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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!


18
Nov08

 Mail enviado hoje de manhã, após conversa de ontem...:

 

 

 

 

Bom dia, A. Sei que depois da conversa de ontem, não ha muito mais a acrescentar ao que foi dito. No entanto, e uma vez que frente a frente por vezes é dificil dizer as coisas, faço-o por esta via que exponho muito melhor aquilo que quero dizer.

 

Como disse, não te vou pedir nada, não vou exigir nada. Também fiquei confusa porque se antes eu exigia e uma vez que não podias dar, tu "fugiste" por não saberes o que queres, agora que tomei a posição de te deixar estar da maneira como sentes e és, sem querer nada em troca, tu mais uma vez não sabes que voltas dar.

 

A pergunta que coloco é "Afinal, como me devo comportar?".

 

Fazer-te perguntas até tudo estar resolvido na tua cabeça e na minha, estar constantemente a exigir que estejas comigo ou pelo menos para teres a certeza do que queres?

 

Ou deixar-te livre para seres tu a querer as coisas, aproveitar os bons momentos, rir, sair e não andar cá com merdas de "epah ele não gosta tanto de mim como eu gosto dele"? Elucida-me porque sinceramente não sei que postura adoptar. Apesar de gostar mais desta segunda, porque me sinto bem melhor com ela e menos pressionada comigo mesma.

 

Expliquei-te ontem que não te amo tal como tu não me amas. Gosto muito de ti, porque és uma pessoa cinco estrelas, és tudo aquilo que talvez eu precisasse na minha vida para ela estar 100% completa. Contudo amar uma pessoa é preciso MUITO tempo, é preciso cuidar das coisas vividas em conjunto, ter aquele companheirismo, saber o que o outro pensa, dizer as coisas numa conversa a dois sem medos, gostar de estar com aquela pessoa mesmo com os defeitos todos, dar peidinhos e rir com isso, ou seja, dividir as batatas fritas.

 

O que poderá haver entre nós é paixão, a face sexual de cada um ao rubro, gostarmos da companhia um do outro, mas uma vez que não há um passado em conjunto (coisa que se cria ao longo do tempo seja numa relação amorosa, seja numa amizade) e temos vidas tão distintas, isso traga medos.

 

Se me perguntares se quero apenas "isto", digo-te já que não, mas se me perguntares porque não salto fora, digo-te também que se tive uma relação de 7 anos também ela começou assim, tirando o facto de ele no inicio passar para outro passeio so para não me falar. Mas criaram-se laços e construiu-se uma coisa em conjunto. Fomos bons companheiros de lutas. E não se andou aí a medir sentimentos. Quando ele achou que me amava disse-o e provou-o nos anos seguintes. Agora medir sentimentos não se mediu. E atenção que não estou a comparar-te a nada. Só estou a expor uma situação. E acredita que eu era bem pior, porque era uma miuda mimada e ele mais velho e coerente que eu.

 

Se quiseres estar sossegado, ver onde poderá dar, sem stresses, sem preocupações, A., epah é na boa porque vou manter o mesmo comportamento que tenho mantido desde que nos vimos desta ultima vez. Se não temos ninguém, se somos grandinhos, se não há coisa que impeça na tua cabeça, é andar para a frente e quando não der, sentamo-nos e conversamos.

 

O amor não se dá assim em meses. Não, meu amor de homem, o amor cresce com o tempo, é moldado com as coisas vividas, com as barreiras ultrapassadas, com amizade. A paixão é efemera, poderá haver uns tempos depois, porque há pessoas que ainda a têm pelos que amam, mas apenas em pequenos rasgos de ilucidez. Amor é cuidar. Podes amar um amigo. Tu já me amas como amiga, porque a forma como me tratas di-lo. E o amor não precisa de ser brusco, amor que leve à morte. Não! Amor pode ser uma coisa pacífica. Ver o por-do-sol, rir com uma gaffe, passear de mãos dadas e dizer "lembras-te quando estivemos aqui?". A paixão é aquilo que se dá quando me vês nua ou com umas calças que me favoreçam o rabo. Mas o meu rabo vai descaír e um dia não serei tão perfeita aos teus olhos, nua, mas quando eu estiver com as maminhas descaídas, com o rabo flácido e se tu ainda aí estiveres para ver, e se gostares de mim da mesma maneira como agora, a isso se chama amor.

 

Se achares que não, que a tua consciencia não to permite, e agradeço o facto de seres sempre sincero, somos amigos e não passa disso. E quando digo "não passa disso", não passa mesmo, porque lá está, à 1.ª foi desconhecimento, à 2.ª foi porque eu quis, mas 3.ª comigo não há... E uma vez amigos não há mais retorno porque também eu quero a minha vida estabilizada e não me sentir "um passa-tempo". Porque se andarmos sempre "a ver se é desta vez" e depois parar, recomeçar, parar e nunca passa daí, vou acabar por me sentir mesmo um joguete.

 

Não vou dar por tempo perdido, e esta capacidade de perdoar as pessoas, de as escutar e aceitar os seus sentimentos sejam eles quais forem, tem sido uma coisa que tenho aprendido a gerir dentro de mim. E digo-te, sinto-me tão leve quando perdoo, quando deixo a pessoa expor o que sente mesmo que não vá de encontro àquilo que sinto, que só isso me faz sentir melhor ainda.

 

Como te disse tambem, ja quase que não tenho medo. E tenho força suficiente para começar sempre do zero...

 

Mais uma vez te dou aqui a oportunidade de escolheres, se sim sem medos, sem medir sentimentos, sem nos preocupar-mos com isso, se não, porque não podes, não deves... Mas digo também que pareço mais forte do que aparento e também sou mais fraca do que aquilo que gostaria de ser...

 

 

 

Beijinhos

 

 

 

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8 comentários

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De Ana a 18.11.2008 às 12:39

Como eu entendo a parte: "... No entanto, e uma vez que frente a frente por vezes é difícil dizer as coisas, faço-o por esta via que exponho muito melhor aquilo que quero dizer."

e como eu gostaria de ter percebido com a tua idade que é tão melhor assim... sem exigências, sem pedidos...
mas olha mais vale tarde que nunca!

ÉS GRANDE MIÚDA!
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De Pobre(o)Tanas a 19.11.2008 às 09:06

Deixa lá, Ana, estamos sempre a aprender...

A ti, sabes que te desejo coisas boas:)

Sou grande mas só de tamanho comparada a ti:D

Beijinho na bochecha e no nariz:)
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De samueldabo a 19.11.2008 às 10:09

Querida J.
Ia todo lampeiro direito ao desafio, a ver bem o que me pedias e eis que me deparo com este exercício de extirpação de sentimentos, acareação de objectivos, dissertação sobre a paixão, o amor , a amizade, como se fosses grande, madura, vivenciada, a chamares o gajo à lide, a olhar-te nos olhos, a abrir o coração e a mente, a descobrir-se e a tentar descobrir-te, porque vales a pena. Ou a afastar-se, antes que o rabo te descaia e as maminhas desenrijem. E te ofenda, porque o amor não é só corpo, nem só sexo, é alma.
A pobre no seu melhor estilo. Cheia de força de dentro das suas fragilidades, quem as não tem? Mas forte nas suas convicções. Sublime pelo seu lado feminino em afirmação, em evidência do novo rumo que fará história na humanidade.
Força J...Tens mesmo só 21. Ás vezes chego a duvidar!...
Beijinhos grandes, de amigo
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De Pobre(o)Tanas a 19.11.2008 às 10:25

Amigo Samuel... Ele foi embora... Teve medo...
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De samueldabo a 19.11.2008 às 17:31

J.
De repente comentários moderados?!...Aconteceu algum imprevisto? Ou previsto inadmissível?...
Se ele teve medo, vai ter de arranjar uma matilha de cães...
Beijinhos
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De Pobre(o)Tanas a 19.11.2008 às 17:47

Samuel, o mail do sapo hoje nao recebe os comentários. E pensei que modificando as minhas preferencias servisse para alguma coisa. Mas ja retirei a moderação. Comigo e aqui não a há. Quem vier é para comentar como bem entende. Nao tenho medo das palavras que não me soem bem. Aceito-as e se quiser, sempre posso refutar ideias.

Ou arranje meia duzia de gatos:D
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De Joanina a 20.11.2008 às 05:53

Uma pessoa que sabe tão bem o que e o amor, mais dia menos dia vai dar de caras com ele, e com a pessoa que o merecer. Só pode!!
Bj da Jo

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