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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!


04
Abr08

 


 


  "Sim é com aquele rapaz que vou casar..." - dizia ela às coleguinhas apontando para um jovem que tinha acabado de entrar no bar da escola.


 


  Não o conhecia nem tão pouco sabia o nome, idade o que quer que fosse dele. Nunca o tinha visto antes se não no momento em que ele entrou e as amigas lhe perguntaram de quem ela gostava e com quem quereria um dia casar. Mas sabia uma coisa. Sabia que um dia iriam ter algo muito forte que os ia unir. 


 


  O nome dela era igual ao de tantas outras meninas de onze anos. Não tinha uma beleza que a destacasse e a idade também não ajudava a que a levassem demasiado a sério. Os adultos preferiam mantê-la longe dos seus assuntos e mostrar-lhe o distânciamento entre idades. Então não levavam muito à letra o seu amor platónico. Porque nessa idade tudo é platónico.


 


 Mas aquele amor não o era... Aquele amor era verdadeiro.... E ela sabia-o muito bem.


 


 Um dia conheceram-se.


 


 Ele afinal tinha um nome, uma idade e uma existência fundamental em todos os dias da vida daquela menina.


 


 Começaram mal.... Ele achava-a muito pequenina de idade, ela achava-o o rapaz perfeito. Ele era diferente. Era "o tal".


 


  Mas a vida troca as voltas e ele apaixonou-se por ela como nunca gostara de ninguém e eles viciaram-se um pelo outro. No entanto pela primeira vez se separaram. Andaram à deriva bastante tempo. Conheram outras pessoas e envolveram-se perdidamente por coisas nocivas.


 


  Numa noite, após muito tempo longe, eles reencontraram-se e amaram-se os dois pela primeira vez. Amaram-se e foram o primeiro um do outro após tantos anos de se conhecerem. Guardaram-se um para o outro apesar de todas as contrariedades das suas vidas. Mas aquela era a noite das suas vidas. Não a iam perder. Sabiam que ia ficar marcada e juraram fidelidade para sempre.


 


  A menina é agora mulher. Ele um homem. Ambos seguiram as suas vidas em sentidos opostos com uma frase dita por ele: "Nem tudo dura... Escolhi a tua felicidade não a minha...Amo-te...".  Ele não sabe onde pertence mas ela continua a saber... Ele pertence ao coração dela passem os anos que passarem. Porque é com ele que um dia irá casar......


 


 

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13 comentários

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De Café com Natas a 05.04.2008 às 17:45

Pobre? O Tanas!!
Tens um coração bem riquinho!
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De samueldabo a 06.04.2008 às 00:06

As minhas saudações.
Esta história, porque se aproxima tanto de mim, até parece ter sido escrita pela minha mulher.
E casámos.
Foi um impulso. Não pude deixar de comentar.
um abraço de amigo
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De Pobre(o)Tanas a 07.04.2008 às 09:00


Fico feliz por terem casado e que a minha historia se assemelhe à vossa. É das nossas histórias que vivemos. Pena que nem todas acabem bem, é o caso da minha... Desejo-vos as maiores felicidades:) São pessoas que se amam desta maneira que me fazem acreditar no "e viveram felizes para sempre...". Bem hajam
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De samueldabo a 07.04.2008 às 10:46

Viva, bom dia!
Voltei a reler a história. Desta feita com olhos de segunda feira, que foi sempre o meu dia mais fértil, e após ter lido o comentário.
Eu, a ver-me aos 14 anos e a ela de 16. Ela linda , bem falante, a respirar inteligência e bom carácter A carta de amor, porque tímido , não consegui dizer-lho na cara.
E a resposta: há uma barreira entre nós, não posso aceitar.
Encontrarmo-nos 6 anos mais tarde. Sem o saber, eu tinha mudado, aprendido a ser homem, pessoa . Ela imutável, na sua beleza e no ser em si mesma.
Estaria escrito em algum lugar? Dentro de nós? No sangue?
Como a Fénix, para além da Fénix, as cinzas avivam-se em fogo inapagável. Tínhamo-nos reservado um para o outro, resistimos à guerra e só depois, casados,
nos tivemos na simbiose do amor e da paixão.
Hoje, quantos combates? Quantas batalhas perdidas?
E as que ainda travamos? Olho o seu rosto cansado e nos momentos de acalmia, é o rosto de antanho que eu vejo e uma ternura imensa de a continuar a ter.
Amiga, as minhas desculpas por ocupar o espaço. Fui muito sensível à história que aqui contaste.
Um abraço de amigo
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De Pobre(o)Tanas a 07.04.2008 às 11:03



Sabe eu agradeço imenso que comentem e mostrem as vossas histórias para eu saber que não estou sozinha. Acho muito bem que ocupe este meu espaço porque além de meu é de todos os que vierem por bem.

Penso que nos está destinado. E quando digo que espero por ele digo-o com as forças de mil sóis porque é isso que me faz continuar em frente. Mas se nunca o tiver é porque não o mereço mais. Fica a lembrança de que já fui dele e ele meu. Mas que é o meu mundo, isso garanto-lhe. Foi um companheiro, pai, irmão, amigo, amante, namorado. Bebeu as minhas lágrimas ao cair das noites e sufucava a meio da noite nas suas, baixinho, para que eu não ouvisse o seu sofrimento.

Levaram-mo para longe de mim no entanto tem o seu lugar cá dentro. Se acredito no destino? Acredito e não desisto enquanto não saborear a felicidade ao lado dele.

E fico arrepiada por pensar que em pequenos sabemos tão bem que é "a tal pessoa". Como sentimos isso de forma tão forte. Mas sabemos.

Eu perdi uma batalha mas enquanto não perecer nela, estarei na linha da frente no confronto final à espera dele...
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De samueldabo a 07.04.2008 às 11:45

Amiga.
Estou siderado.
As suas palavras. A determinação convicta. Querer, acreditar. Não temer a espera, que pode ser de mil sois mas não será nunca. E a minha própria convicção que a maré que nos traz um bom peixe, da mesma forma o leva, por vezes, e nos deixa inquietos à espera que nos traga de novo, porque acreditamos merecer essa felicidade.
O meu sincero desejo é que se encontre, por um qualquer acaso cósmico ou terreno, com a alma erradia subtraída. Para que se cumpra o destino.
Acredito que vai conseguir. Só pode conseguir.
Um abraço de amigo
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De Pobre(o)Tanas a 07.04.2008 às 11:59



Vagueio na escuridão à espera da luz que ele erradiava na minha vida... Não creio que ele me queira iluminar outra vez com a mesma força mas não vejo o porquê de não ficar à espera da presença dele doa o que doer.
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De samueldabo a 07.04.2008 às 12:59

Amiga.
Gostava de dizer, em relação a esta sua espressão,"mas se nunca o tiver é porque não o mereço mais". No primeiro comentário, ao meu.
O " nunca", é um excedente que o destino não contempla. e o "merecer", pela expressão do seu amor, é uma condescendência que faz a si própria, porque pode muito bem ser ele que a não mereça.
um abraço de amigo
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De Pobre(o)Tanas a 07.04.2008 às 16:09


Não sei...Tantas coisas negativas aconteceram...Nem nunca mais nos vimos...
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De Pobre(o)Tanas a 10.04.2008 às 14:16



Agora que li tudo com mais atenção, depois de dias à procura de descanso, vejo que o seu amor, ainda de menino puro, pela sua esposa me faz pensar que ainda existimos por alguma razão... A de amar. E vejo o seu orgulho na sua relação. E espero do fundo do meu coração que sejam eternamente felizes neste mundo e no outro. Porque se não são estas coisas que nos fazem respirar então a vida não tem qualquer valor para mim.
Essa sua forma de por as coisas faz-me crer que ainda poderá haver uma esperança na minha vida e é por aquilo que me disse e por hoje ter tido mais que sinais evidentes do que deveria fazer, que quero partilhar consigo o meu ultimo post... Fui à procura da minha felicidade ainda que muito tenue... Poderá nem dar em nada mas pelo menos tenho menos um peso na consciência...

De uma amiga que pede tudo de bom para si e para os seus que tão grandemente ama:) Bem haja homem de coragem que mostra os sentimentos nobres sem qualquer vergonha tão dada aos homens nestes assuntos!

Felicidade é aquilo que lhe desejo!

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