adiar a entrega porque calhava no dia da entrevista e eu fazia questão de acompanhar o Jacinto. 

 

Estou ansiosa de ver tudo montado!!! No fim temos de começar por ver camas. A nossa com ano e meio já deu o que tinha a dar. 

 

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 Adoro istooooo!

 

 

 

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10
Set11

Enfartes e chouriços...

por Pobre(o)Tanas

 

 

Na mercearia da terra

 

 

 

Ela limpava as lágrimas à manga da camisola e fungava.

 

- Tenho 35 anos, quéque será das 'nhas filhas se m'acontecer alguma coisa? O mê marido anda numa roda-viva a trabalhari longe e ê aqui sozinha com elas... Ai as 'nhas maninas... Custou-me horrores estar no hospitali!

 

As outras, também de lágrima no canto do olho, tentavam animá-la.

 

- Oh Lurdis tu nã fiques assim, melheri. Olha c'o médico diz que nã te podes a'enervar q'isto dos enfartios nã se brinca e tens de cuidar de ti.

 

- É, e "ádes" melhorari!

 

- É verdadi. N'á-de ser nada... Ê ainda sou muto nova.

 

- Vêis? É assim mesmo! Tens de pensari positivo c'as ideias ruins trazem coisas más, melheri! Ânimo! Vá e agora diz lá o que queres p'ra t'aviar?

 

Assoou-se, olhou para a vitrina dos enchidos com os olhos inchados e perguntou já com um sorriso a assomar-se-lhe aos lábios:

 

- Tens uma chouricinha? Gosto tanto...

 

 

 

 

 

E eu, peguei num wc pato, paguei e fuji...

 

 

 

 

 

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24
Jun11
Tem sido complicado vir aqui. Falta de tempo, cansaço, muito cansaço, e sinceramente tem dias que prefiro plantar batatas no FarmVille ou construir uma escola no CityVille que vir aqui e despejar a trampa que ouço o dia todo no trabalho ou a vontade que tenho em fazer uns bons quilómetros, atravessando o oceano e dar umas valentes bolachadas em certos Americanos mal-educados que ligam para o escritório, ou abanar meia dúzia de Chineses que tentam vender coisas que em nada nos interessam e quando dizemos "Thanks, but no thanks" eles desligam o telefone na nossa cara voltando a ligar no dia seguinte como se nada tivesse passado.

Depois de semanas e semanas a salivar por este fim de semana prolongado, pois para nós, aqui, seria de 4 dias, eis que o Dr. Where's Wally (ou Waldo), decide alterar algo que há 30 anos era normal na empresa e nada de ponte para ninguém. Estava tudo a pensar que seria igual aos anos anteriores quando ele descobre que ninguém está a pensar trabalhar na sexta e vá de fazer grande filme e ralhar, espernear, contorcer-se e maldizer de tudo e todos. Depois de toda a revolução, cai nele e resolve dizer que quem quiser pode tirar férias. Certo que no fim disto tudo só ele, eu e a Miss Coquette é que fomos bulir. Pois que a restante malta meteu férias. A medo preferi ir do que ele passar-se da cabeça e mandar-me de férias permanentes. A Miss Coquette como não lhe interessava ter fim de semana prolongado, deveria estar com falta de dinheiro para ir a Badajoz às compras, veio toda feliz e contente trabalhar como se a vida dependesse disso e ganhasse uns pontos a mais em relação a quem tirou férias. No fim disto ganhamos o mesmo que aqueles que ficaram em casa a descansar: um B.C.M.... Para quem não sabe, um Balde Cheio de Merda p'la proa.

Aguardo, desta forma, pela primeira quinzena de Agosto para finalmente ficar de papo para o ar.


Já sou "AVÓ"!!!!

Filho da mãe do cão, deu uma pinada de 10minutos e faz meia dúzia de cachorros!

Aquele a que temos direito já está mais que vendido pelo que em Agosto vou entregá-lo aos futuros donos.

Estou babadíssima com os meus netos! 4 meninas e 2 meninos!











Não caibo em mim de cada vez que vejo estes pequenos! O meu peito enche-se de alegria! Só me apetece beijá-los! Lindos, lindos, lindos! Ficava com eles todos dentro de um cestinho... E passava toda uma vida a mirá-los assim quietinha...

Mas depois fico com falta de ar... E tudo isso por causa do esforço físico. Todos os dias, religiosamente, temos ido correr para o campo da bola aqui da aldeia. Fazemos aquecimento e ali vamos nós... 1 voltinha... 2 voltinhas... 3 voltinhas... 4 voltinhas e paramos que por enquanto não dá para mais. 1 voltinha a andar, outra voltinha a passo rápido e no fim uma corrida em velocidade. Posto isto uns abdominais. Se estamos podres de bons? Não, mas havemos de lá chegar... Daqui a uns anos... E se pararmos de comer merdices!

Depois temos tido a visita da minha mãe quase todos os fins de semana. Da ultima vez resolveu trazer o meu tio que já há mais de 4 anos que não me via e foi preciso divorciar-se para se apegar momentaneamente ao seio familiar... Eu diria mais, apego à "mama"... da conta familiar. Mas isso são outros quinhentos que eu sou pessoa que partilha!!!

Já dizia a outra senhora que lê cartas que eu nunca seria rica, seria sempre remediada, que não viveria com dificuldades, agora rica jamais. E eu já interiorizei tudo isso contudo os 3 Pastorinhos também assistiram a um Milagre e nunca pensaram eles que isso fosse acontecer enquanto pastavam ovelhas...

Se estou triste de não ter tido um fim de semana prolongado? Não, nem por isso... Eu até sou uma pessoa calma e aguardo a minha vez...

Já tirei senha e tudo!

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Isto não tem havido tempo...

Ando a braços com esta pequena





Apareceu no meu trabalho... Queria imenso arranjar um dono... Pois não pressinto nada de bom para esta menina. Infelizmente trabalho com homens da "pesada" que ainda acham que um cão é bom para testar a biqueira das botas.

Dei-lhe de comer e água e com isto surgiu uma carga de trabalhos com o meu chefe que só faltou chamar-me santa em frente a clientes. Mas ela não se pode alimentar só a bolachas de água e sal, pois é o que tenho para lhe dar e rápidamente antes que nos vejam. Parecemos aqueles namorados às escondidas. Quando acaba de comer tenho de a afugentar fingindo que lhe vou bater, para que não fique ali e acabem por lhe fazer mal. Qualquer dia o animal pensa que sou maluca... Ora lhe dou de comer, ora corro atrás dela. Isto é desconcertante na cabeça de um cão mas neste momento não posso andar com psicologia e teorias caninas com risco que lhe façam mal...

Dei-lhe o nome de SAM. Se alguém souber de algo... Por favor avisem-me. Não posso ter mais patudos em casa. São 4... E para dar uma vida estável a 4 não posso dar a 5 às metades...

É um doce, e apesar de a acharem feia por causa da cor do pêlo, a sua simpatia e amabilidade a par com a ainda confiança que deposita no ser humano, tornam-na um animal fantástico.

Quem por aqui passar, por favor, divulguem-na. Entrem em contacto comigo. Não preciso que me comentem. Quero que a ajudem.

Gracias!


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19
Mai11

Voltei à puberdade...

por Pobre(o)Tanas
Ao fim de 24 anos de existência, sendo que passei a fase da puberdade há uns 10 anos - há quem julgue que me passou apenas a semana passada -, apareceu-me acne. Algo que não se manteve em duas ou três borbulhas irritantemente inflamadas e cheias de pus. Nada disso. Toda a zona em volta da boca até ao queixo parece um campo de batalha e quando uma rebenta parece que contamina o espaço em volta. Uma coisa era viver com borbulhas no rabo há mais de 15 anos e que já fazia parte do dia-a-dia. Borbulhas que por vezes tinha vontade de me sentar em cima de uma boia para não me causar tanto desconforto. Outra é ter também a cara. Pelo que no inicio do mês marquei uma consulta para um dermatologista e apesar de querer ter desistido à ultima da hora por achar estar melhor pensei duas vezes e já agora queria que um especialista olhasse para as minhas nalgas.

E lá fui eu...

Pois bem na cara tenho acne tardio, ponto negros, pontos brancos (que ele chamou de quistos brancos) e as borbulhas normais. E no rabo tenho algo que se chama hidradenite supurativa crónica, que além de me ter explicado disse-me que podia pesquisar na net para ter ainda mais noção e se tivesse dúvidas para depois as expor. Deveria ter dito para que fosse pesquisar numa altura em que quisesse estar sem comer durantes bastantes dias tal a nojeira de imagens que aparecem no motor de busca. Pensar que poderia ficar com as minhas nalgas no estado em que muitas que ali estão, faz-me ter medo do futuro. Disse-me também que uma vez que já se tornou crónica mesmo que com tratamento uma ou outra borbulha acabará por aparecer em alturas criticas e devo fazer sempre o mesmo tratamento.

Quanto à acne queria que fizesse um tratamento de choque com o qual deixava completamente de ter borbulhas mas deveria estar um ano ou mais sem sequer engravidar pois o bebé nasceria com más formações. Que nos deveríamos proteger não a 100 mas a 200% para nem sequer haver quase probabilidade alguma de engravidar. Não quis. Prefiro ter borbulhas para toda a minha vida. Tive receio que um ano fosse pouco para o meu organismo se restabelecer e ter um filho com problemas ou que fosse algo que se alterasse e acabasse sempre por os ter. Nah nah. Pelo que optei por um tratamento que pode ou não acabar com elas definitivamente e que durará apenas 3 meses. Tomando medicamentos à base da tetraciclina que me ajudam também na questão da hidradenite supurativa crónica, não me deixando muito descansada quanto àquilo que li nos efeitos colaterais mas penso que me safo deles em 3 meses, além do mais tudo aquilo é melhor que ver o meu rabo em carne viva durante meses a fio por causa de uma qualquer operação para lhe retirar a pele com borbulhas.

Não posso andar ao sol durante 3 meses, nem ir à praia - como o tratamento acaba em principios de Agosto e só na segunda quinzena devo ter férias calha bem -, usando protector solar factor 50 ou mais, um esfoliante químico que actua durante a noite e tem de ser usado com precaução durantes os primeiros dias pois caso contrário causa irritação - eu diria que cai a face - e mais 20 mil unguentos que me manterão a pele hidratada.

Com tudo isto acho que quando morrer e derem comigo mil anos depois, toda eu sou uma múmia muito bem conservada tal a porrada de químicos que o meu corpo tem.

Com consulta, medicamentos, cremes e creminhos gastei quase 200 euros e isso, a meio do mês, é um arrombo do caraças na nossa carteira.

Para não falar que o meu computador tem um arranjo de mais uns tantos pois a brincadeira dos socos valeu-lhee um disco rígido novo e claro está instalação de tudo e mais alguma coisa novamente. Bom pelo menos agora fica zero quilómetros. Passando para um disco de 320GB o que é óptimo e não preciso de mais e um novo sistema operativo que o Vista só à chapada...

Desespero pelo fim do mês... E com ele o seguro do carro para o despachar. O Jacinto foi averiguar e mais barato não consegue... E isto por um carrito velho. Quando tivermos um novo, acho que nestas alturas irei chorar. Quando for para colocar pneus, esperneio. E para ir à revisão marte-lo os dedos dos pés...

Para me animar a minha amiga Pris enviou-me uma foto nossa há muito esquecida no baú...


(Quando as pessoas adormecem encostadas a colunas que cuspem o som de indecifráveis palavras proferidas por meninos de voz grotesca às 4 da manhã...)



Estava tão mas tão doente...

Lembro-me que eram 5 e tal da manhã e fui fazer xixi "algures lá longe" e apanhei tanto frio que a gripe tal como a tive nunca mais me apareceu. Pelo menos não tão forte...

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14
Mai11

Pobre(o)Tanas a revoltada...

por Pobre(o)Tanas
Eu até que sou uma pessoa calma, tem dias em que estou ou sou imensamente zen. Nada me atrapalha, o mundo é belo e os passarinhos cantam. Mas tem outros dias em que não me reconheço e acabo a pensar que um tiro no meio da testa me faria maravilhas por acabar com o peso que tenho em cima de mim, que, diga-se de passagem, é nenhum e apenas me sinto assim.

Ontem foi um desses dias. Depois de uma semana de trabalho cheguei a casa e quando deveria estar contente um sensação de impotência apoderou-se de mim. Queria fazer tudo e nada, queria sair e ficar em casa, chorar e rir. Tinha umas dores infernais nos meus joelhos - que me estavam a tirar ainda mais a paciência - e acabei por me sentar em frente ao computador para descontrair. Nada... O computador começa a ficar lento a abrir janelas de um site com o nome de outro, como se estivessem trocados, a não reagir a nada, tudo e mais alguma coisa. Senti um turbilhão a crescer dentro de mim. Um formigueiro que me dá nas costas quando sei que me vou meter em merda ou andar à bulha... Uma adrenalina impossivel de suportar, crescia, tornou-se imensa e explodi. Abri as mãos e com toda a minha força espetei-as contra o teclado do portátil. E porque quando começo é dificil para mim retroceder, fechei-lhe a tampa com violência e dei-lhe tanto murro que o pobre não aguentou claro que não. Pelo que e devido à minha incapacidade de controlar os meus impulsos acabei com um portátil estragado. O meu companheiro de anos e onde tanto escrevi nele está em coma a aguardar uma qualquer operação que me irá custar uns trocos isto se não morrer de vez e ter de arranjar um substituto... Não contente dirigi-me ao quarto para fazer nem eu sabia o que tal era a desordem emocional e por a porta não abrir espetei-lhe mais um ou dois pontapés. Acabei a arrumar a casa para esgotar energias e deitar-me cedo com ainda mais dores nas pernas.

O pior de tudo isto é que se fosse a cara de uma pessoa a coisa tinha-se passado da mesma forma...

Ando muito mas muito cansada. Não que tenha muito stress no trabalho, as coisas têm-se feito bem e a um ritmo porreiro, no entanto e visto ser nova ali tenho dado muito neurónio, muitos GB da minha memória para conseguir o que até agora consegui e consumido cafés e caixas de ampolas de magnésio para me aguentar à bomboca. Os seis meses que apenas iria ficar já passaram a mais seis e estes seis espero que se tornem em muitos anos. Tenho a recepção a meu cargo e tudo o que vem com qualquer recepção de uma empresa, tenho algumas coisas do recursos humanos, contabilidade bem como o arquivo de tudo isso e de toda a parte comercial. Depois é o atender o telefone em que falo inglês, arranho o francês e o espanhol e apanho algumas coisas de italiano. Encomendar coisas, ouvir desaforos de faltas de pagamento e 'n' de outras coisas que vêm por arrasto... Adoro o que faço mas precisava de me saber estável e que ficaria ali. Não para me por à sombra da bananeira, nada disso que não sou dessas, mas não sentir a pressão. Acho que eles já me deram imensas provas de que mais 6 meses posso estar descansada mas eu não quero apenas isso. Quero algo efectivo. Ter certezas e avançar com outros projectos a nivel pessoal.

Não podia pedir melhor ambiente no trabalho, apesar das birras do meu chefe e de algumas parvoíces de colegas mas no fim bem espremidinho e comparado com muitos trabalhos onde estive, aqui é o paraíso. Há gente merdosa como em todo o lado mas papam-se bem... Tenho duas colegas com quem me dou melhor e partilhamos muita coisa: comida, desabafos de trabalho, e-mails e sorrisos e isso chega-me... Apesar dos nossos choques - que não são poucos - o meu chefe pediu-me para não mudar, pois eu era sincera naquilo que dizia e fazia e achava piada ao facto de eu mesmo que estivesse chateada estar sempre de bem com tudo o que me rodeava. Mas isto nem sempre é fácil de conseguir e lá está chego a casa e dá-me uma travadinha qualquer que me faz ter impulsos irracionais. Gostava de poder controlar isso mas sei que tenho muita tensão aqui presa. Tenho muito do passado ainda para digerir e que me vem à tona que me faz explodir.

Penso que o facto de andar aos pontapés às coisas não é mais que um impulso de me proteger do que me rodeia e de no passado ter de me virar conforme podia ou como pudesse proteger-me física e mentalmente. Essa Pobre(o)Tanas por vezes sai cá para fora quando não há necessidade disso. De fazer peito e erguer a cabeça para levar com o embate. Nunca fui de apanhar e ficar de cabeça vergada. Fi-lo no fim porque já estava saturada e pouco ou nada me doia - talvez porque achava que merecia ou por pouco ou nada me restar de amor próprio - contudo sempre tive coragem de olhar de frente o que iria enfrentar e pensar como dar a volta e sair ilesa. E por isso muito de mim ainda anda por aí meio perdido e com a mania de se proteger de tudo e todos. Não é fácil e é uma grande foda lá isso é... Fica-se extremamente cansado pelo desgaste destas sensações negativas. Se eu quisesse isto nunca me acontecia mas como vem também passa mas enquanto eu fico apenas cansada e triste por me ter comportado de tal maneira apesar de já estar bem, tenho de sarar feridas de quem magoei com a minha fúria e isto engloba o meu Jacinto.

Por vezes penso que devo ser como um furacão que arrasa tudo à passagem e no fim, quando se torna não mais que um ventinho, tudo à sua volta tem de ser reerguido após a destruição e isso demora tempo e traz mazelas...

Ando cansada. Por vezes revoltada... E nem sei porque. Depois passa e volta ao normal.

Em compensação tenho feito uma dietazita e já emagreci 4,5kg. Como à mesma mas mais vezes e em menos quantidade. Evito comer porcarias e comer mais fruta e iogurtes. Olho muito para os rótulos das embalagens e vejo as calorias. Tenho bebido imensa água e chá. Fiz análises no trabalho e tenho tudo normal menos o colesterol que está a 192 (uma beleza como dizia o médico perante o colesterol dos restantes colegas Alentejanos e amantes da boa comidinha... alguns apenas com uns míseros 240 ou 270...), no entanto a minha tensão sempre baixa (6-10) pelo que se quero baixar o colesterol não posso abusar do sal, por exemplo, mas o sal ajuda a subir a tensão... Ou seja ou uma coisa ou outra. Porém prefiro baixar o colesterol e ter um desmaio por causa da tensão que ter um AVC daqui a uns anos. Espero sinceramente chegar pelo menos aos 58/59kg porque estas dores nos joelhos devido ao peso têm tido parte da culpa no que toca à minha impaciência. Já fui operada há 7 anos e não vi melhorias a não ser em manter um peso aceitável para não piorar a situação e para quem deixou de fumar acho que perder peso é limpar o cu a meninos. É uma questão de disciplina e pedir a Deus muita força para fechar a boca quando a mesa se apresenta cheia de coisas gordurosas, doces ou salgadas...

Como dizia outrém: Tudo o que gosto ou faz mal ou é imoral...

Deixo a música que me acompanhou esta semana:



(Groove Armada - My Friend)









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08
Mai11
Ok... Parou tudo!


70kg????


Nha-se!


Não te ponhas a pau não!






Regime alimentar e é já!

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03
Abr11
Finalmente alguém que conseguiu expôr o que sinto em relação ao tabaco... Ou à falta dele.

Falo do que o Sociólogo Alberto Gonçalves escreveu na sua coluna "Juízo Final" na Sábado n.º 360, passando a citar algumas passagens porque tentei encontrar o texto online para fazer um mísero copy/paste e não encontrei nada... Também só tentei 1 minuto ou 2...

"Pela primeira vez em quase duas décadas de consumo, podero a hipótese de deixar de fumar (...) Custa? Fisicamente, não tanto quanto a propaganda das terapias de desabituação apregoa. Emocionalmente, desculpem o horrendo termo, é devastador. O problema não passa (sem trocadilho) pela carência imediata: passa pela carência imaginada. O problema é antecipar uma existência sem tabaco.
Queira ou não, recordar a existência com tabaco implica associá-lo a cada instante feliz da minha idade adulta. Se folheio um álbum de fotografias, de papel, disgitais ou mentais, constato uma única permanência.Os lugares são diferentes, as pessoas são diferentes, eu próprios pareço diferente de uns retratos para outros. O cigarro, porém, está sempre lá, e assusta supor que um dia possa não estar. Não é saudade precoce, é a impressão de que talvez o cigarro não se limite a testemunhar os momentos áureos: e se, em razoável medida, foi o responsável por eles?
Nunca ouvi uma ex-toxicómano ou um ex-alcóolico relembrarem com doçura o tempo em que torravam o cérebro ou o fígado. Mas, à semelhança dos amputados, metade dos ex-fumadores que conheço evoca enternecida a época em que o cigarro era parte fixa de si. E suspeito que a metade restante é mentirosa.
Toda agente sabe que, além de um pulmão, fumar pode retirar-ns um pedaço de vida. Falta inventariar os pedaços que acrescenta, uma contabilidade indispensável e impossível."

Gonçalves, Alberto (2011), "Pedaços de Mim", Juízo Final, Revista Sábado, 24-30Março 2011, Pp. 114


As palavras deste homem acalentaram e iluminaram o caminho desta minha alma moribunda pela falta do meu companheiro de tantos e tantos momentos. Afagou-me as costas como que um amigo que está na mesma situação que nós e sabe perfeitamente como nos sentimos ou que descreve aquilo que não conseguimos deitar cá para fora. E por haver alguém que tão bem conhece aquilo que sou enquanto fumadora (ou ex...) sinto-me com forças para continuar esta caminhada. E aqui vamos nós nos 48 dias sem tabaco.

Ontem depois de uma jantarada com amigos do Jacinto em que o ritual de muitos deles sem mantém inalterável levantando-se da mesa, tal e qual como fazíamos, fez com que os meus olhinhos procurassem o primeiro vislumbre de um cigarro a ser sorvido. Aquele olhar envergonhado que é desviado porque a pessoa, sabendo que deixámos de fumar, pode olhar para nós e contemplar não um sorriso mas um esgar de tortura ou um ar completamente transfigurado do nosso ser... Eu estava com medo de me atirar à primeira pessoa que olhasse para mim de cigarro na mão e reclamá-lo para mim tal era a fartura de comida que ainda sentia entre os dentes que me fazia querer aniquilá-la com o sabor de papel queimado com um aroma a alcatrão. Levantámo-nos e fomos ao carro buscar as nossas pastilhinhas de morango e maçã. Para compensar todas estas emoções comi tarte de maçã e bolo de bolacha como se não houvesse amanhã e eu fosse a maior apreciadora de sobremesas que existisse no mundo. Eu que nunca comia destas coisas cheias de natas e açúcar aos punhados dou comigo a revirar os olhos de cada vez que uma colherada cheia de bolachas embebidas em leite condensado se aproxima da minha boca. As papilas gustativas dão saltos e deitam foguetes. A comida tem sido a minha salvação. Mas tenho perfeita noção que estes 7kg que engordei nestes 48 dias me vão trazer dissabores.

Hoje já estou bem... Não tenho vontade alguma de fumar. Amanhã já não sei... Se houvesse um gráfico que medisse as minhas vontades veríamos que a contante não existe...

Ontem pela primeira vez senti falta de ter mais amigos. Ou daqueles que tenho mas estão longe... Já tinha saudades mas ontem revelou-se uma torção de estômago. Os do Jacinto são os dele. Contam-se pelos dedos de uma mão aqueles que posso considerar meus também até porque nestas coisas de amizades sempre gostei de escolher quem quero e não aqueles que vêm por arrasto de quem faz parte de mim. E alguns dele/as dispenso muito bem. Respeito-os e respeito as escolhas do Jacinto. Mas sinceramente tenho alturas que munida de um cigarro nos queixos e uma pá, fazia um bem à comunidade tremendo.

Tenho saudades horrendas deles no entanto esta distância diminuiu os contactos e começo a considerar que amigos mesmo amigos que se lembrem de quem sou de verdade, tirando a família, são zero. Em parte é culpa minha, sei-o perfeitamente. Nunca fui amiga de andar às mensagens, telefonemas... Não gosto que andem em cima de mim e faço o mesmo aos amigos. Durante anos tinha grupinhos engraçados que conseguia manter à base de muita comunicação e saídas mas sei lá eu... As pessoas transformam-se... E não é que me dê trabalho e eu tenha mais que fazer, nada disso, não tenho feitio para me moldar a isso. Não tenho paciência para contar as mesmas histórias 20 vezes e neste mundo a única pessoa que me conhece perfeitamente e as minhas mil e uma aventuras e desventuras é o Jacinto. As pessoas que estão de fora diriam que é mau porque a vida tem mais que uma relação a dois, sei-o e aceito, mas tenho lá eu tempo para me dar a conhecer ou plantar a sementinha da amizade num vaso novo. Deixei de acreditar muito nas pessoas e aqui é tudo tão pequenino que ainda os meus pensamentos estão a caminho da boca já toda uma freguesia inteira os sabe. E tenho muito mas muito que resguardar da minha vidinha e da do Jacinto.

Durante anos estive rodeada de gente mas tão sozinha que questionei a palavra amizade muitas vezes. E outras vezes tão apenas só que me habituei a isso. Daí que esta nossa bolha a dois é tão confortável e segura que meter o nariz de fora e respirar outros ares que outras pessoas respiram, ouvir as suas opiniões e desaforos me causa alergia. Penso que estou tão concentrada na nossa vida a dois, nos nossos planos e criar meios de moldar algo confortável para a nossa existência e da prol que daqui a uns anos nascerá que sinceramente não penso em nada mais. Por vezes prefiro sentar-me ali fora no degrau da porta da cozinha para o quintal e ficar a observar o Pablo e a Pipa a correrem atrás um do outro ou a pedirem-me festas do que ouvir meia duzia de fulanas histéricas a falarem da vida delas ou das outras, do que vão fazer para o jantar ou do preço do arranjo das unhas. Os meus cães têm um poder de reflexão e relaxe muito poderosos e todos os dias dou graças a Deus de os ter porque descanso completamente a cabeça quando os vejo.

Pelo que na sexta-feira ao fim da tarde, depois de uma semana de trabalho, chegámos a casa, mudámos de roupa e fomos até à barragem a pé































E se isto não dá prazer a uma qualquer alma cansada... Não sei o que andamos aqui a fazer...




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O contrato de 6 meses mantêm-se... Foi o que o Dr. Where's Wally? me disse... E se tudo correr bem é para ficar para todo o sempre.

Foi um alívio muito grande, garanto-vos...




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Uma das razões de não ter vindo escrever foi:

FALTA DE VONTADE!

A outra foi ter estado doente.

Na terça-feira passada comecei com dores de garganta algo que já não tinha havia muito tempo. Para que a coisa não piorasse e porque ao deixar de fumar uma pessoa nunca sabe, resolvi ir ao Centro Hospitalar para que dessem uma vistinha de olhos. Saí de lá com uma faringite e um anti-inflamatório.

No dia seguinte, quarta-feira, acordei ainda com dores de garganta, a suar e a cabeça feita num 8... Pensei que tivesse sido de dormir com imensa roupa vestida e ter ainda lençóis polares, pelo que não liguei. Chegada ao trabalho a coisa piorou... Eram 10 da manhã, apesar das dores de garganta e cabeça que me estavam a matar, estava também cheia de fraqueza daí que resolvo comer uma bolacha... Mal feito. 10minutos depois corri para a wc e vomitei o que tinha e não tinha. Nova ida ao Centro Hospitalar. Diagnóstico: faringite + virose.

Uma bateria de medicamentos para tomar uma semana inteira.

Quinta-feira, a faringite dá lugar a uma constipação daquelas ruins que me fez andar a bater mal na sexta e parte de sábado. No domingo passou apenas a expectoração e assim estou eu ainda hoje a ver se descarrego...

Ando viciada nisto:


(Imagem da Web)


Mas só de galinha...

Tão viciada que com estas maleitas todas da semana passada pensei que este desejo incontrolável fosse fruto de uma gravidez não planeada e sem pingo de lógica... Mas como nem tudo é infalível... Passei a semana a pensar em arranjar maneira de comer disto sem dar muito nas vistas ou de que estava a exagerar até porque acompanho somente com banana frita... É parvo eu sei... Mas sou de manias. Há uns meses andei com os legumes com maionese... E desta vez é a Koka com sabor a galinha e quanta mais melhor. E o fenomenal é que é super barato! Trago logo às 4 embalagens. Sabe muito mas muito bem e é tão rápido de se fazer! Não deve valer um cú e deve fazer mal como tudo mas eu quero lá saber. Preciso de massa. Preciso de hidratos de caborno. Preciso de energia! Além disso... Deixei de fumar e preciso de outras coisas.

Não acho é graça ao facto de ter aumentado 6kg de peso desde que deixei de fumar. Mas isso é outra história e garanto que passará num ginásio num futuro muito próximo.

Não saímos o fim de semana todo para descansar e eu recuperar. Também porque estamos lisos, lisos, lisos aguardando o fim do mês. Lisos porque pusemos dinheiro de parte e não lhe mexemos... Infelizmente parece que a ideia de comprar o carro no fim do ano ou o mais tardar em Maio de 2012 (mais um Maio de mudanças como lhe chamo) talvez tenhamos que esperar bem mais tempo do que queríamos porque a moça que estou a substituir no trabalho vai voltar depois da Páscoa. O Dr. Where's Wally disse-me que ela demoraria mais tempo que os previstos 6 meses e que me iria renovar o contrato, pelos vistos assim não o será e eu voltarei para o desemprego... Arrasando por completo todos e quaisquer planos que tinha até ao fim do ano para juntar dinheiro.

Mas parar é morrer e eu mal caia no desemprego no dia seguinte estou a bater a novas portas...

Depois temos o oposto:

A minha mãe foi para a República Dominicana hoje... Ligou-me de manhã e disse-me apenas isto:

- Filha, já vamos embarcar. Espero que estejas melhor. Só voltamos dia 5... Ficamos combinadas que só ligamos uma para a outra se algo de muito grave acontecer. Nós não devemos ligar pois estaremos bem... Pelo menos melhores que vocês porque estamos de férias! Beijinhos.

E pronto... Recado dado...


Até se me aventa o tártaro dos dentes...


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19
Mar11

Bruna Surfistinha - O Filme

por Pobre(o)Tanas
Ontem foi dia de mais um filme. Nós temos fases. Há alturas em que não estamos nem aí para umas coisas e outras em que se não for todos os dias é lá perto.

Desta vez foi o "Bruna Surfistinha - O Filme". 

Pensando que seria um filme fácil de fim de dia em que não teria de pensar muito ou pôr o Tico e o Teco à tareia, esperava pior e confesso que quando vi o livro à venda há uns anos nas prateleiras da FNAC ou da Bertrand não me despertou o mínimo interesse; nem sabia que ia sair um filme até ter dado de caras com essa informação. Daí que resolvemos ver.

Gostei da personagem e da interpretação da Deborah Secco - actriz que para mim nunca foi sim nem não mas que agora sim me convenceu - e da história que o filme retratou. Acho que mostra muito bem como a vida das prostitutas em nada é fácil e que só mesmo matando a alma se pode embalar o que nos resta numa vida assim... a menos que se goste. Porém não me vou alongar num assunto que já está mais que debatido e mexido. 

Hoje numa de ir pesquisar mais sobre a Bruna Surfistinha (a verdadeira) e porque gosto de saber sobre tudo um pouco, fiquei, não desiludida pois não sou pessoa de me desiludir com coisas destas, mas assim a modos que, de nariz torcido por descobrir uma Bruna bem diferente da do filme. Aquela mulher de carácter forte, ambição, que enveredou pela prostituição, e que a Deborah Secco tão bem retratou, por problemas de uma vida (fácil demais?) à qual não se adaptava, pasme-se! Afinal fê-lo porque lhe apeteceu e ao invés da personagem que sai de casa sem os pais saberem, a verdadeira fez questão de avisar a família sobre que caminho ia escolher.

Daí que prefiro a Bruna do filme que a da vida real. Há muito mais mas aconselho a verem o filme e depois pesquisarem para ficarem assim como eu... Parvos com tamanhas tonterias... A publicidade no meio de tudo isto e a falta de tacto da moça...

Não condeno mulher alguma que venda o seu corpo! Jamais! Não vou dizer que é ser-se corajoso mas é preciso ter muita força para asfixiar o nosso eu e o nosso ego e entregar o nosso corpo a um homem que pouco ou nada sabemos dele, que pode ser boa pessoa ou um filho da puta dos piores que nos fará mal, pelas milhentas doenças que por aí andam, pelas trilhentas fantasias do mais obscuro que muita gentinha tem na cabeça, pelos fetiches doentios... and so on... Daí que... Avento a dica para verem e opinarem por vós mesmos!



(Imagem da Web)


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