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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!


 

Certas alturas se vasculhasse bem dentro do meu "eu" encontrava componentes que faziam parte de se ser egoísta, de querer-me só para mim e para quem eu queria despender tempo. Se causei dor a certas pessoas muitas vezes, por outras agradeço o facto de assim o ser porque em épocas menos boas e que estava sozinha não por opção minha, soube manter a minha cabeça equilibrada por me ter habituado tanto à minha presença. Por vezes, podendo achar ridiculo, penso que sou uma irmã gémea de mim mesma tal estou habituada à minha existência. Contudo nem sempre assim o foi e durante um certo tempo achava que precisava de um mundo inteiro de pessoas para satisfazer a minha falta de atenção, de carinho e isso anulou tudo o que eu tinha construído com uma boa educação e à base de emoções equilibradas, corroeu-me durante meses a fio e pregou-me a tábuas de salvação que não flutuavam mal tentava agarrar-me a elas. Ao invés, afundavam-se cada vez mais comigo a tentar voltar à tona para respirar.

 

E por isso mesmo não tenho paciência para dependências da minha presença e nem de depender de ninguém. Pessoas que precisem de mim não. Posso precisar de outrém por alguma razão, claro que sim, mas isso é problema meu e responsabilidade minha se quero parecer fraca e desamparada mas não aguento a pressão de precisarem de mim mais do que aquilo que posso dar. Posso aceitar o facto de um dia um filho meu obviamente precisar do meu corpo para se acomodar 9 meses, do meu peito para se alimentar e da minha disposição permanente para o servir enquanto for viva mas porque fui eu que o concebi ou desejei mas não o tolero a terceiros e muito menos que me consumam o tempo, que tento ter para a minha vida e para a de quem de verdade precisa de mim, com superficialidades ou problemas que não causei. Podemos chamar sacudir a água do capote ou amiga da onça mas cheguei a um patamar da minha vida que os amigos que tenho e que escolhi para se manterem na minha vida dão-me pouco trabalho, resolvem os problemas que causaram por si mesmos sem precisarem que eu vá a correr e que dificilmente me culparão por não ter podido comparecer porque simplesmente achava que a minha presença não seria precisa ou não seria a melhor e eu, encantada da vida, posso deixar de inventar desculpas, de me sentir culpada e mais tarde atraiçoada por não fazerem o mesmo por mim.

 

Sairam-me vários "nãos" ao longo de um ano tenebroso mas todos os dias agradeço a força que tive para o fazer. Fui aos confins de mim e retirei a minha armadura de egoísmo com as mãos salgadas das lágrimas e vestia-a pois sabia que muito me iria proteger dos ataques que me cairiam em cima. E assim caminhei salvaguardando-me. Não fui perdoada, claro que não, mas nunca poderia aceitar de ânimo leve que para os outros os meus desejos teriam de passar pelos deles primeiro como que se os filtrassem e sorvessem de mim aquilo que os poderia alimentar. As minhas horas eram em torno dos outros, os meus sonhos, as minhas vontades. E eu não gostava de me ver... Porém estava agarrada. Era-me confortável manter assim. Dava menos trabalho aceitar a vontade dos outros que lutar pelo que queria. Levantar-me e ir à luta. Procurar aquilo que precisava para alimentar o meu ego. Tinha perdido as minhas armas de defesa e achava que ser-se um cobarde vivo dava para satisfazer o pouco que julgava que merecia.

 

Foram "nãos" que me doeram porque disse a verdade e esta por vezes dói ou é inconveniente; porque não aceitaram que eu tivesse vontade própria e que não seria somente um corpo vazio como em muitos anos julgaram que eu era. E quando me revelei, quando me despi e mostrei que em vez de vulnerável era bem mais forte, uns apontaram-me o dedo e preferiram afastar-se e outros quiseram absorver essa força como parasitas sem rumo que eram mas já não deixei. Abrira a minha caixa de pandora e nada agora me iria parar. Quando dei por mim estava mais só que nunca mas feliz porque era verdadeira comigo estando a seguir o caminho à minha maneira sendo que só da minha companhia eu ansiava. Tinha saudades de mim. Saudades ao ponto de já nem me lembrar de como gostava de mim e do que eu representava na minha própria vida. Saudades de me abraçar mentalmente todos os dias antes de adormecer e agradecer o facto de estar viva na manhã seguinte. De pensar em mim e de falar para dentro questionando o meu caminho. 

 

Quando finalmente me reconquistei e me perdoei por anos de negligência encontrei paz. Aquela paz de poder ser livre e partilhar-me com quem me apetecesse, alguém que me tinha conhecido e aceitado completamente despida de culpa perante os outros mas que socialmente envergava um lindo vestido de vontade própria.

 

O pior "não" que pude dizer alguém foi o melhor "sim" que poderia ter dito à pessoa que sou. E nunca mais omitirei o que sou a mim mesma. Não o mereço.

 

 

 

 

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Mãe da Pobre(o)Tanas - Se fores para fora o que vais sentir mais falta dela?

 

 

 

 

 

Ele - O facto de limpar tão bem a casa-de-banho...

 

 

 

 


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03
Out11

Quando me pisam os calos...

por Pobre(o)Tanas

 

 

 

Normalmente as coisas acontecem e eu tento não lhes dar importância mas quando põe em risco certas coisas que me são precisas para estar bem - como a família, amigos, trabalho - o caso muda de figura e viro leoa para defender o que é meu.

 

Dia de pepino no trabalho que no fim do dia culminou com uma frase do nervosinho do meu chefe insinuando que me poria na rua por um erro que indirectamente cometi. Como não conseguia entrar em contacto com um devedor por telemóvel uma colega minha, em boa fé, deu-me o número fixo, infelizmente ela percebeu mal o nome da pessoa e deu-me o número de outra com o primeiro nome igual mas apelido diferente. Infelizmente a pessoa a quem telefonei por engano também deve ter um problema de personalidade porque perguntei se falava com fulano tal (nome e apelido) e ele diz que sim, sim senhora... Passei a chamada ao meu chefe e claro deu bronca...

 

Eu aturo, dou de borla certas coisas que me diz e tudo isto porque sei que a função dele também não é fácil mas não deixo que certas coisas fiquem pendentes e muito menos que me ameacem daquela forma.

 

- Continua assim e amanhã não põe cá os pés!!!

 

 

*AI SENHORESSSSSS QUE ME DÁ UM FANICO*


 

Tremia por todo o lado com nervos e como já passava da hora de saida, não peguei em mais nada até falar com ele. Daí que deixei que todos saíssem (até aquela estúpidona que sai sempre cedo hoje decidiu ficar até tarde) e dirigi-me a ele. Primeiro pedindo-lhe desculpa porque sabia que era meu superior mas que não iria admitir ameaças e que se quisesse por-me no olho da rua que tivesse coragem de o fazer de uma vez e não com ameaças porque apesar do respeito que lhe tinha e tenho, tal não acontece com o medo. Segundo que não lhe merecia uma tirada daquelas quando sempre estive do lado dele para o que desse e viesse mas que estava ali, agora, a dizê-lo porque não ia remoer para casa e tomar xanax como muita gente fazia porque já tinha tido muitos trabalhos e resolver situações destas não era novidade para mim. Que apesar de 24 anos ele sabia bem que tinha muita experiência nisto mas que certas coisas não gostava de ouvir.

 

Pois bem ele negou que me tivesse dito tal coisa mas que se eu tinha percebido assim que me pedia imensa desculpa, que precisava de mim porque eu era metódica, profissional e que deixava muita gente com "comichão no rabo" por ser assim, principalmente porque muitos colegas escondiam o que faziam, que fica muito orgulhoso quando mostro transparência no que faço. No fim deu-me um abraço, que gostava de mim por termos feitios parecidos e ter idade da filha dele acabando com dois dedos no ar dizendo: 

 

- Estamos fixes?

 

 

Normalmente todos vão para casa ofendidos com ele, passam semanas amuados, tristes, desorientados... Eu não! Já o fiz. Mas há uns tempos que adoptei o sistema de dizer as coisas que me ferem. Lamento...

 

E senti-me como se tivesse saído o euromilhões...

 

 

 

 

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Um dia basta-me ter uma destas conversas com o meu pai a respeito da mulher dele e a minha vida ficam sem nenhum problema pendente...

 

 

 

 

Para muita gente isso é estranho. Tão poucos problemas?

 

 

É... Eu gosto de manter tudo muito simples...

 

 

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Depois de muitos anos sem descanso, quedas, de andar de um lado para o outro e milhares de formatações o meu portátil morreu vítima de um simples pózito acumulado na ventoínha que o queimou. Felizmente o disco é recuperável. Nos entretantos foi substituído por um "teclinhas" novo que nos custou os olhos da cara mas que é o nosso menino. 

 

Na quarta-feira fomos a Lisboa para o meu Jacinto ir à entrevista. Depois de quase 2h a assar dentro do carro à espera dele lá me apareceu com noticias. Tinha corrido bem, falaram na minha ida (que seria negociável), em valores, espectativas e tudo o mais... Contudo haverá nova entrevista - mais elaborada e que possivelmente será no Porto - e que só esta quarta-feira toda a papelada será entregue à pessoa que encaminhará as coisas daqui em diante. Posto isto estamos mais calmos, claro... Foi uma semana de nervos. Muitos mesmo. Vamos ver onde isto vai parar... Aguardamos desenrolar de acontecimentos.

 

Quando saímos da entrevista almoçámos com a minha irmã e no fim rumámos ao IKEA comprar mais umas coisinhas para a nossa sala. Viemos com o bolinhas carregado com a mesa/secretária/aparador da sala (chamo assim porque é o que parece por conseguir ser estas três coisas ao mesmo tempo), uma mesa de apoio - que orginalmente seria o pé de outras mesas que lá estavam mas que aqui em casa serve para colocar as nossas jarras em cima e os cds nos buracos que a enfeitam -, efeites para o jarrão grande que comprámos também na feira juntamente com as jarrinhas pequenas (tudo 30 euros/4 peças), mais umas caixas/gavetas para o nosso modulo do quarto e um candeeiro pequenino, tipo globo, todo branco com flores prata que é o meu bijú da secretária.

 

Tudo isto 115euros! Agora quero uma cadeira gira, gira! Já vi uma que amamos mas é caríssima. Quero ver se encontramos uma igual bem mais barata.

 

Dia 12 chegarão as mesas da tv e centro com o nosso precioso sofá! Infelizmente tivemos de adiar a entrega porque calhava no dia da entrevista e eu fazia questão de acompanhar o Jacinto. 

 

Estou ansiosa de ver tudo montado!!! No fim temos de começar por ver camas. A nossa com ano e meio já deu o que tinha a dar. 

 

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 Adoro istooooo!

 

 

 

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