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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!


30
Jan11
Ver os episódios do programa The Hell´s Kitchen faz-me crer que já deveria ter desistido de cozinhar há muito mas muito tempo... Não tanto pela comida em si mas pela ausência de esforço e paixão com que pego na colher e mexo uma panela de sopa...




A minha irmã teima em afirmar que não sei cozinhar pois nunca provou nada do que eu cozinhasse. Pois bem posso garantir que sei cozinhar, sei fazer imensas porcarias e nem pego em receitas a menos que sejam pratos exóticos e merdas dessas. Não olho a quantidades, vai tudo a olho e se sair mal quem quiser faça melhor ou vá comer ao restaurante aqui ao lado. E também tenho mau feitio pois não gosto que me peguem naquilo que faço e às vezes tenho pegas com o meu Jacinto pois ele adora cozinhar e meter o nariz nas coisas o que por vezes deixo outras nem por isso, dependendo da neura.

Se me perguntarem se gosto de cozinhar digo já que depende. Se for algo novo ou que me apeteça imenso faço com gosto ou então com irritação pois tenho fome e nunca mais me despacho com aquilo para comer. Tudo isto vem de um passado em que não me ensinaram a fazer comida de espécie alguma sendo que aprendi a ver e a fazer experiências sozinha e também porque enquanto vivia sozinha dependia de um pacote de bolachas e um copo de leite à noite para jantar.

Tenho uma avó, mãe e irmã que cozinham lindamente e eu apenas não fui aproveitada. Pois tenho um paladar requintado e um toque fenomenal para a coisa pois sei que me saio bem em determinadas áreas. Quando tenho a certeza que o sei fazer as coisas saem bem, quando não tenho a certeza admito e deixo que o façam. Mas existem dias em que a certeza fica bem trás da vontade e a coisa acaba por chegar a umas míseras torradas com sumo de pêssego.

Mas uma coisa eu adoro cozinhar. Comida para os meus cães! Não há nada que me dê mais gozo que fazer uma panela de comida para cão. Restos de carne, massa, um caldo Knorr para dar gosto, misturar tudo com pão duro et voilá! Eles deliram, não reclamam pois não é a merdosa da ração habitual e até repetem. No fim arrotam e vão dormir de pança cheia! Nasci para isso.

É isso e lavar a casa-de-banho! Venha de lá a D.ª Maria, criada da Henriqueta Elisabeth da Cunha e Sá Fonseca-Galhão que não consegue fazer melhor! Se não tivesse panelas em casa a minha sanita servia perfeitamente! O meu bidé pode ser usado para beberem o melhor vinho da melhor reserva! A minha banheira é digna de um Rei Árabe! E o meu lavatório poderia ser usado para que a mulher mais bela deste mundo pudesse lavar a fronha nele!

Nah! Casas de banho é comigo e eu adoro limpar uma casa de banho! Nada me sabe melhor que sentar o meu rabo na minha sanita cheirosa e limpa! Não há nada que não seja branco nela! Aquilo brilha como um diamante em água cristalina! E isso é o que de melhor faço quando me armo em dona de casa.

Por outro lado sou muito desarrumada. Sou-o. Mas o Jacinto bate-me aos pontos. Mas sou-o com a roupa. A roupa de verão é misturada com a de inverno, tenho tudo ao molho enfiado em gavetas e caixas e pouco me preocupo se tem um botão caído. Maior parte da roupa nunca viu o ferro. Só passo camisas e no verão alguma cueca na qual possa ter passado algum bicho. De resto, tiro da máquina, sacudo bem sacudido e estendo o mais direito que posso. Sou desleixada quanto a roupa mas tenho sorte de ter um marido que não gosta de calças passadas a ferro e não liga a meias viradas do avesso quando são arrumadas. O que é certo é que as roupas ficam direitas e nem precisam de ferro. Por outro lado quem me vê vestida e ao meu Jacinto vê-nos impecavelmente engomadinhos e aprumados. Faço 4 a 5 máquinas de roupa por semana e não suporto roupa que fica estendida um dia e ganha cheiro do que quer que seja. Vai logo para a máquina novamente. Nisto sou péssima dona de casa contudo acho que o tempo pode ser aproveitado bem melhor que o passar agarrada à tábua de engomar se posso ter a roupa direita à mesma sem precisar de o fazer. Isto vem também do tempo de estar sozinha. Claro que se estivesse desempregada passaria a ferro pois tentava ocupar o tempo mas se existem coisas mais importantes a fazer a roupa será certamente a ultima coisa com que me vou preocupar.

Odeio lavar a loiça mas alguém acaba por o fazer. E normalmente tentamos não deixar loiça para o dia seguinte. Quando não apetece não apetece e fica assim como está. No entanto odeio ver a cozinha desarrumada e isso deixa-me paranóica. Daí que por vezes parecer que me contradigo. Odeio uma casa desarrumada mas eu sou desarrumada com outras coisas.

Mas sou asseada comigo, o meu Jacinto é o cúmulo do asseio somos com a nossa casa e daí que as coisas até correm bem. Certo que hoje limpámos tudinho e amanhã já estará uma desgraça com toda esta malta cá em casa. Terça-feira já estarei a bufar e a dizer mal da minha vida.

Não passo lençóis a ferro, os nossos corpos fazem-no lindamente, não passo fronhas, nem panos de cozinha, não passo toalhas de mesa pois não as uso e as do banho são dobradas apenas, não dobro meias como se fosse o Principe das Astúrias a calçá-las, mas sim enrolo-as numa bolinha, não tenho jeito para a custura a menos que seja para remendar uma pequena rasgadela ou pregar algum botão e se se notar muito a ausência dele caso contrário fica meses guardado à espera da sua vez. Limpo o pó de 15 em 15 dias e é só nos sítios que é visto, porque em cima dos armários é muito alto e eu só tenho 1,65m. Tenho imensas caixas e caixinhas onde guardo tudo e mais alguma coisa inútil mas que acho que posso precisar e safa-se o dossier da casa onde guardo todas as despesas, garantias e coisas que tais porque assim o exigi de mim própria. Lavo o chão quase todos os dias por causa dos bichos e porque fico cheia de comichões ao ver marcas de pés e patas mas isso tem razões de ser porque cá em casa só andamos de chinelos se nos apetecer caso contrário os sapatos da rua também servem. Não existem carpetes ou tapetes pois acumulam imensa porcaria e quanto mais simples o chão for mais fácil é de tratar daí que a tijoleira ou uma imitação dela servem perfeitamente. O balde e a esfregona estão sempre a postos...

Não sou a dona de casa perfeita mas quem quiser sempre pode usar a minha sanita sem medo algum...

Daí que preocupar-me com uma camisola que ficou desbotada ou uma toalha que está com vergões por falta de engomadelas não me tire o sono pois existem coisas bem melhores na minha vida que isso.

É mesmo aventa pr'aí que eu depois vejo o que fazer com isso...





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29
Jan11
A semana foi calmíssima no que toca a chatices no trabalho, no entanto houve imenso que fazer pelo que quando chegava a casa só me apetecia tomar um banho quente e ficar quieta com os pés enfiados no aquecedor até serem horas de ir dormir tipo velhota à lareira. Apenas não tenho jeito para crochet se não até isso fazia...

O outro problema já foi remediado e vamos a ver se não se toca mais no assunto, que tudo seja pago e mais cartas não voltem a aparecer. Ponderava até ser eu a pagar a conta mas o meu Jacinto soltou um "Tu és maz'é parva! Deixa-te de te preocupares com essas coisas que não são problemas teus..."

O meu Jacinto foi promovido e aumentado! Isto vai dar-nos ainda mais folga e o ideal seria que os 6 meses que tenho de contrato passassem a anos para que a nossa vida estabilizasse ainda mais.

Todos os anos pomos um limite até as coisas melhorarem por elas mesmas, se não fazemos nós por isso. O ano passado demos até Maio para que a vida desse uma volta a níveis profissionais e o que é certo é que resultou essa ideia.

Ele veio para o Alentejo para a empresa onde está e eu despedi-me e vim para baixo com ele. Em Agosto arranjámos a nossa casinha definitiva e eu em Outubro consegui este trabalho - apesar de ter trabalhado em Setembro na campanha do pimentão para arranjar mais uns trocos - que nos deu mais equilibrio monetário.

Agora pensámos que em Maio novamente se já não precisassem mais dos meus serviços na empresa quando a moça que está de baixa voltasse, e o Jacinto não tivesse aspectos mais positivos no trabalho, voltávamos a avançar para outra coisa, mas estamos a ver que tal não será necessário pois ele está efectivo, foi aumentado e eu arranjarei outra coisa se não me quiserem mais.

Estipulámos ainda o mês de Outubro ou Novembro deste ano para comprar um carro novo sendo que será o nosso único crédito e queremos ver se fazemos ainda mais dinheiro para não termos que andar a pagar o carro tanto tempo dando logo uma boa entrada.

Em Maio de 2012, já falámos e ponderamos casar finalmente. Caso veja que se torna dispendioso um casamento todo muito cheio de cerimónia e pompa, acho que o faço nem que seja no registo numa manhã qualquer sem gente alguma a atrapalhar. Porque isto ou é 8 ou 80. E sinceramente não penso pagar um balúrdio num casamento com imensa gente - sim que isto nas aldeias vão todos os que podem ir - e ficar a arder. Tenho de ver a questão muito bem e falar com quem se casou há pouco tempo para ver quanto isto nos fica. Não quero cá grandes tretas e quero ir bonita mas o mais simples possível. Se for no registo vou de calças de ganga e um blazer branco e está a andar. Pago o que tenho a pagar e acho que agora nem padrinhos nem testemunhas são necessários.

Agora só falta o pedido oficial. Sim porque o meu Jacinto não pense que é só dizer que vamos casar e não há direito a pedido formal com um aneluco ranhoso no dedo! Uma coisa simples sem lágrima no olho e um histérico "Ai aceito!!!". Nah! É mais "Pah, toma lá o anel..." e já está, depois pergunto-lhe o que quer jantar enquanto calço as pantufas e cada um faz a sua vidinha de sempre.

Não sou romântica e merdelins desses fazem-me comixão. Sou chorona mas nada romântica. Talvêz já o tenha sido mas a idade traz sabedoria e equilibrio emocional. Daí que um casamento cheio de borboletas, coisas glicodoces e coisas dessas com ele a levar-me ao colo para a suite não me cabe na cabeça. Eu sei andar desde os 8/9 meses e só se os joelhos não puderem.

Faz-me espécie as pessoas até para fazerem um filho acendem velinhas, há banho quente com sais e uma série de rezas antes do acto. Quando fizer um filho será como sempre. Vamos pinar e se der faz-se ali umas acrobacias para o miúdo ser uma pessoa com uma certa elasticidade que poderá dar jeito caso ele vá para artista de circo ou atleta olimpico. Se quisermos um bombeiro é só atear fogo à cama com o esfreganço. Se nos apetecer que seja polícia é usar algemas e se fumarmos umas coisas antes assim para o maradas ele acaba por ser um sonhador egocêntrico.

Não quero um puto loiro de olhos azuis, quero sim que saia com a inteligência, paciência e a penca batatuda do pai e da mãe pode apanhar a farta cabeleira, a carrada de dentes e a vontade de esganar o mundo arrogante em que vivemos quando o dia não lhe corre de feição. Um puto moreno, de olhos grandes castanhos, de porte médio/alto e mãos de pianista para agarrar bem os fartos seios das miúdas quando tiver idade para o fazer. Sim que o meu filho se não for gay será um tolinho pelo sexo oposto, contudo educá-lo-ei para o respeitar e ser um gentleman, bem como ser aquilo que quiser ser sem pensar no que os outros possam dizer. Ter em conta a felicidade dele sem ultrapassar limites ou magoar terceiros.

Se for menina, ui... Se for menina... Sei lá! Educo-a para não ser mimada e não terei stresses se ela for uma maria-rapaz na idade em que algumas de nós o fomos, de joelhos esfolados e cabelo desgrenhado. Quero que saiba que há diferenças entre os sexos sem contudo se fazer superior ou deixar-se inferiorizar. Ser igual com as diferenças físicas e emocionais que existem e saber lidar com elas de forma nobre. Chegar à idade de querer conhecer alguém melhor e eu poder aconselhá-la. Saber que está com quem a faz feliz e que ela própria possa ser o que entender, sendo que o céu é o limite. Não gosto de meninas betinhas. Quero criar uma filha sabendo que ela poderá moldar-se conforme o ambiente tal como os pais. Tanto sabem usar os talheres correctamente como abrir um pão com as mãos e espalhar nele manteiga com os dedos.

No fundo quero sim moldar um filho conforme os nossos feitios, pois existe aí muito bom pai que tende a moldar crianças conforme aquilo que eles próprios gostariam de ser ou ter e eu não... Tenho perfeita noção que seremos belos exemplos para os nossos filhos. Poderei um dia morder a língua mas sei de antemão que a pessoa que está ao meu lado terá pulso firme no que tocará aos filhos, deixá-los-á serem eles próprios mas de forma regrada. E eu não tenho problema nenhum em afirmar que uma palmada na hora certa faz milagres. Sei disso muito bem pois levei algumas e hoje sem elas poderia ter-me rendido totalmente ao doce sabor do deixa-te ir conforme a maré e não apenas do aventa pr'aí bem mais saudável que não importuna ninguém...


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E digam "nalgas" com sotaque de Duque de Bragança, sff...

Se um dia acabar por ficar igual à minha mãe (cruzes canhoto! internem-me antes!!!) e se tiver um filho como eu, tirar-lhe-ei o chapéu. Melhor... Ergo uma estátua em sua honra.

O meu pai recebeu uma carta de um crédito que a minha mãe fez já depois de estarem separados. Dado que ela deu a morada dele (errado!!!!!) e visto já não pagar o crédito (cambada de caloteiros!!!) estando em dívida, a carta foi parar a casa do meu pai, claro está. Como eles não se falam, quem é o pombo correio destas tretas todas??? Quem? Quem? Ah pois é... sou eu. Aquela que tráz consigo a má sorte, o mau fado, tudo o que é ruim. Sou a que carrega a caixinha de pandora dos segredos de ambos e me calo. Enfim... Tudo isto em nada me sobrecarregava a mioleira se as pessoas fossem responsáveis pelos seus actos e não me dissessem coisas tais como:

- Trata tu disso com ela pois eu não tenho nada a ver com estas coisas e não quero ter problemas. Estou descansado da minha vida e nada quero ter a ver com essa senhora e o que ela faz da vida dela desde que não ponha a morada da minha casa ao barulho...

ou

- Não me chateies com coisas dessas a esta hora pois tive um dia de trabalho desconcertante e estou cansada... EU NÃO DEVO NADA A NINGUÉM E NINGUÉM TEM NADA A VER COM A MINHA VIDA!!!

Sendo eu uma mediadora entre estes dois, questiono-me quanto ao trabalho de secretária que tenho de momento quando me sairia tão bem ou melhor numa área de mediação. Sendo as minhas principais funções - retiradas da web no site aqui - e passo a citar:

O Mediador:

  • Promove o respeito;
  • Investiga os reais interesses e desejos dos mediados;
  • Investiga para auxiliar a que os mediados descubram quais são os reais conflitos;
  • Orienta os mediados para que procurem informações correctas sobre o que vão decidir;
  • Intervém para que os mediados assumam juntos a responsabilidade de resolver as questões que ali os levaram;
  • Incentiva a criatividade dos mediados na busca de soluções;
  • Auxilia na análise de cada uma das opções de solução criadas para ver qual ou quais satisfazem os interesses dos mediados;
  • Auxilia na construção de um acordo final no sentido de garantir a sua exequibilidade, durabilidade e aceitabilidade para as partes.
  • </td>

Ou tradutora!

"Olha a tua/o teu mãe/pai é uma/um merdas e sempre o será toda a vida".

Ao que eu traduzo para:

"A/O mãe/pai diz que vai resolver isso o quanto antes...Não te preocupes. E se precisares eu ligo para lá e vejo o que posso fazer..."


Pelo que além de trabalhar para o Sindicato dos Trabalhadores como disse há uns dias que seria ideal para mim, também posso fazer alguns trabalhos de mediação com a mão direita e tradução com a esquerda. E se tirar as meias, ainda pinto umas telas com os pés, entalando os pincéis entre os dedos. Mas se não chegar e se me arranjarem uns head-phones ainda faço umas merdas para call-centers tipo inquéritos ou assim...

As questões que coloco são: até quando e se será necessário ir viver para a lua?

Ah tenho outra questão: quando é que a posso meter num lar para idosos? 

Epah...

Só mais uma espera, espera!: não me digam que é tipo até que a morte nos separe?

Nha-se!!!

Eu só tenho 23 anos e nem sequer tenho crédito para comprar um carro para mim e para o meu Jacinto, por Deus! Deixem-me em paz...
Decerto que este filme já o vi inúmeras vezes tantas vezes que tenho uma música para ele...


(Macy Gray - Coming Back To You)



Quem não percebeu... Veja o filme "Deja Vu"...



P.s. (A menina na foto não é a Macy Gray e cheira-me que é a Jessica Alba mas elas não são como eu, pois mudam de penteado a cada 2 dias, e fico desnorteada na questão "quem é quem?"...)

 

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23
Jan11
Há pouco estivemos a ver o filme Marley & Eu. Eu já o tinha visto, o meu Jacinto é que não e o livro já o reli triliões de vezes desde que o tenho há uns 3/4 anos...

Pena que o filme não tenha recriado partes do livro bastante interessantes o que me leva muitas vezes a ler os livros e a não ver os filmes ou vice-versa pois fico sempre com a sensação que falta alguma coisa ao filme ou o livo tem coisas a mais.

Mas posto isto e como sabem temos em casa não um Marley mas um Pablo, uma Pipa, uma Piggy e uma Zappa - esta última com o nome que começa com a última letra do alfabeto por ser o animal com a personalidade mais vincada.

Quando me juntei com o Jacinto já trazia a reboque as duas gatas e ele não muito acostumado a gatos em casa lá se rendeu aos encantos das Marias Pimpolhas como pode e hoje só não faz o que não pode por elas. Sendo que os gatos são animais muito independentes, creio que não temos gatas mas sim mais dois cães em ponto pequenino de tão meigas que são, por se darem ao seu nome e por as chamarmos estejam onde estiverem e elas virem ao nosso encontro. De quando chegamos a casa, virem logo a correr a miar quando não estão a dormir ferradas, e darem-nos tantos mimos como o cão mais doce do mundo. Daí que quando me falam em gatos que se assanham, que são ruins, interesseiros, não sei do que falam e até fico revoltada pois sei bem que a educação deles dispendeu muito do nosso tempo, principalmente do meu pois o Jacinto ainda não vivia connosco.

Basicamente um gato sempre será um gato, sempre levará o dono a fazer o que bem entende ser melhor para o seu conforto mas de uma forma subtil que nos levará a pensar que fizemos aquilo porque queremos... Claramente somos enganados, mas vivemos muito bem nessa ignorância. Eles ali estão e nós aqui, se eles quiserem colo não pedem, simplesmente saltam para cima, se não quisermos e os pusermos no chão, eles voltam a saltar e fazê-lo-ão 20, 30, 100 vezes as que forem necessárias. Até um dos dois desistir. Normalmente é o dono...

Um gato não pede comida, exige-a mas de forma como que se estivesse a querer que tenhamos pena. Roçam-se nas nossas pernas, miam desalmadamente, roçam-se outra vez, miam novamente como se estivessem a ser esventrados e miam até quando já estão a comer. O dono obedece. Tem pena? Tem, mas mais uma vez foi enganado. O gato nem sequer comeu, lambeu apenas a comida, virou-lhe o rabo e vai aninhar-se novamente no sofá. E o dono apanha a taça da comida e arruma tudo. Não passa de um pseudo-dono... É sim um escravo de vontades.

Um gato não deve entrar no quarto dos donos mas fá-lo... Umas vezes matreiramente, não estando ninguém a ver, escondendo-se de seguida no emaranhado de lençóis até que duas horas depois alguém dá por falta dele e ele já dormiu o seu sono de beleza e vem a esticar-se como se nada fosse. Outra vezes entra com alguém a ver mas finge que nada o pode deter pois "ninguém ali está". O dono é um nada neste mundo infinito que é o quarto principal. Uma bolinha de cotão. Mísera bolinha... Outras entra furtivamente porque assim o quer. Nada importa. Há dono mas "vou entrar". Há hipóteses de ser escorraçado mas "que se lixe"! O mundo dos lençóis vale bem a palmada que vou levar!

Ser gato é mostrar que se sabe governar quando os outros pensam que governam. É ser-se Rei quando já há um. Ser gato é como certa vez escrevi, passando a citar:

"Ser gato, no meu ponto de vista, é arranjar mil e um pretextos para se fazer o que se quer quando o objectivo final é algo proibido, levar a imaginação ao limite, ultrapassar obstáculos e melhorar as suas tácticas, tudo isto para, enquanto os donos limpam o caixote de areia, se fazer um mísero xixi no puff da sala..."

Portanto ter um gato é uma coisa muito fácil basta deixá-lo ser aquilo que é: um gato.

Não deixando de ser tudo isto que acabei de mencionar, as minhas gatas fazem-no de forma graciosa sem deixarem de ser meigas e equilibradas. Nunca nos arranharam, nunca bufaram, nunca se revoltaram. E isso deixa-me orgulhosa por as servir. Sim, sirvo-as... Todos os dias...

Quando nos juntámos, 6 meses depois, resolvemos ter um cão. Eu queria um filho mas após quase dois anos ele ainda acha cedo, quanto mais numa relação com apenas 6 meses de existência... Mas eu sou assim. Quando há certezas, vamos em frente. Se bem que da última vez que tivemos certezas, atolámos o carro mas isso é um à parte...

Daí que aproveitando a ausência do Jacinto numa ida de trabalho para o Porto, falei com o criador e guardaram-me um cão. Era para ser surpresa mas não me contive e lá preparámos a vinda do Pablo para casa.

O Pablo, entre todos os irmãos que restavam, foi o único que não quis nada connosco e quase que levávamos o irmão por engano, pois o sacana do Pablo tinha ido para a cama sozinho numa de "Epah estes dois são uma seca, vou ver se me deito e nem dão pela minha falta e levam o outro parvo que lhes morde os atacadores...". Mas não... A tempo descobrimos que aquele não era o nosso cão e lá trouxemos aquele que nos tilha calhado na rifa. 24horas depois o Pablo já não se lembrava que tivera irmãos ou pais, tão bem se adaptou a nós. Dormiu connosco a primeira noite e na segunda já dormia na caminha dele com as gatas a fazerem companhia. Sempre tentámos socializá-lo ao máximo com outras pessoas e animais. Neste momento, 1 ano e 2 meses depois, temos um cão de 30kg, cuja cabeçorra, quando está na sua posição de capa de revista, me dá pela coxa e uma caixa toráxica que faz inveja a um lutador de wrestling de tão possante que é. Tenho orgulho no cabeçudo que criámos pois todo ele é músculo e força. Tem apenas um senão... É bruto que se farta. O que tem de meigo têm de força. E gosta de mostrar que nos ama com força, com cabeçadas, com empurrões não fosse ele boxer. Todas as suas emoções são demonstradas à base de patadas e encontrões. Mas engane-se quem pensa que são maus, que são feios, que se babam imenso. Pois não conheço raça mais dotada de sentimentos pelo dono e família, mais corajosa por maior que seja o cão que lhe apareça e o ameace ou aos seus. Têm aquele focinho metido para dentro mas isso é porque e como conta a lenda, Deus criou o boxer para ser o cão mais belo de todos e o boxer, ainda um molde da raça, como vaidoso que é bateu com o focinho e assim ficou. Daí que se tem uma raça com um corpo fantástico, musculado e poderoso, com uma mandíbula retraída, sendo um cão prognata. Quanto à baba, é mito. Babam-se como qualquer cão... Pingam água quando a bebem como qualquer caniche ou pequenois.

Daí que tenho orgulho neste parvo que temos. Vê-lo dormir e dar-lhe beijinhos pois sei que não me vai empurrar, ouvi-lo ressonar, abrir-lhe a boca e ver-lhe os dentes, abrir-lhe os olhos descaídos das pregas que tem e vê-los rolar. Enfim... É o cão que queríamos e ainda bem que o temos.

Depois vem a Pipa, uma arraçada de yorkshire terrier que de york só tem o pêlo porque pesa 7kg e não faz juz à raça no que toca a refilice com os donos e outros desconhecidos. Temos sim uma cadela meiga connosco, amigos, crianças e brincalhona por natureza. Só refila pelo lugar no sofá e se o Pablo se deita em cima dela. Com as gatas joga às escondidas atrás das roupa entendida no estendal e correm umas atrás das outras.

Está connosco há pouco mais de um mês, desde que perdemos um outro cão que achámos na rua em Novembro e morreu 3 semanas depois após 3 dias internado, e temos de ter muita paciência para a educar pois vê-se que foi maltratada onde estava, daí que ainda faz xixis em casa e encoraja o Pablo a fazer o mesmo, pelo que agora além de educá-la temos de reeducar o Pablo da mesma forma. É uma cadela que quando faz asneira, encolhe-se com medo que lhe batamos e por isso a nossa educação tem-se baseado na recompensa pelas coisas boas quando as faz e no ignorar por enquanto o que ela faz mal. Contudo é uma menina que está feliz, pede mimos e vem ter connosco para lhe vestirmos a camisolinha dela quando vai à rua, brinca muito apesar de já ter uns 3/4 anos e querer só festas quando nos vê chegar a casa.

Penso com tudo isto que ser cão é, e passo a citar novamente o que escrevi há tempos: "com muita humildade, mostrar-se como um ser superior ao Homem, tendo-lhe no entanto um amor nobre, envolvido em fascínio e fidelidade pura".

Mas desengane-se que tomar conta de 4 animais em casa seja fácil. Não o é... No entanto é recompensante vê-los todos juntos. Sai caro ao fim do mês, principalmente se estiverem doentes, mas fazemos tudo o que podemos por eles e com eles. Sair à rua para esticarem as pernas quando o que nos mais apetece é estar em casa ao quente ou ao fresco, limpar constantemente o chão e a caixa da areia, dar de comer diferente pois nem todos comem o mesmo, banhos, escovadelas quando necessárias, limpar o quintal que ao fim do dia os presentes davam para abastecer  Horto do Campo Grande em estrume, os garrafões de ácido úrico que são limpos com água e vinagre para não ficar cheiros. Manter a roupa estendida fora do alcance deles pois no verão as camisas, lençóis e cuecas foram um festival. Lavar mantas e mantinhas. Tirar tupperwares e recipientes que sirvam para brincar e partir. Ainda esta semana o Pablo apanhou um dos grandes e andou com ele enfiado na cabeça, como nada via, foi contra a parede da cozinha... Desviar as coisas de cima da bancada da mesa o mais para trás possível pois ele chega-lhes. Desde roubar manteiga e dar às "irmãs", bolachas, queijo, fiambre... Cá em casa tudo se come em jeito de goluseima, desde tostas a batatas fritas, apenas há uma coisa que não tocam: chocolate. Nem nunca lhe sentiram o sabor...

Mas o trabalho recompensa em tudo, pois adoro quando eles passam por mim e me dão uma lambidela nas mãos ou se esticam nas minhas pernas a pedir que me baixe e os acarinhe. Ver os olhos brilharem quando chegamos a casa, ver o amor que os une aos 4 e a tolerância que têm entre eles, saber que estão lá. Saber ainda que quando tivermos filhos que estes serão acolhidos da mesma forma que todos os que entram cá em casa sejam de duas, sejam de quatro patas. No entanto saber também que se alguém indesejado entrasse na nossa casa e tivesse intenções menos boas, que seria recebido de peito feito e pêlo eriçado, pois e apesar de ser um cão meigo, paciente e trapalhão, temos a certeza que faria o seu papel na perfeição, protegendo o que é dele e aquilo que ele conhece como sendo o seu mundo e esse seu mundo é para ser descoberto de peito feito e sem vacilar. E sei bem da força que ali está contida que tanto dá para brincar como para fazer frente a qualquer mal que possa atingir o seu lar.

Poderia alongar-me a noite toda falando sobre os meus animais e as suas tropelias mas terei imenso tempo para o fazer e dar a conhecer. Apenas queria mostrar que um cão pode ser estenuante mas dois cães e dois gatos têm a capacidade de nos tornar mais pacientes com tudo o resto que meia dúzia de hippies a fumar erva. Pelo que se compararmos os pequenos stresses do trabalho com um cão com um tupperware trancado nos dentes a dar cabeçadas nas paredes, uma cadela a fazer xixi debaixo da mesa da cozinha e duas gatas a miarem desalmadamente a pedir comida e colo, acho que poderemos aventar tudo para o ar e dizer "que se lixe!"







Adoro-os e isso sim, vale cada sacrificio...

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Consegui ir ao cabeleireiro!!!

E estou fantástica!

Finalmente alguém com mãos para a minha linda cabeleira e que faça algo que me deixa de queixo caído!

Escadeou-me o cabelo deixando-o longo à mesma e fez-me uma franja linda, linda, linda que me faz sentir sexy e arrojada! Como tenho o cabelo muito liso penso que ficou o corte perfeito para a minha cara! Acho que precisava mesmo disto! Estou fenomenal e o meu Jacinto concorda! Não o pintei e a cabeleireira disse-me que não deveria fazer nada mais porque tenho uma cor muito bonita e que pintando-o só me iria dar um ar pesado o que não me aconselhava. Daí que entreguei-me de alma e cabelo e aqui estou!

Feliz!

Pena que esteja frio demais para ir passear os meus cabelos ao vento!


(Imagem da WEB)


O meu corte está igual apenas a franja vem para o lado se eu assim o quiser. Até a cor é igual à minha natural...

E pronto a minha auto estima subiu 200%! Já estava mas agora então... Não há nada que me aflija! Venham de lá os stresses que afugento-os com um revirar de cabeça para mostrar o brilho ofuscante dos meus belos cabelos!

Amo-me!

Estou mesmo linda!

Fogo!

Quem é esta?

Sou eu! Ah pois é!!!

Bolas! Linda, pah!

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21
Jan11

Pensamentos que fluem...

por Pobre(o)Tanas
Resto de semana calma nas Calhoeiras... Tão calma que desespero por emoções para a minha escrita fluir. Claro que não quero que me chateiem mas um abananço naquela empresa dava jeito.

O Eng. Falta-me um Bocadinho Assim, resolveu à sua maneira pedir desculpas por me ter tratado abaixo de bicho do esgoto, pelo que no dia seguinte enquanto eu bebia o café da manhã, perguntou-me se me podia acompanhar também num cafézinho. Não pediu mesmo desculpa mas eu também não estava à espera disso pelo que esta atitude e o facto de não me ter chateado os restantes dias fez com que a minha mira da caçadeira mental mortal que possuo se desviasse dele. Continuando apontada ao Dr. Where's Wally? aguardando um dia em que esteja com a telha e eu tenha dormido mal para a coisa se dar. Mas nem esse me tem dado volta às entranhas com a sua parvoíce, bem pelo contrário, o que me deu uma certa paz de espírito estes dias.

Uma das razões que também me levou a estar sossegadinha estes dias foi a minha dor de coluna. Na terça-feira à noite a dor afectou também as pernas o que me fez deitar mais cedo e nem apetecer fazer o que quer que fosse. Contudo desde ontem que pouco ou nada me tem doído o que quer dizer que estou pronta para outra seja lá o que aí vier de seguida.

Amanhã queria ir ao cabeleireiro arranjar esta trunfa mas não conheço nenhum aqui. Já andei a sondar e a perguntar às minhas colegas mas chateia-me ir a um sítio que não conheço e também estou com preguiça de ir gastar dinheiro ou fazer algo que depois não gosto e fico de neura. Estava para ir fazer umas nuances assim mais para o ruivo uma vez que tenho o cabelo quase que preto - apesar de a minha cor ser castanha escura com reflexo vermelhos - e cortar as pontas ou fazer uma franja mas não me estou a ver de franja nem de cabelo mais curto. Nem me estou a ver dar um balúrdio por meia duzia de nuances. Isso é para a minha mãe e as restantes tolas da idade dela que vão ao "salão" 3 vezes por semana e já nem se lembram da cor natural do cabelo. Que os têm tão entesados que tenho esfregões para os tachos mais suaves. Que se aparece um branco arrancam-no logo.

Eu então estou deserta que me apareçam os brancos. Dar-me-ão mais segurança no que toca ao estatuto da idade. O meu reino pelos 30 anos que nunca mais chegam. E quando chegar aos 30, anseio pelos 40 e por aí a fora. A sabedoria da idade. Isso sim é o mais importante. Não vasculhar a cabeça para eliminar qualquer vestígio do tempo. Dizem que os 20 passam num instante. Eu sinto que tenho 23 há imenso tempo... Ou o tempo passa devagar ou sou eu que sou parva...

Andei com esta música na cabeça ontem e hoje... Bom para falar a verdade também a cantei um bocadinho enquanto arquivava umas papeladas. Preciso de música para me orientar os sentidos e esta é a música da semana.

Adoro-a!


Rádio Macau - Cantigas D'Amor


E a quanta gente que passou na nossa vida não nos apetecia dizer algumas destas coisas acabando as frases com um simples "Querias e eu até podia fazer mas não me apetece!" Daí que vim para longe para não ter que dizer tantas vezes "não te debruces tanto que ainda cais" e o "não sei se me estás a acompanhar". Pelo menos aqui ando ao sabor da maré com o meu Jacinto longe de gente doida! Quem lá ficou que se ature e se amanhe.

E por falar nisso, estávamos a pensar ir a Ibiza este ano com a minha mãe e o Agente Benfica mas da maneira como as coisas por lá andam - mais frias que o frio aqui no Alentejo - penso que iremos adiar a viagem para irmos só os dois ou arranjar um qualquer grupinho simpático que nos possa acompanhar nas noitadas e diárias de praia a esturrar ao sol. E também porque lá para outubro ou novembro temos de começar a pensar em comprar um carro. O nosso bolinhas começa a ficar bom apenas para dar as voltinhas aqui da zona e ir para o trabalho, pois viagens muito longas já não me inspira muita confiança. Ou então para ficar atolado numa das nossas aventuras pela serra com os cães dentro da mala a olhar para nós com ar de "Então, pah! Isso é para amanhã?".



Quando eu e o meu Jacinto temos um dia inteiro por nossa conta e sem nada que nos atrapalhe, as coisas acabam por acontecer. E esta foi uma delas. Perguntámo-nos 'n' de vezes se o carro passaría ou não. Saímos para ver o solo, investigámos e deduzimos que sim. E a prova disso é esta fotografia. As nossas deduções em conjunto dão nisto. Daí que acho que a nossa relação é alimentada de muita confiança entre os dois. Não fosse o facto de confiarmos um no outro e o carro não teria ficado atolado. Não fosse eu dizer "mata" e ele "esfola" e nunca teríamos esta fotografia. Como tantas outras que mostram que as coisas não têm de ser perfeitas para serem especiais... Que um momento menos bom que nos faça perder tempo para fazer o que queremos ou um obstáculo que se atravesse à nossa frente não estraga o que se constrói.

E muita coisa mais diria esta fotografia.

Eu é que tenho que aventar a roupa suja para a máquina e o rabo para o sofá.


E como hoje é dia de sons portugueses neste meu Aventa P'raí deixo mais esta...



Sam The Kid - Viva! - Homenagem a Carlos Paredes

E sim esta música também me toca por a ter ouvido imensamente de cabeça bem cheia de tudo e de nada.

Pensando bem... Acho que o meu cabelo está bem bom...

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Nunca conseguiremos fazê-lo durante muito tempo. E quem o diz é alguém que o tentou fazer desde sempre. Mas apenas conseguiremos levar a bom porto durante dias, semanas ou escassos meses sendo que meses é uma proeza fantástica e anos então nem falo nisso.

O "Eng.º Falta-me um Bocadinho Assim", hoje pediu-me que lhe ligasse ao Sr Manuel do Alberto para que de seguida lhe passasse a chamada. Liguei e a chamada parou logo ali com a "sinhora/computador" da TêMêNê com voz de mete nojo "O número que marcou não está atribuído". E eu não faço mais nada. Procuro na lista outro número, desta vez fixo, em nome do mesmo Manuel do Alberto. Desta vez foi a "sinhora/computador" da PêTê: "PêTê, o número que marcou não se encontra atribuído...". E eu "Ai esta gaita mas está tudo maluco?". Mais um número do Manuel do Alberto onde à frente dizia em letras mais pequenas "Mário André" e eu cá para comigo "Deve ser familiar ou um funcionário...". Como não queria incomodar o Sr. Eng.º Falta-me um Bocadinho Assim com problemas de não atribuição de números, resolvi ligar ao Sr Mário André para que me divulgasse o número do Manuel do Alberto visto serem da mesma empresa ou primos ou simplesmente amigos, whatever! E marquei o número. Chamou! E o Sr. Mário André atendeu. O blá blá de sempre apresentando-me e pedindo imensas desculpas explicando o que se estava a passar. Um senhor simpático e prestável que me pediu que lhe ligasse daí a 5 minutos pois não tinha o número do Manuel do Alberto com ele. Desliguei e nos entretantos pensando eu ter feito um acto bem feito liguei ao Eng.º Falta-me um Bocadinho Assim e disse-lhe que estava a aguardar resposta do senhor Mário André. Resposta daquele grandessissimo filho de uma pobre coitada cornuda:

- Mas eu não queria que ligasse ao Mário André. O que lhe disse foi para ligar para o Manuel do Alberto

- Mas? Mas?

- Foi ou não foi o que lhe disse?

- Olhe mas não estava atribuído, Eng.º! Tentei...

- Está bem Pobre(o)Tanas.

E desligou!

E eu olha-me este engenheirinho da merda! Eu aqui a tentar ajudá-lo que trabalho tem ele de sobra e não ligar sem qualquer resposta para lhe dar e diz-me isto. Está bem... Para a próxima ele que use o Pai.pt que eu também tentei por aí e não consegui.

Sempre o disse e volto a dizer se quisesse aturar engenheiros vinha para casa e fazia o almoço ao meu Jacinto e remendava-lhe as meias.

Daí que a minha teoria é a mesma.

Se por ventura eu ligasse a dizer que os números do Manuel do Alberto não estavam atribuídos dizia-me para ligar ao Mário André.

Soube mais tarde que o Manuel do Alberto e o Mário André apesar de serem parentes são rivais. Mas a questão que coloco é esta:

E eu sabia disso? Explicassem! Já sabem que tento por todos os meios alcançar os números das pessoas que não consigo contactar. Seja por listas telefónicas, seja pela internet, seja pelas informações ou até mesmo pelo Facebook. Tudo o que pretendo saber de uma pessoa que vá com frequência à net ou possua informações em domínios públicos eu consigo encontrá-la e as pessoas ainda não pararam para pensar que quando me pedem uma coisa vou até aos limites tipo cão de caça. Lamento.

Daí que apanhar o número do Manuel do Alberto na web não seria dificil eu é que não tinha tempo para perder e então liguei ao Mário André o que me pareceu algo inofensivo.

Sinceramente apetecia-me ter uma conversa com ele mas acho que aquela neura deveu-se ao facto da senhora "Falta-me Também a Mim um Bocadinho Assim" ter ligado lá para a firma e ele levar uma descompustura qualquer por não atender o telemóvel. Mas também ter uma mulher como mãe dos meus filhos que masca pastilha ao telefone enquanto balbulcia algo como "Passe-me ao Eng.º Falta-me um Bocadinho Assim..."... E como eu adoro perguntar-lhe "Quem devo anunciar?" só para a ouvir mascar um bocadinho mais depressa de tão impaciente...

As pessoas não têm noção...

Eu tenho vaidade no facto de o meu Jacinto ter um curso superior e ser formado. Formado também como pessoa pois não é um pindérico armado ao pingarelho. É gente boa e simples. Mas Deus nos livre andarmos aí a apregoar aos 7 ventos. Ah sim uso o estatuto dele quando os outros armados me perguntam que faz ele mas daí a andar a acentuar o título dele... Vai uma boa distância. Ou como o outro que fez dois anos do curso de Engenharia Civil e diz que é engenheiro. Se é engenheiro eu sou uma jornalista e pêras! É que só me faltam 2 semestres também...

É isso e o carro que possuímos para estes estatutos todos que temos. O Eng. Jacinto com um bolinhas que faz barulho ao pôr a marcha atrás parece que o carro dá um peido-mestre como se fosse a sua última marcha-atrás na vida e eu, pseudo-jornalista, sempre a pé ou pendurada nele com um piercing entalado no nariz que mais parece um burrié. Ahahahah!

E somos felizes mas tão felizes na nossa bolha, aventando tudo porta-fora quando chegamos a casa...



(Imagem da Web)


Oh aqui pr'a mim a ser puxada para o 5.º dos Infernos cheio de patrões, chefes, dr's e engenheiros que mandam em mim...


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16
Jan11

Ares que se me dão...

por Pobre(o)Tanas
Ontem foi dia de ir aos arames. E fiz birra. Pintalguei-me e arranjei-me toda para ir dar uma volta e quando dei por mim já era quase fim de dia porque tivemos agarrádos à parva da televisão. Entrei em parafuso e impus-me. Muito mal e estupidamente como só eu sei fazer, mas impus-me. Estava farta de estar em casa. Arrumei e tratei de tudo e não saia? Ah pois não... Não me tinha pintado só para ir ao Lidl... E discuti. Tão feia que sou... Mas acho que o meu Jacinto já me perdoou um bocadinho. Com uma paciência daquelas que só ele sabe ter. 

Sei que por vezes sou muito cruel a dizer as coisas. Sou cruel ao ponto de ele dizer que já estava a acontecer o que ele temia. O facto de eu estar a começar a entrar em paranóia por vivermos tão longe de tudo no meio do nada. Mas nada disso. Não há quem goste mais disto que eu apenas ontem queria ir sair. Parecia ter o diabo no corpo e quando estou assim preciso que me façam as vontadinhas todas. Tipo menina mimada e caprixosa. O que vale é que ele não me liga nenhuma. No entanto e como lhe disse ontem não posso passar do 80 para o 8 assim. Há mais de 3 ou 4 semanas que não saíamos daqui. Era casa-trabalho-casa. Ir às compras para a casa. Limpar a casa. Ir ali ao café e nada mais. Sim, sei que há 1 semana e meia escrevi aqui que não me importava. Mas ontem importei-me e precisava de sair. Após esta semana de trabalho que passou que me fez sentir mais reles que um esfregão de sanita, precisava de sair daqui e ver estrada.

O pior é que vi pouca. Um nevoeiro enorme e eu estava a ver que aquilo era castigo por me ter portado de forma tão pueril. E o nosso bolinhas? Com um chiar na roda traseira direita que a mais de 120km/hora o fazia tremer? E constatei que se o carro empenasse era mesmo castigo de Deus e aí sim a paciência do meu Jacinto sumiria e que eu ainda ficava a pé, sozinha com o meu burro atado. Mas não. Tirando o facto de o nosso bolinhas precisar de uns "sapatos" novos, portou-se lindamente.

Fomos ao McDonald's que já há meses que não ia - não é que tenha saudades o que é algo impressionante para mim que era viciada - mas eu ontem queria. Comi um belo geladoooo! E visitámos uma loja tipo amazém chinês da qual, claro, acabei por sair com umas calças de ganga, uma camisola e um par de botas rasas e de cano alto por apenas € 43,00. Vi coisas bem giras e baratas! Só as botas que vi na Seaside parecidas seriam o mesmo preço de tudo o que comprei. Daí que estou contentinha. Apesar de ir naquela de não comprar nada pois só queria mesmo passear.

Engraçado como dizem que as coisas do chineses não prestam mas são as que me duram mais tempo. Tenho botas dos chineses de € 10,00 que já me fizeram 3 invernos e ainda estão ali para mais 2 ou 3. As camisolas da Bershka, H&M e Stradivarius que ali tenho ao fim de 2 lavagens estão largas e perderam a cor, as dos chineses que devem ser feitas de alcatrão ou uma porcaria assim qualquer têm ali uma cor impecável e nem preciso de as passar a ferro. Opah maravilha. Pelo preço e fáceis de cuidar que assim seja para todo o sempre.

Como ontem não queria ir ao Lidl tivemos de ir hoje para fazer as compras da semana. Além das compras saímos de lá com algo que já há uns tempos tinham tido e que tinha esgotado mas desta vez apanhámo-lo a tempo:

O nosso Cubo Wellness

(Imagem da WEB)

Comprámos em preto e já ali está ao lado do sofá.

Nós temos um sofá herdado. Já estava na minha primeira casa e bem me calhou porque não tinha nenhum. É de pele e na altura dele deve ter sido um balúrdio no entanto coitadinho está a precisar de reforma de tão gasto, rasgado e furado que está. Mas com os animais que temos em casa não nos vemos a comprar outro tão depressa. Quer dizer... Ver até nos vemos mas acabamos sempre por vir embora sem fazer negócio pensando que só necessitaremos de um quando este já nem sequer tiver almofadas. Até lá vamos forrando o nosso velho e ranhoso sofá com mantas que lhe dão uma corzinha que dão para lavar.

Mas como ia dizer é apenas de 3 lugares e quando temos mais que uma visita temos de as sentar nas cadeiras da sala. Agora com o cubo que faz de poltrona, banco e mesa de apoio temos um lugar a mais. O meu Jacinto está radiante de tão bem instalado que está e eu já me vejo no verão a bater grandes sestas ali. Claro que o cubo vai dormir no nosso quarto pois com as unhas e dentes desta malta de 4 patas bem que podiam vir cubos. Não é que estraguem muito e nem temos tido razões de queixa. Volta e meia são os sacos de plástico que estavam guardados e são rasgados, algum chinelo, umas meias ou uns lençois a secar na rua. É mais a questão que nós aqui somos como os Simpson's a correr para o sofá. Tudo o que sirva para sentar El-Real Cagueiro, suas Excelências também querem para dormir. Eles lá sabem o que é bom. E se nós sentarmo-nos no chão, está quieto eles aprendem connosco e não o querem também...

Foi uma panisguice para a nossa casa e para nós bem barata e que bem me irá fazer às costas!

De tarde fomos à barragem com os canitos para eles andarem lá a brincar e agora sim posso ir tomar o meu banho descansada e dedicar-me à tiragem de penugem facial com calma para mais tarde ir fazer uma quiche de frango com legumes e queijo fresco para o almoço de amanhã.

Acho que sim, este fim de semana consegui aventar a semana que passei para trás das costas.

Agradeço imenso ao meu Jacinto que é um homem que me atura e por ser paciente como é porque eu ontem estava mesmo assim

(Imagem da WEB)

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Ambos estão a tomar banho, enquanto ela esfrega o cabelo, ele começa a fazer parvoíces.

Pobre(o)Tanas - Opah, está quieto que eu hoje estou cansadO!

Ele olha para ela, suspira e diz:

Jacinto - Ok, Carlos!

E sai do banho como se nada fosse.


(Imagem da WEB)


Aposto que seremos assim daqui a uns 40 ou 45 anos. Eu - Embora lá, pah! Não está fria. E ele preparando alguma nos confins daquela cabeça...

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13
Jan11

Cá em casa... Tudo bem!

por Pobre(o)Tanas
Hoje o dia nas calhoeiras foi calmissimo no que toca ao ataque ao meu ego. Muito eu gostaria que todos os dias assim fossem. As coisas correriam sobre rodas e eu tornar-me-ia ainda mais competente do que aquilo que apresento ser e sou, claro está. Sem pressão. Educadíssima. Tranquilérrima. Profissionalíssimamente profissional.

Mas não... Já sei que daqui a uns dias ou mesmo amanhã o meu estatuto passa de bestial a besta e que tudo o que tenho feito e organizado naquela empresa foi algo posto de parte, esquecido, diminuído e serei um zero à esquerda. Todos os cafés cremosos e dourados que servi aos clientes até então foram míseras chícaras de água castanha retirada de meias torcidas pertencentes a um qualquer fuzileiro que andou todo o santo dia no mato e na água. Todas aquelas pastas que abri para um começar de ano luminoso, serão batatas...

Por isso... Dou-me por feliz com este dia que passou e que me deu vontade de limpar a casa mal cheguei apesar de estar estafada.

Nunca pensei por mulher-a-dias. A minha mãe teve uma. Mas eu fazia as coisas a par com ela. Não gostava de a ver a limpar e eu refastelada no sofá a fumar e a ver televisão fazendo gazeta das aulas da Faculdade. Daí que se nem mulher-a-dias eu gostaria de ter quanto mais uma criada interna.

Quando for velhinha e rica - hoje joguei €11,00 no Euromilhões a ver se me sai alguma coisa. Foi a segunda vez que joguei mas desta vez marquei eu as cruzes que eu não confio na máquina - aí sim pode ser que queira uma empregada. Até lá, além de pobre, tenho um belo corpinho para trabalhar e fazer as tarefas que me competem enquanto mulher e dona de casa. Tirando isso vou pondo o meu Jacinto a apanhar a roupa e a dobrá-la. Não queria ele mais nada. É Sr. Engenheiro no trabalho. Cá em casa é simplesmente Jacinto. Quando não lhe chamo manassas. Como já frisei, cá em casa é-se igual ao outro. Tirando o facto de ele ser mais 'teligente que eu no que toca a matemáticas e engenharias correspondentes, eu lavo uma casa de banho como ninguém, indo mesmo ao "fundo da questão"... Enquanto ele faz uma coisa tão perfeita como só ele sabe fazer, eu faço outra coisa qualquer muito bem também, só não me lembrando agora do que será mas faço... E pronto unimos esforços cá em casa e isto desliza que é um regalo para as vistas de quem nada sabe ou nada tenta saber sobre como manter uma relação cordial.

Daí que não precise de uma empregada. Cá nos desenrascamos os dois. No entanto quando tiver um filho tenho plena consciência que terei uma depressão qualquer ao fim de 3 meses. Com um Jacinto que calça botas cheias de lama das calhoeiras dele, dois cães que mijam tudo o que é canto desta casa quando ninguém vê, duas gatas que dormem na roupa lavada e posteriormente um puto aos berros, cagado, mijado, cheio de fome e com uma panóplia de tralha para lavar, desinfectar, esterelizar, unguentar... Ah sim... O meu lado neandertal concerteza que virá ao de cima quando atingir o ponto de não retorno do auge da minha incapacidade de dar conta de tudo o que quis adquirir para ter a casa cheia de patudos de 2 e 4 patas como sempre quis. Mas até lá logo se vê... Tenho a certeza que o meu Jacinto não me abandonará e não emigrará para um país cheio de mulheres empinocadas sem nada a reboque. Como sempre terá a paciência de agarrar no cão e na cadela, pô-los no quintal, tirar as gatas de cima da roupa, limpar as mijas e ainda me perguntar se preciso de ajuda. Ao que eu lhe irei responder com toda a minha calma e descontração: O QUE É QUE ACHAS, PAH????!!!!HUM???  Seguindo-se um rol de queixas e demais descontentamentos da minha vida que não tenho sorte nenhuma, que a culpa é dele por termos um filho, que ele é que quis os cães e as gatas, principalmente as gatas quando ainda nem me conhecia quando as recolhi, mas na altura vou achar que sim ou inventar uma ideia qualquer de psicotelepatia pré-ajuntamento a dois. E que se não tivesse ido naquele dia ao chat nunca me tinha visto naquela situação. Depois o puto recomeça a chorar e nesta altura já aventei um sedoxil para debaixo da língua uma vez que os posso tomar sem risco de afectar a amamentação pois com aquilo que aqui tenho a nadar dentro do soutien comprado na secção pré-adolescente o miúdo bem morre de fome nos primeiros 2 dias...

Daí que empregadas internas, não obrigada! Preciso de emoções na minha vida...



Já dizia a Laila Dominique - Cada faxina, cada fresh...

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