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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!


26
Out11

A pílula deixa-me pílulas!

por Pobre(o)Tanas

 

 

Desde miuda que lido com a menstruação com um encolher de ombros. A minha mãe, antes de me tornar uma "mulherzinha", ensinou-me a lidar com a situação e quando me apareceu - no dia em que fiz 11 anos precisamente - já estava mais que ciente que não escaparia aquilo por mais que subisse às árvores, brincasse com bolas e fizesse figas de cada vez que me olhava ao espelho esperando ter também uma pilinha. Daí que já que tem de vir que venha rápido. É para ter dores? Venham elas que estou de dentes cerrados e unhas cravadas nas palmas das mãos. 

 

Lembro-me de uma amiguinha minha ir comigo à casa de banho e, sem querer, viu o penso. Ficou horrorizada e saiu da minha casa num pranto dizendo que não queria ter aquilo que a ela não podia acontecer o mesmo. E sim, isto pode acontecer na cabeça de muita miuda cujos pais não lhe explicaram a tempo e horas as coisas. Eu, nesse momento, limitei-me a ficar sentada na sanita enquanto ela fugia de minha casa e quando a minha avó me perguntou porque saira a Catarina tão abalada eu limitei-me a responder que se impressionava muito com muito pouco. 

 

Desde o inicio que tenho dores nos primeiros dias e cheguei a desmaiar, vomitar e ficar de cama dias, por vezes já no limiar da loucura fazia força com os pés contra a parede do quarto e adormecia assim. Não aguentando ver o meu desespero, quando fiz 16 anos, a minha mãe levou-me à ginecologista e desde então, até ter 23 tomei a pílula. A minha mãe, vendo bem as coisas hoje, não me deu a pílula para eu não sofrer com dores, ela soube fazer muito bem as coisas, preveniu-me e precaveu-se, responsabilizou-me desde cedo e dormiu descansada muitas noites. Claro que me preveni duplamente nas relações que tive por causa das doenças e não apenas uma gravidez, que comparada com o resto seria um mal menor, porque apesar de ter começado a tomar anticoncepcionais muito cedo, comecei a ter relações 2 anos mais tarde. Normalmente pensava imenso antes de fazer as coisas e daí achar que só deveria ter relações quando fosse considerada "maior de idade". Pena que os miudos de hoje não vejam que há tempo para tudo... Nisso sou ainda um bocado antiquada. Cresçam um bocadinho e depois podem experimentar o kama-sutra todo. Eu não me arrependo de ter esperado e posso dizer que estava consciente de verdade quando o fiz. 

 

Adiante...

 

Comecei pela Diane35 que me tirou as dores e o acne normal da adolescência. Nunca soube o que era até há uns meses atrás quando me apareceu a primeira borbulha que me tirou a "vontade de sair de casa para ir namorar" mas como vivo maritalmente, tenho um trabalho e uma vida pacífica a coisa até passa despercebida mas não deixo de dar razão à miudagem. Ter acne é lixado... Lido mais ou menos bem porque já passei a barreira da falta de auto-estima e dou comigo com o meu parceiro bem amarrado, pois fosse eu uma adolescente cheia de receios e falta de amor-próprio e já tinha afugentado o meu "Jacinto" com crises existenciais...

 

Mas quando algo nos tira o acne com tanta facilidade, sem nada em troca, há que estranhar... Pois claro... Um par de anos depois estava gorda e a minha barriga de tábua de engomar tinha dado lugar a um saco com uma bola de basquete lá dentro. Vista de lado estava grávida de 5 ou 6 meses... Mas era impossivel porque tomava a maldita pílula. A questão INFELIZMENTE (sim quero ressalvar bem o infelizmente) resolveu-se quando comecei a fumar. Reduzi o peso em 5kg e mais tarde, aquando uma pausa porque não vi necessidade de a tomar durante meses de abstinência, consegui voltar ao peso normal para a minha altura.

 

Quando conheci o meu "Jacinto" voltei a tomar a pílula e engordei pouco mais que 3/4 kg... No entanto a Diane35 começou a dar-me enxaquecas e uma vontade colossal de esganar pessoas do mesmo sexo. Não sei se esta vontade de partir para a agressão de fêmeas terá a ver com uma questão hormonal ou de feromonas. As outras fêmeas poderiam estar receptivas a acasalar e aquilo chocava com a minha essência animal pelo corte de estrogénio. Quero acreditar que assim foi e não um problema que poderia ter passado com uma série de sessões psiquiátricas e alguma medicação. Por isso pedi à medica que me receitasse outra pílula e assim comecei a tomar a Minigeste menos bombástica que a outra... Meses depois estava a mandar às favas a nova pílula que em nada me ajudava e só afligia. E assim estou há ano e meio porque entretanto engordar por deixar de fumar se também tomasse a pílula estava um animal de grande porte... E sim a pílula faz-me engordar. Não é aumento de apetite, não é nada disso...

 

Mas hoje... Tudo mudou...

 

Fiquei farta de dores, de borbulhas, de estar gorda de qualquer forma e principalmente de estar menstruada de 15 em 15 dias sendo alvo de chacota do meu "Jacinto" que já me achava uma galinha mas que passou a cabidela em pouco tempo. Por isso fui, comprei a Yasminelle e aguardo pelos efeitos desta rapariga no meu organismo. Não estou nada feliz porque tinha o meu organismo super limpo mas não dá mais... Não quero...

 

Sei que não terei sorte nenhuma... Estas fulanas não me ajudam em nada... Dianes, Gyneras, Yasminelles...

 

Não sei porque dão nomes de mulheres às pílulas. É por ser uma coisa de senhoras? Aquele senhor que ficou grávido, dos EUA, antes de ser senhor deve ter tomado a pílula portanto isso é escusado... Aliás eu só acredito numa pílula quando esta tiver um nome decente: tipo Bloody-Mary ou Lucky-va-Gina caso contrário torço o nariz a todas...

 

Enquanto nada sei vou fazendo figas para não ficar ainda mais badocha, para que no mínimo me tire as dores e não me dê um José Luís ou uma Ana Maria mais cedo que o esperado pois que não quero mexer no pé de meia nem discutir com a minha mãe por causa do nome da miúda porque teima que deve ter o nome dela...

 

O que eu queria mesmo era vestir um 36 e não o 40 como me vi obrigada a escolher este fim de semana. Não dava para esconder mais. Os botões já saltavam quando me baixava e esperei que nenhum saisse disparado contra a testa de alguém pois aquilo àquela velocidade matava. Entraria pela testa e saía pela nuca tipo tiro certeiro de sniper... Já não tinha calças que entrassem a bem. A coisa tornava-se dificil logo nos joelhos e fiz uns quantos vergões nos dedos ao tentar puxá-las pelas presilhas. Muitos fechos foram ao ar e não podia passar deste fim de semana sem calças. Fui aos chineses - e não fosse o meu Jacinto ser um Senhor dirigindo-se discretamente à parte da fita-cola eods parafusos para me deixar a vontade com o meu dilema - passava mal por pegar numas calças que nunca pensei que teria de vestir antes dos 35 anos e no mínimo já com um rancho de filhos paridos ao natural.

 

E assim vesti umas 40 só para testar e afinal aquilo era mais decente que umas 38, de verdade.

 

Pronto... Comprei uma cinta também... Só para o caso de...

 

 

 

No fundo não sei porque me preocupo tanto se no fim seremos todos assim fantásticos!

 

 

                                  (Imagem da net)

 

 

 

E não estou a ser irónica... Quero mesmo ser assim...

 

 

 

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