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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!


12
Mai08

A minha Rosa... Negra...

por Pobre(o)Tanas

 


 


 


 Quando era mais menina, sentada no chão, brincava com as minhas bonecas e bonecos, e imaginava casamentos e relações de cortar a respiração entre eles. Lembro-me que havia sempre uma vilã e um vilão prontos a acabar com a felicidade dos recém casados mas que acabavam por desisitir. Se eu estivesse bem disposta os vilões tornavam-se bonzinhos e até se casavam entre si, se estivesse chateada, tinham uma morte um tanto ou quanto violenta que acabava sempre no tanque de lavar roupa da minha avó, habitado por criaturas nada simpáticas - normalmente uma tartaruga ou um peixe do nosso lago que eu punha dentro do tanque de água limpida.


 


 Nem sei onde pararam as minhas bonecas, os peixes já morreram e o tanque continua a servir para lavar roupa que não a minha.


 


 Cresci. As bonecas foram trocadas por livros, CD's e telemóveis. As relações, comecei eu a fazer parte delas, como um escritor que vive a história do seu livro.


 


 Hoje, ao fim de uns poucos de anos, olho para mim e para a minha ingenuidade, tão própria de menina que não sabe o que a vida reserva e pensa que tudo não passa de um mar de rosas. Mas as rosas têm espinhos e neste tempo em que nado nele, fui cravada por eles, vezes sem conta.


 


 Quando estou cansada, sento-me na margem e retiro os espinhos do meu corpo, lambo as feridas, qual animal sobrevivente, e entro devagarinho no mar, a medo, para não ser picada mal eu recomece a minha saga.


 


 Tive espinhos retirados com facilidade, tive outros em que gritei para os arrancar e outros que se entranharam dentro da minha pele de forma tão profunda que ninguém os conseguirá remover.


 


 Vivo na esperança de voltar a encontrar a minha felicidade de menina. Aquela certeza de querer viver numa casa com o meu marido e rodeada de filhos. Casa cheia como costumo dizer. Os amigos, os cães e os gatos, o periquito e a sogra. Todos benvindos.


 


 No entanto algo me diz que nunca será assim...


 


 Ontem, num ataque de choro, disse à minha mãe que me sentia uma pessoa suja. Disse-lhe que achava que não era merecedora de ninguém. Achava que eu não tinha o direito de ser feliz por erros cometidos no passado, que a meu ver foram enormes e na visão dos outros foram coisas que até passariam despercebidas. No entanto o que conta é a minha consciência e essa não descansa. Já lá vai o tempo em que me deitava na almofada sem pesos.


 


 Às vezes não me sinto bem, sinto que não sou digna das oportunidades que a vida me dá e que as deixo escapar com medo de sofrer outra vez. Não vivo com o coração, vivo com a minha cabeça.


 


 Esta comanda tudo. O meu coração quer dizer coisas que mostrem aquilo que sinto, mas a minha cabeça não o deixa. Constantemente é mandado calar. Depois faço coisas que não deveria fazer, tomo posições e atitudes de pessoa pobre de espirito. Querer e não poder, porque a consciência diz que não mereço. Que sou uma merda, que deveria estar pior porque é esse o meu castigo.


 


 E assim me deixo ir, apesar de tocar a vida e saboreá-la, no entanto não da forma intensa que deveria ser. Da forma que deveria uma rapariga da minha idade sentir e viver. Porque a sociedade condena os que se apaixonam, porque o amor e as relações, neste mundo em que vivo e no qual não pertenço, não tem carinho por ninguém.


 


 As relações, na minha idade, baseiam-se em sexo desenfreado, em promessas que não o são e em palavras que nem o vento as leva. Porque ficam cá registadas de forma negativa...


 


 Oh Deus! Que venha alguém mudar esta minha culpa, que me mostre que a vida tem sentido e me erga nos seus braços de forma triunfante. Porque me conquistou. Porque é uma vitória fazê-lo. E depois, me trate como se fosse a rosa que do mar saiu...


 


 


 


 

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12
Mai08

Demónio em mim...

por Pobre(o)Tanas

 


 Dor...


 


 Dor essa que se esconde no mais profundo do meu ser. Que se manifesta no silêncio de um olhar que foge de outro, para que pensamentos não se leiam através deles, porque os olhos são o espelho da alma.


 


 Queria dizer tanta coisa e não consigo... Guardo para mim. Tenho medo que me toquem, tenho medo de tocar. Não posso deixar. Nem permito que penetrem o meu espirito, porque iam descobrir os meus sentimentos e ninguém os pode saber.


 


  As pessoas os usariam para me provocar ciúmes, para provocar o lado escuro que por vezes emana do meu corpo. Esta raiva que está contida e não sai de mim porque a controlo. É controlada apenas não dizendo o que sinto.


 


  Sou um ser que controla, prende aquilo que quer. Torno-me um monstro quando me tentam arrancar tudo o que amo dos meus braços. Não meço o que digo, não meço os meus actos e torno-me num demónio que se vinga sem dó nem piedade. O meu olhar torna-se baço e completamente doentio. Dou uivos de loba solitária pelas noites fora para mostrar a minha dor...


 


  Porque toda esta raiva que me transforma quando me roubam o que de mais precioso tenho? Porque?


 


  Porque já perdi muito. Porque tudo o que possuo me custa a conseguir e não deixo que me tirem... Não posso.


 


  Para evitar tudo isto, calo-me. Observo... Deixo, com uma força retirada de dentro das minhas entranhas, lá mesmo do fundo, que aquilo que amo passeie livremente por aí... Tento-me reger por aquela frase em que dizem "Tudo o que amo deixo livre. Se voltar foi porque conquistei. Se não voltar foi porque nunca tive." Mas o esforço é tanto para me controlar...


 


  Não gosto de ser assim. Doi-me muito...


 


  Hoje não vou deixar que me olhem nos olhos... Porque encontrarão o meu demónio. Demónio da possessividade. Ele esconde-se dentro do meu olhar.


 


  Por isso, quando beijo, fecho os olhos. Para que ele cale os urros e para que adormeça dentro de mim...


 


 


  Esta é a minha luta constante...


 


 

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06
Mai08

Elevadores... Perfeitos...

por Pobre(o)Tanas

 


 


 Ser pobre é:


 


 Ter apenas um espelho na wc para ver as borbulhas, os dentes e pentear. E na hora de ver se estamos razoavelmente bem vestidos, abrir a porta do andar, devagarinho para os vizinhos da frente não ouvirem, chamar o elevador e quando este se abre, mirarmo-nos num espelho grande e ver se estamos apresentáveis... Depois exclamar algo como "Epah esqueci-me do telemóvel..." e entrar em casa...


 


 


 Tenho sorte... O meu prédio tem dois elevadores... 


 


 



 


SE UM DIA AS PORTAS SE ABREM E ME DEPARO COM ISTO... MATO-ME!


 


"Acabou se ser convocada para o Programa do Ano! "Diz-me a Pobre que és, dir-te-ei com quem andas!"

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06
Mai08

Mais um dia de Pepino...

por Pobre(o)Tanas

 


 


 Dia de Pepino mas um pepino pequenino...


 


 Porquê? Porque estou estoirada e não fiz absolutamente nada hoje de manhã... Tenho um processo de 1990 para ir procurar no arquivo morto e sinceramente não me apetece vasculhar prateleiras cheias de pó, desarrumadas e com fortes probabilidades de serem habitadas por osgas... Sim osgas. Isto é um apartamento onde já foram encontrados seres desta "raça". E eu tenho... MEDO!!!


 


 Para não falar que o arquivo morto do "patron" mor é o mais complexo de remexer. Porque se tiramos uma pasta caiem os suportes todos e todo o seu conteúdo. E vejamos bem, eu não quero ficar em casa com uma perna partida ou umas costeletas rachadas...


 


 Deitei-me, ontem, eram 21:30... Dormi bastante, mas soube-me a pouco. Logo estou com a birra. Não sei que falar com as pessoas e nem me apetece dialogar com elas.


 


 


 Vendo bem tenho um feitio de Pepino. Há dias que estou perfeitamente equilibrada e há outros que me apetece esganar o "piloto" do comboio por ter deixado entrar tanta gente e não apenas eu. Há dias que gostava de ser o Tom Hanks na ilha, sozinha e a falar com a bola... Mas eu nao queria cá bola nenhuma... Como falo muitas vezes comigo...


 


 E quando são aqueles dias que quase me pego à estalada comigo mesma e vem o meu amigo invisível (o Alberto) e consegue separar-me? São brigas feias...


 


 Ou seja, hoje estou mentalmente offline. Só bocejo e faço caretas de enjoada. Fartei-me de comer gomas e roer as unhas. Já vi dezenas de blogs mas não os posso comentar porque só saía porcaria. Assim limito-me ao meu canto e sonho...


 


 Sonho com uma cama, de lençois suaves e sem gatos a dormirem comigo. Não têm noção do que é ter duas pirralhas à luta debaixo dos cobertores às 4 da manhã... Pareço uma mulher que deu à luz há pouco tempo e que não dorme para mudar fraldas e amamentar a noite toda ou de 3 em 3 horas. Eu não mudo fraldas mas acordo à mesma, com um ar de lunática, só para exclamar algo como: "EPAHHHH SAIAM DAQUI!!!"... E isto umas 10xs por noite...  


 


 Acho que hoje, se me quisessem assaltar, pensariam duas vezes. Penso que olhariam para mim e diriam: "Txi dama, esquece lá isso... Aqui o bro (aka nigga) só leva cenas de dama que tenha cabelo bunito e olhos lindus que naum se pareçam cuns de um xarroco...Txé...Hasta!"...


 


 E logo hoje que venho vestida à "Chapitô"...


 

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  É engraçado como após resolvermos certas coisas na nossa cabeça, e coração também, tudo se torna mais límpido perante os nossos olhos.


 


  Tornamo-nos aptos a aceitar as coisas boas que vida se encarrega de nos trazer... Há que deixar levar sem pensar no dia de amanhã. Se resulta ou não. Se é o correcto. Se nos fará bem. Pensemos apenas que naquele momento gostamos do que nos está a acontecer.


 


  São essas coisas que nos vamos lembrar um dia, quando estivermos na nossa cadeira de baloiço e de manta nas perninhas porque o peso da idade e o reumático faz-nos ter frio.


 


 


 

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05
Mai08

Honra...De MÃE para FILHA...

por Pobre(o)Tanas

Fez  ontem 21 anos que:


 


O meu vestido era azul clarinho….calçava uns chinelos de enfiar porque os meus pés estavam de tal maneira inchados que já não suportavam sapatos…


 


A minha barriga já não tinha mais para alargar…..


 


Já não mexias há uns dias, sinal que já estavas incomodada de lá estar dentro….como sempre, sim porque já nessa altura eras preguiçosa, em vez de bater à porta com a cabeça, como todos os mortais à nascença…não…preferiste o “rabo”…pois é…pasme-se estavas sentada e deliciada à espera….


 


Lembro-me bem….


 


A mana já crescidinha, capaz de tomar conta dela, mas preferi que ficasse entregue a uma vizinha e lá vou eu com a malita na mão, descendo a rua que me separava da maternidade…..


 


Sozinha, também não precisava de mais ninguém, os actores principais, eu e tu estávamos lá…cheguei e registei-me como mais uma que ia “parir” dizia a funcionaria da Maternidade….”parir” se custa a ouvir, mais custa a passar à acção, mas como dizia um Amigo recente…dor é sinonimo de amor e da possibilidade de darmos um passo em frente….


 


Passou o resto do dia e a noite e eis que chega…


 


Faz hoje 21 anos que:


 


Já não aguentava mais dor e em silencio, mordendo a ponta da almofada só queria que alguém me ajudasse a fazer com que tu visses o meu rosto e eu o teu….


 


Ao final da tarde, já sem dor, estava dormente, levaram-me para a sala de operações e o fim já estava à vista….


 


Nasces….rosto muito pequenino….a laranjita….


 


Daí para cá já se passaram 21 anos de tristezas e alegrias, mas mantemo-nos cá…e cada vez mais cúmplices….só nós sabemos os nossos segredos…aqueles que nem os mais ousados teriam a coragem de divulgar…mas nós as duas conseguimos falar de tudo e de nós….e porquê?


 


Porque és carne da minha carne, sangue do meu sangue, espírito do meu espirito e alma da minha alma…quem sabe se e a existirem vidas passadas não foste aquela Índia Mãe de quem a Filha (eu) te foi tirada dos braços, dos mesmos braços que hoje se abrem cada vez que o meu rosto dita que não estou bem e me aconchegam…


 


SENTES-ME E EU SINTO-TE


 


Tanta cumplicidade, meu Deus, que chegamos a chocar e que importa?


 


Sentadas no padrão que separa a terra do mar, rimos dos nossos exitos e choramos os nossos insucessos e até chegamos à conclusão que o que acontece a uma, a outra já está na fila de espera para o mesmo…por isso percebemos muito bem o quê e porquê e ditamos uma à outra o que podemos ter de suporte e vamos fazendo de suporte uma à outra….


 


Sabemos que este cordão umbilical jamais conseguirá ser cortado….ficarão sempre os fios de uma vida eterna que nos ligará para sempre…aqui e lá…ontem….hoje e amanhã….sempre que nós queiramos e nós sabemos bem que vamos querer sempre…


 


Poderia apenas dizer-te “parabéns Filha”, mas não meu Amor, único e grande Amor da minha vida, mereces bem mais do que isso…mereces o meu hino à gloria e esperança de que sejas muito muito feliz….


 


A MAE




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05
Mai08

05.05.1987

por Pobre(o)Tanas

 


 


  Bem, há 21 anos penso que nada de especial no mundo ocorreu nesta data... No entanto em Vila Franca de Xira, neste mesmo dia e mês mas de 1987, uma tia-avó minha morreu e eu nesse mesmo dia tomei o lugar dela e nasci.


 


 


  'Tou a crescer pah!


 


 


 



 


Nem mais, o bolo além de ter cores que gosto, bom aspecto e ter sido logo o primeiro que apareceu nas imagens do Google, é da Floribella loool e acertou em mais qualquer coisita...


 


 


 

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02
Mai08

NM, IDD, DDTC, Gostas de sexo?

por Pobre(o)Tanas

 


 


 


  Não vejo, muitas das vezes em que me dou ao trabalho de observar, o porque das pessoas apenas ligarem a aspectos nada importantes em terceiros.


 


 


  Nas minhas andanças pela net de ha uns anitos para cá observo, em chats, que as pessoas basicamente procuram o que na rua não conseguiriam encontrar pelo menos de forma tão directa e sem dar a cara a não ser no momento em que obtêm aquilo que procuram...


 


  Há uns poucos de anos - tinha eu os meus 16 - juntava-me com uma amiga e iamos para casa dela e deliciavamo-nos nos chats à procura de amizades a quem pedíamos os numeros de telefone. Se as conversas a partir daí evoluissem, marcava-mos encontros.


 


 Da minha parte se 1 ou 2 chegaram à parte de nos conhecermos pessoalmente, foram muitos. Para ela, que era quem tinha net, sucederam muitos mais. Contudo acabou por ficar com um rapaz lá da zona dela que em nada tem a ver com os "moços do mIRC"... E eu de todos os numeros que fiquei apaguei-os e mais tarde mudei de numero.


 


 A conclusão a que quero chegar é que na altura era tudo muito engraçado. Éramos miudas e eles/as também - nunca falávamos com pessoas muito mais velhas - e divertiamo-nos muito a falar "à parva".


 


 Há uns meses voltei a frequentar chats, não à procura de amizades nem do que quer que fosse, apenas para dar uma vista de olhos e "morder" o ambiente. Como podem observar até pus um aqui no meu blog.


 


 À primeira vista tudo normal - ainda possuia os meus dotes de "chatcionário" com palavras como ddtc (de onde teclas) e idd (idade) que ainda ficaram por falar com amigos no msn - até que aprofundando a vista deparei-me com a vontade de pessoas em aceder a conteudos intimos das vidas das outras... Nicks onde divulgavam a ausência de roupa interior ou a presença de membros erectos... Ou mesmo aqueles que pretendem o uso de cameras (web) onde poderão ver quem está do outro lado e ai passar a algo mais... mais... algo mais!


 


 Isto, sinceramente, assusta-me. Não que, na altura em que frequentava mais, não houvesse destas coisas, mas agora noto um aumento. As pessoas nem querem saber de nomes ou idades... Passam à "acção".


 


 Agora pergunto-me eu, Pobre(o)Tanas, qual a piada de ligar uma web e falemos francamente, mostrar os dotes fisicos ou deixarmo-nos mostrar no intimo do nosso lar a um desconhecido/a?


 


 Eu até sou uma pessoa liberal, acho que o que é bom é para se fazer, mas... Porque de forma tão impessoal? Começo a pensar se não valeria mais a pena as pessoas se conhecerem pessoalmente, dar 3 dedos de conversa ou não ter conversa nenhuma, e irem logo directamente para um sitio onde pudessem dar largas à sua imaginação...


 


 Penso que um dia, as pessoas marcarão encontros, vêm com testes de HIV, mostram-nos e pronto: "Onde é o Motel mais proximo?".


 


 Aqui fica um aviso a quem me quiser visualizar na camera:


 


 Quando estou em frente ao computador, que é normalmente à noite, visto um roupão azul por cima de um pijama roto e gasto das lavagens. Tenho o cabelo apanhado num carrapito idiota que me dá ar de nonagenária e por vezes estou a coçar os ouvidos ou o nariz. Mais! Tenho as gatas ao colo que de vez em quando dão bufas, maior parte das vezes estou a fumar e tenho um hálito de fugir a sete pés porque o jantar foi acompanhado de pão de alho...


 


 Se isto não tira a pica a qualquer um então as pessoas já nem se dão ao trabalho de ver se quem está do lado de lá tem pelo menos 2 dentes na boca...


 


 


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