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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!


20
Jun08

Aquela dor...

por Pobre(o)Tanas

 


 


 Quando pensamos que estamos a ver uma luz ao fundo do tunel, esta não era mais que uma alucinação... Mera alucinação.


 


 Pensava que até ter o meu espaço conseguia um espacito temporário mas ontem descobri que não estão preparados para me acolher ou pelo menos ajudar-me nesse aspecto.


 


 Pelo menos andei iludida uns dias e feliz.


 


 No entanto também tenho o meu orgulho (do pouco que me resta) e se é por favor e sem vontade também não aceito.


 


 


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 Ontem fiz algo que já não fazia há meses. Mas a dor era tão grande que não aguentei. Pelo menos a dor física sobrepos-se à psicológica e adormeci mais calma. Preferia que fosse inverno... Ao menos andava tapada...


 


 Tenho vergonha da minha fraqueza mas sou mesmo assim... Fraca.


 


 


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 Pensei no ódio que guardo pelos meus pais e por tudo o que tenho passado. Se pudesse ter-me-ia atirado do 4º andar. Mas não tive coragem. Essa dissipou-se há uns tempos aquando uma tentativa.


 


 Olhei para as minhas "filhotas" e sei que precisam de mim. Podem gozar comigo mas para mim são a coisa mais importante que possuo. Não tenho mais nada. E sabe bem quando chego a casa e saber que estão lá à minha espera de rabito no ar e com expressões de "follow me" até à cozinha. Enroscaram-se em mim no sofá e deram-me turrinhas.


 


 Sinto-me mal por não saber que futuro nos reserva e o que lhes poderá acontecer... Se as poderei ter comigo sempre. Mas se as perco também não sei o que será de mim... Acho que pela 1ª vez sinto amor maternal apesar de ser por dois bichos.


 


 Sou uma idiota. Tenho 21 anos e não tenho perspectivas de vida. Não tenho nada a que me agarrar. Não tenho nada meu... Chego a casa e nem como. Deito-me e tento dormir para estar de pé no dia seguinte para vir trabalhar.


 


 Não recebo um telefonema, a não ser da minha irmã por vezes, não ligo o computador a não ser no trabalho porque para mim não passa de um mundo virtual. E eu preciso do chamado "calor humano"...


 


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 E este blog está-se a tornar na coisa mais pessimista possível... Acho que tem os dias contados...

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41 comentários

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De nelson camacho a 20.06.2008 às 17:06

Amiga Pobre (o) Tanas.
Li atentamente o teu desabafo, fiquei triste! Peguei no portátil e fui até à praia, deixei-o no café, fui tomar um banho para refrescar as ideias, voltei, abri-o novamente e reli a tua prosa.
Também os portugueses estiveram durante várias semanas vendo uma luz ao fundo do túnel até que lhes apareceu um país maior, mas fiámos com o orgulho de sermos um pais também grande.
Dos fracos não reza a história, só os grandes de alma e coração.
Quando se tem alguém ou um animal à nossa espera, e quando nos vê, se enrosca alegremente em nosso seio é bálsamos eternos para ilibar as nossas tristezas, os nossos anseios, os nossos gritos de alma. VOCÊ É UMA PRIVILEGIADA ! Ainda tem duas gatinhas que esperam por si para a confortar das vicissitudes da vida.
Há quem nada mais tenha que uma simples fotografia amarrotada que guarda cuidadosamente junto a uma caixa de cartão onde se enrosca durante a noite em um canto de uma qualquer cidade.
Tem também uma irmã que lhe telefona. Amiga existe gente que mesmo depois de ter uma vida cheia de gente à sua volta, nada mais tem que a saudades dessas pessoas e do seu calor humano.
Remédio? É ir para a rua, a um café, a um cinema, a um teatro e procurar na alegria dos outros o seu conforto humano. Depois! Um banho, uns lençóis lavados e sonhos, sonhos, sonhos….. Porque o sonho comanda a vida.
Um beijo fraterno deste que chora por si, mas que com todo o respeito gosta de si.
Espero que o que escreveu neste post , nada mais seja que ficção, caso contrário, tem sempre um ombro amigo para chorarmos os dois.
Acaba com essa raiva que transmites em Frankestein ..” e acrescenta a este meu comentários as palavras de “Café com Nata” incerto num comentário de 23 de Maio.pp .
Nelson Camacho

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