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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!


 

Queluz, 28 de Novembro de 2008

 

 

 

 

Ex.ºs Senhores,

Apresento os meus cumprimentos.

Venho com o presente mostrar o meu desagrado no que respeita às condições do prédio onde resido na Praceta **************. Espero que aquilo que vou escrever, seja lido por alguém que conheça os meus senhorios ou melhor, que seja da família destes, porque não fazem nada para que os inquilinos vivam sem riscos e nem sequer assumem uma responsabilidade deles que se esta a tornar um risco para os moradores do prédio em questão e para os que vivem em redor.

O "nosso" prédio está em avançado estado de degradação a nível exterior o que em nada se compara com o interior dos andares que todos nós temos mimado tanto e mantido conforme as posses de cada um. No entanto o senhorio nada tem feito para "mimar" o que lhe pertence e os moradores apesar de tudo conseguiram dinheiro para a compra de uma nova porta de entrada - comum a todos - para que não estivessemos tão expostos aos riscos que a noite poderá trazer, mudaram os interruptores da luz de todos os andares e têm mantido mais ou menos as coisas por amor àquilo que (n)os une como uma família de tantos anos a viver em conjunto.

No entanto o que nos tem dado mais trabalho é mesmo a claraboia do prédio. Todos os anos os vidros partem-se e mandamos colocar novos. Contudo este ano tal será impossivel de fazer porque a madeira da claraboia está podre logo os vidros mais cedo ou mais tarde cairão porque esta não os sustém. Sem vidros os pombos e ratos entram para o prédio minando tudo, chove lá dentro alagando os andares e mais perigoso ainda - porque maior parte dos moradores são idosos - tornando as escadas escorregadias e quedas dificeis de evitar. As nossas escadas estão cheias de toalhas, alguidares e tapetes que vão absorvendo a água. Qualquer dia temos musgo colado ao tecto para enfeitar um presépio.

São quatro andares e só 2 pisos estão habitados, os restantes estão à mercê do tempo. As pessoas foram morrendo e os pertences que deixaram continuam dentro dos andares em questão. O senhorio não os aluga, não faz obras, não limpa as casas e os quintais que estão cheios de bicharada que nos sobe para as janelas - desde osgas a pulgas que passam por debaixo das portas dos andares desabitados - Mais! O sistema de canalizações está velho e podre, temos os tectos das casas de banho a cair e já se conseguem ver os canos. Os estucadores não podem fazer mais nada porque o estuque não agarra ao tecto com tanta humidade. O senhorio, apesar das queixas, não tem feito rigorosamente NADA para alterar o estado de degradação do prédio. Muitas cartas foram enviadas em vão. Pior, além de constituir um risco para os moradores, o nosso prédio é um risco para os que estão ao lado. Foco mais uma vez a persistência de nós, enquanto inquilinos, para mantermos a situação através dos nossos meios e próprias mãos. Não conseguimos manter esta situação mais tempo. Já avançámos com mais cartas e vamos aguardar novidades.

Isto só serve para envergonhar os donos em questão e para mostrar que apesar de não podermos ir para outro sítio porque não temos posses para pagar mais por um aluguer, que queremos, no mínimo, viver com dignidade e conforto. Saber que estamos em segurança e que os que ao nosso redor vivem, que a possuem tambem.

Apesar de ser uma inquilina com idade para ser neta dos meus vizinhos, quero acreditar que passarão os restos dos seus dias sossegados e sem problemas a passear no Jardim e que vão regressar ao quentinho das suas casas sem lhes cair bocados de madeira, vidro ou tijolo enquanto sobem as escadas...


Obrigada por me lerem.

Bem hajam

 

 

 

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