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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!


28
Fev13

Sou assim...

por Pobre(o)Tanas

Quem me conhece sabe bem que eu gosto muito das pessoas, gosto mesmo mas eu não tenho capacidade nem disposição para dar tanto de mim como me é exigido constantemente! Nunca fui pessoa de grandes amizades. Tive/tenho/vou tendo algumas mas porque infelizmente tenho tido imenso "trabalho" em manter uma harmoniosa relação com os meus familiares mais próximos que no que se trata de amizades não tenho capacidade para tamanha dedicação. Sei que um dia, quando for velha e só, que me vou arrepender mas como disse, aquilo que passo com a família é tão intenso, tão trabalhoso que penso que se eles que me trouxeram ao mundo assim são porque carga de água os de fora não farão pior? E tenho lá feitio para me dedicar a algo que mais cedo ou mais tarde vai c'os porcos... Adiante...

 

Tudo isto para dizer que soube da opinião nada positiva de uma pessoa que foi minha amiga outrora e que aquando o fim da nossa relação - nem foi bem fim, dei um tempo a esta amizade que me consumia mas as coisas foram-se arrastando para um fim inevitável - a moça ficou deveras ofendida, revoltada, triste e claro só não me chamou de santa pois que não estive lá no momento que ela mais precisava. Sei perfeitamente porque me afastei e nada teve a ver com o problema que ela tinha (nao tendo) e com o qual precisava mais de mim. Aquele problema foi apenas e somente a gota de água num reservatório que eu tenho e que demora imenso a encher.

 

Nunca tive paciência para pessoas com imensos problemas. Mas atenção! Problemas que só existem nas suas cabeças. Sou prática, decidida q.b. e confusões não são comigo. E a cada passo que uma pessoa dá, se vê um problema, um obstáculo e o filme começar como uma tragédia grega, uma atitude de derrota total sem sequer observar o que tem diante de si para saber se consegue ou não ultrapassar, decididamente não é comigo! Eu corto, eu fujo, eu desapareço! Por mais que acalente, abrace, dê colo, empurre, estimule, sorria, dê força e tudo aquilo não chegar e quererem sempre mais e mais e mais não é para contar comigo! Aturo dias, meses, anos... Mas tudo tem um limite.

 

A pessoa tem todo, mas TODO, o direito de ficar revoltada comigo e de nunca mais querer dirigir-me a palavra mas eu não sou pessoa negativa. Eu detesto negatividade! Tive tanta na minha vida - e sempre tentei sacudi-la do pêlo - que ter um encosto sempre triste, com problemas (reitero que são apenas na sua cabeça), gravemente doente (mais uma vez a gravidade da coisa é posta em dúvida) e a querer constantemente atenção, não é para mim! Mais! Se tem tantos problemas como se diz ter, se se mete em mais ainda não contem comigo! Se se tem falta de algo para que fomentar ainda mais esse vazio? Não, não e não!

 

Por isso as pessoas vão passando na minha vida e só algumas (muito poucas) ficam porque ou convivem comigo sem exigir muito ou não convivem! 

 

Já tentei manter uma relação de amizade coerente, sem altos nem baixos mas ou a pessoa se afasta ou afasto-me eu. E com quem me dou melhor é com aquelas pessoas que só me ligam lá de longe a longe mas sei que se precisar e elas precisarem estou/estamos à disposição! Nunca tive feitio para mais e quando vejo que a amizade se começa a tornar muito sufocante, corto!

 

Continuo a achar que a pessoa tem razão em estar p*** da vida comigo mas eu não aguentava mais. E não estou a escrever isto à laia de sentimento de culpa recalcado, nada disso... É para me lembrar, quando for velha e só, o porque de estar assim... Eu não tenho capacidade para mais do que aquilo que dou!

 

Lamento!

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26
Fev13

Livros e mais livros!

por Pobre(o)Tanas

Desde que fiquei de baixa (às 33 semanas) até hoje tenho lido alguns livros no tempo livre que me resta...

 

E tem sabido tão bem fazê-lo com a minha pipoca pertinho de mim, quentinhas ao pé da salamandra!

 

 

 

 

 

 

 

(Todas as imagens retiradas da net)

 

 

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24
Fev13

De pequenino...

por Pobre(o)Tanas

 

 

Já ando a ensinar à minha catraia as coisas fixes da 'ternete!

 

 

 

Dois meses e meio...

 

Já dobra o riso, tem imensas cócegas, já faz as suas "conversinhas" connosco e sózinha com os seus bonecos.

 

Está super crescida e cada vez mais linda!

 

Super inteligente (sai ao pai, felizmente!)

 

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E estou a meio da minha licença parental.

 

Sinceramente apetecia-me mandar o trabalho às favas e criar a minha filha como se fazia antigamente. Mãe em casa, pai no trabalho. Se o coitado fosse um engenheiro dos bem pagos... Mas pronto é um engenheiro dos pobres. Giro e todo bom que dói mas dos pobres! Já tive sorte em pescá-lo por isso calo-me e fico feliz com o que tenho.

 

E por falar nisso faz 4 anos que começámos a falar... Por esta altura... 

 

Ele em Angola. Eu em Queluz armada em durona perante a vida. Imaginava lá eu que as coisas iam correr bem, iamos viver para uma aldeia no meio do Alentejo e que íamos ter uma filha linda e maravilhosa?

 

Abençoada internet que me ofereceu toda esta vida fantástica que tenho! 

 

Além de me ter ajudado em momento críticos da minha vida, desabafando neste blogue, criando amizades, ajudou-me a conhecer o meu homem. E agora longe de alguns amigos queridos, vou mantendo contacto com eles através dela. Por isso é com todo o gosto que ponho a miúda em frente ao pc!

 

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Releio certos posts destes anos que passaram e rio-me imenso! Pergunto-me por vezes como conseguia dizer, fazer, acontecer... Cresci tanto. E calo-me mais. Há coisas que já não digo. Deve ser para ficar bem. Oh sei lá! A vida na altura exigia que fizesse frente às coisas e pessoas. Precisava de impor o que era e sentia para não sair ferida mas hoje não preciso. Hoje pouco ou nada me fere, felizmente. Tenho um homem ao meu lado que não me faz sofrer. Em quase 4 anos juntos nunca este homem me feriu com um acto ou palavra. E eu sinceramente já merecia alguém assim. Não me quero gabar mas merecia. 

 

Ao deparar-me com o que fui e escrevi consigo testemunhar toda a minha evolução nos primeiros anos de vida adulta e gosto da forma como percorri (e percorro) o meu caminho. Consegui ter a cabeça bem assente para chegar aqui e fico feliz de nunca ter vassilado, ter posto um pé em falso. E seria tão fácil ter-me desencaminhado. Mas consegui e hoje as feridas estão bem saradas...

 

As cicatrizes? Oh usei creme de baba de caracol e a coisa ficou ali disfarçada!

 

 

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13
Fev13

Ser-se pai é fácil!

por Pobre(o)Tanas

O tempo escasseia e sinceramente a atenção ao blog da pequena é maior. Por falar nisso: http://levanta-te-tu.blogspot.pt/

 

Mas ao fim de 2 meses de amor a 3, posso dizer que estou mais que apta para abrir um infantário! Já mudo fraldas com uma perna às costas, saco da mama mais depressa que um cowboy saca da pistola, dou-lhe uns bacalhaus valentes nas costas para ela arrotar e a pequena anda numa fona feliz e contente!

 

Ser mãe não é aquela coisa tããããããão negra como faziam! "Ah quando fores mãe é que vais ver o que é...", "Ahh isso é agora! Deixa que quando chegares àquela fase de não sei quê é que é amargar!", "Ui isso não é nada... Experimenta não dormir dias seguidos e...".

 

Pois tenho a dizer que é fácil! Desde que se tenha paciência e se tenha consciencia que daqui a 20 anos a pirralha está-se nas tintas para nós, que não quer colo, já não lhe apetecem as minhas mamas, usa cuecas (ou não!) sabendo controlar o esfincter e bexiga e que podemos dormir mais umas horinhas tudo se faz sem problemas!

 

Por isso quando ela tem uma daquelas noites que acorda de 10 em 10 minutos a esfregar os olhos com um enguiço enorme, a gritar e a espernear eu penso: Faltam 19 anos, 10 meses e 0 dias para estares na faculdade a fingir que estudas e a ingerir sei lá o que! 

 

Só há uma coisa negativa em se ser mãe. Aliás, duas: A preocupação constante com eles que nos põe a cabeça a 1000 e os telefonemas mensais dos gajos da Salvat a quererem que compremos todos os livros da Disney! De resto a coisa flui com a naturalidade necessária.


Sigo uma teoria fantástica quanto ao cuidar da Eva e ser boa mãe: nunca imitar a minha! Se não usar os exemplos da minha mãe, consigo ser uma excelente progenitora e a miúda até é capaz de chegar aí aos 35/40 anos com vontade de se manter cá em casa sem grande alarido.


A Eva é tratada com todo o amor e carinho que temos por ela. É beijocada o dia todo, MIMADA mesmo! As nossas "conversinhas" são encantadoras e o mundo pára só para a minha filha! Mas não somos pais paranóicos, felizmente!  

 

Há vida para além de germes, chuchas caídas ao chão que chupadas por um de nós surtem o mesmo efeito de uma esterilização, a nossa vidinha prende-se com idas à rua com os bichos estando quase a nevar, banhos com o pai na banheira grande, sestas quando lhe apetece, beijos a toda a hora, mama ao léu e ao dispor, a caminha dos pais volta e meia quando há birra e um cansaço extremo da nossa parte, não havendo horários para comer, fá-lo quando quer seja de 3 em 3h, seja de minuto a minuto, vendo televisão no baloiço, lavando a roupa dela juntamente com a nossa e se estiver com uma birra louca é certo que lhe vou dar colo até me doer cada osso do corpo sem querer saber se ela fica com manhas - sabendo de antemão que uma criança com 2 meses não tem manhas, tem sim necessidade de colo, aconchego, carinho depois de 9 meses a crescer confortávelmente num "ninho quentinho". Nove meses sem barulhos estridentes, gente assustadora à volta do carrinho a fazer "bidú-bidú", sem este espaço todo que cria medos e ansiedades, sem confusão.

 

Não somos pais "By the book"... Isso é para aqueles que não sabem ser criativos e apelar ao instinto! E nós como não temos ajuda de ninguém também tivemos de nos virar sozinhos e levar a "coisa" sem medo!

 

Tratar de um bebé é fácil! E acreditem que ser mau pai é mais dificil que ser bom!

 

Amor, paciência e simplificar as coisas é meio caminho andado para o sucesso!

 

Ser-se pai é fácil!

 

Ser-se pai é do baril!

 

 

 

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