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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!


(Imagem da Web)



Ela apontando para a imagem e a rir-se: Olha 'mor, até tem compartimento para as máscaras de oxigénio como nos aviões!!!!

Ele: Serás parva?!?!?!?!?!






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23
Mai11

À Fadinha da Época Balnear

por Pobre(o)Tanas
 
Alentejo, 23 de Maio de 2011
 
 
Querida Fadinha da Época Balnear:
 
Este ano portei-me muitooooooo bem!
 
Trabalhei muito, muito, muito! Arquivei ainda mais e organizei tudo confiante que estava a dar o meu melhor. Atendi as pessoas de forma educada mesmo quando me faziam perguntas descabidas às 07h56min da manhã ainda nem sequer tinha aberto a porta, mantendo a calma e contando até 3500 - o que de manhã é imenso para a minha cabeça... Falei Inglês, arranhei Francês e cuspi Espanhol com Italiano! Cortei-me imensas vezes nas folhas de papel e queimei-me na fotocopiadora! Aturei camionistas que fediam da boca e dos sovaquinhos. Ouvi desaforos do meu chefe e engoli o facto do carro do meu patrão ter um computador de bordo maior que a minha televisão da minha sala... 
 
Fadinha, nem sequer fui à internet na hora de expediente!!!
 
Em suma, fui uma excelente trabalhadora. Por isso despacha-te lá com a marcação das férias para Agosto que eu estou doidinha de cansaço!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ou um fim de semanita prolongado?
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Um feriado ali a meio da semana?
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ok... Uma manhã ou uma tarde...
 
 
 

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19
Mai11

Voltei à puberdade...

por Pobre(o)Tanas
Ao fim de 24 anos de existência, sendo que passei a fase da puberdade há uns 10 anos - há quem julgue que me passou apenas a semana passada -, apareceu-me acne. Algo que não se manteve em duas ou três borbulhas irritantemente inflamadas e cheias de pus. Nada disso. Toda a zona em volta da boca até ao queixo parece um campo de batalha e quando uma rebenta parece que contamina o espaço em volta. Uma coisa era viver com borbulhas no rabo há mais de 15 anos e que já fazia parte do dia-a-dia. Borbulhas que por vezes tinha vontade de me sentar em cima de uma boia para não me causar tanto desconforto. Outra é ter também a cara. Pelo que no inicio do mês marquei uma consulta para um dermatologista e apesar de querer ter desistido à ultima da hora por achar estar melhor pensei duas vezes e já agora queria que um especialista olhasse para as minhas nalgas.

E lá fui eu...

Pois bem na cara tenho acne tardio, ponto negros, pontos brancos (que ele chamou de quistos brancos) e as borbulhas normais. E no rabo tenho algo que se chama hidradenite supurativa crónica, que além de me ter explicado disse-me que podia pesquisar na net para ter ainda mais noção e se tivesse dúvidas para depois as expor. Deveria ter dito para que fosse pesquisar numa altura em que quisesse estar sem comer durantes bastantes dias tal a nojeira de imagens que aparecem no motor de busca. Pensar que poderia ficar com as minhas nalgas no estado em que muitas que ali estão, faz-me ter medo do futuro. Disse-me também que uma vez que já se tornou crónica mesmo que com tratamento uma ou outra borbulha acabará por aparecer em alturas criticas e devo fazer sempre o mesmo tratamento.

Quanto à acne queria que fizesse um tratamento de choque com o qual deixava completamente de ter borbulhas mas deveria estar um ano ou mais sem sequer engravidar pois o bebé nasceria com más formações. Que nos deveríamos proteger não a 100 mas a 200% para nem sequer haver quase probabilidade alguma de engravidar. Não quis. Prefiro ter borbulhas para toda a minha vida. Tive receio que um ano fosse pouco para o meu organismo se restabelecer e ter um filho com problemas ou que fosse algo que se alterasse e acabasse sempre por os ter. Nah nah. Pelo que optei por um tratamento que pode ou não acabar com elas definitivamente e que durará apenas 3 meses. Tomando medicamentos à base da tetraciclina que me ajudam também na questão da hidradenite supurativa crónica, não me deixando muito descansada quanto àquilo que li nos efeitos colaterais mas penso que me safo deles em 3 meses, além do mais tudo aquilo é melhor que ver o meu rabo em carne viva durante meses a fio por causa de uma qualquer operação para lhe retirar a pele com borbulhas.

Não posso andar ao sol durante 3 meses, nem ir à praia - como o tratamento acaba em principios de Agosto e só na segunda quinzena devo ter férias calha bem -, usando protector solar factor 50 ou mais, um esfoliante químico que actua durante a noite e tem de ser usado com precaução durantes os primeiros dias pois caso contrário causa irritação - eu diria que cai a face - e mais 20 mil unguentos que me manterão a pele hidratada.

Com tudo isto acho que quando morrer e derem comigo mil anos depois, toda eu sou uma múmia muito bem conservada tal a porrada de químicos que o meu corpo tem.

Com consulta, medicamentos, cremes e creminhos gastei quase 200 euros e isso, a meio do mês, é um arrombo do caraças na nossa carteira.

Para não falar que o meu computador tem um arranjo de mais uns tantos pois a brincadeira dos socos valeu-lhee um disco rígido novo e claro está instalação de tudo e mais alguma coisa novamente. Bom pelo menos agora fica zero quilómetros. Passando para um disco de 320GB o que é óptimo e não preciso de mais e um novo sistema operativo que o Vista só à chapada...

Desespero pelo fim do mês... E com ele o seguro do carro para o despachar. O Jacinto foi averiguar e mais barato não consegue... E isto por um carrito velho. Quando tivermos um novo, acho que nestas alturas irei chorar. Quando for para colocar pneus, esperneio. E para ir à revisão marte-lo os dedos dos pés...

Para me animar a minha amiga Pris enviou-me uma foto nossa há muito esquecida no baú...


(Quando as pessoas adormecem encostadas a colunas que cuspem o som de indecifráveis palavras proferidas por meninos de voz grotesca às 4 da manhã...)



Estava tão mas tão doente...

Lembro-me que eram 5 e tal da manhã e fui fazer xixi "algures lá longe" e apanhei tanto frio que a gripe tal como a tive nunca mais me apareceu. Pelo menos não tão forte...

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15
Mai11
Entrei em casinos umas 3 vezes em toda a minha vida. Todas elas para "apenas ver" ou tomar um café assistindo a um espectáculo. Sempre vi os casinos como um antro cheio de compulsividade, de pessoas que não sabem que fazer à vidinha e de "aventadores" de fortunas e heranças. Sempre pensei que quem ali caía gastava o seu dinheiro raramente conseguia sair e nunca ganhava nada pois que sítios daqueles lá teriam as suas manhas para que o dinheiro acabasse nas mãos do estabelecimento fosse como fosse. Penso que tudo isto vem da educação que me deram de me resguardar de potenciais vícios e ouvir ou ver que fulano tal gastava o dinheiro todo no jogo ou que a não sei quantas devia uma pipa de massa por causa do jogo. Whatever...

Daí que ontem, a medo, lá fui para novamente "ver" alguma coisa. Fomos eu, o meu Jacinto e um casal amigo nosso para que eles jogassem qualquer coisa. Sendo que no caso do meu Jacinto 30 euros seria o máximo porque nós temos um carro para comprar e muito em que investir e o pobre lá foi com a sentença lida sem precisar de lhe dizer nada de concreto. Rumámos a Badajoz e visto eu nunca lá ter entrado tiraram-me uma fotografia que nunca saberei como ficou dado que fui apanhada de surpresa e apenas serve para efeitos de registo. Eu tremia por todo o lado - nem contei isto a ninguém com vergonha - mas achava que estava a cometer um acto horrivel, um pecado mortal e que iam todos começar a jogar e a perder balúrdios sem quererem sair daí. No entanto eu tenho de começar a perceber que algumas pessoas também se sabem controlar e não apenas eu tenho essa disciplina mental com algumas coisas que acho nocivas. Acho que desde que deixei de fumar estou pior e mais recta quanto ao não deixar a vontade física e psicológica andarem às turras entre si.

Os 3 falavam de termos de jogos que para mim soavam aos e-mail's em Mandarim que recebo todos os dias no trabalho. Se me perguntarem que jogos de cartas sei começo a corar e digo baixinho:

"Ah... Bom jogar eu não gosto muito sabes... Chateia-me... Estar ali a ver cartas e... Epah... Ao burro em pé e ao peixinho..."

"Como?!"

Algumas pessoas nem devem saber muito bem o que isso é ou já se esqueceram.

"Isso..."

 Já a minha mãe é um ás em muitos deles e o meu pai nunca o vi jogar mas faz uns truques engraçados com as cartas. Contudo sempre me incutiram no espírito que jogar é mau...

Sendo que para infortúnio do meu Jacinto jogar o seu amado Poker estava fora de questão pois a mesa estava fechada. Havia apenas Poker contra a mesa. A diferença é que o outro Poker seria tipo torneio e todos contra todos e não contra a mesa (que para quem não sabe é o próprio casino). Adorei o facto do Casino estar com pouca gente e tenho a perfeita noção que para a minha primeira vez teria de ser assim. Dirigimo-nos para a roleta. Começo a ver pessoal que não o meu a trocar bastante dinheiro fazendo-me espécie de como trocam várias notas de 50 euros sem sequer olharem para elas duas ou três vezes ou dizerem-lhe adeus com direito a uma salva de tiros ou uma cerimónia mais elaborada e respeitosas condolência à carteira. Nada... E nós nada nos saiu também.

Nisto começamos a ver a outra mesa de Poker contra a própria mesa com um senhor já bem bebido e alterado. Um homem fala com ele e chama-o à razão. Pede-lhe que se acalme e fale baixo. Viramos costas e dirigimo-nos para o lado oposto o dos dados. Encontramos mais gente aqui da aldeia e sentamo-nos ali - eu só observo sendo que os tremores já me tinham passado e já estava mais à vontade. O meu Jacinto já só tem 2 fichas de 5 euros que trazia da roleta e está a perder. Pergunta-me onde deve colocar as fichas... Algo me diz "Pequeno" e pimba! Acertamos. Ganhamos outra ficha. Ele estrega-mas e diz que estou por minha conta. Vai, vai, vai... Tumba! Acerto novamente no pequeno. Fico com o dobro do que aquilo que comecei. Entro em transe completamente. Ouço as vozes na minha cabeça: grande ou pequeno. Escolhe grande. Sai grande. Outra ficha. 25 euros. Escolho pequeno. Sai grande. O Jacinto diz para continuar a jogar, são 20 euros não faz mal... Pondero... Vá só mais esta (parecia os que jogam a alto e perdem tudo). Ganho. Deixo passar mais 2 jogadas e concentro-me. Ganho. Ganho. Ganho. Perco. Ganho. Ganho. Ganho. E ganho novamente. Com isto chego aos 110 euros e os nossos amigos e conhecidos riem-se de eu ser bruxa. Entrego 100 euros de fichas ao Jacinto e jogo com 10 euros apenas. Sei que vou perdê-los porque não me concentro. Os nossos amigos começam a apostar no mesmo que eu e perdemos todos. Uma, duas vezes. Eu já tinha sido abandonada pela minha maré de sorte pelo que peguei nos 100 euros e fui trocá-los por dinheiro verdadeiro e passei o resto da noite a ver os outros estourar tudo o que tinham e não tinham. Acabámos a observar a mesa do homem bêbado que tinha uns 60 anos e um namorado da nossa idade todo depilado. Ganharam bastante mas gastaram uma pequena fortuna. O homem tinha maços de notas nos bolsos que metiam respeito. O homem tinha uma tatuagem no braço assim muito rasca e esbatida representando um olho. O homem bebia e gritava. Medonho mesmo! Achei eu que guardava ali uma fortuna com os meus 100 euros que tanto jeito me fazem este mês. A minha visão de pobre comparada com os maços de notas do senhor do olho tatuado no braço é abissal.

Daí que hoje não me canso de dizer que ganhei 100 euros quando gastámos ao todo apenas 30 e que muitos gastaram tanto e nada levaram.

Quando contei ao meu pai e para me darem razão quanto aos meus receios a primeira coisa que ouvi do outro lado do telefone, como se eu não fosse uma mulher, quase casada, que ganho o meu e já dei mais provas provadas que sou responsável por mim, foi:

- Cuidado!

E fico por vezes a pensar que se eu não fosse a certas coisas, mesmo que com medo, que me diziam ser nocivas, boas mas viciantes ou que teríamos de o fazer de forma conscienciosa - que só por isso já me deixa com o cu arrepiado - metade daquilo que sou, vivi ou conheço não tinha absorvido, feito ou conseguido. Se isso é bom ou mau não sei mas fazem parte de mim anyway...




(Imagem da Web)

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14
Mai11

Pobre(o)Tanas a revoltada...

por Pobre(o)Tanas
Eu até que sou uma pessoa calma, tem dias em que estou ou sou imensamente zen. Nada me atrapalha, o mundo é belo e os passarinhos cantam. Mas tem outros dias em que não me reconheço e acabo a pensar que um tiro no meio da testa me faria maravilhas por acabar com o peso que tenho em cima de mim, que, diga-se de passagem, é nenhum e apenas me sinto assim.

Ontem foi um desses dias. Depois de uma semana de trabalho cheguei a casa e quando deveria estar contente um sensação de impotência apoderou-se de mim. Queria fazer tudo e nada, queria sair e ficar em casa, chorar e rir. Tinha umas dores infernais nos meus joelhos - que me estavam a tirar ainda mais a paciência - e acabei por me sentar em frente ao computador para descontrair. Nada... O computador começa a ficar lento a abrir janelas de um site com o nome de outro, como se estivessem trocados, a não reagir a nada, tudo e mais alguma coisa. Senti um turbilhão a crescer dentro de mim. Um formigueiro que me dá nas costas quando sei que me vou meter em merda ou andar à bulha... Uma adrenalina impossivel de suportar, crescia, tornou-se imensa e explodi. Abri as mãos e com toda a minha força espetei-as contra o teclado do portátil. E porque quando começo é dificil para mim retroceder, fechei-lhe a tampa com violência e dei-lhe tanto murro que o pobre não aguentou claro que não. Pelo que e devido à minha incapacidade de controlar os meus impulsos acabei com um portátil estragado. O meu companheiro de anos e onde tanto escrevi nele está em coma a aguardar uma qualquer operação que me irá custar uns trocos isto se não morrer de vez e ter de arranjar um substituto... Não contente dirigi-me ao quarto para fazer nem eu sabia o que tal era a desordem emocional e por a porta não abrir espetei-lhe mais um ou dois pontapés. Acabei a arrumar a casa para esgotar energias e deitar-me cedo com ainda mais dores nas pernas.

O pior de tudo isto é que se fosse a cara de uma pessoa a coisa tinha-se passado da mesma forma...

Ando muito mas muito cansada. Não que tenha muito stress no trabalho, as coisas têm-se feito bem e a um ritmo porreiro, no entanto e visto ser nova ali tenho dado muito neurónio, muitos GB da minha memória para conseguir o que até agora consegui e consumido cafés e caixas de ampolas de magnésio para me aguentar à bomboca. Os seis meses que apenas iria ficar já passaram a mais seis e estes seis espero que se tornem em muitos anos. Tenho a recepção a meu cargo e tudo o que vem com qualquer recepção de uma empresa, tenho algumas coisas do recursos humanos, contabilidade bem como o arquivo de tudo isso e de toda a parte comercial. Depois é o atender o telefone em que falo inglês, arranho o francês e o espanhol e apanho algumas coisas de italiano. Encomendar coisas, ouvir desaforos de faltas de pagamento e 'n' de outras coisas que vêm por arrasto... Adoro o que faço mas precisava de me saber estável e que ficaria ali. Não para me por à sombra da bananeira, nada disso que não sou dessas, mas não sentir a pressão. Acho que eles já me deram imensas provas de que mais 6 meses posso estar descansada mas eu não quero apenas isso. Quero algo efectivo. Ter certezas e avançar com outros projectos a nivel pessoal.

Não podia pedir melhor ambiente no trabalho, apesar das birras do meu chefe e de algumas parvoíces de colegas mas no fim bem espremidinho e comparado com muitos trabalhos onde estive, aqui é o paraíso. Há gente merdosa como em todo o lado mas papam-se bem... Tenho duas colegas com quem me dou melhor e partilhamos muita coisa: comida, desabafos de trabalho, e-mails e sorrisos e isso chega-me... Apesar dos nossos choques - que não são poucos - o meu chefe pediu-me para não mudar, pois eu era sincera naquilo que dizia e fazia e achava piada ao facto de eu mesmo que estivesse chateada estar sempre de bem com tudo o que me rodeava. Mas isto nem sempre é fácil de conseguir e lá está chego a casa e dá-me uma travadinha qualquer que me faz ter impulsos irracionais. Gostava de poder controlar isso mas sei que tenho muita tensão aqui presa. Tenho muito do passado ainda para digerir e que me vem à tona que me faz explodir.

Penso que o facto de andar aos pontapés às coisas não é mais que um impulso de me proteger do que me rodeia e de no passado ter de me virar conforme podia ou como pudesse proteger-me física e mentalmente. Essa Pobre(o)Tanas por vezes sai cá para fora quando não há necessidade disso. De fazer peito e erguer a cabeça para levar com o embate. Nunca fui de apanhar e ficar de cabeça vergada. Fi-lo no fim porque já estava saturada e pouco ou nada me doia - talvez porque achava que merecia ou por pouco ou nada me restar de amor próprio - contudo sempre tive coragem de olhar de frente o que iria enfrentar e pensar como dar a volta e sair ilesa. E por isso muito de mim ainda anda por aí meio perdido e com a mania de se proteger de tudo e todos. Não é fácil e é uma grande foda lá isso é... Fica-se extremamente cansado pelo desgaste destas sensações negativas. Se eu quisesse isto nunca me acontecia mas como vem também passa mas enquanto eu fico apenas cansada e triste por me ter comportado de tal maneira apesar de já estar bem, tenho de sarar feridas de quem magoei com a minha fúria e isto engloba o meu Jacinto.

Por vezes penso que devo ser como um furacão que arrasa tudo à passagem e no fim, quando se torna não mais que um ventinho, tudo à sua volta tem de ser reerguido após a destruição e isso demora tempo e traz mazelas...

Ando cansada. Por vezes revoltada... E nem sei porque. Depois passa e volta ao normal.

Em compensação tenho feito uma dietazita e já emagreci 4,5kg. Como à mesma mas mais vezes e em menos quantidade. Evito comer porcarias e comer mais fruta e iogurtes. Olho muito para os rótulos das embalagens e vejo as calorias. Tenho bebido imensa água e chá. Fiz análises no trabalho e tenho tudo normal menos o colesterol que está a 192 (uma beleza como dizia o médico perante o colesterol dos restantes colegas Alentejanos e amantes da boa comidinha... alguns apenas com uns míseros 240 ou 270...), no entanto a minha tensão sempre baixa (6-10) pelo que se quero baixar o colesterol não posso abusar do sal, por exemplo, mas o sal ajuda a subir a tensão... Ou seja ou uma coisa ou outra. Porém prefiro baixar o colesterol e ter um desmaio por causa da tensão que ter um AVC daqui a uns anos. Espero sinceramente chegar pelo menos aos 58/59kg porque estas dores nos joelhos devido ao peso têm tido parte da culpa no que toca à minha impaciência. Já fui operada há 7 anos e não vi melhorias a não ser em manter um peso aceitável para não piorar a situação e para quem deixou de fumar acho que perder peso é limpar o cu a meninos. É uma questão de disciplina e pedir a Deus muita força para fechar a boca quando a mesa se apresenta cheia de coisas gordurosas, doces ou salgadas...

Como dizia outrém: Tudo o que gosto ou faz mal ou é imoral...

Deixo a música que me acompanhou esta semana:



(Groove Armada - My Friend)









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08
Mai11
Ok... Parou tudo!


70kg????


Nha-se!


Não te ponhas a pau não!






Regime alimentar e é já!

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05
Mai11

24... Como a série...

por Pobre(o)Tanas
Quando eu nasci toda agente me foi ver... Ali estiveram comigo e com a minha mãe durante um bocado e depois deixaram-nos para rumarem ao velório da tia-avó que morreu de cirrose no próprio dia. Daí que sempre que faço anos alguma alminha se lembra da tia que bebia muito.

Costumo também dizer que fui um presente de aniverário antecipado para a minha avó, visto ela fazer anos a 7 de Maio.

Hoje, e porque a minha avó não me consegue ligar do telefone dela para o meu, liguei-lhe eu para me dar os parabéns. Quero aqui frisar que a minha avó diz muitas asneiras e nós claro está achamos um piadão! A conversa que se segue é o exemplo disso mesmo aliado à memória de uma senhora de 80 que mesmo assim está perfeita para tudo aquilo que ela tem de fazer no seu dia-a-dia:

- 'Tá???

- 'Tou velhinha'S!!! 'Tás boa, 'vó?

- Oh a minha netaaaaa! 'Tás boa filha?

- 'Tou vó!

- 'Atão?

- Olha, 'tou-te a ligar porque como não consegues ligar daí para mim assim dás os parabéns.

- Os parabéns? Oh c******, mas 'tás parva ou quê? Eu só faço anos no Sábado!!!

- NÃO 'VÓ!!! A MIM!!!!

- OHHHHHHHHHHHHHHHHH QUE M****!!!! Oh filha desculpa a avó! Oh f*****! Que m****! Passei a semana toda a dizer que fazias anos na quinta e chega ao dia e a p*** da velha esquece-se da neta! Oh que c******!!! Tantas desculpas como os 80 anos que vou fazer, neta!

E pronto, perante isto quem não a desculpa?




Pois é 24 anos...

Já é uma idade aceitável...



(Imagem da Web)



E eu que tenho um trauma com a idade... Acho que ninguém me leva a sério...



Nunca mais vejo a cara dos 30...



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Ontem decidi mudar de look... Não me bastou ter ido ao cabeleireiro há 3 meses atrás... Não. Tinha de fazer algo fantástico visto estar a aproximar-se o meu aniversário e com ele os 24... 24 anos é uma fartura! Aliás já nem dá para contar pelos dedos das mãos e dos pés. Bom... Nem os 21, 22 e 23 mas adiante... 24 anos é algo formidável. Quase 30!

Mediante isto, fomos ao supermercado e após 20 minutos a olhar para a prateleira das tintas lá me resolvi por um Acaju pois é o que se aproxima mais à minha cor verdadeira sendo a minha cor mais escura um bocadinho. O Jacinto, de carrinho na mão, olhava para mim e encolhia os ombros. Parecia que estava a adivinhar.

Chegada a casa e nem queria arrumar nada tal era a vontade de mudar a cor do cabelo. Lá me despachei e meti mãos à obra. Começou tudo com um ardor na cabeça. Nunca me tinha ardido tanto mas achei que seria das borbulhas na cabeça. Descobri que além de alérgica ao marisco e morangos, decididamente o chocolate causa-me borbulhas. Mas que além de se alastrarem, as poucas que desaparecem deixam manchas e crateras dignas do solo lunar, daí que tinha e tenho a cara e cabeça numa lástima. No fim a coisa correu bem e gostei da cor. Parecida com a minha. Como era tarde, deitámo-nos e lá se passou mais um Fim de Semana.

Hoje, de manhã, a caminho do trabalho olho-me ao espelho e quase tenho um treco. Nada disse ao Jacinto porque ainda pensei que fosse da minha visão estar turva do sono mas não... Aquilo que mais temia era real e confirmei no espelho do trabalho: tinha o cabelo a duas cores. As pontas pretas e o resto quase laranja. Quis rapar a cabeça naquele preciso momento. Tentei ligar a cabeleireiras conhecidas das minhas colegas mas estava tudo cheio até ao fim da semana. Pesquisei na net uma solução mas nada funcionaria como pintar novamente o cabelo. O meu medo era estragar o cabelo com a dose de tinta em tão pouco tempo mas assim também não podia ficar.

À hora de almoço o Jacinto nota que algo não está bem e faz-me aquela cara de "Eu bem te avisei... Tanto escolheste que olha, estás assim..."

- Mas eu só queria estar diferente no meu aniversário!!! - dizia eu infeliz com a minha escolha.

- E estás, mor... Estás malhadinha...

Agora ao fim da tarde obriguei-o a voltarmos ao supermercado e comprei o mesmo de sempre: preto.

A medo lá me dediquei ao meu cabelo, pintando-o, lavando-o e enche-lo de cremes, seruns e máscaras para aliviarem qualquer dano que esta brincadeira lhe possa causar. Com tudo isto quis eu poupar uma ida ao cabeleireiro e armar-me ao pingarelho, toma lá 40 euros em tintas, mais 20 e tais em produtos para hidratar...

Finalmente voltei ao meu look Morticia Addams que tão bem me fica. E brincadeiras destas nunca mais o faço sozinha e nem à noite... Ou pelo menos num Domingo à noite...

Decididamente tenho de ir consultar um oftalmologista.




(Imagem da Web)


 

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