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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!


Isto têm sido dias com muito para fazer. Não só no trabalho mas fora dele. Por um lado é bom, por outro andamos de rastos e sonho com a cama o dia todo.

A semana passada foi um corre-corre e com coisas que nos ocupavam o tempo todo. Agora estamos a pagar a factura do cansaço...

Fomos contactados por um senhor que tinha visto o nosso cão no nosso quintal e que gostaria que desse umas "saltadas" na cadela dele por ter um porte magnifico. Não gostando muito da ideia pois com tanto cão por aí e ainda colaborar para o nascimento de mais uma série deles lá acabei por aceitar uma vez que tenho direito a um cachorro e por achar que realmente tenho um cão fantástico para dar continuidade à raça e àquilo que dela se espera. A "miúda" era bem gira, apesar de mais velha, mas atinadinha e de humores equilibrados. Gostei da minha "nora".

Vistos os prós e contras lá andámos toda a santa semana ao fim do dia a juntar os bichos. Certinho que só houve uma "pinadela" completa no 3.º dia de ajuntamento e ao 5.º o Pablo mandou a namorada às urtigas pois estava mais interessado em brincar. Aguardamos noticias. Por mim a coisa não tinha "colado" mas pronto... Se vierem por aí cachorros sei bem que sem dúvida saírão perfeitinhos no que toca a temperamento e físico. Doenças os pais não têm e no máximo dos máximos saem coxos como a "avó"...

Depois no sábado a Pris veio visitar-nos. Há um ano que não a via. As saudades eram imensas! Falámos imenso, rimos demais e nessa noite apanhámos todos nós um camadão como há muito não apanhávamos. Eram 5 da manhã e estávamos na barragem no meio da serra. Eu, o Jacinto, a Pris e uns amigos nossos o M. e o H. Estava tão bêbeda que não me lembro de tirar maior parte das fotos da barragem. Chegados a casa mal me aguentava de pé e nem me lembro de chegar à cama. Certinho que entre a Pris e o M. houve clima pelo que eles ficaram no nosso sofá velhinho a cair de podre. Visto sermos pessoas que topam coisas à distância, eu e o Jacinto, colocámos tampões nos ouvidos. Era só para dormirmos mais sossegados... Ou então não! Ahahahahah

Tinha imensas saudades de uma noite assim. E felizmente, apesar da bezana, mantemo-nos afastados dos cigarros. Até porque o cheiro me deixava enjoada.

No dia seguinte acordámos com a cabeça do tamanho de um melão do Entroncamento pelo que para desanuviar fomos todos pescar para o monte do M. e comer bolinho de aniversário dele. Nada como uma tarde a comer doces para acalmar a ressaca. Porém já vou com 68,4kg... A coisa tem vindo a piorar. Esta semana ando de boca fechada o máximo que posso.

Este fim de semana avizinha-se cansativo também pois iremos a Lisboa passar a Páscoa. Não me agrada nada fazermo-nos à estrada na Quinta à noite com este tempo mas espero vir para baixo logo no Sábado de manhã pois no Domingo quero descansar e na Segunda queremos passar a manhã no campo nos comes e bebes como é tradição por aqui. Espero conseguir visitar toda agente com tempo e sem andar a correr. Também não queria gastar muito dinheiro nem gasóleo pois estamos nas lonas e este mês o Jacinto não pôs de parte a parte combinada dele uma vez que o dinheiro foi para o arranjo do carro no fim do mês passado.

Precisamos de por de parte 10mil euros até Novembro para dar entrada para o carro ficando com algum de parte caso aconteça alguma coisa. Contudo já "ouvi dizer por aí" que no fim deste ano/princípio do outro ficarei grávida e que faremos uma viagem que não será de lazer... Estou para ver onde vou ao dinheiro para tudo nessa altura. Espero que sejam só zum-zuns... Há uns meses não me importava nada de ficar grávida mas neste momento não é que não queira imenso mas é que não podemos e queria ainda ter algum equilibrio para trazer uma criança ao mundo. Bom certo, certo é que um dia sonhei que o meu filho nasceria em Setembro. Se for fim de Dezembro/início de Janeiro...

Deus me acuda!

Por falar em crianças... A Sr.ª minha "filha" Zappa afinal não está de esperânças como todos pensávamos que estaria. Ao invés anda é a comer imenso e a fazer companhia à dona no que toca a aumentos de peso.

Pelo menos as mamas estão maiores. Valha-nos isso...




(Dançando...)

(O patrocínio da noite)

(Eu ainda consigo abrir os olhos)

(O filho da Pris, o Gaspar, que nos acompanhou nestas andanças)



Deixo a música da semana para animar este tempo que até faz urticária




    (Melissa NKonda - Nouveaux Horizons)

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Recebemos a notícia nem com agrado nem com desagrado... Recebemo-la e pronto... É inevitável. O mal está feito e a culpa é nossa. O mundo não vai acabar por isso... Não estávamos à espera mas há que tocar a vidinha para a frente apesar de tudo... Deus nos acuda nestes tempos díficeis que se aproximam!


Vamos ser "avós"...


A Zappa está prenhe...



A minha "filha" mais nova...

A "miúda" nem sabe o que lhe está a acontecer. Todos os dias é miar desalmadamente como se não houvesse amanhã. Comer este mundo e o outro e de tudo em quantidades que davam para alimentar 4 gatos adultos com mais de 8kg. Anda à procura de sítios confortáveis. Penso que nem ela própria sabe porque os procura...

Eu avisei o Jacinto... Temos de a mandar esterelizar... Que nada! "Nem pensar! Deixa lá o animal como está..." agora é o que se vê... Durante os cios eram 1000 olhos em cima dela, janelas, portas e tudo que desse acesso à rua, completamente vedado como se vivessemos num bunker. Bastou alguém ensonado ir à rua ralhar com os cães às 4 da manhã... Sua Senhoria escapa-se por entre pés e não mais foi vista até ao outro dia de manhã quando entra em casa assustadíssima mas com um ar altivo e diferente. Tão diferente que mal a "irmã" se chega perto para a cheirar, Sua Alteza espeta-lhe um bolachão como se o mundo fosse dela e a Piggy não mais passasse de uma mera serva dos seus caprixos...

Não faço ideia onde vou arranjar donos para os meus "netos" mas neste momento só quero ver esta "malta" cá fora... Logo se vê como será. Pode ser que quando os começarem a ver alguém se apaixone. Dava jeito que fosse um ou dois não mais. Felizmente que as minhas restantes "filhas" estão esterelizadas...

No entanto aguardo o dia com nervosismo. Adoro vê-la assim. Tão parva quanto antes mas um doce... Sempre ensonada, melosa e chata...


Para não variar... Continua a cheirar mal...







Aventa pr'ai 'tá?



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03
Abr11
Finalmente alguém que conseguiu expôr o que sinto em relação ao tabaco... Ou à falta dele.

Falo do que o Sociólogo Alberto Gonçalves escreveu na sua coluna "Juízo Final" na Sábado n.º 360, passando a citar algumas passagens porque tentei encontrar o texto online para fazer um mísero copy/paste e não encontrei nada... Também só tentei 1 minuto ou 2...

"Pela primeira vez em quase duas décadas de consumo, podero a hipótese de deixar de fumar (...) Custa? Fisicamente, não tanto quanto a propaganda das terapias de desabituação apregoa. Emocionalmente, desculpem o horrendo termo, é devastador. O problema não passa (sem trocadilho) pela carência imediata: passa pela carência imaginada. O problema é antecipar uma existência sem tabaco.
Queira ou não, recordar a existência com tabaco implica associá-lo a cada instante feliz da minha idade adulta. Se folheio um álbum de fotografias, de papel, disgitais ou mentais, constato uma única permanência.Os lugares são diferentes, as pessoas são diferentes, eu próprios pareço diferente de uns retratos para outros. O cigarro, porém, está sempre lá, e assusta supor que um dia possa não estar. Não é saudade precoce, é a impressão de que talvez o cigarro não se limite a testemunhar os momentos áureos: e se, em razoável medida, foi o responsável por eles?
Nunca ouvi uma ex-toxicómano ou um ex-alcóolico relembrarem com doçura o tempo em que torravam o cérebro ou o fígado. Mas, à semelhança dos amputados, metade dos ex-fumadores que conheço evoca enternecida a época em que o cigarro era parte fixa de si. E suspeito que a metade restante é mentirosa.
Toda agente sabe que, além de um pulmão, fumar pode retirar-ns um pedaço de vida. Falta inventariar os pedaços que acrescenta, uma contabilidade indispensável e impossível."

Gonçalves, Alberto (2011), "Pedaços de Mim", Juízo Final, Revista Sábado, 24-30Março 2011, Pp. 114


As palavras deste homem acalentaram e iluminaram o caminho desta minha alma moribunda pela falta do meu companheiro de tantos e tantos momentos. Afagou-me as costas como que um amigo que está na mesma situação que nós e sabe perfeitamente como nos sentimos ou que descreve aquilo que não conseguimos deitar cá para fora. E por haver alguém que tão bem conhece aquilo que sou enquanto fumadora (ou ex...) sinto-me com forças para continuar esta caminhada. E aqui vamos nós nos 48 dias sem tabaco.

Ontem depois de uma jantarada com amigos do Jacinto em que o ritual de muitos deles sem mantém inalterável levantando-se da mesa, tal e qual como fazíamos, fez com que os meus olhinhos procurassem o primeiro vislumbre de um cigarro a ser sorvido. Aquele olhar envergonhado que é desviado porque a pessoa, sabendo que deixámos de fumar, pode olhar para nós e contemplar não um sorriso mas um esgar de tortura ou um ar completamente transfigurado do nosso ser... Eu estava com medo de me atirar à primeira pessoa que olhasse para mim de cigarro na mão e reclamá-lo para mim tal era a fartura de comida que ainda sentia entre os dentes que me fazia querer aniquilá-la com o sabor de papel queimado com um aroma a alcatrão. Levantámo-nos e fomos ao carro buscar as nossas pastilhinhas de morango e maçã. Para compensar todas estas emoções comi tarte de maçã e bolo de bolacha como se não houvesse amanhã e eu fosse a maior apreciadora de sobremesas que existisse no mundo. Eu que nunca comia destas coisas cheias de natas e açúcar aos punhados dou comigo a revirar os olhos de cada vez que uma colherada cheia de bolachas embebidas em leite condensado se aproxima da minha boca. As papilas gustativas dão saltos e deitam foguetes. A comida tem sido a minha salvação. Mas tenho perfeita noção que estes 7kg que engordei nestes 48 dias me vão trazer dissabores.

Hoje já estou bem... Não tenho vontade alguma de fumar. Amanhã já não sei... Se houvesse um gráfico que medisse as minhas vontades veríamos que a contante não existe...

Ontem pela primeira vez senti falta de ter mais amigos. Ou daqueles que tenho mas estão longe... Já tinha saudades mas ontem revelou-se uma torção de estômago. Os do Jacinto são os dele. Contam-se pelos dedos de uma mão aqueles que posso considerar meus também até porque nestas coisas de amizades sempre gostei de escolher quem quero e não aqueles que vêm por arrasto de quem faz parte de mim. E alguns dele/as dispenso muito bem. Respeito-os e respeito as escolhas do Jacinto. Mas sinceramente tenho alturas que munida de um cigarro nos queixos e uma pá, fazia um bem à comunidade tremendo.

Tenho saudades horrendas deles no entanto esta distância diminuiu os contactos e começo a considerar que amigos mesmo amigos que se lembrem de quem sou de verdade, tirando a família, são zero. Em parte é culpa minha, sei-o perfeitamente. Nunca fui amiga de andar às mensagens, telefonemas... Não gosto que andem em cima de mim e faço o mesmo aos amigos. Durante anos tinha grupinhos engraçados que conseguia manter à base de muita comunicação e saídas mas sei lá eu... As pessoas transformam-se... E não é que me dê trabalho e eu tenha mais que fazer, nada disso, não tenho feitio para me moldar a isso. Não tenho paciência para contar as mesmas histórias 20 vezes e neste mundo a única pessoa que me conhece perfeitamente e as minhas mil e uma aventuras e desventuras é o Jacinto. As pessoas que estão de fora diriam que é mau porque a vida tem mais que uma relação a dois, sei-o e aceito, mas tenho lá eu tempo para me dar a conhecer ou plantar a sementinha da amizade num vaso novo. Deixei de acreditar muito nas pessoas e aqui é tudo tão pequenino que ainda os meus pensamentos estão a caminho da boca já toda uma freguesia inteira os sabe. E tenho muito mas muito que resguardar da minha vidinha e da do Jacinto.

Durante anos estive rodeada de gente mas tão sozinha que questionei a palavra amizade muitas vezes. E outras vezes tão apenas só que me habituei a isso. Daí que esta nossa bolha a dois é tão confortável e segura que meter o nariz de fora e respirar outros ares que outras pessoas respiram, ouvir as suas opiniões e desaforos me causa alergia. Penso que estou tão concentrada na nossa vida a dois, nos nossos planos e criar meios de moldar algo confortável para a nossa existência e da prol que daqui a uns anos nascerá que sinceramente não penso em nada mais. Por vezes prefiro sentar-me ali fora no degrau da porta da cozinha para o quintal e ficar a observar o Pablo e a Pipa a correrem atrás um do outro ou a pedirem-me festas do que ouvir meia duzia de fulanas histéricas a falarem da vida delas ou das outras, do que vão fazer para o jantar ou do preço do arranjo das unhas. Os meus cães têm um poder de reflexão e relaxe muito poderosos e todos os dias dou graças a Deus de os ter porque descanso completamente a cabeça quando os vejo.

Pelo que na sexta-feira ao fim da tarde, depois de uma semana de trabalho, chegámos a casa, mudámos de roupa e fomos até à barragem a pé































E se isto não dá prazer a uma qualquer alma cansada... Não sei o que andamos aqui a fazer...




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O contrato de 6 meses mantêm-se... Foi o que o Dr. Where's Wally? me disse... E se tudo correr bem é para ficar para todo o sempre.

Foi um alívio muito grande, garanto-vos...




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