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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!


12
Mai08

Demónio em mim...

por Pobre(o)Tanas

 


 Dor...


 


 Dor essa que se esconde no mais profundo do meu ser. Que se manifesta no silêncio de um olhar que foge de outro, para que pensamentos não se leiam através deles, porque os olhos são o espelho da alma.


 


 Queria dizer tanta coisa e não consigo... Guardo para mim. Tenho medo que me toquem, tenho medo de tocar. Não posso deixar. Nem permito que penetrem o meu espirito, porque iam descobrir os meus sentimentos e ninguém os pode saber.


 


  As pessoas os usariam para me provocar ciúmes, para provocar o lado escuro que por vezes emana do meu corpo. Esta raiva que está contida e não sai de mim porque a controlo. É controlada apenas não dizendo o que sinto.


 


  Sou um ser que controla, prende aquilo que quer. Torno-me um monstro quando me tentam arrancar tudo o que amo dos meus braços. Não meço o que digo, não meço os meus actos e torno-me num demónio que se vinga sem dó nem piedade. O meu olhar torna-se baço e completamente doentio. Dou uivos de loba solitária pelas noites fora para mostrar a minha dor...


 


  Porque toda esta raiva que me transforma quando me roubam o que de mais precioso tenho? Porque?


 


  Porque já perdi muito. Porque tudo o que possuo me custa a conseguir e não deixo que me tirem... Não posso.


 


  Para evitar tudo isto, calo-me. Observo... Deixo, com uma força retirada de dentro das minhas entranhas, lá mesmo do fundo, que aquilo que amo passeie livremente por aí... Tento-me reger por aquela frase em que dizem "Tudo o que amo deixo livre. Se voltar foi porque conquistei. Se não voltar foi porque nunca tive." Mas o esforço é tanto para me controlar...


 


  Não gosto de ser assim. Doi-me muito...


 


  Hoje não vou deixar que me olhem nos olhos... Porque encontrarão o meu demónio. Demónio da possessividade. Ele esconde-se dentro do meu olhar.


 


  Por isso, quando beijo, fecho os olhos. Para que ele cale os urros e para que adormeça dentro de mim...


 


 


  Esta é a minha luta constante...


 


 

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1 comentário

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De samueldabo a 13.05.2008 às 12:14

Viva amiga.
No desespero de nós, a raiva de querer gritar aos quatro ventos. E calar, dizendo, ainda que só um afloramento, a alma grande que teima em ser gente.
Bebo de ti, alimento-me de ti. Sonho na noite de breu com a tua felicidade.
Beijinhos de amigo

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