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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!


 

 

Se repararmos bem as pessoas que estão no supermercado e que têm os melhores carros e os mais caros são as que levam menos coisas nos carrinhos...

 

 

 

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27
Out11

1 ano!

por Pobre(o)Tanas

 

 

Pois é faz hoje um ano que estou nas "Calhoeiras".

 

 

Para os dias que correm e no sítio onde vivemos é algo formidável!

 

 

 

Gostava que isto se repetisse muitos anos porque gosto de ali estar e porque quereria dizer que a nossa vida não se alterara muito e o meu "Jacinto" tinha o seu trabalhinho assegurado também...

 

 

A ver vamos...

 

 

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26
Out11

A pílula deixa-me pílulas!

por Pobre(o)Tanas

 

 

Desde miuda que lido com a menstruação com um encolher de ombros. A minha mãe, antes de me tornar uma "mulherzinha", ensinou-me a lidar com a situação e quando me apareceu - no dia em que fiz 11 anos precisamente - já estava mais que ciente que não escaparia aquilo por mais que subisse às árvores, brincasse com bolas e fizesse figas de cada vez que me olhava ao espelho esperando ter também uma pilinha. Daí que já que tem de vir que venha rápido. É para ter dores? Venham elas que estou de dentes cerrados e unhas cravadas nas palmas das mãos. 

 

Lembro-me de uma amiguinha minha ir comigo à casa de banho e, sem querer, viu o penso. Ficou horrorizada e saiu da minha casa num pranto dizendo que não queria ter aquilo que a ela não podia acontecer o mesmo. E sim, isto pode acontecer na cabeça de muita miuda cujos pais não lhe explicaram a tempo e horas as coisas. Eu, nesse momento, limitei-me a ficar sentada na sanita enquanto ela fugia de minha casa e quando a minha avó me perguntou porque saira a Catarina tão abalada eu limitei-me a responder que se impressionava muito com muito pouco. 

 

Desde o inicio que tenho dores nos primeiros dias e cheguei a desmaiar, vomitar e ficar de cama dias, por vezes já no limiar da loucura fazia força com os pés contra a parede do quarto e adormecia assim. Não aguentando ver o meu desespero, quando fiz 16 anos, a minha mãe levou-me à ginecologista e desde então, até ter 23 tomei a pílula. A minha mãe, vendo bem as coisas hoje, não me deu a pílula para eu não sofrer com dores, ela soube fazer muito bem as coisas, preveniu-me e precaveu-se, responsabilizou-me desde cedo e dormiu descansada muitas noites. Claro que me preveni duplamente nas relações que tive por causa das doenças e não apenas uma gravidez, que comparada com o resto seria um mal menor, porque apesar de ter começado a tomar anticoncepcionais muito cedo, comecei a ter relações 2 anos mais tarde. Normalmente pensava imenso antes de fazer as coisas e daí achar que só deveria ter relações quando fosse considerada "maior de idade". Pena que os miudos de hoje não vejam que há tempo para tudo... Nisso sou ainda um bocado antiquada. Cresçam um bocadinho e depois podem experimentar o kama-sutra todo. Eu não me arrependo de ter esperado e posso dizer que estava consciente de verdade quando o fiz. 

 

Adiante...

 

Comecei pela Diane35 que me tirou as dores e o acne normal da adolescência. Nunca soube o que era até há uns meses atrás quando me apareceu a primeira borbulha que me tirou a "vontade de sair de casa para ir namorar" mas como vivo maritalmente, tenho um trabalho e uma vida pacífica a coisa até passa despercebida mas não deixo de dar razão à miudagem. Ter acne é lixado... Lido mais ou menos bem porque já passei a barreira da falta de auto-estima e dou comigo com o meu parceiro bem amarrado, pois fosse eu uma adolescente cheia de receios e falta de amor-próprio e já tinha afugentado o meu "Jacinto" com crises existenciais...

 

Mas quando algo nos tira o acne com tanta facilidade, sem nada em troca, há que estranhar... Pois claro... Um par de anos depois estava gorda e a minha barriga de tábua de engomar tinha dado lugar a um saco com uma bola de basquete lá dentro. Vista de lado estava grávida de 5 ou 6 meses... Mas era impossivel porque tomava a maldita pílula. A questão INFELIZMENTE (sim quero ressalvar bem o infelizmente) resolveu-se quando comecei a fumar. Reduzi o peso em 5kg e mais tarde, aquando uma pausa porque não vi necessidade de a tomar durante meses de abstinência, consegui voltar ao peso normal para a minha altura.

 

Quando conheci o meu "Jacinto" voltei a tomar a pílula e engordei pouco mais que 3/4 kg... No entanto a Diane35 começou a dar-me enxaquecas e uma vontade colossal de esganar pessoas do mesmo sexo. Não sei se esta vontade de partir para a agressão de fêmeas terá a ver com uma questão hormonal ou de feromonas. As outras fêmeas poderiam estar receptivas a acasalar e aquilo chocava com a minha essência animal pelo corte de estrogénio. Quero acreditar que assim foi e não um problema que poderia ter passado com uma série de sessões psiquiátricas e alguma medicação. Por isso pedi à medica que me receitasse outra pílula e assim comecei a tomar a Minigeste menos bombástica que a outra... Meses depois estava a mandar às favas a nova pílula que em nada me ajudava e só afligia. E assim estou há ano e meio porque entretanto engordar por deixar de fumar se também tomasse a pílula estava um animal de grande porte... E sim a pílula faz-me engordar. Não é aumento de apetite, não é nada disso...

 

Mas hoje... Tudo mudou...

 

Fiquei farta de dores, de borbulhas, de estar gorda de qualquer forma e principalmente de estar menstruada de 15 em 15 dias sendo alvo de chacota do meu "Jacinto" que já me achava uma galinha mas que passou a cabidela em pouco tempo. Por isso fui, comprei a Yasminelle e aguardo pelos efeitos desta rapariga no meu organismo. Não estou nada feliz porque tinha o meu organismo super limpo mas não dá mais... Não quero...

 

Sei que não terei sorte nenhuma... Estas fulanas não me ajudam em nada... Dianes, Gyneras, Yasminelles...

 

Não sei porque dão nomes de mulheres às pílulas. É por ser uma coisa de senhoras? Aquele senhor que ficou grávido, dos EUA, antes de ser senhor deve ter tomado a pílula portanto isso é escusado... Aliás eu só acredito numa pílula quando esta tiver um nome decente: tipo Bloody-Mary ou Lucky-va-Gina caso contrário torço o nariz a todas...

 

Enquanto nada sei vou fazendo figas para não ficar ainda mais badocha, para que no mínimo me tire as dores e não me dê um José Luís ou uma Ana Maria mais cedo que o esperado pois que não quero mexer no pé de meia nem discutir com a minha mãe por causa do nome da miúda porque teima que deve ter o nome dela...

 

O que eu queria mesmo era vestir um 36 e não o 40 como me vi obrigada a escolher este fim de semana. Não dava para esconder mais. Os botões já saltavam quando me baixava e esperei que nenhum saisse disparado contra a testa de alguém pois aquilo àquela velocidade matava. Entraria pela testa e saía pela nuca tipo tiro certeiro de sniper... Já não tinha calças que entrassem a bem. A coisa tornava-se dificil logo nos joelhos e fiz uns quantos vergões nos dedos ao tentar puxá-las pelas presilhas. Muitos fechos foram ao ar e não podia passar deste fim de semana sem calças. Fui aos chineses - e não fosse o meu Jacinto ser um Senhor dirigindo-se discretamente à parte da fita-cola eods parafusos para me deixar a vontade com o meu dilema - passava mal por pegar numas calças que nunca pensei que teria de vestir antes dos 35 anos e no mínimo já com um rancho de filhos paridos ao natural.

 

E assim vesti umas 40 só para testar e afinal aquilo era mais decente que umas 38, de verdade.

 

Pronto... Comprei uma cinta também... Só para o caso de...

 

 

 

No fundo não sei porque me preocupo tanto se no fim seremos todos assim fantásticos!

 

 

                                  (Imagem da net)

 

 

 

E não estou a ser irónica... Quero mesmo ser assim...

 

 

 

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24
Out11

Colegas chanfrados

por Pobre(o)Tanas

 

 

 

 

Perguntas para a revista Maria caso houvesse uma secção na área da psiquiatria:

 

 

 

Tenho uma colega que a partir das 4 meia da tarde entra em modo obsessivo compulsivo e desata a por as canetas por cores e a endireitar quadros enquanto fala sozinha...

 

 

Não tenho medo dela.

 

 

É suposto ter?

 

 

 

 

 

                  (Imagem da net)

 

 

 

 

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Meses mais dificeis se adivinham devido a toda esta recessão mas quero crer que sairemos vitoriosos e mais conscientes disto. Gostava que fosse apenas um abre olhos e não necessário famílias inteiras passarem dificuldades tremendas para se manterem à tona ou viverem com o básico.

 

No entanto no que toca à minha pessoa nunca vivi tão bem e com tantas facilidades. Irónico não é? Há 3 anos andava com a corda no pescoço de dia 4 a dia 30/31, hoje sobra na maior parte das vezes e temos muitos, mas muitos mais gastos. Antes nunca me sobrava dinheiro e muito menos punha 2 ou 3 euros de parte, cheguei até a dividir a minha comida com as gatas porque não tinha dinheiro para lhes dar ração da mais barata que fosse. 500 euros iam num instante com a renda, supermercado - que tentava repartir pelas semanas do mês porque sempre preferi comprar pouco e fresco que em muitas quantidades e estragar-se - gás, luz, água e passe.

Salvou-me o facto da Dona Orlanda me dar jantar muitos dias da semana, punha a mesa, comiamos e davamos dois dedos de conversa o que me aliviou fardos e fardos de dores psicológicas que tinha dentro de mim. 

 

Tinha o tabaco que não só a mim mas viciava um bocado as contas mas tentava poupá-lo ao máximo e cheguei a fumar o mesmo cigarro 3 vezes (que nojo de cheiro!!!!). Podia ter tido força para deixar o vício na altura, podia, mas tive momentos em que era só eu e o cigarro, para que negá-lo? E sim, o tabaco salvou-me muitas vezes do abismo... Dava umas passas e dava mais uns passos na minha vidinha. Acalentou-me a alma muitos e muitos momentos. Claro que hoje quando se quer poupar no tabaco o melhor é deixar. É a dura verdade... Tabaco de enrolar sai barato mas que adianta se fazemos os cigarros em casa e se fuma tudo no dia seguinte como se se tratasse de um maço de 20? Poupar é deixar. Pagar 40 euros pelos pensos - investimento na minha opinião muito bom porque ajuda e podem ser usados a meias se estiverem dois a deixar de fumar - e daí para a frente pensar que é mesmo para cumprir. Estou feliz de ter conseguido apesar de por vezes dizer que quando for velhinha voltarei a fumar tudo a que tenha direito.

 

Por vezes lá fazia a estravagancia de ir a uma discoteca com as amigas (a minha consulta mensal/bimensal no psiquiatra como lhe chamava e que era muito barato - 5 euros a entrada outras vezes era à borla) ou comprar uma peça de roupa numa loja de marca tipo Bershka ou Stradivarius. Podia ter poupado muito mais, claro que sim mas era bem mais jovem, na cidade que por si só nos enche os olhos com coisas bonitas para comprar, podia ter organizado mil e uma coisas bem organizadas de forma a poupar muito mais mas não o fiz. Sou eu e se vivia sózinha e ninguém dependia de mim a responsabilidade era minha e fazia o que entendia ser o melhor para mim. Nunca fui de planear as coisas do dia a dia, não... Nunca gostei de perder tempo precioso para fazer coisas mecânicas ou agendadas. A vida deu-me abanões quanto mais eu tentava controlá-la que desejei nunca amarrar o tempo com coisas dessas. A minha mãe ensinou-me que a rotina faz mal. Não que eu anseie para sair da rotina, nada disso, é complexo... Gosto da rotina do sossego da minha vida mas volta e meia gosto de passar por outra rua ou experimentar novas coisas dentro daquilo que gosto de fazer e do que penso ser bom... Com a minha mãe enfiávamo-nos no carro, escreviámos 3 papelinhos ou mais com os sitios onde gostariamos de ir e tirávamos à sorte. Fosse Lisboa ou Faro, Porto ou Coimbra... Até ali ao café da esquina. E iamos, pois! 

 

Ai esses tempos... Custaram-me mas tornaram-me fascinada pelas surpresas da vida e preparada para muita coisa. Hoje estamos a preparar uma lista de coisas para levar na mala de viagem e chegamos ao destino e perdemos a bagagem... Que será se não tivermos algo que substitua o perdido? Um seguro, dinheiro ou uma outra bagagem de mão com o mínimo até conseguirmos arranjar uma solução. Podemos fazer uma lista, claro que sim mas há que haver planos B, C, D...Z! No fundo ter a capacidade de, se for preciso, andar sem cuecas uma viagem inteira. Por vezes acho que sou tipo plasticina que se molda àqueles moldes e a coisa passa sem muita complicação. Agora se formos como aquela plasticina velha, deixada ao ar e que mal tentamos moldar se parte... Ui a vida doi!

 

Hoje conseguimos levar uma vida sossegada mas com coisas muito boas no meio de toda esta confusão. Como disse, nunca vivi tão bem! Claro que temos receios mas com calma e equilibrio tudo chega a bom porto. Em Lisboa punhamos o que conseguíamos de parte mas uma vez no Alentejo, o Jacinto com um melhor emprego e eu feliz e encantada com o que consegui, com muito esforço e muita paciencia das senhoras do Centro de Emprego que já não me podiam ver à tarde no estabelecimento, temos feito um mealheiro considerável. Claro que há meses mais instáveis e com - lá está! - surpresas, não conseguimos colocar o nosso pé de meia ou temos de mexer nele. Estes meses foram os móveis e o computador que foi à vida mas quero recuperar o mais depressa possível para o nosso objectivo: um carro novo - quem diz novo diz em segunda-mão, mas que tenha menos de 10 anos, sff... É obvio que este dinheiro é para uma emergência antes de tudo, um plano B para uma adversidade, um despedimento, um cessar de funções que não estamos livres que nos aconteça. Pelo menos dá para uns meses em que só um esteja a trabalhar. Ao deixarmos de fumar tudo melhorou claro. Conseguimos poupar 350 euros e aliviou consideravelmente o que hoje poderia ser uma prestação muito má. Acho que deixámos de fumar na altura ideal. Com os stresses que agora temos tido, os medos apesar de tudo, seria muito mais dificil.

 

Uma coisa que não abdicamos: o pronto-pagamento. Pensamos em 3 coisas: precisamos? Temos dinheiro para aquilo? Vai prejudicar a nossa vida? E aí, mediante as respostas, avançamos e pagamos. Já quando estava sozinha assim o fiz religiosamente e fico feliz de ter alguém ao meu lado com a mesma maneira de pensar. Nunca tivemos um cartão de crédito, um cheque e nem conta-ordenado tenho. O mais simples dos simples. Uma conta com um cartão onde cai o meu ordenado, onde mexo para levantar dinheiro, pagar contas e nada mais. Comprámos os móveis e pagámos na hora. Comprámos o computador e em dinheiro vivo pagámo-lo sem pestanejar. Tudo o que temos tem sido assim. Lembro-me que quando comprámos a máquina de lavar/secar e me sairam 500 euros da conta eu deixei de respirar por uns segundos, dei conta quando me começou a doer o peito... Mas ela ali está há quase 2 anos e que se mantenha por muitos mais.

 

Não abdico de jantar fora uma vez por mês. E às sextas almoçamos uma sopa e 1/2 dose de qualquer prato compradas no café aqui da rua. Por 6 euros, uma vez por semana, é aceitável. No entanto é com a comida que gastamos mais. No mínimo 400 euros por mês só para os dois. Fazemos 4 refeições em casa: pequeno-almoço, almoço, lanche de fim de tarde e jantar. Vale o facto de trabalharmos a 10km de casa, são 40km por dia, 20 euros de gasóleo por semana. Vimos a casa porque moramos a um pulinho, aqui não há transito nem aquele desgaste do carro, temos 1 hora e meia e durante esse tempo tratamos de muita coisa: dos cães e das gatas (2 de cada e à volta de 20 euros de ração para os 4 por mês mais restos quando são aceitáveis, 20 euros em areia silica - 1 saca por semana - é cara mas dura mais e não deita cheiro), estendemos roupa e tratamos de alguma coisa que ficou por fazer. Fora as refeições de sexta, só bebemos café e compramos pastilhas (o vicio de boca á horrivel de tirar). São mais as vezes que bebemos café no trabalho - no nosso ainda é à borla.

 

Com os animais como disse são aqueles 20 euros de ração. Não dou sacas de 60 euros. Se eu não como caviar ou fois-gras, por mais que goste dos meus animais, eles não vão comer melhor que eu. Quando são pequenos, para ganhar defesas, ainda tolero, fora isso... Não! Contudo estão ali lustrosos e gordos. Têm vacinas em dia, coleiras de 20 euros cada uma de 6 em 6 meses para as pulgas, carraças e mosquitos e são deparazitados internamente de forma muito regular. Mais não lhes posso dar. Têm lençois polares na casota deles e muita gente nunca teve nenhuns - lençois que suas excelencias resolveram tirar do estendal e fazer em pedaços... Não deitámos fora. Nada do que se rasga aqui é deitado fora. Se não der para coser é para a cama dos cães ou das gatas. Para servir de pano para a loiça ou limpar o que quer que seja.

 

Enquanto não compramos o carro novo/semi-novo, andamos na nossa "burra" a gasóleo que mais poupada não há. Aquele carrinho faz 1000km com um depósito e é o nosso orgulho. Leva "sapatos" em segunda mão e não se queixa. Temos sorte que volta e meia o meu pai arranja umas trocas de pneus e dá-nos uns que dão para mais uma série de tempo. Quando comprarmos um carro tem de ser em conta, que dure e tenha espaço para levar os cães e a filharagem toda quando os tivermos. Queremos ter dinheiro suficiente para dar uma boa entrada e ficar a pagar pouco em pouco tempo, tudo isto porque não conseguimos manter a nossa "burra" mais tempo para ter dinheiro para pagar logo um carro por inteiro. No mínimo seriam precisos 4 anos ou 5 para juntar o que queríamos

 

Filhos? Andamos loucos por ter um. Há meses que pensamos nisso. Mas sem carro nada feito. Não posso por uma criança num comercial com os cães lá atrás... O boxer dava uma óptima ama mas... Claro que se esperarmos por tempos bons para se ter um filho nunca o teremos mas nós apenas dependemos do carro...

 

Casa própria não temos e não queremos. Um dia não sei como será, gostávamos de ter um bocadinho de terreno mas olho para tantas guerras de família por causa de heranças que tenho medo de deixar o que quer que seja aos meus filhos um dia e depois andem às turras. Claro que a educação conta muito mas uma pessoa sabe lá... Por agora temos uma alugada, boa, grande, barata e bonita. Com quintal para os cães, no meio da aldeia e perto da barragem para passear. Adoro! Um dia se nos mudarmos será para uma com terreno...

 

Por estarmos longe da cidade aqui temos pouca escolha e valem as lojas dos chineses onde compro a minha roupa. Sendo mulher, tenho mais coisas, claro e daí prefiro comprar barato. E já não sei escolher em grandes superfícies. Já com o homem é diferente prefiro que ele tenha coisas boas como o calçado visto o trabalho dele precisar de calçado resistente, aderente ao solo e confortável e por isso uma vez por ano darmos bom dinheiro por um par de ténis que vai alternando com outros já anteriores ou as botas. No que me toca uso tanto sapatos que ainda tinha doutros tempos como dos chineses que me duram bem mais tempo (incrivel mas é verdade!) e se se estragarem foram baratos e não me custa...

 

Em casa temos Meo com televisão e internet. Este mês aderimos ainda ao telefone grátis por um ano o que me vai poupar em telemóvel. E muito! Pois o telemóvel é um exagero. Ligo muito para a minha mãe e sendo ela de rede diferente sai-me caro... Quando acabar a promoção acaba-se o telefone fixo. Certinho!

 

Temos bi-horário no que toca à electricidade. É respeitado. Mas uma vez por outra, raramente, preciso de usar a máquina de lavar fora do horário barato por ter mais roupa para lavar mas isso é quando o rei faz anos. Temos um cilindro com tomada automática que se liga sozinha das 7 da manhã às 8h para termos banho quente, liga depois das 18h às 22h para os banhos da noite e loiça se for inverno. Pelo que gás só para comida e encantados da vida, estamos nesta casa há 14 meses e só mudámos uma vez de bilha! Não me perguntem como, mas dura imenso e fazemos comida todos os dias. É uma bilha normalíssima... Temos sorte. Tentamos acima de tudo não ter muitas luzes acesas - eu adoro uma casa iluminada e ganhei essa mania quando vivia sozinha - mas evitamos, claro. Com a água é que somos mais esbanjadores porque precisamos de lavar o quintal por causa dos cães todos os dias mas para compensar, maior parte das vezes, tomamos banho juntos o que se torna muito romantico (como se fossemos dessas coisas...).

 

Outra coisa que faço por opção e porque o sei fazer mais ou menos em casa é arranjar o cabelo, pintando-o quando precisa, cortar as pontas e esticá-lo quando me apetece. Também arranjo as minhas mãos e pés e faço a depilação em casa. Parecendo que não poupo imenso e apesar de dar trabalho tudo fica feito à minha maneira. Sou muito esquisita nestas coisas e não gosto de sugestões de terceiros quando vou ao cabeleireiro ou se quiser as unhas de azul e teimarem que ficavam bem de vermelho. Em casa faço ao meu gosto e com o tempo que possa dispensar.

 

Todos os troquinhos a mais que possamos receber (aniversários, Natal, dos meus pais uma vez que os dele já faleceram) se não forem para o mealheiro é para os gastos da semana, assim escusamos de levantar das nossas contas. 

 

Vamo-nos mantendo assim e um dia espero que tenhamos aquilo que ambicionamos aos poucos, um carro com 5 lugares para levar o nosso filho mas que seja bom e minimamente dentro das nossas posses e uma casa com um bocadinho de terreno para ter umas galinhas e plantar uma horta para termos coisas frescas. Isto se não formos para fora, porque se assim acontecer muito vai mudar. Por agora vivemos desta forma e acho que o fazemos bem...

 

Claro que pelo facto de vivermos numa aldeia não temos muitos sítios para gastar dinheiro e porque ganhamos salários dentro da normalidade para uma secretária e um engenheiro mal pago e sem regalias numa empresa sem futuro mas creio que se deve em muito à nossa maneira de viver a dois e como nos respeitamos. No fundo dependemos um do outro cada um à sua maneira e acima de tudo respeitamo-nos e respeitamos as necessidades dos dois. Há muita verdade e companheirismo que nos serve de brisa para levar o nosso barquinho :)

 

 

 

                    (Imagem da net)

 

 

 

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Velha gorda e desdentada - A menina mais dia menos dia e entra naquele programa dos gordos...

 

Pobre(o)Tanas - É...

 

 

 

Pobre(o)Tanas pega nas compras e dirige-se a casa pensando somente numa única coisa: 

 

 

 

E por que atentas tu no argueiro que está no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho? 
Lucas 6:41

 

 

 

 

 

 

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18
Out11

 

 

 

 

 

É que um ano à espera... É de tirar a paciência!

 

 

Nunca gostei tanto das terças-feiras!!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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13
Out11
O meu Jacinto, quando acabámos de arrumar a sala, perguntou-me se me teria imaginado assim tal como agora estou há 3 anos atrás... 
Nesses tempos eu estava 
Em modo: taralhoca...

 

Fim de semana para reflectir, para sentir, para deixar ir na onda, para não pensar no amanhã... (E se me custa deixar ir na onda...Remo sempre contra a maré!)

 

 

Simplesmente não quero pensar em certas e determinadas coisas. Não quero e não vou pensar. Foi, foi, não foi, não foi, se for será! Desde que não me atrapalhem a vida... Desde que me deixem sossegada!

 

 

Sinto-me simplesmente "drogada" de variados sentimentos que nem sei quais são. Uma misturada de coisas na cabeça, tipo novelo. Contudo sinto confiança em mim, parece-me.

So espero não entrar numa "badtrip" de coisas que sinto e não me amarrem as mãos e os pés com o novelo.

 

 

 

 

Pode parecer sem nexo, mas isto é direccionado para duas pessoas. E eu sei bem aquilo que quero dizer e para quem.

Passado este tempo sinto-me feliz por estar em paz comigo, ciente do que me rodeia e acima de tudo leve... 
Agradeço sinceramente a mão de algo Superior na minha vida e o facto de ter crescido de maneira a equilibrar sentimentos, emoções e estados mentais.
E agradeço claro ao Homem que tenho a meu lado. Aquele desgraçado d'uma figa que me conquistou cheio de charme! 

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Finalmente chegaram os móveis da sala e o sofá! Após quase 2 meses de espera já temos tudo mais ou menos orientado. Faltam ainda algumas coisas e sábado gostariamos de dar um salto a Évora dar uma vista de olhos nos entretantos vamos ver se o Jacinto já recebeu o ordenado pois que este mês está de igual modo ao anterior: subsídio de férias nem vê-lo e ordenado só a meio do mês. Bom, até que dá jeito dinheiro a meio do mês mas até lá andamos a ganir apenas com as minhas míseras notas que pagam as despesas de casa e algumas compras no supermercado. Usando uma palavra que há muito não ouço: fatelice!

 

Não prevejo grande futuro neste país. Aguardem para ver...

 

Quero ainda imprimir umas fotos nossas para colocar na sala e pedir um orçamento de uma fotografia nossa em vinil que pensamos ser uma boa opção para colocar numa das paredes da sala. Já a acho exageradamente grande, de paredes vazias então... Perco-me! De seguida partiremos para a secção cantinho das panisguices a dois porque precisamos de uma cama nova urgentemente. Infelizmente temos uma cama com 2 anos que já deu o peido mestre. Não sei que voltas se deram ali mas acordo todos os dias cheia de dores por termos o colchão torto pois a cama deu de si após as mudanças e por ter estado 2 meses desmontada a apanhar humidade... Vamos lá a ver se não nos vamos arrepender de ficar sem dores nas costas mas com dores de cabeça por gastarmos dinheiro numa cama...

 

 

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH seja o que Deus quiser!

 

 

 

 

 

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11
Out11

 

 

Certas coisas que me faziam confusão no passado, neste momento fecho os olhos e bocejo. Não sei se é por estar a crescer, tornar-me numa mulherzinha, mas sinceramente não quero saber e sinto-me bem melhor assim do que se ripostasse.

 

Para os outros posso ser certamente duas coisas de três: desinteressada, parvinha ou as duas. Para mim, a meu ver, sou divinal até porque cheguei a uma fase em que aquilo que os outros pensam de mim e de qualquer outra pessoa ou coisa é limpo, lá na parte de trás, com papel higiénico e depois com toalhitas que se usam nos bebés para me sentir mais fresquinha.

 

As toalhitas saem caras, claro que sim, mas prefiro gastar nisso que em psiquiatras. No fim ainda sobram uns trocos para um jantarinho fora.

 

 

 

                                        (Foto da minha autoria)

 

 

 

Eu teria de morar num sítio em que houvesse uma árvore que fizesse um "pirete"... É disto que gosto. Um big fuck para tudo o que me chatearia se eu deixasse.

 

 

 

 

 

 

 

 

(Quero salientar que esta árvore (morta) costuma estar debaixo de água no Inverno e que nessa altura do ano ou na Primavera, em que a água da barragem ainda não secou, tudo isto fica lindissimo)

 

                                                          

                                             (Karen Ramirez - Lies)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

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  103. N
  104. D