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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!

11
Out10

Pimentei... Mas já acabou!

por Pobre(o)Tanas

 

 

Os dias têm passado a correr e sinceramente o meu blog tem ficado para último. Por vezes penso acabar com ele - mas já me afeiçoei demasiado - ou dar-lhe um novo ar, mais clean... Logo se vê!

 

Trabalhei durante 3 semanas. Andei tão feliz mas tão feliz! Infelizmente era temporário e já acabou. Contudo deram-me o papel para o desemprego e amanhã vou tratar disso o mais depressa possível. Apesar de odiar estar em casa a receber subsídios (se conseguir será a primeira vez) e não ter um trabalho para me alegrar.

 

Nunca na vida pensei que iria adorar trabalhar numa fábrica a tirar os pés a pimentões. Fardada com um avental, luvas de borracha e uma touca. Eu habituadinha a roupinha de escritório e vestida de avental mas sinceramente foi o melhor trabalho que tive desde sempre. Fui respeitada pelo que fiz, fui paga pelas horas feitas a mais e sei que o que trabalhei foi visto pelos encarregados. Andei mesmo feliz. Confortávelmente vestida e simplesmente eu, sem tirar nem pôr! Acho que faria aquilo para o resto da vida. Mesmo fazendo 10horas diárias, mesmo que tivesse que trabalhar aos fins de semana como fiz...

 

Engraçado... Quando estava a amar um trabalho (não emprego) foi quando tudo terminou.

 

Cá em casa tudo na mesma. O Luís atafulhado de trabalho, as gatas aos saltos e o cão decidiu começar a "vestir" a roupa que estendo na rua. Se bem que há peças que ele acha que não lhe servem e vá de as "arranjar" com buracos. Ontem levou um sovazita. Uma coisa é ele vestir as minhas cuecas outra é tentar "alargar" as camisas que o Luís leva para o trabalho...

 

Não temos tido ido a Lisboa. Ele é mais pela falta de tempo eu é mais falta de vontade...

 

Cada vez mais tenho a certeza que escolhi o sítio certo para viver e deixar de ter arrelias. Longeeeeeeeeeeeeee!!! Completamente à margem do que foi nocivo.

 

 

 

 

 

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31
Ago10

ÓlhásVacas!!!

por Pobre(o)Tanas

 

 

Ir à pesca - mesmo pesca - aqui é tão normal como "andar à pesca" em Lisboa para procurar um sítio paa estacionar, para aguentarmos o totó do patrão e no fim do dia chegar a casa às 9 da noite e só querer duas bolachinhas e um copito de leite para não dar trabalho para lavar a loiça. Pelo que e para não ficarmos com saudades da Capital (que são zero!) num destes dias agarrámos na cana, na mochila, mais uma vez no cão e na "burra" e vá de ir à barragem.

 

 

À chegada uma manada de vacas castanhas à solta touxeram ao de cima aquele formigueiro nas costas que sinto quando vejo um aranhiço mas o Luís vê sempre o lado bom das coisas e para ele ver vacas a menos de meio metro de distância também é tão normal como 2+2 serem muitos. Muitos aranhiços!!!

 

Estacionar debaixo de uns pinheiros. As vacas tinham ficado para trás. E pude apreciar a paisagem e calma do sitio enquanto o meu marido lançava o anzol e o cão avariava a caixa dos pirolitos à caça de paus para comer dentro de água - sim o nosso cão nunca passaria fome visto comer paus como come ração da cara.

 

De repente...

 

 

Vejo uma vaca. Olho para todos os lados. Luís a ponderar no isco. Cão aos saltos atrás de moscas. Olhos outra vez. Duas vacas. Luís lança o isco novamente. O cão resolveu comer bosta de vaca que alguma ali tinha deixado - mais uma vez digo que não morreria de fome. Três vacas. Começo a tremelicar. Chamo o Luís que não me ouve ou porque a voz falhou. Chamo o cão que corre na minha direcção e por sorte de tão detrambelhado que é nem vê as vacas que passaram de três para seis. Prendo o cão. O Luís ouve as vacas e ri-se. Olha para mim e solta uma gargalhada com o meu ar. "Vai lá tirar-lhes uma fotografia!". Entrego-lhe o cão. "Vai mais perto!" diz-me ele. "Por alguma coisa o telemóvel faz ZOOM!". Entrega-me o cão novamente e eu sento-me com ele num tronco de árvore a contemplar a manada das vacas que chegou às 50.

 

Qual savana em época de migração de gnus que bebem água dos rios.

 

O cão finalmente dá conta das vacas e sorrio quando sinto o Pablo encostar-se a mim e que até um boxer feio como ele pode tremelicar de medo como eu.

 

 

No fim não deixámos de apanhar "trânsito" na volta para casa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Que todos os engarrafamentos de Lisboa fossem assim...

 

 

 

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Musiquinha boaaaaa

 

 

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19
Ago10

Finalmente...

por Pobre(o)Tanas

Tenho "ternete" em casa!!!!!

 

 

Pois bem, depois de 3 meses a viver na casa que pertenceu aos pais do Luís, já arranjámos a nossa própria casinha com tudo a que temos direito.

 

Já trouxemos tudinho de Lisboa e só mesmo a minha família me prende deixando pelo menos um fim de semana por mês para os visitar.

 

Temos uma casa LINDAAAAAA!!! Com quintal para a minha bicharada andar à larga! Aliás não podia ter pedido melhor. Parece uma casa de férias daquelas em que passamos 1 ou 2 semanas e depois deixam saudades. Mas esta não é de férias é permanente! Temos o nosso enorme quarto e sala com tudo posto a nosso gosto e arrumadinho! Uma cozinha deliciosa e uma Wc perfeita que cheira tão bem! E claro está o nosso escritório com uma janelinha para o quintal onde as minhas "filhas" se deitam no parapeito para apanhar bicharocos.

 

Estou tão em paz. Só falta mesmo um trabalho. Não há nada e a Fabrica da Fruta tem uma lista interminável de pessoal que quer entrar também. O Centro de Emprego chamou-me para eu ir para o Exército visto estarem a fazer chamadas e eu fui ver como aquilo funciona chegando finalmente à conclusão que do Exército eu so quero distância e que a única coisa boa que esta instituição me deu foi um microondas à laia de prémio de consolação num dia parvo em que mais valia ter apanhado uma bebedeira e ter-me deitado na relva de um jardim catando pulgas e à espera que a bezana me passasse rápido.

 

Portanto e como diz o Sr. do Banco aquando o preenchimento da minha ficha de inscrição como cliente: Sou Doméstica.

 

Estou a pensar seriamente mudar o nome do SouMinha para SouDoméstica como uma homenagem a todas as domésticas deste País e Mundo que não descontando para a Segurança Social têm realmente muito trabalhinho todos os dias e o qual nunca está feito...

 

 

 

 

Tantas coisas aconteceram nestes meses.

 

 

Tal como disse num outro Post, aqui no Alentejo é tudo muito perigoso. Pelo menos para mim. Bichos estranhos que sobem paredes e pernas, barulhos estranhos na estrada tipo cascos de cavalo a bater em madeira às 4 da manhã que me fazem encolher nos lençois com medo de algum homem da saca que me rapte e um sem fim de barragens e lagos em que quase me afoguei a tentar salvar um cão que não era preciso ser salvo.

 

Certo dia fomos passear com o Pablo a uma quinta de um amigo do Luís que tem cães para que o nosso pudesse andar com os outros na palhaçada. Essa quinta tem um laguinho onde os cães andavam lá nos seus banhos. A dada altura o outro cão pareceu-me ter ficado preso nos limos e avisei o Luís. Nisto o meu pai liga-me mas eu nem ouvia o que ele me dizia só olhava para o cão. O Luís já estava a tirar as calças para lá ir mas eu não fui de modos, desliguei o telemóvel e saltei para a água tal e qual um Mitch Buchannon nas Marés Vivas tirando o facto de eu nadar como um sapato ou não ser loira nem ter mamas para ser a Pamela Anderson. Completamente vestida e calçada, com óculos escuros e um lenço na cabeça. Claro que o cão quando me viu na água veio ter comigo na descontra e o Pablo veio atrás para atrapalhar mais as coisas do género "Ena dona estás na água 'bora lá dar uns mergulhos!". Comecei a sentir coisas a enrolarem-se nos pés e pernas e fiquei aflita. Foi o Luís que me salvou saltando para a água para me tirar de lá mais os cães. O pior da história não é o facto de quase me ter afogado mas sim que ao ver o Luís entrar na água com a sua descontração, ele me dizer que a água me dava pela cintura. Ou seja, fazendo ouvidos às palavras da minha mãe quando me ensinava a nadar - Nunca tentar ver se temos pé. E eu nunca vi se tinha ou não pé. Só senti os limos e nenúfares enrolarem-se nas pernas.

 

Certo que rasguei as calças todas, perdi a minha aliança e estou a ser gozada até hoje.

 

 

Mas só com o Pablo temos dezenas de aventuras destas...

 

Desde eu estar à beira água a admirar um moínho de vento que alguém sem muito com que se entreter tinha feito com canas e deixado lá. Ponderei dezenas de vezes se valeria a pena trazê-lo comigo para o por no quintal visto estar tão lindo. Ponderei mais ainda e no exacto momento em que o vou pegar, salta o Pablo da água sem eu ter tempo e passa por cima do adorado moínho que ficou todo estraçalhado.

 

Roeu as cortinas, um lençol e as pás de apanhar os cocós das gatas e numa noite quente enquanto o passeávamos na rua entendeu que um Rafeiro Alentejano pode ser considerado um Pincher e quando foi saudado pelo outro cão resolveu tentar dar-lhe uma de respeito, fazendo peito e soltando um ronco que nem um Orc do Senhor dos Aneis - daqueles bem grandes e feios - se lembrava de fazer. Claro que o Rafeiro Alentejano com uns 40 ou 50 kg quis ripostar. Peguei no Pablo ao colo (nos seus 23kg) e não sei como o elevei acima da minha cabeça. Dei tantas voltas sobre mim com o outro a tentar elevar-se e abocanhar o meu que quando dei conta estava em cuecas no meio da rua. Mais uma vez foi o Luís que me salvou levando o Pablo para uma carrinha de caixa aberta que lá estava.

 

 

Cheguei a casa e tomei meio calmante...

 

 

 

 

 

 

 

No entanto e apesar de já ter apanhado mais sustos que alguma vez apanhei em Lisboa com carteiristas, cada vez gosto mais de aqui estar.

 

 

E agora umas fotos da minha rapaziada toda:)

 

 

 

 

 

 

 

 

E agora vou ali e já volto...

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30
Jun10

 

 

Mas isso não custa nada quando tenho tanta coisa para fazer e tanta roupa para estender numa cordinha ao sol Alentejano - que a faz enxugar num ápice.

 

 

As aventuras têm sido mais que muitas e até acho que o Alentejo é mais perigoso que a Linha de Cascais ou de Sintra em horas críticas mas penso que sobrevivo à meia duzia de bicharocos que descobri que existiam (até parece que não cresci no campo) e aos tralhos que tenho mandado com arame farpado à mistura!

 

 

Mas depois conto!

 

 

Vou-me!

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16
Mai10

Em modo mudanças...

por Pobre(o)Tanas

 

 

 

 

 

Pois é... Se tudo correr bem no próximo fim de semana a nossa "burra" irá carregadinha com mais 1% da nossa tralha para terras Alentejanas.

 

Hoje já foi atulhada... De 8 caixas cheias de roupa minha e um par de sapatos do Luís...

 

 

E agora é aguardar mais 5 dias pelo regresso...

 

Custa tanto estar longe dele... Parece que deixo de respirar.

 

Vou-me dedicando à caça de caixas de papelão para arrumar as coisas e deitar fora lixo que não interessa.

 

Curiosa a quantidade de lixo que armazenamos em apenas 2 anos em casa. Nunca vi tanta tonelada de papel. Tanta revista. Tanta roupa. Tanto "Eu não sei o que é mas é engraçado e por isso guardei" e mais ainda "Eu não preciso disto para nada mas vou guardar porque amanhã posso precisar" como é o caso de uma resma de cartolinas às cores de tamanho A5 que guardo desde os meus 14 anos e que me acompanham desde essa época. Deve ser para fazer coisas para os meus filhos.

 

Tanto caderno por escrever. Tanto rascunho de escritos - 90% disso foi lixo - tanto canto de folha rasgado para escrever nomes de músicas que queria ouvir uma vez mais.

 

O Pablo anda encantado a ver coisas giras aparecerem do nada. Anda felicissimo de volta do saco do lixo surripiando coisas que possam ser mastigadas e feitas em pasta com baba. Já à Piggy e à Zappa este quadro é-lhes muito familiar então têm-se mantido de parte. No entanto e verdadeiramente este quadro é totalmente diferente: não é trouxa feita à pressa, teremos melhor qualidade de vida e acima de tudo estamos ao lado de quem nos ama e so isso muda tudo.

 

Vou voltar às desarrumações.

 

 

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04
Mai10

Já estive mais longe...

por Pobre(o)Tanas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não de o ser mas de ter...

 

 

Pois é. O Luís conseguiu trabalho no Alentejo na área dele e mais cedo ou mais tarde pisgo-me também.

 

 

Agora é só arranjar casa, arrumar a trouxa e ala que se faz tarde!

 

 

 

 

 

Acabou-se o trânsito. Acabaram-se os barulhos de sirenes e aquele burburinho nocturno de cidade que pouco dorme.

 

 

 

Poderei deixar de fazer o buço e aparar as sobrancelhas se me aprouver! E dar um traque que só a terra e a lua serão testemunhas e não as 20mil pessoas que partilham o mesmo autocarro comigo de manhã.

 

Por falar em autocarros! Lá só ha um de manhã e outro à noite!!!!! E acho que às vezes nem há! AHAHAHAHAH SOU FELIZZZZZZZ!!!

 

 

Posso ir trabalhar para um supermercado ou mesmo numa lojinha de rua e andar de chinelos. Não vou ver mais carros estampados e aturar ranhosas de sapato de salto alto. Vou ouvir os passarinhos o dia todo. Vou poder esturrar ao sol Alentejano aos fins de semana e ao fim de um dia de trabalho. Gelar com o frio seco que por lá faz no Inverno e tremelicar debaixo de um casaco de penas todo roto sem ter problemas que olhem para mim!!! Não vou ter Centros Comerciais onde poderei estourar o dinheiro para me arrepender depois. Nem Mc Donald's (esta parte é a única coisa que me faz assim espécie mas nada mais) para aliviar os stresses porque poucos vou ter.

 

Vou ter uma vaca leiteira chamada Camélia!!!

 

Os meus bichos poderão correr à vontade e a Zappa deixará de ser virgem para se tornar uma "filha" vagabunda. O Pablo irá esticar-se debaixo das árvores e correrá tanto que se vai tornar um cão totalmente atlético e saudável. E a minha Piggy será a mesma badocha de sempre atrás das moscas e bicharocos que apanhar.

 

E além disto tudo terei tempo para o Luís e mais tarde poderei criar os filhos num sitio calmo e longe da violência citadina.

 

 

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Faz amanhã 23 anos que abri um olho para o mundo. Assim tipo vesga. 5 anos depois descobre-se que era apenas miopia.

 

 

 

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15
Set09

Coisas que se fazem por lá...

por Pobre(o)Tanas

 

 

 Apresento-vos um dos melhores amigos do Luís... 

 

 

O Ruca!

 

O Ruca é um burro - como já deu para reparar - mirandês apesar da pelagem dele estar a cair... O Ruca é um burro tolo que se rebola na terra para tirar piolhos e carraças. O Ruca come melâncias e faz muito barulho. O Ruca é um burro que não faz juz ao nome... Uma vez que não anda se nos montarmos nele...

 

Chamem-lhe... Burro!

 

É um gordo!

 

 

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Este é o Tuba-Rão...

 

 

 

 

Depois de uma tarde de pescaria, ganhei ao Luís não em quantidade mas em peso com este menino... Foi devolvido ao lago com os restantes manos, obviamente - Não vá a PETA vir aí...

 

 

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E pronto passo os dias Alentejanos assim...

 

 

 

 

 

 

Voltem férias! Estão perdoadas!!!

 

 

 

 

 

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14
Set09

Carreirisses...

por Pobre(o)Tanas

 

 

Este fim de semana fui novamente para o Alentejo.

 

Chegámos sexta e no Sábado à noite, depois de tomar café e fazer algum tempo porque ele não queria ver o Michael Carreira, eram umas onze da noite, lá nos montámos na "burra" directos para as festas de Vila Viçosa... Meia hora para estacionar porque o Tolo queria levar o carro o mais perto possível - mesmo à homem - e acabámos por encostar a 4 Rodinhas a 1km de distância após duas dezenas de asneiras, meia centena de *BUFAS* e três ou quatro "Eu bem te disse...".

 

Chegados ao recinto o "show" Carreira ainda deveria estar a 2/3... E mais uma vez alguém "grafonolou" um "Eu não te disse??"...

 

Como apertou a fome de goluseimas dirigimo-nos à paparoca que essa sim é que caiu bem demais.

 

Mas o Michael "Miguel" Carreira não é muito, digamos que, invisivel e inaudivel... O homem ouvia-se, talvez, em Lisboa para mal dos meus pecados.

 

Digo já aqui que não tenho nada contra a música dele e nem me estou a defender e vão já perceber porque...

 

Para mim, até àquele dia, o filho mais velho do Clá Carreira era-me indiferente e não mais que isso.

 

Como qualquer artista tem as suas fãs, tem os seus quês, tem as suas merdices e isso já lá foi no tempo dos Excesso e dos Backstreet Boys que me fazia comichões e pele de galinha.

 

Como sou uma pessoa que dá o benefício da dúvida, enquanto trincava o meu pão com chouriço deixei-me ficar a ouvir com atenção o que o moçoilo poderia dizer para que eu pudesse ter uma opinião formada para que quando ouvisse bem ou mal dele pudesse intervir porque tinha visto e ouvido e não porque lera numa revista cor-de-rosa na sala de espera da dentista.

 

E ouvi...

 

Ouvi merda!

 

 

E por momentos tive vergonha de ter 22 anos porque ainda vou chegar aos 23 (idade que o rapaz disse ter) e poder, eventualmente, ser tão "poucoxinha"...

 

Após o fim de uma das músicas - cujo ritmo bate sempre no mesmo - o Michael Carreira solta algo como isto:

 

- Blá blá as raparigas de Vila Viçosa são lindas e eu sou solteiro mas tenho que vos confessar uma coisa... Como sabem eu sou tímido... E não acreditem no que as revistas dizem mas... Tenho 23 anos e sou virgem...

 

 

UAUUUUUUUUUUUUUUUUU

 

Miúdas a gemerem, a espernearem-se e a gritarem "ÉS TÃO BOM, ÉS TÃO BOM"... Como numa dança de perús que beberam cafeína em época de acasalamento.

 

Acho que o chão até tremeu - O Luís não deu conta porque estava embeiçado pelo meu pãozito. 

 

Depois de meio minuto de berraria - mais alta que os foguetes da festa que normalmente são históricos - chama uma gaiata ao palco e diz-lhe que podem ser ou namorados, ou amantes ou o raio que o parta, durante 5minutos... (A duração da música)...

 

Se não tinha opinião formada acabei de a ter... Ele realmente pode ser virgem mas que guardasse isso para ele uma vez que não tenho nada a ver com essas questões nem maior parte das pessoas que ali estavam e não tem que incentivar relacionamentos "fast food" a ninguém, principalmente a garotas que se baseiam nos Morangos para viver as suas vidinhas... Ou seja, agarrar nele e manter o nível de um homenzinho de 23 anos e não num parvalhãozito armado ao pingarelho com meninas.

 

Se é a forma de Macho Latino dele, se é a maneira como conduz os espectáculos, dar numa de galã barato, posso adiantar aqui que mesmo com aqueles fatinhos brancos e de fato de treino os Excesso e os D'Arrasar - apesar da minha visão de adolescente distorcida - eram bem mais apresentáveis e não falavam de virgindades em palco... No mínimo mandavam umas toalhas suadas para o público para este andar à porrada cá em baixo e mais tarde usar a toalha para limpar os pés depois de Educação Física.

 

Dei mais uma trinca no meu pão com chouriço e disse ao Luís para irmos dar um giro apesar da vontade dele de ir à tenda dos tiros e acabar à chumbada ao Carreirinha.

 

Valeu-me o entusiasmo dos homens Alentejanos... O Michael Carreira pedia para baterem palmas e eles

 

 

 

 

 

  

(Foto tirada da Net)

 

 

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Gosto do meu sossego mental...

 

 

 

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