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Agora sou esposa, mãe, completa! Mas continuo minha... Sempre!


Todas as semanas aturo um caramelo no trabalho. Ainda não percebi muito bem que merda faz ele lá se arranja computadores se faz um bocado de contabilidade o que é certo é que é um ordinareco meia leca e quando digo meia leca digo abaixo do 1,65m que é a minha altura. Daí que se o mundo visto da minha estatura parece-me enorme, da visão dele a minha recepção é um país, a empresa um continente e a vila seguinte um planeta... Adiante...

Este fulano, mais propriamente o "Olhos de Charroco", teria caído nas minhas boas graças, como todas as pessoas decentes que se apresentam na minha recepção, se não entrasse a matar como se eu fosse carne para talho e ele o talhante.

Nunca gostei de pessoas que invadissem a distância higiénica que nos separa. Aqueles míseros centimetros valem de muito no que toca àquilo a que chamo de educação. São poucos mas os essênciais para que eu me torne uma pessoa agradável, de fácil diálogo e trato. Pelo que se me tocam nas costas quando nem sequer conheço a pessoa de lado algum, torna-me logo o oposto de tudo o que mencionei anteriormente. Viro a cara, não olho nos olhos da pessoa e esta acaba por ser recambiada para o sítio de onde veio, ou seja, lá longe da minha vista. Se por ventura não perceberem e resolverem atacar-me da segunda vez que me vêem com um aperto de mão prolongado - puxando inclusivé a minha mão quando eu já a estava a retirar - e me olham com olhos de charroco baboso é óbvio que se habilita a levar com furador nos cornos (e o que uso é daqueles que fura logo umas 50 folhas de uma vez...).

Pelo que eu ODEIO este baboso da merda! Dá-me asco! Vir ali todo desgargalado a verem-se os pêlos do peito, tão "alto" que se se chegar perto do balcão bate lá com as trombas e revolver a minha secretária mudando o computador de sítio, o rato para onde lhe convém e outras merdas que me irritam profundamente. Mas eu acalmo-me e vou arquivar ou desarquivar só para não estar ali e reprimir a minha vontade de lhe dar com uma cadeira e abrir-lhe a cabeça ao meio.

Tudo isto seria mínimo não fosse também o ego e altivez dele que são ridículos! Pensa que é muito bom!
E isso reflecte-se no seu carro. O "Olhos de Charroco" tem um Audi A4 dos novos. Uma bomba que se não fosse dele me faria ficar ali, enquanto fumava um cigarro na rua, a olhar para o carrito e a imaginar-me mais o meu Jacinto montados num foguete daqueles, com os cães a babarem os estofos de pele, poder mexer em todos os botões que aquela máquina tem como se fosse um cockpit. Mas não tendo dinheiro para aquilo nada podemos fazer e neste momento posso afirmar aqui que só por associar o carro ao gajo, nunca na minha vida quereria um igual... Nem dado... Bom dado, dado talvêz... Mas depois vendia-o e comprava um Colt de 1994/5 e guardava o resto do dinheiro para comprar umas batatinhas fritas ou meio quilo de sardinhas.

O mais engraçado disto é ver uma pessoa de metro e meio sair de um carro daqueles. Faz-me lembrar duas coisas: Um camionista pequenino saindo de um TIR ou quando vemos uma grande moto, um motard com um corpo fantástico saindo de cima dela e quando tira o capacete é loiro, vesgo e faltam-lhe 2 dentes à frente. É tal e qual!

Estou a imaginar um encontro às cegas com o "Olhos de Cachorro". A fulana não o conhece, decidem encontrar-se numa praça, ele diz-lhe qual o carro que tem para ela o detectar e ficar espantada e ela quando o vê a sair, tira rapidamente o casaco verde alface que leva vestido, enfia-o na mala, esgadelha o cabelo, tira o telemóvel fingindo que está a escrever uma mensagem enquanto se esconde atrás de uma estátua ou de um chafariz...

O ego do "Olhos de Charroco" é do tamanho da cilindrada do carro dele... E penso que ele se mede por aí.

E pessoas que pensam que as outras ficam rendidas pelo que possuem deixam-me nervosa, fazem-me roer ainda mais as unhas, enojada e irritativa. E pior ainda, quando saem à mesma hora que nós só para que vejamos bem o carro que têm... Enganam-se...

O meu Jacinto tem um bolinhas e como o meu mundo pára quando vou entrar naquele carro, cheio de garrafas de água vazias, lenços de papel ranhosos, lama e um cheirete a pêlo de cão molhado, rumo à felicidade do nosso ninho e à paz da nossa vida!




É um belíssimo sem dúvida alguma mas...



Este bastava-me...


(Todas as imagens foram retiradas da Web)

No entanto não há melhor máquina que o velho bolinhas! Vai para todo o lado! E o branco dá com tudo!


E com isto avento uma música que me tem ajudado a adiar um homícidio... Viro costas, trauteio e vou arquivar como se nada fosse e nada tivesse visto...


(Adivinhem o que para aqui vai...)


Toma e embrulha, oh marmota! É que fico mesmo feliz com isto!

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