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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!


31
Mar08

Mudança de Hora

por Pobre(o)Tanas

 


 


  A hora mudou o que quer dizer que estamos mais próximos do verão, e agora os senhores leitores deste blog - que sou só eu - dirão: "Ena pah! Que brilhante conclusão!"


 


  Mais uma segunda-feira chegou e com ela mais um dia de trabalho (outra conclusão magnífica).


 


  Hoje não tenho paciência nem para tirar um café para mim. E espero que ninguém ligue aqui para o escritório a desabafar problemas com o "patron".


 


  Começo aqui a divagar e chego à conclusão que com a minha idade já tenho alguma experiência de vida. Olho para trás e vejo as coisas que já aconteceram, aquilo que já lutei, as pessoas que perdi e tudo o que já fiz contra mim e penso: "Fds! Tenho mesmo força para agarrar a vida...". Não é qualquer um que desiste de um curso quase no fim para enveredar num caminho que não sabe qual é, para ganhar uns trocos e fazer face à vida.


 


  Poderia estar a viver à custa dos papás e acabar o curso que não me levaria a lado nenhum e deixar-me estar. Quando não me apetecesse ir às aulas ficava nos bares a beber uns copos e a fumar umas brocas e assim se passavam os meses ou então a dormir feita otária enquanto eles me pagavam as propinas para uma faculdade que quase nunca lá punha os pés. Mas não. Agarrei-me ao trabalho e quando achar que tenho tempo para voltar e acabar o curso ou meter-me noutro qualquer, avanço. Mas neste momento isso não era o mais indicado para mim.


 


  Este blog chama-se algibeira de pobre por uma única e simples razão: a vida de pobre que se leva no começo da vida de adultos. A pobreza de espírito que se possuí quando se sai das "maminhas da mamã" para a rua, onde tudo nos espera com tochas e flechas para nos acertar.


 


  Também se chama algibeira de pobre porque aqui posso falar das coisas mais fúteis quando me der na real gana. Porque não estou com meias medidas. Porque não preciso de estar feita dondoca a escolher palavras e mostrar algo que não sou. Porque não há superficialismo nem tão pouco altivez. Porque pobre é mesmo assim, tem o coração ao pé da boca e não se importa com aparências.


 


 


 


  Um dia pertenci à classe média-alta, um dia possuí 3 carros à porta, fazia viagens para fora do país quase todos os anos, comprava roupa todas as semanas e tinha telemóveis topo de gama saídos para o mercado há pouco menos de 5 dias. Tinha um namorado que conduzia um mercedes do papá com 18 anos e uma vida de pita estúpida como nunca vi. E foi preciso sofrer na pele a violência da ressacas para ver que realmente não há nada que pague a nossa liberdade. Foi preciso meter-me a nadar em águas escuras, sem saber como vir à superfície, para compreender que a nossa vida é mais preciosa que andar aos 16 anos de mercedes e toda agente ficar a olhar.


 


  Hoje dou valor à minha vida. Trabalho 12 horas por dia e ganho uma miséria mas sou feliz como nunca fui. 


 


  Mandei tudo às favas e voltei à origem do ser humano verdadeiro na sua essência. 


 


  Mas chega de relembrar porcarias. Agora tudo é diferente e não há ninguém que me tire o que tenho.


 


  Sou feliz pah!


 


 


  Espero que não seja mais um dia de pepino hoje...


 


 


  Mas já agora vejam lá se não é lindo....


 


 



 


 


 

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28
Mar08

Fim de Semana!!!Olé!

por Pobre(o)Tanas

 


  Esta semana passou mais rápida que a pedra de gelo azul passou pelo carteiro de Arruda dos Vinhos.


 



 


 


  No entanto foi cansativa até dizer chega. Penso que nunca tive uma semana de trabalho tão frustrante. Trabalhei mais que o normal e não vi nada que pudesse dizer "epah isto evoluíu...o tamanho da resma de folhas para arquivo baixou..."... Nada disso.


 


  Ontem foi dia de crise existencial... Chorei que nem uma alma perdida numa floresta de zombies e duendes, na porra deste escritório. Cheguei ao comboio vi a minha progenitora e desatei a chorar outra vez. Depois lá fui sair com o namorado e os amigos o que serviu para descomprimir mas ando tão cansada que ia adormecendo com o nariz dentro do copo do sumo natural que pedi.


 


  Ando velha para andanças nocturnas... Cheguei a casa e mesmo antes de calçar as "peúgas do pijama" adormeci sentada na cama com uma meia por calçar e outra meio calçada até hoje de manhãzinha.


 


 


  Vidinha de pobre é lixada até dizer chega. Se tivesse dinheiro e com a minha idade andava a estoirá-lo e a viver como vivem as gajas ricas que nasceram no mesmo ano que eu...


 


  Mas pronto tenho algibeira vazia contudo possuo a minha mente cheia... de porcarias... mas de qualquer forma está cheia na mesma!


 


 


  De seguida deixo-vos o Link dum pobretanas, como eu, que tentou ganhar uns trocos à pala do Ídolos...As coisas velhas e pobres que vou desencantar no Youtube...Sou mesmo triste...


 


http://www.youtube.com/watch?v=u4Hc6RpZzUI


 


 

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  Penso que isto se deve ao facto de ter agrafado o polegar ao requerimento que ia enviar por carta ao Tribunal Judicial da Comarca de Estremoz.


 


  ESTOU FARTA DE REQUERIMENTOS, DE FACTURAS, DE CHEQUES, DE CLIENTES QUE ROUBAM 300 EUROS DE PERFUMES EM LOJAS!!!!!! Ao menos que viessem às reuniões e me trouxessem um D&G Light Blue.


 


  Final de mês a aproximar-se e tenho de pagar a carta de condução... A ver se começo as aulas já que com esta idade e sem carta é um atentado à minha faixa etária que já conduz ... Sei apenas que quando tiver carta até ao café ali da esquina vou de carro. Ando há milhares de anos a pé e o que ganhei com isso foi uma barriguinha de pequeno Buda e uns joelhos equivalentes aos de uma velhinha de 90 anos que passou 80 a cavar em terra seca.


 


  Uma operação de € 3000 e duas cicatrizes, que mais parecem o mapa de Portugal em Braille, depois, cá estou de novo na mesma... Dores e mais dores. Só têm uma coisa boa... Sei quando o tempo vai mudar. O meu boletim meteorologico começa nos joelhos e acaba nos meus olhos (chamo-lhe chuva miudinha) quando pequeninas lágrimas de dores começam a espreitar mal ponho os pés na rua e começo a saga de mais um dia a correr Benfica de cima abaixo. 


 


  Outra coisa magnifica que possuo são os meus dentes. Uma preciosa cramalheira composta por 33 dentes (sim 33. pronto 32,5 porque tenho um lá atrás que perdeu a massa). Mas o melhor mesmo são as minhas duas favolas do maxilar superior que me dão um sorriso de mentirosa. Sim possuo uma boca cheia de dentes grandes e largos e que me dão um ar de "tubaralho". Nunca me disseram mal deles, apenas a dentista, no entanto, e apesar de me apetecer imenso, nunca se deve ofender alguém que está a segurar uma broca que por acaso está dentro da nossa boca...


 


  Tenho mãos de duende, muito pequeninas. Sempre pensei que fosse ficar com uns dedos compridos como os da minha mãe mas infelizmente as minhas mãos só cresceram até aos 15 anos. Desde entao contento-me com uns dedos do tamanho da pila de um Chihuahua...



 


 


  A única coisa gira que tenho são os meus pés... Umas elegantes barbatanas do seu tamanho 38 sem calos de sapatos bicudos e unhas branquinhas. Não são como aquelas amarelas que mais parecem as do Frodo no Senhor dos Anéis.


 


  No entanto as minhas orelhas são de Elfo... Bicudas em cima o que não me deixou fazer furos nas cartilagens quando tinha os meus 13 anos, para grande alegria da minha mãe...


 


  Com todas estas características físicas nem sei como consegui ter 6 namorados até agora... 2 a sério, 2 de 3 dias (quando era muito juvenil) e 2 para brincar aos médicos em alturas que nem sabemos que existem pessoas decentes para isso e os fumos de coisas compradas a amigos de amigos de amigos nos entram no cérebro e deturpam a realidade...


 


 


  Mas sou feliz pah!

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Enfim dia de cão... Resta-me a calma da minha casa, os mimos da mamã e da minha Piggy que realmente é uma gata cheia de sorte...


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  Desde que comecei nas andanças de trabalho a sério (não era o do PingoDoce) que aprendi a viver à base de cafeína e nicotina. Um conjunto de substâncias que fazem milagres quando o cérebro está "offline" ou quando já não se aguentam os berros ao telefone de indivíduos descontentes com o desempenho do nosso patrão. Este está-se nas tintas porque filtramos as merdas que os outros pensam dele e nos são ditas directamente logo às 9 da manhã.


 


 Vida de pobre é mesmo assim... Quando for menos pobre também arranjarei alguém para me atender o telemóvel a um otário qualquer que se auto-nomeie meu "ex" e que queira expor as suas indignações ou que me queira dizer o que acha realmente de mim.


 


 Hoje é dia de me entregar de corpo e alma ao arquivo de milhares de folhas sepultadas na minha papeleira há meses. Tenho sonhado com dossiers de arquivo com dentinhos e risinhos diabólicos a correr atrás de mim qual Heidi a correr atrás das ovelhas do Pedro ou do Marco ou da merda do macaco.


 



 


 


 


 


 

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  Viva o acordar cedo! Vivam os comboios cheios! Viva a chuva! Viva a conta do banco que ainda não tem dinheiro...


 


  "Aprochega-se" o final do mês e Graças a Todos os Santinhos que pode-se pelo menos ir ali à loja da esquina comprar uma camisola de 12euros e ficar feliz para o resto das semanas!


 


  Notícias do Mundo nada de especial: Tibete e mais uns tarecos. E por cá a saga da aluna que agride a professora continua a par com os 10 anos da Vasco da Gama e a nossa querida ASAE.


 


 


 


  Por falar na aluna que agride a professora começo a pensar que o meu curso la ficou para trás e só de relembrar que não acabei apetece-me roer as unhas, mas valores mais altos se levantam e há que ganhar uns trocos para fazer frente à vida que teima em nos cornear.


  No meu tempo de estudante (já lá vão milhares de anos...foi na pré-história), mas na altura crítica, na minha opinião dos 12 aos 16 praí, não haviam assim casos de violência contra professor que não ficasse exclarecido na sala com um bom tabefe ou pelo menos com uma expulsão da sala e depois logo viriam as consequências do acto. Mas nunca vi nada que chegasse aos calcanhares daquela situação gravada.


 


  Penso que o máximo que fiz na sala foi, no intervalo, abrir a porta devagarinho, de pé ante pé, ir ao livro de presenças e retirar a participação que tinham feito da minha turma ao conselho directivo pelo excesso de barulho e ter justificado umas tantas faltas assinando por cima delas para alegria dos meus colegas. Sei que fiz um bem à comunidade estudantil (a minha turma de 7º ano) porque muitos deles poderiam estar dependentes daquelas faltas. No mínimo seriam umas valentes palmadas dos progenitores à porta da escola pelas faltas dadas pelos filhotes angelicais (em casa) e que eles tinham tido conhecimento 5min antes numa reunião feita especialmente para isso mesmo.


  Nunca mais fiz uma coisa dessas até porque os nervos deram-me a volta à barriga de tal forma que andei a correr para a a WC de 15 em 15min durante 3 dias.


 


  De resto tudo normal, miudos felizes quando íamos para Sintra aos parques e caíamos das pedras e perdia-se temporariamente a memória, de forma tão rápida que os professores nem chegavam a saber dos acontecimentos. As porcarias que se levava para comer e depois trocávamos. Os primeiros bafitos juntos às escondidas atrás dos pavilhões. A "rampa da morte" (uma descida de terra com uns 10metros que para nós parecía um Km) onde muitos se tentaram suicidar em vão porque tiveram negativa no teste de Ciências acabando mesmo por se estatelarem na parede onde a rampa findava e caindo para trás de braços abertos.


 


  Penso que ainda pertenço à geração "joelhos esfolados" porque a minha primeira consola de jogos deram-ma quando tinha 19 anos e sei que olhei para ela e pensei "ok para que quero isto?". Vivi uma infância invejável na quinta da minha avó com os animais, nunca tive assim problemas demasiado importantes nas escolas, era uma aluna mediana, talvez no secundário é que tirasse as melhores notas, mas andei sempre a fazer tpc de fim de semana aos domingos à noite à pressa enquanto via um filme qualquer da sic, que propriamente não seria indicado para a minha idade. Os meus pais sempre lutaram para que eu estudasse até que me puseram na explicação e para mal dos pecados deles só consegui boas notas quando saí de lá.


 


  Lembro-me de muitos castigos que levei, o primeiro até que nem foi por minha culpa porque a professora disse-nos que não queria nem ouvir uma mosca... Estávamos a brincar com plasticina, eu tinha entrado para a primária não fazia nem um mês, e um coleguinha meu perguntou-me se eu queria um gelado de plasticina e eu disse-lhe baixinho para ele estar calado se não ia de castigo e pimba fui eu... Para a parede. No meu tempo eu ia e acabou não chamava a minha mãe para ir bater na professora ou o gang todo da minha área para bater no sócio que até me ofereceu um gelado... de plasticina. Nem sabia o que era um psicólogo. Não usei a separação dos meus pais para justificar os meus actos incorrectos e muitas vezes, enquanto esperava pelo meu avô à porta da escola primária, a professora sentava-me ao colo dela a falar comigo que eu deveria ser forte enquanto me via a cabeça não fosse ter apanhado piolhos da Cátia do Bairro dos Avieiros.


 


  Era muito feliz... E apesar de não concordar com os professores a maior parte das vezes e chegar a casa e dizer à minha mãe que no dia seguinte iria dizer à minha professora que ela cheirava a suor (o que era verdade) nunca tive comportamentos assim tão graves.


 


  Hoje sei que o suor da minha professora da primária devia-se ao cansaço de preparar pestes para serem alguém na vida.


 


 

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24
Mar08

Na Pobrelandia...

por Pobre(o)Tanas

É gigante a minha indignação perante a nova lei "anti-piercings" que poderá bater à porta dos "tuguinhas". Ora grande cocó que vai na cabeça desta gente para ponderar na hipótese de proibir "parafusos" nas nossas línguas e orgãos genitais.


Se soubessem o quanto é magnífico possuir uma coisa destas na língua, ninguém pensaria em tal medida. Aliás ter um piercing na língua, e falo por mim, tem as suas vantagens e a melhor de todas é aprender a estar calado/a quando, num dia menos bom, temos a tripa ligada ao cérebro e só se dizem disparates. Então batemos com o dito parafuso nos dentes e já se sabe que vem daí confusão da grossa e chinelada. É como um gorila a bater com os punhos, como um veado a mostrar as hastes ao seu adversário em época de acasalamento, como um empresário gordo e sebento, no seu mercedes, em hora de ponta no IC19...


Se todos tivessem um piercing o mundo serio um sítio muito mais pacífico, menos trampa se dizia...

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24
Mar08

 


                                



 


Depois de almoço, há uma certa necessidade dentro de mim para escrever. E depois do cafézinho e do cigarrinho, depois de olhar para a pilha de coisas que tenho para fazer urgentemente, em cima da secretária - pensando que se não as fizer posso voltar à caixa do PingoDoce - crio uma sensação de impotência femininamente taurina que se me escorre desde os neurónios até ao intestino grosso. Então pego numa revista e enfio-me na WC do escritório a esvaziar os meus preconceitos, os meus problemas existenciais e quaisquer problemas "esquizo" que possa ter. Escrever é o mesmo... Fico liberta de qualquer sensação de aperto no estômago...

 


Olhei para o velhadas do meu colega e pensei que se também ele tivesse um blog para escrever o que lhe vai na alma, o pobre não teria um feitio de merda e um ar de macho a quem lhe enfiaram um pepino no cu e uma vareta de aço pela uretra acima!

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