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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!


 


 


  Viva o acordar cedo! Vivam os comboios cheios! Viva a chuva! Viva a conta do banco que ainda não tem dinheiro...


 


  "Aprochega-se" o final do mês e Graças a Todos os Santinhos que pode-se pelo menos ir ali à loja da esquina comprar uma camisola de 12euros e ficar feliz para o resto das semanas!


 


  Notícias do Mundo nada de especial: Tibete e mais uns tarecos. E por cá a saga da aluna que agride a professora continua a par com os 10 anos da Vasco da Gama e a nossa querida ASAE.


 


 


 


  Por falar na aluna que agride a professora começo a pensar que o meu curso la ficou para trás e só de relembrar que não acabei apetece-me roer as unhas, mas valores mais altos se levantam e há que ganhar uns trocos para fazer frente à vida que teima em nos cornear.


  No meu tempo de estudante (já lá vão milhares de anos...foi na pré-história), mas na altura crítica, na minha opinião dos 12 aos 16 praí, não haviam assim casos de violência contra professor que não ficasse exclarecido na sala com um bom tabefe ou pelo menos com uma expulsão da sala e depois logo viriam as consequências do acto. Mas nunca vi nada que chegasse aos calcanhares daquela situação gravada.


 


  Penso que o máximo que fiz na sala foi, no intervalo, abrir a porta devagarinho, de pé ante pé, ir ao livro de presenças e retirar a participação que tinham feito da minha turma ao conselho directivo pelo excesso de barulho e ter justificado umas tantas faltas assinando por cima delas para alegria dos meus colegas. Sei que fiz um bem à comunidade estudantil (a minha turma de 7º ano) porque muitos deles poderiam estar dependentes daquelas faltas. No mínimo seriam umas valentes palmadas dos progenitores à porta da escola pelas faltas dadas pelos filhotes angelicais (em casa) e que eles tinham tido conhecimento 5min antes numa reunião feita especialmente para isso mesmo.


  Nunca mais fiz uma coisa dessas até porque os nervos deram-me a volta à barriga de tal forma que andei a correr para a a WC de 15 em 15min durante 3 dias.


 


  De resto tudo normal, miudos felizes quando íamos para Sintra aos parques e caíamos das pedras e perdia-se temporariamente a memória, de forma tão rápida que os professores nem chegavam a saber dos acontecimentos. As porcarias que se levava para comer e depois trocávamos. Os primeiros bafitos juntos às escondidas atrás dos pavilhões. A "rampa da morte" (uma descida de terra com uns 10metros que para nós parecía um Km) onde muitos se tentaram suicidar em vão porque tiveram negativa no teste de Ciências acabando mesmo por se estatelarem na parede onde a rampa findava e caindo para trás de braços abertos.


 


  Penso que ainda pertenço à geração "joelhos esfolados" porque a minha primeira consola de jogos deram-ma quando tinha 19 anos e sei que olhei para ela e pensei "ok para que quero isto?". Vivi uma infância invejável na quinta da minha avó com os animais, nunca tive assim problemas demasiado importantes nas escolas, era uma aluna mediana, talvez no secundário é que tirasse as melhores notas, mas andei sempre a fazer tpc de fim de semana aos domingos à noite à pressa enquanto via um filme qualquer da sic, que propriamente não seria indicado para a minha idade. Os meus pais sempre lutaram para que eu estudasse até que me puseram na explicação e para mal dos pecados deles só consegui boas notas quando saí de lá.


 


  Lembro-me de muitos castigos que levei, o primeiro até que nem foi por minha culpa porque a professora disse-nos que não queria nem ouvir uma mosca... Estávamos a brincar com plasticina, eu tinha entrado para a primária não fazia nem um mês, e um coleguinha meu perguntou-me se eu queria um gelado de plasticina e eu disse-lhe baixinho para ele estar calado se não ia de castigo e pimba fui eu... Para a parede. No meu tempo eu ia e acabou não chamava a minha mãe para ir bater na professora ou o gang todo da minha área para bater no sócio que até me ofereceu um gelado... de plasticina. Nem sabia o que era um psicólogo. Não usei a separação dos meus pais para justificar os meus actos incorrectos e muitas vezes, enquanto esperava pelo meu avô à porta da escola primária, a professora sentava-me ao colo dela a falar comigo que eu deveria ser forte enquanto me via a cabeça não fosse ter apanhado piolhos da Cátia do Bairro dos Avieiros.


 


  Era muito feliz... E apesar de não concordar com os professores a maior parte das vezes e chegar a casa e dizer à minha mãe que no dia seguinte iria dizer à minha professora que ela cheirava a suor (o que era verdade) nunca tive comportamentos assim tão graves.


 


  Hoje sei que o suor da minha professora da primária devia-se ao cansaço de preparar pestes para serem alguém na vida.


 


 

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