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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!


 

 

Exmos Senhores

 

Apresento os meus cumprimentos.

 

Serve o presente para, e após pensar um bocadinho porque existem coisas que não nos vale de nada pensar muito, rescindir, de imediato, o contrato de trabalho que mantenho com V. EX.ªS há pouco mais de um mês.

 

Como já se perguntaram hoje algumas vezes, não muitas porque efectivamente não me vejo como colega desejada dentro do vosso estabelecimento, onde estarei eu e porque ainda não apareci para efectuar o trabalhinho de sempre, posso dizer que estou muito bem e melhor ainda fiquei quando desliguei o despertador de manhã e decidi entre um "vai não vai", que mudou de imediato a minha disposição, todo um conjunto de valores que me foram incutidos e se valeriam a pena ser desperdiçados convosco. Mais ainda, levantei-me à hora de ir trabalhar e consegui ir à casa de banho descansada coisa que de há um mês para cá não me sabia tão bem, pois despejei via anal toda a vossa ignorância, maldade e estupidez que infelizmente suportei estas míseras semanas e se espalharam como veneno dentro de mim.

 

Como para esse tipo de veneno não existe grandes antídotos e se existem devem estar guardados com os Santos porque só estes vos conseguem aturar, resolvi fazer à minha maneira - que não é mandar os problemas para trás das costas, não senhor - mas sim cagar de alto para o que me faz mal. Se não me sinto bem em determinado lugar, mudo-me. E isto até há uns anos tinha sido somente quando ia a uma discoteca ou a um qualquer estabelecimento que fosse mal atendida. Depois passei para a fase das amizades. Amigos que fazem mal = amigos não prestam. Lógica da batata. Com a experiência profissional esta forma de ver as coisas acentuou-se pelo que, sabendo o que valho, ninguém pode dar sem ter.

 

Se sei que poderia ser uma mais valia para vós? Sei! Se V. Ex.ªs preferiram ignorar-me? Também. Pelo que um novo jogador não consegue integrar-se numa equipa se os outros não lhe passarem a bola nem tao pouco saber que tácticas de jogo mantêm se não lhas explicarem, não existe forma de andar para a frente.

 

Como percebi de imediato que a vossa equipa - unida numas coisas e maldizente noutras quando um dos vossos vira as costas - é impenetrável (e ainda bem porque para manter uma empresa há que defender e atacar) e uma vez que fui a jogadora que se sentiu lesada pela falta de informação, entreajuda e companheirismo (não é companheirismo de conviver com V. Ex.ªs ou saber das vossas vidinhas nem nada disso porque eu cá gosto muito de separar as coisinhas) e fui aquela que manteve uma certa calma até um ponto de não retorno, também sou a jogadora que sai a meio do jogo e pensa "Agora façam como entenderem".

 

Não passei o que passei em toda a minha vida profissional - poucos anos mas aquilo que interiorizei parece que foram muitos mais - e pessoal para sequer ser posta como mais um móvel de escritório e fazer coisas que nem me explicaram certamente para onde vão e como têm de ser feitas. Aprendi secamente trabalhar com uma vossa ferramenta de trabalho que me deu mais dores de cabeça que outra coisa qualquer e que a meu ver vos fazer perder tempo e dinheiro, e o que consegui explorar foi por mérito próprio. Para ao fim de um mês me dizerem que certas coisas são para fazer de determinada maneira quando fiz tudo mal para trás por não mo terem dito de início. Uma coisa mantive do que aprendi antes: a conversa da treta que esse mundo nos faz manter, de resto pouco ou nada consegui adquirir de vós que não fosse dito por meias palavras ou um "Dá cá que nós fazemos" como se eu fosse uma coitadinha que não tivesse miolos para pensar e mãozinhas para trabalhar.

 

Não pesquisei mais por opção. Sou sincera. Até porque vi que não ia a lado nenhum. Mas também porque cheguei a um ponto que tinha medo de carregar numa qualquer tecla e desse um "error" qualquer que me fizesse telefonar ao pobre coitado que faz quilometros e quilometros, encostasse o carro e enviasse a documentação toda outra vez como se ele não tivesse um dia com 24 horas como nós, quase uma duzia de peritagens, e família em casa, enquanto quem poderia fazer isso sem qualquer problema e tão perto (mesmo ao fundo do corredor) não lhe apetecia fazer ou estava ocupado a retirar as restantes ferramentas de trabalho a quem tinha perdido o processo por erro informático. Como podem reparar é tipo bola de neve ou um circulo que se fecha no ponto em que começou, ou seja em mim!

 

Noutros tempos, uma coisa que aprendi foi a chamada "verticalidade". Um processo entra comigo e sai de mim, eu sei o que se passa com ele e não existem informações fora desse processo. Tudo o que o representa de forma escrita e agora virtual está com ele. PONTO! Não existem e-mail's nas pastas de outros colegas que não facultam informação para que possa defender a camisola da minha empresa ou defender a honra das pessoas seja do perito, do administrativo, do proprietário da viatura ou da Seguradora à qual se prestam serviços.

 

Tão bem coloco as minhas armas à disposição da minha empresa e dos meus peritos (que para mim são enxovalhados dia após dia por vós quando não sabem o que passam porque vós tendes uma cadeirinha para sentar El Real Cagueiro) como tambem tenho armas para defender um proprietário que precisa de um veículo para trabalhar e dar de comer a quem tem em casa à espera dele. Como sempre devem ter vidido na cidade nunca repararam nos passarinhos de biquinho aberto, que aguardam a chegada dos pais para comer. Nem o National Geographic na Sic à hora de almoço porque estão enfiados no cabeleireiro a arranjar o cabelo, unhas e restante pintelhagem. Mas isso são outros quinhentos e vivências de uma vida que tive e tenho e que não trocaria pela melhor que um de vós possa ter dentro desse conceito de "quanto mais melhor".

 

Não cheguei a essa empresa para fazer amigos. Cheguei para integrar uma equipa que é, ao fim e ao cabo, inexistente. Não criei problemas. Aliás não faz parte da minha maneira de ser. E falando francamente tive o que pedi quando fui trabalhar convosco: não olhassem para a minha idade e tivesse um feed-back da Administração. Nunca olharam para a minha idade e feed-back não tive porque não me apeteceu procurá-lo. Assim como assim teria de passar pela "parte feminina" do feed-back que precisava ter e essa - como capitã de equipa - tambem não ajudou em nada bem pelo contrário. Depois ha toda uma panóplia de mentes dentro dessa empresa que dava para escrever um guião de um qualquer filme do Onda Curta da RTP2. Mas isso é entrar pelo lado negativo das pessoas e eu não tenho isso muito em conta até porque, e numa conversa que veio parar a mim mas que não me era dirigida, sou a "macaca" ou a "gaja" que quando acabar o que tem feito "acho bem que comece a abrir peritagens". Como cada um tem o seu tempo e sem ferramentas, informação e o tal blá-blá-blá que já mencionei anteriormente, não existem milagres... Fico-me por aqui.

 

Agora já podem ficar com o meu monitor. Escusam de retirar o daquela senhora que está de baixa com cancro como se ela já tivesse morrido que foi o que quiseram fazer...

 

Sem outro assunto de momento, reiterando os meus cumprimentos, me subscrevo

 

De V. Ex.ªs

Atentamente,

 

 

Pobre(o)Tanas

 

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Ora isto era o que queria dizer... Infelizmente fico-me por não atender o telemóvel... Mas está gravado no e-mail... Não me vá apetecer!

 

 

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