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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!


26
Set11

 

 

Ele - Mas diz-me, em dois anos que estamos juntos, alguma vez comecei uma discussão contigo?

 

Ela - Não... Eu porto-me sempre bem!

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 

*NERVOSAAAAAAA*

 

 

 

 

 

 

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24
Set11

Hum... Eu sabia...

por Pobre(o)Tanas

Os meus gasparzinhos não se enganaram, não! Estavam atrasados ou distraídos nestes dias! Ih ih ih!

 

Quarta-feira aí vamos nós a Lisboa ver o que o futuro nos reserva para os próximos meses ou anos... Esperamos uma boa proposta e que dê para eu acompanhar o meu Jacinto em mais uma aventura dele por terras Africanas.

 

Estamos cagadinhos de tantos nervos, ansiosos, nervosos e pegamo-nos em algumas coisas. Mas acho que faz parte deste processo; ainda não sabemos se vamos ou não e se formos o que será do que deixarmos para trás, se será uma boa escolha, se valerá a pena. Eu acho que sim. Tudo o que sirva para crescermos interiormente e enriquecer os nossos conhecimentos merece a nossa atenção. E para ele não será a primeira vez. Eu, como em tudo, estou prontíssima. Aliás, há anos que as Caterpillar esperam por tempos destes. Sempre soube que algum dia teria que fazer uma coisa deste género e só se não puder é que não vou. Até lá, para onde ele for, eu segui-lo-ei como prometi sempre fazer.

 

Por agora tenho uma única preocupação: os meus bichos.

 

Os cães deixá-los-ei em hotel os primeiros tempos e se posteriormente os puder levar perfeito se não terei de optar por algo melhor, quero-os bem e felizes. Sei que no hotel são tratados como cá em casa e adoraria que tivessem gatil para deixar as minhas princesas mas como são mais pequenas com certeza arranjarei uma FAT que possa acolhe-las e mais tarde rumarem connosco se houver possibilidade ou se decidirmos ficar por lá mais que alguns meses.

 

Isto sim é o que me preocupa de imediato e a curto prazo. A longo prazo preocupa-me a minha avó que sei que com 80 anos e apesar da sua saúde de ferro a qualquer momento poderá ser o último e custa-me que isso aconteça na minha ausência e não consiga chegar a tempo. Depois sei que ela tem presente o meu pai mas que já não é a pessoa que era principalmente com aquela cobra como mulher que há uns meses me era indiferente mas nos tempos que correm dou comigo a pensar que se lhe acontecesse uma coisinha menos boa nada se perdia... Nojo de pessoa... Mas pronto quero crer que não, que tudo ficará bem e que possa resolver as coisas nas melhores das hipóteses...

 

 

 

 

 

 

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Sempre fui muito namoradeira enquanto miúda. Mas namoradeira naquele bom e saudável sentido. Quando gostava de algum rapazinho da minha escola a coisa estendia-se até achar que aquilo já não dava mais e encontrava, finalmente, novo amor da minha vida, usualmente bastava que tivesse mais penugem que o anterior ou os ténis estivessem mais na moda. Maior parte, se não quase todos, não passavam de amores platónicos por um rapaz (mais) giro da escola. Aquele com que namoramos secretamente para inveja das nossas amigas mas ele não sabe sequer que existimos. Rapaz que se o Brad Pitt estava fora do nosso alcance, aquele então além de estar a anos-luz de nós, sintonizava-se numa estação completamente diferente da nossa. Era o que achávamos… Claro que se o Brad tem uma Angelina aquele tinha, sem dúvida, o expoente máximo de quatro Angelinas com genes de 20 Mónicas Bellucci e um par de mamas ainda maior. Para nós, ter maminhas naquela altura era ser-se mais. Muito MAIS…

No entanto, sempre gostei de mim, por mais feiinha que fosse naqueles tempos, e nunca quis ser igual a ninguém. Queria ter maminhas mas com estilo próprio! Ser eu mesma.

 

O meu primeiro grande amor (gosto de dizer isto como se naquele tempo quase que estivessemos de casamento marcado) aconteceu na escola primária e durante 4 ou 5 anos doeu-me gostar dele. Ele era o mais giro, o mais inteligente (pronto não era, era burro que nem um calhau mas todas as raparigas achavam que não), o que jogava à bola como ninguém e tinha aquele blusão de penas que sonhávamos que nos aquecesse os ombros em dias frios. E calei-me durante anos pois que não tinha coragem para lho dizer - e porque sempre tive noção do meu aspecto. Quando entrámos no 5.º ano fiquei feliz de ficar na turma dele mas quando dei conta das dificuldades dele a todas as disciplinas - e que tinha conseguido disfarçar na facilidade da primária - aquele sentimento já não era o que era. No dia em que, esquivo, roubou o meu diário e o leu em frente à turma toda foi o fim. Dei-lhe um pontapé onde dói mais e toda a dor que senti por gostar dele foi-lhe transmitida e ficou-lhe alojada nos tomates - não sei se já terá filhos...

 

Como sempre fui liberal no que toca a religiões, cores, etnias, certa vez apaixonei-me por um rapaz de etnia cigana. Aquilo era o supra-sumo do amor e da beleza. Pensava em fugir com ele e refugiar-me num acampamento, casar-me com 12 anos, ter filhos aos 13 e viver a minha vida vendendo nas feiras. Achava mesmo que aquilo resultaria um dia. Mas também nunca lho disse e ele nunca me tomou como sua mulher nem sequer lutou por mim fazendo frente à família e seus valores ancestrais... No fim foi como veio, num bater de palmas tipo Joaquin Cortez.

 

As origens também nunca me importaram daí que me apaixonei perdidamente por um vizinho francês que tinha uma boxer que engolia bolas de ping-pong e regurgitava-as com tal satisfação como quando tentava abocanhar as mãos ou braços de alguém. Aquilo foi o começo de algo mesmo profundo que como sempre guardava só para mim. Até um dia um colega comum descobrir os meus sentimentos e ameaçar-me contar-lhe e foi aí que agarrei em todos os instrumentos de se ser mulher e fingir que gostava do queixinhas e assim desviar as atenções dele para outros assuntos que não a minha vidinha e sentir-se orgulhoso de ter roubado a minha atenção do outro que era rival dele no karaté ou noutra modalidade tipo taekwon-do. Mas no fundo era do franciú de quem eu gostava e quando ele um dia me deu um pontapé na mochila do Snoopy partindo o meu estojo novo e se encantou por uma rapariga da minha tuma, vivendo tórridos momentos de paixão (tipo 13 anos) a coisa afundou-se. Daí que coisas vindas de terras de Napoleão só mesmo os crepes e e e não muitos porque ando de dieta. Passados anos acho que ele fugiu para a França e agora é arrumador de carros... (Hoje ganha-se mais que com um curso superior...). A boxer teve um desgosto e comeu as bolas de ping-pong e a mesa tendo um desarranjo intestinal.

 

O meu primeiro beijo dei-o ao campeão dos beijos com língua lá da escola. O fulano com 11 anos deixava as miúdas com cieiro de tanto as sugar. Aquilo foi uma experiencia bonita mas a Labello não patrocionava a nossa relação e eu sempre quis envolver-me com amor e por ele não sentia nada - até porque era mais baixo que eu uns 10cms - daí achar que não tinha pernas para a andar e acabar com ele 12horas depois de termos começado. Ganhei experiência e respeito claro está. Mais tarde tentei a proeza de voltar a envolver-me com alguém sem amor ou mínimo de paixão. Continuava a pensar o mesmo que 10 anos antes... Não resulta. Nem quando se é o maior sedutor lá do sítio...

 

Tive um fraco pelo rapaz do capuz tipo Noddy mais inatingível que o outro mais inatingivel que o Brad Pitt e pelo de olhos azuis que passados 14 anos tem menos 15cms que eu e ar de rapaz que guarda galinhas por não saber o que é uma vaca. Amei de paixão o que se fixava ao portão da escola por já não ter idade para lá andar e por lá cirandava com o cão rafeiro. Hoje acho que seria considerado pedofilia mas só chegámos a vias de facto uma única vez: eu perguntei-lhe de que raça era o cão dele... E ele respondeu: É cão... Agora que reparo acho que sempre tive uma queda para pessoas inteligentíssimas nesses tempos.

 

O primeiro homem da minha vida, a sério, conheci-o com 13 anos. Estava no bar da escola e naquela conversa de amigas com um "quantos-queres" perguntaram-me o nome do rapaz de quem eu gostava e eu vi-o entrar naquele exacto momento e sem saber quem era apontei para ele e disse: "É aquele". Daí até o conhecer demorou um ano - até porque chumbou a raça do miúdo! Eu não digo? - e porque era mais velho que eu três anos não me ligava nenhuma, claro, inclusive passava para o outro passeio só para não ter de olhar para mim. Quando um rapaz de 16 anos já com barba e voz de gajo grande se depara com uma miuda franzina, sem mamas e quatro olhos com certeza tem sonhos húmidos... Deve fazer xixi a meio da noite com pesadelos. No entanto quando mudei de casa e cidade, continuávamos a falar por mensagens de telemóvel - siiiiim já havia disso mas eram caras e aquilo levou quase a fortuna de família ao limite - e acho que foi aí que virei o bico ao prego. Já tinha 14 anos, formas, tinha tirado os óculos, optado por roupas mais femininas e como sempre dotada de uma personalidade e individualismos muito próprios. E ele apaixonou-se claro. Era a minha meta e consegui-o por mérito. Namorámos até aos meus 19 anos. Foi o primeiro homem da minha vida. Era engraçado. Todos achavam piada ao resultado dos meus esforços, ele era giro, mais velho, certinho e boa pessoa. Porém a maneira de ser das pessoas muda e aquela pessoa por quem outrora me apaixonara, modificou-se e o resto já se sabe. As companhias não ajudaram, as faltas de respeito e agressões físicas também não e apesar de me ter doído horrores porque sempre sonhara em ser mulher do primeiro homem e me ter anulado por completo durante anos, fui obrigada a seguir em frente por ainda restar um bocadinho de amor por mim mesma.

 

Hoje não lhe guardo qualquer sentimento. Minto! Sinto sim, indiferença... Há um par de anos teria jurado que não. Que ainda mexia comigo. Neste momento é vazio. Oco. Porque voltei ao que era antes de o conhecer: miúda determinada e com rasgos de ingenuidade que faço questão de manter, mesmo que seja uma ingenuidade imposta por mim, de quem não quer ver e não inocente como nas crianças, mas prefiro assim que ver tudo com seriedade ou como são as coisas de verdade pois se assim o fosse faria infeliz quem está ao meu lado porque era uma pessoa amarga e triste com tudo o que passei, batendo na mesma tecla uma e outra vez. Claro que as marcas internas da violência doméstica não se saram assim e por vezes ainda vamos de peito feito como se ganhássemos coragem para mais uma estalada ou um murro como quem diz: não dói! mas aos poucos e porque se é amado de verdade, não há falta de respeito e acima de tudo há verdade, as coisas encaminham-se e guardam-se os pesadelos lá numa caixinha que temos ao pé do intestino grosso para que quando tivermos vontade de as ir buscar para nos auto-flagelarmos damos um peidinho e rimo-nos de satisfação.

 

Nos entremeios deste relacionamento e da minha relação com o meu Jacinto conheci mais pessoas, claro. 20 anos. Menina na cidade grande sem se saber muito bem orientar. Conheci mocados, casados e desinteressados. Conheci traumatizados, desmiolados, poucoxinhos e auges da evolução lá do prédio deles. Mas esses, oh... Não têm piada. Quer dizer. Têm porque cada um teve o seu tempo de antena e baseados na rádio pirata que foi a minha vida por momentos. Não me sintonizava muito bem. Eram básicos, ou fúteis, pessoas que ou mudaram muito e começaram a respeitar o próximo ou terão de voltar cá muitas vezes para se iluminarem. Têm muito que andar a vaguear até se encontrarem. Não são más pessoas, atenção... São apenas pessoas sem conteúdo ou com um saber injectado porque se deve ser assim e comportar-se de maneira completamente diferente quando não são nem uma nem outra, vítimas de uma educação exagerada ou falta dela e de uma vida complexada que não os deixa sentir, abusando do facto de estarem vivos para poder rasgar o intimo de quem lhes passa pela vida. E foi num desses dias que sem paciência para o que era sem ser mas que aparentava nada no horizonte que me meti num chat e falei pela primeira vez com o Jacinto também ele em busca sabia lá bem do quê porque estava sozinho longe de casa e dos amigos. Homem com quem partilho a minha vida e o meu ser EXACTAMENTE como ele é. Sem tirar nem pôr. Sou 100% eu a todo o momento e nem ele me quereria por menos. A 7000km de distância e durante 4 meses falámos de manhã à noite e se há pessoas que dizem que se juntaram ao fim de 3, 4, 10 anos de namoro, nós cedemos as nossas vidas um ao outro ao fim de 16000kb de conversa ahahahahah! No dia em que nos conhecemos, naquela hora, começámos a viver praticamente juntos e ao fim de dois anos acho que tem corrido muito bem. Baseamo-nos na confiança e no facto de sermos como somos. No fundo acho que termos falado sem nos conhecermos - podendo claro haver a hipótese de um de nós ser um aldrabão ou os dois - ajudou a mostrar o nosso melhor e pior sem medo de sermos julgados pois que a qualquer momento podia-se desligar o computador ou bloquear a pessoa e a coisa por ali ficava. Ainda bem que não ficou e que naquele dia, sabendo só duas ou três pessoas, o fui buscar ao aeroporto vinha ele de Luanda e o trouxe para o lar que construí sozinha a muito custo mas que esperava por alguém assim para partilhar.

 

Sempre achei que as minhas relações deveriam ter uma história bonita por trás porque as histórias são e devem ser contadas. E um dia que tenha um filho ou filha faço questão de contar tudo para que saibam que é bonito sim amar e ser-se amado, que dói tudo isto mas que faz parte de uma selecção de coisas que nos farão mais fortes e capazes de lutar pela nossa felicidade. Que a mãe chorou muito, sofreu, bateu com a cabeça na parede com medo de perder tudo o que era mas que conseguiu erguer-se e tornar os sonhos realidade, encontrar a felicidade mesmo que a muitos quilómetros de distância e numa noite em que nada fazia prever que seria diferente das outras.

 

Tenho agora 24 anos - não passou muito no calendário mas aqui dentro parece que tenho muito mais - quero crer que as pessoas que conheci, apesar de tudo, não foram em vão. Em conversa com o meu Jacinto ontem falámos sobre isso e nenhum se arrepende de nada do que fez e rimo-nos quando se confessou que algumas na altura até podíamos ter ido até ao fim para saber como era, mas que em nada nos arrependemos e é isto que também faz a nossa relação tornar-se viva: não existem fantasmas, feridas por sarar. Claro que existem cicatrizes mas essas lembram-nos de que devemos sempre olhar em frente por mais medo que tenhamos em seguir para o desconhecido. Poderá ser pior mas pelo menos tentámos e tentaremos até arranjarmos o nosso lugar. Porque todos nós temos um lugar.

 

 

Amo-te Luís. Obrigada por me deixares amar-me a mim e ser sempre sincera connosco quando todos os que nos julgam não passam de cães tosquiados. 

 

 

 

 

 
 
 
 
Os homens minúsculos que me tornaram a mulher forte que sou só o fizeram para poder seguir em frente e partilhar a minha vida com o GRANDE HOMEM que hoje tenho comigo. Uma salva de palmas também para eles!
 *CLAP*CLAP*CLAP*
 
BIS
 
 
*CLAP*CLAP*CLAP*
 
 
 
 
 
 
*Já chega*
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

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Infelizmente e apesar de ter um sexto-sentido muito apurado - é genético - desta vez enganei-me e não deve ser por agora que a nossa vida leva mais um empurrãozinho. Esta semana não foi decisiva como esperava contudo precisava de ter certezas pois quero orientar e fazer contas à vida uma vez mais. De 6 em 6 meses fazemos um balanço e já está na hora. Queria saber se vamos para fora, se por cá ficamos, se os nossos trabalhos se mantêem porque quero saber com que linhas coso porque o meu contrato só vai até dia 27 de Outubro e não sei se por lá ficarei. Infelizmente estou dependente da vontade da fulana que estou a substituir e ela volta e meia diz que vem depois mete baixa novamente e eu começo a pensar que ela faz é ronha mas enfim...

 

Depois o trabalho do Jacinto já esteve melhor. Estamos em Outubro não tarda e ainda não recebeu o subsídio de férias. Este mês o ordenado foi tirado a ferros e só recebeu no dia 15 daí que sorte temos em haver mais um ordenado que vamos esticando e um pé-de-meia que tentamos nem sequer pensar que existe. No entanto este mês lá tivemos de lhe mexer pois que o meu não chegava para tudo. Começo a pensar que eu tenho mais sorte não tendo uma licenciatura que ele com o canudo de Engenharia na mão.

 

Este impasse deixa-me nervosa, irrequieta e irritada. Quero ver a nossa situação estabilizada, quero arranjar mais uns trocos para o que aí vem (tenho a certeza que não será famoso) e quero acima de tudo estar descansada sem ter nunca de pedir nada a ninguém. Nunca o fiz e não será agora certamente.

 

Claro que fico apreensiva quanto a irmos para fora mas a minha vida já mudou tanto que chego à conclusão que sou de onde moro e que serei de onde me apetecer estar. Queria que ganhássemos estofo, fizéssemos um pé-de-meia ainda maior do que aquilo que conseguimos aqui e voltar para não mais sair. Ter 2 ou 3 filhos, arranjar um trabalho normal que desse para tudo e depois descansar até à idade da reforma que seria a viajar de caravana. Na minha cabeça tudo está arrumado a longo prazo mas a curto tenho imensas dúvidas, medos e desejos.

 

Acredito que esteja mau em todo o lado mas aqui já sei com o que conto. Conto que nunca tive umas férias de jeito com o meu companheiro para poupar para um carro pois que o nosso com os seus 11 anos já começa a precisar de reforma, conto que entretanto tenho de ajustar o prazo de compra porque preciso de um sofá novo uma vez que o velho está roto e coçado dos nossos rabos e dos dos anteriores donos que nem nunca os conheci, mas ainda no meio disto metem-se as compras para comer e outros bens de primeira necessidade do nosso dia-a-dia. Conto que torna-se uma bola de neve. Conto que depois é preciso mais um móvel porque o sofá novo não fica bem com os anteriores. Conto que depois há que pintar anualmente as paredes e porque não mudar a cor? Conto que o que calhava bem era mais uma tela - felizmente tenho dotes artísticos e consigo fazer as minhas próprias telas e com isso poupar mais uns trocos - um candeeiro e bom, bom mas mesmo bom era contar com mais uma mesa para a sala e mais quatro cadeiras, pátati-pátatá... Conto que quando damos por isso o bolo de dinheiro que seria para o carro já levou um corte e alimentou outras necessidades que não sendo de primeira, segunda nem de terceira necessidade, são precisas porque podia meter fita-cola no sofá, ou cosê-lo e por ali uma almofada a tapar e disfarçar pois podia, mas bolas! também gosto de ter uma casa arranjada já que passamos todo o nosso tempo livre em casa. Conto que um dia posso não contar com os nossos ordenados para coisas necessárias quanto mais um carro. Depois que fazemos? Vendemos o sofá e os móveis?

 

O prazo já não será para o fim do ano, nem sequer Maio próximo. No mínimo um outro Setembro que não este. No fim mas mesmo no fim acabamos por pensar que um carro que faz Estremoz - Portimão - Almada - Estremoz e mais 3 dias de voltinhas aqui pela terra com apenas um depósito é um carro que poucos têm e que se calhar até temos mais dinheiro por isso mesmo. Que Deus o estime mais outros 11 anos levando apenas uns pneuzitos em segunda-mão por ano, uma bomba da água volta e meia e pouco mais. Mas também sabemos que um dia que queiramos ter filhos estes não podem ir na mala do carro juntamente com os cães, visto ser comercial.

 

No entanto também tenho noção que comparado com muitos portugueses temos uma boa vida. Não passamos privações quanto a comida, vestuário, calçado, passamos de não ter férias como queríamos ou termos de deixar de fumar para poupar ainda mais, tudo prazeres terrenos mas não passamos dificuldades de maior até porque temos tv por cabo, telemóvel, internet tudo coisas que muitos não têm e que no fundo servem só para nosso entertenimento e ronha caseira... E só de refilar por nunca ter tido umas férias de jeito a dois roça o rídiculo se pensarmos que há quem nem se possa dar ao luxo de as ter, pois que muita gente durante os dias de férias que lhe são devidos trabalham noutras coisas para ter mais uns dinheiros e fazer face às despesas de comida da família.

 

No início do mês caímos na asneira de fazer o grosso das compras mensais numa superfície que se desunha quanto a publicidade de talões, cartões e merdelins. Sei que por 5 sacos bem cheios pagámos 190 euros. Hoje, fui à concorrência que diz não ter talões nem cartões, com uma publicidade muito chata é verdade, mas sei que paguei menos 100 euros. E vim com coisas caras que não sendo de marca, no que toca a quantidade até doi, papel higiénico, ração para 2 cães e 4 gatos, areia - pois que os meus animais não os ponho à porta de ninguém -, difusores para a casa porque gosto de a ter cheirosa, peixe, leite, coisas para higiene, queijo, fiambre, detergentes para o chão, massas, iogurtes e tinta de cabelo. A meu ver, como mulher, até poupo bastante visto ir ao cabeleireiro quando o rei faz anos - neste momento tenho um cabelo que me chega ao fundo das costas porque nunca mais fui arranjá-lo nem cortá-lo, prefiro fazer em casa tudo isso: depilo-me, arranjo unhas, pés, sobrancelhas e buço tudo em casa. O cabelo do Jacinto sou eu que o corto também. Com isto tudo é obvio que menos 100 euros é metade da nossa renda e imenso jeito nos dá e não gastando em pequenos luxos como ir ao cabeleireiro mais sobra ainda.

 

Quanto a roupa, a semana passada fizemos uma selecção de alguma para dar, outra que o Jacinto encontrou nos armários de casa dos seus falecidos pais e que já se usam novamente, mesmo camisolas de malha que tanto dão para ele como para mim no inverno rigoroso cá de baixo que de manhã com menos 2 graus nem olhamos para a vestimenta, queremos é algo quente. Tenho sapatos bons com fartura do tempo da outra senhora e tão depressa não preciso. Ele precisa de ténis, pois é com eles que trabalha de inverno e verão e como se sente confortável mas será lá mais para a frente. Temos reduzido em muita coisa e desde que deixámos de fumar conseguimos poupar 350 euros por mês sendo que pomos o dobro de parte para o carro. Mas agora que passaram 7 meses sem fumar faço contas e penso como conseguíamos gastar tanto em tabaco e manter outras coisas ao mesmo tempo quando agora poupamos tanto, fazemos mais contas, apagamos mais as luzes, fechamos mais a torneira mas custa-nos cada vez mais chegar ao fim do mês com algum que não seja o que poupámos. Pois esse quando cai na poupança é para esquecer de imediato. É dinheiro que tentamos pensar que não existe.

 

Temos receios de os ordenados ficarem retidos, temos, e com isso o medo de tudo o que daí advem mas sei que também temos forças para encarar adversidades e tão depressa descalço o sapatinho e dispo o casaco para calçar as galochas, enfiar o avental e as luvas e ir para o campo trabalhar para manter a nossa vida no mínimo como a temos de momento pois menos que isto não gostaria de ter. Conseguia perfeitamente adaptar-me porque já lá estive mas voltar à estaca zero com o Jacinto a meu lado e posteriormente arrastar a vida de um filho nosso era no mínimo desgastante para mim e uma facada no meu ego.

 

Mas gostava de melhorar a nossa vida. Gostava. Tentar, lutar por isso não é crime e eu queria deitar mãos-à-obra para arranjar mais comodidade nas vidas que queremos deitar ao mundo um ano destes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E siga para bingo que amanhã já é segunda-feira e não haverá novidades...

 

 

 

 

 

 

 

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15
Set11

 

 

Ela ajeitando-se na cama - Vou dar uma bufa!

 

Ele - Não!!!!!!

 

*pfffff*

 

Ela - Já dei!

 

Ele tapando o nariz - É o "resbeito" que tens...

 

Ela - Eu avisei primeiro! Amo tuuuuuu!!!

 

 

 

 

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14
Set11

Caso não tenham reparado...

por Pobre(o)Tanas

 

 

Peguei no anterior blog (ainda mais velho) o Algibeira de Pobre e arranquei tudo de lá, colando aqui...

 

Assim, finalmente, consigo juntar tudo o que fiz desde que comecei nestas lides num só... É que nunca gostei muito de coisas partidas, separadas, longe.

 

 

 

 

 

Questiono-me se será ainda esta semana. E logo esta para a qual tinha um feeling tão grande... Faço figas! Muitas!

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Andy Whitfield não aguentou e Deus chamou-o mais cedo.

 

 

É com imensa pena pois que o achava promissor, não pelo que vi da sua carreira antes uma vez que só o conheci de SPARTACUS - Blood & Sand mas cuja actuação dele achei fenomenal, dando vida à personagem Spartacus, um soldado romano feito gladiador, da casa de Quintus Batiatus, cuja única esperânça é recuperar a mulher - Sura - e viver novamente livre. Toda essa chama que o mantém vivo nas lutas extingue-se quando lhe entregam finalmente a mulher mas que acaba por morrer nos seus braços. Spartacus tem agora outro propósito para se manter vivo, sendo que a vingança que lhe corre nas veias é o que o alimenta dia após dia. (Esta ultima frase parece saída da sinopse de um filme de terror e suspense... Deveria dedicar-me a isto... Sinopses...).

 

É uma óptima série, que aconselho vivamente, bem como Spartacus - Gods of The Arena, que dá inicio à carreira de Quintus Batiatus com a aquisição da Casa de Batiatus pelo pai formando gladiadores para assim lucrar e subir socialmente com isso.

 

 

Quanto a Andy Whitfield, mais um menino-bonito que vai embora. Aposto que o público feminino que seguia a série fielmente - e aqui quero frisar o fielmente - não foi de certeza apenas e somente pelas lutas sangrentas, maxilares arrancados por espadas ou escalpes retirados à dentada, penso sim, que tal como eu que não sou hipócrita ao ponto de dizer "Ah sim sim que ver ali homens, em cuecas, à tareia ao Domingo à noite é giro", que ficavam coladas à tv a ver o belo do Andy a mostrar os abdominais e aqueles olhinhos de marrã morta quando a personagem pensava na mulher, sempre fiel até à sua morte.

 

Acho que Deus crê que certas pessoas bonitas devem ir mais cedo para que não sejam muito cobiçadas na terra, pois pode fazer-lhes mal ou que lhes podemos arrancar um bocado só de ver e é aqui que entra o livro O Poder da Mente e todas as suas artimanhas para se conseguir coisas. Deus chama-as e as anjinhas, fadinhas e borboletazinhas guardam-nas lá num cacifo só para si, as depravadas! Volta e meia abrem-nos, miram, soltam um suspiro e voltam a fechar. E a terra continua a girar, o sol a nascer todos os dias e as estações do ano vão e vêm durante anos, séculos, milénios, eras...

 

 

Com tudo isto não quero dizer que gostei da série só pelo Spartacus, também e não só, como boa apreciadora de sangue, tripas e cabeças decepadas - a minha parte humana e de assassina de cereais - gostei de seu todo. E também de ter um marido com amor-próprio e que sabe manter-se digno perante um ecrã de 32'' e 7 meses sem fumar que lhe criaram uma mini boia de salvação em volta da barriga que em momentos tórridos encaixa na perfeição na minha!

 

 

O meu avô tinha uma frase que usava quando mirava, cautelosamente, uma senhora na rua que não fosse a minha avó e era apanhado:

 

- Olha, arranca-me os olhos...

 

 

 

E isso mantem a chama acesa. Mais que não seja faz-nos querer estar aprumada/os para o/a nosso/a companheiro/a e cultivarmos assuntos de conversa que possamos debater e mostrar pontos de vista. Mais que serem conquistados pela barriga, os homens apesar de terem medo, não resistem a mulheres inteligentes e nós, apesar de tantos Spartacus musculosos pulularem por esse mundo fora, optamos para a vida, pelos nossos homens que para além de bonitos, charmosos e bem cheirosos, acima de tudo nos dão amor, estabilidade, iniciativa para sermos nós mesmas, carinho e algum espaço de manobra para montarmos parte da casa da Barbie que tanto ambicionámos em pequenas e que aos poucos se vai tornando num lar onde criaremos a prole.

 

 

 

 

Por isso Andy, comparado com o meu Jacinto, já eras! Lamento que não tenha funcionado...

 

 

 

              (Imagem da net - sim que eu nunca iria consegui estar a esta distância...)

 

 

Eu tenho sempre inveja destes artistas numa coisa: os dentes...

 

 

E a malinha? Ui!

 

 

 

E pronto o dia pode ser ter sido marcado por esta noticia triste mas não quer dizer que quem cá fica não possa andar bem disposto até porque acho que é esta semana que tudo irá acontecer... Tenho a certeza que este mundo está à nossa espera ;)

 

 

 

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11
Set11

11 de Setembro

por Pobre(o)Tanas

 

 

Andou por aí a pergunta "Onde estava a 11 de Setembro de 2001?"... Confesso que, excepto para os Americanos e quem esteve perto ou escapou das Torres Gémeas fosse qual fosse a sua proveniência, esta pergunta não tem pés nem cabeça. Vendo então algumas respostas como "Andava às compras com a minha ex-mulher" ou "Estava num restaurante a almoçar umas sardinhas e a beber um tintol quando vi no telejornal..." deixam qualquer pessoa (a modos que parva) como eu ainda mais aparvalhada. Penso que a pergunta pertinente seria: "O que sentiu?" e aí eu, muito conscientemente gostaria agora de colaborar dando a minha resposta.

 

Tinha 14 anos e apesar dessa rude idade que teima muitas vezes em tornar-nos imunes ao que se passa ao nosso redor e tornar-nos nuns fedelhos insensíveis e mimados, posso dizer que chorei, sozinha, mas chorei. E pensei no que faria se estivesse no lugar das famílias ou de quem ficara preso nos edificios em chamas e parcialmente destruídos com os embates. Sei que teria lutado, pois que não sou de desistir, mas algo me diz que no fundo teria sucumbido à violência do ataque, do pânico, da dor física e psicológica e no fim ao desmoronar dos edificios. Naquele dia fiquei com noção que todos somos vulneráveis e que não temos super-poderes para nos proteger totalmente e aos nossos quando o perigo é real, mas que apesar de toda essa vulnerabilidade temos força também para escalar escombros, alicerces, percorrer corredores desfeitos e em chamas, evitar poços de fundações, salvar o nosso companheiro, o nosso semelhante, lamber feridas e seguir em frente, recomeçando do zero e tentar melhorar com isso.

 

No fundo e generalizando, pensando em todas os acontecimentos históricos que nos puseram à prova bem como à nossa força, coragem e amor, penso que sem estas três virtudes a nossa raça, crenças, ideais e feitos à muito que estariam condenados.

 

Daí que o importante hoje é enviarmos forças aos pais, filhos, mulheres/maridos e todos os familiares de quem desapareceu e que Deus os ilumine e encaminhe.

 

É o meu contributo para estes 10 anos que já se passaram...

 

 

 

 
 
 
 
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 

 

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10
Set11

Enfartes e chouriços...

por Pobre(o)Tanas

 

 

Na mercearia da terra

 

 

 

Ela limpava as lágrimas à manga da camisola e fungava.

 

- Tenho 35 anos, quéque será das 'nhas filhas se m'acontecer alguma coisa? O mê marido anda numa roda-viva a trabalhari longe e ê aqui sozinha com elas... Ai as 'nhas maninas... Custou-me horrores estar no hospitali!

 

As outras, também de lágrima no canto do olho, tentavam animá-la.

 

- Oh Lurdis tu nã fiques assim, melheri. Olha c'o médico diz que nã te podes a'enervar q'isto dos enfartios nã se brinca e tens de cuidar de ti.

 

- É, e "ádes" melhorari!

 

- É verdadi. N'á-de ser nada... Ê ainda sou muto nova.

 

- Vêis? É assim mesmo! Tens de pensari positivo c'as ideias ruins trazem coisas más, melheri! Ânimo! Vá e agora diz lá o que queres p'ra t'aviar?

 

Assoou-se, olhou para a vitrina dos enchidos com os olhos inchados e perguntou já com um sorriso a assomar-se-lhe aos lábios:

 

- Tens uma chouricinha? Gosto tanto...

 

 

 

 

 

E eu, peguei num wc pato, paguei e fuji...

 

 

 

 

 

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Cheguei ao trabalho depois de almoço, olho para os meus pés e dá-me um fanico... As sandálias que tirara em casa enquanto almoçava, deram lugar às havaianas que calçara para lavar o quintal. E assim fui eu... Dondoca de chinelo no pé. Ninguém reparou e até servi cafézinhos a um cliente espanhol nestes propósitos sendo que chinelei a valer o resto da tarde. Para a próxima experimento trazer o fato de treino.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não é só o Gmail... Até eu já não o suporto. Tenho dias que saio com a cabeça feita em água com o barulho...

 

 

 

 

  

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