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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!


12
Jan11
Decididamente preciso de gastar uma porrada de dinheiro em mim mesma. Hoje olhei-me ao espelho, daqueles que aumentam, e quase que tive vontade de voltar aos fumos para a cabeça uma vez mais dado que estando sob efeito de uma qualquer cena sempre me via de outra forma. Ou então não. Mas depois lembrei-me que o meu corpinho e o cérebro não aguentam nem mais um mísero cigarrito com qualquer coisita na ponta que não seja palha e daí que o melhor mesmo é cortar o mal pela raíz e ir de vez tratar de mim.

Preciso urgentemente de uma limpeza de pele - já que as plásticas estão fora de questão - e tirar estas borbulhas mínimas que me fazem estar constantemente a esfregá-las com as pontas dos dedos - já que roí as unhas ontem - bem como os pontos negros que andam aqui desde a pré-adolescência.

Preciso de alguém que me arranje as sobrancelhas que não seja eu. Alguém com um alicate de preferência pois só assim isto vai lá.

Preciso de arrancar este buço à dentada. Todos os 15 dias lá ando eu a tirar esta penugem. É que nem se nota mas eu acho que sim e o meu espelho de aumentar concorda.

Preciso de fazer qualquer coisa a este cabelo que não passe por ser eu a cortá-lo e apará-lo com a gillete do meu Jacinto. As tintas que compro já não dão. Pinto-o completamente de preto e uma semana depois está castanho novamente. E com esta trunfa de mais de 60cm tapar tudo isto faz doer aos braços. Além que tem de ser durante o dia e de óculos pois não vejo um cu o que já me custou uns óculos caríssimos todos pintalgados. É fashion, eu sei mas... Preciso mesmo de o cortar, pintar, rapar, fazer rastas... Epah... Qualquer coisa...

Precisava de arranjar estas unhas... Perdão, estes cotos. Tirar as peles para que pareçam mãos de mulher e não de um mecânico que as corta nas latas do óleo.

Precisava de ir trocar de lentes de contacto ou marcar uma consulta para me arrancarem as corneas e enfiarem-me cá umas lentes quaisquer ou só rasparem as córneas. Uma porcaria dessas para não ter de usar nem óculos nem lentes e não perder 2 minutos da minha vida de manhã e outros 2 à noite a tratar disso.

Precisava mesmo de um aparelho nesta boca hedionda. Tenho dentes que nunca mais acabam, que davam para oferecer a metade da aldeia a quem falta um ou dois. E todos tortos. Daí que só me podem tirar fotografias do lado esquerdo pois não se nota tanto.

Precisava de ir ao centro de saúde ver esta coluna que me anda a dar cabo da cabeça desde o Natal e me põe entrevada à noite. Ao menos sei logo se tenho aqui uma hérnia qualquer ou é simplesmente falta de mais trabalho no lombo.

Precisava de ir a um ortopedista ver os meus joelhos. Que desde a época do pimento não me doem e daí eu estar preocupada. Se após a operação me doeram todos estes anos e já era crónico, agora que não me doem alguma coisa se passa...

Precisava de fazer um TAC à cornadura. Volta e meia tenho um espasmo no meu lado direito quando estou sob stress. Parece um estalar ali naquele ponto. Mas deve ser porque só me tiram fotografias do lado esquerdo e o direito queixa-se.

E finalmente precisava de ter tempo para isto tudo.

Pronto dinheiro... Que tempo tenho de sobra.



E mais umas quantas botas e um ou quatro pares de calças de ganga, saxabor! Para poder aventar o que tenho velho e caneja.


Gracias!


(Imagem da WEB)

Et Voila! Estou arrumada!

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A minha internet hoje está como o meu cérebro... Lentaaaaaa.


Não gostava mesmo nada de fazer queixinhas sobre o trabalho.

Acho que vou aguentar mais 1 dia. Amanhã talvêz precise. Isto é como tirar um vício do corpinho. O dia de hoje é uma vitória se nos conseguirmos controlar.

E eu consegui!!! Não respondi. No entanto subiram-me aqueles calores espinha acima e espinha abaixo. Mas consegui. E o nózinho na garganta? Mas engoli-o. E os tremeliques oculares? Mas fechei os olhos com muita força e passou. E o voltar a roer as unhas intensamente como há quase 2 anos não o fazia? Pois isso já era pedir controlo a mais...

Queria o meu Jacinto deixar de fumar... Isto é de uma pessoa fumar não 20 ou 30 cigarros por dia mas sim todos de uma vez para ter um qualquer ataque apoplético e ficar-se ali para não sofrer mais.

Não quero crer que uma pessoa por ganhar mais € 4.445,00 que eu ao fim do mês me tenha como alvo a abater. Pois se assim for bem posso fugir com os 550 que me correspondem...

Continuo a questionar se o problema é meu. Pois só pode.

Pondero arranjar ajuda psicológica o mais depressa possível para ultrapassar esta barreira de mau feitio e maneira revolucionária de ser que por mais que a lave e esfregue não descola da minha pele. Eu acho-me um qualquer Ché Guevara do mercado de trabalho vão lá agora mudarem-me isto. E ter um peneirento a martelar-me a moina 8 horas por dia e prender-me por ter cão (por acaso tenho dois) e não ter (aqui contam as gatas), não desce o exófago.

Isto vai lá ou comigo a mandar nos outros o que é dificil pois não tenho jeito nem sequer coragem de mandar fazer, e se pudesse era eu a fazer as limpezas do escritório e não a Dona Salobra, ou então trabalhar só comigo e mais ninguém. Fazendo tudo sozinha. Como não o posso fazer continuo a sonhar com o trabalho em que havendo hierarquia e regras porque gosto de as seguir não há principalmente falta de respeito pelo fundo dos fundos. Pelo lodo dos que ali estão por necessidade.

Se calhar o meu ideal de trabalho seria o Sindicato dos Trabalhadores!



E para quem não queria dar importância ao trabalho, aqui vou eu com um post feito a falar nisso mesmo.

Isto porque preciso de aventar este corpinho que Deus me deu para cima da cama e não acordar novamente às 5 da manhã alagada em suor não me lembrando de que merdelim estaria a sonhar... Vai na volta tinha ganho o euromilhões e estava a correr para o trabalho para esfregar o boletim premiado na cara do Dr. Where's Wally?



Esta frase aqui é só para não acabar este post com o nome dele... Seria algo agoirento!

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10
Jan11
Hoje não vou falar desta hedionda segunda-feira que me afectará o ego durante largos meses. Não falarei mesmo. Tenho de meter na cabeça que isto não é Lisboa e que só lá é que podíamos levar o trabalho para casa. Aqui tenho de pensar que estou constantemente de férias e que o trabalho que faço actualmente é para pagar as despesas da minha casa de férias.


Ao invés vou falar de uma coisa que tenho imensas saudades. E acho que quem tem a minha idade e mesmo mais velhos também sentirão. A extinta Rádio Cidade. Não a Cidade FM dos dias de hoje que a mesma música é repetida 'n' vezes até enjoarmos. Repetir a Lady Gaga até nós ficarmos não gagos mas surdos, o TT que se julga ser uma versão de um Audi mas não é se não um pseudo-wannabe-Justino Timberland  and so on...

Falo sim daqueles tempos em que deitadinhos na nossa cama ouvíamos o Cidade By Night ou a meio da tarde a Melhor de Três, dançando ao som da SuperPista aos sábados à noite nos tempos em que ainda não tínhamos idade para sair... Isso eram belos tempos. Em que gravava por cima das cassetes pirosas que o meu pai tinha, as músicas que aguardava um dia inteiro ouvir. Lembro-me perfeitamente de nessa altura me terem dado um computador e uma aparelhagem sendo esta última a melhor prenda que podia ter recebido para poder fazer as minhas gravações estilosas recheadas de power da música Eurodance!

Lembro-me de pensar no rapaz dos meus sonhos nesses tempos idos e imaginar que ele me levava a dançar. Escrever no meu diário horas a fio ou desenhar. A Rádio Cidade formou e aguçou o meu fascínio pela música. Não para cantar ou tocar mas mais como uma caçadora de hits, de músicas de anúncios do século passado, de momentos que me ficaram associados a certos temas. E hoje sinto-me feliz por ter uma vasta colecção de gigas e gigas, milhões de minutos das mais variadas músicas que me disseram algo.

Se sou a caçadora de música que sou devo-o à Rádio Cidade. E ontem isso verificou-se quando ao fim de sei lá eu, 20 anos? Descobri estas pérolas:



(Não coloquei com o Videoclip original porque achei que este teria uma qualidade superior - 2 Unlimited - No One)

Lembro-me perfeitamente de ouvir isto já uns 3/4 anos mais tarde - após saída deste mesmo hit - e adorar!

Qualquer pessoa que ouça isto hoje em dia, como menos de 15 anos, diz "Epah... Cáganda porcaria...". Mas não... Isto era girissimo! E diz-me tanto... volto mesmo aos confins do meu mundo de pessoa.

Epah se isto não me faz arrepiar não sei. É que o arrepio é de tudo o que vem à memória. É fantástico como uma música, um sabor, uma imagem nos trazem tanto. E isto para mim é o que faz a vida ter sentido.

Ou então esta...


(Chumbawamba - Tubthumping)

Esta faz-me saltar. Faz-me feliz e estar mesmo bem dispostinha. E se toda agente ouvisse isto uma vez por dia o mundo seria menos conflituoso pelo menos no meu trabalho...


Depois da extinção da Rádio Cidade virei-me para o Oceano Pacífico. Apesar de continuar a dar às 22h em ponto na RFM com o seu magnífico início - que reporta aos tempos em que o meu pai me levava para os meus avós, era eu um ser já a caminhar para os 5 anos, para ele ir trabalhar à noite - podemos ouvir o dia todo online sempre que queiramos, basta ir ao site da RFM. E no meu trabalho é o que ponho.

Desde miúda que a RFM também me acompanha e com ela mais uma compilação de músicas que me envolvem a alma e os sentidos. É o caso desta que se segue que ao fim de alguns anitos me faz olhar com outros olhos certos aspectos de vida que já vivi...

                                         (Double - The Captain Of Her Heart)                                                

Ou esta famosíssima que muita gentinha foi feita ao som dela...



(The Cars - Drive)

No entanto e pelo que consta nos registos e actas eu fui feita ao som desta...


(George Michael - Careless Whispers)

Ora se isto não é tudo tão perfeito e não me fez crescer com uma pessoa bem melhor...? Eu acho que sim... E o meu Jacinto concorda...


Estas são algumas das muitas, milhentas, músicas que fazem parte da minha memória ram instalada à pressa na minha cabeça num dia de trovoada.

Ao longo da vida deste blog publicarei imensas assim como sempre fiz. Chateando as pessoas que me lêem e as que eu obrigo a ler (umas 2 ou 3 porque o resto fugiu tudo). Cá em casa já sabem... Querem uma música, tentem trauteá-la que eu descubro-a. Não prometo que seja no próprio dia, nos dias ou semanas seguintes mas achá-la-ei.


E com este post Aventei tudo o que me fez doer o ego durante o dia de hoje.


Abençoado mundo este que criei na minha cabeça...



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Nunca compramos revistas cor de rosa cá para casa, ao invés quando queremos leitura de sofá e já lemos tudo o que há para ler que nos seja oferecido no correio, compramos algo que dê para os dois... Uma Super Interessante, uma Maxmen, uma qualquer revista de decoração assim moderna para nos babarmos com os closets que vemos, etc. Nunca revistas cor de rosa. Deixamos isso para a esplanada do Lobu's enquanto um lê o Correio da Manhã, trocando de seguida, e bebemos o nosso café acompanhado de um cigarro.

Aí sim... Lemos as cusquices e averiguamos o que andam as celebridades a fazer, gozando com isto ou aquilo, ficando atónitos com algumas figurinhas e pensar no que faríamos da nossa vidinha se ganhássemos apenas 1/10 daquilo que o menino "bonito" do futebol ganha em publicidade, colocando posteriormente uma moedinha de € 0,50 na máquina do café que gira, tipo máquina de casino e que por vezes nos sorteia com € 5,00 para pagarmos a despesa.

Eu e o meu Jacinto temos maneiras de ver a vida muito idênticas. Sonhamos com o euromilhões mas gostamos da pacatez da nossa vida social e da nossa insanidade em casa, correndo atrás um do outro, cantando as letras de músicas à nossa maneira e alterando-as, pensar que amanhã sim deixaremos de fumar e poderemos finalmente juntar dinheiro com fartura para um carro novo ou umas férias com pulseirinha numa ilha em que poderemos andar nús na praia ao fim de tarde. Pensar que um dia deixaremos de andar cansados e que poderemos voltar às raves de altura da faculdade com a mesma energia e que teremos vontade de ir para um ginásio malhar até não termos mais espaço para músculos e abdominais, ficando com um corpo magnífico que não nos servirá de nada uma vez que não nos gostamos de expor a não ser na nossa privacidade.

Todas estas formas de estar e ser não condizem com nada daquilo que vemos nas revistas e olhando para a vida de famosos expostas pergunto-me de que vale ser-se figurinha pública e reconhecida até com uma peruca e uma máscara de plásticas em cima, se não se pode dar um peidinho que ninguém não saiba e não saía na CARAS da próxima semana. Pergunto-me de que vale o menino "bonito" do futebol ter conta no BES se por ventura talvez eu seja mais eu com uma no Millennium BCP? Até porque sou cliente desde 1992 ainda era NovaRede e uma vez que nasci nos idos de '87 sinto-me deveras poderosa quando digo isto...

Questiono-me se valerá cada cêntimo... Se valerá cada ideal que construí na minha cabecinha idêntica a uma caixa de Pandora. Se valerá o risco de cairmos no rídiculo...

Vendo a força que a tia fez para deixar entrar a sua cadela boxer na Igreja aquando o baptizado do neto, reconsidero que tenho sido péssima dona do meu Pablo, também ele boxer, por nunca o ter deixado sequer entrar ali no mini mercado para ir buscar uma lata de salsichas. Nunca fiz força para ele ir onde não seria desejado até porque tenho ainda 3 dedos e meio de testa e gosto de respeitar lugares sagrados.

Não conseguiria nunca posar para a fotografia envergando uns sapatos de salto com 20cm's ficando mais alta que o meu Jacinto só para ficar bem. Da mesma altura vá que não vá mas eu sou muito pouco feminista. No máximo igualdade e não superioridade. Até porque respeito muito o género que inventou a roda e as botas Caterpillar que me ajudam diariamente a recuperar da operação aos joelhos que fiz há 7 anos. Desde que não se armem em homens das cavernas, eu respeito. Caso contrário as botas Caterpillar ganham outro objectivo que não o seja para andar.

Desfolho mais umas quantas páginas e vejo os miúdos calçados e vestidos como se fossem adultos. Sapatos de vela que mais parecem pantufas de velhotes usarem em casa, fazendo o pé de uma criança de 8 anos parecerem um iate de 80 pés de comprimento. Coletes de malha, camisinha engomadinha, calcinha de vinco e soquetezinho azul escuro puxadinho a combinar com o cabelinho escovadinho com risquinho ao lado. Pergunto-me se estes miúdos podem tirar os brinquedos das caixas de origem e brincarem ou se os têm emprateleirados numa estante dos seus quartos.

Quanto mais olho para estas crianças mais o meu desejo de ser mãe aumenta para poder vestir os meus filhos como espantalhos para brincarem na rua com os amigos e rasgarem os ténis a jogar à bola num campo de terra cheio de buracos. Aproveitando os restos de t shirts ou cuecas para fazer panos para lavar o carro.

Sim, é verdade tenho uma fixação por cuecas. Isto porque nunca tive nenhumas que me tirassem estas borbulhas que tenho nas nalgas devido ao uso excessivo de nylon.

Reparo que se uma celebridade mostra o reguinho das mamalhuças aparece logo como se fosse algo muito fora do comum. Então e eu que já fiquei em cuecas, - e eu a dar-lhe - devido a um infurtúnio de final de tarde de verão, ali na rua das vivendas e nunca ninguém me disse nada nem me tirou uma mísera fotografia? Ah pois... Respeitam-me! Respeitam a senhora do Eng.º Jacinto.

É isto que falta nas revisas cor de rosa. Respeito. Respeito por parte das revistas e por parte de quem dá a cara para aparecer nelas custe o que custar. Respeito ainda por quem lê que fica a pensar que a sua vidinha de comum mortal pouco ou nada tem para mostrar. Mas isto é para os que são influênciáveis e fantasiosos. Eu só queria o euromilhões para o gastar comigo e com os meus. Porque de resto tenho um vidão de luxo. Sou imensamente feliz como sempre batalhei para isso. E tenho ao meu lado quem caminha à mesma velocidade cruzeiro apesar de nunca termos andado em nenhum. Mas isso é outra história porque eu enjoo em tudo o que seja transporte.

Porque se o outro que tem 60 e muitos vive com uma miúda de 19 que mentiu ao ínicio, dizendo que era maior e tudo aquilo foi falatório e falta de respeito pelos dois que vai na volta até são e estão felizes e ninguém tem nada a ver com isso, este com 65 ou 70 sei lá, que foi assassinado esta semana e lhe cortaram as partes, ter andado enrolado com um fulano de 21 que diz-se ser o seu assassino, coitadinho têm pena dele. Não andasse ele a papar miúdos... Lamento. Quer dizer o outro não pode papar a miúda de 19 mas este pode papar o de 21... A diferença é muita querem ver? Eu com 19 anos e com 21 era a mesma. Apenas já trabalhava as 8 horas que me competiam para ter a minha casa e pesava mais 10kg.

Por isso não gasto dinheiro com revistas cor de rosa. Prefiro ler as 69 posições acrobáticas que devemos fazer antes de morrer na Maxmen ou a descoberta de uma qualquer supernova por cientistas cubanos no meio de plantações de cocaína. Prefiro até descobrir, pelo meu Jacinto, que um comprimido afinal é composto de pó de pedra e que é esse composto que nos ajuda a envolver 10miligramas de um prozac caso contrário nunca conseguiríamos tomar 10miligramas de nada, por ser uma partícula.

Com esta conversa toda esqueci-me onde ficam englobados os pistachios...


Ah já sei! O Lidl tinha-os em promoção.


Comprei dois pacotes que já os aventei...





O meu cão sempre me pedinchou muita coisa menos acompanhar-nos a baptizados...





Nesta fotografia ele questionou-nos quanto às saídas à noite com as amigas cadelas. Quando lhe dissemos que ainda não tinha idade, fez esta cara...

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Finalmente sexta-feira! Posso olhar para outras coisas que não o trabalho, a casa e o deixar tudo pronto e arrumado para não ter um qualquer fanico se der com alguma peúga no chão ou desatar à tareia aos tachos enquanto os arrumo. Hoje não faço a ponta de um corno em casa.

Felizmente o meu Jacinto à noite não lhe apetece nada mais que uma torrada e não preciso de enfiar o nariz nas frigideiras. Abençoado homem, o meu.

Hoje o trabalho mais parecia uma zona de bombardeamento e pergunto-me como o meu chefe (Dr. Where's Wally?) consegue em 365 dias estar bem disposto apenas 1... Estou naquela empresa há pouco mais de 2 meses e meio e pelo que vejo ele só está feliz no primeiro dia de cada ano pois foi o único dia em que o vi rasgado em sorrisos todo o santo horário de trabalho.

Por vezes ainda manda umas piadas mas 3 segundos à laia de bipolaridade o homem desata aos berros com tudo e todos. Acredito piamente que sofra de um qualquer disturbio mental.

O mais engraçado nisto tudo e eu que já trabalhei em imensos sítios sei do que falo é que este fulano é o UNICO que causa mau ambiente. Porque entre mulheres, homens, mulheres e homens há um excelente relacionamento e este totó não percebe as energias negativas que espalha. Ali as mulheres não se pegam e os homens respeitam o estatuto feminino e todos se tratam cordialmente. Compreenderia que houvesse mau ambiente entre mulheres pois é algo que nunca se extingue dentro de empresas mas esta é a primeira vez que vejo compreensão entre todas e principalmente entreajuda.

No entanto sempre fui insatisfeita com a minha vida profissional e posso ser eu a corrigir defeitos no homem mas não tenho culpa... Já faz parte de mim este defeito.

O homem mete respostas nas bocas das pessoas que nem sequer proferiram qualquer palavra. O homem grita, esperneia, quer tudo "para ontem!" quando as coisas do Patrão (Dom Fuas) estão em primeiro lugar que as dele. O homem perde um papel e mete a empresa toda à procura dele quando foi ele que o deitou para o lixo ou o agrafou a um papel qualquer que acabou por ir parar ao lixo à mesma. O homem pede o arquivo de uma maneira e amanhã muda de ideias. O homem revira os olhos e diz "Epah não, esse não!" quando lhe digo que o Patrão está do outro lado da linha para lhe dar uma palavrinha. O homem desliga-me as chamadas do estrangeiro ou um qualquer cliente com quem esteja ao telefone só para o ajudar em alguma coisa. O homem chama nomes a toda agente pelas costas quando algo não está de acordo com o que ele quer. Ou seja o homem é um mimado, um caprixoso!

As minhas colegas estão naquela empresa há mais de 20 anos e aturam isto todo os dias. Sempre com um sorriso amarelo nos lábios.

Acredito que um dia haverá uma chacina pois o ser humano aguenta até certo ponto e eu ainda tenho 19 anos e 10 meses pela frente, se tudo correr bem. Não será da minha parte certamente mas anda tudo pelos cabelos.

Não fosse sexta-feira e estaria enfiada na cama com um sedoxil debaixo da língua a esta hora. Estive 20 minutos na rua à espera do meu Jacinto quando o Dom Fuas me questiona porque não vou para dentro da empresa esperar pois escusava de estar na rua ao frio. Perante a minha resposta de "Não se preocupe Eng.º, o meu Jacinto está quase a chegar" ele responde-me "Eu percebo, apanhar ar fresco fora da prisão!".

Acho que o meu patrão já percebeu a minha essência principalmente no que toca à parte campestre. A minha necessidade de espaço, simplicidade e liberdade de expressão.




Aguardo tempos melhores, nomeadamente no campo meteorológico, pois queria ir ali a Espanha (sim é mesmo ali a Espanha) ver umas coisitas nos saldos e esta chuva não me agrada nada. Até tive de deixar os cães em casa esta tarde pois a casota deles inundou. Normalmente à noite ficam em casa mas durante o dia gostam de passarinhar no quintal e receber umas festas de quem passa na rua, mas hoje seria impossível. Quando virei a casota parecia o despejar da Arca de Noé depois da enxurrada. Pelo que o Roque e a Amiga ficaram a dormir a sesta a tarde toda ao quentinho.

Podia ir tomar café mas não me apetece. Só há uma coisa que tenho saudades da capital: os cinemas. Tenho mesmo saudades de ir ver um filmezinho no grande ecrã e trincar uns quantos grãos de milho que não estalaram nem chegaram ao cargo de pipoca. Havia aqui um mas era ambulante. Por vezes ou a bobina do filme saltava da máquina e rolava entre as cadeiras dos espectadores ou traziam a segunda parte do filme e a primeira ficava noutra aldeia esquecida pelo que viam o fim e só depois o ínicio quando a iam buscar. E agora apesar de finalmente já ver televisão - amuada mas vejo - já nem 250 canais me satisfazem. Uma coisa é o olhar para o ecrã LCD da sala e ficar a mumificar ali, outra é pagar para ver um filme num ecrã ainda maior, carregada de pipocas (melhor ainda se forem de duas qualidades), coca-cola ou pepsi, e agora tudo caladinho no escurinho que as emoções vão começar.

Depois era sair e ainda dar uma vista de olhos pela Bershka ou pela H&M. Aqui não sinto necessidade de comprar roupa, só calçado - botas de preferência muitas botas - pois se vejo uma loja com muita roupa saio de lá a correr porque os meus olhos já não estão habituados a tanto tecido aglomerado. Canso-me só de provar uma camisola ou umas calças. Canso-me de ver preços. No entanto precisava de comprar roupa. Emagreci 7kg e tudo me balouça na zona pélvica. Mas olho para a quantidade de roupa que lavo por semana e ponho a secar e passa-me logo a vontade. E sejamos sinceros, o dinheirinho serve para outras coisas.

É sexta-feira à noite e se estivesse na capital estaria à mesma em casa porque está de chuva. Logo não me faz espécie alguma não ter vontade sequer de ir beber um café ali ao (António) Variações. E sinceramente isto é o paraíso em cuecas. 

Assim como assim hoje é noite de não se faz porra alguma, é noite de Aventa Pr'aí...


(Imagem retirada do Blog http://aleidooeste.blogspot.com/)

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07
Jan11

Mudámo-nos...

por Pobre(o)Tanas

 

 

Chegando aos 390 posts e 1320 comentários, o SouMinha precisava de mudar de rumo. Não sendo uma despedida mas um virar à direita no cruzamento, mudámo-nos para aqui. Não querendo com isto sermos pobres e mal agradecidos depois de tudo o que aqui nos foi oferecido, pois muita saúdinha e felicidades para os projectos da Sapo é o que mais queremos, no entanto precisávamos de nos mudar. Um dia quem sabe voltemos... Até lá aventamos tudo para outro lado.

 

 

O Algibeira de Pobre, o SouMinha e a Pobre(o)Tanas agradecem estes quase 3 anos de aturanço.

 

 

Obrigada a todos que nos acompanharam e não sendo uma despedida é um até já ali ao lado.

 

 

Fomo-nos!

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05
Jan11
O ano começou calmo na empresa. Não fosse o ter de arrancar triliões de folhas de milhares de dossiers de arquivo mais que morto e poderia passar o dia todo somente a atender pseudo-coreanos e falar o meu tão adorado "ingrês" arrastado enquanto fazia esquemazinhos e listinhas em excel  que me possam fazer falta na minha mísera organização profissional.


Trabalhando no ramo dos pedregulhos e não percebendo patavina do assunto, lá me vou safando com as aulas que o meu Jacinto me dá não fosse ele engenheiro disso. No entanto olho para toda a panóplia de amostras que envio a potenciais compradores e nenhuma poria sequer na minha wc em jeito de rodapé. Tudo aquilo, depois de embrulhado, mais se assemelha a um pacote de cocaína. Não fosse o senhor da DHL confiar em mim e seria obrigada a abrir os embrulhinhos envoltos em papel canson e km's de fita cola para se confirmar todas aquelas "samples" que viajarão para países que nunca visitarei.

Por vezes, enquanto preencho certos documentos necessários para o envio, penso que a minha letra vai viajar e que alguém, além-mar, a irá decifrar. E fico ali a imaginar-me... No entanto penso no sítio onde vivo actualmente e não consigo sequer continuar a pensar em viajar. Quase que passei do 80 para o 8. Passei de tudo aqui perto na Capital para o mini mercado da Sr.ª Florinda que nunca teve uma lata de milho para salada, à venda. Certas pessoas enlouqueceriam e poucas conseguiriam viver com pouco mais que isto mas se fizermos uma análise o ser humano não precisa muito para ser feliz. Basta estar bem física e psicológicamente.

De manhã há tempo suficiente para vestir, comer, beber o café e tranquilamente percorrer os 5km que nos distam do trabalho. Ver o nascer do sol e os tímidos raios penetrarem na névoa da manhã nos campos, acender um cigarro e sentir o frio destes meses de Inverno. Ver um tractor lá longe no cruzamento e acelerar um bocadinho para não o apanharmos. Aqui apanhar um tractor à nossa frente é quase tão enfadonho que o IC19 em hora de ponta tirando o facto que não nos atrasamos por irmos atrás dele.

Autocarros só existe um. Que vai de manhã e vem à noite e somente em dias de aulas. Portanto em todas as férias escolares não existem transportes a não ser a boleia vizinha.

Se apurarmos bem o ouvido à noite, ouvem-se as vacas e as ovelhas. O mar pode estar a cento e muitos km's mas não nos faz tanta falta quanto isso. Existem barragens e lagoas. Existe um sem número de coisas que nos podem bronzear no verão Alentejano. A pesca, os almoços na rua, os pique-niques, o convívio no café com esplanada. As noites quentes e passeatas pela aldeia com os amigos ou só com os nossos cães. As caminhadas à serra e beber água das 1001 fontes que nela existem. E no rigor do Inverno, uma fogueira e umas cadeirinhas enquanto se conversa. Os gorros e cachecois que mal chegam para tapar o frio seco que entranha nos ossos. O cheiro das lareiras no ar. O nevoeiro que cobre o vale da aldeia quando se avista de cima.

Tudo isto não o trocaria por nada. Penso que o desejo para 2011 que pedi com mais vontade foi continuar a viver da mesma forma. Não ter que, de saltos altos e cheia de dores nos pés, desbravar nunca mais as calçadas citadinhas que me foram oferecidas. No fundo todo este conceito de vida o qual me rodeia e vivo de momento, conceito que tanto ansiei, paira entre o "tenho todo o tempo que preciso" e o "Aventa Pr'aí" enquanto me sento no sofá e penso calmamente que calças de ganga deslavadas e botas rasas ressequidas levo para trabalhar no dia seguinte sem pensar que me podem despedir por não levar um taier mais passadinho que uma tábua da 5àSec...


(Foto da Web)

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Não é só na vida, na nossa casa, nas nossas relações... Mas também nos pequenos promenores que a envolvem. Um blog por exemplo...

Há que manter certos aspectos mas melhorá-los ou simplesmente modificá-los de forma a que se ajustem à nossa forma de estar e ser.

Havia meses que pensava fazê-lo apenas não tinha coragem mas depois pensei "Ora, não acaba... Apenas muda de rumo." e assim o fiz.

Por isso o SouMinha passou para o Aventa Pr'aí, assim como no passado o Algibeira de Pobre se transformou no SouMinha... A vida alterou-se e com ela o meu pequeno diário de mim, as suas cores, as suas palavras. Mais maturidade no que toca a responsabilidades, mais brincadeira consoante o meu estado de espírito, o que é certo em tudo isto é o facto de se crescer e pouco se dar conta. Não fosse quase tudo estar escrito para o provar e teimaria que tal não foi dito ou feito por mim. Contudo aceito a minha vida e o que ela me trouxe com altos e baixos, com perfeições e imperfeições, um tudo ou nada de sentimentos que expresso ou guardo para mim. No fundo de tudo o que sou, a minha vida e com ela fiz o que pude para chegar aqui.

O Aventa Pr'aí é o culminar da minha falta de vontade de fazer certas e determinadas coisas, é lançar para onde bem me aprouver o que bem me apetecer, sendo eu mesma, partilhando as minhas conquistas e derrotas com os que têm free-pass para vasculhar a minha essência.



Feliz Ano 2011!


Vamos começar...


Aventando as coisas ruins que 2010 nos trouxe para um canto muito recôndito da nossa memória!


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